terça-feira, 30 de junho de 2015

Indústrias de Defesa de São José dos Campos Ficam Entusiasmadas Com Acordos Com os EUA

Olá leitor!

Segue abaixo mais uma artigo postado hoje (30/06) no site do “www.defesanet.com”  destacando que as Indústrias de Defesa de São José dos Campos ficaram entusiasmadas com acordos com os EUA.

Duda Falcão

COBERTURA ESPECIAL - BRASIL - EUA – DEFESA

Indústrias de Defesa de São José dos Campos
Ficam Entusiasmadas Com Acordos Com os EUA

Primeira informações e implicações dos acordos e do
novo momento estratégico Brasil- Estados Unidos.

Júlio Ottoboni
Exclusivo DefesaNet
30 de Junho, 2015 - 12:30 ( Brasília )

Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
30/06/2015- Washington – EUA, Presidenta Dilma Rousseff
durante reunião de trabalho com o presidente dos Estados
Unidos da América, Barack Obama.

O polo aeroespacial de São José dos Campos viu com enorme otimismo as conversações entre o ministro da Defesa, Jaques Wagner, em Washington, quando se reuniu com o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Ashton Carter, no Pentágono. A promessa de novos negócios e da intensificação de investimentos norte americanos no maior centro de empresas e institutos de aeronáutica e espaço do hemisfério sul mexeu com o ânimo da cidade.

A principal decisão do encontro foi o desenvolvimento de um projeto de defesa conjunto entre Brasil e Estados Unidos. Ele incluirá tanto parcerias tecnológicas, a associação entre as empresas brasileiras e norte-americanas, como a busca por novos mercados. Os Estados Unidos devem utilizar o Brasil como a porta de entrada para a América Latina, vencendo assim dificuldades com países sem grande enlace diplomático com os norte americanos.

Os integrantes dos dois governos aproveitaram a oportunidade da vigência dos dois acordos bilaterais nas áreas de defesa e de proteção de informações militares sigilosas, promulgados na semana passada pelo Congresso Nacional, para dinamizar essa nova fase de cooperação. Ela deve abranger também segmentos como o de satélites e até mesmo uma colaboração mais intensa no desenvolvimento do VLS, o que estrategicamente afastaria russos e chineses do projeto.

O ministro brasileiro esteve na semana passada visitando empresas e institutos de São José dos Campos para identificar possibilidades e programas de interesse aos Estados Unidos. Entre os visitados estavam a Mectron e a Avibras, ambas empresas com grande potencial de venda para grupos estrangeiros.

O ministro Wagner fez uma apresentação dos projetos brasileiros estratégicos e deixou claro o desejo do governo brasileiro em agilizar os processos bilaterais que estimulem uma maior parceria estratégica. A comitiva de 17 empresários contou com a liderança do presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (Abimde), Sami Hassuani, que é presidente da Avibras, de São José dos Campos.

O Brasil encontra diversas dificuldades para adquirir peças e componentes para satélites, foguetes lançadores e até mesmo equipamentos para seus institutos científicos e universidades por restrições norte americanas. Isso deverá ser amenizado com essa reaproximação.

Na última edição da LAAD já se notou uma enorme contingente de produtos e empresas norte americanas no evento. A aproximação do maior mercado exportador dos Estados Unidos é uma realidade e o Brasil terá que limitar a influência do ‘chavismo’ em suas ações e também dos russos e chineses nesta nova fase de cooperação.

Para o ministro, o restabelecimento do diálogo é algo positivo e relevante também para a indústria de defesa. No segmento espacial, os Estados Unidos também analisa a possível volta do Brasil a integrar a Estação Espacial Internacional, da qual o país foi praticamente expulso por não cumprir suas obrigações e repasses de verbas orçadas. No pacote, além de satélite e foguetes lançadores, está a Base de Lançamento de Alcântara e o treinamento e utilização em missão de um novo astronauta brasileiro.

Os Estados Unidos são os principais parceiros comerciais do Brasil e em 2014 exportaram um volume total de US$ 42,4 bilhões para o país. O Brasil, por sua vez, exportou US$ 31,4 bilhões e ficou na 16ª posição da lista de países exportadores para aquele país.



Comentário: Pois é leitor, após ler este artigo recordei o que aconteceu com um grande e visionário empresário brasileiro que morreu de desgosto, poucos anos após ter confiado cegamente numa promessa de um outro presidente como esta debiloide que esta no poder. As indústrias de SJC que abram o olho, antes de se comprometerem com acordos que podem trazer grandes prejuízos. Quanto às notícias, VLS, nova participação na ISS, treinamento de novo astronauta, etc, etc, etc, devo dizer que desta vez o carioca abaianado se superou, deve ser os ares de Brasília, dizem que lá se aprende de tudo, principalmente na área de marketing. Pois é, enquanto esses PETRALHAS fazem seu leilãozinho entre americanos, russos, chineses, indianos e sabe lá quem mais, e a que preço, os americanos estão de camarote vendo o circo pegar fogo, com a porta escancarada e já monitorada por eles, e ainda por cima, podendo obter grandes lucros. BRAZIL ZIL ZIL ZIL ZIL.

Vice-Presidente Destaca Parceria Espacial na Reunião da COSBAN

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (30/06) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), destacando que o Vice-presidente destaca parceria espacial com a China na Reunião da COSBAN.

Duda Falcão

Vice-Presidente Destaca Parceria
Espacial na Reunião da COSBAN

Terça-feira, 30 de Junho de 2015

O vice-presidente Michel Temer presidiu a IV Sessão Plenária da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (COSBAN), ao lado do vice-primeiro-ministro chinês Wang Yang. No encerramento da reunião, realizada no Ministério das Relações Exteriores, em Brasília, na sexta-feira (26/6), Temer declarou que “a parceria transcende o campo econômico-comercial para alcançar os campos espacial e científico-tecnológico. Brasil e China lançaram cinco satélites e planejamos lançar outros mais, com base em uma parceria que produz benefícios mútuos e promove o desenvolvimento conjunto de tecnologias”.


Os dois países firmaram recentemente um protocolo de intenções para desenvolver e lançar o sexto Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS-4A). No Brasil, os satélites do Programa CBERS são desenvolvidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Mais informações: www.cbers.inpe.br


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Comentário: Sr. Michel Termer, não querendo denegrir a imagem do acordo do Programa CBERS, já que quando o mesmo foi assinado é verdade que gerava na comunidade espacial grandes expectativas seja de ordem tecnológica, científica e mesmo política para ambas as nações, mas acontece seu energúmeno almofadinha que os cronogramas desses satélites jamais foram cumpridos dentro do prazo, pouco se avançou tecnologicamente (apesar de ter havido avanços) e no mesmo período de 28 anos desse acordo, enquanto o Brasil construiu e lançou conjuntamente com a China apenas 5 satélites, a China sozinha desenvolveu e lançou no mesmo período mais de duas dezenas de satélites, de diversos tamanhos para diversos objetivos. O resultado é tão abaixo do esperado que, 28 anos depois ainda não temos a tecnologia necessária para construir sozinhos um satélite do porte do CBERS, o que é um tremendo absurdo. Enfim, já diz o ditado: "Quem com porcos se mistura, farelo come'", só que na sua posição este farelo deve ser bem gordo, né verdade?

VSB-30 Lançado Esta Manhã Com Sucesso da Suécia

Olá leitor!

Photo: Honda Masahisa, JAXA
Poucas horas depois de anunciamos que o VSB-30 V24 da Operação MAPHEUS-5 deveria ser lançado nos próximos dias do Esrange Space Center (ESC), na Suécia, o site da Swedish Space Corporation (SSC) anunciou que o foguete foi lançado com sucesso esta manhã, exatamente as 06:55 horário local (04:55 UTC), tendo o foguete atingido o apogeu de 252,2 km. A carga útil do veículo caiu a 70 km ao norte da Base de Esrange, sendo recuperada com sucesso e levada de volta para o centro às 10:12horário local (08:12 UTC).

Aguarde pelo relatório da missão.


Fonte: Site da Swedish Space Corporation (SSC)

China Quiere Invertir en la Producción de Cohetes Espaciales en Brasil

Hola lector!

Sigue abajo una noticia publicada ayer (29/06) en el website www.infoespacial.com señalando que China quiere invertir en la producción de cohetes espaciales en Brasil.

Duda Falcão

Noticias

Una delegación china visita São José dos Campos

China Quiere Invertir en la Producción
de Cohetes Espaciales en Brasil

29/06/2015

Foto: AEB

(Infoespacial.com) El Gobierno de China y el Parque Tecnológico de São José dos Campos en São Paulo (Brasil) han firmado una alianza de cooperación tecnológica que abarca diversos ámbitos productivos, desde la automoción hasta el espacial.

El acuerdo fue firmado durante la visita al parque tecnológico de una delegación encabezada por el ministro de Ciencia y Tecnología de China, Wan Gang.

Las autoridades chinas pretenden entrar como socio de pleno derecho en el Programa Espacial de Brasil y quiere invertir en la producción de cohetes espaciales en suelo brasileño, tras el fracaso del acuerdo entre Ucrania y Brasil para fabricar y lanzar este tipo de productos. China ya trabaja desde hace años con el Gobierno brasileño en el programa de satélites de CBERS.

La delegación fue recibida por el director general del parque tecnológico, el ex ministro de Ciencia, Tecnología e Innovación, Marco Antonio Raupp. También asistieron a la reunión el presidente de la Agencia Espacial Brasileña (AEB), José Raimundo Braga Coelho, y representantes de Boeing, Embraer y la empresa china BYD.

La comitiva china tuvo la oportunidad de conocer la política de parques tecnológicos de Brasil, creada por Raupp en su etapa de ministro. El director general mostró las infraestructuras disponibles en São José y la evolución tecnológica de la ciudad desde los años 60. A este respecto, el gigante asiático ya tiene una alianza con la ciudad, a través del Instituto Nacional de Investigaciones Espaciales (INPE), para la producción de los satélites CBERS.


Fuente: website www.infoespacial.com

Site do Projeto ITASAT-1 Já Está de Volta Online

Olá leitor!

Informo que o site oficial do “Projeto ITASAT-1”, nanosatélite em desenvolvimento no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), que se encontrava fora do ar devido ter sofrido sucessivos ataques pela internet, já se encontra online e pode ser acessado pelo link: www.itasat.ita.br

Duda Falcão


Fonte: Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA)

Novo VSB-30 Deve Ser Lançado nos Próximos Dias da Base de Esrange na Suécia

Olá leitor!

Como não houve até agora nenhuma mudança por parte da Swedish Space Corporation (SSC) no cronograma de lançamentos do Esrange Space Center (ESC), creio eu que desde o dia 22/06 deva estar em andamento à campanha de lançamento do foguete brasileiro VSB-30 da “Operação MAPHEUS-5”.

Esta operação será responsável por lançar ao espaço a quinta missão do programa “Material Physics Under Microgravity Conditions”, programa este conduzido pelo Centro Aeroespacial Alemão (DLR) que nesta missão levará quatro experimentos a bordo de instituições ligadas a esta agência e segundo o site da SSC, esta campanha se estenderá até 12/07.

Vale lembrar que está será a primeira vez que um foguete VSB-30 será utilizado numa missão do Programa MAPHEUS, já que outros foguetes foram utilizados nas missões anteriores, sendo inclusive utilizado um VS-30 brasileiro na ultima missão deste projeto em julho de 2013 durante a campanha de lançamento da “Operação MAPHEUS-4”.

Duda Falcão

Revista Nature Photonics Destaca Sirius Entre Novas Fontes de Luz Síncrotron

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota publicada hoje (30/06) no site da Agência FAPESP, destacando que a Revista Nature Photonics destacou Sirius entre novas fontes de Luz Síncrotron.

Duda Falcão

Notícias

Nature Photonics Destaca Sirius
Entre Novas Fontes de Luz Síncrotron

Diego Freire
Agência FAPESP
30 de junho de 2015

Sirius: planta do pavimento térreo onde será instalada
a fonte de luz síncrotron e as linhas de luz.

O Sirius, nova fonte brasileira de luz síncrotron, em construção no Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), em Campinas, foi citado pelo editorial da revista Nature Photonics como um dos principais investimentos de países em desenvolvimento na área.

A revista lembra que 2015 foi declarado como Ano Internacional da Luz para pontuar a importância dos síncrotrons para pesquisas em diversas áreas e para o desenvolvimento científico internacional, destacando em artigo a abertura do Taiwan Photon Source (TPS), em funcionamento desde janeiro no National Synchrotron Radiation Research Center (NSRRC), na cidade de Hsinchu.

Segundo o editorial, com o início das operações do TPS há 47 síncrotrons em atividade espalhados pelo mundo, localizados em 23 países – a maioria desenvolvidos, como Estados Unidos, Japão e nações da Europa ocidental. O editorial, no entanto, destaca os investimentos em outras partes do mundo – além da iniciativa taiwanesa, o Solaris, na Polônia, o Sesame, na Jordânia, e o Sirius, no Brasil.

“Novas fontes de síncrotron estão sendo encomendadas e construídas ao redor do mundo, com ênfase em países em desenvolvimento. Tendo em conta os benefícios óbvios, a tendência é encorajadora”, diz o editorial.

O TPS, cuja construção foi financiada pelo Ministério da Ciência e Tecnologia de Taiwan, é a maior instalação experimental multidisciplinar de pesquisa do país e tem o objetivo de ser uma das mais brilhantes fontes de luz síncrotron do mundo. Sua localização é estratégica: nas proximidades de Hsinchu estão alguns dos institutos de pesquisa taiwaneses mais avançados e grandes indústrias de alta tecnologia, além da National Tsing Hua University e da National Chiao Tung University.

O Brilho do Brasil

Aceleradores de partículas projetados para produzir radiação de alto brilho e amplo espectro, os síncrotrons são uma importante ferramenta científica, utilizada na análise de diversos materiais, orgânicos e inorgânicos, e com muitas outras aplicações.

Para Antonio José Roque da Silva, diretor do LNLS, o destaque dado pela Nature Photonics à experiência brasileira na área evidencia a importância dos investimentos em fontes de luz síncrotron para o desenvolvimento científico nacional e internacional.

“O Brasil foi pioneiro na América do Sul construindo a primeira fonte de luz síncrotron do continente e, agora, parte para este grandeupgrade que é o Sirius, seguindo a tendência mundial e conseguindo se manter competitivo”, disse à Agência FAPESP.

O Sirius, citado pela Nature Photonics como “máquina de quarta geração no estado da arte”, será formado por um conjunto de aceleradores de elétrons de última geração e por até 40 estações experimentais, instalados em um edifício em forma de anel com 518, 4 metros de circunferência e área de 68 mil metros quadrados, com o maior brilho entre todos os equipamentos na sua classe de energia em operação ou em construção no mundo.

Roque da Silva reforça que, como destacou o editorial da revista, os investimentos devem ir além da infraestrutura e da tecnologia.

“Não é só a máquina que gera o resultado – a qualidade dos recursos humanos regulares e o apoio ao longo da operação também contribuirão para fazer a diferença em longo prazo. É preciso ter ótimos detectores ao fim das linhas de luz, flexibilidade na estação para a realização de experimentos diferenciados, técnicos e pesquisadores competentes para ajudar os pesquisadores nesses experimentos e todo um conjunto de condições que fazem com que se tenha sucesso globalmente na empreitada”, disse.

A estrutura do Sirius será aberta a pesquisadores de todas as áreas do conhecimento com interesse em experimentos com luz síncrotron. Para Roque da Silva, a versatilidade é o grande trunfo da ferramenta e justifica os investimentos de diversos países na área destacados pela Nature Photonics.

“Os investimentos são altos e devem continuar. Todos os países que possuem fontes de luz síncrotron, como França, Inglaterra, Japão e Estados Unidos, estão planejando upgrades para diminuir a emitância e aumentar o brilho. Tudo isso porque a amplitude de aplicações dos síncrotrons é muito vasta, com utilidade em qualquer área do conhecimento com interesse em pesquisas em escala atômica ou nanométrica”, afirmou.

De acordo com Roque da Silva, os síncrotrons possibilitam a realização de experiências em condições reais e com resolução temporal, permitindo que o pesquisador acompanhe o processo estudado na medida em que ele ocorre.

“Isso tudo faz do síncrotron uma ferramenta imprescindível para a pesquisa. Com ele é possível resolver a estrutura atômica de proteínas e diversos materiais, fazer imagens de tomografias com resolução nanométrica, obter resolução para saber que elementos químicos há em determinados materiais, ou que nutrientes dentro de uma semente, identificar falhas em um semicondutor, estudar tecidos animais para pesquisa em medicina – enfim, as aplicações são inúmeras.”

Comitê Internacional

A previsão é que o Sirius emita seu primeiro feixe de luz em 2018. Solaris, a primeira instalação de radiação síncrotron da Polônia, está programada para ser concluída até o final deste ano, enquanto a da Jordânia, que será o primeiro grande centro de pesquisa internacional da área no Oriente Médio, deve operar plenamente entre o final de 2016 e o início de 2017.

De acordo com a Nature Photonics, após a conclusão dessas novas instalações a África será o único continente habitável sem uma fonte síncrotron.

“Limitados principalmente pela distância e pelos custos de viagem, dezenas de cientistas africanos atualmente realizam experiências em instalações na Europa e em outros lugares. Uma fonte de luz na África permitiria que milhares de cientistas e engenheiros africanos tivessem acesso a esta ferramenta científica e tecnológica soberba, ajudando-os a serem competitivos socialmente, politicamente e economicamente nos próximos anos”, diz o editorial.

Segundo a publicação, os exemplos brasileiro, taiwanês e jordaniano impulsionaram a criação de um comitê internacional para criação de uma fonte de luz síncrotron africana.

No Brasil, a FAPESP apoia empresas paulistas de todos os portes interessadas em participar como fornecedoras no projeto de construção do Sirius. Leia mais em agencia.fapesp.br/19760.

A íntegra do editorial da Nature Photonics pode ser lida em www.nature.com/nphoton/journal/v9/n5/full/nphoton.2015.76.htm.


Fonte: Site da Agência FAPESP

Conheça as Tecnologias Transferidas Para a Indústria Pelo Programa Espacial Brasileiro

Olá leitor!

Segue abaixo uma pequena nota publicada dia (28/06) site da Força Aérea Brasileira (FAB), destacando as tecnologias transferidas para a indústria pelo Programa Espacial Brasileiro.

Duda Falcão

ESPAÇO

Conheça as Tecnologias Transferidas Para a
Indústria Pelo Programa Espacial Brasileiro

Em 25 anos, projeto VLS permitiu nacionalização e desenvolvimento de produtos

Agência Força Aérea
28/06/2015 - 08:00h


Concebido com o objetivo de colocar em órbita satélites brasileiros, o Projeto do Veículo Lançador de Satélites (VLS), desenvolvido no Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), tem trazido diversos benefícios para a indústria brasileira, representando autonomia e geração de recursos para o Brasil.

“Os resultados indiretos desse desenvolvimento já possibilitaram conquistas tecnológicas aplicadas na exploração de petróleo, equipamentos automotivos e gerenciamento de sistemas de produção, entre outros”, afirma o Tenente-Coronel José Duarte, chefe da Divisão de Sistemas Espaciais do IAE.

Desenvolvido graças a mais de 25 anos de experiência acumulada pelo Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) e a indústria nacional, o VLS-1 tem o objetivo de lançar um satélite de 200 kg a 750 km na órbita equatorial.

“O VLS-1 colocará o Brasil no seleto rol dos países capazes de projetar, fabricar, lançar, controlar, estabilizar e entregar uma carga útil em órbita terrestre. Além disso, o projeto permite elaborar tecnologias críticas, capacitando e garantindo autonomia à indústria brasileira”, explica o Coronel Duarte.

Conheça as principais tecnologias transferidas para a indústria nacional pelo programa espacial brasileiro:

Exploração de Petróleo

Os conceitos de estruturas otimizadas em materiais compostos, desenvolvido no IAE, vêm sendo aplicados de maneira crescente pela Petrobras para exploração de petróleo em águas profundas, no qual a redução de peso é um fator de importância vital para equipamentos embarcados nas plataformas offshore.

Ventiladores Industriais

As técnicas desenvolvidas para a produção de cascas finas estruturais permitiram a total nacionalização de diversos tipos de ventiladores industriais, equipamentos que até 1985 eram importados. Atualmente, com mais de 300 unidades operando em indústrias nacionais, o país começa a exportar o produto, ingressando num mercado de milhões de dólares.

Rotores de Turbinas Eólicas

Os conhecimentos de estruturas aeroelásticas, aliados aos processos de laminação a vácuo de compostos aeroespaciais, permitiram o ingresso do Brasil no mercado mundial de rotores para turbinas eólicas. Uma das mais limpas e modernas formas de geração elétrica, a energia eólica vem apresentando crescimento vertiginoso em todo o mundo. Após certificação internacional da qualidade de seus produtos, a indústria brasileira ingressou nesse mercado com turbinas operando em diversas usinas no Brasil e no exterior.


Sistemas de Ventilação

As técnicas de cálculo de aerodinâmica permitiram a fabricação de sistemas especiais de ventilação de alto desempenho e baixo ruído, que hoje equipam as mais novas estações de metrô de São Paulo, com expressivas melhorias em relação aos sistemas importados da Europa.

Sistemas de Flutuação

A metodologia de cálculo empregada para estruturas espaciais vem sendo aplicada nos sistemas de flutuação do robô-protótipo empregado pela Petrobras em operações especiais a grande profundidade, e também nos sistemas de geração de empuxo na extração de óleo. Protótipos desses equipamentos já foram aprovados para uso nos campos de produção da Petrobras nas costas do Espírito Santo e do Rio de Janeiro.

Usinas de Álcool

Avançadas técnicas de cálculo estrutural e os conhecimentos de mecânica de fadiga permitiram a análise detalhada, revisão de projeto e alterações em componentes críticos de usinas paulistas de produção de álcool, visando eliminar perdas de produtividade durante as fases de moagem de cana-de-açúcar.


Indústria Automotiva

A metodologia de projeto e análise de componentes do programa espacial está sendo usada na modernização dos veículos nacionais. São exemplos: novos tanques de combustível de ônibus da Mercedes-Benz; vasos de pressão para estocagem de gás natural dos ônibus urbanos que começam a rodar nas grandes cidades brasileiras; laminados anti-chama para o metrô do Distrito Federal; entre outros.

Desenvolvimento de Produtos

Os conceitos de engenharia de sistemas utilizados nos sofisticados equipamentos de apoio aos lançamentos de foguetes, como é o caso do Banco de Controle de Lançamento do VLS, feito pelo IAE e empresas brasileiras, está sendo empregado em verificações informatizadas de produtos, contribuindo para o aumento da qualidade e produtividade das empresas. Um exemplo é o conjunto de sistemas de testes eletrônicos desenvolvido para a General Motors do Brasil.

Controle e Gerenciamento de Processos

Os elevados padrões de controle de processos requeridos pelo programa espacial vêm propiciando a implantação em outros segmentos de controle e gerenciamento de processos especiais, facilitando, ou mesmo automatizando, a tomada de decisões. O sistema também assegura economia de recursos por meio da racionalização de estações de supervisão e gerenciamento de distribuição de energia, de telecomunicações e de fluxos de veículos. Um exemplo significativo é a implantação de postos de pedágio informatizados em São Paulo.


O programa espacial também obteve conquistas no desenvolvimento de produtos como o aço de alta resistência, o propelente sólido para motores de foguetes e materiais compostos estruturais e termoestruturais. Outro projeto importante é o Sistema Inercial Aeroespacial (SIA), considerado tecnologia crítica, já que possui alto custo de aquisição.

Conheça um pouco mais sobre o desenvolvimento tecnológico nacional coordenado pela FAB:



Fonte: Site da Força Aérea Brasileira (FAB) - http://www.fab.mil.br

Comentário: E poderia ter transferido muito mais se a partir do desgoverno de Fernando Collor de Mello houvesse pelo menos o comprometimento com o Projeto do VLS-1 que houve durante o período dos governos militares.

INPE Participa de Expedição no Novo Navio de Pesquisa Brasileiro

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (29/06) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), destacando que o instituto está participando de expedição no novo navio de pesquisa brasileiro.

Duda Falcão

INPE Participa de Expedição no
Novo Navio de Pesquisa Brasileiro

Segunda-feira, 29 de Junho de 2015

Integrantes do Projeto Antártico (PAN) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) estão a bordo do novo Navio de Pesquisa Hidroceanográfico Vital de Oliveira, recentemente construído na China, que está a caminho do Brasil. Numa parada no porto de Cidade do Cabo, na África do Sul, um grupo de 18 pesquisadores brasileiros embarcou para a expedição científica que, entre outros objetivos, avaliará a contribuição do Oceano Índico em processos climáticos no Atlântico Sul.

Participam da expedição liderada por Moacyr Araújo, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), pesquisadores da Faculdade de Oceanografia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e do Instituto de Oceanografia da Universidade Federal do Rio Grande (FURG).

Os pesquisadores embarcaram no dia 25 de maio e, durante dois dias, realizaram a montagem e teste dos equipamentos. O navio partiu de Cidade do Cabo no dia 27 para a travessia do Oceano Atlântico. O desembarque em Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro, está previsto para 17 de julho.

A equipe do Projeto Antártico na expedição é formada por quatro pesquisadores e mais um técnico da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), que mantém com o Instituto um convênio de cooperação técnico-científica desenvolvido no Centro Regional Sul do INPE (CRS), em Santa Maria (RS), onde está sediado o PAN.

O grupo do INPE fará experimentos sobre as características do acoplamento oceano-atmosfera, a partir do lançamento de radiossondas e perfiladores de temperatura da água do mar, especialmente em caso de situações atmosféricas singulares (passagem de frentes, formação de ciclones etc). O estudo busca compreender o comportamento da camada limite atmosférica e dos fluxos de calor entre os sistemas oceânico e atmosférico. Os pesquisadores do PAN/INPE também realizarão medidas diretas desses fluxos e de CO2 entre o oceano e a atmosfera. Para isso, serão utilizados equipamentos do PAN, do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) e do Laboratório de Instrumentação Meteorológica (LIM) do INPE.

Nossa equipe obteve ainda com o CENPES/Petrobras, a COPPE e a empresa ProOceano (Rio de Janeiro) três derivadores rastreados por  satélite da série ARGO, que serão soltos em vórtices oceânicos de mesoescala (marcados como círculos vermelhos na figura abaixo), ejetados do Oceano Índico e que chegam à costa do Brasil”, informa o pesquisador Ronald Buss de Souza, chefe do PAN/INPE. “Essas medidas são importantes para avaliar a contribuição do Índico a processos de escala do clima no Oceano Atlântico Sul, por meio da diluição de suas propriedades (temperatura e salinidade) ao longo de seu caminho entre a parte leste e oeste do Atlântico”.

Rota planejada para navio Vital de Oliveira entre a África e o Brasil
passando por vórtices oceânicos de mesoescala observados numa
composição de dados de anomalia da altura do nível do mar.
Fonte: Dr. Luiz Alexandre Guerra, CENPES/Petrobras


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

segunda-feira, 29 de junho de 2015

ITASAT-1 News - Second Edition

Olá leitor!

Recebi hoje (29/06) um e-mail do Major Elói Fonseca, professor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e até então Gerente do Projeto do nanosatélite ITASAT-1, informando que em virtude de sua passagem para a reserva como militar em 31/03/2015,  o Prof. Dr. Luis Eduardo Loures da Costa (Ex-gerente do Projeto SARA) se prontificou a assumir a gerencia do projeto, usando sua larga experiência técnica e administrativa dentro do Projeto SARA e de outros veículos de lançamento, para assim manter o projeto nesta fase final de integração e testes e posterior lançamento. A reitoria do ITA apoiou e ratificou o Prof. Luis Loures como gerente desde 01/04/2015.

Ainda segundo o Major Elói, apesar de deixar a Gerencia do Projeto, ele continuará cooperando como Gerente Técnico, a convite do próprio Prof. Loures, acompanhando as atividades junto com os bolsistas e outros professores como pesquisador colaborador no ITA.

Finalizando o Major Elói informou que site do ITASAT-1 sofreu sucessivos ataques pela internet e diante disto sua plataforma está sedo reformulada para permitir um melhor bloqueio ao acesso externo, estando assim ainda fora do ar. Assim que o mesmo retornar, ocorrerá com as informações do projeto atualizadas.

Duda Falcão

Equipe da EPUSP Também Lança Seu Foguete em Competição nos EUA

Olá leitor!

Gostaria de informar também que o “Foguete JUPITER 1” da “Equipe PET Mecânica” da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (EPUSP) foi também lançado durante a realização da “10º Intercollegiate Rocket Engineering Competition (IREC)”, evento este ocorrido nesse final de semana nos EUA.

Vale lembrar que o JUPITER 1 é um foguete fruto de um projeto desenvolvido por alunos de Engenharia Mecânica  da EPUSP nomeado de PROJETO JUPITER, que contou com o apoio do Ministério da Educação (MEC) e do Fundo Patrimonial Amigos da Poli, fundo este que apoiou o projeto deste o seu início. Não foi divulgada a colocação alcançada pela esquipe na competição.

O Blog BRAZILIAN SPACE parabeniza a equipe de alunos da EPUSP não só pelo sucesso no lançamento do foguete, bem como por ter se tornado a segunda equipe universitária brasileira a participar desta competição internacional.

Esperamos e torcemos para que esta iniciativa surpreendente alcançada agora pela esquipe da EPUSP, venha estimular outras equipes universitárias brasileiras e da América Latina a participarem desta competição em 2016

Veja no link abaixo o vídeo do lançamento e algumas fotos divulgadas pela equipe.

Duda Falcão


Belo dia para lançar foguetes na pacata Cidade de Green River,
Jupiter I posicionado, ângulo de lançamento de 85º.
Após uma subida emocionante a expectativa fica grande, porém
os paraquedas não abrem. Jupiter I atinge o solo a toda velocidade
penetrando mais da metade da sua estrutura.
O Júpiter 1 foi encontrado a 0,6 milhas do ponto de
lançamento (aproximadamente 1 km).
Muito trabalho escavando na terra para retirar
o que sobreviveu do Júpiter 1.
Equipe da EPUSP formada por Gustavo Calviño, Lucas Giestas,
Edilson Hiroshi Tamai e Rodrigo Gatti Pinheiro.

UFPR Divulga Informações do Festival de Minifoguetes de Curitiba 2016

Olá leitor!

O Prof. Carlos Henrique Marchi da Universidade Federal do Parará (UFPR) postou hoje (29/06) em seu blog quatro notas com os seguintes tópicos relacionados com o "Festival de Minifoguetes de Curitiba 2016":

* Categorias e Regras das Competições

* Datas Importantes

* Programa Preliminar

* Festival de Minifoguetes de Curitiba 2016 - Apresentação

Para os interessados em participar em 2016 da terceira edição desta bem sucedida competição de minifoguetes, sugiro que vejam essas notas através do link: http://fogueteufpr.blogspot.com.br/

Vale lembrar que esta competição de minifoguetes é realizada de forma aberta (open competition) tanto para equipes universitárias e escolares, bem como grupos amadores de foguetemodelismo de todo o Brasil, e a partir desta edição de 2016, também para equipes de outros países. Portanto, se inscrevam.

Duda Falcão

Equipe do ITA Conquista Seu Melhor Resultado em Competição nos EUA

Olá leitor!

É com grande satisfação que informo que segundo o que foi postado na página oficial da equipe “ITA ROCKET DESIGN” no Facebook, a equipe brasileira terminou na 2° Colocação do “10º Intercollegiate Rocket Engineering Competition (IREC)”, ou seja, terminando apenas atrás da equipe do Massachusetts Institute of Technology (MIT).

O foguete brasileiro teve um voo excelente, atingindo um apogeu de 7471 ft e uma velocidade máxima de Mach=0.6, sendo completamente recuperado através da abertura bem sucedida de seu para-quedas.

Vale dizer que este foi (segundo a própria nota da equipe) o melhor resultado da história da equipe nesta competição, que este ano contou com a participação de 46 equipes de vários países do mundo. Aguarde por maiores informações.

Veja abaixo a foto das duas equipes vencedoras da competição (MIT/ITA)

Duda Falcão

A equipe brasileira (camisas pretas) acompanhados
pela equipe do MIT.

Pesquisador da USP Propõe Modelo Para a Expansão do Plasma de Quarks e Glúons

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota publicada hoje (29/06) no site da Agência FAPESP, destacando que Pesquisador da USP propõe modelo para a expansão do plasma de Quarks e Glúons.

Duda Falcão

Notícias

Pesquisador da USP Propõe Modelo Para a
Expansão do Plasma de Quarks e Glúons

José Tadeu Arantes
Agência FAPESP
29 de junho de 2015

(Foto: BNL)
Equipamento de um dos detectores do Colisor
de Íons Pesados Relativísticos, do Brookhaven National
Laboratory (BNL). Os colisores de hádrons do LHC,
na fronteira franco-suíça, e do BNL, nos Estados Unidos,
são atualmente os únicos capazes de alcançar energia
suficiente para a produção do plasma de quarks e glúons.

O plasma de quarks e glúons parece ser um sistema exótico, mas, segundo o modelo do Big Bang, sua presença foi predominante no universo uma fração de segundo após o instante inicial. Tornou-se exótico devido à interação nuclear forte, que confinou quarks e glúons no interior de estruturas como próton, nêutron e mésons.

Os patamares de energia alcançados nos dois maiores colisores da atualidade – o Large Hadron Collider (LHC), na fronteira franco-suíça, e o Brookhaven National Laboratory (BNL), nos Estados Unidos – possibilitaram que, ao menos por um intervalo de tempo diminuto, o plasma de quarks e glúons voltasse a aparecer.

Um projeto de um ano, integrando os grupos liderados pelo professor Jorge Noronha, na Universidade de São Paulo (USP), e pelo professor Ulrich Heinz, na Ohio State University (OSU), procurou apresentar o estado da arte na descrição desse sistema: “A state-of-the-art description of the strongly coupled quark-gluon plasma using viscous relativistic hydrodynamics and the Gauge/gravity duality”. O projeto teve apoio da FAPESP.

A ideia original era utilizar a hidrodinâmica relativística e a dualidade entre teorias de cordas e teorias de campo para entender um pouco mais a física do plasma de quarks e glúons.

“Mas, uma vez que começamos a trabalhar, ocorreu algo que não havíamos previsto. Encontramos, pela primeira vez, um modelo da expansão no espaço e no tempo desse sistema e sua descrição como um fluido ultrarrelativístico [que se expande com velocidade próxima à da luz], disse Noronha, professor do Instituto de Física da USP, à Agência FAPESP.


“Devido à grande repercussão internacional desses artigos, decidimos continuar a pesquisa, agora com um projeto mais longo, de dois anos”, comentou Noronha.

A hidrodinâmica relativística proporcionou uma descrição efetiva da complicada dinâmica microscópica do plasma de quarks e glúons. O recurso matemático utilizado foi a Equação de Boltzmann, adaptada ao contexto relativístico.

Em sua forma clássica, essa equação foi proposta originalmente pelo físico austríaco Ludwig Boltzmann em 1872, para modelar a dinâmica de gases. À frente de sua época, Boltzmann concebeu os fluídos como conjuntos de moléculas, átomos ou íons, cuja dinâmica podia ser descrita recorrendo-se apenas aos processos de colisão entre as partículas constituintes.

“Aplicamos essa equação a um fluido ultrarrelativístico, que se propaga em velocidade próxima à da luz, tanto na direção longitudinal como na direção transversal, e conseguimos resolvê-la de forma exata, usando um mecanismo bastante engenhoso: a chamada Transformação de Weyl”, disse.

Basicamente, esse mecanismo possibilitou transformar o problema original, no qual o plasma se movimenta em um espaço plano [sem curvatura], em um outro problema, rigorosamente equivalente, no qual o plasma permanece parado enquanto o próprio espaço-tempo se expande [encurvando-se]”, disse Noronha.

Foi uma grande novidade, que permitiu transformar um problema dificílimo de teoria cinética relativística em um problema muito mais simples de relatividade geral.
“Na descrição no espaço-tempo curvo, o problema pode ser resolvido de maneira exata. Uma vez feito isso, pudemos voltar e calcular precisamente como o plasma se expandia no espaço plano original”, explicou o pesquisador.

Matéria Conhecida

Segundo Noronha, a ideia de transformar um problema em outro lhe ocorreu devido ao seu repertório teórico. “Como eu trabalho com aplicações da teoria de cordas [na forma da dualidade holográfica AdS/CFT], os conceitos da relatividade geral estão sempre presentes na minha mente”, disse.

No contexto experimental, o plasma de quarks e glúons é formado por meio da colisão de núcleos pesados, como os de ouro ou de chumbo, acelerados a até 99,9% da velocidade da luz. Quando colidem, esses núcleos formam um plasma tão energético que os prótons e os nêutrons que os constituem não podem subsistir enquanto tal e se decompõem em quarks e glúons.

No instante de sua formação, esse sistema é muito pequeno e muito quente. Sua temperatura é da ordem de 1012 K. Para efeito de comparação, a temperatura máxima encontrada no Sol é da ordem de 107 K. Isso significa que o plasma é 100 mil vezes mais quente do que a região mais quente do Sol. Trata-se da maior temperatura já obtida em laboratório.

“Ele se expande muito rapidamente no espaço-tempo. E, nessa expansão, comporta-se como se fosse uma espécie de líquido cuja viscosidade é a menor possível, menor até do que a de um superfluido”, relatou Noronha.

Com a expansão, a temperatura cai muito rapidamente, e os quarks e glúons voltam a se agrupar, formando hádrons (prótons, nêutrons, mésons etc.), que são medidos pelos detectores. O fluido de quarks e glúons perdura por um intervalo de tempo extremamente curto: não muito mais do que 10 vezes o tempo que a luz leva para atravessar um único próton.

Segundo Noronha, um dos motivos para estudar quarks e glúons é que eles respondem por 97% da massa da matéria conhecida.

“Virou chavão dizer que o bóson de Higgs é responsável pela massa. Mas não é bem assim. O Universo é constituído por mais de 70% de energia escura, mais de 20% de matéria escura e cerca de 4% de matéria conhecida. Desses 4%, aproximadamente 97% vêm dos quarks e glúons. O bóson de Higgs, nesse caso, é responsável pelos demais 3%”, disse.


Fonte: Site da Agência FAPESP