segunda-feira, 8 de maio de 2017

Asteroides Recebem da IAU Nomes de Pesquisadores Brasileiros

Olá leitor!

Segue abaixo uma interessantíssima notícia postada dia (03/05) no site “Inovação Tecnológica”, destacando que Asteroides recebem nomes de Pesquisadores Brasileiros, homenagem esta feira pela União Astronômica Internacional (IAU).

Duda Falcão

PLANTÂO

Asteroides Recebem Nomes
de Pesquisadores Brasileiros

Com informações da Agência Fapesp 
03/05/2017

[Imagem: Minor Planet Center]
Órbita do asteroide Valeriocarruba.

Homenagem

Três astrônomos brasileiros tiveram seus nomes usados para batizar três asteroides do cinturão central.

A homenagem, feita pela União Astronômica Internacional (IAU, na sigla em inglês), foi anunciada durante o congresso Asteroid, Comets, and Meteors, realizado no Uruguai.

Valério Carruba e o casal Silvia Winter e Othon Winter são professores da Universidade Estadual Paulista (UNESP) de Guaratinguetá (SP).

O asteroide 10741 recebeu o nome de Valeriocarruba; o asteroide 10696 recebeu o nome de Giuliattiwinter e o asteroide 10697 recebeu o nome de Othonwinter.

Asteroides Com Nomes de Brasileiros

A divulgação dos novos nomes dos asteroides foi feita no jantar de encerramento do congresso.

"Parecia um carnaval, quando falavam o nome de alguém que estava no jantar, os presentes gritavam em comemoração. Anunciaram primeiro o nome do Valerio Carruba e depois foi o da Silvia e o meu juntos. Nós somos casados, os asteroides são sequenciais e o anúncio foi feito de modo diferente dos outros. Fizeram também um comentário romântico de que estaríamos para sempre juntos", disse Othon Winter, homenageado pelos estudos em dinâmica orbital com aplicações a estabilidade de sistemas de asteroides múltiplos.

Carruba foi homenageado pelos estudos sobre famílias de asteroides. O asteroide (10741) Valeriocarruba foi descoberto em 1988 pelo astrônomo norte-americano Bobby Bus.

"Ele está bem longe daqui, no cinturão central, depois da ressonância com Júpiter 3/1. Não é membro da Família Maria [grupo que orbita o Sol com distâncias entre cerca de 2,5 e 2,706 unidades astronômicas", mas quase: dependendo de como se define a Família Maria ele pode entrar ou não", disse Carruba.

Batismo de Asteroides

Cabe à União Astronômica Internacional regular a nomeação de asteroides. Os primeiros receberam nomes mitológicos como Ceres, Juno, Pallas e Vesta. Atualmente, as opções se ampliaram, permitindo, por exemplo, homenagear cientistas de destaque, mas impedindo que as nomeações façam referência a atividades políticas ou militares recentes.

Outra premissa é que o asteroide ganhe nome somente depois de ter sido observado por um período suficiente para que a órbita seja determinada com grau de precisão. E isso pode levar anos. Mas, quando ocorre, o corpo celeste recebe uma designação permanente, com número emitido em sequência numérica.

No momento, há quase um milhão de asteroides novos para serem nomeados pela IAU. A cada três anos, na conferência Asteroid, Comets, and Meteors, pesquisadores da área às vezes são homenageados, batizando com seu nome alguns desses objetos.

A escolha dos asteroides do casal Winter não foi apenas sequencial: eles estão muito próximos no espaço. Ambos ficam também no cinturão central. O (10967) Othonwinter tem órbita inclinada em 15 graus e razoavelmente excêntrica. Para dar a volta ao redor do Sol este asteroide leva cerca de 4,3 anos. Já o (10966) Giuliattiwinter está a 2,32 unidades astronômicas do Sol e leva aproximadamente 3,5 anos para dar uma volta completa ao redor dele.


Fonte: Site Inovação Tecnológica - http://www.inovacaotecnologica.com.br/

Comentário: Pois é, este é mais um reconhecimento internacional do avanço da Astronomia Brasileira. Parabéns aos pesquisadores brasileiros, especialmente ao Dr. Othon Winter, que tive o prazer de conhecer pessoalmente alguns anos atrás em um evento da Associação Aeroespacial Brasileira (AAB), na época presidida pelo saudoso Paulo Moraes Jr.

Um comentário:

  1. Realmente é impressionante o salto absurdo que a astronomia brasileira deu nos últimos 10 anos, mas isso não veio de graça, isso é tudo resultado de investimento feitos lá no final dos anos 90 e principalmente inicio dos anos 2000 em telescópios internacionais como o SOAR, o Gemini Norte e Sul e outros telescópios menores, e a tendência é que a astronomia brasileira deslanche de vez a partir de 2020 com a entrada do GMT telescope um dos três maiores telescópios do mundo com mais de 25 metros no Chile, do radiotelescópio que esta sendo construido no Uruguai que dizem ser um dos 3 melhores do mundo também, de outro radiotelescópio em parceria com a Argentina o Llama nos Andes argentinos que entrara em operação em 2018/19, do LSST no Chile que entrará em operação em 2022, enfim quando o trabalho é feito de forma séria e correta a coisa anda e prospera

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