sábado, 18 de novembro de 2017

Encontro de Países no Brasil Discute Criação de Centro de Pesquisas no Oceano Atlântico

Olá leitor!

Segue agora uma nota postada ontem (17/11) no site do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC) destacando que Encontro de países no Brasil discute criação de Centro de Pesquisas no Oceano Atlântico.

Duda Falcão

Encontro de Países no Brasil Discute Criação
de Centro de Pesquisas no Oceano Atlântico

Por Ascom do MCTIC
Publicado 17/11/2017 - 11h10
Última modificação 17/11/2017 - 11h12

Foto: Ascom/MCTIC

A 2ª Reunião Ministerial e Diálogo de Alto Nível Indústria-Ciência-Governo sobre Interações Atlânticas será aberta nesta segunda-feira (20), às 9h, em Florianópolis (SC), com a presença de ministros e representantes de 11 países. No encontro, será discutida a criação do Centro Internacional de Pesquisa do Atlântico (AIR Center), iniciativa liderada pelo governo de Portugal para utilizar o posicionamento estratégico do arquipélago de Açores nas pesquisas sobre mudanças climáticas, sistemas de energia, espaço e ciências de dados no Oceano Atlântico.

Para o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, o encontro servirá para mostrar que a ciência, transversal e representando as mais diversas possibilidades voltadas à preservação, tem papel fundamental para sustentar nosso progresso. “De uma forma geral, a cooperação internacional efetiva e a articulação de forças entre os diferentes países, a circulação de experiências e conhecimento são benefícios da civilização e algo que deve ser ressaltado. Vamos trabalhar juntos, somar nossos potenciais e empreender esforços em busca do conhecimento e do desenvolvimento científico”, disse o ministro brasileiro.

Recentemente, a União Europeia lançou edital no valor de 33 milhões de euros para financiar pesquisas no Oceano Atlântico. A chamada, lançada no âmbito do programa Horizon 2020 e na esteira da assinatura de tratado de cooperação científica firmado entre Brasil, União Europeia e África do Sul, contempla, inclusive pesquisadores brasileiros.

Angola, Argentina, Brasil, Cabo Verde, Colômbia, Estados Unidos, Índia, Nigéria, Portugal, Espanha, Uruguai e Comunidade Europeia enviarão representantes para a reunião em Florianópolis. Além do ministro Kassab, participam os ministros de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Portugal, Manuel Heitor; dos Negócios Estrangeiros da Argentina, Victor Marzari; de Ciência e Tecnologia da Nigéria, Ogbonaya Onu; e do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação da República de Angola, Maria do Rosário Bragança Sambo; e o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo.

AIR Center

O objetivo do encontro é construir uma organização científica internacional, sediada nos Açores, abarcando uma rede de instituições de ciência, tecnologia e inovação de diversos países para promoção de uma abordagem integradora do conhecimento em áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento, a autonomia e a soberania. Além da localização geográfica estratégica, o centro de pesquisa tem infraestrutura para abrigar uma base espacial, instalações para medição de radiação atmosférica e um departamento de oceanografia e pesca.

A expectativa é que o Brasil participe das pesquisas que serão desenvolvidas no AIR Center nas áreas de energia, mar, mudanças climáticas e observação da Terra.  A parceria com Portugal em pesquisa espacial e oceânica, envolvendo o AIR Center, pode mudar o rumo da ciência feita no Oceano Atlântico.

No evento, será assinado memorando de entendimento que fortalece a cooperação para implementação do AIR Center. Trata-se de importante avanço em relação ao acordo celebrado em julho de 2017, quando o ministro Gilberto Kassab participou, em Portugal, da conferência “Uma nova era de iluminismo azul”, voltada ao fomento da cooperação em pesquisas oceânicas. Na ocasião, foi assinada a Declaração de Belém, um tratado de cooperação científica assinado por Brasil, Portugal e África do Sul.

A construção do AIR Center foi proposta pelo governo português durante a 1ª Reunião da Subcomissão de Assuntos de Ciência, Tecnologia e Inovação entre Brasil e Portugal, realizada em junho de 2016 e liderada, do lado brasileiro, pelo secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento (Seped), Jailson de Andrade. Na ocasião, a delegação portuguesa manifestou grande interesse pela cooperação no Atlântico, ressaltando a oportunidade de aproveitar estruturas científicas já existentes para o desenvolvimento de uma plataforma de pesquisa internacional.

Serviço

2ª Reunião Ministerial e Diálogo de Alto Nível Indústria-Ciência-Governo sobre Interações Atlânticas – AIR Center
Abertura: 20/11 às 9h no Salão São Miguel
Local: Costão do Santinho Resort, Golf & Spa
Cidade: Florianópolis (SC)
Informações à imprensa Assessoria de Comunicação do MCTIC


Fonte: Site do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC)

Comentário: É Sério??? Será que os Portugueses estão vivendo no mundo da Lua? Vocês ainda não sabem como os governos populistas de merda tratam a Ciência e Tecnologia deste país de mentira??? Está em todos os jornais, sites e meios de comunicação, é só prestar atenção. Enfim... quem procura, acha. Ou devo entender que não existe a menor seriedade e responsabilidade dos lusitanos com esta iniciativa?

Cientistas Russos Alertam Sobre Grande Asteroide Se Aproximando da Terra

Olá leitor!

Segue abaixo notícia postada dia (16/11) no site do “Sputniknews - Brasil”, destacando que Cientistas Russos alertam sobre grande asteroide se aproximando da Terra.

Duda Falcão

CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Cientistas Russos Alertam Sobre Grande
Asteroide Se Aproximando da Terra

Sputnik News Brasil
Publicado em 16/11/2017 – 15:50
Atualizado em 16/11/2017 – 16:27


O dia 17 de dezembro será marcado por um interessante evento astronômico nos arredores da Terra, a aproximação de um grande asteroide de quase 5 km de diâmetro, que será observado de "perto" por cientistas da Universidade Federal Báltica Immanuel Kant, na Rússia.

O objeto 3200 Faetonte, de acordo com os astrônomos, se aproximará até cerca de 10 milhões de quilômetros do nosso planeta, distância relativamente curta para os padrões espaciais, acompanhado de chuvas de meteoro conhecidas como Gemínidas.

Segundo Aleksei Baigashov, líder da comunidade astronômica da Immanuel Kant, que usou um ambiente de simulação próprio para produzir uma imagem virtual desse acontecimento, as evidências indicam que esse asteroide já foi bem maior, mas ele perdeu parte de sua massa devido a inúmeras aproximações do Sol.


"Assim, esse asteroide em si é o resíduo de um núcleo de cometa. Essa teoria é corroborada por sua órbita extremamente alongada, que agora o aproxima mais do Sol do que Mercúrio e o leva para mais longe do que Marte", disse Baigashov.


Fonte: Site Sputniknews - http://br.sputniknews.com/

Brasileiros Retificam Modelo Sobre a Formação de Aglomerados de Galáxias e Estrelas

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria publicada ontem (17/11) no site da Agência FAPESP, destacando que Brasileiros retificam modelo sobre a formação de Aglomerados de Galáxias e Estrelas.

Duda Falcão

Notícias

Brasileiros Retificam Modelo Sobre a Formação
de Aglomerados de Galáxias e Estrelas

Por José Tadeu Arantes
Agência FAPESP
17 de novembro de 2017

Imagem: NASA
Simulações numéricas mostram que fenômeno apresenta
comportamento peculiar, que é a oscilação da entropia na
fase inicial do processo. No fim, a entropia aumenta, como
era de se esperar, indica pesquisa (aglomerado globular
Messier 55, localizado na Via Láctea, na região caracterizada
pela constelação de Sagitário, a 17.300 anos-luz da Terra.

Quando os aglomerados de galáxias e os aglomerados de estrelas (globulares) se formam, ocorre um fenômeno chamado “relaxação violenta”. Após interagirem intensamente entre si, os milhares ou até milhões de corpos chegam a uma situação de relativo equilíbrio gravitacional e a uma distribuição espacial de certo modo duradoura.

Um novo estudo, desenvolvido por pesquisadores brasileiros, mostrou que a visão que se tinha acerca da “relaxação violenta” estava equivocada. E tratou de corrigi-la.

Publicado em The Astrophysical Journal, o trabalho contou com apoio da FAPESP por meio de bolsas e auxílios concedidos a vários pesquisadores e também pela utilização de um cluster computacional financiado por meio do Programa Equipamentos Multiusuários.

“O processo de relaxação sempre foi analisado por meio da chamada Equação de Vlasov, uma equação diferencial proposta, em 1931, pelo físico russo Anatoly Alexandrovich Vlasov [1908-1975], para descrever os processos cinéticos que ocorrem no plasma”, disse Laerte Sodré Júnior, professor titular e ex-diretor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP), um dos autores do estudo.

“O problema é que a Equação de Vlasov supõe que a entropia do sistema seja constante – isto é, que não ocorra produção de entropia. Vale dizer, que a situação seja simétrica no tempo – uma vez que a seta do tempo é determinada pelo aumento de entropia. Isso obviamente não acontece no fenômeno real”, disse Sodré.

Se fosse verdadeiro, um processo desse tipo – reversível no tempo – exigiria uma revisão dos próprios fundamentos da física. Por isso, a literatura especializada se referia a ele como “paradoxo fundamental da dinâmica estelar”.

“Tínhamos claro que alguma coisa estava errada e nossa suspeita foi confirmada pelo estudo. A solução que encontramos para o suposto ‘paradoxo’ pode ser resumida em uma frase curta: a Equação de Vlasov simplesmente não se aplica ao caso”, disse Sodré.

Para comprovar essa ideia intuitiva, os pesquisadores precisaram se valer de pesados recursos computacionais. A interação gravitacional entre esses corpos celestes (galáxias ou estrelas) é bem descrita pela Lei da Gravitação Universal de Newton (cuja publicação completou 330 anos em 2017). O problema é matematicamente simples de resolver quando se trata de um sistema de dois corpos, mas a solução analítica se torna inviável em sistemas envolvendo milhares ou até milhões de corpos, cada qual interagindo gravitacionalmente com todos os demais. Daí a necessidade de se recorrer a complexas simulações numéricas.

“Empregamos técnicas numéricas desenvolvidas pelo astrônomo norueguês Sverre Aarseth, que é o grande especialista nesse tipo de simulação envolvendo muitos corpos. São simulações que exigem tanta capacidade computacional que, para realizá-las, tivemos que usar clusters de GPUs [Graphics Processing Units], muito mais eficientes do que as CPUs [Central Processing Units], usualmente utilizadas. Mesmo assim, cada simulação durou vários dias”, explicou Sodré.

Durante o trabalho, os pesquisadores brasileiros até receberam a visita de Aarseth, que continua extremamente ativo aos 83 anos de idade. Paralelamente à Astronomia, o premiado cientista norueguês é um aficionado por trekking, montanhismo e vida selvagem. Além de ser também mestre internacional de xadrez por correspondência.

“Os programas computacionais de Aarseth nos possibilitam resolver o problema de forma eficiente e confiável. Depois, para testar os resultados, nós os confrontamos com soluções obtidas por meio de outros programas cosmológicos. E eles foram compatíveis”, disse Sodré.

Equilíbrio do Virial

As simulações mostraram que a entropia aumenta – como era de se esperar. Mas, além desse resultado previsível, houve outro, bem mais difícil de entender. É que, se no longo prazo a entropia cresce, no começo do processo de relaxação ela apresenta um comportamento oscilatório: ora aumenta, ora diminui.

“Pode parecer contraditório com o que se sabe sobre entropia, que é tida como uma grandeza que sempre aumenta. É certo que, no longo prazo, ela aumenta inexoravelmente, mas isso não ocorre o tempo todo. O grande alcance das interações gravitacionais faz com que os corpos estabeleçam correlações entre si e são tais correlações que determinam o caráter oscilatório da entropia na fase inicial do processo”, disse Sodré.

“Podemos pensar a questão nos seguintes termos. A entropia possui dois aspectos. Um puramente caótico, associado à segunda lei da termodinâmica e que corresponde à entropia convencional. Outro é decorrente dessas correlações, elas se perdem com o tempo, porém de forma mais lenta. E é isso que determina o comportamento oscilatório”, explicou.

Talvez fique mais fácil de entender ao se imaginar um conjunto de mil estrelas ou de mil galáxias, confinadas em um certo volume, todas inicialmente com velocidade zero. Devido à interação gravitacional, cada uma passa a atrair todas as demais e a distribuição inicial se modifica, ora encolhendo, ora expandindo.

Esse vaivém, determinado por interações de longo alcance, associa-se a oscilações de entropia. E perdura até que o sistema todo alcance uma situação de relativo equilíbrio, em que fica de certo modo estável em termos de suas propriedades gerais. No século 19 essa situação recebeu o nome de “equilíbrio do virial” – designação que se mantém até hoje.

“Trata-se de uma característica peculiar das interações gravitacionais. As interações eletromagnéticas também são de longo alcance, mas, como a matéria em geral é eletricamente neutra, seu efeito acaba ficando confinado em um volume restrito. Esse efeito de blindagem não ocorre com a força gravitacional. Em princípio, ela pode se estender até o infinito. E isso cria as tais correlações”, disse Sodré.

Embora interajam com o conjunto do Universo, os aglomerados de galáxias e os aglomerados globulares podem ser pensados, no caso, como sistemas fechados, “não dissipativos”. Isso significa que sua energia total não é perdida para o meio exterior, mas se conserva.

Alguns corpos ganham muita energia cinética e ficam com velocidade superior à velocidade de escape, desprendendo-se do sistema, mas isso não é muito relevante no conjunto. De modo geral, a oscilação de entropia deve ser pensada como processo interno, que não envolve troca de energia com o meio.

“Que eu saiba, só existe outro tipo de sistema que exibe essas oscilações de entropia. São reações químicas nas quais o composto que vai sendo produzido serve de catalisador para a reação inversa. Então, a reação fica indo de um lado para o outro, e a entropia do sistema oscila”, disse Sodré.

O novo estudo resolveu o “paradoxo fundamental da dinâmica estelar” e deu uma feição mais realista à formação das macroestruturas cósmicas. Além de Sodré, participaram do trabalho Leandro José Beraldo e Silva, Walter de Siqueira Pedra, Eder Leonardo Duarte Perico e Marcos Vinicius Borges Teixeira Lima.

O artigo The arrow of time in the collapse of collisionless self-gravitating systems: non-validity of the Vlasov-Poisson equation during violent relaxation pode ser lido em http://iopscience.iop.org/article/10.3847/1538-4357/aa876e e https://arxiv.org/abs/1703.07363.


Fonte: Site da Agência FAPESP

INPE Lança Novo Portal de Dados e Mapas Sobre Desmatamento e Facilita Acesso ao PRODES

Caro leitor!

Segue abaixo leitor uma nota postada ontem (17/11) no site oficial do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) destacando que o instituto lançou novo portal de dados e mapas sobre desmatamento e facilita acesso ao PRODES.

Duda Falcão

INPE Lança Novo Portal de Dados e
Mapas Sobre Desmatamento
e Facilita Acesso ao PRODES

Sexta-feira, 17 de Novembro de 2017

Durante a 23ª Conferência do Clima das Nações Unidas (COP23) em Bonn, na Alemanha, o Brasil apresentou um novo portal de divulgação dos dados de desmatamento na Amazônia Legal. A ferramenta inovadora foi produzida pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), responsável pelo Projeto de Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (PRODES), entre outros sistemas destinados ao mapeamento por satélites dos biomas brasileiros.

A transparência e a consistência da metodologia do PRODES são reconhecidas internacionalmente. Desde 1988, o INPE utiliza este sistema para calcular e divulgar anualmente a taxa de desmatamento por corte raso na Amazônia Legal Brasileira. Com isso, o projeto apresenta uma série histórica coerente que norteia vários estudos científicos e políticas públicas, produzindo informação para toda a sociedade interessada na sustentabilidade da Amazônia Legal Brasileira.

No novo portal os usuários poderão acompanhar os dados do desmatamento de maneira mais moderna e amigável. Foi construído um “dashboard”, ou seja, um painel interativo de visualização dos dados, onde os usuários podem interagir com diversos gráficos que mostram os aspectos chave para analisar a taxa de desmatamento em toda a área observada ou filtrados por municípios, estados, unidades de conservação etc. O usuário ainda tem a possibilidade de obter os dados em formatos comuns, permitindo a construção de seus próprios gráficos e análises.

“Com essa nova forma de apresentação acreditamos que os gestores, como prefeitos e governadores, além de jornalistas, estudantes, pesquisadores e a população em geral, ganham acesso aos dados de seu interesse compilados, atualizados e apresentados de maneira mais fácil, diretamente no ambiente da Web”, diz Dalton Valeriano, coordenador do Programa Amazônia do INPE.

Além do painel com os dados da taxa de desmatamento,  a forma de apresentação dos mapas anuais também foi modernizada. A nova área de visualização dos mapas é baseada na tecnologia de serviços web geográficos, que utilizam protocolos padrões para apresentação de dados, como é o caso dos mapas de desmatamento. Isso permite uma maior interação do usuário com a área de visualização dos mapas.

Outro aspecto interessante é que essa tecnologia permite que os mapas possam ser acessados diretamente em outras aplicações, no próprio ambiente web ou em sistemas de informação geográfica disponíveis. Ou seja, os dados são interoperáveis entre aplicações.  “Servir os dados do PRODES via serviços web geográficos é uma importante contribuição do INPE para a Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais (INDE)”, afirma Lúbia Vinhas, chefe da Divisão de Processamento de Imagens do INPE.

A INDE é uma iniciativa do Governo Brasileiro que tem como recomendação e diretriz que os dados geográficos produzidos por instituições públicas devam ser publicados de forma aberta e segundo princípios de interoperabilidade.

“Para essa nova forma de disponibilizar os dados do PRODES, adequamos um conjunto de tecnologias abertas para a construção de portais geográficos, inserindo algumas novas funcionalidades e modificando outras, construindo uma plataforma de disseminação que chamamos de TerraBrasilis”, explica Karine Ferreira, tecnologista do INPE e responsável pela parte tecnológica da modernização do portal.

Para a coordenadora de Observação da Terra do INPE, Leila Fonseca, o TerraBrasilis é mais um exemplo de produtos com inovação tecnológica desenvolvidos no Instituto para aperfeiçoar seus próprios projetos e, também, responder a demandas da sociedade.

“Essa plataforma de disseminação de informação integra o trabalho de três divisões: Processamento de Imagens, Geração de Imagens e Sensoriamento Remoto. Recebemos e catalogamos imagens de observação da Terra, desenvolvemos pesquisa e tecnologia em sensoriamento remoto e geoinformática e entregamos produtos operacionais de grande valia para a sociedade brasileira”, conclui a coordenadora de Observação da Terra.




Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Físico Brasileiro Mostra Como Descartar Teoria do Big Bang

Olá leitor!

Segue abaixo uma noticia postada dia (13/11) no site “Inovação Tecnológica” destacando que Físico Brasileiro mostra como descartar Teoria do Big Bang.

Duda Falcão

ESPAÇO

Físico Brasileiro Mostra Como
Descartar Teoria do Big Bang

Com informações da Agência FAPESP
13/11/2017

[Imagem: NASA/Dana Berry]
Tem havido uma série de tentativas para

Universo Com Ricochete

Muito embora a teoria do Big Bang seja, nas últimas cinco décadas, o conjunto de ideias mais conhecido - e mais aceito - para explicar o início e a evolução do Universo, ainda assim não é exatamente consenso entre os cientistas.

"Para mim, o Big Bang não existiu", afirma o físico Juliano César Silva Neves, da Unicamp, que faz parte de um grupo de pesquisadores que ousa pensar fora da caixa e imaginar uma origem diferente para o Universo.

Para descartar a grande explosão, Juliano desafia a ideia de um "início dos tempos" e reinsere no cenário cosmológico a possibilidade de que a fase de expansão atual do Universo foi precedida por uma fase de contração, o que elimina a necessidade da existência de uma singularidade cosmológica no início dos tempos - o próprio Big Bang.

Se isso for verdade, pode ser que a mudança de uma fase de contração para outra de expansão não tenha destruído todo e qualquer vestígio da fase anterior. "Quem sabe não existam vestígios de buracos negros na atual fase de expansão que datam da fase de contração anterior e que passaram incólumes pelo gargalo do ricochete?", sugere o físico.

[Imagem: TU Vienna]
Outra tentativa de deixar o Big Bang para trás encara o

Buracos Negros Regulares

É justamente nos buracos negros que Juliano situa o ponto de partida de suas investigações a respeito do que chama "Universo com ricochete", de contração seguida por expansão.

"A inspiração do Universo com ricochete veio de um truque matemático para evitar a formação de singularidades em um buraco negro. Há duas formas de singularidade no Universo. Uma foi a suposta singularidade cosmológica, ou o Big Bang, e a outra se esconde atrás do horizonte de eventos dos buracos negros," explica.

As singularidades se encontram no centro dos buracos negros, escondidas atrás do horizonte de eventos, uma espécie de "membrana" que indica o ponto de não retorno, a partir do qual nada escapa ao destino inexorável de ser engolido e destruído pela singularidade - vale lembrar que a singularidade destrói as leis conhecidas da física também.

"Mas nem todos os buracos negros precisam ter singularidades em seu interior, pelo menos não em tese. No interior dos chamados buracos negros regulares não há singularidade", disse Juliano.

Os chamado buracos negros regulares emergiram na teoria em 1968, quando o físico norte-americano James Bardeen usou um truque matemático para modificar a solução das equações da Relatividade Geral que descrevem os buracos negros. O artifício consistiu em considerar a massa do buraco negro não mais uma constante, como ocorria até então, mas como uma função que depende da distância até o centro do buraco negro.

"O que define um buraco negro não é a singularidade, mas sim o horizonte de eventos. Fora do horizonte de eventos de um buraco negro regular não há grandes mudanças, mas em seu interior as alterações são profundas. Há um espaço-tempo diferente que evita a formação da singularidade. Buracos negros regulares são permitidos, pois não violam a Relatividade Geral. O conceito não é novo e vem sendo bastante retomado nas últimas décadas", disse Juliano.

[Imagem: Ephraim Brown]
A teoria do Universo Holográfico também está no páreo,
ganhando cada vez mais a atenção dos físicos.

Universo Cíclico

Se a inserção de um truque matemático nas equações da Relatividade Geral impede a formação de singularidades nos buracos negros regulares, serão então que não seria possível criar um artifício similar para eliminar a singularidade por excelência, o próprio Big Bang? É justamente esse truque matemático que Juliano está propondo.

Ele introduziu nas soluções das equações da Relatividade Geral que descrevem a geometria do cosmo um "fator de escala", que faz com que a taxa de expansão do Universo não dependa só do tempo, como na cosmologia padrão, mas também da escala cosmológica.

Quando o truque matemático do fator de escala é usado para uma interpretação da realidade, a singularidade cosmológica - o Big Bang - simplesmente deixa de existir. Ou, pelo menos, deixa de ser uma condição necessária para o cosmo iniciar a expansão que se verifica hoje.

"A eliminação da singularidade ou Big Bang recoloca o Universo com ricochete no cenário teórico da Cosmologia. A inexistência de uma singularidade no início dos tempos abre a possibilidade de que vestígios de uma fase de contração anterior possam ter resistido à mudança de fase e permaneçam na fase atual de expansão do Universo," reafirma Juliano.

Verificação

Por mais bela e inspiradora que seja uma teoria ou uma hipótese, contudo, elas valem pouco se não puderem ser verificadas. Como testar a hipótese de que este nosso Universo possa ter surgido não de um Big Bang, mas de um ricochete de um Universo anterior?

"Buscando vestígios de eventos da fase de contração que poderiam permanecer na fase atual, de expansão. Quais? Candidatos são vestígios de buracos negros de uma fase anterior de contração universal e que possam ter sobrevivido ao ricochete," disse Juliano. "Hoje sabemos que a Teoria da Relatividade Geral permite, pelo menos em tese, uma cosmologia não singular, sem o Big Bang."

Bibliografia:

Bouncing cosmology inspired by regular black holes
Juliano César Silva Neves
General Relativity and Gravitation
Vol.: 49:124
DOI: 10.1007/s10714-017-2288-6


Fonte: Site Inovação Tecnológica - http://www.inovacaotecnologica.com.br/

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Reportagem Sobre a Inauguração do CVT Espacial no CLBI

Olá leitor!

Traga agora para você uma reportagem exibida dia (13/11) pelo "Jornal RNTV" da TV Cabugi de Natal-RN, tendo como destaque a recente inauguração no “Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI)” do primeiro "Centro Vocacional Tecnológico Espacial (CVT - Espacial)". Vale a penda dar uma conferida.

Duda Falcão

TV Mirante de São Luís Entrevista Diretor do CLA

Olá leitor!

Tendo como tema principal as recentes inscrições abertas pela Aeronáutica para o quadro de oficiais da reserva de segunda classe convocados, o jornal “Bom dia Maranhão” da TV Mirante de São Luís-MA, exibiu no ultimo dia 15/11 uma interessantíssima entrevista com o diretor do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), Cel. Eng. Luciano Valentim Rechiuti, no qual além deste tema, o oficial da FAB abordou muitos outros assuntos ligados ao Programa Espacial Brasileiro (PEB), inclusive confirmando uma missão espacial a ser realizada agora em dezembro. Vale a pena conferir.

Aproveitamos para agradecer ao nosso leitor Jahy Jesus Brito pelo envio desta interessante entrevista.

Duda Falcão

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Fotógrafo Registra Estação Espacial Internacional no Céu do Paraná

Olá leitor!

Segue abaixo uma interessante notícia publicada hoje (16/11) no site online do jornal “Gazeta do Povo” de Curitiba (PR) destacando que fotografo paranaense registrou a Estação Espacial Internacional (EEI) durante sua passagem pelos céus de Ponta Grossa (PR).

Duda Falcão

CURITIBA – DO ESPAÇO

Fotógrafo Registra Estação Espacial
Internacional no Céu do Paraná

Fotos da EEI foram feitas por Sérgio Mendonça Jr no
Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa

Por Marcos Xavier Vicente 
Jornal gazeta do Povo
16/11/2017 - 10h41

Foto: Sérgio Mendonça Jr
EEI fotografada por Sérgio Mendonça Jr a 340 km de
distância no céu de Vila Velha, em Ponta Grossa.

O fotógrafo Sérgio Mendonça Jr registrou raras imagens da Estação Espacial Internacional (EEI) passando pelo céu do Paraná na noite da última terça-feira (14). Ele fotografou a EEI no Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, a aproximadamente 340 km da Terra - praticamente a mesma distância de Curitiba a São Paulo em linha reta.

Construída entre 1998 e 2011, a Estação Espacial Internacional é um laboratório espacial desenvolvido em colaboração com 15 países para pesquisas e análises fora da órbita da Terra. O Brasil não participa da operação internacional. Atualmente, a EEI é tripulada por seis astronautas: três dos Estados Unidos, dois da Rússia e um da Itália.


Essa não é a primeira vez que Mendonça registra a Estação Espacial Internacional no céu do Paraná. Desde 2012, ele faz imagens da EEI, mas nunca havia conseguido flagrá-la em condições tão boas. “Desta vez o céu estava excelente, sem nuvens. Tanto que na hora em que a estação apontou no céu minha adrenalina subiu muito”, comemora o fotógrafo.

Foto: Picasa/NASA
Estação Espacial Internacional em órbita.

Fotógrafo na área industrial, Mendonça tem como hobby registrar imagens astronômicas desde 2001, em especial das estrelas. Como tinha ido a Ponta Grossa a trabalho terça-feira, aproveitou não só para ir à Vila Velha fazer o registro, onde já tem o hábito de fotografar as estrelas, mas também testar uma lente que havia comprado uma semana antes.

Nos cerca de 5 minutos em que a estação passou pelo céu, Mendonça registrou 170 fotos, mas, pela dificuldade de execução da imagem, apenas dez ficaram boas. “Para fotografar perfeitamente seria necessário um telescópio, porque é muito difícil de focar a estação. Ela passa a 27 mil km/h, fica girando o tempo todo e reflete muito a luz do sol”, explica. Visto da Terra, o brilho da EEI é mais intenso no céu do que o de uma estrela comum, podendo ser confundido com um avião. A diferença é que, neste caso, as luzes da estação espacial não piscam, resultado do reflexo dos raios solares em suas placas externas.“Além disso, dos 5 minutos que ela ficou no céu, só 2 minutos deram para aproveitar para fazer foto. É muito rápido”, enfatiza.

Fotos: Sérgio Mendonça Jr


Fonte: Site do Jornal Gazeta do Povo - 16/11/2017

Comentário: Pois é, aproveitamos para agradece a senhora Fanny Martinez pelo envio desta interessante matéria.

Atualizando Nossas Campanhas

Olá leitor!

Hoje é mais quinta-feira do mês de novembro e sendo assim é dia de atualizar você sobre as nossas campanhas em curso.

Bom leitor quanto à “Campanha para Regulamentação das Atividades de Grupos Amadores”, até esta semana 13 grupos já se inscreveram. São eles Auriflama FoguetesBANDEIRANTE Foguetes EducativosCarl SaganCEFABCEFECInfinitude FoguetismoITA Rocket Design, NTAProjeto JupiterUFABC Rocket Design e PEUE (Pesquisas Espaciais Universo Expansivo), Grupo Pionners Grupo: GREAVE. Vamos lá gente, cadê os grupos amadores desse país, vocês não querem se organizar? (OBS: Continuo esperando que os 13 grupos inscritos respondam se há algum entre vocês que tem o interesse de organizar e sediar um ‘Seminário’ para discutirmos as atividades de espaçomodelismo no Brasil?)

Já quanto á “Campanha de Manutenção do Blog”, apenas um colaborador realizou a sua contribuição no mês de novembro no vakinha.com.br. Ele foi:

1 - Leo Nivaldo Sandoli

OBS: informo aos leitores que ainda não sabem que  a campanha de manutenção do Blog pode ser acessada pelo link: http://www.vakinha.com.br/vaquinha/manutencao-do-blog-brazilian-space.

Enfim... vamos continuar aguardando que a partir da próxima semana haja uma mudança de postura de nossos leitores com as nossas campanhas, para que assim possamos efetivamente continuar contribuindo com o Programa Espacial Brasileiro, e quem sabe, com a permanência do blog online ou a criação do Portal Espacial que é hoje o nosso principal objetivo.

Duda Falcão

Quer Ver a Chuva de Meteoros Leonídeos? Sexta Será o Melhor Dia

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada hoje (16/11) no site “UOL Notícias” destacando que o melhor dia para se observar a Chuva de Meteoros Leonídeos será na madrugada desta sexta-feira (17/11).

Duda Falcão

NOTÍCIAS – Ciência e Saúde

Quer Ver a Chuva de Meteoros Leonídeos?
Sexta Será o Melhor Dia

Por Larissa Leiros Baroni
Do UOL, em São Paulo
16/11/2017 - 04h00

Foto: Reprodução/fillthewell

O céu será invadido por estrelas cadentes na madrugada desta sexta-feira (17), graças ao pico da chuva de meteoros Leonídeos. Quem estiver no Norte e no Nordeste do Brasil terá uma vista mais privilegiada do que aqueles que estiverem no Sudeste e no Sul.

Essa é a penúltima grande chuva de meteoro do ano, que começou na primeira quinzena de novembro e vai até o dia 30. Mas o seu momento de maior visibilidade ocorre por volta das 3h de sexta-feira, como destaca Cássio Barbosa, astrônomo e professor do Centro Universitário FEI.

Foto: Observatório de Harvard/SPL

No horário, a visibilidade, segundo Barbosa, deve ser de até 10 meteoros por hora nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, 7, no Sudeste, e 4, no Sul. "Simultaneamente também estarão ocorrendo outras chuvas de meteoros menos conhecidas --como a de Taurídeos--, que tendem a favorecer a experiência dos espectadores", acrescenta. No hemisfério norte, são estimados até 20 meteoros por hora.

Segundo o professor da FEI, os cometas se desintegram toda a vez que se aproximam do Sol e, quando a Terra passa pelo caminho que eles percorreram, os rastros de seus destroços entram em combustão ao atravessar a atmosfera terresttre. "É isso que forma as chuvas de meteoros, popularmente conhecidas como estrelas cadentes."

O cometa responsável pela chuva de meteoros Leonídeos é o Tempel-Tuttle, que completa uma volta em torno do sol a cada 33 anos. E ganhou o nome de Leonídeos porque "nasce" na constelação de Leo (localizada no leste –direção do nascer do Sol).

E não precisa se preocupar. O fenômeno não representa nenhum risco ao planeta Terra. Trata-se apenas de um lindo espetáculo espacial.

Como Ver?

Foto: Marcelo Zurita/ Reprodução
Fenômeno pode ser muito bem visto a olho nu.

Não há nenhum mistério sobre como observar esse espetáculo espacial, muito bem visto a olho nu. "O uso de binóculos e telescópio minimizam consideravelmente as possibilidades de visualização dos meteoros", ressalta Barbosa, que sugere que os observadores deitem no chão, para aumentar o campo de visão do céu, direcionados para o leste (direção do nascer do Sol).

É importante buscar um lugar escuro, preferencialmente longe da luminosidade das grandes cidades. Vale ainda torcer para que o tempo esteja aberto e, consequentemente, o céu limpo de nuvens. As condições da Lua também podem interferir na observação, isso porque a sua luminosidade pode ofuscar bastante os efeitos luminosos dos meteoros.

Não ter pressa é outra dica. Lembre-se de que são necessários ao menos 15 minutos para que os seus olhos se acostumem com a escuridão, sem contar que as estrelas cadentes são fenômenos aleatórios.

Portanto, boa sorte e bom espetáculo! Ah! E se não conseguir ver nenhum meteoro que seja, programe-se que em dezembro será a vez da chuva de meteoros Geminídeos.


Fonte: Site UOL Notícias – https://noticias.uol.com.br