segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Reflexões sobre Transporte Espacial no Brasil

Olá leitor

Veja abaixo leitor um interessante artigo escrito pelo Tenente-Brigadeiro-do-Ar R1 Sergio Ferolla e pelo o Engenheiro João Ribeiro Junior e publicado no dia (12/01) no site “Defesanet.com”. Vale a pena conferir.

Duda Falcão

COBERTURA ESPECIAL - ESPECIAL ESPAÇO - TECNOLOGIA

Reflexões sobre Transporte Espacial no Brasil

A criação e manutenção operacional de um Centro de lançamentos só será
viável frente a uma decisão soberana e estratégica do Estado nacional.

Tenente-Brigadeiro-do-Ar R1 Sergio Ferolla
Engenheiro João Ribeiro Junior
Defesanet
12 de Janeiro, 2018 - 13:30 ( Brasília )

Foto do lançamento do VLS 1.

Acadêmicos da Academia Brasileira de Engenharia Militar – ABEMI

Quaisquer considerações quanto ao emprego de satélites no âmbito do governo sempre impuseram as necessárias cautelas. No que se refere a lançadores nacionais, além da indisponibilidade dos referidos equipamentos, a médio e longo prazo, são óbices rotineiros a carência de recursos e pessoal especializado. A essas limitantes se somam as restrições e bloqueios no contexto do MTCR (Missile Technology Control Regime), impondo pesados acordos de salvaguarda devido à comunalidade tecnológica entre os veículos espaciais e os misseis de longo alcance.

Paralelamente, no que se refere à prestação de serviços de lançamento, por representar uma atividade comercial deficitária, grandes investimentos e recursos públicos serão mandatórios. Assim, a criação e manutenção operacional de um Centro de lançamentos só será viável frente a uma decisão soberana e estratégica do Estado nacional.

Como ilustração de tais condicionantes, atualmente há 12 países no planeta que tiveram acesso ao espaço com seus próprios meios, chamados “Países Lançadores” e, entre eles, somente os Estados Unidos, a Federação Russa e a União Europeia possuem a capacidade de comercializar lançamentos.

O Centro deverá ser provido de uma faixa territorial ou marítima, sobre a qual se desenvolverá a trajetória inicial do veículo, sem sobrevoo de áreas habitadas até o último retombamento dos estágios propulsores. Preferencialmente são selecionadas faixas em mar aberto e voltadas para o leste, sentido da rotação da terra.

Esta posição preferencial deve, também, garantir o acesso de grandes cargas por mar, terra e ar; bem como viabilizar uma faixa larga de azimutes para lançamentos em diferentes inclinações de órbita. Quando instalado próximo ao equador, melhora o desempenho para lançamentos de satélites em órbitas equatoriais e, em particular, das geoestacionárias.

No rol desses problemas, a questão territorial é a que mais afeta o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA). Em 1980 o Estado do Maranhão decretou a desapropriação de uma área de 52 mil hectares para instalação do CLA, e em 1986/87 se iniciaram os reassentamentos de famílias, como previsto no Plano Diretor do Centro, mas as demais transferências nunca se concretizaram. Em 1991, Decreto presidencial efetivou o terreno como “de utilidade pública”, retificando a área a ser desapropriada que, somada com as devolutas, totalizariam 62 mil hectares.

Em 2008 o INCRA tornou público, via Edital publicado no DOU, o Processo Administrativo para regularização fundiária de terras de quilombo em Alcântara (RTDI), abrangendo uma área de 78,1 mil hectares e que inclui toda a costa Norte da península. Dessa forma, caso seja implementado o RTDI, restarão disponíveis somente 8.713 ha, limitando todas as necessárias expansões e comprometendo, em definitivo, o CLA como potencial Centro para lançamentos comerciais.

Além dessas questões geográficas, uma série de outros aspectos influenciam na efetivação de um Centro de Lançamento capaz de viabilizar operações comerciais. Dentre eles é importante ressaltar: a obtenção de Seguros para veículos de altíssima confiabilidade, do conjunto lançador/satélite; dispor de uma legislação específica para lançamentos comerciais; dispor de meios operacionais e equipes com alto nível de treinamento, capazes de assegurar o bom resultado da operação; agilidade nas operações alfandegárias, tributárias e trabalhistas, devido à grande presença de estrangeiros nas operações.

O Centro de Lançamento de Alcântara já passou por 2 grandes tentativas de trazer parceiros para lançar seus veículos a partir de suas instalações. Em novembro de 1996, como caminho para custear a manutenção, bem como visando a preparação e desenvolvimento do CLA, para veículos estrangeiros e/ou desenvolvidos em parceria com o Brasil, foi assinado Convênio entre o, então, Ministério da Aeronáutica e a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária – INFRAERO, sendo a Agência Espacial Brasileira (AEB) interveniente do processo.

Nas demonstrações de interesse, as empresas que buscavam o CLA sempre consideravam tais limitantes, deixando claro que o negócio só seria sustentável quando o governo, por razões estratégicas, arcasse com os custos não recorrentes e subsidiasse os recorrentes. Além de óbices e exigências inaceitáveis por parte do governo Americano, uma série de outras dificuldades deveriam ser superadas, tais como: ausência da licença ambiental; ausência da infraestrutura, como porto para cargas e meios de transporte de pessoal de São Luís para Alcântara; ausência da definição dos procedimentos de importação do veículo e dos satélites, por parte da Receita Federal brasileira; ausência de uma lei que regulamentasse a participação do governo brasileiro nos danos contra terceiros.

Com a desistência das empresas comerciais dessa fase pioneira, restou ao CLA participar no desenvolvimento dos veículos domésticos. Mas, em 2003, o governo federal decidiu pela assinatura de um Acordo com a Ucrânia e consequente criação da binacional ACS (Alcântara Ciclone Space). Em 2005 foi publicado o Decreto Legislativo que autorizava sua instalação. Tal decisão acabou agravando os rotineiros óbices, além de se transformar num sorvedouro dos escassos recursos orçamentários.

Os técnicos governamentais, desde o início, tinham plena ciência das falsas perspectivas de absorção tecnológica, probabilidade de sucesso e viabilidade industrial. No entanto, por motivações políticas no âmbito do governo federal, somente em 2015 ocorreu a necessária decisão para o encerramento do danoso Acordo, que induziu esperanças a pessoas e grupos iludidos pelas incorretas argumentações dos parceiros ucranianos.

Além de envolver o país numa aventura desastrosa aos interesses nacionais, as dispendiosas obras de uma infraestrutura inacabada, custeadas pelo Brasil, para um proposto foguete Ciclone IV, ocuparam com escombros a faixa restante do limitado sítio de lançamentos.

Frente a esse quadro lamentável, surge como piada de mau gosto as notícias divulgadas pela mídia, de hipotético Acordo internacional para a exploração comercial do CLA. Além de não atenderem os interesses nacionais e da conhecida indisponibilidade de área vantajosa para novos lançamentos, persistem no entorno do CLA complexos problemas sociais e ocupações desordenadas, cuja realidade violenta os rígidos requisitos para as operações de lançamentos espaciais.


sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

CVT-ESPACIAL Atrai a Atenção de Autoridades e Professores do Rio Grande do Norte

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota posta ontem (11/01) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB), destacando que o CVT-ESPACIAL está atraindo a atenção de autoridades e professores do Rio Grande do Norte.

Duda Falcão

CVT-ESPACIAL Atrai a Atenção de Autoridades
e Professores do Rio Grande do Norte

Coordenação de Comunicação Social – CCS
Publicado em: Brasília, 11 de janeiro de 2018


Inaugurado em Parnamirim (RN) no dia 13 de novembro de 2017, o Centro Vocacional Tecnológico Espacial (CVT-Espacial) vem atraindo a atenção de autoridades e professores da rede pública de ensino do município interessados em desenvolver atividades relacionadas à temática espacial. O número de visitas realizadas ao Centro, antes mesmo de iniciar as aulas no município, evidencia o potencial do CVT na promoção de conhecimento científico e tecnológico bem como sua relevância no desenvolvimento da região e no estabelecimento de vínculos sinérgicos com a sociedade.

A deputada federal Zenaide Maia (PR-RN) conheceu as instalações do CVT-Espacial em 18 de dezembro. Recepcionada pelo coordenador da Unidade da Agência Espacial Brasileira (AEB) em Natal, Marco Antônio Vieira de Rezende, a parlamentar teve acesso à moderna infraestrutura disponibilizada no local, incluindo laboratórios inovadores, salas de vídeos, e os espaços Lua e Marte, locais onde serão reproduzidos a superfície desses astros para a simulação de atividades de exploração. A deputada se comprometeu a levar os representantes de sua bancada no RN para conhecer o CVT-Espacial e também buscar apoio para realização das atividades.

O Olhar Docente

Em 21 de dezembro a convite da Secretária Municipal de Educação e Cultura de Parnamirim (SEMEC), Francisca Alves da Silva Henrique, 14 professores da rede pública de ensino estiveram no CVT-Espacial. Outros 19 docentes do município visitaram o Centro na semana seguinte (27.12), e assistiram, naquela oportunidade, palestra sobre a inserção do CVT-Espacial no Programa Espacial Brasileiro. O evento foi conduzido pelo coordenador Marco Antônio Rezende.


No início do ano (09.01), o coordenador-geral de Ensino Médio do Ministério da Educação (MEC), Wisley João Pereira, também prestigiou o Centro, e saiu impressionado com o projeto CVT. No momento a AEB está trabalhando junto ao Ministério para ampliar a capacidade de atendimento do CVT-Espacial.

O principal parceiro do CVT-Espacial é o sistema de ensino local, que de início inclui o ensino fundamental, e futuramente poderá contemplar outros níveis. Uma das metas do Centro é assistir alunos e professores das escolas e universidades públicas, oferecendo cursos de capacitação, oficinas e ensino tecnológico prático na área espacial.

Sobre o CVT-Espacial

O CVT-Espacial é uma iniciativa da AEB inserida no Programa de Apoio à Implantação e Modernização de Centros Vocacionais Tecnológicos do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), desenvolvido em parceria com o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), com apoio do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA).

Ocupando um espaço de 10 mil metros quadrados, dos quais um quarto é de área construída, o Centro é dividido em dez ambientes, e conta com três laboratórios, auditório, sala de capacitação, dentre outras facilidades. Os espaços abertos podem ser utilizados para o lançamento de foguetes, experimentos e ensaios.

Inicialmente o Centro vai atender alunos do 9º ano do ensino fundamental das escolas públicas de Parnamirim, mas no futuro as atividades serão estendidas a outros níveis de ensino.


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

Comentário: Pois é leitor, não há como negar os benefícios de um equipamento como este para o desenvolvimento do Espaçomodelismo e do Foguetemodelismo no Brasil, além também da cultura espacial entre nossos jovens. Eu diria até que outros equipamentos como este deveriam ser instalados no Norte, Cento Oeste, Sul e Sudeste do Brasil, além é claro de um próximo ao Centro de Lançamento de Alcântara (CLA). No entanto, todo processo de implantação deste equipamento foi conduzido de forma discutível e precisa ser investigado com vigor por quem cabe investigar. Porém será que existe mesmo entre as chamadas ‘otoridades’ o interesse e a idoneidade necessária para isto? Sinceramente não acredito nisto. Se mexer vai feder e quem em Brasilia atualmente quer isto?

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Em Entrevista à Rádio Força Aérea, Marcos Pontes Fala Sobre a Viagem ao Espaço

Olá leitor!

Segue abaixo uma entrevista com o Astronauta Brasileiro, Marcos Pontes, concedida á Radio Força Aérea e publicada hoje (09/01) no site da Força Aérea Brasileira (FAB), em comemoração ao DIA DO ASTRONAUTA.

Duda Falcão

DIA DO ASTRONAUTA

Em Entrevista à Rádio Força Aérea, Marcos
Pontes Fala Sobre a Viagem ao Espaço

Marcos Pontes foi o primeiro astronauta brasileiro a viajar ao espaço

Por Ten. Raquel Alves
Edição: Major Alle
Agência Força Aérea
Publicado: 09/01/2018 12:00h


Nesta terça-feira (09/01) comemora-se no Brasil o Dia do Astronauta, uma homenagem à Missão Centenário, realizada pela Agência Espacial Brasileira, em 2006, e à viagem do Tenente-Coronel Aviador Marcos Pontes para a Estação Espacial Internacional.

Marcos Pontes foi o primeiro astronauta brasileiro a ir ao espaço. Foram oito anos de treinamentos na Agência Espacial Norte-Americana (Nasa) e na Agência Espacial Russa (Roscosmos).

Em entrevista à Rádio Força Aérea FM, ele conta um pouco da sua trajetória, da rotina no espaço, das curiosidades e do momento que mais marcou sua viagem.



Fonte: Site da Força Aérea Brasileira (FAB) - http://www.fab.mil.br

1º CubeDesign do INPE

Olá leitor!

Trago agora uma notícia muito interessante para você. Olha, o grupo de “Capacitação Tecnológica em Engenharia Espacial (CTEE)” da “Pós-Graduação em Engenharia e Tecnologia Espacial do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)”, irá realizar de 25 a 28 de julho deste ano, nas dependências do INPE em São José dos Campos, a primeira competição nacional de desenvolvimento de pequenos satélites, o “1º CubeDesign”,  e, para tanto, tem o prazer de convidar todos os alunos a participarem deste vento.


O CubeDesign é uma iniciativa que visa promover um ambiente de competição sadio entre as equipes de desenvolvimento de pequenos satélites, aproveitando para compartilhar experiências e promover a integração dos grupos de desenvolvimento.

Sendo assim esta edição contará com três categorias, ou seja, a CubeSat, a CanSat e a Mockups. A Categoria CubeSat é direcionada ao público universitário e de institutos profissionais. Já a Categoria CanSat é direcionada ao ensino médio, e a Categoria de Mockups será direcionada ao ensino fundamental,.

As inscrições acontecerão até o dia 15/05 e para maiores informações sugiro ao interessado que visite o site do evento pelo link: http://www.inpe.br/cubedesign/

Duda Falcão

O Nosso Povo Até Hoje Não Aprendeu a Lição

Olá leitor

Enquanto no Brasil o Governo e suas instituições de gestão ligadas ao Programa Espacial do Brasileiro (PEB) se esforçaram para jogar confetes no que talvez tenha sido o pior ano de toda história do PEB, onde sequer conseguiram cumprir o mínimo planejado, na Suécia, um dos mais ativos centros de lançamento do mundo, o “Esrange Space Center”, da “Swedish Space Corporation (SSC)” publicou dia 22/12 em seu website oficial a seguinte mensagem em inglês de final de ano:

“Another Successful Year - 2017 Review

22 Dec 2017

Season's Greetings from SSC

2017 has been another successful year for SSC. We successfully launched several sounding rockets and stratospheric balloons, supporting advanced science, helping push the human frontier forward. One example is the launch of Europe's largest sounding rocket MAXUS, ending a 7-year scientific preparation, delivering amazing results.

We have performed support to a large number of successful LEOPs, i.e. to help customers take control of satellites in the right orbit after it separates from the launch vehicle to its final orbit, helping to create the vital space-based infrastructure that society requires today.

Our global network of ground stations has been used more than ever, implementing new customers and services on a record level and continue a valuable collaboration with long-term customers.

In Europe, our engineers have provided their skills as part of operating crews in many European space missions, most of these services as integrated parts of customer organizations.

In all, 2017 has been a fantastic year together with new and old customers all over the world. It is a great pleasure to be able to together help to achieve a more sustainable future on our planet.

Thank you for 2017 – with wishes of an even better 2018.”

Pois é leitor, como você mesmo pode notar nesta pequena nota em inglês só em 2017 a SSC fez mais pelo setor de C&T Espacial que o nosso pífio PEB nos últimos cinco anos ou mais.  

Na realidade hoje o PEB não existe mais como programa, e vive de atividades pontuais (iniciativas) ligadas a alguns projetos, na maioria desconexos, que são tratados por esses governos de POPULISTAS DE MERDA com descaso e muita incompetência.

Fora isso leitor, como último reduto de resistência, surge nas universidades do país, e até mesmo em escolas de ensino médio, atividades de Foguetemodelismo e Espaçomodelismo graças iniciativas de educadores que enxergam a extrema necessidade de se ampliar entre os nossos jovens a cultura espacial. Entretanto, o que será desses jovens se as coisas continuarem como estão? Como atrair novos profissionais para um setor que vive de fantasias?

Outra coisa, é preciso lembrar, e aqui eu me dirijo a toda Comunidade Espacial Brasileira que realmente se importa com a degradante situação do setor que, Programa Espacial senhores é uma questão de estado, sendo assim, não há como deixar o Governo e o Congresso fora disto como vem sendo sugerido por alguns.

Formar empresários como o Elon Musk e tantos outros que existem pelo mundo afora só é possível quando existe um universo propicio para que isto aconteça, ou seja, quando o Governo e o Congresso do país trabalham conjuntamente para encontrar soluções que estimulem no desenvolvimento do setor em questão.

O empresariado leitor, seja nos EUA, França, Japão, Rússia, China, Brasil ou em qualquer lugar do mundo só investe quando existem perspectivas de mercado propicias, entende?

Você já se perguntou o porquê a EMBRAER teve uma resistência enorme para entrar no setor espacial? É simples, porque jamais ela acreditou no negócio, não valia a pena, a falta de compromisso do Governo Brasileiro em fazer a sua parte na área espacial tornava o negocio muito arriscado. Precisou o governo estabelecer o projeto do Trambolho Espacial Francês (SGDC), onde foram gerados recursos de mais de três bilhões, para assim atrair o interesse da EMBRAER que, montou junto com o governo uma empresa mista (a tal VISIONA), empresa esta que pode até está com seus dias contados se o governo não seguir com seus planos.

Leitor, nada neste universo, absolutamente nada, acontece por acaso, tudo tem uma razão de ser, e com o PEB não é diferente. Assim sendo, estamos pagando o preço do que foi plantado e continuaremos pagando até que haja a mobilização da Comunidade Espacial cobrando que o Governo e o Congresso façam a parte que lhes cabe.

O engraçado dessa história toda é que o compositor Geraldo Vandré já dava a receita do bolo no seu ‘hino das massas’ do final’ da década de 60 do século passado, quando dizia em sua música “Pra Não Dizer Que Não Falei da Flores” o refrão: “Vem vamos embora que esperar não é saber, quem sabe faz a hora, não espera acontecer”. Porem pelo visto o nosso povo até hoje não aprendeu a lição.

Duda Falcão

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Missões em Marte, Superfoguetes e Mais do Que Ciência Espacial Prepara Para 2018

Olá leitor!

Segue abaixo uma interessante matéria postada ontem (07/01) no “Portal TERRA” tendo como destaque a agenda espacial para 2018 de diversos países do mundo.

Duda Falcão

ESPAÇO

Missões em Marte, Superfoguetes e Mais do
Que Ciência Espacial Prepara Para 2018

Antes restrita a poucas potências, a exploração do espaço é cada vez
mais internacional - diferentes países preparam missões para este ano.

BBC BRASIL.com
7 jan 2018 - 07h05
Atualizado às 08h58

Dos próximos capítulos da exploração comercial do espaço ao desenvolvimento de carros equipados com motores de foguete, 2018 promete ser um ano movimentado para a ciência espacial.

Fotos: BBCBrasil.com
Expectativa é que a sonda espacial japonesa Hayabusa-2 tenha um
desempenho melhor que sua antecessora | Imagem: Akihiro Ikeshita/Jaxa.

A BBC selecionou algumas das novidades preparadas pelo setor para este ano, que incluem o envio de novas missões a Marte e a Mercúrio, a exploração de asteroides e o início da construção dos superfoguetes do empresário Elon Musk.

Mundo em Movimento

Antes restrita a poucas potências, a exploração do espaço é cada vez mais internacional - e diferentes países preparam missões para este ano. A primeira delas, prevista para março, será a Chandrayaan 2, a nova etapa do inovador projeto de exploração lunar que a Índia iniciou em 2008.

Enquanto a tecnologia da Chandrayaan 1 permitia apenas que a sonda orbitasse em volta do satélite, a Chandrayaan 2 será capaz de aterrissar e se locomover sobre a superfície da Lua.

O lançamento, a partir do centro espacial de Satish Dhawan, em Andhra Pradesh, no sul do país, será feito com a ajuda do veículo de lançamento de satélite geosíncrono (GSLV, na sigla em inglês), desenvolvido pela agência espacial indiana, a ISRO.

Já a NASA, agência espacial americana, planeja ir novamente a Marte em maio, com a missão InSight. Desta vez, os americanos querem investigar o que há abaixo da superfície do Planeta Vermelho.

Na tentativa de reunir evidências que esclareçam como o astro foi formado, a sonda InSight será equipada com um sismógrafo - para medir os "Marsquakes", expressão em inglês para "terremotos de Marte" - e um sensor de calor.

A missão InSight, da NASA, vai monitorar os 'Marsquakes',
que seriam os 'terremotos de Marte' | Foto: iStock.

Em julho, a sonda Hayabusa-2 deve chegar a seu destino, o asteroide 162173 Ryugu - um passo importante no esforço da JAXA, agência espacial japonesa, de coletar material desses corpos rochosos e trazer para a Terra.

Sua antecessora, a Hayabusa, aterrissou no asteroide Itokawa em 2005. Após enfrentar alguns percalços - por uma série de falhas, chegou-se a questionar se a sonda conseguiria fazer o caminho de volta -, a missão retornou com uma quantidade pequena de amostras de material para análise de cientistas.

Os engenheiros da JAXA fizeram uma série de melhorias na Hayabusa-2. A sonda fará pequenas aterrissagens no Ryugu, retirando uma quantidade maior de material da superfície que sua antecessora.

Mas o Japão não será o único país a visitar um asteroide neste ano. Lançado em 2016, o veículo espacial Osiris-Rex, da NASA, deve chegar em agosto a 101955 Bennu, para também coletar amostras.

A agenda movimentada das missões espaciais também inclui uma empreitada conjunta da Europa e do Japão para explorar o planeta mais próximo do Sol: Mercúrio. Batizada de BepiColombo, a missão tem como objetivo ampliar e aprofundar o conhecimento sobre o planeta adquirido pela Messenger, sonda espacial não-tripulada da NASA.

A BepiColombo lançará dois veículos espaciais reunidos em uma mesma estrutura, para realizar um mapeamento detalhado e investigar o campo magnético do planeta. Com isso, os cientistas esperam ajudar a esclarecer questões-chave, como por que Mercúrio possui quantidade elevada de ferro em seu núcleo e uma camada fina de rochas de silicato na superfície.

Exploração Comercial do Espaço

Elon Musk publicou em dezembro fotos da
construção do Falcon Heavy | Foto: SpaceX.

Este também será o ano em que a empresa aeroespacial do empresário Elon Musk, a SpaceX, lançará um dos foguetes mais potentes já construídos: o Falcon Heavy.

Em dezembro, Musk provocou seus seguidores no Twitter com fotos dos bastidores da montagem da estrutura no centro espacial John F. Kennedy, na Flórida, nos Estados Unidos. Seu sistema de propulsão conta com dois veículos Falcon 9, que estarão em volta da estrutura central do superfoguete.

O gigante de 70 metros conseguirá enviar 54 toneladas métricas de carga ao espaço - o dobro da capacidade do foguete mais potente hoje em atividade, o Delta IV Heavy.

Além disso, abrirá espaço para que a SpaceX avance no campo de lançamento de satélites e chegue mais perto da meta de ser a primeira empresa privada a enviar astronautas à órbita da Terra.

A companhia, contudo, não está sozinha nessa corrida. Empresas como a Boeing também têm projetos para enviar naves tripuladas à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) e, assim como a SpaceX, contam com apoio do governo americano.

Desde 2011, quando a NASA aposentou seus ônibus espaciais, os Estados Unidos dependem da nave russa Soyuz, que faz viagens periódicas à estação, para chegar à ISS - fato que tem feito muitos profissionais do setor no país torcerem o nariz.

A Boeing trabalha para que a cápsula espacial Starliner possa transportar
astronautas à Estação Espacial Internacional | Foto: Boeing.

A Boeing e a SpaceX têm planos para testar seus respectivos sistemas de lançamento nos próximos anos - primeiramente com veículos não-tripulados e, na sequência, com astronautas.

Como a segunda etapa implica submeter um grupo de americanos a tecnologias completamente novas em pleno espaço sideral, nenhuma das empresas está disposta a arriscar demais - então é possível que haja atrasos no cronograma.

Mas, uma vez que os testes sejam bem-sucedidos, os dois sistemas poderão ser certificados pela agência espacial americana. E, partir daí, a SpaceX e a Boeing poderão começar a fechar contratos para transportar astronautas à agência espacial.

A NASA também trabalha em seu próprio sistema de lançamento - a tão esperada cápsula Orion e o foguete SLS, que serão usados para enviar seres humanos além da órbita da Terra. Se tudo correr como planejado, a Orion poderia ser lançada em um teste não-tripulado em 2019 - e com astronautas, em 2021.

Velocidade Máxima

Equipado com o motor de um caça, o Bloodhound quer quebrar
a barreira das 1.000 milhas por hora | Foto: EPA.

E não é só a ciência espacial que deve apresentar suas supermáquinas neste ano. Após vários atrasos, o carro supersônico britânico Bloodhound deve chegar mais perto de quebrar o recorde de velocidade de um veículo em terra. A meta é atingir 1.000 milhas por hora (aproximadamente 1.600 km/h).

Com um foguete acoplado ao motor de um caça do tipo Eurofighter-Typhoon, o carro já desfilou em 2017 pela pista do aeroporto de Newquay, na Cornualha, sudoeste da Inglaterra, em um teste de "baixa velocidade" - a meras 200 milhas por hora (320km/h).

Em outubro, o Bloodhound viaja para a África do Sul, com o objetivo de tentar ultrapassar o limite de 500 milhas por hora (800km/h), em meio às salinas de Hakskeen, no deserto do Kalahari.

A marca ainda é inferior ao atual recorde, de 763 milhas por hora (1.228 km/h), mas será importante para que os engenheiros envolvidos no projeto coletem as informações que permitirão ao veículo atingir velocidades ainda mais altas em 2019 e 2020.


Fonte: Portal Terra - 07/01/2018 - http://noticias.terra.com.br

Comentário: Pois é leitor, enquanto o Brasil brinca de fazer Programa Espacial e seu governo planeja entregar o pouco que ainda resta as nações estrangeiras, o mundo não perde tempo e investe pesado na conquista espacial. Como disse recentemente em comentário feito na página do Blog no Facebook ao grande educador e um dos responsáveis pelo crescimento do Foguetemodelismo no Brasil e atualmente presidente da "Brazilian Association of Rocketry (BAR)", o Prof. Carlos Henrique Marchi, para mim é o fim deste sonho dos pioneiros, e só resta uma saída, e ela passa por uma mobilização de toda comunidade espacial e acadêmica do país cobrando ações positivas, efetivas e realmente mobilizadoras do governo, mesmo que para isso tenham de acampar em frente do Palácio do Governo e do Congresso. A situação é gravíssima e nesse momento estamos perdendo feio para esses corruptos POPULISTAS DE MERDA e muito por conta da inércia da Comunidade Científica. Se assim não for feito, estaremos ferrados, e a história registrará a inercia da Comunidade Científica do país nesta questão.

sábado, 6 de janeiro de 2018

TCU Aponta Irregularidades de R$ 6 Milhões na Gestão da Base de Alcântara

Olá leitor!

O Blog do Jornalista Lauro Jardim do site do Jornal O Globo publicou dia (04/01) um noticia informando que o Tribunal de Contas da União (TCU) deu 15 dias para que o Instituto Superior de Administração e Economia (ISEA), contratado pela nossa Agência Espacial de Brinquedo (AEB) para auxiliar na gestão da Base de Alcântara, no Maranhão, explique irregularidades que somam um desfalque de R$ 6 milhões.

Base de Alcântara

Sendo assim, você leitor que tem acesso ao site do Jornal o Globo pode acessar esta curiosa (mas nada surpreendente) notícia pelo link: http://blogs.oglobo.globo.com/lauro-jardim/post/tcu-aponta-irregularidades-de-r-6-milhoes-na-gestao-da-base-de-alcantara.html.

Note leitor que o Blog BRAZILIAN SPACE vem defendendo há tempos a necessidade de se investigar a gestão desastrosa do Sr. Braga Coelho junto a esta Agencia Espacial de Brinquedo (AEB). Se investigar com seriedade vai feder.

Duda Falcão

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Estratégia Nacional Para a Atividade de Inteligência

Olá leitor

Veja esse artigo leitor publicado no dia (03/01) no site “Defesanet.com”, tendo como destaque a Estratégia Nacional de Inteligência (ENINT).

Duda Falcão

INTELIGÊNCIA

Estratégia Nacional Para a
Atividade de Inteligência

Com a ENINT, Brasil passa a ter à mão um sistema à altura dos anseios da sociedade

SERGIO WESTPHALEN ETCHEGOYEN
MINISTRO-CHEFE DO GABINETE DE SEGURANÇA
INSTITUCIONAL DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
UOL
03 de Janeiro, 2018 - 10:00 ( Brasília )

Com a ENINT, Brasil passa a ter à mão um sistema
à altura dos anseios da sociedade.

Desde o dia 15 de dezembro de 2017, quando se publicou decreto a este respeito, firmado pelo presidente Michel Temer, o Brasilconta com uma Estratégia Nacional de Inteligência (ENINT).

Será, talvez, compreensível se, em meio ao denso noticiário cotidiano, o acontecimento não tenha tido a repercussão que mereceria. E, no entanto, este é um fato digno de nota, e por duas razões distintas.

Em primeiro lugar, porque a Estratégia Nacional vem coroar um esforço iniciado ainda em 1999: o de dotar a atividade de inteligência de um marco normativo moderno que a compatibilize plenamente com as exigências do Estado Democrático de Direito.

Naquele ano, a aprovação da Lei n.º 9.883 criou o Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN) e a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), definindo- a como seu órgão central.

A lei, de resto, encarrega a Abin da "obtenção e análise de dados (...) destinados a assessorar o presidente da República"; da "proteção de conhecimentos sensíveis relativos aos interesses e à segurança do Estado e da sociedade"; e de "avaliar as ameaças, internas e externas, à ordem constitucional".

Este processo continuou, ao longo dos anos, com decretos que foram reestruturando o Sistema Brasileiro de Inteligência ao sabor das exigências dos tempos.

Atualmente, o sistema é integrado por 37 órgãos da administração pública, que contribuem com informações e análises que abarcam da área financeira à ambiental, passando pelos domínios mais frequentemente associados à atividade de inteligência (da prevenção do terrorismo ao controle das ações desenvolvidas, em território nacional, por potências estrangeiras)

Faltavam, no entanto, marcos conceituais que orientassem, com clareza e consistência, num mesmo sentido, as atividades dessa miríade de agências estatais.

Esse passo foi dado, finalmente, no presente governo, em 29 de junho de 2016, com a aprovação da Política Nacional de Inteligência (PNI) - que desde dezembro de 2010 aguardava a chancela presidencial -, complementada, agora, com a Estratégia, de que trato neste artigo. Juntos, estes dois documentos situam a atividade de inteligência no quadro mais amplo da realidade estratégica vivida por nosso país, orientam o seu desenvolvimento segundo princípios e valores que são os de nosso próprio regime democrático e, por fim, identificam os temas que conformam o interesse nacional e que orientam a ação do Estado brasileiro para o seu contínuo desenvolvimento. Isso nos traz à segunda das razões pelas quais a Estratégia Nacional de Inteligência é um marco importante.

Durante décadas, o Brasil parecia conformado com prescindir de um sistema de inteligência estruturado à altura das exigências do País - um país, no entanto, que noutros âmbitos jamais deixou de dar vazão ao seu instinto natural e justificável de protagonismo internacional.

Contraditoriamente, tardamos muito em entender que, neste processo, é impossível alcançar desígnios tão elevados sem que a Inteligência esteja a cumprir a sua missão precípua: a de dotar o tomador de decisão, de forma precisa e oportuna, de tantos elementos quanto possível do fato ostensivo ao dado negado, para a concepção e implementação de políticas públicas que atendam, efetivamente, ao interesse nacional.

E, simultaneamente, enquanto avançávamos no aspecto conceitual, o governo trabalhou para fortalecer substancialmente a própria atividade de inteligência, com a retomada de concursos públicos para três carreiras na ABIN (que não se realizavam desde 2010) e com a expansão da rede de aditâncias de inteligência, em coordenação com o Ministério das Relações Exteriores.

Somente no último ano, a ABIN aumentou quase cinco vezes a sua presença no exterior, ampliando-a de 3 para 14 postos em nossas embaixadas, iniciativa em perfeita sintonia como uma das vocações básicas da inteligência de Estado: a atuação no cenário internacional e a interlocução aproximada com as agências homólogas de nações amigas.

Em suma, o que se deu na área de inteligência, desde meados de 2016, foi mais do que um aperfeiçoamento gradual: com a Política Nacional de Inteligência e, agora, com a Estratégia Nacional de Inteligência e com os planos de inteligência que dela derivarão, o Brasilpassa a ter à mão, efetivamente, um sistema de inteligência de Estado à altura dos legítimos anseios da nossa sociedade e adequadamente capacitado a cooperar na proteção dos nossos interesses.

Ainda restam passos importantes a dar, como a normatização da atuação do agente de inteligência ou o detalhamento legal dos conceitos que, pela primeira vez, a Estratégia identifica como ameaças a monitorar. Tudo isso virá a seu tempo, mas o fundamental, agora, é que o Estado brasileiro está dotado dos instrumentos essenciais para fazer funcionar como um sistema orgânico - respeitadas as atribuições de cada integrante do SISBIN - o que antes era apenas uma comunidade algo dispersa de organismos de inteligência.

Integração passa a ser o conceito central do sistema. Contudo, não será o caso, aqui, de sobrestimar a magnitude dos desafios futuros. O dado fundamental a destacar é justamente este: com o trabalho devotado da ABIN e dos demais órgãos do Sistema Brasileiro de Inteligência, e graças à crescente sensibilização do Congresso Nacional e da própria sociedade para a importância do tema, o governo brasileiro, em pouco mais de um ano e meio, impôs-se o desafio de iniciar esta reforma estruturante.

Uma reforma que há de render muitos bons frutos na defesa de nossas instituições, da segurança de todos os brasileiros e do desenvolvimento do Brasil.

Integra da Estratégia Nacional de Inteligência

O Diário Oficial, de 18DEZ2017, trouxe o texto da Estratégia Nacional de Inteligência (ENINT), aprovada pelo Presidente Michel Temer e o Ministro-Chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Gen Ex Sergio Etchegoyen.




Comentário: Não há a menor dúvida da necessidade de se ter um sistema de inteligência e contra-inteligência eficiente em qualquer nação do planeta, especialmente para um Território de Piratas que aos trancos e barrancos tenta se afirmar sem sucesso a sua condição de país de verdade (após mais de 500 anos de sua descoberta e segundo dizem, 195 anos de sua pseudo independência declarada as margens do Riacho do Ipiranga em 07 de setembro de 1822). Entretanto se desde aquela época houvesse realmente a preocupação de se construir algo que não os seus próprios interesses, o príncipe D. Pedro I, devido à suma importância desta questão para qualquer país e principalmente um novo país, teria logo após a sua chegada à corte reunido seus assessores e estabelecido uma estratégia de implantação de algum órgão que passasse a cuidar desta importante questão com eficiência. Na verdade esta é uma prova de que em nenhum momento houve o real interesse de se construir país algum, e sim de se tentar beneficiar financeiramente com o rompimento da corte brasileira com a corte portuguesa que cobrava impostos abusivos de suas colônias. De lá pra cá o setor de inteligência e contra inteligência no território brasileiro foi tratado com total desprezo, salvo em alguns poucos momentos da história, sendo por essa razão que só em 15 de dezembro de 2017 se publicou o decreto que criou uma Estratégia Nacional de Inteligência (ENINT), pasmem, somente em pleno século 21.  Mas qual será mesmo a seriedade desta iniciativa? A porta está escancarada, o Brasil vem sendo uma "Casa de Mãe Joana" há décadas, não só para as agencias de inteligências de vários países do mundo que aqui pitam e bordam, bem como um porto seguro para o Crime Organizado Internacional. Enfim...

Registro de Voos de Minifoguetes Experimentais no Brasil

Olá leitor!

Foi postado dia (30/12) no Blog “Minifoguete”, uma nota da Brazilian Association of Rocketry (BAR), com os registros de voos de Minifoguetes Experimentais no Brasil.

Duda Falcão

Registro de voos de MINIFOGUETES EXPERIMENTAIS (MFE)
Brasileiros com APOGEU ³ 300 metros
comprovados com altímetro a bordo

4ª edição: 30 de dezembro de 2017 (resumo)

Sábado, 30 de dezembro de 2017

Lançamento do minifoguete Cabral em 24 Abr 2000.
Equipe GFE - Londrina (PR). Apogeu: 1900 m.

Novos Registros: Vários

Este documento apresenta informações sobre voos de minifoguetes experimentais brasileiros, registrados pela Associação Brasileira de Minifoguetes ou Brazilian Association of Rocketry (BAR).

Apogeu ³ 1000 m

Posição
atual
Apogeu
      (m)
Minifoguete
Data do
lançamento
Equipe / Instituição
  1
3057
Tupã
24 Jun 2017
UFABC RD / UFABC
  2
2258
RD-05 Fire
27 Jun 2015
ITA RD / ITA
  3
1900
Cabral
24 Abr 2000
GFE / CCUG
  4
1313
Boitatá HI
15 Abr 2017
UFABC RD / UFABC
  5
1126
Boitatá HI
21 Mar 2017
UFABC RD / UFABC
  6
1010
IPL-4
17 Fev 2007
IPL

300 £ Apogeu < 1000 m

Posição
atual
Apogeu
     (m)
Minifoguete
Data do
lançamento
Equipe / Instituição
  7
804
Netuno-R-b/Paraná-VIIb
07 Set 2017
Gralha Azul (UFPR, UP, UTFPR)
  8
750
IPL-6
01 Abr 2007
IPL
  9
609
Netuno-R-b/Paraná-VIII/v2
29 Out 2017
Gralha Azul (UFPR, UP, UTFPR)
 10
575
Netuno-R-b/Paraná-V
23 Mar 2017
Gralha Azul (UFPR, UP, UTFPR)
 11
565
Eirapuã II A
22 Abr 2016
UFABC RD / UFABC
 12
524
Netuno-R-b/Paraná-VIIIb
15 Dez 2017
Gralha Azul (UFPR, UP, UTFPR)
 13
520
Star
21 Jul 2001
GFE / CCUG
 14
506
Durango-2
18 Abr 2017
GFT / UTFPR-FB
 15
487
Netuno-R-b/Paraná-VI
30 Abr 2017
Gralha Azul (UFPR, UP, UTFPR)
 16
482
Ghost IV
30 Abr 2017
Beyond RD / UNIFEI
 17
460
Netuno-R-b/Paraná-VI
13 Abr 2017
Gralha Azul (UFPR, UP, UTFPR)
 18
408
Gincarvi 2015
05 Mar 2015
Gincarvi Jr / UCS
 19
366
Netuno-R/Paraná-I
19 Dez 2015
LAE / UFPR
 20
342
Gincarvi 2014
02 Mar 2014
Gincarvi Jr / UCS
 21
319
ShenLong
30 Abr 2017
Active / UNIAMÉRICA

Observações:

1) O principal objetivo desse registro de voos de MFE é mostrar a evolução e o estágio de desenvolvimento dos grupos de foguetes brasileiros e um registro histórico.

2) O pedido de registro de voo pode ser feito por qualquer pessoa ou grupo de foguetes do Brasil, de estudantes de qualquer nível ou não estudantes, equipes mistas, voos recentes ou antigos, não havendo nenhum tipo de restrição exceto que só serão aceitos voos de MFE feitos por brasileiros.

3) O pedido de registro de voo deve ser enviado para minifoguete@gmail.com junto com os dados da tabela disponível no arquivo formulario_MFE_2017-12-27.docx em http://servidor.demec.ufpr.br/foguete/Registro_voos_MFE/.

4) O e-mail minifoguete@gmail.com também pode ser usado para esclarecer dúvidas.

5) Não serão aceitos voos de minifoguetes com motores comerciais ou espaçomodelos.

6) Caso haja algum erro nas informações dos voos desse registro favor informar através do e-mail: minifoguete@gmail.com.

Equipes e Instituições Por Extenso:

Active / UNIAMERICA
Active Engineers, Faculdade União das Américas, Foz do Iguaçu (PR)
Beyond RD / UNIFEI
Beyond Rocket Design, Universidade Federal de Itajubá, Itajubá (MG)
GFE / CCUG
Grupo de Foguetes Experimentias, Centro Cultural e Universitário Guairá, Londrina (PR)
GFT / UTFPR
Grupo de Foguetes Tsiolkovsky,
Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Campus Francisco Beltrão (PR)
Gincarvi Jr / UCS
Grupo Gincarvi Jr. – Tecnologia em Foguetes,
Universidade de Caxias do Sul, Campus Bento Gonçalves (RS)
IPL
Instituto Prado Lone, Londrina (PR)
ITA RD / ITA
ITA Rocket Design, Instituto Tecnológico da Aeronáutica, São José dos Campos (SP)
LAE / UFPR
Laboratório de Atividades Espaciais, Universidade Federal do Paraná, Campus Curitiba (PR)
UFABC RD / UFABC
UFABC Rocket Design, Universidade Federal do ABC, Santo André (SP)
UP
Universidade Positivo, Curitiba (PR)

Carlos Henrique Marchi
Presidente
Associação Brasileira de Minifoguetes
Brazilian Association of Rocketry (BAR)

Foto feita pelo minifoguete Cabral no apogeu em 24 Abr 2000.
Equipe GFE - Londrina (PR). Apogeu: 1900 m.


Fonte: Blog “Minifoguete“ - http://minifoguete.blogspot.com.br