quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Brasileiros Participam do Maior Experimento do Mundo Sobre a Origem dos Raios Cósmicos

Olá leitor!

Segue abaixo nota postada hoje (21/09) no site do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC), destacando que Brasileiros participam do maior Experimento do Mundo Sobre a Origem dos Raios Cósmicos.

Duda Falcão

NOTÍCIAS

Brasileiros Participam do Maior Experimento
do Mundo Sobre a Origem dos Raios...

Por ASCOM
Publicado 21/09/2017 - 10h11
Última modificação 21/09/2017 - 15h01

Fonte: Observatório Pierre Auger
Observatório Pierre Auger está localizado na Argentina,
a 1,4 mil metros acima do nível do mar.

O Observatório Pierre Auger – o maior experimento do mundo dedicado ao estudo e à detecção das partículas mais energéticas da natureza – acaba de revelar mais um dado importante sobre a origem dos chamados raios cósmicos, que bombardeiam a Terra a todo instante. Em artigo publicado na revista Science, a colaboração internacional – que conta com significativa participação de pesquisadores e tecnologistas brasileiros – mostra, com base em dados colhidos por mais de uma década, que determinados os raios cósmicos, chamados de ultraenergéticos, vêm de fora da Via Láctea, de galáxias “distantes”.

Essa conclusão é importante para entender não só a origem dessas ainda misteriosas partículas, mas também os mecanismos cósmicos capazes de imprimir tamanha energia a essas diminutas entidades subatômicas, que podem viajar enormes distâncias – medidas em trilhões de quilômetros (anos-luz) – através do espaço e chegar à Terra carregando energias extremas. Esse resultado é mais uma peça em um extenso quebra-cabeça de dúvidas e incertezas que se iniciou ainda por volta de 1910 sobre a natureza e a origem desses núcleos.

“Do ponto de vista científico, é um dos resultados mais importantes nessa área nas últimas décadas”, afirmou o diretor do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), Ronald Cintra Shellard, um dos 30 pesquisadores brasileiros que participam da colaboração internacional.

Ele lembra que Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), CNPq e FINEP apoiaram os estudos, além das fundações de amparo à pesquisa de São Paulo (FAPESP) e do Rio de Janeiro (FAPERJ). “Parte significativa dos equipamentos do Observatório Pierre Auger foi produzida no Brasil”, acrescenta Shellard.

O ministro Gilberto Kassab destacou a importância da pesquisa científica brasileira e da ação articulada de entidades vinculadas ao MCTIC e ao sistema brasileiro de estudos científicos. “Felicito os cientistas do país por esse projeto e ressalto que a busca por respostas para desafios de ciência e tecnologia como este tem como horizonte não só o desenvolvimento do saber como implicação para a sociedade, a economia e diversos outros significados”, disse.

“Saliento o papel que cumprem no desenvolvimento científico projetos com participação de nosso ministério, de entidades como a Finep, e também de órgãos estaduais como a Fapesp e FAPERJ”, completou.

Raios Cósmicos

Apesar do nome, raios cósmicos são basicamente núcleos atômicos – leves, como o do hidrogênio, ou pesados, como o do ferro – que chegam à Terra a todo instante. Ao atingirem a atmosfera terrestre, a cerca de 10 km a 20 km de altitude, chocam-se contra núcleos atômicos do ar (nitrogênio, oxigênio etc.), gerando, por meio dessas colisões, centenas ou milhares de outras partículas, que seguem rumo ao solo, quase à velocidade da luz (cerca de 300 mil km/s), na forma de uma “chuveirada”. A cada instante, uma pessoa é atravessada por dezenas das partículas desse “chuveiro”, sem que isso cause problemas à saúde.

Raios cósmicos são classificados segundo a energia que carregam. Para medir essa grandeza, os físicos usam uma unidade chamada elétron-volt (eV), que, apesar de pequena quando comparada a energias de nosso cotidiano, é adequada para fragmentos de matéria (núcleos) que são bilhões e bilhões de vezes menores que um simples grão de areia. Os menos energéticos – que vêm do Sol e têm energia na casa dos 109 eV (1 bilhão de elétrons-volt) – são comuns: cada metro quadrado da Terra recebe um deles por segundo. Os de energia intermediária (por volta de 1016 eV) têm sua origem na morte explosiva de estrelas maciças – fenômeno denominado supernova – e são menos corriqueiros: uma para cada metro quadrado por ano.

No entanto, a atenção das centenas de pesquisadores do Observatório Auger está voltada para os de mais alta energia: os ultraenergéticos (acima de 1018 eV), que podem carregar a energia de uma bola de tênis viajando a cerca de 100 km/h – o que é admirável para um corpo tão diminuto. Os ultraenergéticos são raríssimos: um evento a cada 100 anos por km2.

Por isso, o Observatório Auger – homenagem ao físico francês Pierre Auger (1899-1993), um dos grandes especialistas em radiação cósmica do século passado – foi pensado para cobrir uma área de 3 mil km2 , ou seja, para ser capaz de detectar cerca de 30 desses eventos por ano.

O artigo na revista Science mostra que os ultraenergéticos acima de 8 x 1018 eV são produzidos fora da Via Láctea. Esses resultados do Auger indicam que a direção de chegada dos ultraenergéticos não é distribuída homogeneamente no céu, mas, no entanto, favorece certa direção, o que indica que esses raios cósmicos têm sua origem em galáxias “distantes”, mas que, em termos astronômicos, podem ser ditas como pertencentes à “vizinhança” da Via Láctea.

Observatório 

O Observatório Auger e sua gigantesca rede de detectores – tanques cheios de água puríssima e telescópios com o formato de “olhos de mosca” – ocupam um platô dos pampas argentinos, em Malargüe, na província de Mendoza, a 1,4 mil metros acima do nível do mar. As partículas do “chuveiro cósmico” gera luz tanto na água no tanque (radiação Cerenkov) quanto na atmosfera (ultravioleta tênue), captada pelos telescópios. Com base na análise desses dois tipos de luz, entre outros dados, é possível extrair várias informações sobre o raio cósmico (dito primário) que iniciou a cascata de partículas no alto da atmosfera.

O Observatório Pierre Auger começou a ser idealizado em 1992 e apresentou os primeiros resultados em 2004. Esse experimento de US$ 50 milhões é formado por mais de 100  instituições de 16 países, totalizando algo em torno de 500 pesquisadores, tecnologistas e pós-graduandos. Atualmente, nove instituições brasileiras e cerca de 30 pesquisadores do Brasil fazem parte do Auger – muitos deles, desde o início do projeto.

Um Pouco de História 

Há pouco mais de 100 anos, ocorreram os experimentos que levaram à conclusão de que os raios cósmicos deveriam ter origem extraterrestre – daí o qualificativo “cósmico” que essas partículas receberam ainda na década de 1920. Já o termo “raios” vem do fato de se achar que eram partículas de luz muito energéticas (raios gama). A descoberta da origem rendeu ao físico austríaco Victor Hess (1883-1964) o Nobel de Física de 1936. Nas décadas seguintes, experimentos com raios cósmicos foram responsáveis pela descoberta de inúmeras novas partículas (káons, mésons, híperons etc.).

A física de raios cósmicos teve como um dos seus pioneiros no Brasil o físico César Lattes (1924-2005), fundador do CBPF em 1949 e professor do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP) e do Instituto de Física Gleb Wataghin da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Na segunda metade da década de 1940, a participação daquele jovem físico brasileiro foi decisiva para a detecção do méson pi – partícula que serve como “cola” dos prótons e nêutrons, mantendo o núcleo atômico coeso. Essa detecção se deu tanto na radiação cósmica em experimentos realizados na Universidade de Bristol (Reino Unido) e no monte Chacaltaya (Bolívia) em 1947 quanto no então maior acelerador de partículas do mundo, o sincrociclótron de 184 polegadas na Universidade da Califórnia, em Berkeley (EUA), no ano seguinte. Por seus feitos, Lattes recebeu sete indicações para o prêmio Nobel de Física.


Fonte: Site do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC)

AEB Investe em Projeto Que Aumenta Vida Útil de Satélites e Naves Espaciais

Olá leitor!

Segue abaixo a nota postada hoje (21/09) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB), destacando que a agência está investindo em projeto que aumenta vida útil de satélites e naves espaciais.

Duda Falcão

AEB Investe em Projeto Que Aumenta
Vida Útil de Satélites e Naves Espaciais

Coordenação de Comunicação Social – CCS
21/09/2017

Fotos: Laboratório de Física de Plasmas (LFP)

Uma parceria entre a Agência Espacial Brasileira (AEB) e a Universidade de Brasília (Unb), por meio do programa Uniespaço, vai impulsionar nos próximos anos a área espacial brasileira. Trata-se do desenvolvimento de pesquisas de propulsores a plasma tipo Hall, que entre diversas funcionalidades, otimizam e aumentam a vida útil de satélites geoestacionários e naves espaciais.

As pesquisas são desenvolvidas no Laboratório de Física de Plasmas da UnB e os resultados aplicados no projeto científico voltado para a realização de trabalhos técnicos de professores e estudantes. O projeto tem o objetivo de integrar o setor universitário às metas do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), a fim de atender à demanda tecnológica do setor no desenvolvimento de produtos e processos, análises e estudos, para formar uma base sólida de pesquisa capazes de executar projetos de interesse da área espacial.

Precursor em universidades brasileiras, o LFP estuda também as aplicações dos plasmas para o aprimoramento de tecnologias ambientais, novos materiais, nanotecnologia e pesquisas relacionadas com a fusão termonuclear controlada.

De acordo com o coordenador do projeto, José Leonardo Ferreira, professor de Física da UnB, o estudo da propulsão espacial com plasmas é essencial para o aperfeiçoamento de missões espaciais de longa duração. O estudo da propulsão elétrica muito nos últimos 20 anos com a aplicação desses propulsores no controle de satélites de órbita baixa, média e geoestacionária, bem como de veículos espaciais em missões no sistema solar. Ele ressaltou ainda, que a expectativa é que a tecnologia de propulsores a plasma seja utilizada em missões tripuladas a Marte a partir de 2050.

Componente 

O plasma é um gás ionizado composto por igual número de elétrons e de íons também conhecido como o quarto estado da matéria. Ele possui as mais altas temperaturas é o componente principal das estrelas, nebulosas e galáxias e por isso constitui 99% da matéria do universo visível.

Segundo o professor Leonardo, na Terra o plasma precisa de condições especiais para ser produzido, por isso o desenvolvimento e teste de propulsores a plasma precisarem de recipientes a vácuo e de equipamentos especiais para produção de forma controlada.

Desenvolvido com a colaboração de pesquisadores da Rede Brasileira de Propulsão Elétrica, participam do projeto pesquisadores dos Laboratórios Associados de Plasma e de Combustão do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Faculdades de Tecnologia da UnB (FT e FGA) com destaque para os laboratórios de propulsão Aeroespacial do recém-criado curso de Engenharia Aeroespacial da UnB.

Investimento

Para realizar pesquisas e testes dos propulsores a plasma no laboratório da UnB, a Agência Espacial investiu na instalação de equipamentos adequados e de uma nova câmara de vácuo, adquirida em janeiro de 2017. O equipamento deve contribuir em breve para a realização das pesquisas desenvolvidas por alunos dos cursos de Física e Engenharia, e também para realização de trabalhos de iniciação científica, estágios, mestrado e doutorado.

Foto: Nova câmara de vácuo instalada no LFP.

O laboratório desenvolve propulsores a plasma do tipo Hall designados como Phall.  Já foram desenvolvidos os modelos Phall I Phall IIa, IIb e IIc. Eles possuem em comum um arranjo de imãs permanentes posicionados em um canal com geometria cilíndrica. A posição dos imãs e as dimensões do canal da corrente Hall são calculados a partir de simulação computacional para obter as características do plasma e dos campos magnéticos com maior eficiência do propulsor. O campo magnético obtido a partir de imãs permanentes produz uma substancial economia na potência elétrica do propulsor.

O Phall IIc é o propulsor que está sendo aperfeiçoado hoje na UnB. Um dos principais objetivos imediatos do projeto é tornar o Phall mais compacto para testá-lo no espaço em pequenos satélites, com potência inferior a 100 watts.

“Esperamos que no futuro seja possível desenvolver e testar propulsores a plasma do tipo Hall mais potentes que possam vir a serem utilizados em missões espaciais brasileiras a lua ou mesmo a planetas e pequenos corpos do sistema solar.

Foto: Propulsor Phall montado na câmara de vácuo
para testes e diagnósticos de plasma.
Foto: Propulsor Phall em funcionamento
no interior da câmara de vácuo.

José Leonardo ressaltou ainda que o LFP tem participado de forma ativa nas ações propostas para o desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro contribuindo com novas e desafiadoras missões espaciais, como por exemplo, a Missão ASTER (Missão a um asteroide triplo próximo utilizando propulsão elétrica), proposta para a AEB alavancar a primeira missão brasileira de espaço profundo.

A propulsão elétrica foi testada no espaço pela primeira vez na década de 1960, no lançamento dos satélites SERT I e II, ambos operados pela Agência Espacial Norte Americana (Nasa). Desde a época, missões espaciais que utilizam essa tecnologia têm como principal objetivo controlar altitude e órbita de satélites geoestacionários. A participação de empresas na área é cada vez maior, uma vez que esta tecnologia contribui significativamente para o aumento da vida útil desses satélites.

O LFP desenvolve propulsores elétricos do tipo Hall desde 2004, com o apoio de agências de fomento, como a Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Aplicações Espaciais

O LFP foi criado em 1995, sendo o desenvolvimento de fontes de plasma para aplicações espaciais iniciado em 2002, com a montagem do primeiro propulsor a plasma do tipo Hall com imãs permanentes, como o Phall I que serviu para demonstrar a viabilidade dessa nova tecnologia.

O projeto possibilita a elaboração e publicação de vários trabalhos técnico- científicos e a participação de estudantes e professores em congressos nacionais e internacionais, assim como a elaboração de cursos e disciplinas com foco na área espacial ministradas anualmente na UnB.


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

Comentário: Bom leitor sou um admirador do trabalho que vem sendo realizado pelo Prof. José Leonardo Ferreira na UnB nesta área de Propulsão a Plasma desde que tomei conhecimento de sua existência. Entretanto,  vamos falar sério, se juntarmos a atual conjuntura política que o país enfrenta, a forma descompromissada e desinteressada de como o PEB é conduzido por esses vermes do atual desgoverno TEMER, e a incompetência reinante na gestão dessa desprestigiada e insignificante Agencia Espacial de Brinquedo (AEB), não existe a menor possibilidade dessa tecnologia ser utilizada em voo em alguma missão espacial brasileira, e deverá ser objeto de pesquisas acadêmicas que se repetirão por décadas sem que o investimento feito traga o resultado prático que deveria trazer. Servirá apenas para formar especialistas na área que acabarão se debandando para outros projetos espaciais sérios ao redor mundo ou optarão por seguir outros rumos em outras áreas onde essa tecnologia a plasma pode ser aplicada.

INPE e OMM Realizam Simpósio Sobre Dados Meteorológicos

Caro leitor!

Segue abaixo leitor uma nota postada hoje (21/09) no site oficial do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) destacando que o instituto e o Organização Meteorológica Mundial (OMM) realizaram Simpósio Sobre Dados Meteorológicos em Florianópolis (SC).

Duda Falcão

INPE e OMM Realizam Simpósio
Sobre Dados Meteorológicos

Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017

Enfrentar os desafios e desencadear inovações em métodos avançados de assimilação de dados para um amplo espectro de aplicações na ciência do sistema atmosférico, oceânico e do sistema terrestre.

Esta foi a proposta do 7° Simpósio Internacional em Assimilação de Dados, que reuniu cientistas de 18 países em Florianópolis (SC) entre os dias 11 e 15 de setembro.

O evento foi organizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), através de seu Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), e pela Organização Meteorológica Mundial (OMM).

“Participaram em torno de 200 pessoas, a maioria do Brasil, mas também dos Estados Unidos, Alemanha, França, Reino Unido, Argentina, Canadá, Austrália, China, Coreia do Sul, Japão etc.”, informou Dirceu Luís Herdies, pesquisador do CPTEC/INPE e um dos responsáveis pela organização do evento.

Pesquisadores do mundo todo se reuniram em Florianópolis.
Participantes do 7° Simpósio Internacional em Assimilação de Dados.


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Expansão do CLA Preocupa os Quilombolas de Alcântara

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria publicada na edição de agosto do “Jornal do SindCT” destacando que a expansão do CLA preocupa os Quilombolas de Alcântara.

Duda Falcão

BRASIL - I

Expansão do CLA Preocupa
os Quilombolas de Alcântara

Acordo com Estados Unidos e transformação em “Centro Espacial” levam governo a
ampliar a área. Incorporação de 12,6 mil hectares à área do Centro de Lançamento
poderá desalojar 200 famílias, advertem as lideranças. Comando da FAB diz
reconhecer o direito das comunidades às terras, mas ressalva que cabe
à outros órgãos do governo “resolução da situação”

Por Pedro Biondi
Jornal do SindCT
Edição nº 60
Agosto de 2017

A luta por reconhecimento e respeito a seus territórios continua na ordem do dia das 156 comunidades quilombolas certificadas de Alcântara (MA), que aguardam a titulação de suas terras agora procuram evitar a expansão do Centro de Lançamento de  Alcântara (CLA).

Administrado  pela Força Aérea Brasileira (FAB), o CLA, no litoral maranhense, ocupa hoje cerca de 8,7 mil  hectares (ha) e a intenção do governo federal  é destinar a ele mais 12,6 mil ha, mais que dobrando seu perímetro. (Cada ha corresponde à área média de um campo oficial de futebol.)


Ocorre que os  2 mil ha originalmente desapropriados para a ponta de lança do Programa Nacional de Atividades  Espaciais  (PNAE) estão no território identificado como étnico.
A anexação dessa faixa rumo ao mar afetará famílias que vivem, basicamente, da agricultura, do extrativismo e da pesca, advertem a lideranças quilombolas.

Em 25 de julho, movimentos sociais bloquearam o acesso ao CLA contra esse planejamento e contra a submissão da infraestrutura aos interesses dos Estados Unidos, país com o qual, conforme noticiado, foi estabelecido acordo, a ser submetido ao Congresso Nacional. 

“As comunidades não são contra o projeto, mas não aceitam a ampliação da área da base espacial”, diz Ivo Fonseca, coordenador executivo da Coordenação  Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ). 

A entidade levou o assunto ao Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH), que marcou missão para o município maranhense em 29 e 30 de agosto, com audiência pública no dia seguinte. “Nunca é bom o deslocamento de pessoas de seus lugares históricos, né?”, observa o  integrante do movimento negro local Servulo  Borges.

“Queremos mostrar para a sociedade brasileira que o projeto inicial teve ônus para essas comunidades, das quais 312 famílias foram removidas da região litorânea, e que aquilo que o governo está chamando de ‘consolidação’ vai causar desorganização social novamente, desalojando desta vez 23 núcleos e 200 famílias. Aqui não é um vazio demográfico, é um lugar habitado por pessoas que têm uma história, uma cultura que se reproduz e tem de ser respeitada.” 

Borges lembra que o país responde a denúncia na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) pelas remoções da década de 1980, parte delas sem indenização. Segundo o alcantarense, as expectativas  de melhora na saúde e na educação também não se concretizaram. “O Brasil quer fazer acordo de cooperação? Faça com quem quiser, mas não passará por cima dos direitos dessas pessoas”, resume.

Consenso negado o alto escalão federal andou visitando o CLA e dando declarações sobre sua transformação no “Centro Espacial de Alcântara” (CEA), com inauguração pretendida para 2021.

Em 12 de abril, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou que, além dos EUA, França, Rússia e Israel mostraram interesse em usufruir da localidade, que propicia economia significativa de combustível na colocação de satélites em órbita. Jungmann descartou  uma governança que afete a soberania nacional.

“Este Centro é o que tem  melhores condições não só geográficas, mas também em termos de equipamento em todo o hemisfério sul do planeta”, declarou.

“Uma joia”, no dizer do titular do Ministério da Defesa (MD), que pode gerar US$ 1,5 bilhão de receita anual e para isso precisa de seis bases.

Atualmente, de acordo com o MD, o complexo certifica operadores e lança veículos suborbitais e foguetes  de treinamento, totalizando quatro operações por ano, com uma média de cinco lançamentos de foguetes suborbitais, número que seria ampliado.

Jungmann informou que o processo de conciliação fundiária estava sendo finalizado na Casa Civil. “Pelas informações que nós temos, já existe um pré-acordo, para que seja feito o remanejamento dessas famílias, para que elas tenham absoluta condição de habitação e de, obviamente, levar a sua vida”, disse.

A existência desse suposto consenso, porém, foi contestada pelo então chefe da Representação Regional da Fundação Cultural Palmares (FCP) no Maranhão, Pedro Celestino, em entrevista à Rádio Nacional da Amazônia. Exonerado dois meses depois, ele negou ao Jornal do SindCT que sua demissão se deva à declaração.

Em 22 de agosto, pousaram no CLA o ministro--chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, o comandante da FAB, tenente-brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato, e o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Sergio Etchegoyen.

Padilha avaliou que a unidade está subaproveitada. “Nós queremos que o CLA tenha  um aproveitamento pleno e esse é o diálogo que vamos levar ao presidente Temer”,  enfatizou.

Diante  e pedido de entrevista do Jornal do  SindCT, o Comando da Aeronáutica encaminhou nota em que   reconhece como legítimo o direito das comunidades tradicionais às suas terras, ressalvando  porém que a expedição de tais títulos extrapola as competências  da instituição, “cabendo a outros  órgãos da administração pública a resolução  da situação atual”.

A Sociedade Brasileira para o  Progresso da Ciência  (SBPC) entregou a diversos órgãos federais, inclusive à PGR e à FCP, uma  moção  de repúdio ao deslocamento compulsório de comunidades quilombolas e em  defesa da Base Espacial. A moção exige titulação das  terras e condena a cessão do CLA aos EUA.


Fonte: Jornal do SindCT - Edição 60ª - Agosto de 2017

Comentário: Gente o acordo com os EUA é necessário, se quisermos a colaboração deles na assinatura do Acordo de Salvaguardas, pois sem esse acordo o Brasil não terá como operar no mercado de lançamentos comerciais de microssatélites e nanossatélites, o que levaria ao VLM-1 a ser subtilizado. A questão aqui não é esta, a questão é como será feito esse acordo. Há competência e seriedade no ME/MD/MCTIC para conduzir com sapiência as negociações de ambos esses acordos (o de uso da Base de Alcântara e o de Salvaguardas Tecnológicas) com os americanos ou qualquer outro acordo com quem quer que seja??? Está que é a questão. É preciso lembrar de que desde a instalação do centro no inicio dos anos 80 que a ideia do CEA já existia, e previa o uso de vários sítios de lançamentos por outras nações.  A própria questão dos Quilombolas coloca em dúvida a competência e seriedade do governo em conduzir negociações nesta área, já que toda esta questão foi criada devido à falta de compromisso governamental com as promessas que foram feitas e não cumpridas. Vocês do Desgoverno TEMER que se dizem interessados no PEB, tomem a iniciativa urbanizando as vilas existentes, fazendo melhorias em suas casas, criando escolas, postos médicos e gerando oportunidades de emprego, bem como bolsas de estudos para jovens Quilombolas em universidades e centro técnicos da região, e depois com o exemplo dado, sentem-se com as lideranças e discutam esta ampliação. Vocês notarão que a receptividade dessa gente será outra e cumprindo a risca com o que for acordado com essas 200 famílias de agora, este problema deixará de existir. Coloquem-se no lugar deles e se perguntem: “Será que vocês acreditariam novamente em promessas do governo?” Está ai leitor o porquê da necessidade de cumprir primeiro com as outras comunidades o que foi acordado nos anos 80. É claro que nessa história toda tem o dedo de ONGS estrangeiras disfarçadas bem como de aproveitadores de todas as especies que visam atrapalhar o desenvolvimento espacial do país e também aqueles PIRATAS que querem se beneficiar da situação, mas a brecha para que eles atuem foi justamente criada pelo não cumprimento por parte do governo com as promessas feitas nos anos 80. Se assim fosse, hoje certamente esses vermes não teriam como agir, pelo menos não utilizado-se dos Quilombolas.

Pós-Graduação em Astronomia do Observatório Nacional Sobe na Avaliação da CAPES

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada ontem (20/09) no site do “Observatório Nacional (ON)” destacando que Pós-Graduação em Astronomia do Observatório Nacional sobe na avaliação da CAPES.

Duda Falcão

Pós-Graduação em Astronomia do Observatório
Nacional Sobe na Avaliação da CAPES

Publicado: Quarta, 20 de Setembro de 2017, 17h30
Última atualização em Quarta, 20 de Setembro de 2017, 17h37

Os cursos de mestrado e doutorado em Astronomia do Observatório Nacional receberam nota 6 na avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), vinculada ao Ministério da Educação (MEC), e estão entre os melhores do País. Na avaliação anterior, os cursos tinham nota 5, numa escala que vai até 7. O resultado foi divulgado hoje, dia 20, no Diário Oficial. Os cursos foram analisados pelo Conselho Técnico-Científico da Educação Superior (CTC-ES) durante as 172ª e 173ª Reuniões, realizadas no período de 21 a 25 de agosto e 28 de agosto a 01 de setembro de 2017.

O Programa de Pós-Graduação em Astronomia tem como objetivo principal o de completar e aperfeiçoar a formação em Astronomia dos graduados nas áreas de Física, Astronomia, Matemática e ciências afins, visando formar pesquisadores altamente qualificados e profissionais bem preparados para o mercado de trabalho. O Programa possui duas áreas principais de concentração: Astronomia e Astrofísica, com diferentes subáreas.

Desde a sua criação, em 1973, o Programa já formou mais de 120 Mestres e mais de 90 Doutores em Astronomia, muitos deles ocupando atualmente posições de destaque na comunidade científica brasileira e internacional.

Para o pesquisador Jorge Carvano, coordenador de Pós-Graduação do ON, a nota prova que o Brasil tem um grande potencial na área científica. “O aumento da nota CAPES é o reconhecimento de um esforço de muitos anos feito pelo corpo docente da Astronomia do ON para tornar a instituição, cada vez mais, uma referência internacional em Astronomia e Astrofísica. A consequência mais imediata é a possibilidade de investir mais na infraestrutura da pós-graduação e aumentar nossa capacidade de formar os mestres e doutores que a ciência brasileira precisa para continuar crescendo nestes tempos difíceis", diz.



Fonte: Site do Observatório Nacional (ON)

Nova Atualização de Nossas Campanhas

Olá leitor!

Hoje é mais uma quinta-feira do mês de setembro e sendo assim é dia de atualizar você sobre as nossas campanhas em curso.

Bom leitor quanto à “Campanha para Regulamentação das Atividades de Grupos Amadores”, até esta semana 13 grupos já se inscreveram. São eles Auriflama FoguetesBANDEIRANTE Foguetes EducativosCarl SaganCEFABCEFECInfinitude FoguetismoITA Rocket Design, NTAProjeto JupiterUFABC Rocket Design e PEUE (Pesquisas Espaciais Universo Expansivo), Grupo Pionners Grupo: GREAVE. Vamos lá gente, cadê os grupos amadores desse país, vocês não querem se organizar? (OBS:Continuo esperando que os 13 grupos inscritos respondam se há algum entre vocês que tem o interesse de organizar e sediar um ‘Seminário’ para discutirmos as atividades de espaçomodelismo no Brasil?)

Já quanto á “Campanha de Manutenção do Blog”, apenas um colaborador realizou sua contribuição no mês de setembro no vakinha.com.br. Ele é:

1 - Leo Nivaldo Sandoli

OBS: informo aos leitores que ainda não sabem que  a campanha de manutenção do Blog pode ser acessada pelo link: http://www.vakinha.com.br/vaquinha/manutencao-do-blog-brazilian-space.

Enfim... vamos continuar aguardando que a partir da próxima semana haja uma mudança de postura de nossos leitores com as nossas campanhas, para que assim possamos efetivamente continuar contribuindo com o Programa Espacial Brasileiro, e quem sabe, com a permanência do blog online ou a criação do Portal Espacial que é hoje o nosso principal objetivo.

Duda Falcão

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

ITA Realiza Workshop Com a NASA e o INPE

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (19/07) no site do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), destacando que o instituto realizou workshop com a NASA e o INPE.

Duda Falcão

Notícias

ITA Realiza Workshop Com a NASA e o INPE

Divisão de Comunicação Social
19/07/2017


No último dia 14, o ITA, o INPE e a NASA, realizaram um evento sobre a missão SPORT (Scintilation Prediction Observations Research Task), que visa estudar bolhas de plasma na ionosfera por meio de um nanossatélite.

O evento reuniu pesquisadores das três instituições e de universidades americanas parceiras com o objetivo de divulgar o andamento do projeto sob suas diversas atuações. Cada organização envolvida pôde apresentar o andamento de seu trabalho dentro desse desafio.

Durante as palestras, foi possível compreender a importância dos estudos do projeto, já que as bolhas de plasma interferem sobre diferentes sistemas tecnológicos, tais como sistema de navegação por satélite, telecomunicações e distribuição de energia. O intuito dos pesquisadores é poder prever as condições em que o fenômeno ocorre e compreender tais interferências.

Para o Dr. James Spann, da NASA e coordenador geral do projeto, “além de entender melhor a ionosfera, essa missão tem um valor na comunidade científica de agregar diversos grupos na pesquisa”. No que diz respeito à ciência e tecnologia, “quanto mais disseminado o conhecimento, mais rápido é possível obter avanços”, completa.


Fonte: Site do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA)

Comentário: Sob a coordenação de uma Agencia Espacial de verdade que busca verdadeiramente por resultados, ao que parece este projeto de nanosatélite científico está avançando, e talvez seja a ultima oportunidade dada pela NASA ao Brasil para que o mesmo comprove ser capaz de cumprir seus acordos, oportunidade esta que se eu estivesse no lugar deles não daria.

Governador da Província Japonesa de Shizuoka Visita o ITA

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada dia (15/07) no site do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), destacando que o Governador da Província Japonesa de Shizuoka visitou o ITA.

Duda Falcão

Notícias

Governador da Província Japonesa
de Shizuoka Visita o ITA

Divisão de Comunicação Social
15/07/2017


O ITA recebeu a comitiva da província japonesa de Shizuoka, com a presença do governador Heita Kawakatsu, outros representantes de governo, empresários e professores universitários.

O objetivo da passagem pelo Instituto era conhecer um pouco da história da formação do cluster aeronáutico de São José dos Campos e a interação entre o ITA, a indústria e o governo. Na ocasião, receberam uma palestra sobre o ITA e o DCTA.

A comitiva foi surpreendida com uma apresentação em japonês, realizada pelo Aspirante de Engenharia Aeroespacial Daniel Custódio, sobre a história da aviação em um paralelo entre Alberto Santos Dumont e Jiro Horikoshi, um dos pioneiros da aviação japonesa.

Eles visitaram alguns laboratórios, onde puderam verificar a infraestrutura e seguiram para o Parque Tecnológico de São José dos Campos.


Fonte: Site do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA)

Comentário: Interessante essa notícia e ficarei na torcida para que dela resulte alguma parceria na área espacial entre o ITA e os japoneses, se possível for, sem qualquer envolvimento da AEB, ou o mínimo possível.

Cortes de Recursos Para Ciência Ameaçam Participação de Brasileiros em Experimentos no CERN

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria postada dia (18/09) no site do jornal “O Globo” destacando que Cortes de Recursos para Ciência ameaçam participação de brasileiros em experimentos no CERN.

Duda Falcão

CIÊNCIA

Cortes de Recursos Para Ciência Ameaçam Participação de Brasileiros em
Experimentos no CERN

Brasil já não pagou taxa cobrada de pesquisadores de todo
mundo em 2017 e orçamento não inclui provisão para 2018

Por Cesar Baima
18/09/2017 - 16:35
Atualizado 18/09/2017 - 18:07

Foto: Divulgação/CERN
Instalações do experimento Alpha no CERN: busca para resolver
mistérios da anti-matéria tem participação fundamental de brasileiros.

RIO – Os cortes nos recursos para ciência e tecnologia do governo ameaçam a participação de mais de cem pesquisadores brasileiros em experimentos no Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (CERN), dono do maior acelerador de partículas do mundo, o Grande Colisor de Hádrons (LHC), na fronteira da Suíça com a França. Diante disso, uma comissão de cientistas reunidos pela Rede Nacional de Física de Altas Energia vai a Brasília nesta terça-feira tentar obter as verbas necessárias para que possam dar continuidade às suas pesquisas.

Segundo os pesquisadores, este ano o Brasil já não pagou as chamadas taxas de manutenção e operação devidas pela sua participação nas colaborações no CERN, e no projeto da Lei Orçamentária de 2018, enviado ao Congresso pelo Executivo no último dia 31 de agosto, não há nenhuma provisão para o pagamento das taxas também no ano que vem. Os valores destas taxas, pagas por todos os pesquisadores plenos - isto é, não estudantes, seja de mestrado ou doutorado – de todos países, inclusive os Estados-membros do CERN, variam de acordo com o experimento, mas ficam em média por volta de 8 mil francos suíços (quase R$ 26 mil) por pesquisador por ano.

- O Brasil já está inadimplente e isso cria uma situação muito vergonhosa para todos nós – conta Claudio Lenz Cesar, professor do Instituto de Física da UFRJ e um dos três pesquisadores plenos brasileiros que fazem parte da colaboração Alpha, experimento que busca encontrar diferenças, mesmo que mínimas, nas propriedades do anti-hidrogênio com relação ao hidrogênio de forma a tentar explicar porque nosso Universo é composto basicamente de matéria, apesar de a teoria do Big Bang indicar que a grande “explosão” que teria dado origem a tudo que existe deveria ter criado quantidades iguais de matéria e anti-matéria.

Segundo Cesar, mais do que ameaçar os pesquisadores brasileiros com a expulsão das colaborações no CERN, o não pagamento das taxas coloca em risco a liderança do país em alguns campos destas pesquisas. Desde o início do ano, por exemplo, o laser de baixas temperaturas do Alpha, responsável pela “captura” dos átomos de anti-hidrogênio do experimento, usa uma cavidade ótica para aumentar sua potência que foi totalmente desenvolvido e construído aqui no Brasil. Além disso, os pesquisadores brasileiros se preparam para implementar no mesmo experimento uma nova técnica que permitirá fazer as medições das propriedades do anti-hidrogênio e do hidrogênio em um mesmo ambiente com uma precisão inédita de 15 casas decimais, isto é, na escala do trilionésimo, o que corre o risco de não acontecer sem recursos extras.

- Sem estes investimentos, o Brasil deixa de ter uma posição de liderança que poderia ter nestes experimentos – destaca Cesar. - Muitas vezes a física traz surpresas nestas casas decimais e com uma colaboração grande do Brasil o Alpha pode adentrar um terreno que nenhum outro experimento jamais chegou na área.

Uma das mais prestigiadas e avançadas instituições científicas do mundo, o CERN está por trás de vários desenvolvimentos importantes na ciência e tecnologia. A internet e a www, por exemplo, foi criada nos laboratórios do CERN para facilitar a troca de informações e colaboração entre seus pesquisadores. Mais recentemente, experimento no LHC confirmaram a existência do chamado bóson de Higgs. Apelidado de “partícula de Deus”, o bóson de Higgs é apontado como o responsável por conferir massa a todas outras partículas do Universo e era o último que faltava ter sua existência confirmada dentro do chamado Modelo Padrão da física. Elaborada nos anos 1960, esta teoria lista as 32 partículas fundamentais que formariam o Universo e mediariam suas forças.


Fonte: Site do Jornal o Globo - http://oglobo.globo.com

Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara Municipal de Natal Acompanha Lançamento Durante VII FOPI

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (19/09) no site do “Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI)”, destacando que o Centro recebeu a visita de uma Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara Municipal de Natal.

Duda Falcão

Notícias

Comissão de Ciência e Tecnologia da
Câmara Municipal de Natal Acompanha
Lançamento Durante VII FOPI

CLBI
19/09/2017


O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno recebeu a visita da Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara Municipal de Natal, acompanhada pelo Assessor do Comando de Preparo e Emprego, Brigadeiro do Ar Cláudio Alves da Silva, nos dias 11 (abertura do Fórum), 14 (encerramento do Fórum e lançamento de um Foguete de Treinamento Básico - FTB) e 15  de setembro (visita institucional).

Durante a Cerimônia de Abertura do Fórum, os vereadores Robson Carvalho e Sueldo Medeiros, membros da Comissão, ouviram dos interlocutores das Organizações responsáveis pela realização e apoio ao Fórum, o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno, o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial, a Agência Espacial Brasileira, a Universidade Federal do Rio Grande do Norte e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, a importância da iniciativa e a relevância de fomentar eventos direcionados ao incentivo e disseminação de projetos na área de ciência, tecnologia e inovação do setor aeroespacial.

A visita às instalações do Centro foi dividida em dois momentos – na quinta-feira, 14, os vereadores Robson Carvalho e Sueldo Medeiros acompanharam a cronologia final e ao lançamento do FTB, evento inserido na programação do Fórum (conheceram a importância do treinamento de operadores e manutenção operacional de sistemas e equipamentos); e no dia 15 os legisladores visitaram as instalações do CLBI - Seção de Preparação e Lançamento, a Estação Natal (responsável pelo rastreamento dos veículos lançados pelo Centro Espacial Guianês, fruto de Acordo Internacional com a Agência Espacial Europeia) e o Centro Vocacional Tecnológico Espacial sob coordenação da Agência Espacial Brasileira (AEB) que tem previsão de ser inaugurado em outubro próximo, voltado para atividades tecnológicas e educacionais de interesse da AEB, com foco na difusão do acesso ao conhecimento científico e transferência de conhecimentos técnico-tecnológicos na área, tendo sido escolhida a região por sua vocação espacial.

O Diretor do Centro, Coronel Aviador Paulo Junzo Hirasawa, fez um balanço positivo da visita, não somente pela aproximação da importante Comissão da Câmara, mas também de conhecer as potencialidades do Centro de Lançamento bem como vislumbre de futuras atividades conjuntas e/ou conveniadas. "A visita cumpriu o seu papel. A comunidade local, por meio da Câmara Municipal, conheceu as atividades operacionais de lançamento e de rastreamento bem como as de pesquisa básica e aplicada, identificando várias áreas em que se pode desenvolver, principalmente de fomentar o interesse pelo setor espacial, que o futuro não poderá prescindir".

Comissões da Câmara Municipal de Natal


As comissões temáticas e permanentes são responsáveis por receber e dar parecer aos Projetos de Lei antes que os mesmos sejam apreciados em plenário.

Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara Municipal de Natal

Ney Lopes Jr. (PSD) – presidente
Robson Carvalho (PMB) - vice-presidente
Franklin Capistrano (PSB)
Sueldo Medeiros (PHS)
Chagas Catarino (PDT)



Fonte: Site do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI)

Comentário: A FAB que me desculpe pela sinceridade, mas convidar esses dois Pinguins (desta vez um preto e um cinza) para participar deste evento não passou de mais uma ação infrutífera e que não irá resultar em nada de produtivo. Deveriam ter convidado também o IBAMA, rsrsrsrs.