quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Integrantes do IEAv São Homenageados no IFI

Olá leitor!

Segue uma nota postada hoje (31/08) no site do Instituto de Estudos Avançados (IEAv) destacando que Integrantes do IEAv foram homenageados no Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI) do DCTA/FAB.

Duda Falcão

Integrantes do IEAv São Homenageados no IFI

31/08/2016

No dia 18 de agosto, em cerimônia alusiva ao aniversário do IFI, pesquisadores e alunos de Pós-Graduação do ITA/IEAv foram homenageados pelo esforço criativo na obtenção de patentes de invenção ou de outras criações intelectuais, em especial àquelas invenções como produto, processo e sistemas industriais que têm contribuído sobremaneira para o desenvolvimento social, econômico e tecnológico do Brasil, são eles:

·         Jhonatha Ricardo dos Santos – Aluno de Pós-Graduação do ITA/IEAv

·         Luiz Felipe Nardin Barreta - Aluno de Pós-Graduação do ITA/IEAv

·         Dr Marcelo Geraldo Destro – EFO

·         Dra Maria Esther Sbampato – EFO

Clique aqui para visualizar o certificado



Fonte: Site do Instituto de Estudos Avançados (IEAv) 

Operação Vai Testar Oito Experimentos em Ambiente de Microgravidade

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria complementar publicada ontem (30/08) no site da Força Aérea Brasileira (FAB), tendo como destaque a “Operação Rio Verde”, operação esta ligada ao Programa Microgravidade da AEB e que está prevista para ter o seu foguete VSB-30 lançado do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) em novembro deste ano.

Duda Falcão

TECNOLOGIA

Operação Vai Testar Oito Experimentos
em Ambiente de Microgravidade

Lançamento de VSB-30 está previsto para novembro em Alcântara (MA)

Por Ten Jussara Peccini
Edição: Agência Força Aérea
Publicado: 30/08/2016 - 10:00h


Prevista para novembro deste ano, a Operação Rio Verde vai testar oito experimentos científicos e tecnológicos em ambiente de microgravidade. O veículo VSB-30, que será lançado do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, vai levar ao espaço pesquisas financiadas pelo Programa Microgravidade da Agência Espacial Brasileira (AEB).

Serão cinco experimentos científicos desenvolvidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Universidade Estadual de Londrina (UEL) e Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); e três tecnologias desenvolvidas pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), uma das quais em cooperação com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

“Esta é mais uma área em que a Força Aérea Brasileira trabalha, junto à comunidade científica, em prol do desenvolvimento científico e tecnológico brasileiro”, explica o professor doutor José Bezerra, tecnologista sênior do IAE e representante do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) junto ao Programa Microgravidade da AEB.

Há duas semanas (de 15 a 18/08) foram realizados com sucesso os testes das cablagens (fiações) de voo e o primeiro teste de sistema integrado, em que foram ligados simultaneamente os oito experimentos que irão ao espaço a bordo do foguete brasileiro VSB-30. Os testes foram realizados pelo IAE em São José dos Campos (SP). O instituto é a organização responsável pelo desenvolvimento do veículo espacial VSB-30, cabendo também ao corpo técnico do IAE colaborar no desenvolvimento técnico dos experimentos.

Tecnologias Nacionais - Entre os oito experimentos que serão alojados na Microg2, nome da carga-útil da Operação Rio Verde, estão três tecnologias desenvolvidas pelo IAE que serão qualificadas em voo. “São tecnologias nacionais que podem ser aplicadas em qualquer sistema espacial que envolva motor foguete”, destaca Bezerra.

O Circuito de Comutação e Acionamento, que pode ser entendido como um sistema de inteligência embarcado no veículo, realizará o seu primeiro teste em voo. Dele partem ordens pré-programadas para ignição do segundo estágio do foguete e a separação da carga-útil, por exemplo. "Como esse sistema ainda se encontra na fase de desenvolvimento, ele irá ao espaço como um experimento, e não como um equipamento operacional do VSB-30", afirma o pesquisador.

O Sistema de Posicionamento Global (GPS) para aplicação em veículos espaciais realizará seu sétimo voo ao espaço. O projeto é resultado de uma parceria entre o IAE e a UFRN no desenvolvimento de um equipamento para voos em altas velocidades. “Receptores GPS comerciais não funcionam a velocidades elevadas. Por isso, foi necessário desenvolver esse equipamento”, acrescenta sobre o equipamento que fornece dados em tempo real de latitude, longitude e altitude da carga-útil durante todas as fases de voo. As informações são essenciais para a equipe de segurança de voo do centro de lançamento e para a equipe que resgatará a carga-útil no mar, a 175 km do ponto de lançamento.

O GPS para foguetes já tem o oitavo voo agendado. Será feito a bordo do ITASAT, satélite de pequenas dimensões desenvolvido pelo ITA e com lançamento previsto para este ano. 

Experimentos sendo testados.

O terceiro projeto tecnológico que estará a bordo da carga útil da Operação Rio Verde será o Sensor Mecânico Acelerométrico. Será o terceiro voo de qualificação deste dispositivo mecânico de segurança usado para evitar o acionamento intempestivo de sistemas pirotécnicos, que fazem uso de pequenas cargas explosivas. Ao ser submetido à aceleração resultante da ignição do motor do primeiro estágio o sensor ativa, por exemplo, a linha de ignição do motor do segundo estágio. O sensor não leva à ignição do motor, mas permite que, uma vez dado o comando, o motor seja ignitado. "Nosso objetivo é elevar o nível de segurança da operação de lançamento. Não podemos admitir que tais sistemas sejam acionados com o foguete ainda em solo,” explica o pesquisador.

Programa Microgravidade - O Programa Microgravidade foi criado em 27 de outubro de 1998 pela AEB com o objetivo de colocar ambientes de microgravidade à disposição da comunidade técnico-científica brasileira, provendo meios de acesso e recursos financeiros para o desenvolvimento de experimentos. O gerenciamento das atividades é de responsabilidade da AEB, que conta com o apoio técnico do IAE e do CLA e suporte logístico da FAB.

Conheça um pouco dos cinco experimentos desenvolvidos pelas universidades brasileiras:

1. MPM-A: Os minitubos de calor são dispositivos que fazem uso do calor latente de fusão e do efeito capilar para transportar energia de uma fonte quente para uma fria. Esses dispositivos são utilizados para o controle térmico de equipamentos eletrônicos tanto no espaço como em terra. A Universidade Federal de Santa Catarina é responsável pelo desenvolvimento desse experimento;

2. MPM-B: Também desenvolvido pela UFSC, esse experimento tem a mesma finalidade do MPM-A, mas enquanto o fluido de trabalho do experimento MPM-A é o metanol, o MPM-B utiliza o fluido refrigerante denominado HFE7100;

3. VGP2: Trata-se de um experimento biológico desenvolvido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) com o objetivo de avaliar os efeitos na microgravidade sobre o DNA da cana de açúcar. Para tanto, amostras de cana de açúcar serão levadas ao espaço;

4. E-MEMS: Desenvolvido pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) este experimento tem por objetivo a determinação de altitude de foguetes e satélites. Com essa informação é possível efetuar correções na trajetória de um foguete que possua sistema de controle, bem como manter satélites em suas órbitas nominais;

5. SLEM: Este experimento contempla o desenvolvimento, construção e qualificação de um forno elétrico com capacidade de fundir ligas eutéticas. As amostras são alojadas no interior de um forno cuja temperatura de operação é de 300 oC. Ao atingir o ambiente de microgravidade, o forno é desligado e ocorre a solidificação das ligas. Ao serem recuperadas, as amostras são levadas ao laboratório para análise microscópicas.


Fonte: Site da Força Aérea Brasileira (FAB) - http://www.fab.mil.br

Comentário: Primeiramente antes de tecer qualquer comentário sobre esta matéria, gostaria de perguntar ao leitor mais atento se você conseguiu identificar qual Operação o foguete da foto acima está relacionado???? Não conseguiu??? Hummmmm, pois saiba então que se trata do VS-30 V13 da “Operação Raposa” realizada que foi no agora remotos meses de agosto e setembro de 2014, aquela mesma operação da importantíssima missão de Propulsão Líquida do Sistema de Alimentação Motor-Foguete (SANF), parte integrante do “Estágio Propulsivo Líquido (EPL)” do motor L5 (o primeiro motor-foguete líquido para foguetes desenvolvido inteiramente no Brasil), projeto este que infelizmente ate o momento não sofreu qualquer continuidade. Dito isso, também gostaria de tecer meu reconhecimento ao Dr. José Bezerra Pessoa Filho (citado nesta matéria), profissional do IAE de grandes serviços prestados ao PEB e a área de Space Education, e que em breve (se conseguirmos o seu e-mail) pretendemos entrevista-lo como parte integrante da série de entrevistas sobre o Espaçomodelismo. Já quanto à notícia acima leitor ela é maravilhosa, mas não há como não aproveitar a oportunidade para tecer criticas a este “Programa Microgravidade” de nossa AEB - Agencia Espacial de Brinquedo (um dos três existentes - os outros são o AEB Escola e o Programa Uniespaço). Nada contra a ideia do Programa, muito pelo contrario, e sim contra a maneira como o mesmo é conduzido por esse órgão inócuo e inexpressivo sob o comando deste banana do Sr. Braga Coelho.  É verdade que o mesmo já vem sofrendo com uma operacionalização deficiente bem antes da gestão deste senhor, mas quem está na chuva tem de se molhar, portanto, uma das funções (entre outras tão importantes quanto) deste banana deveria ser aprimorar todo o processo do programa na busca por uma melhor eficiência, frequência de missões e melhores resultados, afinal pra que diabos então este senhor esta a frente desta Agencia inócua? Nem se quer respeitar o tal 4ᵒ AO (Anuncio de Oportunidade) essa agencia de brinquedo o faz, e por covardia e desrespeito a Sociedade retirou do seu site oficial as informações sobre este Anuncio de Oportunidades sem qualquer comunicado oficial.  Para que o leitor possa entender melhor o que eu estou dizendo o “4ᵒ AO” previa três chamadas para selecionar experimentos para os três voos previstos, todos eles através de foguetes VSB-30. Duas chamadas foram realizadas onde foram selecionados 10 experimentos. Na primeira chamada os experimentos selecionados foram: Sistema Para Ensaio Funcional do Estágio Propulsivo Líquido (EPL), do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), Solidificação de Ligas Eutéticas em Microgravidade (SLEM), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Plataforma de Aquisição para Análise de Dados de Aceleração (PAANDA II), da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Novas Tecnologias de Meios Porosos Para Dispositivos Com Mudança de Fase, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Os Efeitos da Microgravidade Real no Sistema Vegetal de Cana de Açúcar Utilizando o Foguete de Sondagem VSB-30, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Já para a segunda chamada foram selecionados os experimentos: Desempenho Térmico de Nanofluidos em Microgravidade (NFM), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Forno Multiusuário em Foguetes Suborbitais (EFOMU) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Os Efeitos da Microgravidade nas Atividades Biológicas e Farmacológicas de Extratos de Plantas e Polissacarídeos de Algas, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Miniloop Heat Pipe Utilizando Evaporador Capilar Com Estrutura Porosa Cerâmica Para Transferência de Calor em Microgravidade, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e Estudo do Desempenho Térmico de Tubo de Calor Pulsante em Microgravidade (TCP), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Bem leitor, como você mesmo pode notar pela matéria acima alguns desses experimentos estão incluídos nesta “Operação Rio Verde”, e até com mistura de chamadas, mas acontece que esse é na realidade o primeiro voo do 4ᵒ AO, apesar da nota de dias atrás do IAE anunciar erradamente que esta missão visa cumprir a etapa final da 2ª Chamada do 4ᵒ AO (se quer houve o voo da primeira chamada), ou será que tudo foi mudado por falta de recursos??? Seja qual for o motivo leitor, trata-se de mais uma prova da tremenda baderna que assola o programa espacial de nosso país, fruto do descaso politico como esse crucial programa cientifico e tecnológico para o futuro do Brasil é tratado por esses vermes vestidos de pinguim.

Alertas do DETER Estimam 2.013 km² de Corte Raso na Amazônia Entre Maio e Julho

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (31/08) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), destacando que alertas do DETER estimam 2.013 km² de corte raso na Amazônia entre Maio e Julho.

Duda Falcão

Alertas do DETER Estimam 2.013 km² de
Corte Raso na Amazônia Entre Maio e Julho

Quarta-feira, 31 de Agosto de 2016

Nos meses de maio, junho e julho, os alertas de alteração na cobertura florestal por corte raso ou degradação na Amazônia somaram 2.993 km². Deste total, estima-se que 2.013 km² são de áreas de desmatamento por corte raso e 884 km² correspondem à degradação florestal, além de 56 km2 de desmatamentos não confirmados, conforme registro do DETER, o Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

As distribuições das áreas de Alertas nos Estados em cada mês, bem como a respectiva cobertura de nuvens, são apresentadas na tabela a seguir.

DETER(*)
Mai (km2)
Nuvens
Mai (%)
DETER(*)
Jun (Km2)
Nuvens
Jun (%)
DETER(*)
Jul (km2)
Nuvens
Jul (%)
Acre
5,2
1
2,8
0
25,8
0
Amazonas
155,5
44
275,7
26
175,6
13
Maranhão
4,2
41
40,3
10
4,0
10
Mato Grosso
181,1
0
131,4
0
125,9
0
Pará
307,8
50
830,7
15
255,6
11
Rondônia
122,5
0
148,8
0
148,7
0
Tocantins
7,5
0
0.8
0
1.9
0
TOTAL
784,1
35
1430,8
18
737,7
12
(*) Soma das áreas de alerta de corte raso, degradação florestal e falsos positivos.

Baseado em dados de satélites de resolução moderada (250 m) – Terra/MODIS, o DETER é uma ferramenta de suporte à fiscalização de desmatamento e demais alterações na cobertura florestal ilegais, prioritariamente orientado para as necessidades do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). As imagens são analisadas e, em prazo de até cinco dias após a passagem do satélite, mapas de Alertas de alteração na cobertura florestal são enviados ao IBAMA. Os alertas podem se referir indistintamente ao desmatamento propriamente dito, quando há a remoção drástica da cobertura florestal por corte raso, e também a eventos de degradação florestal, que podem ser exploração madeireira por corte seletivo, preparação da área para o corte raso, localmente denominada brocagem, ou cicatrizes de incêndio florestal.

Os resultados do DETER devem ser analisados em conjunto com as informações sobre a cobertura de nuvens, que afeta a observação por satélites. As áreas em rosa dos mapas a seguir correspondem aos locais que estiveram encobertos no período. Nos mesmos mapas, os pontos amarelos mostram a localização dos Alertas emitidos pelo DETER.


Mapa de alertas de maio, mês em que a cobertura de nuvens impediu a observação de 35% da Amazônia


Mapa de alertas de junho, mês em que a cobertura de nuvens impediu a observação de 18% da Amazônia


Mapa de alertas de julho, mês em que a cobertura de nuvens impediu a observação de 12% da Amazônia

Em função da cobertura de nuvens variável de um mês para outro e, também, da resolução dos satélites, o INPE não recomenda a comparação entre dados de diferentes meses e anos obtidos pelo sistema DETER.

Estimativa de Corte Raso e Degradação Florestal

Uma validação dos dados do DETER é realizada regularmente pelo INPE desde 2008 e, como resultado, obtém-se uma estimativa amostral da proporção de áreas de corte raso, de degradação florestal e de falsos positivos. A validação dos dados do DETER tem como objetivo caracterizar mensalmente os Alertas de Alteração na Cobertura Florestal na Amazônia. Para a qualificação, faz-se uso de imagens provenientes do satélite Landsat (ou similar), adquiridas em período equivalente as imagens MODIS utilizadas pelo DETER. 

A tabela a seguir detalha as estimativas das áreas de Corte raso, Degradação e Falsos positivos calculados a partir dos resultados da validação do trimestre para toda Amazônia Legal.

Classe
Maio
Junho
Julho
Total
Corte Raso
453.3
1000.1
559.9
2013.3
Degradação
312.1
409.2
163.0
884.3
Falso positivo
19.6
21.5
14.8
55.9
Soma
785.0
1430.8
737.7
2953.5

A fatoração da área de alerta em corte raso e em degradação florestal atende a uma solicitação do IBAMA, ratificada por um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) firmado em novembro de 2014 entre as duas instituições. A fatoração poderá ser aplicada toda vez que houver dados de satélites de alta resolução (20-30 m) disponíveis no mês em questão e com baixa cobertura de nuvens em quantidade suficiente para cobrir ao menos 30% dos eventos de alertas e 30% de sua área total.

Conforme o ACT firmado, a divulgação do DETER é referente a um trimestre, realizada no fim do mês seguinte ao término do trimestre e, além dos relatórios de dados (1) e de validação (2), o INPE divulga mapas da distribuição espacial das ocorrências de alertas de cada mês deste trimestre agregados em células de 50 km X 50km (3) e o mapa com os polígonos de alertas do trimestre anterior (4). O INPE também fornece uma interface gráfica para a visualização dos dados do DETER e outras informações pertinentes sobre as alterações da cobertura florestal na Amazônia (5)






Sistema DETER

Realizado pela Coordenação de Observação da Terra (OBT) do INPE, o DETER é um serviço de alerta de desmatamento e degradação florestal na Amazônia Legal baseado em dados de satélite de alta frequência de revisita.

O DETER utiliza imagens do sensor MODIS do satélite Terra, com resolução espacial de 250 metros, que possibilitam detectar polígonos de desmatamento com área maior que 25 hectares. Nem todos os desmatamentos são identificados devido à ocorrência de cobertura de nuvens.

Os alertas produzidos pelo DETER foram concebidos e são produzidos para orientar a fiscalização do desmatamento ilegal na Amazônia. Os mapas de alertas do DETER são enviados diariamente ao IBAMA com a localização precisa de eventos de desmatamento e degradação florestal e um indicativo de área que tem qualidade limitada pela resolução do satélite, que permite representação acurada de área apenas para eventos de tamanho superior a 100 ha.

Por isso, o INPE não recomenda que os dados de área de alertas do DETER sejam utilizados como indicativo do andamento da intensidade de desmatamento. Para medir esta intensidade o INPE produz desde 1988 o mapa de desmatamento feito com imagens de resolução de 20 a 30 m (Landsat, CCD/CBERS, LISS3/ResourceSAT, DMC e SPOT). Deste mapa o INPE calcula a taxa de desmatamento anual em km2 medida pelo PRODES.

A menor resolução dos sensores usados pelo DETER é compensada pela capacidade de observação diária, que torna o sistema uma ferramenta ideal para informar rapidamente aos órgãos de fiscalização sobre novos desmatamentos.

Este sistema registra tanto áreas de corte raso, quando os satélites detectam a completa retirada da floresta nativa, quanto áreas com evidência de degradação decorrente de extração de madeira, preparação para desmatamento (brocagem) ou incêndios florestais, que podem ser parte do processo de desmatamento na região.

A cada divulgação sobre o sistema de alerta DETER, o INPE apresenta ainda um relatório de avaliação amostral dos dados. Os relatórios, assim como demais dados relativos ao DETER, podem ser consultados em www.obt.inpe.br/deter.


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

O Caso da Extinção da MECTRON - Parte 4

Olá leitor!

Trago agora para vocês mais um capítulo do caso MECTRON. Segundo a minha fonte o mesmo esteve dias atrás com alguns de seus informantes que lhe passaram o seguinte:

1 - Existe um enorme passivo trabalhista que a Odebrecht não quer pagar.  Como a MECTRON não foi vendida e sim seus projetos, a demissão dos funcionários cabe à própria Odebrecht.  Só que isto custa muito caro, já que existem funcionários que receberiam quase 1 milhão de rescisão.  A empresa propôs pagar em 36 meses, porém isso é ilegal e o sindicato da categoria não aceitou.  Está um grande impasse.

2 - Cogitou-se até da AEL abrir uma subsidiaria em SJC, mas essa ideia não foi à frente e não se sabe o porquê disto.

3 - A ida dos projetos da MECTRON para a AVIBRAS ainda não se concretizou e há ainda uma grande interrogação se irá realmente acontecer.  Há opiniões a favor e contra dentro da AVIBRAS aliado ao fato de uma empresa de consultoria ter desaconselhado a aquisição.  A queda do presidente pode não ter diretamente a ver com isso (talvez tenha sido a gota dàgua). O pior cenário é que os projetos simplesmente desapareçam...

4 - E o mais importante é que certamente tem dedo do inimigo nisso.  A Odebrecht tem muitos negócios nos EUA e foi gentilmente aconselhada a se livrar da MECTRON para continuar com negócios por lá.  Segundo a minha fonte, ele estava achando estranho que quisessem acabar com o projeto mais avançado já desenvolvido no Brasil, o MAR.  Agora faz todo o sentido.

Minha fonte finaliza dizendo que na opinião dele a Odebrecht é uma empresa predadora para o país, e como tal tinha de ser extinta e seus executivos todos presos, coisa que concordamos em grande parte e somos até ainda mais radicais quanto aos seus executivos e todos os vermes envolvidos neste episódio. Afinal leitor, como traidores da pátria, todos eles deveriam ser fuzilados em praça publica para assim dar o exemplo, e seus familiares diretos expulsos do país com a perda da cidadania e também dos bens, para assim amenizar os prejuízos causados a Sociedade Brasileira e ao país.

Duda Falcão

A Frente Parlamentar do CLA

Olá leitor!

Segue abaixo um artigo escrito pelo Deputado Federal e ex-Governador do Maranhão José Reinaldo Tavares,  postada ontem (30/08) no “Blog do Manoel Santos” do Jornal Pequeno tendo como destaque o Centro de lançamento de Alcântara (CLA) e a Frente Parlamentar em defesa do CLA proposta por ele.

Duda Falcão

A Frente Parlamentar do CLA

Por José Reinaldo Tavares
Blog do Manoel Santos
30/08/2016 – 16:17

CLA é a sigla pela qual identificamos o Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, um dos mais importantes do mundo, pela sua localização invejável, mais próximo da linha do equador, que permite grande economia de recursos no lançamento de foguetes, e junto ao oceano é um dos mais seguros do mundo.

O Centro nasceu em 1º de março de 1983 e foi inaugurado pelo presidente José Sarney em 21 de fevereiro de 1990, mas nunca atingiu plenamente os seus objetivos, embora esteja pronto e operacional desde essa época. Por que?

Certamente porque o Programa Aeroespacial Brasileiro deixou-se envolver por ideologias, dispensáveis e prejudiciais em um projeto cientifico que não tem lado, e perdeu anos preciosos e muito dinheiro e se atrasou muito em termos comparativos com outras nações que estavam no mesmo estágio que nós quando foi criado o CLA e hoje já dominam inteiramente a tecnologia, complexa, que envolve a indústria espacial.

E principalmente porque nunca tratamos a questão como de altíssima prioridade estratégica e de grande interesse nacional e nunca se organizou, convenientemente, o setor como tal. E o pior, temos tudo, recursos humanos e materiais para dominarmos a tecnologia dos lançadores e dos combustíveis líquidos, mas, sucessivos contingenciamentos no orçamento do programa, falta de prioridade e recursos, nos atrasaram por décadas.

O Maranhão, por exemplo, nunca viu o potencial de desenvolvimento e de riqueza que temos ali. Nunca colocou como uma prioridade o Centro de Lançamento. Nunca lutamos politicamente por ele. Está na hora de mudarmos tudo isso, pois na verdade esse é um grande projeto nacional no Maranhão, que poderá se transformar em uma alavanca firme de nosso desenvolvimento.

Na sexta-feira passada eu e o deputado Pedro Fernandes estivemos durante todo o dia discutindo o futuro do Programa Espacial Brasileiro e do CLA em visita ao Centro. Os equipamentos muito bem conservados, as instalações de primeiro mundo, tudo pronto, precisando apenas de trocar os antigos computadores por novos.

Ouvimos longa explanação do Comandante do Centro Cel. Aviador, Claudio Olany, ex-aluno do ITA, que tem domínio completo do que precisamos fazer para revitalizar o Programa, ele que ocupou funções muito importantes no governo, antes de vir para cá.

O que falta é uma instituição perene, dentro do Congresso Nacional, que através de amplo debate parlamentar permanente, com a participação de técnicos e autoridades que dominem o assunto, possamos atualizar o arcabouço legal de uma moderna política espacial brasileira, que faça real a prioridade que esse importantíssimo programa tem que ter sempre, através de uma análise profunda do que fez o programa paralisar nesses anos todos, e as medidas institucionais para que isso não volte a acontecer. E que esse programa tenha recursos permanentes no orçamento da União, livre de contingenciamentos e cortes. Tenha força e defesa permanente no Parlamento brasileiro.

Hoje são instituições esparsas, de segundo escalão de mando, sem força para impor o programa. Mas, como fazer isso? Esse instrumento já existe, pois mais de 196 deputados, o número de deputados necessários, já apoiaram, assinando o meu projeto de criação da Frente Parlamentar para Modernização do Centro de Lançamento de Alcântara, que terá assim existência jurídica, com estatuto e membros, com objetivo fundamental de colocar no eixo definitivo o programa brasileiro.

Com isso ampliaremos o debate chamando autoridades e especialistas, tanto do setor público como do setor privado. Poderão fazer parte da Frente além de parlamentares grandes especialistas e estudiosos do setor. Com o programa espacial brasileiro dotado dos meios de que precisa, vamos transferir para Alcântara a confecção de lançadores e foguetes, pesquisas de combustíveis, materiais que hoje são feitas em São José dos Campos. Como por exemplo os lançadores que são construídos lá e transportados para cá, em um transporte caro e problemático.

No futuro faremos tudo aqui, pois teremos mão de obra do mesmo nível com o nosso ITA. É um trabalho gigantesco o que estou propondo a mim mesmo com a criação da Frente. Para mim e para todos os que quiserem participar. É obvio que a bancada maranhense está toda convidada a participar e integrar a frente. Pretendo dar entrada na Câmara do pedido de instalação já na próxima semana. Vamos em frente!


Fonte: Blog do Manoel Santos - 30/08/2016 – http://jornalpequeno.blog.br/manoelsantos/

Comentário: Artigo muito bem escrito, mais com alguns erros de informação além de muito provavelmente ter sido escrito motivado por questões não tão nobres, apesar de aparentar o contrario. Primeiramente Deputado José Raimundo Tavares, de onde o senhor tirou a ideia que o CLA é um dos centros de lançamento mais importantes do mundo? Tá maluco? Fumou crack? Cheirou coca? Potencial para se tornar é verdade o CLA têm, sem duvida, mas jamais, em momento algum fez dessa possibilidade um objetivo a ser alcançado, ou o senhor já esqueceu que o CLA (criado em março de 1983) completou  33 anos sem cumprir o destino para qual foi criado, ou seja, de colocar satélites no espaço? Esse talvez seja um exemplo único em todo mundo e uma tremenda prova do fracasso do Programa Espacial Brasileiro (PEB) e não Aeroespacial como o senhor disse em seu artigo. Tenha santa paciência Deputado Tavares, dourar noticias com objetivo de gerar sustentação as suas bandeiras oportunistas, passando informações errôneas para sociedade é algo que, pelo menos aqui no Blog BRAZILIAN SPACE, jamais permitiremos. E outra, que Diabo é altíssima prioridade estratégica? Prioridade estratégica ou existe ou não existe, não tem essa de altíssima, tenha santa paciência. A verdade leitor é que esses vermes civis e o fórum politico corrupto deste país desde o Governo Fernando Collor de Mello jamais quiseram desenvolver Programa Espacial nenhum, e isto simplesmente por que o PEB não gera voto, principalmente num país de ignorantes onde a maioria ainda acredita que a LUA é a morada de São Jorge. É desta desinformação (a mesma que o Deputado esta usando neste artigo, muito utilizada também pelo banana do Sr. Braga Coelho e outros que tem por ai) que esses vermes se utilizam para atingir seus objetivos nefastos a Sociedade Brasileira e ao país. Muito interessante Deputado Tavares o seu interesse de montar uma Frente Parlamentar em Defesa do CLA justamente agora em época de eleições. Interessante também o senhor ter citado em seu artigo os combustíveis líquidos, pois não tenho conhecimento do senhor ter feito nada quando em junho de 2013 (a época) a Capitã Engenheira Cristiane Maria de Moraes Pagliuco, coordenadora dos projetos de propulsão líquida do IAE, anunciou a Sociedade Brasileira em entrevista ao Blog BRAZILIAN SPACE (veja aqui) o fim do projeto do motor-foguete liquido L15, pasmem, por pura falta de recursos, equipamento este, como se sabe, importantíssimo para o futuro do nosso programa espacial. Enfim leitor, para quem ainda acredita ingenuamente nas balelas desses políticos de merda, mercadores de ilusão e oportunistas de plantão, está ai o artigo. Bom entretenimento.

AEB Vai Apresentar Maquetes de Satélite e Promover Atividades Para Crianças em Brasília

Olá leitor!

Segue agora uma notícia postada ontem (30/08) no site do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) destacando que a Agencia Espacial Brasileira (AEB) irá neste final de semana apresentar Maquetes de Satélites e promover atividades para crianças em Brasília.

Duda Falcão

NOTÍCIAS

AEB Vai Apresentar Maquetes de Satélite e
Promover Atividades Para Crianças em Brasília

Agência Espacial Brasileira participa, neste fim de semana, do Sábado Aéreo
para comemorar o Dia do Aviador e da Força Aérea Brasileira. Serão apresentadas
maquetes do SGDC, do CBERS e do SERPENS e também ações do AEB Escola.

Por Ascom do MCTIC
Publicação: 30/08/2016 | 19:02
Última modificação: 30/08/2016 | 19:04

A Agência Espacial Brasileira (AEB) – vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) – participa, no próximo sábado (3), da homenagem ao Dia do Aviador e da Força Aérea Brasileira (FAB), no Setor Militar do Aeroporto Internacional de Brasília. Durante o Sábado Aéreo, a AEB vai mostrar maquetes de satélites brasileiros já mandados ao espaço e conhecer atividades desenvolvidas pelo Programa AEB Escola.

Entre as miniaturas que estarão expostas estão o Satélite de Coleta de Dados (SDC), o Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (Cbers), o Serpens , além do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) – que tem previsão de lançamento para o segundo semestre deste ano. No âmbito do AEB Escola, os visitantes vão poder participar de ações como uma oficina de carrinho foguete, entre outras atividades.

Serviço

Sábado Aéreo
Local: Setor Militar do Aeroporto Internacional de Brasília
Data: 3 de setembro (sábado)
Horário: das 9h às 17h30
Cidade: Brasília (DF)
Entrada: livre


Fonte: Site do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC)

PTI e a INVAP Argentina Desenvolverão Conjuntamente Satélite Para o Paraguai

Olá leitor!

O site espanhol infoespacial.com publicou dia 23/08 uma curiosa noticia (veja aqui) destacando que o Paraguai pretende desenvolver o seu primeiro satélite espacial no Parque Tecnológico de Itapu (PTI), em Foz do Iguaçu-PR.

O projeto do satélite que será financiado pelo “Consejo Nacional de Ciencia y Tecnología (CONACYT)” do Paraguai, ainda se encontra na fase de estudos, desenho e configuração, e será desenvolvido por pesquisadores do PTI em parceria com a empresa argentina INVAP.

A equipe de pesquisadores do projeto será liderada pelo Sr. Juan Domaniczky, coordenador do “Centro de Inovação em Tecnologias Energéticas do PTI”, contando com a ajuda financeira de mais de 140.000 mil euros do CONACYT, ao qual será repassado aos pesquisadores num prazo de um ano.

Duda Falcão

Como Tratar Uma Outra Humanidade?

Olá leitor!

Segue abaixo mais um interessante artigo escrito pelo Sr. José Monserrat Filho e postado pelo companheiro André Mileski ontem (30/08) em seu no Blog Panorama Espacial.

Duda Falcão

Como Tratar Uma Outra Humanidade?

“Infelizmente, hoje, a espécie humana tem uma compreensão e uma avaliação
inadequadas do meio ambiente espacial, e esse problema deve ser resolvido
antes que os exploradores se estabeleçam na fronteira final.”
Mark Williamson, em Space: The Fragil Frontier, 2006, p. 25.(1)

José Monserrat Filho *

A ideia de partir da Terra à procura de nova civilização, de nova humanidade, ou dos já famosos e ainda duvidosos ETs (extra-terrestres) – mas em planeta similar ao nosso – acaba de ganhar novo impulso e entusiasmo. Equipe internacional de astrônomos anunciou, em 24 de agosto, a descoberta daquele  que pode ser o planeta mais parecido com a Terra até hoje identificado.(2)

Girando em torno da estrela Proxima Centauro, relativamente perto do nosso Sol, com temperatura que varia entre 30º C e – 30º C, supõe-se que possa ter vida e, quem sabe, ser habitável por assemelhados aos terráqueos. Batizado de “Proxima B”, é provável que seja a estação central de futuras viagens interestelares, arrisca a conceituada revista Nature, datada de 27 de agosto.(3)

"A busca por vida começa agora", disse à Nature o astrônomo Guillem Anglada-Escudé, da Universidade Queen Mary de Londres e líder da equipe que descobriu o “Proxima B”. Segundo a revista, esta é a primeira chance da humanidade de explorar um mundo semelhante ao nosso.  A distância média entre a Terra e a Proxima Centauri, o sol da Proxima B é de 4,2 anos-luz (265,6 mil uA, unidade astronômica equivalente a 150 milhões de km), enquanto 1 uA é em média a distância entre a Terra e o nosso Sol. O voo de uma sonda atual da Terra até Proxima Centauri, se estivesse na direção correta, levaria algo em torno de 74 mil anos.(4) O plano, para poupar tempo, é construir frotas de pequenas sondas interestelares de propulsão a laser nas décadas vindouras. Viajando a 20% da velocidade da luz, as minisondas chegariam lá em cerca de apenas 20 anos.

Hoje, 4.500 estrelas são visíveis a olho nu, nos dois hemisférios da Terra. É parte ínfima dos incontáveis sóis existentes no universo. Na Via Láctea, três entre quatro estrelas são anãs-vermelhas, com brilho tão tênue que não podem ser vistas sem telescópio. A Proxima Centauri, a menos distante delas, tampouco é visível no céu noturno. Mas é nas cercanias desses astros que os astrônomos hoje presumem ser mais provável encontrar mundos habitáveis.

Precisamente no sistema da nossa vizinha Proxima Centauri detectou-se o novo planeta, que poderá nos dar uma boa noção da natureza e das expressões da vida no cosmos, diferentes ou não das de nosso planeta ou do que seria imaginável tomando a Terra como referência.

É a esperança – agora renovada – de não estarmos sós no Universo.

Saber de outros seres no Universo, além de nós, vai revirar nossas cabeças. Levantará questões inusitadas, atordoantes e, ao mesmo tempo, animadoras para a  humanidade terrestre. Vejamos algumas. Estaremos em condições de nos relacionar com seres diferentes de nós? Como lidar com outra civilização, com outra humanidade, se ainda não conseguimos resolver problemas cruciais de toda ordem que afligem nossa própria civilização? Em que bases políticas, éticas, jurídicas, culturais e psicológicas poderá se dar esse relacionamento?

Haverá que conhecer rápida e profundamente com quem estamos tratando. O intercâmbio de informações com outras civilizações poderá enriquecer a nossa.(5) Quem de nós fará contato com os novos seres? Quem representará a nossa humanidade e falará em seu nome nos encontros iniciais? Os cientistas? Os centros de pesquisa? Os governos nacionais? Qual será o papel das Nações Unidas (ONU) e das outras organizações internacionais intergovernamentais? E o das grandes potências, sobretudo aquelas poucas com direito a veto no Conselho de Segurança da ONU? E o das organizações e empresas internacionais privadas?

Digamos que a espécie contatada está num alto estágio de desenvolvimento. Se for mais inteligente, criativa e amadurecida que nós, pode acabar criticando nosso modo irracional de viver, produzir e consumir, sobretudo os recursos naturais cada vez mais escassos do nosso planeta, destruindo suas fontes de sobrevivência; pode classificá-lo como péssimo exemplo para o Universo e recomendar imediata mudança de rumo. Como reagiremos? Aceitando a crítica e ouvindo sua experiência a respeito, ou rejeitando-a como intromissão indevida em nossos assuntos internos?

E se indagar como aguentamos tanta acumulação de renda e desigualdade social(6), o que dizer, meu Deus? Que isso é normal, que é melhor assim? Tomara não queira saber também quem é esse tal de Mercado sem sobrenome, que manda e desmanda nos principais setores da economia global, nem pedir para conhecê-lo pessoalmente e perguntar sobre suas origens, seu curriculum vitae, suas principais realizações, tentando entender como chegou a um poder tão assustador e incontrolável. Como contar-lhe que o senhor Mercado é servidor abstrato, competente e abnegado de uma pequena elite globalizada, riquíssima e ambiciosa?

A Carta da ONU, base do Direito Internacional, facilitará os entendimentos. Seus princípios, reunidos no Artigo 2, com certeza despertarão respeito e admiração: igualdade soberana de todos os países; cumprimento, em boa fé, das obrigações legalmente assumidas; solução exclusivamente pacífica das controvérsias que ameacem a paz, a segurança e a justiça em todo o mundo; não-uso da força, nem ameaça de uso da força contra qualquer Estado (proibição da guerra); assistência às missões de paz da ONU e não-ajuda aos países contra quem a ONU atue de modo preventivo ou coercitivo; não-intervenção nos assuntos internos dos países, salvo se agredirem outros países, segundo avaliação do Conselho de Segurança.

Mas teremos que explicar à nova espécie por que, por exemplo, o Conselho de Segurança mantém sua velha e obsoleta composição de 70 anos atrás e continua impotente para prevenir e impedir as guerras, tão comuns e habituais hoje em dia, e garantir a paz, a segurança e o desenvolvimento sustentável para todos os países e povos. E igualmente por que seguimos mantendo e modernizando os arsenais nucleares, que contam hoje com 15.850 ogivas, quando algumas já bastam para arrasar o planeta.

Também o Direito Espacial Internacional da Terra pode agradar os forasteiros. O Tratado do Espaço de 1967 – o código maior do espaço e das atividades espaciais, hoje ratificado por 104 países e assinado por 25 outros – já em seu Artigo I, § 1, reza que “a exploração e o uso do espaço cósmico, inclusive da Lua e demais corpos celestes, deverão ter em mira o bem e interesse de todos os países, qualquer que seja o estágio de seu desenvolvimento econômico e científico, e são incumbência de toda a humanidade”. O espaço, portanto, não é de ninguém. É de todos e está aberto a todos, sem exceções.

Essa é a Cláusula do Bem Comum, pela qual o espaço e as atividades nele exercidas devem beneficiar a totalidade dos países, sem qualquer discriminação, como domínio (province) de toda a humanidade. A Cláusula é completada e reforçada pelo Artigo 2, que determina: “O espaço cósmico, inclusive a Lua e demais corpos celestes, não poderá ser objeto de apropriação nacional por proclamação de soberania, por uso ou ocupação, nem por qualquer outro meio” Obviamente, não se pode permitir a apropriação de um lugar que deve ser acessível a todos.

O princípio da não-apropriação do espaço, fechado a brechas e lacunas, vale não só para os Estados, mas também para as corporações privadas – que, queiram ou não, são dependentes do governo e das leis nacionais de seus Estados-sede, não adianta espernear –, muito embora usem seu imenso poder global a fim de pressionar cada vez mais para fazer o que bem entendem, livres de Estados, governos, princípios éticos e legislações.

Mas então será preciso informar aos novos seres que o Direito Espacial ainda está longe de tornar ilegal: I) a guerra no espaço, cuja preparação está hoje em pleno andamento; e II)  a extração de minerais e recursos naturais dos asteroides e outros corpos celestes por empresas privadas, já sancionada em lei nacional pelo governo da maior potência do planeta, os EUA.

São ações capazes de afetar irreversivelmente tanto o espaço exterior, quanto direitos fundamentais e interesses legítimos de todos os povos.

E se os novos seres decidirem ir embora, prometendo voltar numa época mais propícia ao diálogo e a relações mútuas mais seguras e confiáveis? Não estarão apenas refletindo a crise geral, a raquítica governança global, o desmobilização e a desesperança que reinam aqui na Terra?

O Papa Francisco tem razão: “Precisamos de nova solidariedade universal.”(7) E esse “universal” precisaria ser abrangente, incluindo mais de uma humanidade.

* Vice-Presidente da Associação Brasileira de Direito Aeronáutico e Espacial (SBDA), Diretor Honorário do Instituto Internacional de Direito Espacial, Membro Pleno da Academia Internacional de Astronáutica (IAA) e ex-Chefe da Assessoria Internacional do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Agência Espacial Brasileira (AEB). E-mail: jose.monserrat.filho@gmail.com.

Referências

1) Mark Williamson, jornalista inglês de ciência e tecnologia espaciais, consultante de programas de tecnologia espacial, autor de mais de 350 artigos sobre a matéria. Seu livro Space: The Fragile Frontier (Espaço: A Frágil Fronteira), publicado em 2006 pelo Instituto Americano de Aeronáutica e Astronáutica (AIAA, na sigla em inglês).

2) Nogueira, Salvador, Cientistas acham planeta que pode ser habitável em sistema vizinho, Folha de S. Paulo, Cotidiano, 25 de agosto de 2016, p. 4.

3) Artigo de Alexandra Witze “Earth-sized planet around nearby star is astronomy dream come true” (Planeta do tamanho da Terra girando em torno de estrela próxima é sonho astronômico que se torna realidade). Ver www.nature.com/news/earth-sized-planet-around-nearby-star-is-astronomy-dream-come-true-1.20445.

4) Cálculo de Salvador Nogueira; ver artigo citado no ponto 1.

5) Vakoch, Douglas A. (Ed.), Extraterrestrial Altruism – Evolution and Ethics in the Cosmos, Springer-Verlag Berlin Heidelberg, 2014, p. IX.

6) Stiglitz, Joseph E., O grande abismo – Sociedades desiguais e o que podemos fazer sobre isso, Rio de Janeiro, RJ: Alta Book, 2016. O autor é Prêmio Nobel de Economia de 2001.

7) Papa Francisco, Carta Encíclica LAUDATO SI' – Sobre o Cuidado da Casa Comum, São Paulo: Editora Paulinas, 2015, p. 14.


Fonte: Blog Panorama Espacial - http://panoramaespacial.blogspot.com.br/