terça-feira, 31 de janeiro de 2017

INPE Inicia Implantação do Sistema Eletrônico de Informações (SEI)

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (31/01) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), destacando que o instituto iniciou a implantação do Sistema Eletrônico de Informações (SEI).

Duda Falcão

INPE Inicia Implantação do
Sistema Eletrônico de Informações

Terça-feira, 31 de Janeiro de 2017

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) promove, nessa semana, o treinamento de mais de 50 servidores e colaboradores voluntários para o uso do Sistema Eletrônico de Informações (SEI), uma nova ferramenta de gestão e tramitação de documentos que irá suprimir o uso de papéis em processos internos do Instituto. O sistema permite produzir, editar, assinar e tramitar documentos e processos administrativos. Em uma segunda fase, que já se inicia em fevereiro, os servidores capacitados atuarão como multiplicadores, treinando os demais servidores do INPE, incluindo aqueles lotados nos centros regionais.

A capacitação dos multiplicadores ocorrerá entre esta quarta e sexta-feira (1 e 3/02), com a colaboração de instrutores do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC). A previsão é de que o SEI esteja operacional no INPE a partir de 5 de junho deste ano.

"O novo sistema representa um grande marco de inovação aos processos internos do INPE, trazendo como vantagem a economia de papel – muito bem-vinda neste momento de crise e contenção de despesas -, agilidade e celeridade nos processos, além de transparência e segurança na tramitação de documentos administrativos", afirma Marciana Leite, presidente da Comissão-SEI do INPE. Devido a estas vantagens e facilidade no uso do sistema, a servidora prevê uma mudança cultural positiva na forma de trabalhar a gestão e tramitação de documentos e processos no Instituto.

O SEI foi escolhido como solução pelo Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MP), no desenvolvimento do projeto Processo Eletrônico Nacional (PEN), com o objetivo de implementar uma ferramenta eletrônica em toda a administração pública. O PEN adota como premissas a necessidade de inovação, a economia do dinheiro público, a transparência administrativa, o compartilhamento do conhecimento produzido e a sustentabilidade.

O SEI foi desenvolvido no Tribunal Regional Federal da 4a Região, em Porto Alegre (RS), e já vem funcionando em quase 100 órgãos públicos, tendo sido escolhido devido às suas características inovadoras e também por não implicar em custos para a sua aquisição e em futuras atualizações.

Histórico

O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) consolidou a implantação do Sistema Eletrônico de Informações (SEI) em agosto de 2016, de acordo com o planejamento do projeto Processo Eletrônico Nacional (PEN).

A implantação do SEI foi regulamentada no MCTIC pela Portaria MCTIC nº 546, de 25 de julho de 2016, dando início também a um processo similar em todas as unidades de pesquisa ligadas a este Ministério. Para a implantação do SEI em cada instituto foram previstas pelo menos quatro macroetapas: a preparação da infraestrutura de TI (Tecnologia da Informação), a capacitação de multiplicadores e instrutores do sistema, a capacitação interna dos usuários remanescentes e a entrada do sistema em produção.

A adesão do INPE ao PEN/SEI ocorreu em outubro do ano passado, quando então foi instituída a Comissão-SEI, com o objetivo de coordenar a implantação do Processo Administrativo Eletrônico no Instituto.

Fonte: Lilian Vinhas
Multiplicadores do INPE envolvidos na capacitação dos
demais colaboradores no uso do sistema SEI.


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Atividades Operacionais no CLBI Têm Início Com Rastreamento do Veículo Soyuz

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada dia (27/01) no site do “Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI)”, destacando que o centro teve suas atividades operacionais deste ano iniciadas com o rastreamento de um veículo Soyuz.

Duda Falcão

Notícias

Atividades Operacionais no CLBI Têm
Início Com Rastreamento do Veículo Soyuz

CLBI
27/01/2017


Na sexta-feira, 27, a Seção de Telemedidas do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno realizou o rastreamento do Veículo Soyuz VS-16 lançado do Centro Espacial Guianês, localizado em Kourou, Guiana Francesa.

O lançamento ocorreu às 23:00 HBV com a finalidade de colocar em órbita geoestacionária o satélite de telecomunicações Hispasat 36W-1 com previsão de vida útil de quinze anos e que atuará na zona de cobertura da Europa, Ilhas Canárias e América do Sul. Compondo uma cadeia de rastreamento que envolve cinco estações para os veículos lançados à leste, a principal função operacional da Estação Natal ocorreu 6 minutos e 49 segundos após a decolagem, com a aquisição dos sinais transmitidos pelo veículo, tratamento e envio de dados ao Centro Espacial Guianês. Na cadeia de rastreamento, a Estação Natal atua em momento crítico do voo – separação dos três estágios e da coifa -, sendo operacionalmente a única Estação responsável pela coleta das informações transmitidas pelo veículo durante a fase propulsada, ratificando a importância dos serviços prestados.

O calendário operacional do CLBI no ano de 2017 prevê uma alta taxa de ocupação: 8 operações de rastreio em prol da Agência Espacial Europeia (ESA), somadas às operações nacionais (lançamento e rastreio) no CLBI e no Centro de Lançamento da Alcântara (CLA).

Nesta elevada cadência de rastreamento, ressalta-se a elevada capacidade operacional e prontidão da Estação ao ter início da Operação ARIANE VA235 dois dias após a finalização da Operação Soyuz VS16.

Segundo a Coordenadora da Estação de Telemedidas, Engenheira Maria Goretti Dantas, o planejamento e execução das Operações seguem um cronograma rígido para garantir a confiabilidade e a segurança necessárias para o sucesso das missões: “Concluímos a Operação do Soyuz e já estamos pensando nos ensaios e nas cronologias para a próxima Operação ARIANE”. E acrescenta que durante um período as duas Operações recebem atenção da equipe de engenheiros e técnicos da Estação: “Alguns profissionais finalizam a Operação com a confecção dos Relatórios e envios administrativos à ESA, enquanto outros profissionais acompanham os processos da Operação subsequente”.

Na análise do Diretor do Centro considerando a nova Concepção Estratégica da Força Aérea Brasileira para consolidar a eficácia das atividades operacionais e administrativas, a primeira atividade operacional do CLBI focando a atividade-fim, com o apoio do Grupamento de Apoio de Natal (GAP-NT) na execução logística da Operação – foi um sucesso: “Ajustamos os procedimentos internos e recebemos do GAP-NT todo apoio logístico necessário que garantiu a qualidade da Estação, nesse primeiro evento operacional, na nova configuração da Força Aérea que prioriza a atividade-fim de suas Organizações Militares".

Sobre o Lançador Soyuz

A família de lançadores Soyuz, de fabricação russa, assegura os serviços de lançamento confiáveis desde o início da pesquisa espacial. Atualmente, os veículos desta família, que colocaram em órbita o primeiro satélite e o primeiro homem, contabiliza um total de 1865 lançamentos.

O Soyuz é utilizado para voos habitados ou não, em proveito da Estação Espacial Internacional, para os lançamentos do governo da Rússia e também para voos comerciais dentro do programa Arianespace da União Europeia. O primeiro lançamento a partir de Kourou ocorreu em 24 de junho de 2003, transportando o satélite O3B – Outros 3 bilhões de pessoas –, sendo o primeiro de uma rede de quatro satélites para oferecer serviços de internet de alta velocidade para clientes dos mercados emergentes em todo o mundo.



Fonte: Site do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI)

sábado, 28 de janeiro de 2017

Picosatélite TANCREDO -1 Tem Sinais Captados em Diversas Partes do Planeta

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (27/01) no site da “Agência Espacial Brasileira (AEB)”, destacando que o Picosatélite TANCREDO -1 tem sinais captados em diversas partes do planeta.

Duda Falcão

Notícias

Picosatélite TANCREDO -1 Tem Sinais
Captados em Diversas Partes do Planeta

Coordenação de Comunicação Social – CCS
27/01/2017


O picosatélite Tancredo 1, projeto UbatubaSat, desenvolvido por alunos do ensino fundamental de Ubatuba (SP), iniciou as transmissões de telemetria na frequência de 437.200 MHz. As gravações de áudio já foram recebidas por vários radioamadores ao redor do planeta.

Segundo o professor de Matemática e coordenador do projeto UbatubaSat, Cândido Oswaldo de Moura, a primeira informação sobre os sinais do pequeno satélite foi enviada pelo radioamador Drew Glasbrenner, KO4MA, no estado da Flórida, nos Estados Unidos. Drew enviou uma gravação de áudio onde é possível ouvir as mensagens de voz gravadas por alunos da escola e as transmissões em AX.25 com dados de telemetria.

“Além dessa informação a equipe também recebeu várias notificações de rastreio e recepção de colegas radioamadores pelo mundo que nos forneceram dados via e-mail, como fotos, gráficos, áudio e frames de telemetria recebidos do Tancredo-1”, explicou Cândido.

A equipe foi à cidade de Pardinho, no interior paulista, no dia 19 de janeiro para acompanhar o rastreio do picosatélite. O membro da AMSAT-BR, grupo de trabalho da Liga de Amadores Brasileiros de Radioemissão (LABRE), Edson Pereira, disponibilizou para a equipe sua infraestrutura de rastreio de satélites.

O Tancredo 1 foi enviado ao espaço levando dois experimentos científicos para testar em órbita. Um deles é o gravador chip com uma mensagem da escola Tancredo Neves que será transmitida em órbita. O outro é o experimento do Inpe que vai estudar as bolhas de plasmas da atmosfera, fenômeno que compromete a captação de sinais e antenas parabólicas localizadas na linha do Equador.

O áudio recebido nas várias passagens em diferentes locais comprovou o total funcionamento do gravador de voz. A análise dos frames de telemetria, junto ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) comprovam que os dados da sonda estavam sendo coletados e transmitidos.

Aprendizado - Para a equipe envolvida no projeto UbatubaSat é difícil mensurar o tamanho do aprendizado que esse picoSat trouxe aos envolvidos. Para a parte adulta da equipe, todo o processo, desde desenvolvimento, concepção, construção de placas e subsistemas, testes ambientais, obtenção de licenças de uso de frequências, envio de hardware para a Itália/Japão, lançamento, rastreio e por final, análise de dados de missão, foi um aprendizado que poucos têm a oportunidade de vivenciar.

Para os estudantes, o principal aprendizado foi a oportunidade tanto de conhecer como se envolver no universo da Ciência e Tecnologia. Após esse trabalho, muitos deles realizaram diversas atividades que nem imaginavam aprender um dia”, destacou o coordenador do projeto.

UbatubaSat -  O Tancredo 1 foi lançado em órbita no dia 16 de janeiro a partir da Estação Espacial Internacional (ISS sigla em inglês). O satélite foi colocado em órbita, por meio do módulo Kibo JEM (Jaapanese Experimental Modulo) operando o deployer CubeSat JJOD. Com o peso de 650 gramas e aproximadamente 9 centímetros de diâmetro e 13 cm de altura, o pequeno satélite faz a volta em torno da Terra no tempo de 90 minutos. O projeto teve o apoio do Inpe e foi custeado pela Agência Espacial Brasileira (AEB).

Para ouvir a gravação em áudio captada pelo radioamador Drew Glasbrenner clique aqui: http://migre.me/vWMqs


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

Comentário: Que bom leitor, parece que finalmente a CCS de nossa Agencia Espacial de Brinquedo (AEB) aprendeu a nomear corretamente o TANCREDO-1, bem como a sua categoria de satélite. Havia passado da hora e já estava parecendo pirraça de menino grande. Afinal leitor, a desinformada mídia nacional depende da divulgação da Agencia para dar as suas noticias sobre o setor, e, portanto, não ficava nada bem para esse órgão continuar divulgando informações errôneas sobre as atividades que estão sob a sua responsabilidade, além de disseminar pela mídia desinformação perante a sociedade menos esclarecida. Quanto a notícia em si, só elogios a todos que participaram desse projeto, e em especial ao Prof. Candido Moura.

Campus Party 2017 Traz ao País Uma das Astrofísicas Brasileiras Mais Reconhecidas Internacionalmente.

Olá leitor!

Fui informado de que a astrofísica brasileira Duilia F. de Mello falará aos campuseiros na quinta-feira (2) sobre seus 20 anos de estudo do universo, desde sua colaboração com a Agência Espacial Norte-Americana (NASA) até suas descobertas, como a de uma supernova (a explosão de uma estrela). Ela mostrará ainda a imagem mais colorida já feita com o Telescópio Espacial Hubble, tirada em 2014.

Astrofísica brasileira Duilia F. de Mello.

Neste ano, o evento de tecnologia, ciência e cultura nerd irá acontecer entre os dias 31 de janeiro e 5 de fevereiro, novamente no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo.

Após construir sua formação acadêmica na UFRJ, INPE e USP, Duilia fez seu pós-doutorado no Instituto do Telescópio Espacial Hubble, nos EUA, e no Cerro Tololo Interamerican Observatory, no Chile.

Desde 2008, ela é professora associada de Física e Astronomia da PUC de Washington. Ela também é desde 2003 pesquisadora do Instituto de Astrofísica e Ciência da Computação, que colabora com a NASA, por meio do Goddard Space Flight Center.

OBS: A informação tem como origem  a Sra. Clarissa Cavalcante, que é bacharel em Estudos de Mídia, produtora de conteúdo, crítica de cinema, repórter e social media manager.

Duda Falcão

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Major-Brigadeiro Amaral Assume Direção do DCTA

Olá leitor!

Segue abaixo uma outra nota esta postada dia (25/01) no site da “Força Aérea Brasileira (FAB)” destacando que o Major-Brigadeiro Amaral assumiu a Direção do DCTA.

Duda Falcão

COMANDO

Major-Brigadeiro Amaral
Assume Direção do DCTA

Organização encabeça processos como a certificação do cargueiro
KC-390 e a transferência de tecnologia do novo caça

Por Ten Gabrielli Dala Vechia
Edição: Agência Força Aérea
Publicado: 25/01/2017 17:29h


O Major-Brigadeiro do Ar Carlos Augusto Amaral Oliveira é o novo diretor do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA). Em cerimônia, realizada nesta terça-feira (24/01), em São José dos Campos (SP), o oficial-general substituiu o Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Egito do Amaral, que assumiu o Comando de Preparo (COMPREP) - uma das unidades criadas no processo de reestruturação da Força Aérea Brasileira (FAB).

O Major-Brigadeiro Amaral destacou o “papel preponderante” da unidade na gestão e na execução do Programa Espacial Brasileiro, junto a outros órgãos governamentais. Segundo ele, o DCTA tem um compromisso com a área espacial, já que a Estratégia Nacional de Defesa definiu que esse é um setor estratégico e delegou a responsabilidade à FAB. Outros setores contemplados são o cibernético e o nuclear, atribuídos ao Exército Brasileiro e à Marinha do Brasil, respectivamente.

“Nós temos um compromisso com o desenvolvimento espacial, cujos programas são caros e necessitam de um grande período de maturação. Respeitando as dificuldades financeiras que o País está passando, daremos continuidade aos trabalhos e projetos”, disse.


O novo diretor também explicou a importância do DCTA como grande fomentador da indústria brasileira, citando o fato de a Embraer - terceira maior fabricante de jatos do mundo - ter sido criada no DCTA. Além disso, destacou a participação estratégica do Departamento na transferência de tecnologia do novo caça da FAB, o Gripen NG, no desenvolvimento de um Veículo Lançador de Microssatélites (VLM) e na certificação do futuro cargueiro da FAB, o KC-390. “A expansão do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) também é um projeto muito importante que estamos realizando. Nós vamos duplicar o ITA. As obras da parte básica do ensino fundamental estão praticamente concluídas e iniciaremos agora uma fase de construção dos alojamentos dos alunos”, disse o Major-Brigadeiro Amaral.


Em seu discurso de despedida, o Tenente-Brigadeiro Egito destacou o mapeamento de processos realizado nos dez meses em que esteve à frente do DCTA e a catalogação de mais de 150 projetos de pesquisa. “Em uma época na qual o Brasil tinha poucas estradas asfaltadas e raros telefones residenciais, o sonho de Casimiro Montenegro Filho, de projetar e fabricar aviões no País, seguramente pareceu extravagante aos olhos de seus contemporâneos”, afirmou.

Já o Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, aproveitou a passagem de comando para falar sobre a importância do processo de reestruturação pelo qual a Força Aérea Brasileira está passando, para ficar mais enxuta e operacional. “É por meio do constante aprimoramento científico-tecnológico que poderemos manter um poder aeroespacial adequado à manutenção da soberania dos interesses nacionais", falou o comandante.

Assista à entrevista com o Major-Brigadeiro Amaral:



Fonte: Site da FAB - http://www.fab.mil.br/

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

INPE Participa da Construção do Radiotelescópio BINGO

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (25/01) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), destacando que o instituto participa da construção do Radiotelescópio BINGO.

Duda Falcão

INPE Participa da Construção
do Radiotelescópio BINGO

Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2017

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) participa do consórcio internacional para a construção de um radiotelescópio que deverá fornecer detalhes da distribuição de matéria no Universo e trazer informações valiosas sobre a chamada “energia escura”.

“A matéria escura é certamente um dos principais temas de pesquisa na física do século 21”, diz Carlos Alexandre Wuensche, pesquisador do INPE. O Baryon acoustic oscillations in Neutral Gas Observations (BINGO) foi concebido por cientistas do Reino Unido, Suíça, Uruguai, China e Brasil para fazer a primeira detecção de Oscilações Acústicas de Bárions (BAO) nas frequências de rádio.

BAO é um método utilizado pela astrofísica para, por meio de oscilações acústicas, entender os processos de formação de aglomerados de galáxias, medir a expansão do Universo e a quantidade de matéria escura. A escala do BAO é uma das sondas mais poderosas para investigar parâmetros cosmológicos, incluindo a energia escura.

O INPE participa diretamente no design, construção e testes das cornetas e parte da eletrônica do radiotelescópio, desenvolvimento e testes de técnicas de calibração e análise de dados, bem como do comitê gestor do projeto. A coordenação geral da parte brasileira do projeto está sob a responsabilidade do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP).

O desenvolvimento dos componentes para módulos receptores e a construção e montagem de antena têm o apoio da FAPESP no âmbito do projeto temático O telescópio BINGO: a nova janela de 21cm para exploração do universo escuro e outras questões astrofísica.

O radiotelescópio BINGO fará a medição da distribuição de hidrogênio neutro a distâncias cosmológicas, utilizando uma técnica chamada Mapeamento de Intensidade. Operando na faixa de frequência que vai de 0,96 GHz a 1,26 GHz, o BINGO contará com dois espelhos de 40 metros que iluminarão cerca de 50 cornetas de 4,7 metros de comprimento e 1,90 metros de abertura. O custo estimado é de US$ 4,9 milhões.

O consórcio internacional é formado pelo Jodrell Bank Centre for Astrophysics/Universidade de Manchester, Universidade de Portsmouth e University College de Londres, no Reino Unido; o ETH Zurich, na Suíça; a Universidade da República, no Uruguai; bem como o INPE e o Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP), que coordena a parte brasileira do projeto.

“A equipe envolvida no INPE é principalmente da Divisão de Astrofísica da Coordenação Geral de Ciências Espaciais e Atmosféricas, sendo constituída pelos tecnologistas Luiz Reitano, Alan Cassiano, Cesar Strauss e Renato Branco (cedido em tempo parcial pela Coordenação Geral de Engenharia e Tecnologia Espaciais), pela pós-doc Karin Fornazier e pelos pesquisadores Thyrso Villela e José Williams Vilas-Boas”, informa Wuensche, que lidera o projeto no INPE.  (Com informações da FAPESP).



Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Nanosatélite é Tema de Oficina Promovida Pela SECTI Por Meio do Programa “Inova Maranhão”

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada dia (17/01) no portal da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI) do Governo do Maranhão.

Duda Falcão

Nanossatélite é Tema de Oficina Promovida Pela
SECTI Por Meio do Programa “Inova Maranhão”

SECTI
17/01/2017 - 23:59

Como parte das ações realizadas pelo programa “Inova Maranhão”, por meio da Secretaria de Estado, da Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI), na última sexta-feira (13), estudantes de graduação, pós-graduação e professores participaram de uma oficina que trouxe como temática a introdução de nanossatélites. O objetivo é capacitar a comunidade acadêmica para participar de um curso de especialização nesta área.

De acordo com o secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI), Jhonatan Almada, esta iniciativa também vai contribuir para o desenvolvimento de nanossatélites e os serviços que podem ser gerados neste setor. “É a primeira iniciativa vinculada ao Parque Tecnológico. Queremos apresentar este assunto à comunidade local para adquirimos a capacitação e formação dessas pessoas para que gerem serviços e produção neste setor com benefícios para o estado.”

O curso de especialização de nanossatélites terá duração de 12 meses, as oficinas ocorrem antes e têm a participação de palestrantes de empresas de destaque neste setor e conta com a parceria de outros países como a Dinamarca. Neste evento participaram estudantes da universidade pública do estado (UEMA) e universidade pública federal (UFMA), Universidade Ceuma e Unidade de Ensino Superior Dom Bosco (UNDB).

Os palestrantes foram Rafael Figueroa (Portal Telemedicina) e Igor Portillo, da empresa dinamarquesa (GomSpace). Rafael Figueroa falou sobre os principais componentes utilizados para fazer drones e nanossatélites e finalizou com as formas de captar recursos a fundo perdido para esse tipo de projeto.

Igor Portillo apresentou a GomSpace (empresa de nanossatélites) e contou um pouco sobre a história da empresa, que começou como uma startup formada por três alunos de graduação em 2007. Atualmente a empresa se consolidou e está presente em 50 países e possui mais de 1000 funcionários.

Ele destacou também sobre o cenário atual do setor de nanossatélites e as perspectivas de futuro, relatando sobre alguns casos já desenvolvidos, o que tirou muita dúvida dos participantes.


Fonte: Portal da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC)

Comentário: Pois é tomara leitor, tomara  mesmo que os maranhenses tirem do papel o projeto de um nanosatélite. Porém espero e torço fortemente que caso sim não o faça através dessa empresa dinamarquesa. É inadmissível que com 55 anos de programa espacial não se tenha sequer um grupo neste país capaz de fornecer a plataforma para este nanosatélite. Isto é um tremendo de um absurdo e uma vergonha continuarmos necessitando de empresas como esta GomSpace e a tal ISIS para fornecer essas plataformas. Enfim, fazer o que??? País de merda, programa espacial de merda. Aproveitamos para agradecer ao leitor Brehme de Mesquita pelo envio desta notícia. 

A Samara State Aerospace University (SSAU) e o Programa High-Technology Management School (HTM)

Olá leitor!

A SAMARA STATE AEROSPACE UNIVERSITY (SSAU), umas das melhores universidades na área aeroespacial do mundo, abre o programa de verão denominado High-Technology Management School (HTM)

O curso inclui um pacote de 11 dias na Rússia, incluindo: 

* Tour pela universidade e seus laboratórios de engenharia aeroespacial; 
* Programa cultural na cidade de Samara; 
* Hospedagem e 3 alimentações/ dia; 
* Visita a Moscou e S. Petersburgo; 
* Workshops, palestras e seminários com professores de vários países; 
* Recepção na Rússia até a universidade; e
* Ingressos para eventos culturais locais.

VALOR DO PACOTE: $ 400,00 + Passagem aérea. 
VIAGEM DE GRUPO BRASILEIRO E INFORMAÇÕES: Joales Sousa - https://www.facebook.com/SousaJoales

SSAU Vìdeo: 


Duda Falcão

“É o Maior Centro de Lançamento do Hemisfério Sul”, Diz Coronel Olany

Olá leitor!

Segue abaixo uma interessantíssima entrevista com o Coronel-Aviador Claudio Olany Alencar de Oliveira, o então na época diretor do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), postada que foi na edição de dezembro do ”Jornal do SindCT“. Vale a pena conferir atentamente esta entrevista.

Duda Falcão

CIÊNCIA E TECNOLOGIA

ENTREVISTA: COMANDANTE DO CLA

“É o Maior Centro de Lançamento do
Hemisfério Sul”, Diz Coronel Olany

A Torre Móvel de Integração (TMI) de Alcântara pode atender a toda uma família
de foguetes suborbitais. O CLA está preparado “para qualquer atividade de
interesse do Comando da Aeronáutica, IAE e demandas do PNAE”

Shirley Marciano
Enviada especial a Alcântara
Jornal do SindCT
Edição nº 53
Dezembro de 2016

Vista área do complexo do CLA.

O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), situado no Maranhão, vem passando por um processo de modernização e de reconfiguração da estrutura, além de haver implantado uma série de medidas de segurança, atendendo assim parte das recomendações da comissão que investigou as causas da tragédia de agosto de 2003 — a explosão do Veículo Lançador de Satélites (VLS-1), que resultou na morte de 21 pessoas da equipe técnica e na destruição da Torre Móvel de Integração (TMI). É o que relata o coronel-aviador Claudio Olany Alencar de Oliveira, comandante do CLA, em entrevista concedida com exclusividade ao Jornal do SindCT na véspera do lançamento do VSB-30, realizado em 7 de dezembro.

Exemplos das medidas recomendadas e implantadas são o “Prédio SPL”, que concentra as equipes do Setor de Preparação e Lançamento, e um outro prédio em forma de bunker onde motores e foguetes permanecem semienterrados. Inaugurados em janeiro de 2016, eles tiveram sua construção financiada pela Agência Espacial Brasileira (AEB), a um custo de R$ 16,6 milhões.

“Aqui é o maior centro de lançamento do Hemisfério Sul. Infelizmente nem todos têm essa visão, mas tem uma localização estratégica, com uma importância enorme, não só para a Força Aérea, mas para o país como um todo”, sustenta o coronel Olany. “Hoje o nosso centro se encontra em plena capacidade operacional. Estou passando o comando em janeiro e entrego o CLA com a satisfação de tudo estar funcionando”.

Ao comentar os problemas de financiamento do Programa Espacial, o comandante demonstrou preocupação com a necessidade de reposição da força de trabalho do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE): “Nós temos os recursos humanos altamente especializados que estão em vias de se aposentar. Como a gente vai repor isso daí? Como vai reter pessoal? Então, não é só dinheiro, mas os recursos humanos. Daqui a pouco vamos perder competência humana para execução dos projetos”.

Fotos: Shirley Marciano
Oficiais e técnicos acompanham lançamento em 7/12/16.
Estação meteorológica, “a maior da América do Sul”.

Qual a sua formação e experiência, que o fizeram chegar ao comando do Centro de Lançamento de Alcântara?

Coronel-Aviador Olany - Eu já tenho uma certa experiência atuando na área espacial. Fiz engenharia e pós-graduação no ITA [Instituto Tecnológico de Aeronáutica]. Trabalhei no Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), que é onde são desenvolvidos os projetos de foguetes. Fiz parte do projeto do VLS, do VSB-30 e de várias tecnologias associadas. Isto me deu uma bagagem importante para atuar do outro lado, que é a parte operacional do que é desenvolvido pelo IAE. Fui naturalmente preparado para atuar no CLA. Cheguei em Alcântara em 2013 como vice-diretor e na expectativa de assumir a direção. Então estou praticamente há quatro anos aqui.

Quais foram os principais desafios enfrentados no período em que o senhor esteve no CLA?

Olany - Os principais desafios que enfrentamos nesse período foram a adequação da infraestrutura do centro, atender às demandas do Comando da Aeronáutica, da AEB e também da Alcântara Cyclone Space (ACS). Em 2015 houve a denúncia do tratado da ACS, mas antes disso as obras já tinham parado. Então nós continuamos com o aprimoramento da nossa infraestrutura, modernização dos sistemas que são utilizados numa operação de lançamento, deixando o centro preparado para qualquer atividade de interesse do Comando da Aeronáutica, do IAE e algumas demandas provenientes do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE).

A TMI, construída para o extinto projeto do VLS-1, está inutilizada ou poderá ser reconfigurada para outros modelos de foguetes?

Olany - Estamos trabalhando nessa estratégia de reconfiguração. A TMI inicialmente foi concebida para atender o projeto do VLS. Porém, ela tem toda condição de atender uma família de foguetes suborbitais, como o futuro VS-43 (que seria o aproveitamento dos motores do VLS-1 do primeiro e segundo estágios para testes de controle), bem como o VS-50, que é um foguete suborbital para certificar o motor do VLM. Então, a torre estaria sendo aproveitada para lançamentos do VS-43 até o VLM. Para foguetes suborbitais, até o porte do VSB-30 e VS-40, nós temos os lançadores móveis e um de porte médio (LPM), que foi danificado no lançamento do VS-40 e a gente está recuperando.

A plataforma utilizada para a Operação Rio Verde veio do Centro de Lançamento de Barreira do Inferno (CLBI)?

Olany - Sim. A plataforma foi trazida de lá porque a que temos aqui foi danificada no incidente ocorrido no ano passado, com o VS-40, na Operação São Lourenço. Então, para viabilizar a Operação Rio Verde nós trouxemos o lançador móvel do CLBI que já era CLA/CLBI, instalamos e configuramos. Agora nós vamos ficar em definitivo com os dois lançadores, porque a perspectiva, por medida de segurança, é de que o CLBI não faça mais lançamentos de foguetes grandes. A cidade cresceu no entorno do centro e, por essa razão, o CLBI não lança mais plataformas suborbitais (que são de porte maior). Vai lançar somente foguetes pequenos e atuar nas atividades de rastreio, em parceria com o Centro de lançamento de Kourou [na Guiana].

Como está a questão da segurança do CLA?

Olany - Com o relatório de investigação de 2003, após o acidente com o VLS-1, houve várias recomendações a serem executadas, e boa parte delas nós já cumprimos. Por exemplo, construímos um prédio de depósito de propulsores em formato de um bunker semi-enterrado, específico para enterrar motores e foguetes. Diferente do que acontecia no passado, quando os motores ficavam no mesmo prédio onde era feita a preparação de integração de foguete.

Tem também o prédio de segurança do SPL, onde as equipes ficam concentradas, evitando a dispersão de pessoas andando em setores do SPL sem necessidade. Assim, criamos um processo para garantir a segurança. Hoje cada servidor militar só sai do prédio SPL para outro prédio mediante uma ordem de atividade, sem celulares e sem equipamento. Ou seja, ele vai para executar uma atividade específica por um período de tempo determinado e na sequência retorna ao prédio.

Também reconstruímos no final de 2015 nosso posto médico. Está totalmente equipado, com sala de microcirurgia e laboratórios. Está plenamente em funcionamento. Tem atendimento operacional, emergencial em todas as áreas. Então, para o caso de um acidente, seria o primeiro atendimento. Vale salientar que foram revitalizados sistemas que são utilizados durante uma operação de lançamento, como de telemetria e telecomando.

 Coronel-aviador Olany de Oliveira, comandante do CLA.

Em comparação a outros centros de lançamento, em que posição está o CLA neste cenário? Está sendo bem aproveitada a estrutura existente?

Olany - Temos a estação meteorológica mais bem equipada do país. A informação que me dão é de que seria a maior da América do Sul. Aqui é o maior centro de lançamento do hemisfério Sul. Infelizmente, nem todos têm essa visão, mas aqui tem uma localização estratégica, com uma importância enorme, não só para a Força Aérea, mas considero para o país como um todo.

Não vou dizer que é subutilizado porque uma série de fatores contribui para isso, dentre eles a falta de recursos. Hoje o nosso centro se encontra em plena capacidade operacional. Estou passando o comando em janeiro e entrego o CLA com a satisfação de tudo estar funcionando, como a parte de sistemas, eletrônica, de controle, de inteligência, com toda a parte de lançamento funcionando e com os contratos de manutenção vigentes renovados, além da parte de infraestrutura, processos, onde entra a parte de segurança.

É claro que isso requer uma melhoria contínua. Agora nós estamos num processo de implantação de certificação do centro na área de qualidade e depois vamos buscar uma certificação de ISO 9001. Estamos certificando a parte operacional, mas com vistas a certificar o centro todo. Então estamos investindo bastante em gestão estratégica.

Sobre o intervalo entre um lançamento e outro, é possível atender com um intervalo menor para adequar às necessidades dos experimentadores ligados às universidades?

Olany - O fator que menos influencia é o que depende do CLA. Aprovamos um novo cronograma para as atividades espaciais, e isso será usado. Será feita uma revisão do PNAE pela AEB. Temos um cronograma, mas ele depende do quanto a AEB irá disponibilizar.

Comercialmente, o VSB-30 não é viável no Brasil porque falta demanda. Agora, se tivesse uma pressão dos acadêmicos, empresas privadas, aí a AEB teria que injetar recursos. Na verdade, o programa de Microgravidade pode ser cumprido com o VSB-30, com o VS-40 e outros foguetes. A questão da cadência de lançamento está diretamente ligada aos recursos que a AEB disponibiliza para o IAE e para o CLA. Podemos melhorar, mas a segurança para um lançamento está plenamente operacional. Então, hoje faltam recursos para o IAE, mas não só...

O que mais falta?

Olany - Esse cenário é um pouquinho mais complexo. Nós temos os recursos humanos altamente especializados que estão em vias de se aposentar. Como a gente vai repor isso daí? Como vai reter pessoal? Então não é só dinheiro, mas os recursos humanos. Daqui a pouco vamos perder competência humana para execução dos projetos.

Quantos servidores civis e militares no CLA?

Olany - Em torno de 1.000 pessoas, sendo 87 civis e os demais militares. O CLA tem uma infraestrutura muito grande. Tem essa parte aqui em Alcântara. E lá na Ilha de Santana tem uma estação secundária de telemetria no município de Raposa, além de uma área de apoio administrativo ao lado do Aeroporto. Tenho a Vila Residencial, Rancho, Saúde, e parte operacional em Alcântara e São Luís. A gente depende da maré para manter a rotina de trabalho aqui em Alcântara. Vamos construir em São Luís um atracador flutuante. Aí não dependerá de maré para trazer todo mundo para trabalhar todo dia. Tenho um efetivo que mora em São Luís.

Com relação ao desafio tecnológico da Operação Rio Verde…

Olany - O VSB-30 já é uma tecnologia dominada. Já é qualificado na Europa, já é certificado pela Agência Espacial Europeia. O que a gente aproveita nessas campanhas para testar é a atualização de sistemas que são utilizados aqui no centro, e o próprio IAE desenvolve alguns experimentos. A gente está tentando andar com as próprias pernas, porque você sabe que os outros países não têm interesse nenhum que ingressemos nesse mercado para competir com eles, principalmente quando se trata de lançamento comercial. Queremos crescer, nos solidificar e conquistar nossos espaços.


Fonte: Jornal do SindCT - Edição 53ª – Dezembro de 2016

Comentário: Interessantíssima entrevista da nossa companheira jornalista Shirley Marciano do Jornal do SindCT com o agora ex-diretor do CLA, e a parabenizo pela iniciativa. Bom leitor, primeiramente devo dizer que o Cel. Olany se equivocou quando disse que os problemas do PEB são a falta de recursos financeiros e humanos adequados, pois na realidade estas são consequências, e não a razão de estamos nesta situação, mas entendo que o coronel devido a sua posição ficou impossibilitado de ser especifico e dizer a verdade a Sociedade, verdade esta que é simples e se traduz na falta de COMPROMISSO do governo com este importante e crucial programa para o futuro de nosso país. Esses vagabundos não estão interessados em construir nação nenhuma, e jamais apoiariam um programa que exige grandes recursos que podem ser melhor utilizados em seus programas populistas de merda, há não ser em alguns projetos pontuais onde seus interesses nefastos se cruzam, como é o caso do satélite Frankenstein SGDC. Entretanto, esta entrevista trás noticias interessantes e a que mais me chamou a atenção foi a que confirma o uso da Torre Móvel de Integração (TMI) do antigo VLS-1 para lançamentos dos novos foguetes de sondagem VS-43 e VS-50, isto é, se ambos saírem realmente do papel. Outra coisa que me chamou atenção foi à afirmação do Cel. Olany de que o CLBI só será usado agora para lançamentos de pequenos foguetes e também na atuação de atividades de rastreio, esta em parceria com o Centro de Lançamento de Kourou, na Guiana. Ora leitor, então como fica a intenção do COMAER de instalar no CLBI o projeto da "Plataforma Hipersônica de Lançamento Orbital (Projeto PhiLO)”??? Não seria esta uma plataforma de lançamento de porte médio??? O projeto passará então para o CLA??? E caso sim, como fica o projeto de transformar o estado do Rio Grande do Norte num centro de desenvolvimento de Propulsão Hipersônica??? Enfim....

Projeto Brasileiro Almeja Colocar Um Nanossatélite na Órbita da Lua em 2020

Olá leitor!

Segue abaixo mais uma interessante matéria sobre a fantástica Missão Garatéa-L, esta  postada na edição de dezembro do ”Jornal do SindCT“. Confira!

Duda Falcão

CIÊNCIA E TECNOLOGIA

MISSÃO DE ASTROBIOLOGIA

Projeto Brasileiro Almeja Colocar Um
Nanossatélite na Órbita da Lua em 2020

Garatéa-L tem objetivo de estudar o comportamento de microorganismos e
células humanas no ambiente hostil do espaço profundo. “Nossa ambição é
grande”, diz Lucas Fonseca, diretor do projeto

Alexandre Bezerra
e Antonio Biondi
Jornal do SindCT
Edição nº 53
Dezembro de 2016

Sonda Garatéa II, lançada à estratosfera em 19/12/16

Colocar um satélite na órbita da Lua para realizar experimentos de observação do comportamento de microorganismos e células humanas no ambiente hostil do espaço profundo. É este o projeto Garatéa-L, que reúne cientistas de instituições de ponta do Brasil e pretende lançar em 2020 um nanossatélite, com cerca de 7,2 kg, para observar a reação de tecidos humanos e microorganismos que vivem em condições extremas na Terra — como as bactérias que habitam o interior de vulcões ou as profundezas dos oceanos — no ambiente espacial, com alta radiação solar e variações bruscas de temperatura e pressão.

“Vamos testar os limites da vida em ambiente hostil e a nossa ambição é grande, porque nenhum país da América Latina ou do Hemisfério Sul já realizou uma missão fora da órbita terrestre”, revela Lucas Fonseca, gerente espacial da empresa privada Airvantis e diretor do Garatéa-L. Engenheiro espacial, ele trabalhou na Agência Espacial Europeia e colaborou com a épica missão Rosetta, aquela que em 2014 realizou um inédito pouso suave em um cometa.

“Esse experimento de astrobiologia na Lua tem um ineditismo mundial e pode ajudar a responder perguntas sobre como a vida pode ter começado no universo; ou se a vida pode ter migrado e chegado na Terra de outro lugar; e, futuramente, pensarmos em viagens tripuladas interplanetárias, a partir de dados sobre como a vida pode suportar as condições extremas no espaço”, acrescenta. O nome da missão vem do tupi-guarani: “garatéa” significa “busca-vida”; o “L” foi inserido para indicar que se trata de uma missão lunar.

O projeto multidisciplinar conta com pesquisadores do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), da USP de São Carlos, do Instituto Mauá de Tecnologia, dos Institutos de Química e de Oceanografia da USP, do Laboratório Nacional de Luz Síncroton (LNLS) e da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Trata-se de uma missão de colaboração internacional, com a participação de duas empresas britânicas, além das agências espaciais Europeia (ESA) e do Reino Unido. O nanossatélite brasileiro será um de quatro experimentos que estarão na nave-mãe inglesa Pathfinder, que será lançada pelo foguete indiano PSLV-C11 da base de Sriharikota, na Índia. A viagem de 384 mil quilômetros deve durar cerca de uma semana, quando, então, o Garatéa-L será expelido da nave inglesa e ficará em sua própria órbita da Lua.

Todos os dados coletados pelo nanossatélite brasileiro serão transferidos para a Pathfinder, que enviará as informações à Terra, havendo a possibilidade de acessá-las de qualquer computador conectado na Internet. São seis meses de contrato entre a equipe brasileira e os ingleses da Goonhilly, empresa privada especializada na comunicação de missões espaciais do espaço profundo, para receber os dados coletados pelo nanossatélite. Passado esse período, os brasileiros poderão pagar por um pacote extra para ter acesso à comunicação por mais tempo.

Ações Educativas

O Garatéa-L não retornará à Terra e sua vida útil é estimada em dois anos após a chegada à Lua. A órbita escolhida para o nanossatélite fará com que ele decaia gradativamente até que se choque com o solo lunar e se despedace, não tendo mais utilidade.

Um dos objetivos centrais da missão de astrobiologia é difundir o interesse pela ciência entre estudantes. Para isso, estão sendo realizadas ações educativas junto a escolas e universidades, como os dois testes com balão estratosférico carregando experimentos de avaliação do potencial de sobrevivência de células e biomoléculas em condições extremas, acompanhados por estudantes.

O custo estimado do Garatéa-L é de R$ 35 milhões, valor baixo em comparação a missões espaciais com satélites convencionais. Os planos de financiamento estão em fase de conclusão: espera-se que dois terços do montante venham da iniciativa privada e um terço seja de recursos públicos. A estratégia de arrecadação inclui a venda de publicidade e dos direitos de uso do nome e da imagem da missão e o licenciamento da tecnologia que está sendo desenvolvida.

“Uma missão lunar com uma tecnologia de aplicação de exploração do espaço profundo, com o apoio da iniciativa privada e que tenha viés comercial e garanta o retorno do investimento, é só um primeiro passo para uma derivação de muitas outras atividades futuras”, prevê Fonseca. “O sucesso da Garatéa-L pode, sim, trazer uma nova perspectiva de realização de ciência no Brasil”, assegura.

Em 19 de dezembro, o Grupo Zenith, equipe de estudantes da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), da USP, que realiza trabalhos extracurriculares de engenharia aeroespacial, deu um passo importante rumo à concretização da primeira missão brasileira à Lua. Eles lançaram um balão estratosférico com colônias de microrganismos e moléculas a 30 Km de altitude. A essa distância do chão, a pressão atmosférica é um centésimo da encontrada ao nível do mar e a camada de ozônio é quase inexistente — condições semelhantes às encontradas na superfície de Marte. A sonda acoplada ao balão foi batizada de Garatéa II por ser o segundo voo a levar experimentos à estratosfera terrestre. “Trata-se de um marco importante no cronograma para o voo lunar, pois a cada um desses experimentos precursores aprendemos mais, e isso aumenta a nossa convicção do sucesso em 2020”, diz Fonseca.

Lucas Fonseca.



Fonte: Jornal do SindCT - Edição 53ª – Dezembro de 2016