quinta-feira, 13 de abril de 2017

CLA: Quatro Países Estão Interessados em Parceria Com o Brasil

Olá leitor!

Trago agora para você a matéria publicada na edição de hoje (13/04) do jornal “O Estado do Maranhão” de São Luís, tendo como destaque a visita de ontem do Ministro Raul Jungmann ao CLA. Leia com atenção.

Duda Falcão

GERAL

CLA: Quatro Países Estão Interessados
em Parceria Com o Brasil

Informação foi dada ontem pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann; ele conheceu
ontem as instalações do Centro de Lançamento de Alcântara e o programa espacial

O Estado Do Maranhão
13/04/2015

Foto: Divulgação
Raul Jungmann (c) e militares em frente à
Torre Móvel de Integração.

ALCÂNTARA - Estados Unidos, França, Rússia e Israel manifestaram interesse em formalizar parceria com o Brasil para utilização do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. A informação é do ministro da Defesa, Raul Jungmann, que esteve ontem conhecendo as instalações do CLA e o programa espacial brasileiro. Jungmann frisou que qualquer acordo com as partes interessadas se dará sempre levando em consideração a soberania do Brasil.

“Na semana passada, um grupo francês esteve visitando o Centro de Lançamento. Obtive informações hoje [ontem] que o CLA está em condições operacionais, ou seja, se houver algumas demandas, o Centro pode lançar foguetes num prazo de uma semana”, afirmou o ministro.

Além disso, Jungmann explicou que mantém conversas com a direção da Embraer Defesa no sentido de o conglomerado nacional, que é sócio na Visiona, junto com a Telebrás, também feche acordos com o CLA. A Visiona é a empresa que contratou junto à francesa Thales o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicação (SGDC).

“Vou também procurar o BNDES para que o banco possa apontar formas de fomento para o Centro de Lançamento. Numa outra frente, conversarei com os responsáveis na Casa Civil da Presidência da República para equacionar as questões de natureza fundiárias”, contou.

Positivo

O ministro da Defesa avaliou positivamente o CLA, destacando a sua posição estratégica no mundo. “Esse Centro é o que tem melhores condições, não só geográficas, mas também em termos de equipamento em todo o hemisfério sul do planeta. Aqui o Brasil investiu muito e o Brasil tem muito a lucrar com a operação do Centro de Alcântara. Nós estamos redefinindo toda a governança e revendo os acordos de salvaguardas. Existe a ideia em firmar exatamente esses acordos com a Rússia, que tem manifestado interesse; com a França, com Israel e com Estados Unidos. Retiramos o acordo anterior que tínhamos com os Estados Unidos no Congresso Nacional e vamos reenviá-lo em breve”, destacou.

Ele ressaltou a importância do centro para o desenvolvimento do país. "Dado o mercado hoje e o valor de um lançamento, que pode girar em torno de 30 a 120 milhões de dólares, nós temos condições aqui de gerar recursos da ordem de 1,2 a 1,5 bilhão de dólares ao ano para o Brasil", disse.

Jungmann ressaltou ainda que o Centro de Lançamento tem suas finalidades de defesa e comerciais. “Em qualquer lugar do mundo, existe algo semelhante com o que vai ter no Brasil. Portanto, a soberania e a independência nacional estarão absolutamente preservadas. Além do fato que nenhum país, nenhuma empresa, terá o monopólio disto aqui. Quem terá o controle integral dessa área, do Centro de Lançamento, será o Brasil, a partir da sua soberania e a partir daquilo que o Congresso Nacional entender que deve ser feito.”

Visita

Acompanhado do comandante da Aeronáutica, brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato; do chefe de Assuntos Estratégicos do Ministério da Defesa, brigadeiro Alvani Adão da Silva; e do diretor-geral de Ciência e Tecnologia Aeroespacial, brigadeiro Carlos Augusto Amaral Oliveira, o ministro Jungmann foi recebido em Alcântara pelo comandante do CLA, coronel Luciano Valentim Rechiuti.

O ministro visitou o Centro de Controle, que é o local que coordena as atividades de lançamento; o Centro de Controle Avançado, a instalação mais próxima à área de lançamento, onde trabalha a equipe responsável pela integração do motor-foguete à carga útil dos veículos e pela segurança terrestre; e a Torre Móvel de Integração, plataforma de lançamento do principal foguete de fabricação nacional, o Veículo Lançador de Satélites (VLS), e futuramente do Veículo Lançador de Microssatélites ( VLM).

No auditório do prédio central, o coronel Luciano realizou um briefing com a narrativa do histórico do Centro de Lançamento. O comandante disse que o CLA começou a ganhar forma em 1979 e, no ano seguinte, houve a declaração de uma área de 62 mil hectares como de utilidade para a construção do Centro. Por meio do Decreto nº 88.136/83 se instituiu o CLA.


Fonte: Jornal O Estado do Maranhão - pág. 05 - 13/04/2017

Comentário: Pois é, apenas mais um pinguim energúmeno travestido de paletó tipo italiano (pago as nossas custas – apesar de na visita não esta vestido formalmente de paletó - vamos dar um desconto galera, o cara tava passeando, rsrsrsrs) que vai ao CLA com um discurso pronto e com um pacote de promessas, desde que esses vermes populistas de merda assumiram o poder.  E olha o resultado. Agora quanto à notícia de que os EUA, a Rússia e até mesmo a França estão interessadas em um acordo quanto ao uso do CLA, não é novidade nenhuma, mas a informação do interesse de Israel é bastante interessante. Para quem não sabe o projeto do VLM-1 é baseado no Projeto do foguete lançador de Satélites SHAVIT israelense, que desde setembro de 1988 já realizou 10 voos com os modelos SHAVIT, e os modelos SHAVIT 1 e 2. Entretanto leitor, tendo a frente esses vermes populistas incompetentes e movidos por interesses nefastos aos interesses do PEB e da Nação Brasileira, é difícil acreditar que dessas oportunidades possam realmente surgir algo de positivo para o Brasil. Exemplos não faltam e não podem ser negados. Aproveitamos para agradecer uma vez mais ao nosso leitor maranhense Edvaldo Coqueiro pelo envio desta matéria.

5 comentários:

  1. Aluguel de Alcântara só carimba nossa incompetência, tremendamente desapontado, quero ver meu país desenvolver tecnologia e lançar satélite dessa base...Prefiro ver essa joça com teia de aranha do que americanos arrogantes la dentro.

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  2. Se ao menos esses recursos gerados fossem convertidos integralmente ao Programa Espacial Brasileiro já poderia ser muito útil alugarmos a nossa base, mas do jeito que esses políticos fazem os trâmites processuais, se bobear, nós que iremos pagar esse circo.

    "A solução pro nosso povo eu vou dar
    Negócio bom assim ninguém nunca viu
    Tá tudo pronto aqui é só vir pegar
    A solução é alugar o Brasil!"

    Raul Seixas, em "Aluga-se".

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  3. Israel vem tentando o uso de Alcântara desde 2004. Mas o governo Lula nem os recebeu. Creio que com a saída do PT do poder estejam tentando mais uma vez. Seria muito bom para o PEB se isso acontecesse. A parceria com a tecnologia Israelense acrescentaria em muito o conhecimento na área.

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    1. Qualquer tecnologia faria bem ao PEB, difícil é repassarem essa tecnologia.

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    2. Pois é, Rodrigo Godoy, o difícil mesmo é o repasse de tecnologia que, aliás, nem em sonho isso aconteceria. Se eles buscam parcerias é simplesmente por termos uma base de lançamento que é de interesse nacional de Israel e de tantas outras nações.

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