sexta-feira, 28 de julho de 2017

Alunos e Professores de Escola Pública Aprendem Sobre Temas Ambientais Com Especialistas do INPE

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (28/07) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), destacando que Alunos e Professores de escola pública aprendem sobre temas ambientais com especialistas do INPE.

Duda Falcão

Alunos e Professores de Escola Pública
Aprendem Sobre Temas Ambientais
Com Especialistas do INPE

Sexta-feira, 28 de Julho de 2017

Desmatamento, queimadas, desastres naturais, biomas brasileiros, reflorestamento e recuperação de nascentes, qualidade do ar, tecnologias e aplicações espaciais são alguns dos temas das palestras que acontecem de 31 de julho a 4 de agosto na Escola Estadual Bairro do Paraitinga, em Cunha (SP).

Cada tema será relacionado ao dia a dia do público formado por alunos do ensino fundamental e médio, além de seus professores. As apresentações serão realizadas por especialistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que buscam estimular a consciência sobre o papel da ciência e tecnologia para a qualidade de vida de todos e a sustentabilidade do planeta.

“Em setembro, vamos promover no próprio INPE um curso de extensão educacional científica e ambiental, dirigido a professores, que assim poderão agir como agentes multiplicadores na sociedade e no sistema educacional sobre os conhecimentos desenvolvidos no Instituto”, informam Luiz Tadeu da Silva e Rosemary Aparecida Odorizi Lima, que atuam respectivamente nos centros de Ciência do Sistema Terrestre (CCST) e de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC). A equipe conta ainda com José Felipe da Silva Farias, da Universidade de Évora (Portugal).

O projeto iniciou em parceria com o Núcleo de Educação Regional de Guaratinguetá no mês de março, quando foram realizadas as primeiras apresentações numa escola pública de Cachoeira Paulista.

A iniciativa também engloba o desenvolvimento de vídeos educacionais para o público infantojuvenil. “Desastres Naturais” e “Turminha CPTEC em Tempo e Clima” estão disponíveis online a partir do endereço: http://videoseducacionais.cptec.inpe.br/.


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Pedacinho do Quebra-Cabeça: Brasileiros Criaram Forma de Explorar Galáxias

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada hoje (28/07) no site “UOL Notícias” destacando que Brasileiros criaram forma de Explorar Galáxias.

Duda Falcão

NOTÍCIAS – Ciência e Saúde

Pedacinho do Quebra-Cabeça: Brasileiros
Criaram Forma de Explorar Galáxias

Deborah Giannini
Colaboração para o UOL
28/07/2017 - 04h00

ESO/ UltraVISTA

Uma equipe internacional multidisciplinar composta por astrônomos, estatísticos e cientistas da computação, liderados pelos astrofísicos brasileiros Rafael de Souza e Maria Luiza Dantas reuniu seus conhecimentos para criar um método inédito de explorar galáxias: um sistema automatizado capaz de reconhecer nuances que vão além da capacidade visual humana.

"Existem bilhões de galáxias e a forma automatizada ajuda sua classificação. Existem outros astrônomos que também fazem isso, nossa contribuição é que criamos um sistema que reconhece padrões que não são possíveis de serem percebidos visualmente. Isso ajuda na capacidade de encontrar novos objetos", afirma de Souza.

O método utiliza técnicas de inteligência artificial (ramo da ciência da computação dedicado a desenvolver mecanismos que simulam o raciocínio humano) que identifica galáxias a partir de seu espectro (luz decomposta em comprimentos de onda).

Para exemplificar como é feita essa análise, Maria Luiza faz uma analogia com imagens obtidas por meio de óculos de visão noturna.

“Se você coloca óculos de visão noturna, pode ver os seres humanos de outra maneira por meio de uma radiação que o corpo emite no infravermelho, mas que não conseguimos ver normalmente. Nesse tipo de análise, é como se você estivesse usando um óculos de visão noturna nas galáxias."

Ao visualizar a luz que as galáxias emitem, é possível classificar sua composição química, idade, taxa de formação de estrelas, presença de buraco negro, entre outros quesitos.

"A partir do momento que o método ajuda a entender melhor as diferentes classes de galáxia e, por definição, suas propriedades, naturalmente ajudará um pouco na compreensão do Universo. Mas é um pedacinho de um grande quebra-cabeça", afirma Souza.

ESA
Imagem de exemplo de uma galáxia e seu respectivo
espectro conforme a luminosidade.

O trabalho, cujo título é "A probabilistic approach to emission-line galaxy classification" (Uma abordagem probabilística para a classificação de galaxia via linhas de emissão), ainda combina, pela primeira vez, dois esquemas tradicionais de classificação já utilizados separadamente em astrofísica, permitindo um maior avanço nas interpretações, de acordo com Maria Luiza.

O método foi apresentado recentemente na "European Week of Astronomy and Space Science (Ewass 2017)", simpósio que ocorreu em Praga. A equipe conta com membros da Austrália, África do Sul, Portugal, Coreia do Sul e Hungria, alguns deles não-vinculados a universidades ou institutos de pesquisas, pois atuam em empresas públicas e privadas.

P. Horálek/ESO
Imagem do Observatório Europeu do Sul mostra
 o grupo de estrelas Plêiades.

Souza explica que este trabalho está dentro de um projeto maior que unifica astrônomos, estatísticos e cientistas da computação para resolver problemas modernos de astronomia.

"Este trabalho se insere no novo conceito de quebrar barreiras entre áreas. Reúne pessoas que combinam seus conhecimentos", comenta.

Recém-contratado como pesquisador pela Universidade da Carolina do Norte, Rafael S. de Souza é vice-presidente da International Astrostatistics Association e fundador do Cosmostatistics Initiative (COIN). Também é autor do livro "Bayesian Models for Astrophysical Data" (Cambridge University, 2017), sobre métodos estatísticos para astrofísica.

Maria Luiza Dantas é doutoranda no IAG (Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas) da USP, na área de arqueologia de populações estelares e evolução de galáxias.


Fonte: Site UOL Notícias – https://noticias.uol.com.br

Comentário: Primeiramente parabéns aos pesquisadores brasileiros. Entretanto a matéria diz: "Este trabalho se insere no novo conceito de quebrar barreiras entre áreas. Reúne pessoas que combinam seus conhecimentos". Novo conceito???? Não era assim???? Só se for no Brasil, onde o egocentrismo tem sido um empecilho intransponível. Ciência é uma área que envolve vários conhecimentos e para avançar é necessário que haja uma colaboração de pesquisadores em prol de qualquer projeto. O mais exitoso projeto espacial da humanidade até hoje, o Projeto Apollo, envolveu mais de 200 mil pesquisadores de todas as áreas para se tornar possível e levar o homem em sua maior aventura até hoje. Exemplos não faltam, só aqui nesta sociedade de piratas egocêntricos que se pensa nisso como um novo conceito. Gostaríamos de agradecer ao leitor Carlos Cássio Oliveira (presidente do CEFAB) pelo envio desta notícia.

Ministro Anuncia Fundo Para Levar Empresas de Defesa Para o Nordeste brasileiro

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada ontem (27/04) no site do “Sputniknews - Brasil”, que pode jogar uma luz sobre o porquê da estranha presença da comitiva empresarial no CLA abordada ontem aqui no Blog.

Duda Falcão

BRASIL

Ministro Anuncia Fundo Para Levar Empresas
de Defesa Para o Nordeste Brasileiro

Sputnik News – Brasil
27/07/2017 - 22:28
Atualizado em 28/07/2017 - 06:46

Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, anunciou nesta quinta-feira um programa de fomento para indústrias do setor que queiram se instalar nos estados da região Nordeste do Brasil, levando emprego e desenvolvimento para a área.

De acordo com Jungmann, empresas de defesa que quiserem se instalar no Nordeste poderão contar com financiamento do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), que é operacionalizado por bancos da região e gerenciado pela Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE).

“Isso significa tecnologia, inovação, empregos e impostos, que é tudo o que a gente precisa para alavancar o desenvolvimento na região Nordeste”, disse o ministro, durante a 21ª Reunião do Conselho Deliberativo da SUDENE, que contou ainda com as presenças do ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, e do secretário de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa, Flávio Basilio.

Jungmann lembrou que o setor industrial de defesa brasileiro “responde por quase 4% do PIB” nacional, chegando a um “faturamento de mais de R$ 200 bilhões”, empregando ainda 60 mil pessoas diretamente e outras 240 mil de maneira indireta.

O ministro destacou ainda que a presença de indústrias do setor no Nordeste e Norte do Brasil são importantes não só para descentralização (hoje as empresas ficam, sem sua maioria, em estados do Sudeste e Sul), mas também por um aspecto estratégico: o de coibir crimes nas fronteiras brasileiras.

“Além do desafio estratégico, a descentralização de nossas indústrias e essa indução para Norte e Nordeste que estamos promovendo vai gerar emprego, renda e desenvolvimento tecnológico para essas regiões”, completou Jungmann.

A base de Alcântara, que fica no Maranhão, e os projetos planejados para ela é outro elemento importante na iniciativa do Ministério da Defesa, que acredita que a produção industrial de defesa no país pode se beneficiar não só no fornecimento de itens para a base, mas também dos meios de escoamento de produtos de defesa para exportação.


Fonte: Site Sputniknews - http://br.sputniknews.com/

Comentário: Pois é leitor, bem que eu desconfiava de que aquele grande número de empresários que se viu na matéria da TV Mirante não podia ser formado por empresários do setor espacial enxertados por novos empresários interessados em entrar no setor. Tinha que ter mais gente de outro setor naquela equação e tinha, do setor de DEFESA, eram na sua grande maioria (se não totalmente) empresários do setor de DEFESA. Leitor, desculpe-me pelo termo, mais em minha opinião isso foi uma tremenda cagada e só jogou ainda mais desconfiança quanto ao nosso pseudo programa espacial civil, coisa que deverá trazer ainda mais ações de inteligência e de interferência (o chamado BOI NA LINHA) para cima da gente. O PEB que deveria ser civil só poderia ser atendido por empresas do setor espacial, empresas de Defesa atendem as necessidades de Defesa das Forças Armadas que, no caso da Aeronáutica, já existe o tal PESE, uma espécie de Programa Espacial Militar. O leitor vai dizer, mais Duda internacionalmente existem empresas que atuam nos dois setores, o que é verdade (e no Brasil também como a Avibrás), mais este modelo se desenvolveu consistentemente em países sérios que já contam com a credibilidade internacional e assim mesmo sofrem com ações de inteligência. Não é o caso do Brasil que jamais atingiu esta credibilidade nem mesmo com a criação em 1994 de uma agencia espacial civil, a AEB (uma piada que nunca funcionou com deveria) que tinha na época como um de seus objetivos desvincular a imagem militar que o PEB passava para Comunidade internacional e principalmente para o EUA. Realmente foi uma boa ideia e a coisa certa a fazer na época, mas que nunca foi colocada em pratica como se esperava, já que na realidade o PEB não fazia parte e jamais fará parte dos planos nefastos desses bandidos civis que assumiram o poder após a ditadura militar, pelo menos enquanto perdurar essa cultura pirata em nossa sociedade. Devido a nossa situação (bote na cabeça leitor que o BRASIL não é internacionalmente uma nação confiável devido a sua imagem de país onde se vende a própria mãe para se atingir objetivos pessoais) jamais a comunidade internacional (leia comunidade de inteligência) irá permitir que o Brasil tenha um foguete lançador capaz de atuar como um míssil intercontinental, ha não ser que seja sobre estrito controle, como já esta ocorrendo com o VLM-1, onde sem muito alarde e por grande estupidez brasileira (ou houve então pagamento de propina) os sistemas sensíveis do foguete estão sendo desenvolvido pelos alemães, detonando assim todo esforço empreendido no Projeto SIA e literalmente nos colocando sobre controle. Em resumo, deveríamos no Brasil está tomando decisões que deixem nossas ações bem claras, definindo o que está realmente ligado as atividades espaciais civis e o que está ligado as atividades de DEFESA e não misturando as coisas, isso não ajuda em nada. Entretanto, tudo isso que eu disse só teria algum valor num universo onde existissem pessoas tentando realmente dar um rumo ao nosso PEB, coisa que é pura utopia, como demonstra o resultado alcançado com o que foi feito até agora, seja por decisões erradas, estupidez ou mal caratismo. Aproveitamos para agradecer ao Prof. Brehme de Mesquita pelo envio dessa noticia.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

O Que Esses Energúmenos Estão Aprontando?

Olá leitor!

Como anunciamos na época, no dia 08/06 deste ano, o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) realizou com sucesso o lançamento de um Foguete de Treinamento Básico (FTB), este ligada as atividades da Operação Falcão I/2017, tá lembrado?

Pois então, como era uma operação de treinamento sem qualquer significância cientifica e tecnológica, e por está enfrentado um momento pessoal bastante difícil, deixei passar um fato no mínimo curioso e muito estranho que foi divulgado na época pela reportagem da TV Mirante de São Luís-MA. Veja a reportagem abaixo e procure você mesmo leitor (antes de ler o que vou dizer abaixo) fazer a identificação deste fato curioso e estranho.


Pois então, conseguiu identificar o que estou falando? Caso não lhe responderei fazendo-lhe uma pergunta. Porque a Força Aérea Brasileira (FAB) ‘convidaria empresários’ paulistas ou de qualquer região do país, para acompanhar o lançamento de um foguete e ao mesmo tempo conhecer instalações do centro?

Hummm, este é um fato curioso e note nas imagens da reportagem que não foram poucos os empresários que aceitaram o convite da FAB comparecendo ao centro. Se bem me lembro, nunca na história deste centro uma comitiva empresarial brasileira visitou o CLA (apesar de alguns empresário atuantes no setor já conhecerem o centro), muito menos sob o convite da FAB. O que esta acontecendo leitor? Será que isto tem algo haver com a mudança de governabilidade do PEB que o energúmeno Ministro da Defesa, Raul Jungmann, andou divulgando na mídia?

Vale lembrar pra quem não sabe que, toda a Aeronáutica e sua infraestrutura espalhada pelo país, está sob o comando do COMAER (Comando da Aeronáutica), e este subordinado diretamente ao Ministério da Defesa dirigido pelo Jungmann, portanto pode (e eu até creio que este seja o caso) existir realmente algo diferente em curso, ou pelo menos em discussão no âmbito governamental envolvendo o Mistério da Defesa, das Relações Exteriores e do aberrante MCTIC. Entretanto é difícil para este autor acreditar que (seja lá o que esses energúmenos estejam aprontando) sairá daí algo positivo, sério e competente que venha finalmente dar um verdadeiro rumo de desenvolvimento ao nosso “Patinho Feio”.

Duda Falcão

Atualizando Nossas Campanhas

Olá leitor!

Hoje é útima quinta-feira do mês de julho e sendo assim é dia de atualizar você sobre as nossas campanhas em curso.

Bom leitor quanto à “Campanha para Regulamentação das Atividades de Grupos Amadores”, até esta semana 13 grupos já se inscreveram. São eles Auriflama FoguetesBANDEIRANTE Foguetes EducativosCarl SaganCEFABCEFECInfinitude FoguetismoITA Rocket Design, NTAProjeto JupiterUFABC Rocket Design e PEUE (Pesquisas Espaciais Universo Expansivo), Grupo Pionners Grupo: GREAVE. Vamos lá gente, cadê os grupos amadores desse país, vocês não querem se organizar? (OBS:Continuo esperando que os 13 grupos inscritos respondam se há algum entre vocês que tem o interesse de organizar e sediar um ‘Seminário’ para discutirmos as atividades de espaçomodelismo no Brasil?)

Já quanto á “Campanha de Manutenção do Blog”, mais uma semana sem que tenha havido alguma alteração e assim apenas dois colaboradores já realizaram as suas contribuições no mês de julho no vakinha.com.br. Eles foram:

1 - Carlos Cássio Oliveira (presidente do CEFAB)
2 - Leo Nivaldo Sandoli

OBS: informo aos leitores que ainda não sabem que  a campanha de manutenção do Blog pode ser acessada pelo link: http://www.vakinha.com.br/vaquinha/manutencao-do-blog-brazilian-space.

Enfim... vamos continuar aguardando que a partir da próxima semana haja uma mudança de postura de nossos leitores com as nossas campanhas, para que assim possamos efetivamente continuar contribuindo com o Programa Espacial Brasileiro, e quem sabe, com a permanência do blog online ou a criação do Portal Espacial que é hoje o nosso principal objetivo.

Duda Falcão

Portas Abertas: INPE Recebe Inscrições

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (26/07) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), destacando que em comemoração a seus 56 anos de atividades, o instituto abrirá suas portas na manhã de 5 de agosto (sábado).

Duda Falcão

Portas Abertas: INPE Recebe Inscrições

Quarta-feira, 26 de Julho de 2017

Em comemoração a seus 56 anos de atividades, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) abrirá suas portas na manhã de 5 de agosto (sábado). Os visitantes terão a oportunidade de conhecer algumas das principais instalações tecnológicas de São José dos Campos (SP), como o laboratório de integração e testes de satélites, o centro de rastreio e o local onde fenômenos solares são monitorados.

Os interessados em participar devem realizar inscrições, até o dia 3 de agosto, pelo email centro.visitantes@inpe.br. Na mensagem, sob o assunto “Portas Abertas”, devem ser informados “nome completo” e “RG”, além da indicação de horário de preferência: 9h00 ou 10h30.

O INPE receberá 120 pessoas, que estarão divididas em grupos de 30 visitantes nos horários disponíveis. O número é limitado devido às especificidades dos laboratórios e busca proporcionar a melhor experiência aos visitantes.

A visita contempla o Laboratório de Integração e Testes (LIT), que está equipado com as mais avançadas tecnologias para atender ao Programa Espacial Brasileiro. É um dos mais completos laboratórios de pesquisa e desenvolvimento de tecnologia espacial do mundo e, também, desenvolve projetos com indústrias brasileiras para qualificação de seus produtos, subsistemas e componentes.

No LIT, estão sendo realizadas atividades para o lançamento do CBERS-4A, satélite desenvolvido em parceria com a China, e do Amazonia-1, o primeiro satélite de Observação da Terra completamente projetado, integrado, testado e operado pelo Brasil.

Também faz parte do roteiro o Centro de Rastreio e Controle (CRC), responsável pela operação em órbita dos satélites desenvolvidos pelo INPE ou em cooperação com instituições estrangeiras.

Os visitantes conhecerão ainda as instalações do Programa de Estudo e Monitoramento Brasileiro de Clima Espacial (Embrace), que acompanha a atividade solar, o meio interplanetário, o campo magnético terrestre e as condições ionosféricas, bem como fenômenos capazes de causar interferências em sistemas de satélites, por exemplo.


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Manifestantes Bloqueiam Acesso ao Centro de Lançamento de Alcântara

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria postada ontem (25/07) no site “G1” do globo.com, destacando que manifestantes bloquearam o acesso ao Centro de Lançamento de Alcântara (CLA).

Duda Falcão

MARANHÃO

Manifestantes Bloqueiam Acesso ao
Centro de Lançamento de Alcântara

Reclamação maior é por conta de comunidades quilombolas que
podem ser atingidas com a possível ampliação do programa espacial.

Por G1 Maranhão, Alcântara, MA
25/07/2017 - 07h25
Atualizado 25/07/2017 - 08h59


Manifestantes bloqueiam o acesso ao Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), a 18 km de São Luís. A reclamação maior é por conta de 200 comunidades quilombolas, que segundo os manifestantes, podem ser atingidas com a possível ampliação do programa espacial por meio de uma parceria entre os governos brasileiro e norte-americano. O grupo de manifestantes, que inclui participantes do Movimento Sem Terra (MST), ainda reúne representantes de diversos segmentos do país.

O ministro da Defesa, Raul Julgmann anunciou esta permissão do governo do Brasil aos Estados Unidos no mês de maio deste ano. Segundo ele, França, Rússia e Israel também demonstraram interesse pelo CLA.

À época, o ministro citou a dificuldade de expansão da base por causa justamente da questão quilombola, que é defendida agora pelos manifestantes. A área de 60 mil hectares foi desapropriada, restando oito mil hectares para os lançamentos da plataforma. Segundo Julgmann, com a expansão, os recursos passariam de US$ 1,2 bilhão para US$ 1,5 bilhão.

(Foto: G1 Maranhão)
Manifestantes bloqueiam acesso ao Centro de
Lançamento de Alcântara.

Por conta desta permissão aos Estados Unidos, os manifestantes protestam contra o Governo Federal dizendo que é uma "política de entreguismo, que fere a soberania nacional".

Essa discussão da área das comunidades na região onde foi construído o CLA começou na década de 80. O Centro de Lançamento de Alcântara foi construído em 1983. Várias manifestações ao longo desse tempo foram realizadas, entre outras, sempre tratando da invasão de áreas quilombolas.


Fonte: Site “G1” do globo.com – 25/07/2017

Comentário: Bem, não obstante o direito das Comunidades Quilombolas de protestarem devido à má condução (por incompetência e falta de interesse político) desde o início de todo processo de implantação da base por parte da Aeronáutica e do Governo (que não cumpriram as promessas feitas), fica claro que por detrás desta manifestação existe muito mais do que os interesses dessas pobres comunidades, ou seja, tem vagabundos de organizações políticas nefastas e pseudos socialistas de merda envolvidos, tentando com isto se aproveitarem para assim desestabilizar ainda mais a situação politica caótica em que nos encontramos. Vamos aguardar os acontecimentos. Aproveito para agradecer ao nosso leitor maranhense Edvaldo Coqueiro pelo envio da notícia e ao leitor Jahyr de Jesus Brito pela ajuda com o vídeo desta matéria.

terça-feira, 25 de julho de 2017

Centro da Amazônia Oferece Tecnologia Para Monitorar Desmatamentos a Países da América do Sul

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (24/07) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), destacando que o Centro Regional da Amazônia (CRA) do instituto oferece tecnologia para monitorar desmatamentos a países da América do Sul.

Duda Falcão

Centro da Amazônia Oferece Tecnologia
Para Monitorar Desmatamentos
a Países da América do Sul

Segunda-feira, 24 de Julho de 2017

A capacitação de gestores internacionais para a preservação de florestas reforça o papel do Brasil como líder mundial em tecnologias para controle do desmatamento e da degradação florestal. Por meio do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), o país está oferecendo um curso de monitoramento de florestas tropicais por satélite.

Técnicos e gestores de cinco países da América do Sul – Bolívia, Equador, Venezuela, Peru e Colômbia – estão no Centro Regional da Amazônia (CRA) do INPE, em Belém (PA), para conhecer as principais ferramentas do software TerraAmazon e implementá-las em seus países. Para isso, terão material específico e assistência técnica do INPE.

No ano passado, 34 técnicos da Bolívia, Colômbia, Peru, Guiana, Suriname e Equador estiveram no Centro da Amazônia para três edições do Capacitree. Agora, 14 novos participantes estão em contato com o que há de mais avançado em geotecnologias. Numa parceria com a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), o INPE também já participou da instalação de salas de observação no Peru e na Bolívia.

Por meio do TerraAmazon, é possível mapear corte raso e o uso e cobertura da terra. Além disso, o sistema permite medir o desmatamento e divulgar com transparência todas as informações obtidas a partir de imagens de satélites. Disponibilizada gratuitamente, a ferramenta foi desenvolvida pela Divisão de Processamento de Imagens, que é ligada à Coordenação de Observação da Terra do INPE, em parceria com a Fundação de Ciência, Aplicações e Tecnologia Espaciais (FUNCATE).

Treinamento acontece no Centro Regional da Amazônia do INPE.


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Corte de Gastos no INPE Faz Pesquisadores Deixarem Santa Maria

Olá leitor!

Segue abaixo uma grande e preocupante reportagem publicada dia (23/07) no site do jornal “Diário de Santa Maria” da cidade gaúcha de Santa Maria, tendo como destaque as grandes dificuldades enfrentadas pelo Centro Regional Sul de Pesquisas Espaciais (CRS) do INPE devido ao corte de ‘gastos’.

Duda Falcão

ECONOMIA E POLÍTICA

Corte de Gastos no INPE Faz
Pesquisadores Deixarem Santa Maria

Redução em 44% no orçamento da unidade prejudica
pesquisas e rotina de quem trabalha no local 

Jaqueline Silveira
jaqueilne.silveira@diariosm.com.br
23/07/2017 | 14h10
Atualizada em 23/07/2017 | 14h21

Foto: Charles Guerra / Diário de Santa Maria

Corte de Gastos Esvazia Pesquisas do INPE

Responsável por fazer pesquisas sobre clima e tempo, a previsão é de dias sombrios no Centro Regional Sul de Pesquisas Espaciais (CRS) do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), localizado na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

Sem recursos para a manutenção e funcionamento, o CRS vê seu patrimônio científico – a produção de pesquisas – atingido diretamente pelos cortes feitos pelo governo federal. A partir de 2012, o Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações promoveu uma redução no orçamento do INPE, que no centro de Santa Maria atingiu 60% dos recursos. 

Já neste ano, ocorreu um corte de mais 44% em cima do orçamento já enxuto, prejudicando em cheio o trabalho (leia mais nas páginas 12 e 13) dos pesquisadores. Dos R$ 2 milhões necessários ao ano para seu funcionamento, o CRS receberá em 2017 somente R$ 300 mil.

Pulsante pela sua produção de pesquisas, o CRS está mais silencioso e também mais vazio diante da situação que enfrenta. Faz parte do trabalho do Centro Regional Sul de Pesquisas Espaciais, por exemplo, a coleta de dados para aperfeiçoar os modelos de previsão do tempo para a Região Sul.

As pesquisas também fornecem informações para a melhoria das previsões sazonais, ou seja sobre o clima em cada estação. Esses dados são disponibilizados em boletins e auxiliam órgãos e institutos ligados à agricultura na orientação dos produtores. O trabalho feito pelos pesquisadores possibilita, ainda, cooncluir que a onda de calor que ocorreu neste mês no Rio Grande do Sul não foi consequência de mudanças climáticas, mas, sim, de um bloqueio atmosférico, impedindo o avanço da frente fria, conforme explica o chefe do CRS, Ronald Buss de Souza.

Camada de Ozônio

Ainda faz parte do trabalho do Centro Regional Sul de Pesquisas, entre outros, o monitoramento da camada de ozônio. A partir das pesquisas, o CRS tem condições de disponibilizar dados que são de interesse da população, informando sobre os dias que exigem mais proteção dos raios ultravioletas.

Mas essas e outras pesquisas estão devagar ou quase parando diante das dificuldades operacionais do centro. Com os recursos minguados, os funcionários terceirizados para a secretaria e apoio administrativo foram dispensados. Como consequência, a biblioteca e a secretaria do prédio estão fechadas. De terceirizados, só há um motorista e os funcionários da limpeza, mas que também já foram reduzidos, conforme o chefe do CRS. Dos 12 servidores contratados, restam só oito para a limpeza do prédio de três andares. A rede de internet é lenta e, muitas vezes, dificulta o acesso e até o baixamento de dados necessários ao trabalho dos pesquisadores. Os telefones também estão com problemas, mas, assim como no caso da internet, não há dinheiro para a manutenção. 

Os laboratórios também estão prejudicados e alguns até vazios. Os grupos de trabalho estão perdendo profissionais pela falta de condições de trabalho. Já os cinco carros do CRS estão parados na garagem por falta de combustível. 

– A situação nunca foi tão grave quanto este ano. É uma situação calamitosa, a gente basicamente não tem condições de operar – comenta o chefe do Centro Regional Sul de Pesquisas Espaciais, desolado com realidade que convive ultimamente no CRS.

Profissionais Desestimulados

Em tom melancólico, Ronald, que é oceanógrafo, diz que o que o deixa ainda mais angustiado diante da situação é a partida de pesquisadores talentosos para centros maiores, como São Paulo e Minas Gerais, e até para o Exterior. 

– O mais triste para mim é ver as pessoas indo embora de Santa Maria. Nossos pesquisadores estão desestimulados e estão indo embora – relata ele.

Com doutorado em Meteorologia concluído em março, Rose Freitas voltou para casa em Pelotas, Zona Sul, enquanto aguarda uma bolsa que não saiu no primeiro semestre deste ano como ela esperava. Ela trabalhou por seis anos no CRS e lamenta a situação. 

– É bem triste, um centro bem estruturado, mas estar dessa forma. Ver a falta de investimento no centro é muito triste – comenta Rose.

10 Projetos em Andamento

O curso de Meteorologia da UFSM, conforme o chefe do CRS Ronald de Souza, tem dado um suporte importante para a continuidade das pesquisas diante das dificuldades do centro. Atualmente, o Centro Regional Sul tem cerca de 10 projetos de pesquisas que mantem com recursos do próprio INPE ou de agências externas. Para o funcionamento do prédio, circulam entre 300 e 350 pessoas do CRS e da UFSM, entre pesquisadores, estudantes e funcionários. 

Além do prédio na UFSM, o CRS tem o suporte do Observatório Espacial, localizado no interior do município de São Martinho da Serra, para a coleta de dados atmosféricos e espaciais. A exemplo do prédio no campus, a estrutura está precária. Segundo Ronald, não há servidores lotados no local e cabe a um técnico-administrativo da universidade cuidar de toda a infraestrutura e patrimônio do observatório, por meio do convênio com a UFSM.

Direção do INPE reconhece problemas, mas diz que não tem dinheiro

Coordenadora dos centros regionais do Inpe, Fátima Mattiello diz que o instituto tem conhecimento da situação do CRS de Santa Maria e que foi a verba de apoio à infraestrutura para pesquisas que teve corte de 44%, atingindo a manutenção e o funcionamento, como a limpeza.

– A vertente de recursos humanos não está tão abalada – afirma ela, referindo-se, principalmente, a pesquisadores.

Fátima admite, entretanto, que possa faltar pessoal para algum trabalho de mapeamento. Ela explica que boa parte das pesquisas é de anos anteriores, como o nanossatélite de 2014, e que, no momento, a continuidade dos projetos não seria afetada. Já em 2018 a situação tende a se agravar em relação às pesquisas, segundo Fátima.

– A gente come hoje, o que plantou ontem – exemplifica a coordenadora dos centros regionais do INPE.

Quanto aos pedidos de manutenção no CRS, conforme Fátima, estão na lista de prioridades, no entanto não há dinheiro para resolvê-los imediatamente. O fechamento da biblioteca (foto), segundo ela, é consequência da falta de bibliotecário, já que os funcionários terceirizados foram dispensados. De acordo com a coordenadora, o Inpe solicitou “uma complementação orçamentária” ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e aguarda uma resposta.

Por dentro do Centro Regional Sul de Pesquisas Espaciais

* O Centro Regional Sul de Pesquisas Espaciais (CRS) é vinculado ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) que, por sua vez, é ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC)

* O CRS funciona em um prédio localizado no campus em um terreno doado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)

* O prédio de três andares tem aproximadamente 11.511 m2 de área divididos em auditório, biblioteca, laboratórios, salas de pesquisadores, setor administrativo e salas de reuniões

* O CRS desenvolve pesquisas sobre engenharias, tecnologias e informática; observação da terra; ciências da terra, do sistema solar e do espaço exterior e terrestre; clima e tempo, com foco da Região Sul, Oceano Atlântico e Antártica

* Nesse trabalho dos pesquisadores, incluem-se, por exemplo, trabalhos no oceano que ajudam na previsão do tempo e clima do Brasil e Antártica

* O CRS também coleta dados sobre a camada de ozônio na atmosfera, fornecendo dados que são úteis para informar à população sobre os dias que exigem mais proteção dos raios ultravioletas

* Além do prédio no campus, o CRS tem o Observatório Espacial, no interior de São Martinho, que dá suporte para a coleta de dados dos pesquisadores

* O CRS ainda é a sede do Projeto Antártico do Inpe e foi sede do Campus Brasil do Centro Regional de Educação em Ciências e Tecnologias Espaciais para a América Latina e Caribe (Crectealc) entre 2007 e 2012. O Crectealc funcionou no INPE a partir de 1997 e foi encerrado, por falta de recursos, em 2017

* O CRS tem cerca de 10 projetos em andamento mantidos com recursos do INPE e de agências externas como a AEB (Agência Espacial Brasileira), a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos), PROANTAR (Programa Antártico Brasileiro)

Muitos Problemas

1. A partir de 2012, o Ministério da Ciência e Tecnologia promoveu cortes ao INPE, que no CRS chegaram a 60% do orçamento, afetando diretamente as pesquisas

2. Recentemente, o ministério fez um novo corte ao orçamento de 44% em cima dos 60%. Com um orçamento mais enxuto, as pesquisas nos centros vinculados ao INPE, como é o caso do CRS, praticamente ficaram inviabilizadas

3. O Centro Regional Sul de Pesquisas Espaciais localizado no campus da UFSM está com sua estrutura operacional prejudicada pela falta de recursos, especialmente para a manutenção

4. Com exceção da limpeza e de um motorista, não há mais terceirizados no CRS. Os serviços de secretaria, apoio administrativo e biblioteca não funcionam mais. Todo o acervo de livros do INPE e da UFSM no prédio está trancado sem poder ser usado pelos pesquisadores e estudantes

Sem Manutenção de Equipamentos, Laboratórios Têm Funcionamento Prejudicado

* Os 5 carros do CRS estão parados há um ano por falta de combustível e manutenção. Recentemente, foi feito o seguro dos veículos

* Dos R$ 2 milhões que o CRS necessitaria no ano para seu funcionamento, só R$ 300 mil virão em 2017

* Falta manutenção dos telefones que estão com problemas

* A conexão da internet é lenta e, muitas vezes, não permite que pesquisadores acessem ou baixem dados

* Dos 12 funcionários para a limpeza do prédio de 3 andares, restam só 8, os demais foram dispensados

* Desestimulados, pesquisadores estão deixando o campus da UFSM e procurando grandes centros, como São Paulo e Minas Gerais, ou até o Exterior

* Os grupos de pesquisas têm perdido profissionais pela falta de condições de trabalho

* Vários contratos com fornecedores foram redimensionados para que o CRS possa pagá-los diante da falta de recursos

* Um grupo de trabalho entre pesquisadores do INPE e professores da UFSM foi montado para que novas soluções que viabilizem a pesquisa no CRS sejam encontradas. A UFSM poderá assumir parte dos custos em troca da infraestrutura para abrigar seus servidores e projetos de pesquisa

Compartilhamento de espaços e custos por INPE e UFSM deve ser a alternativa

O convênio entre a Universidade Federal de Santa Maria e o INPE para o compartilhamento do prédio do CRS se encerrou em abril deste ano. Já em 6 de junho deste ano foi expedida uma portaria criando um grupo de trabalho, constituído por pesquisadores do CRS e professores da UFSM, para elaborar um novo convênio e, como consequência, viabilizar as pesquisas. A coordenadora dos centros regionais do Inpe projeta que em três meses o convênio deve ser fechado entre o instituto e a universidade. 

Pela parceria, a UFSM ajudaria a pagar os custos gerais de manutenção, como conta de luz, limpeza e vigilância, proporcionalmente ao espaço utilizado pela instituição de ensino. O compartilhamento dos custos, conforme Fátima, ajudaria o CRS a economizar recursos para fazer investimentos. 

– Nós estamos ajudando a dividir espaço e responsabilidade. É do interesse da universidade a continuidade do Inpe forte – destaca o reitor reeleito da UFSM, Paulo Burmann, sobre o convênio que está sendo elaborado e com “boas chances” de fechar logo.

Cortes na UFSM preocupam

O contingenciamento no orçamento feito pelo Ministério da Educação (MEC) este ano não só preocupa a UFSM, como já teve consequências, como a redução de funcionários terceirizados. O orçamento da universidade para este ano é de R$ 1,1bilhão e, neste momento, conforme a Pró-Reitoria de Planejamento, faltaria a liberação de R$ 20 milhões para investimentos, o que inclui obras em andamento, como a continuidade da construção do campus de Cachoeira do Sul. Já em verba de custeio, que nada mais é do que os recursos para manutenção da UFSM, faltam ser liberados R$ 30 milhões.

Com menos dinheiro nos cofres, a Reitoria começou a tomar medidas para se adequar à nova realidade. E iniciou pelos servidores terceirizados. Em abril, foram reduzidos 27 postos de vigilância, que tinham dois funcionários em cada um. Já em maio, foram feitas dispensas nos setores de limpeza, de portaria e de recepcionista.

– Estamos fazendo ajustes que não afetem o funcionamento da universidade – diz o pró-reitor de Administração, José Carlos Segalla, sobre a atual situação da UFSM.

Como a universidade tem prédios novos (o Centro de Convenções é um deles), o que implicaria numa área maior de trabalho e num acréscimo nos contratos, foi feita uma readequação para evitar mais gastos. Alguns locais que recebiam limpeza cinco vezes por semana, exemplifica Segalla, foi reduzido para duas. Somente lugares que exigem limpeza diária estão recebendo o serviço todos os dias. Com esses ajustes não precisou reajustar os contratos. 

– Não podemos aumentar, não temos de onde tirar dinheiro – afirma o pró-reitor. 

O reitor Paulo Burmann acrescenta que a universidade está fazendo uma redução de despesas gerais e os contratos terceirizados estão em constante reavaliação diante das finanças da UFSM, no entanto, ele acredita que no próximo mês, o MEC poderá dar uma resposta positiva às universidades com a liberação do orçamento integral.

– Continuamos nessa expectativa de reverter – adiante ele.

Em caso de os cortes se confirmarem a UFSM terá problemas, por exemplo, para concessão de bolsas, funcionamento do Restaurante Universitário e fazer obras.


Fonte: Site do jornal Diário de Santa Maria (RS)

Comentário: Bom, primeiramente empregar recursos em pesquisas científicas e tecnológicas nunca foi e nunca será gastos e sim investimento, mas enfim... isso é uma outra história. Quanto à situação, a mesma fala por si só, é terrível, mas é a realidade de um país sob a direção de populistas de merda. E o pior é que a incompetência e a falta de comprometimento vão continuar existindo e tudo que foi alcançado neste centro, bem como os investimentos feitos vão acabar numa lata de lixo, e os vagabundo responsáveis comendo pizza. Mas o que se pode esperar de um povo que nem mesmo a sua mídia sabe distinguir gastos de investimentos??? Fazer o que??? Isto é BRAZIL ZIL ZIL ZIL ZIL