segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Desafio de Internacionalizar Ensino e Elevar Nível da Pós-Graduação Devem Marcar Próximos Anos no ITA

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota publicada hoje (26/02) no site da Força Aérea Brasileira (FAB), destacando que segundo o novo reitor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), o Dr. Anderson Ribeiro Correa, o desafio de internacionalizar o ensino no instituto e de elevar o nível da pós-graduação devem marcar próximos anos.

Duda Falcão

ITA

Desafio de Internacionalizar Ensino e
Elevar Nível da Pós-Graduação
Devem Marcar Próximos Anos

Metas integram projeto de expansão da instituição
tradicional que forma engenheiros brasileiros

Fonte: Agência Força Aérea
Publicado: 26/02/2016 15:41h


O professor doutor Anderson Ribeiro Correa assumiu, nesta sexta-feira (26/02), em São José dos Campos (SP), a reitoria do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Ele recebeu o cargo do professor doutor Fernando Toshimori Sakane, que esteve à frente da instituição interinamente nos últimos 11 meses. A cerimônia foi acompanhada pelo Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, pelo Diretor-Geral do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), Tenente-Brigadeiro Alvani Adão da Silva, por representantes de indústrias do segmento aeronáutico, universidades, institutos de pesquisa, agências financiadoras de pesquisa, professores, técnicos, alunos e ex-alunos do ITA.

“Acredito que minha contribuição neste período foi garantir que as obras de expansão não fossem interrompidas”, avalia o professor Sakane, que acumula 52 anos de experiência na instituição, contabilizados os cinco de aluno da instituição. Sakane também acompanhou o trabalho da comissão de alto nível que selecionou três dos 11 candidatos ao cargo de reitor. A lista tríplice foi enviada ao Comandante da Aeronáutica que efetuou a escolha. De acordo com Sakane, esta metodologia é um processo mais eficiente na seleção de quem estará à frente da instituição nos próximos quatro anos. “É bem transparente e melhor que outras formas de seleção porque o grupo é formado por profissionais com um objetivo específico”, analisa.


No discurso, o novo reitor, professor Anderson, expressou a “profunda satisfação e alegria” em assumir o cargo. “O ITA é amplamente reconhecido como expoente em suas áreas de atuação, por ter continuamente prestado elevada contribuição para a evolução tecnológica e industrial do Brasil, além de ter gerado inovações nas áreas de graduação e pós-graduação”, afirmou.

Anderson destacou a necessidade de modernizar a instituição. “Os valores da escola são incontestáveis, mas a engenharia dos próximos 30 anos é diferente da engenharia que era desenvolvida em 1950”, ressaltou. A continuidade das obras de expansão, a contratação de novos professores e técnicos, a manutenção física da escola, a renovação do ensino, as parcerias estratégicas relevantes, o incentivo a internacionalização e a busca de maior alinhamento com o Comando da Aeronáutica foram listados pelo reitor como as prioridades para a sua gestão, 2016-2019. Para este ano, ele projeta já ter resultados como concretizar parcerias de atividades de inovação com o Cecompi e o Parque Tecnológico de São José dos Campos, novos acordos de dupla titulação com universidades europeias e norte-americanas, ofertas de novos cursos online, entre outros.


Projeto de expansão - Para o Comandante da Aeronáutica, o ITA concentra “os melhores cérebros” do País de uma área envolvida diretamente com o crescimento brasileiro. Por isso, o projeto de expansão da instituição - uma decisão do governo, que prevê aumento de número de vagas e ampliação da estrutura, entre outras iniciativas - tem relevância não apenas para o ITA, o DCTA, a Força Aérea, mas para todo o Brasil.

“O ITA é essencial para o futuro do País. Se considerarmos o passado, o que vimos ontem no lançamento do E-2 e os aviões sobrevoando, este é o futuro dos precursores do ITA. Mas certamente temos outros desafios à frente e que os brasileiros deverão sentir orgulho dessa turma que hoje está passando pelo ITA”, expressou o Tenente-Brigadeiro Rossato.

O ITA - Idealizado pelo Marechal do Ar Casemiro Montenegro, o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) foi criado em janeiro de 1950 para apoiar o desenvolvimento aeronáutico no País. É um dos institutos do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), subordinado ao Comando da Aeronáutica, localizado em São José dos Campos (SP).

Na graduação, oferece seis cursos de engenharia aeronáutica, aeroespacial, mecânica, civil aeronáutica e computação. O ensino é integral e a instituição oferece alimentação e moradia para os alunos. Aqueles que optam pela carreira militar também recebem remuneração durante os estudos.

No último vestibular, cerca de 12 mil candidatos disputaram as 140 vagas, contabilizando uma competitividade de 90 candidatos por vaga.

Assista à entrevista com as propostas do novo reitor do ITA:



Fonte: Site da Força Aérea Brasileira (FAB) - http://www.fab.mil.br

NASA Launches Brazilian Solar Observation Telescope

Hello reader!

It follows an article published on day (02/24) in the english website of the Agência FAPESP noting that NASA launches Brazilian Solar Observation telescope.

Duda Falcão

NEWS

NASA Launches Brazilian
Solar Observation Telescope

By Elton Alisson
February 24, 2016

(Illustration: NASA)
Scientific instruments on board a stratospheric balloon
is circumnavigating Antarctica to capture energy from
solar flares at the highest frequencies ever measured
in this kind of observation.

The payload of a stratospheric balloon launched on January 19 by NASA, the US National Aeronautics and Space Administration, includes two scientific instruments designed to study the Sun. The balloon was launched from McMurdo, the main US station in Antarctica.

One of these instruments is Solar-T, a double photometric telescope designed and built in Brazil by researchers at Mackenzie Presbyterian University’s Center of Radio Astronomy and Astrophysics (CRAAM) in collaboration with colleagues at the University of Campinas’s Center for Semiconductor Components (CCS-UNICAMP).

Solar-T is coupled to an instrument called GRIPS, short for Gamma-Ray Imager/Polarimeter for Solar flares, designed and built at the University of California, Berkeley, in the US.

Developed with support from FAPESP via a Thematic Project and a regular research grant, Solar-T is the first scientific instrument of its kind built in Brazil, after 15 years of research and development.

Other sources of support for the project besides FAPESP include the following agencies: the Mackenzie Research Fund (MackPesquisa), the National Council for Scientific and Technological Development (CNPq) and the Ministry of Education’s Office for Faculty Development (CAPES) in Brazil; NASA and the Air Force Office of Scientific Research (AFOSR) in the US; and Argentina’s National Scientific & Technological Research Council (CONICET).

“The development of Solar-T represents an opportunity for Brazilian qualification in advanced space technology that could give rise to new satellite projects, for example, and contributions to the International Space Station,” said Pierre Kaufmann, a researcher affiliated with CRAAM and principal investigator for the project.

“We’re collaborating with the Lebedev Institute in Moscow to develop terahertz telescopes for installation on the International Space Station,” Kaufmann told Agência FAPESP. “The success of the Solar-T mission is a necessary condition for us to qualify the technology we’ve developed.”

Together, Solar-T and GRIPS weigh more than three tons. The stratospheric balloon with the instruments on board is flying at an altitude of 40,000 m and will circumnavigate Antarctica for 20-30 days.

While it flies over the frozen continent, Solar-T will capture the energy from solar flares at the highest frequencies ever measured in this kind of observation, between 3 terahertz (THz) and 7 THz, corresponding to a fraction of far-infrared radiation.

Solar flares can be best observed in the terahertz range of the electromagnetic spectrum, which lies between visible light and radio waves. Solar flares are created when magnetic fields in active regions of the Sun suddenly change, hurling jets of accelerated charged particles (electrons and ions) at very high speeds toward Earth.

In the vicinity of our planet, these particles disrupt telecommunications and GPS satellites and also produce auroras around the North and South Poles.

Far-infrared radiation from solar flares can be used in a new approach to the investigation of phenomena that produce energy in active regions located in the three layers of the Sun’s atmosphere: the photosphere, its visible surface, where temperatures do not exceed approximately 5,700 degrees; the chromosphere (20,000 degrees); and the corona (more than 1 million degrees) (read more in Portuguese at http://revistapesquisa.fapesp.br/2015/11/17/na-origem-das-explosoes-solares/).

“These frequencies from 3 THz to 7 THz can’t be measured at ground level because they’re blocked by Earth’s atmosphere. We have to go into space to measure them,” Kaufmann said.
Solar-T measures these frequencies with two photometers (instruments that gauge the intensity of photons), collectors, telemetry, and filters to block undesirable radiation (near-infrared radiation and visible light) that could mask the phenomena of interest and to select frequencies in the 3-7 THz range (read more at http://agencia.fapesp.br/17198/).

Two on-board computers store and compress the data acquired by Solar-T, downlinking these data via the Iridium satellite network to Earth, where they are stored on two computers at CRAMM.

“Transmission of the data acquired by Solar-T to Earth is important to protect us against a loss of the on-board computers. We can’t control where the balloon will eventually land. Antarctica is huge, even bigger than Brazil, and access is difficult,” Kaufmann said.

Solar-T’s photometers, computers and telemetry system are all working normally, he added. Power comes from solar panels coupled to two batteries.

Solar-T was activated on board the stratospheric balloon the day after launch and almost immediately began sending data to Earth.

The solar tracking and pointing system must be accurate to approximately half a degree. This level of precision is assured by GRIPS’s automatic pointing and tracking platform, with which Solar-T is aligned.

“The instruments haven’t yet captured any major solar flares, but if and when they do, we’ll receive the data for analysis,” Kaufmann said.


The stratospheric balloon was successfully launched by a team coordinated out of NASA's Columbia Scientific Balloon Facility (CSBF) in Palestine, Texas, after seven failed launch attempts since December 2015.

The previous attempts failed because of uncooperative weather conditions, especially wind speeds on the ground and in the upper atmosphere, including the stratosphere, which extends to approximately 50 km above Earth’s surface.

The right combination of weather conditions on the ground and in the middle to upper atmosphere is critical, Kaufmann explained. It is also very hard for meteorologists to forecast.

“Launch operations are costly, involving large numbers of people, vehicles and even aircraft, so the margin of risk must be as small as possible,” he said.

“We paid nothing because we were invited to join the mission by the GRIPS team after we presented Solar-T at an international conference. We were looking for a launch vehicle and had even considered developing our own.”

Space experiments like Solar-T cost much less when carried aloft on stratospheric balloons than on satellites, he added.

Science balloons are launched at this time of year for two main reasons: the pattern of stratospheric winds around the South Pole, known as the polar vortex, is favorable, and the Sun never sets during the Antarctic summer, meaning that solar panels can continuously supply power.

“Even now, during the solar cycle’s declining phase, there’s a strong chance we’ll detect a reasonable flare by observing around the clock for 20-30 days while Solar-T is in the stratosphere,” Kaufmann said.

If Solar-T had not been launched now, he added, it would have been a considerable setback. An attempt next year would be unproductive because by then, the solar cycle will have declined further. “And we were coming to the end of Antarctica’s two-month summer window. It would have been very hard to persuade NASA to invest in a new mission,” Kaufmann said.

The flight path of the Mission 668N stratospheric balloon with GRIPS and Solar-T on board can be followed on the CSBF website at www.csbf.nasa.gov/map/balloon8/flight668N.htm.

Photos: NASA
Pre-launch of Solar-T, coupled to GRIPS experiment.
Solar-T in detail.
Solar-T ready for launch.


Source: English WebSite of the Agência FAPESP

CLBI Recebe Visita Ilustre de Descendente do Pioneiro da Atividade Espacial

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (26/02) no site do “Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI)” destacando que o CLBI recebeu recentemente a visita ilustre de um dos decentes dos pioneiros do Programa Espacial Brasileiro (PEB).

Duda Falcão

Notícias

CLBI Recebe Visita Ilustre de Descendente
do Pioneiro da Atividade Espacial

Geração Balloussier é homenageada no Cinquentenário do CLBI

26/02/2016 - 08h35

General de Divisão Rodrigo Balloussier Ratton e
Coronel Aviador Paulo Junzo Hirasawa.

O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno, no ano do Jubileu de Ouro, prestou, no último dia 23, homenagem ao pioneiro e visionário Tenente-Brigadeiro Oswaldo Balloussier, responsável por presidir o Grupo de Trabalho encarregado de dedicar-se às pesquisas espaciais no Brasil. Dentre as tarefas do Grupo, destacavam-se a missão de preparar equipes especializadas em lançamento de foguetes, estabelecer programas de sondagens meteorológicas e ionosféricas em cooperação com organizações estrangeiras, incentivar as indústrias privadas brasileiras a investir em tecnologia espacial e escolher o local para construção de um campo de lançamento de foguetes.

O reconhecimento ao pioneirismo, visão e liderança transcendeu por gerações e, nesta homenagem, o General de Divisão Rodrigo Balloussier Ratton, Vice-Chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército Brasileiro, neto do Tenente-Brigadeiro Balloussier, recebeu do Diretor do CLBI, Coronel Aviador Paulo Junzo Hirasawa, uma placa de deferência às realizações de seu avô, registrando o orgulho e a honra em prestar esta homenagem: “É um momento muito especial estar com quem escreve a história do Programa Espacial reverenciar aquele que escreveu a primeira página” e acrescentou a plena satisfação de testemunhar o legado familiar de compromisso com a vanguarda e com a visão no futuro para desenvolvimento de novas tecnologias: “Ontem e hoje, o olhar para o futuro é o compromisso da família Balloussier com o Brasil.”

Em sua primeira visita ao Centro de Lançamento para acompanhar “in loco” o estágio de desenvolvimento de produtos de interesse do Projeto Estratégico Astros do Exército Brasileiro, o General Ratton agradeceu a deferência e homenagem prestada ao seu avô no ano do Cinquentenário do CLBI, destacando o profissionalismo de todos os envolvidos, bem como o ótimo ambiente operacional, além de expressar o orgulho em participar de atividades de vanguarda e de relevância ímpar para a missão do Exército Brasileiro: “Como representante do Exército Brasileiro, tenho a segurança em afirmar que a escolha do CLBI para sediar as atividades do Projeto Astros foi acertada e precisa. A tríade capacidade técnica-operacional-logística, disponibilidade de meios e excelência na condução dos processos inerentes às atividades de lançamento, promovem segurança e garantem o sucesso das Campanhas”. E acrescenta que “A parceria entre a Avibras, o Exército Brasileiro e a Força Aérea na condução do Projeto Estratégico Astros nas instalações do CLBI está alinhada com o Plano de Estratégia e Defesa do Ministério da Defesa".

Homenagem Jubileu de Ouro.
Tenente-Brigadeiro Ballousseir é o Cérbero 01
na Ordem do Lançador.
História da Família Balloussier registrada no Livro de Ouro.


Fonte: Site do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI)

Comentário: Homenagem mais que justa à família de um dos pioneiros do Programa Espacial Brasileiro (PEB), indo de encontro à teimosia e a estupidez direcionada do incompetente presidente de nossa vergonhosa Agência Espacial de Brinquedo (AEB) que, desrespeitosamente por diversas ocasiões tem colocado para mídia (com a maior cara de pau) o inicio de nossas atividades espaciais no final da década de 70 (quando da criação da MECB), convenientemente esquecendo o esforço desse e de outros pioneiros que possibilitou o mesmo neste momento está empregado e dizendo inverdades em prol dos interesses de sua comandante petista debiloide. 

Cientistas Testam Dispositivo Para Satélite Brasileiro

Olá leitor!

Segue abaixo uma mais uma matéria sobre o “Projeto CITAR”, esta postada dia (25/02) no site da “Agência USP”. Vale a pena dar uma conferida.

Duda Falcão

TECNOLOGIA

Cientistas Testam Dispositivo
Para Satélite Brasileiro

Por Hérika Dias
Publicado em 25 de fevereiro de 2016

Fotos: Divulgação
Dispositivo pronto para ser irradiado, laser é usado
para o alinhamento do feixe de íon.

A radiação cósmica ionizante presente no ambiente espacial é um desafio para o bom funcionamento de equipamentos, como satélites, foguetes e sondas. Ela pode interferir nas informações geradas por componentes eletrônicos e até mesmo deixá-los inutilizados. Testar a resistência desses componentes à radiação cósmica é primordial para projetos espaciais. A tecnologia necessária para a realização de um desses testes foi dominada por pesquisadores do Instituto de Física (IF) da USP.

Ao longo dos últimos dois anos, esses pesquisadores têm realizado medidas para verificar a presença de Single Event Effect (SEE) em diversos componentes eletrônicos quando irradiados por íons pesados. Em janeiro, eles efetuaram com sucesso testes de radiação em FPGA (Field Programmable Gate Array, em português Arranjo de Portas Programável em Campo) que poderão ser usados em sistemas de controle de satélites brasileiros.

Esse componente será empregado para a comunicação de alta velocidade entre subsistemas de satélites usando protocolo SpaceWire, projeto em desenvolvimento por pesquisadores do projeto Circuitos Integrados Tolerantes à Radiação (CITAR), uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) executada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

“O projeto CITAR envolve várias instituições brasileiras para o desenvolvimento de dispositivos mais tolerantes à radiação. Nesse projeto também há grupos, como o nosso no Instituto de Física, que validam componentes eletrônicos comerciais para saber se aquele dispositivo é resistente à radiação cósmica como as empresas relatam”, afirma Nilberto Medina, professor do Departamento de Física Nuclear do IF e um dos integrantes do projeto CITAR.

Atualmente, o Brasil não fabrica circuitos integrados e o FPGA é um desses dispositivos comerciais. Ele é um processador, um conjunto de chips, que permite controlar e programar ações, como acender luzes, abertura e fechamento de compartimentos.

“O investimento para produzir um satélite é muito alto e se tiver algo errado com o dispositivo, pode comprometer todo o projeto. O INPE está validando os dispositivos a serem utilizados no projeto de satélites. Esses testes também são realizados por empresas de fora do país, mas é muito caro. Para testar apenas um dispositivo eletrônico, custa em torno de 100 mil dólares. O fato de tentarmos dominar essa tecnologia ajuda o país, além de formar recursos humanos”, destaca o professor Nemitala Added, professor do Departamento de Física Nuclear do IF e coordenador do projeto CITAR na USP.

Single Event Effect

Os testes feitos com o FPGA, no Instituto de Física, foram especificamente para verificar SEE induzido pela irradiação com íons. “Quando se coloca um satélite no espaço, ele sofre o efeito da radiação cósmica composta por muitas partículas, como prótons e elétrons e um pouco de íons pesados. Essas partículas geram danos ou problemas diferentes no componente eletrônico. Os prótons e elétrons criam defeitos que inviabilizam o uso do dispositivo. Já a passagem de um único íon pesado pelo dispositivo não o inutiliza, mas pode gerar uma informação errada. Esse problema é chamado de Single Event Effect (SEE)”, explica Added.

Foto estilizada das fontes dos raios cósmicos
(solares, galáticos e extra-galáticos).

Segundo Medina, “os íons pesados podem alterar a informação de um bit, o que era zero pode se tornar 1, mudando a informação fornecida pelos componentes eletrônicos. Só os íons pesados conseguem fazer esse tipo de alteração”.

“A informação errada pode provocar algum dano sério utilizando o dado incorreto, por exemplo, para o lançamento de um míssil. Por isso, a necessidade de eliminar esses danos eventuais, analisando os componentes eletrônicos mais resistentes à radiação por íons pesados para obter informações mais confiáveis”, completa Added.

Os testes com radiação induzindo SEE foram feitos no Acelerador de Partículas Pelletron 8UD do Instituto de Física, único no País a realizar testes com íons pesados. Na América do Sul, além desse acelerador da USP, há apenas outro na Argentina com energia suficiente para ser usado nesse tipo de estudo.

O acelerador é empregado para gerar uma partícula com energia suficiente para simular a ação de uma partícula no espaço. Assim, os pesquisadores conseguem calcular o tempo que o dispositivo resistirá à radiação cósmica. “Em poucas horas, podemos bombardear o dispositivo eletrônico com a mesma radiação que ele receberia em 10 anos no ambiente espacial”, conta Medina.

Teste

Componentes eletrônico desencapado (ao centro)
pronto para receber os íons pesados.

O professor Added explica que o teste consistiu na montagem de uma placa especial para posicionar o dispositivo eletrônico em uma câmara de vácuo, permitindo que o mesmo fosse atingido por feixes de íons pesados gerados no acelerador de partículas.

“Não é possível ver a partícula, mas nota-se o efeito dela. Você consegue ver o pulso de corrente que passa pelo componente eletrônico. A corrente fica constante enquanto não tiver problema, mas quando há um depósito de carga elétrica muito grande ocorre uma variação, assim sabemos que passou uma partícula de íons pesados. Mas nem todo pulso de corrente vai te dar um defeito funcional. Depois que a partícula passa, é preciso também verificar se ocorreu algum defeito no dispositivo eletrônico”.

Os pesquisadores avaliaram quantos defeitos podiam ocorrer no dispositivo a cada determinado número de partículas de íons pesados que o atingisse. Essa tecnologia, inédita no País, fornecerá informações necessárias que auxiliarão na escolha dos componentes eletrônicos para a execução do projeto CITAR.

O professor Medina ressalta que apesar destes testes terem ocorrido em componentes eletrônicos para satélites, eles também são importantes para outras áreas, já que radiação cósmica pode atingir a Terra e eventualmente (com uma probabilidade muito menor) afetar também equipamentos como automóveis, computador, celular entre outros.

“Em tese, um raio cósmico pode alterar um componente e a configuração de dispositivos eletrônicos que compõem sistemas que controlam, por exemplo, a aceleração e frenagem de um carro. Na realidade, na superfície da Terra, a interferência da radiação é bem menor, porém nas altitudes usadas em vôos intercontinentais essa interferência já é uma preocupação para os projetistas de novos aviões”.

Projeto CITAR

O Projeto CITAR foi criado em 2013, no âmbito do MCTI, para o desenvolvimento de circuitos integrados tolerantes à radiação, destinados a aplicações em satélites científicos. Ele é considerado estratégico para o Brasil para conquistar a independência tecnológica nessa área.

Hoje, o país é dependente de países que dominam a produção desses circuitos. “Quando o Brasil vai comprar esse tipo de componente resistente a radiação, às vezes, o governo do país detentor da tecnologia impõe barreiras às empresas fabricantes de vendê-los ao nosso país. Isso compromete a fabricação de nossos satélites”, segundo o professor Nemitala Added.

O projeto tem financiamento da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e é executado pelo INPE, o Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI), a Agência Espacial Brasileira (AEB/MCTI), o Instituto de Física (IF) da USP, o Instituto de Estudos Avançados do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (IEAv-DCTA), Centro Universitário da FEI e Instituto Mauá de Tecnologia. Nesses testes houve também a participação de pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS).

Mais informações: e-mails nemitala@if.usp.br, com Nemitala Added e medina@if.usp.br, com Nilberto Medina.


Fonte: Site da Agência USP

Comentário: Bom leitor o Blog BRAZILIAN SPACE ficará na torcida para que o Projeto CITAR tenha um destino diferente do que ocorreu com o Projeto SIA, e que o seu resultado possa efetivamente ser empregado na verdadeira Industria Espacial Brasileira. Porém temos de ser coerentes, afinal há exemplos suficientes para não termos qualquer esperança de mudança de postura desses vermes, já que o poder decisório está na mão de pessoas que tem outros interesses nada convergentes com os interesses do real desenvolvimento científico e tecnológico do país.

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Operação TEXUS 53

DESCRIÇÃO DA CAMPANHA

Operação:  Texus 53
Foguete:  VSB-30 VO 23
Numero do vôo do foguete: 21
Data de lançamento: 23/01/2016
Horário: 09:30 HCE (Hora Central Européia)
Apogeu do vôo: Cerca de 253 km
Tempo de Microgravidade: Aproximadamente seis minutos
Local: Esrange Space Center (ESC) - Kiruna (Suécia)
Objetivo: Transportar cinco experimentos alemães para serem testados em ambiente de microgravidade.
Resultado: Sucesso Total

Carga Últil Embarcada

- Experimento THYROID - “Experiment to examining the influence of microgravity on isolated human thyroid cancer cells”

- Experimento ParSiWal-2 - “Determination of the critical capture speed of particles during the directional solidification of solar grade silicon in space”

- Experimento FOKUS-1B -Fibre-laser-based optical comb generator under microgravity conditions

- Experimento KALEXUS - “Potassium laser experiment under microgravity conditions”

- Experimento CAMELEON - “Estudo para ajudar a compreender como as coisas vivas sentem a Microgravidade”

Instituições Envolvidas

DLR - Centro Espacial Alemão
SSC - Swedish Space Corporation (Suécia)
ADS - Airbus Defence & Space (European)
OBH - OBH-System (former EADS Astrium and Kayser Threde)
UM - University of Magdeburg (Alemanha)
IISB - Fraunhofer - Institute for Integrated Systems and Device Technology (Alemanha)
UF - University of Freiburg (Alemanha)
MPQ München - Max Planck Institute of Quantum Optics (Alemanha)
UB - University of Berlin (Alemanha)
UT - University of Tübingen (Alemanha)

Instituições Indiretamente Envolvidas

AEB - Agência Espacial Brasileira
IAE - Instituto de Aeronáutica e Espaço
DCTA - Departamento de Ciências e Tecnologia Aeroespacial

VSB-30 é Lançado com Sucesso na Europa

Em 23 de janeiro de 2016, o foguete brasileiro VSB-30 V23 da “Operação TEXUS 53” foi lançado com sucesso do Centro Espacial de Esrange (ESC), em Kiruna, na Suécia, às 09:30 HCE (Hora Central Européia).

O foguete que transportou cinco experimentos científicos de instituições alemães das áreas de biologia, física e de pesquisas de materiais, alcançou a altitude de cerca de 253 km e ficou aproximadamente seis minutos em ambiente de microgravidade.

Este lançamento foi o vigésimo primeiro lançamento bem sucedido do foguete brasileiro VSB-30, sendo esta a décima oitava vez que este foguete foi lançado do território europeu.

VÍDEOS:



FOTOS:

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Centro de Lançamento de Alcântara Marca Presença em Evento CT&I no Maranhão

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota publicada dia (24/02) no site do “Centro de Lançamento de Alcântara (CLA)” destacando que o CLA participou de evento de CT&I no Maranhão.

Duda Falcão

Centro de Lançamento de Alcântara Marca
Presença em Evento CT&I no Maranhão

Publicado: 24 Fevereiro 2016
Última atualização em 26 Fevereiro 2016


Nesta segunda-feira (22/02), o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) esteve presente no seminário “Política e Planejamento da CT&I no Maranhão: áreas estratégicas para políticas estruturantes”.

Evento realizado no Palácio Henrique de La Rocque, em São Luís, com o objetivo de discutir a estratégia nacional do setor de tecnologia e informação; e desenvolvimento de políticas estruturantes no Maranhão. O evento foi aberto pelo Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação do Maranhão, Bira do Pindaré, e contou ainda com a participação do chefe de gabinete do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Carlos Augusto de Azevedo, do Coordenador-Geral Substituto das Indústrias de Transporte Aéreo e Aeroespacial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio exterior (MDIC), além de estudantes, pesquisadores, empresários e outros representantes da comunidade científica local, nacional e internacional.

No evento, o Diretor do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), Coronel Aviador Cláudio Olany Alencar de Oliveira participou do Painel III - Engenharia Aeroespacial e Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC’s) em que foram debatidos os avanços conquistados e potencialidades do setor espacial associado ao desenvolvimento de novas tecnologias que facilitam o cotidiano das pessoas, a exemplo dos sistemas de comunicação via satélite que possuem implicação direta na vida das pessoas como na telefonia celular, TV digital, internet banda larga, Global Position System (GPS), geração de energia, dentre outros. “Por possuir um centro de lançamentos com posição privilegiada e uma infraestrutura de ponta instalada no Maranhão, é crucial estarmos juntos da comunidade científica local, contribuindo e fortalecendo a pesquisa e a inovação tecnológica, de modo, a gerar renda e novas perspectivas de desenvolvimento econômico na região. Nesse sentido, o CLA é um ator neste processo sinérgico que precisa ser cada vez mais contínuo e envolver os demais integrantes da Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação”, afirma o Coronel Olany.

O seminário “Política e Planejamento da CT&I no Maranhão: áreas estratégias para políticas estruturantes” é uma realização da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI) do Maranhão, em parceria com o Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI). A ideia é a partir dos debates apresentar as áreas que devem ser priorizadas no Maranhão visando maiores investimentos por parte do governo federal e Estadual, por exemplo, via editais de fomento da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA). Ainda foram discutidos pelos participantes em painéis temas como Biotecnologia e Produtos Naturais, Energias Renováveis, Geofísica e Geologia.


Fonte: Site do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA)

Resultado Parcial do International Internship Program NASA I²

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (26/01) no site da “Agência Espacial Brasileira (AEB)”, dando destaque ao resultado parcial do International Intership Program NASA I².

Duda Falcão

Resultado Parcial do International
Internship Program NASA I²


Face a uma demanda altamente qualificada, a Agencia Espacial Brasileira – AEB fez uma pré-seleção de 15 (quinze) candidatos, dentre os quais a NASA irá escolher até 05 (cinco) nomes na próxima etapa do Processo Seletivo do programa de Estágio de Verão 2016 NASA- I².

OS CANDIDATOS PRÉ-SELECIONADOS PELA AEB SÃO APRESENTADOS POR ORDEM ALFABÉTICA:

ANDRESSA DANCINI GONCALVES

BRUNO LUCATTO

FLAVIO ALTINIER MAXIMIANO DA SILVA

GABRIEL MILITÃO VINHAS LOPES

GABRIELA DE FREITAS GANDORPHI

GUILHERME BUENO ANDRADE

GUILHERME COSTA GUIMARÃES FERNANDES

LETICIA MAIA TEIXEIRA

LUCAS ROTELLI DE OLIVEIRA FERREIRA

NILO KRUCHELSKI

PEDRO HENRIQUE VEIGA REZENDE

RAFAEL FARIAS CACAO

RAMON DA SILVA SAMPAIO

VINICIUS MARRARA PEPINO

YURI ROSSI TONIN


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)