segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Líder Mundial em Incidência de Raios, Brasil Tem 50 milhões de Descargas Elétricas Por Ano

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada hoje (31/10) no site do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC), destacando que o Brasil é líder mundial em incidência de raios com 50 milhões de descargas elétricas por ano.

Duda Falcão

NOTÍCIAS

Líder em Incidência de Raios, Brasil Tem
50 Milhões de Descargas Elétricas Por Ano

Temporada de raios começa na primavera e verão. Segundo o Grupo de Eletricidade
Atmosférica do INPE, descargas elétricas mataram 1.790 pessoas entre 2000 e 2014.
"Precisamos alertar para esse perigo", diz coordenador do ELAT.

Por Ascom do MCTIC
Publicação: 31/10/2016 | 09:00
Última modificação: 31/10/2016 | 10:25

Crédito: ELAT/INPE
Fotografia enviada para o ELAT de descarga
elétrica no Rio de Janeiro.

A primavera e o verão, as estações mais quentes do ano, são também um período de alerta para população. Isso porque 90% dos 50 milhões de raios que caem no Brasil são registrados neste período. O Brasil é líder mundial na incidência deste fenômeno, que provocou a morte de 1.790 pessoas entre 2000 e 2014, segundo o Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). A cada 50 mortes por raio no mundo, uma acontece no Brasil. 

"Os raios matam aos poucos, então, não há uma grande comoção em torno desse tema. Precisamos alertar para esse perigo. Como a maior parte das descargas acontece na primavera e no verão, as mortes se concentram nesse período, mas também há risco no outono e no inverno", explicou o coordenador do ELAT, Osmar Pinto Junior.

Para se ter uma ideia, a descarga gerada por um relâmpago tem intensidade mil vezes maior que a corrente elétrica que passa por um fio de chuveiro elétrico. As temperaturas de um raio podem chegar a 30 mil graus Celsius, cinco vezes mais elevada que a da superfície do Sol.

"Quando a pessoa pensa nisso, ela teme. Se alguém for atingido diretamente por um raio, irremediavelmente morre", reforçou. "A maioria delas acontece em campos abertos, como áreas de agricultura, campos de futebol e na praia, principalmente por correntes indiretas dos raios, que vêm pelo chão. O perigo não é só o raio em si, mas a corrente elétrica que pode ser descarregada no solo."

A prevenção continua sendo o principal meio para evitar mortes provocadas por raios. Durante as tempestades, deve-se evitar locais altos, sentar embaixo de árvores ou deitar no chão. A pessoa também deve manter distância de locais com poças de água e objetos que possam conduzir a eletricidade, como linhas de energia e cercas de arame farpado.

Monitoramento

Diante desse quadro, o ELAT desenvolveu uma rede de sensores que monitora a ocorrência de raios em todo o território brasileiro, chamada Rede BrasilDAT. Na página da unidade, é possível acompanhar em tempo real os dados coletados por cerca de 70 sensores espalhados pelo país que detectam a radiação eletromagnética emitida pelos raios.

"Qualquer pessoa pode consultar o BrasilDAT. A rede permite minimizar os danos e as mortes causadas pelos raios, através de acompanhamento em tempo real do local onde eles estão ocorrendo e para onde estão se deslocando. É uma informação importante e que pode salvar vidas", ressaltou Osmar Pinto Junior.

O ELAT também trabalha para disponibilizar ao público o serviço de previsão de raios com 24 horas de antecedência. A ferramenta foi testada em caráter piloto nos dois últimos verões e está sendo aperfeiçoada pela equipe de pesquisadores para restringir a área de ocorrência das descargas elétricas.

"Essa metodologia foi desenvolvida por dez anos e a estamos aperfeiçoando para conseguirmos chegar a uma margem de 15 quilômetros de área. Hoje, temos uma mensuração de uma área bem maior, de quase cem quilômetros. Com a otimização da ferramenta, o cidadão vai ficar melhor informado", disse.

Como Se Formam

As tempestades de raios têm maior incidência durante os meses de primavera e verão por causa do choque de massas de ar com temperaturas diferentes. O ar fica mais quente e é mais facilmente transportado para as camadas superiores da atmosfera. A partir de cinco quilômetros de altura, ele começa a formar cristais de gelo no interior das nuvens.

O choque das partículas dentro das brumas deixa os átomos eletricamente carregados, dando origem a uma faísca que dá início ao raio. À medida que a fagulha se aproxima do solo, inicia-se uma descarga do chão para a nuvem. Quando as duas se unem, acontece o raio.

Concurso de Fotografias

Durante a primavera e do verão, o ELAT promove um concurso aberto de fotografias de raios. A melhor imagem de cada mês é publicada na página da unidade do INPE.


Fonte: Site do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC)

Flavio Basílio: Brasil Proporá Golden Share para Empresas Estrangeiras

Olá leitor

Segue abaixo uma matéria publicada hoje (31/10) no site “Defesanet.com”, destacando que a o Brasil proporá ‘Golden Share’ para Empresas Estrangeiras.

Duda Falcão

COBERTURA ESPECIAL - Base Industrial Defesa - Defesa

EXCLUSIVO – Flavio Basílio: Brasil Proporá
Golden Share para Empresas Estrangeiras

Governo proporá flexibilizar a entrada de empresas estrangeiras
desde que aceitem uma Golden Share.

Nelson Düring
Editor-chefe DefesaNet
31 de Outubro, 2016 - 01:40 ( Brasília )

Foto: MD
O Secretário Flãvio Basíli, SEPROD, assina a Letter of Intent
entre os Governos Brasileiro e Norte Americano para estimular os
comercio de defesa e investimentos na área entre os dois países,
dia 30 Setembro, no Itamaraty em Brasília-DF.

O Secretário de Produto de Defesa (SEPROD), Dr Flávio Basílio, declarou à DefesaNet que uma nova legislação está sendo proposta para as indústrias e Defesa. Ao que se chama de Base Industrial de Defesa, por legislação que a ampara deveria ser constituída por empresas brasileiras.

A principal inovação será a permissão de que indústrias estrangeiras participem do mercado nacional e possam competir nas licitações do Ministério da Defesa.

A regulamentação que tenta proteger as empresas nacionais está no Decreto nº 12.598, de 21 de março de 2012, criando as Empresas Estratégicas de Defesa (EED) e os Produtos Estratégicos de Defesa (PED).  As Empresa Estratégica de Defesa - EED - são todas pessoas jurídicas credenciadas pelo Ministério da Defesa.

A Comissão Mista da Indústria de Defesa - CMID, instituída pelo Decreto n 7.970, de 28 de março de 2013, tem como competência propor ao Ministro de Estado da Defesa o credenciamento de Empresa de Defesa - ED como Empresa Estratégica de Defesa – EED.

As empresas EED deveriam ter a maioria do capital em poder de brasileiros. Esta situação sempre foi um contestada por empresas como: AEL Sistemas, filial da israelense ELBIT, RockwellCollins, filial de empresa americana de mesmo nome e especialmente da HELIBRAS, subsidiária do Grupo Europeu Airbus Helicopters.

O Secretário da SEPROD, Dr Flávio Basílio informou a DefesaNet que está na nova legislação que está contida nos Documentos da Estratégia Nacional de Defesa (END, Livro Branco e Política de Defesa consta uma maior flexibilização para as indústria de defesa com capital estrangeiro.

As atuais Empresas de Defesa operando no Brasil, e outras futuras que venham a operar no país poderão participar e talvez ter o mesmo Regime Especial Tributário para a Indústria de Defesa (RETID), das empresas EED atuais.

Segundo o Secretário Flávio Basílio isto será possível caso as empresas aceitem uma Golden Share do Governo Federal. Isto não implica participação no capital desta empresas.

O termo “Golden Share” surge quando por algum motivo, a maioria das vezes por condições estratégica da empresa, algumas decisões devem ser comunicadas ao Governo federal e ter a aprovação deste para a sua implantação.

No Brasil a empresa que tem o regime de Golden Share é a EMBRAER, que em alguns assuntos tem de consultar o Governo antes de implantar as ações pretendidas.

No dia 30 de Setembro os Governos do Brasil e dos Estados Unidos, no evento Defense Industry Day (DID), assinaram uma Letter of Intent (LoI), para estimular as negociações bilaterias de defesa e os investimentos entre os dois paises. (Acesse BR-USA - Defense Industry Day Link)

Notícia publicada na semana passada, 25 de Outubro, e que teve bastante repercussão, omitiu esta importante informação sobe as Golden Share.



Comentário: Hummmmm, essa notícia traz uma nova luz de esperança nesta iniciativa do governo, bem melhor do que as apresentadas em notícias anteriores (veja o link que acompanha a matéria e a nota postada aqui no BLOG - Brasil Quer Aumentar Participação Estrangeira no Setor de Defesa). Entretanto, alguns pontos parecem que precisam ser revistos. Criaram as tais Empresas Estratégicas de Defesa (EED), bom, mas quantas dessas serão realmente Empresas de Segurança Nacional (ESN), ou seja, aquelas que jamais poderão ser vendidas ou terem tecnologias repassadas a grupos estrangeiros???? Este ponto consta desta nova legislação???? Agora mesmo esta ou estava em processo o repasse criminoso do projeto Link BR2, desenvolvido pela MECTRON (empresa brasileira que junto com a Orbital, a Opto, entre outras, deveriam ser de segurança nacional) para a empresa AEL Sistemas do grupo israelense ELBIT, esta que como outras do mercado na mesma situação é descaradamente vendida para sociedade como empresa brasileira, quando não é. Leitor é aquele conhecido método Nazista de repetir tanto uma mentira que acaba se tornando uma verdade. Além do mais, mesmo que estas possíveis empresas venham ter o controle acionário brasileiro e se submetam ao Golden Share, como a Sociedade pode ter certeza (com os governos que temos corruptos e incompetentes) que decisões estapafúrdias ou motivadas por corrupção não estarão em pauta???? Entretanto, o que esta sendo agora apresentado aumenta um pouco a segurança, mas situações como o caso do projeto Link BR2 não podem ocorrer, e demonstra que pode haver algo de muito errado, algo que deveria levar ao paredão de fuzilamento todos os envolvidos.

Universidade de Brasília Inaugura Observatório Astronômico

Olá leitor!

Segue abaixo mais uma matéria esta publicada ontem (30/10) no site do jornal “Correio Braziliense” destacando que a Universidade de Brasília (UnB) inaugurou Observatório Astronômico.

Duda Falcão

INÍCIO / CIDADES-DF

Universidade de Brasília Inaugura
Observatório Astronômico

Espaço, que começou a ser construído há mais de uma década,
servirá para aulas práticas e pesquisas

Por Renato Alves
Correio Brazilienze
Postado em 30/10/2016 - 08:00
Atualizado em 30/10/2016 - 11:51

Jose Leonardo Ferreira é coordenador do Observatório
Luiz Crulls, em Vargem Bonita: telescópio de alta potência.

Asteroides perigosos, cometas e estrelas de todos os tipos e tamanhos são observados de perto em Brasília, graças a um telescópio moderno, instalado em uma área de cerrado vizinha ao Park Way. Há 10 dias, ele faz a alegria de pesquisadores e de astrônomos profissionais e amadores. E deve atrair cada vez mais gente interessada no estudo das galáxias.

O equipamento é a grande atração do Observatório Astronômico Luiz Cruls (leia Para saber mais), da Universidade de Brasília (UnB). Inaugurado em 20 de outubro, ele fica na Fazenda Água Limpa, no Núcleo Rural Vargem Bonita. Equipado com um telescópio de médio porte, tem como umas das finalidades estimular o ensino de física entre alunos, dar apoio para disciplinas da área na universidade e ajudar as pesquisas da pós-graduação.

Entre os trabalhos que já começaram a ser desenvolvidos, está a observação do sistema solar para rastreio de asteroides perigosos e cometas. “A intenção é trocar informações, participar de pesquisas com estrangeiros, fazer parte de uma rede internacional de astronomia. Vamos estudar buracos negros, a expansão do universo”, explica o coordenador do Laboratório de Física de Plasma e do Observatório Astronômico da UnB, José Leonardo Ferreira.

Grande entusiasta do projeto, Ferreira pretende atrair cada vez mais jovens para o estudo da física. “Vamos receber escolas do ensino público e despertar nos estudantes o gosto pela física, como aconteceu comigo, quando era novo”, afirma o professor, formado pela UnB em 1974. À época, lembra, frequentava um observatório que existia onde hoje é o posto de combustíveis da universidade. “A partir daí, soube o que queria fazer”, ressalta.

O professor pretende criar uma área de astronomia na UnB, no segundo semestre de 2017, e fabricar um mini radiotelescópio, que conta com recursos aprovados. Para o plano, ele conta com outros físicos, como Alberto Alves de Mesquita, vindo do Observatório Nacional do Rio de Janeiro para a criação do observatório candango. Ele tem ajudado a montar grupos de pesquisas para trabalhar no observatório Luiz Cruls.

Outro incentivador da física na UnB é o professor Ivan Soares Ferreira, coordenador das atividades de pesquisa do Observatório Luiz Cruls. Ele pretende ampliar as pesquisas com um interferômetro de micro-ondas, que deverá ser instalado em 2017. No currículo de Ivan, há o pós-doutorado feito, recentemente, na França e na Itália, envolvendo astrofísica do meio interestelar, explosões de raios gama a partir de estrelas variáveis cataclísmicas, buracos negros e estrelas de nêutrons.

Atraso

A construção do observatório começou em 2004 e terminou em 2007. No entanto, demorou a ser inaugurado por dificuldades com a finalização da cúpula, devido à falta de dinheiro e à burocracia. O projeto envolveu cerca de R$ 200 mil, em valores atualizados. Só o telescópio, comprado em 2009, custou US$ 37 mil (R$ 117 mil na cotação de ontem). Sem um local adequado, o aparelho esteve ameaçado de sofrer danos.

A matéria completa está disponível aqui, para assinantes. Para assinar, clique aqui 


Fonte: Jornal Correio Braziliense - 30-10-2016

Comentário: Bom, bom, muito bom mesmo. Parabéns ao Prof. José Leonardo Ferreira e a UnB. Observatórios óticos como este deveriam ser inaugurados em diversos pontos do país em locais com pouca luminosidade, para sim ajudar a disseminar o conhecimento astronômico entre os nossos jovens bem como por toda população brasileira. Quanto ao mini radiotelescópio, fantástico, e espero que realmente saia do papel, vou ficar na torcida. Aproveitamos para agradecer ao Prof. José Leonardo Ferreira por ter enviado esta notícia.

sábado, 29 de outubro de 2016

Governo Libera R$ 291 Milhões a Telebras Para Lançamento de Satélite

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada dia (28/10) no site “UOL Notícias” destacando que o Governo libera R$ 291 milhões a Telebrás para lançamento de satélite.

Duda Falcão

UOL Economia

Governo Libera R$ 291 Milhões a
Telebras Para Lançamento de Satélite

Valor Econômico
28/10/2016 - 20h31

A Telebras informou nesta sexta-feira que o Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão liberou um montante de R$ 291,1 milhões como reforço orçamentário para o desenvolvimento e lançamento de Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicação Estratégica (SGDC).

O SGDC é construído pela empresa franco-italiana Thales Alenia Space (TAS) e supervisionado pela Visiona, parceria entre a Embraer e Telebras.

O lançamento deve ser feito até fevereiro de 2017 e atenderá aos Ministérios das Comunicações e Defesa.


Fonte: Site do UOL Notícias - http://noticias.uol.com.br

Comentário: Poxa leitor, como estou surpreso com esta notícia? Tem de rir para não chorar, todos que apoiaram este desastroso projeto deveriam estar na cadeia, mas enfim, estamos no Brasil, o país dos piratas.

Encontro na Bahia Discute Criação de Grupo de Fogueteiros em Instituição do SENAI

Olá leitor!

Apesar de está extremamente decepcionado com os rumos do nosso “Patinho Feio”, ou melhor, a falta de rumo, de visão, de gestão adequada, de seriedade e de comprometimento governamental, como cidadão brasileiro não me furto de tentar ajudar no que posso, e muitas vezes sou surpreendido por oportunidades surgidas de onde menos se espera. Já dizia aos mais observadores Geraldo Vandré no final dos anos 60 do século passado, “Vem vamos embora, que esperar não é saber, quem sabe, faz a hora, não espera acontecer”, mas como tem gente esperando neste Brasil, rsrsrsrs

Com o crescimento do Espaçomodelismo e do Foguetemodelismo dentro das universidades e centros técnicos educacionais do país, eu e o Sr. Carlos Cássio Oliveira (presidente do Centro Experimental de Foguetes Aeroespaciais da Bahia, o CEFAB) sentíamos a falta de ações nesta área dentro de nosso estado, enquanto boas iniciativas surgiam em universidades de outros estados do Nordeste, como a Paraíba, o Rio Grande do Norte, o Ceará e o Maranhão.

Porém, como disse no inicio deste artigo á vida está sempre nos surpreendendo cabendo a você observar e aproveitar as oportunidades que a mesma lhe apresenta, e foi assim que semanas atrás quando participava de um pedal com um grupo de ciclistas de um condomínio fechado aqui de Salvador, conheci um professor do SENAI CIMATEC que se interessou muito pelo assunto, interesse este que resultou num histórico e promissor encontro realizado ontem no restaurante do mesmo condomínio.

Foto: Jornal A TARDE
SENAI - CIMATEC de Salvador-BA.

Este primeiro encontro que contou com a minha presença, a do presidente Cássio e do Prof. Assistente Antônio Carlos Souza Junior foi realizado com grande entusiasmo e cordialidade ficando definido que o assunto seria levado pelo mesmo a direção deste Campus Integrado de Manufatura e Tecnologia (CIMATEC) do SENAI, que foi inaugurado em 2002 aqui em Salvador, e que vem se destacando como um importante suporte para a formação de profissionais qualificados para atuar em processos industriais automatizados, com alcance em áreas de ponta.

No encontro de ontem as discussões giraram não só na possibilidade de criação de um Grupo de Fogueteiros nesta instituição baiana, bem como de iniciativas na área de CanSats e Cubesats, já que como na área de foguetes esta área de pequenos satélites envolve a participação de alunos de diversas engenharias, algo muito interessante para qualquer instituição de ensino comprometida com a educação de qualidade.

Para completar, o Prof. Antônio Carlos nos informou que o assunto já havia sido inicialmente abordado por ele com um dos professores do Departamento de Mecânica do CIMATEC, o qual demonstrou grande interesse, e só não compareceu ao encontro de ontem por ter o seu horário já comprometido.

Aproveitamos para agradecer o interesse, a presença e a cordialidade como eu e o presidente Cássio fomos recebido pelo Prof. Antônio Carlos Souza Junior do CIMATEC, e desde já o Blog BRAZILIAN SPACE e o CEFAB nos colocamos a inteira disposição desta instituição educacional baiana para que possamos juntos colocar em prática os objetivos discutidos e assim contribuir cada vez mais para uma melhor formação de nosso jovens, bem como levar a bandeira de nosso estado cada vez mais alto (pra cima e avante). Abaixo segue algumas fotos do encontro.

Duda Falcão

O Prof. Antônio Carlos e o presidente Cássio conversam
animadamente durante o encontro.
O Pres. Cassio mostra o Prof. Antônio Carlos a montagem da
base de lançamento de foguetes desenvolvida pelo CEFAB.
O Pres. Cassio apresenta uma mostra de propelente
composite para foguetes ao Prof. Antônio Carlos.
Um intruso pousando ao lado do Pres. Cassio
e do Prof. Antâonio Carlos.

ABmF/BAR Divulga as Suas Oito Comissões de Trabalho

Olá leitor!

A Associação Brasileira de Minifoguetes/Brazilian Association of Rocketry  (ABmF / BAR) divulgou recentemente a lista com as suas oito Comissões de Trabalho constituídas que o Blog transcreve abaixo para você

Duda Falcão

Lista das Comissões de Trabalho da Associação Brasileira de Minifoguetes
(atualizado em 24 Jul 2016)

Comissão: Estatuto da BAR
Função: Propor o estatuto da associação
Composição: Composta por cinco associados

Comissão: Nomenclatura
Função: Padronizar os termos e definições na área de minifoguetes
Composição: Composta por quatro associados

Comissão: Segurança TE
Função: Padronizar regras de segurança para testes estáticos. 
Composição: Composta por seis associados

Comissão: Segurança LT
Função: Padronizar regras de segurança para lançamentos
Composição: Composta por nove associados

Comissão: Divulgação e Patrocínio
Função: Definir e executar ações para divulgar a BAR e obter patrocínio visando atingir seus objetivos, bem como conseguir novos sócios
Composição: Composta por quatro associados

Comissão: Regulamentação
Função: Propor um regulamento para atividades com minifoguetes no Brasil visando sua aprovação legal na esfera competente
Composição: Composta por cinco associados

Comissão: Qualificação de motores
Função: Padronizar a análise de testes estáticos de motores de minifoguetes
Composição: Composta por doze associados

Comissão: Qualificação de minifoguetes
Função: Padronizar a análise de lançamentos de minifoguetes 
Composição: Composta por nove associados

Obs: Por solicitação do Prof. Marchi o Blog não postou os nomes dos respectivos associados que compõem cada uma destas oitos comissões de trabalho agora constituídas.

Carlos Henrique Marchi
Associação Brasileira de Minifoguetes (ABmF)
Brazilian Association of Rocketry (BAR)  

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Operação Falcão I / 2016

DESCRIÇÃO DA CAMPANHA

Data do início da campanha:  10/10/2016
Operação: Operação Falcão I / 2016
Foguete:  Foguete de Treinamento Básico (FTB)
Numero do vôo do foguete: 34
Data de lançamento: 14/10/2016
Horário: 11h45min (horário local)
Local:  Centro de Lançamento de Alcântara (CLA)
Apogeu do vôo:  31km
Alcance: 18km de distância do local de lançamento
Tempo de vôo: 2min45s
Objetivo:  Teve como objetivo o treinamento operacional das equipes e meios de apoio, preparação, lançamento e rastreio de foguetes, e ainda, a obtenção de dados para a qualificação e certificação deste foguete.
Resultado:  Lançamento bem sucedido

Experimentos Embarcados:

- Não houve

Instituições Envolvidas:

AEB - Agência Espacial Brasileira
DCTA - Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial
CLBI - Centro de Lançamento da Barreira do Inferno - Natal-RN
CLA - Centro de Lançamento de Alcântara - Alcântara-MA
IFI - Instituto de Fomento e Coordenação Industrial
AVIBRÁS - Avibrás Indústria Aeroespacial S/A
MB - Marinha do Brasil
DECEA - Departamento de Controle do Espaço Aéreo

Lançamento do Foguete FTB
Operação Falcão I / 2016 – 14/10/2016

Foi realizado na manhã do dia 14/10 com sucesso do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) o lançamento de um Foguete de Treinamento Básico (FTB), como parte integrante das atividades da Operação Falcão I/ 2016.

Esta operação iniciada no dia (10/10) teve por finalidade o treinamento operacional das equipes e dos meios de apoio, preparação, lançamento e rastreio de foguetes, e ainda, a obtenção de dados para a qualificação e certificação deste foguete.

O lançamento do FTB ocorreu às 11h45min (horário local) e envolveu mais de 100 militares e servidores do CLA, CLBI, do IFI, do DECEA, da Marinha e da empresa Avibrás, empresa esta responsável pelo desenvolvimento do foguete.

A trajetória do veículo seguiu conforme previsto, e o FTB voou por 2min45s até a queda no Oceano Atlântico a 18km de distância do local de lançamento. O veículo atingiu um apogeu (altitude máxima) de 31km em pouco mais de um minuto após o lançamento.

Vale dizer que outro objetivo importante para lançamento deste foguete foi atender aos requisitos de recebimento do Lançador Móvel, proveniente do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), visando assim qualificá-lo para as atividades operacionais do CLA.

“O lançamento de hoje foi fundamental para atestarmos a eficiência do trabalho de quase um ano, dedicado à recuperação e operacionalidade de todos os sistemas do CLA, além de treinarmos as equipes, testarmos procedimentos e verificarmos todos nossos meios visando à realização de operações com veículos de maior porte, a exemplo do foguete VSB-30, previsto dentro das atividades da Operação Rio Verde”, afirmou o Coronel Aviador Cláudio Olany Alencar de Oliveira, Diretor do CLA.

Este foi o 34º Foguete de Treinamento Básico (FTB) a ser lançado do Território Brasileiro como parte do Projeto Foguete de Treinamento (FOGTREIN), que desde 2009 tem mantido equipes e meios operacionais nos centros de lançamento de Alcântara (CLA) e da Barreira do Inferno (CLBI), localizados no Maranhão e no Rio Grande do Norte, respectivamente.

VÍDEO:


FOTOS:

GFRJ da UERJ Promove Novo Workshop na Área de Foguetes

Olá leitor!

Dando sequencia a série de eventos com equipes pioneiras do Espaçomodelismo Brasileiro, para assim capacitar grupos de fogueteiros cariocas focados no projeto, construção e lançamento de foguetes experimentais, o Grupo de Foguetes do Rio de Janeiro (GFRJ) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) vai promover no próximo dia 29/10 (sábado) mais um Workshop na área de foguetes.

O evento que conta uma vez mais com o apoio da “Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA)”, desta vez trará a capital carioca integrantes da pioneira e premiada equipe “ITA Rocket Design” do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) para assim ministrarem aos participantes o “Workshop de Aerodinâmica e Mecânica de Voo”.

Em síntese, além de trazer conceitos contemplativos e técnicos nessas áreas para as equipes cariocas, esta equipe do ITA vem também criar referências novas para esses fogueteiros, ao abordar as suas participações em algumas competições, workshops e simpósios nacionais e internacionais.

Vale dizer que além do "GFRJ" da UERJ, o evento contará com a participação dos grupos “Minerva Rockets” da UFRJ, “Orion” da  PUC-Rio, “Programa CEOS”  do IME  e “Rocket Wolf” do CEFET.

Evento: Workshop de Aerodinâmica e Mecânica de Voo
Data: 29/10/2016 (sábado)
Horário: A partir das 09:00 hs
Local: UERJ -Campus Maracanã

Duda Falcão

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Presidente da AEB Fala Para Alunos da UnB Sobre Ações do Programa Espacial

Olá leitor!

Segue abaixo mais uma nota esta postada hoje (27/10) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB), destacando que o presidente da agencia. o Sr. José Raimundo Braga Coelho, ministrou palestras para alunos da Universidade de Brasília (UnB).

Duda Falcão

Presidente Fala Para Alunos da UnB
Sobre Ações do Programa Espacial

Coordenação de Comunicação Social – CCS
27/10/2016


Os projetos e atividades desenvolvidos pelo Programa Espacial Brasileiro e o processo de criação da Universidade de Brasília (UnB) foram os temas da palestra proferida pelo presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Coelho. O evento, que aconteceu na última segunda-feira (24/10), no Campus da UnB na região administrativa do Gama, Distrito Federal, fez parte do 8º Encontro de Ciência e Tecnologia.

Na palestra Multidisciplinaridade da Aeroespacial, o presidente falou para estudantes e interessados pela área científica   sobre as diretrizes e principais projetos desenvolvidos pela AEB. Ele enfatizou a plataforma E2T, que tem como principais focos a educação, o desenvolvimento tecnológico e a formação de recursos humanos para o setor espacial brasileiro.

A ideia de criar uma universidade capaz de promover uma verdadeira reforma nos padrões universitário brasileiro, o processo de criação da UnB, desde aprovação do projeto na Câmara e no Senado até a construção do Campus em Brasília também foram temas abordados pelo presidente.

José Raimundo é bacharel em Física pela Universidade de Brasília (UnB), foi professor dos departamentos de matemática da UnB, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) e do Departamento de Computação da Universidade de Nova York. Na UnB, ocupou também os cargos de Chefe de Departamento de Matemática e de Vice-Diretor do Instituto de Ciências Exatas. Foi membro da Congregação de Ensino e Pesquisas e do Conselho Universitário da UnB, da Comissão de Implantação e o primeiro Diretor de Ensino do Instituto Politécnico do Rio de Janeiro (IPRJ), entre outras experiências em instituições e órgão científicos. Em 2012 assumiu a presidência da AEB.


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

Comentário: Em 2012 assumiu a presidência da AEB e o órgão que já era uma caricatura tornou-se ainda mais insignificante, até a Revista Espaço Brasileiro este senhor conseguiu destruir.  Pois é leitor, esta semana o Sr. Braga Coelho parece está atacado, dando entrevista, falando fantasias (chegou até ser taxado de ilusionista por um leitor do Blog) e agora participando de palestras, deve está querendo aparecer para tentar justificar o passeio que fara a China em breve.

Brasil Está Na Vanguarda das Pesquisas Sobre Amazônia e Clima, Diz Carlos Nobre

Olá leitor!

Em entrevista ao Portal do MCTIC o pesquisador Carlos Nobre afirma que o Brasil está na vanguarda das pesquisas sobre Amazônia e Clima.

NOTÍCIAS

Brasil Está Na Vanguarda das Pesquisas
Sobre Amazônia e Clima, Diz Carlos Nobre

Vencedor do Volvo Environment Prize, ele alerta para os riscos do aumento da
temperatura e do desmatamento. "A floresta, como a conhecemos hoje, só
sobreviveria no oeste do Amazonas, na Colômbia e no Peru."

Por Ascom do MCTIC
Publicação: 27/10/2016 | 16:17
Última modificação: 27/10/2016 | 16:23

Crédito: Volvo Environment Prize
Pesquisador Carlos Nobre vai receber o Volvo Environment Prize
em cerimônia em Estocolmo, na Suécia, em novembro.

O Brasil está na vanguarda das pesquisas sobre a interação entre a floresta amazônica e o clima. A afirmação é do climatologista Carlos Nobre, referência mundial nos estudos sobre mudanças climáticas. Recentemente, foi anunciado vencedor do Volvo Environment Prize, um dos principais prêmios internacionais sobre o tema. A cerimônia de entrega está marcada para 30 de novembro, em Estocolmo, na Suécia.

"Mais até que o reconhecimento pessoal, é o reconhecimento da excelência da pesquisa que se faz no Brasil voltada para os estudos climáticos e ambientais, especificamente na Amazônia. Elas estão relacionadas ao entendimento das mudanças climáticas e a influência delas no mundo todo", disse.

Seu currículo é extenso. Só na Amazônia, atua desde 1975. É pesquisador do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e coordena o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Mudanças Climáticas. Foi secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, diretor do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN) e presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Em entrevista ao Portal do MCTIC, Carlos Nobre alertou para os riscos do aumento da temperatura e do desmatamento na Amazônia. Segundo ele, caso a temperatura na região cresça mais que 4ºC e o desmatamento atinja 40% da cobertura vegetal, grandes extensões da floresta amazônica se transformarão em savana.

"Esses limiares são resultado de estudos de campo e de modelagem climática, das interações entre a floresta e a atmosfera, do ciclo de carbono da Amazônia, entre outras iniciativas. As porções leste e sul da floresta amazônica podem ser substituídas por um tipo de savana muito empobrecida, bastante diferente do cerrado do Brasil Central. A floresta, como a conhecemos hoje, só sobreviveria no oeste do Amazonas, na Colômbia e no Peru", explicou.

MCTIC: Como o senhor recebeu a nomeação para o Volvo Environment Prize?

Carlos Nobre: Julgo que, mais até que o reconhecimento pessoal, é o reconhecimento da excelência da pesquisa que se faz no Brasil voltada para os estudos climáticos e ambientais, especificamente na Amazônia. Elas estão relacionadas ao entendimento das mudanças climáticas e a influência delas no mundo todo.

MCTIC: Que conclusões já foram alcançadas pelas pesquisas sobre clima?

Carlos Nobre: Em nossos estudos, vimos que há dois pontos de ruptura do equilíbrio floresta-clima, que, se acontecerem, terão consequências drásticas para a floresta e, consequentemente, para o planeta: a temperatura na região amazônica aumentar acima de 4ºC e o desmatamento da cobertura vegetal não pode chegar a 40% da mata virgem. Desde o início dos nossos estudos, há 25 anos, a temperatura subiu 1,2ºC, e o desmatamento está na faixa de 20%. Esses limiares são resultado de estudos de campo e de modelagem climática, das interações entre a floresta e a atmosfera, do ciclo de carbono da Amazônia, entre outras iniciativas. E é uma pesquisa liderada pelo Brasil, com muita contribuição de pesquisadores estrangeiros e aceita mundo afora.

MCTIC: Qual seria o impacto direto dessas alterações climáticas sobre a floresta?

Carlos Nobre: As porções leste e sul da floresta Amazônia podem ser substituídas por um tipo de savana muito empobrecida, bastante diferente do cerrado do Brasil central. A floresta, como a conhecemos hoje, só sobreviveria no oeste do Amazonas, na Colômbia e no Peru. Essas regiões concentram características climáticas e de regimes de chuvas que possibilitam que a vegetação da floresta possa perpetuar.

MCTIC: Há possibilidade de redução da capacidade de absorção de carbono da floresta em um futuro próximo? Que impactos traria para o planeta?

Carlos Nobre: Temos estimativas hoje para projetar cenários futuros. Se passarmos dos limiares de aumento de temperatura e do desmatamento da floresta, a Amazônia pode não conseguir absorver a quantidade de carbono disponível. As simulações matemáticas e de modelos climáticos indicam isso. Esse é um elemento importante a ser considerado e que traria impactos imensos sobre o clima do planeta, especialmente com aumento da temperatura em âmbito global.

MCTIC: Como a Torre Atto vai contribuir para as pesquisas sobre o clima?

Carlos Nobre: A Torre Atto é importante porque monitora o ar que passa por ela a uma altura bastante elevada. É um ar que interagiu com a biosfera ao longo de mais de mil quilômetros de floresta tropical. As medições um pouco acima das copas das árvores dão resultados diferentes, porque o ar que passa pelos sensores interage com uma área muito menor da floresta. Ela é um grande medidor do balanço de carbono da floresta. Se há maior quantidade de carbono, então haverá aumento da biomassa, porque as árvores vão ter condições para crescer e aumentar a cobertura vegetal. Por outro lado, uma menor quantidade de carbono indica que a floresta vem perdendo cobertura. A Torre Atto nos dá o estado atual da floresta para avaliarmos o ciclo de carbono do planeta.

MCTIC: O senhor considera que os pesquisadores brasileiros estão na vanguarda dos estudos sobre o clima?

Carlos Nobre: O Brasil está na vanguarda das pesquisas sobre a interação entre a floresta amazônica e o clima. Os limites do sistema climático global sempre têm a Amazônia como uma referência e como peça fundamental da regulação do clima no planeta. Os trabalhos desenvolvidos pelos pesquisadores brasileiros neste campo são referência em todo o mundo.


Fonte: Site do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC)

INPA Começa a Instalar Equipamentos na Torre Atto Para Monitorar o Clima da Floresta Amazônica

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada hoje (27/10) no site do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), destacando que o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) começa a instalar equipamentos na Torre Atto para monitorar o Clima da Floresta Amazônica.

NOTÍCIAS

INPA Começa a Instalar Equipamentos
na Torre Atto para monitorar o
Clima da Floresta Amazônica

A previsão é que até dezembro deste ano todos os equipamentos estarão instalados
nos três contêineres que servirão de laboratórios para que a torre comece a operar efetivamente no início de 2017. A expectativa é que o monitoramento do clima na Amazônia seja feito por um período de até 30 anos com a coleta de dados sobre os processos de troca e transporte de gases entre a floresta e a atmosfera.

Por Ascom do MCTIC
Publicação: 27/10/2016 | 15:58
Última modificação: 27/10/2016 | 16:00

Crédito: Ascom/MCTIC
Maior torre de estudos climáticos do mundo, o Observatório
de Torre Alta da Amazônia tem 325 metros de altura e está
localizada no meio da floresta, na Reserva de Desenvolvimento
Sustentável do Uatumã, a 150 quilômetros em linha reta de Manaus (AM).

Maior torre de estudos climáticos do mundo, o Observatório de Torre Alta da Amazônia (Atto, na sigla em inglês) começou a receber os equipamentos para monitorar a interação entre o clima da floresta amazônica e a atmosfera. Com 325 metros de altura, está localizada no meio da floresta, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã, a 150 quilômetros em linha reta de Manaus (AM). A expectativa dos pesquisadores é que a torre monitore o clima na Amazônia por um período de 20 a 30 anos com a coleta de dados sobre os processos de troca e transporte de gases entre a floresta e a atmosfera.

De acordo com o gerente operacional da Torre Atto, Leonardo Ramos, até dezembro, todos os equipamentos devem estar instalados nos três contêineres que servirão de laboratórios para que a torre possa começar a operar efetivamente no início de 2017. De última geração, serão instalados equipamentos como o de telemetria, para a transferência de dados; anemômetros sônicos de alta tecnologia; analisadores de gás; sensores de radiação solar e meteorológicos.

"Equipamentos como os analisadores são sensíveis, alguns deles não podem ficar expostos à floresta, porque a umidade é uma grande inimiga dos equipamentos eletrônicos. Por isso, precisam ficar protegidos em contêineres na base da torre e em condições de temperatura e umidade controladas", explicou.

A Torre

O complexo da Torre Atto é composto por mais duas torres de 80 metros cada, que, desde 2012, fazem as medições de aerossóis e gases atmosféricos e os parâmetros do tempo, como temperatura, vento e radiação solar em alta resolução. Parte do Programa de Grande Escala Biosfera-Atmosfera na Amazônia (LBA), foi desenvolvida numa parceria do Brasil com a Alemanha, um investimento de R$ 26 milhões, divididos entre os dois países.

"A partir do ano que vem, queremos começar várias medidas atmosféricas na torre principal e, para isso, é necessário instalar sistemas de tubulações, fixações, cabos e conexões na torre", explicou o pesquisador Stefan Wolff, gerente operacional pelo lado alemão.

Segundo ele, serão instalados instrumentos para captação do ar de várias alturas até o topo da torre. "As medidas vão representar as propriedades de uma grande área de milhares de quilômetros quadrados da floresta amazônica. Os transportes horizontais e verticais e a mistura de gases e partículas na atmosfera podem ser melhor analisados com estas pesquisas."


Fonte: Site do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC)