terça-feira, 31 de maio de 2016

Alertas do DETER Estimam 618 km² de Corte Raso na Amazônia Entre Fevereiro e Abril

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (31/05) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), destacando que alertas do DETER estimam 618 km² de corte raso na Amazônia entre fevereiro e abril.

Duda Falcão

Alertas do DETER Estimam 618 km² de Corte
Raso na Amazônia Entre Fevereiro e Abril

Terça-feira, 31 de Maio de 2016

Durante o trimestre de fevereiro, março e abril de 2016, os alertas de alteração na cobertura florestal por corte raso e/ou degradação na Amazônia somaram 1.092 km². Deste total, estima-se que 618 km² são de áreas de desmatamento por corte raso e 441 km² correspondem à degradação florestal, além de 33 km2 de desmatamentos não confirmados, conforme registro do DETER, o Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

As distribuições das áreas de Alertas nos Estados em cada mês, bem como a respectiva cobertura de nuvens, são apresentadas na tabela a seguir.


DETER(*)
Fev (km2)
Nuvens
Fev (%)
DETER(*)
Mar (Km2)
Nuvens
Mar (%)
DETER(*)
Abr (km2)
Nuvens
Abr (%)
Acre
0
97
1
78
4,4
27
Amazonas
63,5
58
4,5
94
67,7
76
Amapá
0
99
0
98
0
99
Maranhão
8,8
51
0
70
0
54
Mato Grosso
320,6
4
75,2
12
120,1
0
Pará
56,7
75
4,1
87
57,9
68
Rondônia
68,9
16
30,0
62
184,1
0
Roraima
0
48
8,3
32
0
76
Tocantins
14,9
4
0
30
1,1
5
TOTAL
533,5
49
123,4
68
435,5
51
(*) Soma das áreas de alerta de corte raso, degradação florestal e falsos positivos.

Baseado em dados de satélites de resolução moderada (250 m) – Terra/MODIS, o DETER é uma ferramenta de suporte à fiscalização de desmatamento e demais alterações na cobertura florestal ilegais, prioritariamente orientado para as necessidades do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). As imagens são analisadas e em prazo de até cinco dias após a passagem do satélite mapas de Alertas de alteração na cobertura florestal são enviados ao IBAMA. Os alertas podem se referir indistintamente ao desmatamento propriamente dito, quando há a remoção drástica da floresta por corte raso, e também a eventos de degradação florestal, que podem ser exploração madeireira por corte seletivo, preparação da área para o corte raso, localmente denominada brocagem, ou cicatrizes de incêndio florestal.

Os resultados do DETER devem ser analisados em conjunto com as informações sobre a cobertura de nuvens, que afeta a observação por satélites. As áreas em rosa dos mapas a seguir correspondem aos locais que estiveram encobertos no período. Nos mesmos mapas, os pontos amarelos mostram a localização dos Alertas emitidos pelo DETER.

Mapa de alertas de fevereiro, mês em que a cobertura
de nuvens impediu a observação de 49% da Amazônia.
Mapa de alertas de março, mês em que a cobertura
de nuvens impediu a observação de 68% da Amazônia.
Mapa de alertas de abril, mês em que a cobertura
de nuvens impediu a observação de 51% da Amazônia.

Em função da cobertura de nuvens variável de um mês para outro e, também, da resolução dos satélites, o INPE não recomenda a comparação entre dados de diferentes meses e anos obtidos pelo sistema DETER.

Estimativa de Corte Raso e Degradação Florestal

Uma validação dos dados do DETER é realizada regularmente pelo INPE desde 2008 e, como resultado, obtém-se uma estimativa amostral da proporção de áreas de corte raso, de degradação florestal e de falsos positivos. A validação dos dados do DETER tem como objetivo caracterizar mensalmente os Alertas de Alteração na Cobertura Florestal na Amazônia. Para a qualificação, faz-se uso de imagens provenientes do satélite Landsat (ou similar), adquiridas em período equivalente as imagens MODIS utilizadas pelo DETER.

A tabela a seguir detalha as estimativas das áreas de Corte raso, Degradação e Falsos positivos calculados a partir dos resultados da validação do trimestre para toda Amazônia Legal.

Classe
Fevereiro (Km2)
Março (Km2)
Abril (Km2)
Total (Km2)
Corte Raso
221
84
313
618
Degradação
299
36
106
441
Falso positivo
13
3
17
33
Soma
533
123
436
1092

A fatoração da área de alerta em corte raso e em degradação florestal atende a uma solicitação do IBAMA, ratificada por um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) firmado em novembro de 2014 entre as duas instituições. A fatoração poderá ser aplicada toda vez que houver dados de satélites de alta resolução (20-30 m) disponíveis no mês em questão e com baixa cobertura de nuvens em quantidade suficiente para cobrir ao menos 30% dos eventos de alertas e 30% de sua área total.


Conforme o ACT firmado, a divulgação do DETER é referente a um trimestre, realizada no fim do mês seguinte ao término do trimestre e, além dos relatórios de dados (1) e de validação (2), o INPE divulga mapas da distribuição espacial das ocorrências de alertas de cada mês deste trimestre agregados em células de 50 km X 50km (3) e o mapa com os polígonos de alertas do trimestre anterior (4). O INPE também fornece uma interface gráfica para a visualização dos dados do DETER e outras informações pertinentes sobre as alterações da cobertura florestal na Amazônia (5).


Sistema DETER

Realizado pela Coordenação de Observação da Terra (OBT) do INPE, o DETER é um serviço de alerta de desmatamento e degradação florestal na Amazônia Legal baseado em dados de satélite de alta frequência de revisita.

O DETER utiliza imagens do sensor MODIS do satélite Terra, com resolução espacial de 250 metros, que possibilitam detectar polígonos de desmatamento com área maior que 25 hectares. Nem todos os desmatamentos são identificados devido à ocorrência de cobertura de nuvens.

Os alertas produzidos pelo DETER foram concebidos e são produzidos para orientar a fiscalização do desmatamento ilegal na Amazônia. Os mapas de alertas do DETER são enviados diariamente ao IBAMA com a localização precisa de eventos de desmatamento e degradação florestal e um indicativo de área que tem qualidade limitada pela resolução do satélite, que permite representação acurada de área apenas para eventos de tamanho superior a 100 ha.

Por isso, o INPE não recomenda que os dados de área de alertas do DETER sejam utilizados como indicativo do andamento da intensidade de desmatamento. Para medir esta intensidade o INPE produz desde 1988 o mapa de desmatamento feito com imagens de resolução de 20 a 30 m (Landsat, CCD/CBERS, LISS3/ResourceSAT, DMC e SPOT). Deste mapa o INPE calcula a taxa de desmatamento anual em km2 medida pelo PRODES.

A menor resolução dos sensores usados pelo DETER é compensada pela capacidade de observação diária, que torna o sistema uma ferramenta ideal para informar rapidamente aos órgãos de fiscalização sobre novos desmatamentos.

Este sistema registra tanto áreas de corte raso, quando os satélites detectam a completa retirada da floresta nativa, quanto áreas com evidência de degradação decorrente de extração de madeira, preparação para desmatamento (brocagem) ou incêndios florestais, que podem ser parte do processo de desmatamento na região.

A cada divulgação sobre o sistema de alerta DETER, o INPE apresenta ainda um relatório de avaliação amostral dos dados. Os relatórios, assim como demais dados relativos ao DETER, podem ser consultados em www.obt.inpe.br/deter.


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Amplitude do Controle do Exército Sobre Minifoguetes

Olá leitor!

Trago agora uma excelente notícia para os fogueteiros brasileiros postada hoje (31/05) pelo Prof. Carlos Henrique Marchi no "Blog Minifoguete".

Duda Falcão

Amplitude do Controle do
Exército Sobre Minifoguetes

Consegui esclarecer com o Exército algumas dúvidas que tinha em relação ao controle das atividades com minifoguetes devido ao uso de propelentes em seus motores.

O objetivo principal era saber como proceder para legalmente executar atividades de pesquisa, ensino e recreação com minifoguetes e seus motores. Para isso, dividi as minhas dúvidas em quatro casos descritos a seguir.

Caso 1:

O motor do minifoguete é uma parte de fogo de artifício comercial do tipo vara, também chamado de foguete de vara, comprado em lojas comuns de fogos de artifício. Para usá-lo em um minifoguete, retira-se geralmente a vara e a cabeça explosiva; existem alguns foguetes de vara sem cabeça explosiva. Portanto, só o propulsor do foguete de vara é utilizado. O resto do minifoguete é feito com materiais não metálicos como plástico, papelão, papel, isopor, madeira balsa etc.

Caso 2:

O motor é próprio para minifoguete, fabricado por empresa autorizada pelo Exército, como a Boa Vista Modelismo (Bandeirante). O resto do minifoguete é feito com materiais não metálicos como plástico, papelão, papel, isopor, madeira balsa etc.

Caso 3:

O motor-foguete é feito com materiais não metálicos (como PVC e tubo de acrílico) e/ou metálicos (como alumínio e aço), desenvolvido para pesquisa e ensino. Portanto, o desenvolvimento destes motores não tem fins comerciais, e é feito em universidades e outras instituições de ensino ou por estudantes ou não estudantes. O propelente é composto por um fertilizante (como nitrato de potássio - Krista K) e outro produto comercial (como açúcar) que são comercializados livremente por não estarem sob controle do Exército.

Caso 4:

O mesmo caso 3 mas o propelente utiliza um ou mais produtos controlados pelo Exército como o nitrato de potássio de alta pureza ou pólvoras.

Para os casos 1, 2 e 3 não é necessário ter autorização do Exército.

Para o caso 4 é necessário ter autorização do Exército. Este caso pode ser dividido em duas situações principais. A primeira é quando uma pessoa física pretende adquirir até 2 kg/semestre de produtos controlados; é necessário preencher um requerimento e pagar uma taxa; órgãos públicos como universidades se enquadram nessa situação mas sem o limite de 2 kg/semestre e são isentas da taxa. A segunda situação refere-se à compra de quantidades maiores ou com maior frequência; nesta situação é necessário fazer um certificado de registro no Exército, com uma burocracia maior.

Detalhes sobre o caso 4 podem ser vistos no seguinte link:

Agradeço as orientações recebidas do Serviço de Fiscalização de Produtos Controlados da 5a Região Militar do Exército Brasileiro, de Curitiba (PR).

Conclusão: quase todos os grupos e equipes brasileiras que trabalham com minifoguetes no Brasil estão de acordo com a legislação do Exército brasileiro por se enquadrarem nos casos 1, 2 e 3. E quem se enquadra no caso 4 pode trabalhar legalmente desde que atenda às exigências do Exército.


Fonte: Blog “Minifoguete“ - http://minifoguete.blogspot.com.br

FAPESP Anuncia Resultado de Etapa da Seleção Pública Para Desenvolvimento de Aplicações Espaciais

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (31/05) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), destacando que a FAPESP anunciou o resultado de etapa da Seleção Pública para Desenvolvimento de Aplicações Espaciais.

Duda Falcão

FAPESP Anuncia Resultado de Etapa da
Seleção Pública Para Desenvolvimento
de Aplicações Espaciais

Terça-feira, 31 de Maio de 2016

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) publicou o resultado da etapa de enquadramento da chamada de propostas de pesquisa para o desenvolvimento de tecnologias e produtos para aplicações espaciais lançada em 2015 com a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP).


Puderam participar da chamada, no âmbito do Programa PIPE/PAPPE, microempresas, empresas de pequeno porte, pequenas empresas e médias empresas brasileiras, sediadas no Estado de São Paulo.

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) busca fazer com que o Brasil obtenha autonomia em todo o processo que envolve o desenvolvimento, a integração, o lançamento e o controle de satélites. Para isso, adota uma política industrial que permite a qualificação de fornecedores e contratação de serviços, partes, equipamentos e subsistemas junto a empresas nacionais.

Os desafios tecnológicos propostos nesta chamada do Programa PIPE/PAPPE estão divididos em sete grandes grupos: instrumentos embarcados da missão EQUARS; eletrônica e óptica espacial; propulsão; transponder digital e antena; suprimento de energia; integração de sistemas; controle de atitude e órbita. O edital de Seleção Pública de Subvenção Econômica à Pesquisa para Inovação – Programa PIPE/PAPPE voltada para a área de aplicações espaciais está disponível em www.fapesp.br/9961


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Diretor do INPE Recebe Premiação da NASA no Consulado dos Estados Unidos

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (31/05) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), destacando que o diretor do instituto, o Dr. Leonel Perondi, recebe hoje premiação da NASA no Consulado dos Estados Unidos.

Duda Falcão

Diretor do INPE Recebe Premiação da NASA
no Consulado dos Estados Unidos

Terça-feira, 31 de Maio de 2016

O diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Leonel Perondi, participa nesta terça-feira (31/5), das 14h às 15h, de uma cerimônia de premiação no Consulado Geral dos Estados Unidos em São Paulo.

Na ocasião, receberá um certificado conferido pela NASA em reconhecimento à sua liderança no avanço da cooperação das atividades espaciais civis entre o Brasil e os Estados Unidos.


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Comentário: Parabéns ao Dr. Leonel Perondi pela premiação.

Una Experiencia Comercial en el Espacio

Hola lector!

Ahora sigue um artículo publicada hoy (31/05) en el "Blog Argentina en el Espacio", señalando que la empresa argentina Satellogic acaba de poner en órbita terrestre sus dos primeros satélites comerciales.

Duda Falcão

Una Experiencia Comercial en el Espacio

Por Pablo Alvarez,
ArgentinaEnElEspacio
31/05/2016

Satellogic acaba de poner en órbita sus primeros satélites comerciales dentro de un ambicioso proyecto que busca integrar una red satelital de bajo costo con capacidad de poder “mirar” en cualquier punto del planeta, casi en tiempo real.

Foto: Satellogic
Personal de Satellogic junto a los satélites ÑUSAT.

ÑUSAT-1 y ÑUSAT-2 (también conocidos con los apodos de Batata y Fresco), ya se encuentran orbitando la Tierra y son los primeros satélites comerciales de la compañía: el puntapié inicial en la conformación de la constelación Aleph-1 que estará constituida por 25 satélites. Los planes de la empresa contemplan incrementar la cantidad de satélites a un número muy superior, de manera de poder cubrir la totalidad del planeta casi en tiempo real.

Satélites Con Acento Rio-Platense

Satellogic cuenta con una planta de alrededor de 65 empleados en la ciudad de Buenos Aires, donde se llevan a cabo tareas de investigación y desarrollo. Cuenta asimismo con un pequeño grupo de desarrollo localizado en Israel, y es en Uruguay donde se lleva a cabo la integración de los satélites: de allí que las naves son de bandera uruguaya.

Con la finalidad de poder monitorear cultivos, el estado de oleoductos, el crecimiento urbano, o la observación en zonas de emergencia o catástrofe, los ÑUSAT, con solo 37 kg de peso, cuentan con cámaras de observación en el rango de luz visible, infrarrojo, y térmico, con capacidad de obtener imágenes de alta resolución.

Continuando con un proyecto iniciado en 2014 con el satélite Bugsat-1, los ÑUSAT transportan también bancos de memorias resistivas MeMoSat. Estas memorias desarrolladas por el grupo LaboSat, conformado por científicos de CNEA, UNSAM, CONICET e INTI,  fueron colocadas a bordo de los satélites para continuar evaluando su funcionamiento en el hostil entorno espacial.

Foto: INTI
Memorias resistivas MeMoSat.

Otra novedad respecto a los ÑUSAT es que llevan a bordo un transpondedor desarrollado por AMSAT Argentina, que tiene como objetivo probar su funcionamiento en el espacio para implementarlo en el futuro satélite LUSEX, en cuyo desarrollo trabaja actualmente la comunidad local de radioaficionados.

Foto: AMSAT Argentina
Transponder para bus ÑUSAT.

Para poder reposicionarse adecuadamente en la órbita deseada, los ÑUSAT cuentan con un sistema de propulsión eléctrica: un resistojet de diseño propio. Así, los satélites pueden acercarse o alejarse entre sí para obtener el tiempo de revisita deseado.

Satellogic cuenta asimismo en el país con dos estaciones de comunicaciones para la operación de los satélites, y tiene convenios signados con estaciones de otros países que le permiten tener un completo control de su red satelital.

En lo que resta de 2016 la empresa tiene planeado realizar nuevos lanzamientos desde China y Rusia para continuar nutriendo de satélites la constelación Aleph-1. La escasa disponibilidad y alta demanda que presenta en la actualidad el mercado de lanzadores para cargas de pequeño porte pareciera  ser el principal escollo que deberá enfrentar Satellogic a la hora de poder conformar su red satelital de cobertura global en tiempo real, ya que en lo referente a los desafíos de orden tecnológico ha demostrado sobradas capacidades para innovar con soluciones disruptivas de bajo costo, allí, precisamente en la tradicionalmente costosa industria espacial.


Fuente: Blog Agentina em el Espacio – http://argentinaenelespacio.blogspot.com.br

Comentario: Sí lector, sólo podemos felicitar a la empresa argentina Satellogic y sus investigadores y técnicos para el éxito alcanzado.

Comentário em Português: Pois é leitor, só nos resta parabenizar a empresa argentina Satellogic e aos seus pesquisadores e técnicos pelo sucesso alcançado.

Série Espaçomodelismo: Entrevista com o Coordenador da Equipe GREAVE da Universidade Positivo (UP) de Curitiba

Olá leitor!

A partir de hoje o Blog BRAZILIAN SPACE dá início a uma série de entrevistas com profissionais ligados a educação e ao Espaçomodelismo Brasileiro, profissionais que tem nas ultimas décadas contribuído efetivamente para a educação de jovens e para o desenvolvimento do Espaçomodelismo no país, ações extremamente positivas que ajudam na formação não só de bons profissionais nas áreas de Mecânica, Física, Química, Elétrica, etc... bem como também e principalmente na formação de cidadãos, tipos de indivíduos hoje cada vez mais difícil de encontrar em nossa destrambelhada e corrupta sociedade, não sendo por acaso o caos político, econômico, social e moral em que estamos vivendo, afinal quem planta, colhe.

Nesta série pretendemos apresentar quinze entrevistas até o final deste ano, sendo esta primeira com o jovem Prof. Alysson Nunes Diógenes, do Departamento de Mecânica da Universidade Positivo (UP) de Curitiba-PR, e coordenador da Equipe GREAVE desta universidade privada paranaense, um jovem extremamente comprometido com o que faz, carismático, cheio de energia, dinâmico e originado do nordeste brasileiro, mais precisamente do mesmo estado da federação (RN) onde surgiu nos anos 60 o primeiro centro de lançamento do Programa Espacial Brasileiro (PEB), na época denominado de Centro de Lançamento de Foguetes da Barreira do Inferno (CLFBI), e hoje conhecido apenas pela sigla CLBI.

Na sequencia da série pretendemos apresentar entrevistas com o Prof. Dr. João Batista Garcia Canalle, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e coordenador da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), o Prof. José Félix Santana, do Centro de Estudos de Foguetes Espaciais do Carpina (CEFEC) e pioneiro do PEB e do Espaçomodelismo Brasileiro, o Sr. Paulo Gontran Ramos, do Centro Gaúcho de Pesquisas Aeroespaciais (CEGAPA) e pioneiro do Espaçomodelismo Brasileiro, o Sr. Carlos Cássio Oliveira, do Centro Experimental de Foguetes Aeroespaciais da Bahia (CEFAB) e pioneiro do Espaçomodelismo Brasileiro, o conhecidíssimo Prof. Carlos Henrique Marchi, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), o Cel. Milton de Souza Sanches (a confirmar), ex-servidor do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) e pioneiro do PEB e do Espaçomodelismo Brasileiro, o Prof. Eng. José Miraglia, ex-diretor da empresa Edge of Space e professor da Faculdade de Informática e Administração Paulista (FIAP), o Sr. Roberto de Paula (a confirmar), da empresa Bandeirante Foguetes de Recife-PE, o jovem, dinâmico e promissor Prof. Antônio Carlos Foltran, também da Universidade Positivo (UP) de Curitiba, o Prof. Dr. Eduardo Matos Gemer (a confirmar), da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) campus de Curitiba, o Prof. Júlio Cesar Guedes Antunes (a confirmar) do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) de Montes Claros-MG, o Dr. José Bezerra Pessoa Filho (a confirmar), do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), colaborador do Programa AEB Escola da Agência Espacial Brasileira (AEB) e professor colaborador do Curso de Engenharia Aeroespacial do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), e finalizando na área de pequenos satélites educativos, o Prof. Cedric Salloto (a confirmar), do Instituto Federal Fluminense (IFF) de Campos dos Goytacazes-RJ, e o internacionalmente conhecido Prof. Cândido Osvaldo de Moura (a confirmar), da Escola Municipal Tancredo de Almeida Neves de Ubatuba-SP.

Duda Falcão

O Prof. Alysson Nunes Diógenes demonstrando
o seu bom gosto para leitura.

BRAZILIAN SPACE: Professor Alysson, nos faça um relato sobre o senhor, sua idade, formação, onde nasceu, trajetória profissional e desde quando o senhor trabalha na Universidade Positivo (UP)?

PROF. ALYSSON NUNES DIÓGENES: Eu tenho 37 anos, sou engenheiro eletricista e doutor em engenharia mecânica. Nasci em Mossoró-RN, neto de um homem analfabeto e extremamente inteligente que criou 14 filhos e deu faculdade a 13 deles. Filho do oitavo desses 14, que me foi um exemplo de hombridade. Me formei em engenharia elétrica na UFC em 2000 e ingressei no mestrado em engenharia biomédica na UFSC. Após o mestrado trabalhei por 2 anos na empresa ESSS com processamento de imagens e CFD. Em 2005 ingressei no doutorado em engenharia mecânica, também na UFSC, na área de dinâmica dos fluidos. Após o doutorado fui contratado como pesquisador em 2009 na UFPR e posteriormente, em 2012, como professor substituto no curso de engenharia mecânica também na UFPR. Em 2013 fui contratado pela Universidade Positivo e é onde estou até hoje como professor do curso de Engenharia Mecânica na área de ciências térmicas.

BRAZILIAN SPACE: Prof. Alysson, como surgiu à sua ideia da criar um grupo de Espaçomodelismo na Universidade Positivo (UP) e por quê?

Logo da Equipe GREAVE
PROF. ALYSSON: Curitiba tem se tornado um polo da ciência de foguetes, seja na área de foguetemodelismo ou mesmo da ciência de foguetes em si. Eu já conhecia o trabalho do prof. Marchi na UFPR e próximo à primeira edição do festival, eu achei que seria interessante a UP ter uma equipe de foguetemodelismo, visto que a UFPR e a UTFPR já tinham. Como eu sou um entusiasta de aerodinâmica, lancei o desafio a três alunos, dos quais apenas um aceitou, e fundamos a equipe GREAVE – Grupo de Estudos em Aerodinâmica de Veículos Autopropelidos. A equipe tem crescido e se mantido no objetivo de fazer ciência de qualidade na área de foguetes, em especial aerodinâmica.

BRAZILIAN SPACE: Prof. Alysson, quantos alunos e professores estão atualmente envolvidos com as atividades do seu grupo GREAVE na UP?

PROF. ALYSSON: Atualmente somos 2 professores (eu e o prof. Antonio Calos Foltran, também da engenharia mecânica) e 18 alunos das engenharias mecânica, civil, elétrica e do curso de design envolvidos diretamente e outros 4 professores (todos da engenharia mecânica) envolvidos indiretamente, além do corpo de técnicos, que fazem um trabalho sensacional e não poderiam ser esquecidos na menção.

BRAZILIAN SPACE: Prof. Alysson, desde 2014 o Prof. Marchi da UFPR e seu Grupo de Foguetes vem promovendo o Festival de Minifoguetes de Curitiba. A partir da edição deste ano (a terceira da história), a Universidade Positivo (UP), ao lado da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), resolveram então apoiar este importante evento para o Espaçomodelismo Brasileiro. Como sucedeu este apoio por parte da UP e por quê?

PROF. ALYSSON: Nós (UP e UTFPR) já fazíamos parte da organização desde a segunda edição. Apenas aprofundamos a parceria. Eu entendo que não somos concorrentes, e sim parceiros no desenvolvimento da ciência no Brasil. Para que ciência seja feita, seja em que área for, é necessário (no mínimo) pessoas com capacidade e massa crítica (quantidade de pessoas com capacidade). Por mais brilhante que o prof. Marchi seja – e é – ele ainda é só um. Quando nos juntamos, fazemos um trabalho melhor. E isso tem beneficiado a todos, não somente o festival, mas as pesquisas que fazemos em conjunto. Exemplos disso são o crescimento do número de lançamentos e equipes participantes no festival, mas também as trocas de alunos, cursos e palestras entre UFPR, UP e UTFPR. O prof. Marchi tem alunos egressos da UP entre seus pós-graduandos, o prof. Germer participou da mesa redonda. Enquanto interagimos, crescemos todos. A participação na organização do festival é a consequência de pesquisadores que trabalham juntos numa linha de pesquisa e se entusiasmam com a ciência e seus desenvolvimentos.

Enfatizo, Duda. Iniciativas como a que participo, do festival e as interações que temos durante o restante do ano, e também destaco a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica, com o prof. João Canalle, da UERJ, me dão esperança de um dia deixarmos de ser um país exportador de minério de ferro e comprador de aço, exportador de soja, carne de gado, frango e porco e importador de Iphone e computadores. Um país que propaga ser meramente turístico, carnavalesco e futebolesco. Anualmente sou humilhado por propagandas como a da Nissan, “tecnologia japonesa fabricada no Brasil”. Nós temos potencial para ter a nossa tecnologia! Eu não quero morrer sem ver meu país produzir tecnologia brasileira e exporta-la pelo mundo. Inclusive – e principalmente – na área de foguetes.

BRAZILIAN SPACE: Prof. Alysson, como já dito anteriormente o Festival de Minifoguetes de Curitiba teve realizada recentemente a sua terceira edição. Como o senhor avalia a edição do Festival deste ano, e em sua opinião o que pode ser feito para melhorar as próximas edições?

PROF. ALYSSON: Em minha opinião, o festival foi excelente. Tivemos várias novas equipes participando e um número absurdo de lançamentos. Para o próximo ano devemos melhorar a segurança – já muito boa – e o procedimento de fiscalização dos motores e inscrição. Além disso, queremos disponibilizar altímetros melhores e mais baratos para as equipes.

BRAZILIAN SPACE: Prof. Alysson, como o senhor avalia a participação de sua equipe GREAVE na edição do Festival deste ano?

PROF. ALYSSON: Foi acima da expectativa. Fazemos um trabalho sério com os alunos em pesquisa e preparação da equipe para o festival, mas 4 primeiros lugares, um segundo e um terceiro foi um resultado excelente. Sempre fica a tristeza de termos perdido dois foguetes e de uma explosão de motor. Os três foguetes estavam muito bons e poderiam ser premiados, mas fica a satisfação de um trabalho bem feito.

Maquete do foguete VLS em desenvolvimento
 pela Equipe GREAVE.

BRAZILIAN SPACE: Prof. Alysson, durante a realização do Festival deste ano surgiu à possibilidade do uso de Minifoguetes nos eventos da OBA (Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica). Como o senhor analisa esta possibilidade de levar aos jovens estudantes do ensino-médio as atividades com minifoguetes?

PROF. ALYSSON: Excelente. Em países mais desenvolvidos que o nosso, atividades de foguetemodelismo são realizadas desde o ensino fundamental. Tudo isso ajuda no ensino de física e matemática e ajuda a desenvolver uma mentalidade voltada para a ciência. Duda, eu penso que bolsas não mudam o país. Elas socorrem a necessidade imediata de provisão do cidadão. Mas a mudança vem de iniciativas como essa. Com a popularização de eventos como a OBA, eu creio que efetivamente possamos ter um salto na educação do nosso país e, por consequência, o país sairá da pobreza.

Eu tomo a liberdade de me mostrar como exemplo de como, em duas gerações, a educação retirou uma casal (meus avôs) da pobreza e trouxe prosperidade a seus filhos, da qual eu, que sou a terceira geração, desfruto. Passo longe de ser rico, mas caso meu avô não tivesse a visão de educar em casa e na escola, todos os seus filhos, minha situação provavelmente seria como a de tantos brasileiros miseráveis que são pobres financeiramente e intelectualmente, sendo a segunda o pior tipo de pobreza.

Assim sendo, reafirmo que iniciativas como essa não são somente essenciais para tirar o país da pobreza, mas afirmo que o país não se desenvolverá sem iniciativas como esta.

BRAZILIAN SPACE: Prof. Alysson, durante a realização do Festival foi ministrada uma palestra pela equipe “ITA Rocket Design”, do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), sobre o histórico da participação da mesma nos EUA na competição internacional de foguetes universitária denominada IREC. Existe pretensão da Equipe GREAVE no futuro de participar deste evento internacional?

PROF. ALYSSON: Sim. Como mencionei, o objetivo da nossa equipe é desenvolver a ciência dos foguetes. O ponto alto deste desenvolvimento para os próximos anos é a participação no IREC. Desejamos que isso aconteça antes de 2020. Não temos pretensão, todavia, de fazermos isso sozinhos, e para tal, desde 2015 estamos trabalhando em parceria com a UFPR e esperamos em breve irmos juntos com um foguete Paranaense.

Alguns integrantes da Equipe GREAVE.

BRAZILIAN SPACE: Prof. Alysson, sem dúvida nenhuma (na opinião do Blog) o maior destaque do Festival deste ano foi à criação da Associação Brasileira de Minifoguetes (ABMF) ou BAR na versão inglês (Brazilian Association of Rocketry). Como o senhor analisa esta nova iniciativa, e quais são as suas expectativas sobre a mesma?

PROF. ALYSSON: Da mesma forma, a iniciativa é excelente, em especial pela forma que a ABMF surge. Não somos burocratas, sindicalistas ou meros entusiastas, e sim, cientistas que se unem. Há algumas dezenas de expectativas, mas destaco duas: a organização de uma revista periódica sobre foguetes (o Brasil não tem. Há a Journal of Aerospace Technology and Management – JATM, que mescla todas as tecnologias aeroespaciais) e o aumento da nossa representatividade como corpo de cientistas junto aos órgãos competentes, como a aeronáutica para organização dos lançamentos e dar estrutura para novos grupos de foguetemodelismo que possam surgir. Óbvio que não tenho expectativa de que isso aconteça a curto prazo, mas a médio prazo (cinco anos), tenho uma excelente expectativa.

BRAZILIAN SPACE: Professor Alysson, a sua iniciativa de criar uma equipe de Espaçomodelismo dentro de Departamento de Mecânica da UP é sem dúvida um grande exemplo a ser seguido por outras instituições universitárias do País. Diante disto, o senhor estaria disposto a realizar palestras sobre a sua experiência, caso existam instituições interessadas, e em caso positivo, o que essas instituições devem fazer para entrar em contato com o senhor?

PROF. ALYSSON: Com certeza, Duda. Estou à disposição. O meu email é diogenes@up.edu.br e dentro de uma programação, estou disposto a conversar sobre nosso histórico e o desenvolvimento de uma ciência genuinamente brasileira.

BRAZILIAN SPACE: Finalizando Prof. Alysson, o senhor teria algo a mais a dizer aos nossos leitores?

PROF. ALYSSON: Duda, encerro com uma palavra de incentivo. O primeiro passo para termos uma ciência de qualidade, e por consequência, sairmos da pobreza, é acreditarmos que podemos. Há várias dificuldades, baixo orçamento, falta de cultura científica, e tantas outras. Mas em vez de simplesmente lamentarmos, se dermos um passo de cada vez, dominando ciências básicas, depois intermediárias, depois ciência avançada, nós podemos deixar de ser um país agrário e nos tornarmos O país mais desenvolvido do mundo e sem dependermos de governo ou política alguma. Nós temos o mais difícil: o material humano. Enquanto países como Estados Unidos e toda a Europa precisam importar cérebros, nosso povo é criativo e inteligente.

Por fim, uma sugestão. Caro leitor, que tal se em vez de simplesmente reclamar do nosso governo (parar de reclamar seria pedir demais), que tal fazer alguma coisa? Há escolas no seu bairro? Que tal criar o Grupo Amador de Foguetemodelismo do seu bairro? É mais barato do que você pensa e há dezenas de tutoriais na internet. E que tal fazer isso por amor ao Brasil e como um retorno à sociedade? Um grande abraço, Duda.

Precisamos Refletir Sobre a Nossa Sociedade

Olá leitor!

Recebi esta manhã em meu watshapp este vídeo abaixo de uma musica (uma especie de modinha cômica) cantada pelo humorista Juca Chaves e resolvi postar-lo aqui no Blog na esperança que ajude aos jovens deste país (e quem mais possa interessar) a fazer uma reflexão de como cada um pode contribuir na busca de se construir uma sociedade melhor.


Particularmente não acredito que isso seja possível se não houver dentro da sociedade (e os jovens são hoje a minha única esperança) um movimento de mudança cultural que seja baseada no completo entendimento do que seja "Cidadania", coisa que para a nossa destrambelhada e corrupta sociedade se limita na luta pelos direitos, só se fala em diretos neste Território de Piratas.

Não é assim que se constrói uma nação caro jovem e um dos maiores estadistas que a humanidade já produziu (e talvez tenha morrido por isto), o presidente americano John Fitzgerald Kennedy, disse em 20 de janeiro de 1961, em seu histórico discurso de posse (veja no vídeo abaixo) a seguinte frase:

"Por isso, meus compatriotas, não perguntem o que seu país pode fazer por vocês, mas o que vocês pode fazer pelo seu país"


Reflitam sobre essas palavras jovens brasileiros a cada dia em que se levantarem de suas camas, e não se deixem levar pela cultura vigente desses oportunistas, populistas de merda, marginais de colarinho branco que infestam todas as áreas de nossa sociedade com um único e firme proposito, se dar bem saqueando a nação.

Cidadania caro jovem é principalmente ter respeito e compromisso com o seu trabalho, com a sua comunidade, com a sua cidade, com o seu estado, com a sua região e com o seu país, pois só quem deve ter direitos são aqueles que cumprem suas obrigações como cidadãos.

Duda Falcão