quarta-feira, 30 de novembro de 2016

O Lançamento do VSB-30 da Operação Rio Verde Está Programado Para o Dia 07/12

Olá leitor!

Após o lançamento bem sucedido de ontem (29/11) de um Foguete de Treinamento Básico (FTB) do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), atividade esta finalizando assim à ‘primeira fase’ da “Operação Rio Verde” em curso nesta base de lançamento no Maranhão, os servidores do DCTA e pesquisadores envolvidos na operação estão agora debruçados na preparação do Foguete VSB-30 e dos experimentos para a ‘segunda fase’ desta operação do Programa Microgravidade de nossa Agencia Espacial de Brinquedo (AEB).

Segundo fui informado à previsão de lançamento do VSB-30 está programada para ocorrer no dia 07/12, e ficamos aqui na torcida para que tudo saia dentro do programado.

Avante VSB-30.

Duda Falcão

Brasil Recebe Oficialmente Satélite Geoestacionário Nesta Quinta-Feira (01/12)

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (30/11) no site da Força Aérea Brasileira (FAB), destacando que o Brasil receberá oficialmente o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) nesta quinta-feira (01/12).

Duda Falcão

ESPAÇO

Brasil Recebe Oficialmente Satélite Geoestacionário Nesta Quinta-Feira (01/12)

Equipamento deve ser lançado em 2017 a partir da base de Kourou, na Guiana Francesa

Por Ten Jussara Peccini,
Agência Força Aérea
Publicado: 30/11/2016 - 09:00h


O Brasil recebe oficialmente nesta quinta-feira (01/12) em Cannes, na França, o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). A cerimônia contará com as presenças do ministro da Defesa, Raul Jungmann, do Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, e do presidente da Telebrás, Antonio Klinger Loss Leite.

“Esse primeiro satélite representa um salto enorme em termos de comunicações de defesa. Ampliará a nossa capacidade de forma segura e, por isso, representa um enorme avanço ao País”, afirma o ministro da Defesa.

O lançamento do SGDC está previsto para o primeiro trimestre de 2017 a partir da base de Kourou, na Guiana Francesa, a bordo do foguete Ariane-5.

O satélite ficará posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo o território brasileiro e o oceano Atlântico. O equipamento tem 5,8 toneladas e cinco metros de altura. Quando entrar em funcionamento, vai permitir a expansão da internet banda larga para todo o País e comunicações seguras ao governo brasileiro. 

Nos últimos meses o equipamento passou pela fase final de testes na fabricante (Thales Alenia Space), no sul da França. Foi testado o sistema de telecomunicações e de telecomando, que simula as condições de transmissão das antenas. Na prova de vibração, o satélite recebeu cargas de vibração mecânica que simularam as condições de lançamento. Todo o processo foi acompanhado por profissionais brasileiros. 


Na etapa final de formação realizada no Brasil, foram mais de 30 cursos com duração média de uma semana. Os últimos módulos se encerram em fevereiro do próximo ano. As oficinas envolvem aulas teóricas e práticas e são ministradas por estrangeiros em Brasília, onde está localizada uma das antenas de comando. Outras antenas de recepção estão instaladas em áreas militares em diferentes Estados. Cada módulo de instrução é dirigido à equipe responsável por áreas específicas de operação ou de manutenção.

A partir de janeiro, os cerca de 60 profissionais, militares das Forças Armadas e funcionários da Telebrás, do Núcleo do Centro Operações Espaciais Principal (NUCOPE-P) usarão simuladores para testar a operação do satélite.


Sobre o SGDC – O satélite vai operar nas chamadas bandas X e Ka. Em relação à primeira, trata-se de uma faixa de frequência destinada exclusivamente ao uso militar, correspondendo a 25% da capacidade total do satélite. A banda Ka terá capacidade de 54 Gbit/s e será usada para ampliar a oferta de banda larga pela Telebrás. O satélite vai garantir conexão banda larga nos municípios mais distantes do País. Ele reforçará a rede terrestre da Telebrás, atualmente com 28 mil km de extensão, presente em todas as regiões brasileiras. O projeto é uma parceria entre os ministérios da Defesa (MD) e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). De acordo com a Defesa, o valor de investimento é de R$ 2,1 bilhões, incluindo os custos com a infraestrutura terrestre, e o valor anual de manutenção é estimado em R$ 10 milhões. A vida útil do SGDC está estimada em 18 anos.


Fonte: Site da Força Aérea Brasileira (FAB) - http://www.fab.mil.br

BANDEIRANTE Foguetes Qualifica Foguetes e Motores no Aeroclube de Nova Iguaçu

Olá leitor!

Com o objetivo de participar do encontro de 40 anos de formatura do “Curso de Oficiais Aviadores da Reserva CFOAR-2” (evento este realizado no Clube da Aeronáutica na capital fluminense), o Sr. Roberto de Paula da BANDEIRANTE Foguetes Educativos esteve no Rio, e assim aproveitando a oportunidade, resolveu então finalizar os testes dinâmicos dos motores BANDEIRANTE e dos kits dos foguetes SONDA II e VS-40.

O Sr. Roberto de Paulo (agachado com o copo na mão)
com a turma do CFOAR-2 no Clube da Aeronáutica no Rio.
O emblema da turma.

Para tanto, na companhia do Prof. Dr. João Batista Garcia Canalle (coordenador da OBA - Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica e membro do GFRJ - Grupo de Foguetes do Rio de Janeiro da UERJ), do Sr. Carlos Alberto de Souza (pioneiro do Espaçomodelismo Brasileiro) e do Sr. Carlos Gonçalves Malheiros (da turma de aviadores da reserva CFOAR-2 e um entusiasta recente do Espaçomodelismo), seguiram então no dia 27/11 para o Aeroclube de Nova Iguaçu, onde sob a consultoria do Sr. Carlos Alberto (experiente espaçomodelista da velha guarda) em ajuste de foguetes e motores em relação ao tempo de retardo e de ejeção do paraquedas, foram testados os kits dos foguetes citados e os seguintes motores:

* A6-5

* B6-5

* C6-7

* E6-10

Segundo o Sr. Roberto de Paula os testes atingiram os seus objetivos e agora tanto os kits de foguetes como os motores testados encontram-se qualificados e prontos para comercialização. Veja abaixo o vídeo do lançamento de um desses foguetes realizado no Aeroclube de Nova Iguaçu.

Fonte: Prof. João Bastista Garcia Canalle
Lançamento de foguete - 27/11/2016

Depois dos testes em Nova Iguaçu, o Sr. Roberto de Paula esteve nos dias 27 e 28/11 visitando a residência do Sr. Carlos Alberto (amigo pessoal de longas datas) não só para colocar a conversa em dia, bem como também trocar experiências com este grande espaçomodelista que esta na ativa desde o inicio dos anos 60. Veja abaixo um vídeo entrevista feito pelo Sr. Roberto de Paula com este grande mestre.

Fonte: Sr. Roberto de Paula/youtube
Entrevista com o Sr. Carlos Alberto de Souza - Parte-1

Entrevista com o Sr. Carlos Alberto de Souza - Parte-2

Duda Falcão

Centro de Alcântara Lança 31º Foguete na Operação Rio Verde

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (29/11) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB), destacando que foi lançado com sucesso no dia de ontem do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) mais um Foguete de Treinamento Básico (FTB).

Duda Falcão

Centro de Alcântara Lança 31º Foguete
na Operação Rio Verde

Coordenação de Comunicação Social – CCS
29/11/2016


O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) realizou nesta terça-feira (29.11) o lançamento do 31º Foguete de Treinamento. A atividade prevista no cronograma da Operação Rio Verde tem por objetivo testar todos os meios e preparar as equipes envolvidas na campanha de lançamento, iniciada no último dia 20 de novembro em Alcântara, no Maranhão.

O lançamento da tarde desta terça-feira ocorreu com sucesso às 14h02 minutos, horário local, com duração total de voo de 2min43seg seguindo os parâmetros de trajetória previstos até a queda no oceano Atlântico, em sua área de impacto, a uma distância de 15 quilômetros do local de lançamento.

O foguete atingiu uma altitude máxima (apogeu) de 31,4 km. “O veículo lançado nesta terça-feira apresentou um excelente desempenho, seguindo conforme o perfil de trajetória previsto. A atividade foi de suma importância para treinarmos procedimentos e testar todos os equipamentos associados às operações, e que serão empregados no lançamento do foguete VSB-30 com a carga-útil MICROG2 a partir da próxima semana”, ressaltou o diretor do Centro de Lançamento, Cláudio Olany Alencar de Oliveira.

Operação Rio Verde – O segundo lançamento dessa Operação levará ao espaço, por meio do veículo suborbital VSB-30 V11, oito experimentos de pesquisas da comunidade técnico-científica do país a bordo da carga-útil MICROG2, de forma a permitir a realização de ensaios em ambiente de microgravidade, o rastreio e o resgate no mar, a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), utilizando o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Natal (RN) como Estação Remota.


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

Comentário: Bom leitor, com isso se encerra a 'primeira fase' da “Operação Rio Verde” e todos os servidores e pesquisadores estarão agora debruçados na realização da 'segunda fase' desta operação, ou seja, o lançamento do foguete VSB-30 da missão do "Programa Microgravidade" da nossa Agencia Espacial de Brinquedo (AEB).

Exposição Mundo MCTIC Ajuda a Despertar o Interesse das Crianças e Jovens Pela Ciência

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada ontem (29/11) no site do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC), destacando que Exposição Mundo MCTIC ajuda a despertar o interesse das crianças e jovens pela Ciência.

Duda Falcão

NOTÍCIAS

Exposição Mundo MCTIC Ajuda a Despertar o
Interesse das Crianças e Jovens Pela Ciência

Por Ascom do MCTIC
Publicação: 29/11/2016 | 17:51
Última modificação: 29/11/2016 | 17:59

Crédito: Ascom/MCTIC
Estudante de Brasília veste traje de astronauta levado pela
Agência Espacial Brasileira para a mostra Mundo MCTIC.

O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações inaugurou nesta segunda-feira (28) a mostra Mundo MCTIC – Pesquisa e Desenvolvimento de Ponta no Brasil. O objetivo é despertar o interesse pela ciência de forma lúdica e mostrar como ela está presente no dia a dia, resume a pesquisadora Alice Ribeiro, do Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST). A exposição fica aberta até domingo (4) das 9h às 17h, no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, em Brasília.]

No estande do MAST, os estudantes são desafiados em jogos matemáticos e apresentados a brincadeiras que enfocam conceitos científicos, como pressão e equilíbrio. Todo o material usado nestas brincadeiras é simples e de fácil acesso, como garrafas pets e rolhas de garrafa. "A gente faz questão de não disfarçar os materiais, não pintar, para que as pessoas percebam a simplicidade, para saber que podem reproduzir em casa ou na escola", explica a pesquisadora.

Já no espaço da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), os jovens aprendem como funcionam os vídeos em 3D e exploram alguns programas de realidade virtual. "Aqui eles conhecem um reator nuclear, o que é muito interessante, já que é impossível fazer uma visita real a um local desses", conta Eugênio Marins, do Instituto de Tecnologia Nuclear. Estão em exposição também programas para treinamentos e planejamento de segurança física, radiológica e nuclear.

A Agência Espacial Brasileira (AEB) apresenta maquetes de satélites e trajes de astronauta para fotografias. Além disso, os estudantes participam de uma experiência de 20 minutos em um planetário inflável, com vídeos sobre planetas, foquetes e a origem do espaço. O objetivo é, segundo o colaborador do programa AEB Escola, Lucas Ferreira, apresentar o tema de forma bastante atrativa. "Nós fazemos uma brincadeira com eles lá dentro do planetário e dizemos que estamos selecionando um astronauta, não apenas para eles se divertirem, mas para, quem sabe, despertar um interesse para esta área", conta.

A mostra Mundo MCTIC possui um total de 25 estandes de agências, empresas estatais, organizações sociais e unidades de pesquisa do MCTIC. A entrada é gratuita.


Fonte: Site do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC)

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Chineses Fortalecem Parceria Com a Agência Espacial Brasileira

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (29/11) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB), destacando que uma Comitiva Chinesa esteve na manhã de hoje na sede da agência para discutir o fortalecimento da parceria espacial Brasil-China.

Duda Falcão

Chineses Fortalecem Parceria Com
a Agência Espacial Brasileira

Coordenação de Comunicação Social – CCS
29/11/2016


O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Braga Coelho, recebeu na manhã desta terça-feira (29.11) em seu gabinete a visita de uma delegação chinesa da empresa China Satellite Launch and Trackking Control General (CLTC), chefiada pelo senhor Wu Shuangtie. Durante o encontro, os países repassaram a cooperação bilateral na área de TT&C e discutiram o aprofundamento da parceria que futuramente colocará em órbita o satélite Sino-Brasileiro de Observação da Terra – o Cbers- 4A.

O satélite Cbers-4A garantirá fornecimento contínuo de imagens ao Brasil e a China, bem como a outros países. Após 18 anos de parceria completados em 2007, o Brasil passou a ser um dos grandes distribuidores de imagens orbitais do mundo. A previsão é que o satélite seja colocado em órbita em 2018. A construção de mais dois satélites, Cbers 5 e 6, está em discussão no âmbito do Plano Decenal de Cooperação Espacial Brasil-China 2013 – 2022.

O Cbers-4A levará a bordo três câmeras, sendo uma chinesa e duas brasileiras. A câmera Multiespectral e Pancromática de Ampla Varredura (WPM) é desenvolvida pela China para obter imagens com resolução espacial de 2m na banda pancromática e de 8m nas bandas multiespectrais, com largura de faixa imageadora de 92 km.

As câmeras brasileiras serão réplicas da WFI e da MUX que estão a bordo do Cbers-4, lançado em dezembro de 2014. “Equipamentos e peças remanescentes dos Cbers-3 e 4 serão utilizados no Cbers-4A, mas precisamos contratar na indústria partes do satélite com base no projeto dos anteriores”, explica Antônio Carlos Pereira Junior, gerente do projeto Cbers-4A.

Imagens - No Cbers-4A, a câmera WFI terá resolução espacial de 55m, com largura de faixa imageadora de 684 km, enquanto a câmera MUX terá capacidade de prover imagens com resolução espacial de 16m, com largura de faixa imageadora de 95 km.

As imagens obtidas com a MUX a bordo do Cbers-4 já estão disponíveis aos usuários no catálogo on line do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Com o Cbers-4A, o Brasil garante a continuidade do fornecimento de imagens.  para monitorar o meio ambiente, verificar desmatamentos, desastres naturais, a expansão da agricultura e das cidades, entre outras aplicações.

A MUX, primeira câmera para satélite totalmente nacional, é um dos projetos espaciais mais sofisticados realizados no país. Assim como os demais equipamentos, partes e componentes do satélite que couberam ao Brasil na parceria sino-brasileira, a câmera é de responsabilidade do Inpe por meio de contratos com a indústria nacional.


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

Brasil e China Acertam Operação do Satélite CBERS-4A

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (29/11) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), destacando que o Brasil e a China acertaram na segunda-feira (28/11 operação do Satélite CBERS-4A.

Duda Falcão

Brasil e China Acertam Operação
do Satélite CBERS-4A

Terça-feira, 29 de Novembro de 2016

Técnicos brasileiros e chineses se reuniram no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP), na segunda-feira (28/11), para discutir assuntos relacionados ao Programa CBERS e à cooperação nas atividades de rastreio, telemetria e telecomando para o CBERS-4A, satélite que tem lançamento previsto para 2018.

Sexto satélite do Programa CBERS (China-Brazil Earth Resources Satellite), o CBERS-4A garantirá a continuidade do fornecimento de imagens para monitorar o meio ambiente, verificar desmatamentos, desastres naturais, a expansão da agricultura e das cidades, entre outras aplicações.

Segundo Valcir Orlando, chefe do Centro de Rastreio e Controle de Satélites (CRC) do INPE, os técnicos já se preparam para as ações durante a crítica fase de lançamento e órbitas iniciais do satélite.

"Discutimos qual seria a participação do INPE na realização das atividades operacionais do satélite durante esta fase, além de detalhes importantes sobre a comunicação de dados na ocasião. Outro ponto importante abordado na reunião foi o modo pelo qual a responsabilidade pelo controle em rotina do CBERS-4A seria compartilhado entre INPE e CLTC (China Satellite Launch and Tracking Control General)", explicou o chefe do CRC/INPE.

O CLTC é o órgão responsável pelas bases de lançamentos e estações de rastreio chinesas, bem como pelo centro de controle de satélites de Xian. No âmbito da cooperação no Programa CBERS, enquanto o desenvolvimento dos satélites está sob a responsabilidade do INPE junto com a CAST (China Academy of Space Technology), as operações em órbita, a partir do lançamento, são realizadas em parceria com o CLCT.

Para a reunião, o diretor do INPE Ricardo Galvão recepcionou a delegação chinesa do CLTC coordenada por Wu Shuangtie, consultor do CLTC. Após as discussões, foi assinada a minuta acordando que, em geral, serão consideradas as mesmas soluções adotadas para o CBERS-4, satélite lançado em 2014 e atualmente em operação.

Pelo INPE, também participaram Maurício Gonçalves Vieira Ferreira e Jun Tominaga, do CRC/INPE, Antonio dos Reis Bueno, do Programa CBERS, e Adriana Cursino Thomé, da Seção de Relações Internacionais.

Após a reunião técnica, a delegação chinesa visitou o Laboratório de Integração e Testes (LIT) e o Centro de Controle de Satélites (CCS) do INPE.

Sobre o Programa CBERS: www.cbers.inpe.br

Valcir Orlando, chefe do CRC/INPE, cumprimenta Liu Bing, do Departamento
de Planejamento do CLTC, após assinarem a minuta da reunião técnica.


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Comentário: Pois é leitor, para os Chineses tecnologicamente falando o Programa CBERS não tem importância nenhuma, já pra nós, é uma questão de sobrevivência para as empresas brasileiras que estarão envolvidas com o seu desenvolvimento. 

Ministério do Planejamento Autoriza Nomeação de Concursados Para AEB

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (29/11) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB), destacando que o Ministério de Estado do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MPOG) autorizou a nomeação de 22 concursados para AEB.

Duda Falcão

Planejamento Autoriza Nomeação
de Concursados Para AEB

29/11/2016


O Ministério de Estado do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MPOG) autorizou nesta terça-feira (29.11), por meio da Portaria nº 364, publicada no Diário Oficial da União (DOU), o provimento de 22 vagas, do concurso público realizado pela Agência Espacial Brasileira (AEB), autarquia vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

O concurso foi autorizado pela portaria MP nº 47 de 18 de fevereiro de 2014.  Serão providas sete vagas de Tecnologista, de nível superior, onze de Analista em Ciência e Tecnologia, de nível superior, e quatro de Assistente em Ciência e Tecnologia, de nível intermediário. Mais informações no endereço: http://migre.me/vCgSS


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

PRODES Estima 7.989 km2 de Desmatamento Por Corte Raso na Amazônia em 2016

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (29/11) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), destacando que o PRODES estima 7.989 km2 de desmatamento por corte raso na Amazônia em 2016.

Duda Falcão

PRODES Estima 7.989 km2 de Desmatamento
Por Corte Raso na Amazônia em 2016

Terça-feira, 29 de Novembro de 2016

A estimativa da taxa de desmatamento na Amazônia do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (PRODES), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), foi finalizada e aponta a taxa de 7.989 km2 de corte raso no período de agosto de 2015 a julho de 2016.

A taxa de desmatamento estimada pelo PRODES 2016 indica um aumento de 29% em relação a 2015, ano em que foram medidos 6.207 km2. No entanto, a taxa atual representa uma redução de 71% em relação à registrada em 2004, ano em que foi iniciado pelo Governo Federal o Plano para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia (PPCDAm), atualmente coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA).

Com o PRODES, o INPE realiza o monitoramento sistemático na Amazônia Legal e produz, desde 1988, as taxas anuais de desmatamento na região, que são usadas pelo governo brasileiro para avaliação e estabelecimento de políticas públicas relativas ao controle do desmatamento ilegal. Os dados são imprescindíveis para toda a sociedade e embasam ações bem-sucedidas como a Moratória da Soja e Termo de Ajuste de Conduta da cadeia produtiva de carne bovina, entre outras iniciativas.

O mapeamento utiliza imagens do satélite Landsat (30 metros de resolução espacial e frequência de revisita de 16 dias) ou similares, numa combinação que busca minimizar a cobertura de nuvens, para registrar e quantificar os eventos de desmatamento com áreas maiores que 6,25 hectares. Considera-se como desmatamento a remoção completa da cobertura florestal primária por corte raso, seguida ou não por ocorrência de fogo e independentemente da futura utilização destas áreas.

As tabelas abaixo apresentam a distribuição do desmatamento para o ano de 2016 nos Estados que compõem a Amazônia Legal, bem como a comparação com as respectivas taxas consolidadas para o ano de 2015.


Estado
PRODES 2016 (km2)
Acre
389
Amazonas
1099
Amapá
24
Maranhão
261
Mato Grosso
1508
Pará
3025
Rondônia
1394
Roraima
209
Tocantins
80
Total
7989

Estados
PRODES 2015 (km2)
PRODES 2016 (km2)
Variação (%)
Acre
264
389
47
Amazonas
712
1099
54
Amapá
25
24
-4
Maranhão
209
261
25
Mato Grosso
1.601
1508
-6
Pará
2.153
3025
41
Rondônia
1.030
1394
35
Roraima
156
209
34
Tocantins
57
80
40
AMZ. Legal
6.207
7989
29

Para gerar esta estimativa, o INPE analisou 89 imagens do satélite Landsat 8/OLI selecionadas para atender a dois critérios: 1) cobrir regiões onde foram registrados aproximadamente 90% do desmatamento no período anterior (agosto/2014 a julho/2015) e 2) cobrir os 50 municípios prioritários para fiscalização referidos no Decreto Federal 6.321/2007 e atualizado em 2009. A figura abaixo apresenta a localização das cenas Landsat utilizadas.

Círculos indicam cenas Landsat selecionadas para a estimativa
do PRODES 2016. Cinza: municípios prioritários.

A apresentação dos dados consolidados do PRODES 2016 pela a análise das demais cenas que cobrem a área de monitoramento na Amazônia Legal está prevista para o primeiro semestre de 2017. O resultado consolidado poderá variar em ±10% do valor estimado. A tabela abaixo apresenta as variações encontradas entre as taxas estimadas e as consolidadas desde 2005.

Ano
# Cenas
Tx. Estimada (Km2)
# Cenas
Tx. Consolidada (Km2)
Var. (%)
2005
77
18.900
212
19.014
1%
2006
34
13.100
213
14.286
9%
2007
75
11.224
223
11.651
4%
2008
84
11.968
214
12.911
8%
2009
92
7.008
226
7.464
7%
2010
97
6.451
214
7.000
9%
2011
97
6.238
220
6.418
3%
2012
92
4.656
214
4.571
-2%
2013
86
5.843
213
5.891
1%
2014
89
4.848
216
5.012
3%
2015
96
5.831
216
6.207
6%

Os gráficos abaixo mostram a série histórica do PRODES para a Amazônia Legal e seus Estados, além da variação relativa anual das taxas de desmatamento.

Desmatamento anual na Amazônia Legal (km2) (a) média entre
1977 e 1988, (b) média entre 1993 e 1994, (d) estimativa.
Desmatamento anual discriminado por Estado da Amazônia Legal (km2)
a) média entre 1977 e 1988, b) média entre 1993 e 1994, d) estimativa.
Variação relativa anual das taxas do PRODES no período 2001 a 2016.

Mais informações: www.obt.inpe.br/prodes


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Brasileiros Planejam Realizar a 1ª Missão Espacial Sul-Americana Até a Lua

Olá leitor!

Segue abaixo mais uma matéria sobre a Missão Lunar Brasileira, esta postada hoje (29/11) no site “G1” do globo.com.

Duda Falcão

CIÊNCIA E SAÚDE

Brasileiros Planejam Realizar a 1ª Missão
Espacial Sul-Americana Até a Lua

Se tudo der certo, nanossatélite de pesquisa seria enviado ao espaço
em 2020, por meio de um foguete indiano, para orbitar a Lua.

Por Carolina Dantas, do G1
29/11/2016 06h03
Atualizado há 3 horas

(Foto: Garatéa)
Modelo do interior da sonda Garatéa-L.

Um grupo de brasileiros tenta viabilizar o envio da primeira sonda sul-americana até a Lua, colocando-a na órbita de nosso satélite natural -- não haverá pouso por lá, portanto. Seria a primeira vez que estudiosos do Brasil realizariam uma missão além da órbita terrestre, de acordo com os organizadores. A previsão, se tudo der certo, é que o nanossatélite (um pequeno satélite não tripulado) seja lançado até dezembro de 2020.

A missão foi batizada de “Garatéa-L”, que significa “Busca Vidas” em tupi-guarani, e conta, por meio de empresas britânicas, com a parceria da Agência Espacial Europeia (ESA) e da Agência Espacial do Reino Unido (UK Space Agency). Esta deverá ser a primeira missão comercial de espaço profundo (além da órbita da Terra) dessas agências - chamada de Pathfinder. Dentro do foguete que será lançado - o indiano PSLV-C11 - cinco pequenos satélites serão enviadas à Lua, entre eles, o brasileiro.

O mesmo foguete indiano enviou com sucesso a missão Chandrayaan-1 para a lua, em 2008. De acordo com um dos organizadores do projeto do Brasil, Lucas Fonseca, engenheiro espacial, a missão deverá custar R$ 35 milhões e será uma Parceria Público-Privada (PPP). Os valores começaram a ser levantados com órgãos de fomento à pesquisa e outros patrocinadores.

“Essa missão vem sendo planejada desde 2013 e, cerca de um mês atrás, fomos aceitos numa iniciativa europeia para embarcar uma missão brasileira numa missão conjunta de vários países para ir até a Lua”, disse Fonseca, que já participou do envio, trabalhando com a ESA, da sonda Rosetta, que fez o primeiro pouso em um cometa, em 2014.

(Foto: ISRO)
Foguete indiano que vai lançar a sonda,
em 2020, o PSLV-C11, da Índia.

"O Brasil tem satélites de baixa órbita e média órbita. Nunca foi além da órbita terrestre. Seria a primeira missão brasileira a investigar o espaço profundo", explicou Fonseca.

A nave-mãe da Pathfinder também fornecerá o serviço de comunicação para os cientistas na Terra, com coleta de dados por pelo menos 6 meses. A missão brasileira levará diversas colônias de organismos vivos e moléculas de interesse biológico, que serão expostos à radiação cósmica. O experimento quer investigar os efeitos do espaço nas diferentes formas de vida. Amostras de células humanas também serão embarcadas.

“A busca por vida fora da Terra necessariamente passa por entender como ela pode lidar - e eventualmente sobreviver - a ambientes de muito estresse, como é o caso da órbita lunar”, disse Douglas Galante, do Laboratório Nacional de Luz Síncroton (LNLS), em Campinas, um dos coordenadores do projeto.

(Foto: Garatéa)
Órbita oval da nave-mãe inglesa, que lavará
a Garatéa-L até sua própria órbita lunar.

Galante trabalha em conjunto com Fábio Rodrigues, do Instituto de Química da USP, em São Paulo, e conta, além das instituições acima, com a contribuição e participação do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), do Instituto Mauá de Tecnologia e da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS).

Além de possibilitar o estudo com organismos vivos e moléculas, a Garatéa-L será colocada em uma órbita que permitirá a coleta de imagens da bacia de Aitken, cratera localizada do lado oculto da lua. Para a concretização da missão, em 2020, tudo precisa estar pronto em 2019, ano em que o homem completa 50 anos de sua primeira missão à lua.

A apresentação ao público da missão será nesta terça-feira (29), às 19h, na Escola de Engenharia da USP em São Carlos, interior de São Paulo.

ERRATA: Fui informado pelo Eng. Lucas Fonseca após ter publicado a matéria de ontem de que a empresa britânica SSTL terá um prazo de 1 ano pra lançar a missão após entrega das sondas. Sendo assim, a equipe da Missão Garatéa-L terá de entregar o modelo de voo da sonda até Setembro de 2019. Diante disto, muito provavelmente o voo ocorrerá até meados de 2020 e não mais em meados de 2019 como citado por mim na matéria de ontem. Peço inúmeras desculpas aos meus leitores, pois já estava com a matéria pronta desde quarta-feira da semana passada e esta informação só me chegou após a publicação no Blog. Portanto, é por conta disso que esta matéria do site G1 do globo.com aparece com à data de 2020 para o lançamento desta missão. Uma vez mais minhas sinceras desculpas.


Fonte: Site “G1” do globo.com – 29/11/2016

Brasil Lançará Missão à Lua até 2020 Para Estudar Vida no Espaço

Olá leitor!

Segue abaixo a então aguardada matéria do jornal “Folha de São Paulo” postada na edição de hoje (29/11) tendo como destaque a Missão Lunar Garatéa-L divulgada com exclusividade no dia de ontem pelo nosso Blog.

Duda Falcão

CIÊNCIA

Brasil Lançará Missão à Lua até 2020
Para Estudar Vida no Espaço

GIULIANA MIRANDA
Colaboração para a FOLHA
29/11/2016 – 06:00

Foto: Divulgação NASA
Imagem da NASA revelam lado oculto da Lua.

Um time de cientistas de instituições de ponta do Brasil, com parceria da iniciativa privada, pretende lançar até 2020 a primeira missão do país à Lua: um nanossatélite com experimentos científicos.

Batizado de Garatéa-L, ele terá o objetivo de realizar pesquisas para estudar características da vida no espaço.

Os brasileiros pretendem aproveitar um dos nichos mais promissores da exploração espacial: os nanossatélites. Enquanto os dispositivos tradicionais são gerigonças do tamanho de carros populares que facilmente ultrapassam as três toneladas, os chamados “cubesats” são muito mais compactos e podem confortavelmente ficar abaixo dos 8 kg.

“O fato de eles serem pequenos não os torna menos poderosos. Esta é uma área em que muitas empresas estão bastante céticas, mas que hoje recebe bastante investimento. Os bons resultados atraíram as maiores fabricantes do mundo”, explica Lucas Fonseca engenheiro espacial da empresa Airvantis e gerente do Garatéa-L.

O projeto reúne pesquisadores de boa parte dos centro de excelência em espaço do Brasil: o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), o ITA (instituto Tecnológico de Aeronáutica), a USP, o LNLS (Laboratório Nacional de Luz Síncrotron),  o Instituto Mauá de Tecnologia e a PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul).

Juntos, os cientistas estão delimitando os detalhes dos experimentos que serão levados ao espaço, mas os projetos iniciais já transparecem a ambição do grupo. Além da pesquisa lunar em si, o Garatéa-L dará ênfase à  astrobiologia, o ramo que estuda as condições de vida no espaço.

A missão custará R$ 35 milhões e a captação de verbas ainda não teve inicio. O financiamento é o principal obstáculo. “É mais fácil fazer ciência de ponta na Lua do que conseguir as verbas necessárias”, diz o líder da missão.

Foto: Editoria de Arte/Folhapress
Imagem da NASA revelam lado oculto da Lua.

“É mais fácil fazer ciência de ponta na Lua do que conseguir as verbas necessárias”, compara o líder da missão.

Nos mais de 50 anos do programa espacial brasileiro, não faltaram planos para explorar o espaço profundo, mas as iniciativas geralmente esbarravam na falta de verbas. Por conta do histórico negativo, a equipe que capitaneia o projeto decidiu buscar fontes alternativas de financiamento, além de pleitear verbas de agencias de fomento.

“É triste, mas o Brasil não honrou seus compromissos. Nem com a NASA para a construção da Estação Espacial Internacional, nem com o ESO (Observatório Europeu do Sul) com os telescópios. Por isso, sendo bem realista, nós optamos por uma via que não dependa de recursos do governo”, justifica o responsável pela missão.

A ideia é criar uma combinação de investimentos privados, tanto através de patrocínio como também de negociação de royalties e direitos de uso do conhecimento gerado e até de eventuais patentes.

BUSCANDO A VIDA

O nome da missão vem do tupi-guarani, em que garatéa significa busca a vida. A nomenclatura foi escolhida devido ao forte componente da missão de estudo da vida. O “L” foi acrescentado no fim para indicar que se trata de uma missão lunar, uma vez que o grupo também conduz a Garatéa em balões de grande altitude (a cerca de 35 km de altura).

Apesar de significar “busca vida”, o cientista principal da missão, Douglas Galante, apressa-se a explicar que não se trata de uma tentativa de encontrar vida no satélite da Terra.

“Já sabemos há muito tempo que a Lua é um ambiente muito hostil à vida. O que nós tentamos fazer agora é usar um satélite na Lua para testar os limites da vida em ambiente hostil”, diz o pesquisador do LNLS (Laboratório Nacional de Luz Síncrotron) em Campinas.

Quando estamos na Terra, seu campo magnético serve como um escudo contra a perigosa radiação que vem do espaço. Fora do planeta, essa defesa contra os efeitos nocivos dos raios cósmicos já não existe. E são precisamente os efeitos disso que os pesquisadores querem analisar.

Embora os detalhes dos experimentos ainda não estejam fechados , o grupo pretende enviar pelo menos dois experimentos para avaliar os danos causados a colônias de bactérias no ambiente inóspito do espaço.

“Deverão ser seis meses de exposição intensa a essa radiação. Algo inédito. Vamos testar a resposta de sistemas biológicos a esse fundo de radiação e outros fatores de estresse”, completa o pesquisador.

A Garatéa-L vai expor mais do que bactérias aos raios cósmicos: estão previstos também experimentos com tecido humano. A ideia é ver também como esse material reage ao ambiente hostil do espaço. Segundo o responsável da missão, é possível que os dados coletados sejam uteis inclusive para auxiliar na preparação de missões tripuladas de longa duração, como uma eventual viagem a Marte.

“O objetivo principal é avaliar o efeito da micro-gravidade e da radiação lunar (espaço profundo) numa cultura de células humanas. Com isso, busca-se entender como essas células se comportam em termos de proliferação, sobrevida e alterações genéticas durante a exposição ao ambiente hostil do espaço”, explica Thais Russomano, médica, pesquisadora de medicina espacial da PUC-RS e uma das responsáveis pelo experimento.

“As analises das células a serem efetuadas durante a missão lunar vão depender da capacidade técnica que estará disponível para tanto. Nós ainda estamos na fase de várias definições”, pondera ela.

DESAFIO

Envolvido na missão Rosetta da ESA (Agência Espacial Europeia) – primeira a conseguir pousar uma sonda em um cometa, em 2014 -, o gerente do projeto Garatéa-L, Lucas Fonseca, diz sempre ter sido um apaixonado pelo espaço e que sempre sonhou em fazer pesquisa de ponta nesta área no Brasil.

“Eu sempre pensei muito em como o Brasil poderia fazer pesquisa em espaço profundo com um valor mais em conta, mais adaptado a nossa realidade. E os cubesats permitem esse tipo de estudo. É revolucionário, a miniaturização permite muita coisa, ao mesmo tempo que é também um grande desafio de engenharia”, diz Fonseca.

A ideia do grupo é usar a miniaturização e experiências anteriores de economia para baratear a missão ao máximo.

Previsto para 2020, o lançamento será uma parceria das agenciais espaciais europeia de do Reino Unido com duas empresas britânicas, dentro de sua primeira missão comercial de espaço profundo – a Pathfinder.

O material será posto em órbita pelo foguete pelo foguete indiano PSLV-C11, o mesmo que enviou com sucesso a missão Chandrayaan-1 para a Lua, em 2008.

Com cerca de 7,2kg o nanossatélite brasileiro terá a companhia de dispositivos semelhantes fabricados por outros países, com diferentes objetivos.

Os responsáveis pelo Garatéa-L, pretendem aproveitar a missão ainda para fazer um trabalho amplo de divulgação científica e popularização da ciência com crianças e, em especial, com jovens mulheres.

A apresentação pública do trabalho será na noite desta terça-feira  (29), na Escola de Engenharia de São Carlos da USP.

ERRATA: Fui informado pelo Eng. Lucas Fonseca após ter publicado a matéria de ontem de que a empresa britânica SSTL terá um prazo de 1 ano pra lançar a missão após entrega das sondas. Sendo assim, a equipe da Missão Garatéa-L terá de entregar o modelo de voo da sonda até Setembro de 2019. Diante disto, muito provavelmente o voo ocorrerá até meados de 2020 e não mais em meados de 2019 como citado por mim na matéria de ontem. Peço inúmeras desculpas aos meus leitores, pois já estava com a matéria pronta desde quarta-feira da semana passada e esta informação só me chegou após a publicação no Blog. Portanto, é por conta disso que esta matéria da Folha de São Paulo aparece com à data de 2020 para o lançamento desta missão. Uma vez mais minhas sinceras desculpas.

Fonte: Site do Jornal Folha de São Paulo - 29/11/2016