domingo, 31 de maio de 2015

Visita de Estudantes de Natal ao CLBI

Olá leitor!

Para fechar o nosso domingo com alguma notícia positiva, trago agora para você uma reportagem da "InterTV Cabugi" sobre a visita recente de mais de 200 alunos do ensino médio da Escola Estadual Peregrino Júnior (escola esta localizada na Zona Norte de Natal-RN) ao Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), visando com isto a preparação desses estudantes para a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). Vale a pena dar uma conferida.

Duda Falcão

Brasil e França Estreitam Parceria Técnico-Gerencial na Área Espacial

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada dia (27/05) no site do Ministério da Defesa (MD) destacando que Brasil e França estreitam parceria técnico-gerencial na Área Espacial.

Duda Falcão

NOTÍCIAS

Brasil e França Estreitam Parceria
Técnico-Gerencial na Área Espacial

Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa
61 3312-4071

Brasília, 27/05/2015 – Militares brasileiros apresentaram ficha de cooperação para apoio técnico-gerencial da França no Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (Pese). O documento estabelece a parceria entre o Ministério da Defesa (MD) e a Direção Geral de Armamento (DGA) – órgão da nação europeia. O material será objeto de estudo da comitiva francesa.

A iniciativa aconteceu durante a reunião do Grupo de Trabalho Conjunto Brasil-França, realizada em Paris, na semana passada. Na ocasião, a equipe brasileira foi coordenada pelo vice-chefe de Assuntos Estratégicos do MD, almirante José Carlos Mathias, que enfatizou a já longínqua parceria entre os dois países.

Foto: Comitiva brasileira
Reunião Brasil-França debateu sobre programa espacial, criado para
atender necessidades das Forças Armadas e da sociedade brasileira.

“Dividimos ideias e progresso tecnológico há muito tempo. Não por acaso, Alberto Santos Dumont, pai da aviação e inventor do avião, triunfantemente subiu aos céus no Campo de Bagatelle, nessa bela ‘Cidade-Luz’. Hoje, passados mais de cem anos deste feito, vemos Brasil e França a desenvolver parcerias, agora, na conquista do espaço”, disse Mathias.

A delegação francesa ficou a cargo do subdiretor da Europa Central e Oriental e América do Sul da DGA, general Hubert L’ebraly. De acordo com ele, o principal objetivo do grupo de trabalho foi definir o futuro da cooperação franco-brasileira em defesa. O general mencionou que o Brasil ocupa um lugar de destaque, dentre vários países com os quais a França atua.

Programa Espacial 

O Pese foi criado para atender necessidades estratégicas das Forças Armadas e da sociedade brasileira. A responsabilidade pelo projeto é da Defesa, por meio da Comissão de Coordenação e Implantação de Sistemas Espaciais (CCISE).

Uma das missões do programa é prover infraestrutura espacial para ser usada no Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SISGAAZ), no Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (SISFRON), no Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro (SISDABRA), no Sistema de Proteção da Amazônia (SIPAM), entre outros.

Reunião

Durante o encontro, foram debatidos, também, assuntos como a elaboração de acordo entre os dois governos no âmbito de pesquisa e tecnologia em defesa, que tramita via diplomática. Sobre isso, houve o desenvolvimento de roteiro para cooperação dos institutos e centros de pesquisa e tecnologia brasileiros e franceses.

Foto: Comitiva brasileira
General francês lembrou que o Brasil é
destaque em parcerias com seu país.

Ainda fez parte da pauta a intenção da nação europeia de realizar treinamentos de enlace com as estações terrestres do Syracuse (equipamento de telecomunicações militares da França), utilizando o Sistema Brasileiro de Comunicação Militar por Satélite (SISCOMIS). A equipe do Brasil disse estar disponível e vai aguardar a confirmação do estabelecimento dessas estações na Guiana Francesa e posterior solicitação para conduzir o teste.

Outro tema levantado foi a possível aquisição do blindado Guarani, no modelo 4x4, já em processo licitatório conduzido pela Diretoria de Material do Exército Brasileiro. A França participa do certame com a versão do Sherpa, da Renault Trucks Defense.

Estiveram presentes na reunião, o encarregado de Negócios da embaixada do Brasil na França, ministro Achiles Zaluar Neto, e oficiais das três Forças Armadas que integram subcomissões de cooperação de defesa, naval, terrestre e aeronáutica.


Fonte: Site do Ministério da Defesa (MD)

Comentário: Bom leitor, todo e qualquer acordo tecnológico entre nações para ser realmente benéfico tem de partir de alguns princípios básicos. São eles:

* Ser motivado por questões de interesse tecnológico e não de interesse político de governos.

* Ser estabelecido em pé de igualdade entre os partes integrantes do acordo.

* Ser discutido, elaborado, assinado e estabelecido por profissionais do setor mediante as necessidades de cada nação e não por políticos e seus servidores de merda geralmente motivados por interesses políticos ou outros de cunho não tão nobres.

Partindo destes princípios básicos pode-se sim ser estabelecido acordos entre nações que venham realmente beneficiar as partes envolvidas, beneficiando ambas em pé de igualdade e não como ocorreu com o acordo que gerou a ACS, este um tremendo desatino motivado unicamente por questões políticas de interesse do PT/PSB, e que só beneficiava a Ucrânia.

Quanto à notícia acima da possível cooperação para apoio técnico-gerencial da França no Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), devo dizer que se for conduzido com competência dentro dos princípios básicos aqui apresentados e obtendo os recursos necessários dentro dos prazos que venham ser estabelecidos para as atividades ligadas ao Programa, este acordo poderá realmente trazer benefícios, mas o problema é que dificilmente isto acontecerá sob a influência dos PETRALHAS ou de qualquer outra corrente política que venha assumir o governo nos próximos anos. Não há interesse para isto, há não ser que os militares deixem de lado as suas atitudes passivas, omissas e coniventes. Só assim haverá a possibilidade de uma mudança de mentalidade, de atitude governamental e do nosso vergonhoso Congresso perante as atividades espaciais do país.

Vale lembrar que o estabelecimento do PESE é uma clara tentativa de integrantes ligados as Forças Armadas de criar uma alternativa ao Programa Espacial Civil/Militar em curso há anos sem apresentar resultados significativos. Creio que na realidade apesar da boa intenção desses militares, esta iniciativa fragmenta ainda mais as possibilidades de êxito de um dia realmente fazermos parte do fechadíssimo clube das nações que dominam o ciclo completo das atividades espaciais. Afinal, apesar da iniciativa, até o momento não houve uma real cobrança desses grupos militares em prol do PESE junto ao desgoverno da “Ogra”, permanecendo a mesma mentalidade de submissão e omissão em relação aos desmandos desta debiloide. Em outras palavras, se antes tínhamos um PEB que não andava, hoje para completar temos também um PESE. Enfim... nada promissor.

Fim do VLS Ameaça Plano da FAB de Testar a MARINS, Plataforma Inercial Para Mísseis Balísticos.

Olá leitor!

Segue abaixo um interessante artigo escrito pelo editor da “Revista Forças e Defesa”, Roberto Lopes, e postado ontem (30/05) no site “Poder Aéreo” destacando que o fim do Projeto do VLS-1 ameaça plano da FAB de testar a MARIS, plataforma inercial para mísseis.

Duda Falcão

Fim do VLS Ameaça Plano da FAB de
Testar a MARINS, Plataforma Inercial
Para Mísseis Balísticos

É o maior revés da Era Jaques Wagner no Ministério da Defesa

Roberto Lopes*
Editor de Opinião da Revista Forças de Defesa
30 de Maio de 2015


O anúncio da possível interrupção do desenvolvimento do foguete VLS-1 pelo Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) da Aeronáutica, feito na última terça-feira (27.05), na Câmara dos Deputados, pelo vice-diretor do órgão, major-brigadeiro Wander Almodovar Golfetto, implica em mais um sério obstáculo à certificação dos sistemas de ignição e separação de estágios do foguete e, especialmente, à validação da plataforma de navegação inercial MARINS, destinada a mísseis balísticos – programa essencial à capacitação da FAB no campo dos vetores militares de longo alcance e de alcance intermediário.

A plataforma MARINS foi considerada pronta para ser testada em voo no fim de 2013. Ela foi desenvolvida por uma equipe liderada pelo carioca Waldemar Costa Leite, de 61 anos. Formado em Engenharia Eletrônica no Instituto Militar de Engenharia em 1978, Costa Leite tem mestrado, doutorado e pós-doutorado em controle de veículos espaciais.

Ele trabalhou por seis anos e meio na área de controle de mísseis do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Centro Tecnológico do Exército, no Rio, e, em maio de 1985, decidiu se transferir para o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) do então Centro Técnico Aeroespacial da Aeronáutica, na cidade de São José dos Campos (SP).

Seu novo campo de atuação foram os projetos dos foguetes Sonda IV e VLS (Veículo Lançador de Satélites). Atualmente esse engenheiro opera também no programa do Veículo Lançador de Microssatélites – um engenho bem menor que o VLS.

Rússia – O major-brigadeiro Golfetto é o especialista em foguetes e sistemas espaciais de mais alta patente na Força Aérea Brasileira (FAB).

Ele esteve envolvido na bem-sucedida operação secreta levada a cabo pelo IAE, nos anos de 1990, para obter quatro plataformas inerciais na Rússia (burlando os controles exercidos pelo International Traffic in Arms Regulations do Departamento da Defesa dos Estados Unidos) – plataformas estas que seriam perdidas, anos mais tarde, em acidentes e pesquisas de engenharia reversa.

Mas, nas últimas duas décadas, o brigadeiro assistiu os recursos oficiais para a pesquisa espacial minguarem, no Brasil, para algo em torno de 0,004 do PIB – dado que ele próprio levou à Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado em outubro de 2013.

No último dia 27 ele, finalmente, encontrou-se na posição de ter que comunicar aos deputados a descontinuidade dos recursos previstos para o VLS no Programa Nacional de Atividades Espaciais.

No lugar do VLS-1, o DCTA priorizará o Veículo Lançador de Microssatélites (VLM), um vetor de três estágios projetado no fim dos anos de 1980, movido a propelente sólido (menos potente que os propelentes líquidos) mas capaz de levar ao espaço cargas úteis de até 150 kg.

“Chegamos à conclusão de que não vale a pena desenvolvermos no país um veículo para satélites geoestacionários [referência ao VLS-1]. Existem vários concorrentes no mercado e o Brasil não lançará muitos equipamentos deste porte. Nosso foco está mais voltado para o VLM. É um foguete mais simples, para transportar satélites menores. Acreditamos que ele entra num nicho de mercado onde não existem lançadores naquela categoria”. (Leia texto Construção do VLS deve ser abandonada por falta de verba, publicada pelo Poder Aéreo a 28 de maio).

De qualquer forma, a Aeronáutica ainda insistirá em um programa de certificação de componentes do VLS-1.

O foguete passou pelo crivo da revisão crítica de uma empresa russa, e foi reprojetado. “Estamos trabalhando em um lançamento de um voo tecnológico, que visa testar a parte baixa do VLS, onde tivemos algumas dificuldades no acendimento do segundo estágio e na separação dos estágios”, admitiu o brigadeiro para os deputados. “A análise servirá também para avaliar o sistema de navegação inercial que foi desenvolvido dentro do DCTA”.

Santa Bárbara – O Poder Aéreo apurou que, até fevereiro passado, estavam previstos dois lançamentos (não um) dos chamados “voos tecnológicos”.

O primeiro será um lançamento simulado, batizado de “Operação Santa Bárbara I”, para testar a integração da plataforma com as redes elétricas do veiculo, seu sistema de navegação, e o controle de lançamento da base diante de um mock-up (maquete completa do foguete com os motores sem combustível, descarregados).

O disparo simulado foi originalmente programado para o segundo semestre de 2011, adiado para o meio do ano de 2012 e realizado no âmbito da chamada “Operação Salinas”, mas de forma incompleta, porque tanto as redes elétricas do foguete – contratadas com atraso junto à empresa Mectron, de São José dos Campos (SP) – quanto o Sistema de Navegação (SISNAV) não ficaram prontos a tempo.

Um segundo lançamento simulado – que continua a ser chamado de “Operação Santa Bárbara I” – está previsto para este ano.

O outro “voo tecnológico”, batizado de “Operação Santa Bárbara II”, será, então, um voo real, para testar o funcionamento das redes elétricas, dos mecanismos de ignição e de separação dos estágios inferiores, bem como a plataforma de guiagem. A previsão é de que aconteça em 2016.

O que o brigadeiro Golfetto não esclareceu aos parlamentares é que esse sistema de guiagem será o MARINS, a plataforma de navegação inercial destinada a aplicativos militares (uso em mísseis balísticos).

Em tese, depois desses dois lançamentos, a FAB estaria pronta a testar seus novos equipamentos a bordo do VLS-1 VO4 – foguete que, nesse momento, em função dos problemas apresentados pelo brigadeiro, parece prestes a ser cancelado.

O VLS-1 VO4 seria o último engenho de testes antes de a FAB partir para a construção dos VLS-Alfa e VLS-Beta – ambos concebidos para cobrir distâncias que, no plano militar, são consideradas uma espécie de “ante-sala” das trajetórias dos mísseis balísticos de alcance intermediário.

O VLS-Alfa foi projetado para voar por 750 km transportando uma carga útil de 500 kg; e o VLS-Beta, para ser um vetor capaz de cobrir 800 km carregando uma ogiva de 800 kg.

Espionagem – Wander Almodovar Golfetto tem a admiração dos seus pares, por causa da sua perseverança e dos seus esforços pessoais no sentido de garantir à Força Aérea Brasileira capacitação na área dos foguetes e dos sistemas espaciais.

Mas entre os especialistas da Agência Espacial Brasileira – entidade vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia – e na própria FAB ficou a dúvida: estaria o oficial querendo chamar a atenção da Opinião Pública para as dificuldades do Programa Nacional de Atividades Espaciais, ou apenas pretendendo apequenar, intencionalmente, o programa nacional de foguetes, como forma de ocultar seu prosseguimento

* Roberto Lopes -  Jornalista especializado em assuntos militares. Graduado em Gestão e Planejamento de Defesa pelo Centro de Estudos de Defesa Hemisférica, da Universidade de Defesa Nacional dos Estados Unidos (turma de 2000). Ex-correspondente de guerra da Rede Globo e do jornal Folha de S. Paulo na Faixa de Gaza, na guerrilha angolana e no Golfo Pérsico. Autor do livro “As Garras do Cisne”, sobre os programas de expansão da Marinha do Brasil.


Fonte: Site Portal da Ilha - http://www.portaldailha.com.br

Comentário: Bom leitor, o que eu posso dizer é que como foi dito no artigo acima a tal plataforma MARINS (pouco abordada aqui no Blog por ser um equipamento da Área de Defesa) desenvolvida pela equipe do Dr. Waldemar Castro Leite Filho era a única esperança deste profissional e de seus liderados para dotar o Brasil de um sistema inercial para foguetes, mesmo que na verdade fosse direcionado para mísseis, já que o SISNAV (Sistema de Navegação do VLS-1) tinha pouca ou quase nenhuma chance de sair do papel devido ao descaso deste desgoverno desastroso e de seu Fórum Político corrupto e omisso. Infelizmente (diferentemente do que o autor do artigo deixa entender) o Dr. Waldemar não faz mais parte do quadro de servidores do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), já que recentemente obteve a sua aposentadoria. A ameaça ao projeto da plataforma MARINS, caso realmente seja real, é apenas mais um desdobramento do descaso com as atividades espaciais do país e do impedimento governamental da tentativa deste instituto em cumprir sua missão de dotar o país de tecnologias estratégicas, tanto na Área Espacial como na Área de Defesa. Vale dizer também que apesar de todo descaso do Governo e do Congresso desde o ex-presidente Fernando Collor de Melo, a omissão ou submissão cega primeiramente do Ministério da Aeronáutica e atualmente do COMAER (Comando da Aeronáutica ligado ao Ministério da Defesa), contribuiu significamente para chegarmos à situação atual, já que ambos órgãos e seus representantes esqueceram convenientemente nesses anos todos de que a sua função é primeiramente defender os interesses estratégicos da Nação Brasileira e não os interesses políticos dos governos aos quais estão subordinados. Veja por exemplo o caso do Projeto Nuclear da Marinha, que graças à luta, o comprometimento, a inteligência política, a pressão exercida com sapiência pelo então Comandante desta Esquadra, o Almirante Julio Soares de Moura Neto, em meados do segundo Governo do humorista LULA, este programa decolou e puxou também para cima o PROANTAR (Programa Antártico da Marinha) e desde então ambos os programas tem avançado significamente (o primeiro mais que o segundo) recebendo recursos que o PEB jamais recebeu (em um curto período de tempo) em toda sua história.  Já quanto ao ultimo parágrafo do artigo que cita a dúvida existente entre os especialistas da AEB e da própria FAB se o major-brigadeiro Wander Almodovar Golfetto, “estaria querendo chamar a atenção da Opinião Pública para as dificuldades do Programa Nacional de Atividades Espaciais, ou se apenas pretendendo apequenar, intencionalmente, o programa nacional de foguetes, como forma de ocultar seu prosseguimento”, num contexto geral não me parece muito verossímil. Veja bem leitor, que o Brigadeiro estaria tentando chamar a atenção da Opinião Pública (chocar) para as dificuldades do programa nacional de foguetes, isto não resta a menor dúvida e talvez até por iniciativa própria, já que tanto o COMAER como o Ministério da DEFESA se recusam e se omitem em tomar uma posição oficial e pública quanto à questão. Agora achar que o Brigadeiro poderia estar apenas querendo apequenar intencionalmente o programa nacional de foguetes, como forma de ocultar o seu prosseguimento, isto não faz o menor sentido, uma tremenda baboseira, e fica até parecendo uma daquelas famosas “Teorias da Conspiração”. Já quanto a espionagem bem como pressões políticas de boicote tecnológico nessa área ou em qualquer área de pesquisa estratégica ou científica, faz parte do dia-a-dia de qualquer nação do mundo (mesmo entre nações amigas) e temos de aprender a conviver com isto, sempre tendo em mente que primeiro vem o BRASIL, segundo o BRASIL, terceiro o BRASIL, quarto o BRASIL, quinto o BRASIL e assim sucessivamente. Este é o exemplo exitoso que as nações desenvolvidas seguem a risca há décadas, as vezes até com exagero, como acontece frequentemente com os EUA. Aproveitamos para agradecer ao leitor Fabrício Tavares pelo envio deste interessante artigo.

sábado, 30 de maio de 2015

Comunicação Super Importante - Não Deixem de ler.

Olá leitor!

Recebi uma comunicação do site do vakinha.com informando que eles estão mudando a plataforma do site deles e será necessário que eu mude a Campanha de Manutenção do Blog para a nova plataforma se eu quiser continuar com a campanha.

Para tanto terei de sacar o saldo de R$ 7.500,00 (bruto) - R$ 373,92 (taxa do site), ou seja, o saque será de R$ 7.122,08 (liquido).

Entretanto as regras do site exigem que cada saque seja feito no limite máximo de R$ 5.000,00, o que me obriga então a fazer o saque em duas operações. A primeira delas eu já fiz no dia de ontem (29/05) neste valor máximo e a segunda operação no valor de R$ 2.112,08 eu só poderei concretizar após a liberação das duas ultimas colaborações no valor de R$ 40,00 (bruto), R$ 38,00 (liquido), realizadas recentemente pelos Srs. Carlos Cássio Oliveira e Elison Gustavo. As colaborações na realidade já foram confirmadas, mas levam 14 dias para serem disponibilizadas.

Vale dizer também que para cada Operação de Saque o vaquinha.com cobra R$ 3,00. Sendo assim após a liberação do saldo líquido de R$ 7.122,08 terão de ser abatidos ainda R$ 6,00 deste valor, ou seja, o valor líquido na realidade será de R$ 7.116,08.

Diante disto, peço aos leitores que não façam mais colaborações até que a campanha seja transferida para a nova plataforma do vaquinha.com. O blog avisará quando estiver tudo certo. Agradeço a compreensão de todos.

Duda Falcão

ERRATA - Operação MAPHEUS-5 Só em Junho

Olá leitor!

Infelizmente por falta de uma melhor atualização do site da Swedish Space Corporation (SSC)  formos levados a cometer um erro quando divulgamos que a campanha de lançamento do foguete VSB-30 da "Operação MAPHEUS-5" estava em andamento desde o dia 04 de maio, e pedimos desculpas aos nossos leitores pelo erro cometido.

Na realidade, pelo que está agora no site desta empresa sueca é que esta campanha de lançamento se iniciará dia 01 de junho se estendendo até o dia 23 do mesmo mês. Peço desculpas aos nossos leitores pelo erro cometido.

Duda Falcão

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Planetário de Brasília Recebe Mostra Sobre Astronomia

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (29/05) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB), destacando que Planetário de Brasília recebe mostra sobre Astronomia.

Duda Falcão

Planetário de Brasília Recebe
Mostra Sobre Astronomia

MCTI

Foto: Divulgação/Planetário
Exposição já foi vista por mais de 800 pessoas.

Brasília, 29 de maio de 2015  Painéis fotográficos com imagens de galáxias, nebulosas planetárias e constelações podem ser vistos na mostra de astronomia que está instalada por tempo indeterminado no Planetário de Brasília.

A exposição Universo Surpreendente, iniciativa da organização intergovernamental de ciência e tecnologia preeminente alemã Observatório Europeu do Sul, foi aberta no início do mês.

Voltada para todas as idades, a mostra tem os estudantes como público-alvo. “Queremos despertar neles a curiosidade sobre o Universo, não limitando-a ao planeta Terra”, explica o diretor de divulgação científica da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação, Airton Lugarinho.

Nos corredores do primeiro andar e do subsolo, estão expostas imagens que abordam a concepção, a construção e o funcionamento dos maiores observatórios astronômicos terrestres do mundo. “A pretensão do Planetário é de se tornar um polo de ciência e tecnologia”, afirma Lugarinho.

As fotos, que chamam atenção pelas cores e nuances das formas, foram tiradas por um telescópio com tecnologia de ponta e padrão de referência da astronomia europeia, o Very Large Telescope, e pelo telescópio espacial Hubble.

Réplicas das roupas usadas pelo astronauta brasileiro Marcos Pontes e de modelos de espaçonaves, também fazem parte do acervo. O Observatório Europeu do Sul opera em regiões icônicas como o deserto do Atacama, no Chile, local que recebe visitantes de todo o mundo para observação do céu.

O Planetário de Brasília foi criado em 1974, fechado em 1996 e reaberto ao público no final de 2013. Desde a reinauguração, o local tem tecnologia de última geração, como o projetor alemão Spacemaster, usado nas sessões que ocorrem na cúpula.

Para assistir às sessões regulares do planetário, de terça-feira a domingo, é cobrado dos visitantes um quilo de alimento não perecível como ingresso. A programação varia entre sessões comentadas por um monitor do espaço (que ocorrem aos fins de semana, às 15 h e às 18h30), mostra do céu de Brasília, do Sistema Solar, fases da Lua e exibição de filmes.


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

Grupo de Trabalho Divulga Previsão Climática Para Três Meses

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (29/05) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB), destacando que Grupo de Trabalho divulga Previsão Climática para três meses.

Duda Falcão

Grupo de Trabalho Divulga Previsão
Climática Para Três Meses

MCTI


Brasília, 29 de maio de 2015  A previsão do clima para os meses de junho, julho e agosto é de chuva abaixo da média para uma faixa que se estende do norte da Região Norte ao noroeste do Maranhão. Já para o oeste do Amazonas, a previsão aponta maior probabilidade de chuva acima da média. De acordo com o estudo, isso ocorre em função da atuação do fenômeno El Niño.

O documento ressalta o estabelecimento do período de estiagem na grande área central do país, ao longo do trimestre. Os dados são do Grupo de Trabalho em Previsão Climática Sazonal (GTPCS) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), que se reuniu, na quarta-feira (27), no Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTec) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP).

Para o leste da Região Nordeste, que se encontra no seu período mais chuvoso, a previsão indica maior probabilidade das chuvas ocorrerem dentro da média no período. No Sul, o relatório mostra que há probabilidade de incidência de chuva acima da média.

Com relação às temperaturas, o relatório mostra níveis acima dos valores normais para maior parte do país. As incursões de massas de ar frio devem se tornar mais frequentes a partir de junho, podendo causar acentuado declínio de temperatura e ocorrência de geada em regiões serranas, especialmente sobre o centro-sul.

Participam do grupo de trabalho, instituído pelo MCTI em novembro de 2013, as principais lideranças na área de previsão climática do Brasil. Entre eles, estão pesquisadores do CPTec e do Centro de Ciência do Sistema Terrestre (CCST) do INPE, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN) e do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (INPA).

A cada mês os especialistas se reúnem para traçar prognósticos para o trimestre seguinte. O objetivo é dar subsídios aos tomadores de decisões sobre o cenário climático que se aproxima.


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

DETER Estimam 362 km² de Corte Raso na Amazônia Entre Três Meses

Olá leitor!

Segue abaixo uma incessante nota postada hoje (29/05) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB), destacando que o Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (DETER) do INPE estimou 362 km² de corte raso na Amazônia entre três meses.

Duda Falcão

DETER Estimam 362 km² de Corte Raso
na Amazônia Entre Três Meses

INPE


Brasília, 29 de maio de 2015  No trimestre de fevereiro, março e abril, os alertas de alteração na cobertura florestal por corte raso e degradação na Amazônia somaram 550 km². Deste total, estima-se que 362 km² são de áreas de desmatamento por corte raso e 180 km² correspondem à degradação florestal, conforme registro do Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (DETER) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Baseado em dados de satélites de resolução moderada (250 m), o Deter é uma ferramenta de suporte à fiscalização de desmatamento e demais alterações na cobertura florestal ilegais, prioritariamente orientado para as necessidades do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA).

As imagens são analisadas e em prazo de até cinco dias após a passagem do satélite mapas de Alertas de alteração na cobertura florestal são enviados ao IBAMA. Os alertas podem se referir indistintamente ao desmatamento propriamente dito, quando há a remoção drástica da cobertura florestal por corte raso, e também a eventos de degradação florestal, que podem ser exploração madeireira por corte seletivo, preparação da área para o corte raso, localmente denominada brocagem, ou cicatrizes de incêndio florestal.

Os resultados do Deter devem ser analisados em conjunto com as informações sobre a cobertura de nuvens, que afeta a observação por satélites. Em função da cobertura de nuvens variável de um mês para outro e, também, da resolução dos satélites, o INPE não recomenda a comparação entre dados de diferentes meses e anos obtidos pelo sistema.

Corte Raso e Degradação – Uma validação dos dados é realizada regularmente pelo INPE desde 2008 e, como resultado, obtém-se uma estimativa amostral da proporção de áreas de corte raso, de degradação florestal e de falsos positivos.

A fatoração da área de alerta em corte raso e em degradação florestal atende a uma solicitação do IBAMA, ratificada por um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) firmado em novembro de 2014 entre as duas instituições. A fatoração pode ser aplicada toda vez que houver dados de satélites de alta resolução (20-30 m) disponíveis no mês em questão e com baixa cobertura de nuvens em quantidade suficiente para cobrir ao menos 30% dos eventos de alertas e 30% de sua área total.

Conforme o ACT firmado, a divulgação do Deter é referente a um trimestre, realizada no fim do mês seguinte ao término do trimestre e, além dos relatórios de dados (1) e de validação (2), o INPE divulga mapas da distribuição espacial das ocorrências de alertas de cada mês deste trimestre agregados em células de 50 km X 50km (3) e o mapa com os polígonos de alertas do trimestre anterior (4). O INPE também fornece uma interface gráfica para a visualização dos dados e outras informações sobre as alterações da cobertura florestal na Amazônia (5).






Sistema DETER – Realizado pela Coordenação de Observação da Terra (OBT) do INPE, o DETER é um serviço de alerta de desmatamento e degradação florestal na Amazônia Legal baseado em dados de satélite de alta frequência de revisita.

Ele utiliza imagens do sensor Modis do satélite Terra, com resolução espacial de 250 metros, que possibilitam detectar polígonos de desmatamento com área maior que 25 hectares. Nem todos os desmatamentos são identificados devido à ocorrência de cobertura de nuvens.

Os alertas produzidos foram concebidos e são produzidos para orientar a fiscalização do desmatamento ilegal na Amazônia. Os mapas de alertas são enviados diariamente ao IBAMA com a localização precisa de eventos de desmatamento e degradação florestal e um indicativo de área que tem qualidade limitada pela resolução do satélite, que permite representação acurada de área apenas para eventos de tamanho superior a 100 ha.

Por isso, o INPE não recomenda que os dados de área de alertas sejam utilizados como indicativo do andamento da intensidade de desmatamento. Para medir esta intensidade o INPE produz desde 1988 o mapa de desmatamento feito com imagens de resolução de 20 a 30 m (Landsat, CCD/CBERS, LISS3/ResourceSAT, DMC e Spot). Deste mapa o INPE calcula a taxa de desmatamento anual em km² medida pelo PRODES.

A menor resolução dos sensores usados pelo DETER é compensada pela capacidade de observação diária, que torna o sistema uma ferramenta ideal para informar rapidamente aos órgãos de fiscalização sobre novos desmatamentos.

Este sistema registra tanto áreas de corte raso, quando os satélites detectam a completa retirada da floresta nativa, quanto áreas com evidência de degradação decorrente de extração de madeira, preparação para desmatamento (brocagem) ou incêndios florestais, que podem ser parte do processo de desmatamento na região.

A cada divulgação sobre o sistema de alerta DETER, o INPE apresenta ainda um relatório de avaliação amostral dos dados. Os relatórios, assim como demais dados relativos ao Deter, podem ser consultados em www.obt.inpe.br/deter.


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

Governo Quer Ampliar Uso de Satélites de Sensoriamento Remoto

Olá leitor!

Segue abaixo mais uma artigo postado ontem (28/05) no site do “defesanet,com”  destacando que o Governo quer ampliar uso de Satélites de Sensoriamento Remoto.

Duda Falcão

COBERTURA ESPECIAL - ESPECIAL ESPAÇO - TECNOLOGIA

Governo Quer Ampliar Uso de
Satélites de Sensoriamento Remoto

Pedro Paulo Rezende
Especial DefesaNet
28 de Maio, 2015 - 08:00 ( Brasília )

A constelação Pléiades é composta por dois pequenos e ágeis
satélites, Pléiades 1A e 1B, que juntos conseguem adquirir imagens
ópticas diárias de altíssima resolução espacial, de qualquer região do
planeta. O primeiro satélite da série foi lançado em 2011 e o segundo em 2012.

Brasília — O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) irá iniciar os estudos para a contratação de serviços comerciais por satélites de varredura radar nas bandas L e X. A ideia é complementar os serviços oferecidos pelo consórcio liderado pela AIRBUS Defence & Space e pela HIPARC, vencedor da concorrência pública para imagens de sensoriamento remoto em altíssima resolução. O órgão pretende começar neste ano a coleta de informações para preparar o requerimento de informações (RFI).

Segundo a fonte, a próxima concorrência usará como modelo o contrato firmado pelo governo federal e o consórcio HIPARC/AIRBUS, considerado como inovador e com alto grau de custo-efetividade. A necessidade de imagens por radar foi levantada pelos ministérios da Defesa, do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia. Os dados de sensoriamento remoto por meios óticos permitem um alto grau de detalhamento, mas são limitados pelas condições meteorológicas e não atravessam a cobertura vegetal.

Entre 2007 e 2011, o Brasil usufruiu do serviço regular de sensoriamento remoto por radar. A Agência de Cooperação do Japão (JICA) e o Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas financiaram a instalação de um centro de recebimento e análise de imagens na sede do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) em Brasília. O Advanced Land Observing Satellite 1 (ALOS 1, também conhecido como Daichi), lançado pela Agência Espacial do Japão (JAXA), mapeou todo o território da Amazônia Legal, que abrange nove estados brasileiros (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do estado do Maranhão), o que corresponde aproximadamente 5.217.423 km², cerca de 60 % do território brasileiro.

O trabalho foi encerrado em abril de 2011, quando o ALOS 1 apresentou uma falha técnica e teve de ser desligado, mas logo no início da cooperação ajudou a detectar 57 novos polígonos de desmatamento, além de 26 polígonos não identificados pelo sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (DETER), que empregava imagens óticas, em decorrência da presença de nuvens.

O consórcio vencedor da concorrência para o fornecimento de imagens óticas em alta definição possui dois satélites que empregam varredura radar, o TamDEM-X e o TerraSAR, mas o MPOG decidiu não incluí-los no primeiro contrato.

COBERTURA ABRANGENTE

Durante um seminário realizado no Brasília Palace Hotel, prédio histórico projetado por Oscar Niemeyer, o consórcio AIRBUS-HIPARC detalhou a Ata de Tomada de Preços que guiará o contrato de fornecimento de imagens óticas de sensoriamento remoto. O evento, realizado em comemoração ao Dia da Terra (22 de abril), serviu para dirimir as dúvidas dos usuários sobre a metodologia que será empregada para a aquisição de dados pelos governos federal, estaduais e municipais.

A AIRBUS Defence & Space possui uma constelação formada por seis satélites. O Brasil empregará quatro deles, os Pléiades 1A e 1B (resolução entre 1,5 metro e 0,5 metro por pixel) e os SPOT 6 e 7 (resolução entre 1,5 metro e 2,5 metros por pixel). O acervo da companhia europeia abrange mais de 100 bilhões de quilômetros quadrados de imagem, 2,2 bilhões deles capturados pela série SPOT.

Para cumprir a exigência do MPOG, que estabelecia uma resolução mínima de 1,5 metro por pixel, o consórcio ofereceu a constelação Plêiades para a maior parte do contrato, o que reduziu a oferta de imagens de acervo. Os satélites SPOT, apesar de cumprirem os requisitos da licitação, são comercializados dentro da faixa de 2,5 metros por pixel e foram adicionados posteriormente para ampliar a oferta de imagens de acervo. O pagamento será calculado pelo total de quilômetros de imagem adquiridos ao preço médio de R$ 10 por quilômetro, variando entre R$ 7,50 e R$ 11,50. No total, calcula-se uma demanda de 7,3 milhões de quilômetros quadrados de imagens.

Os maiores clientes são o Ministério da Defesa, que contratou 1.872.603 km² de imagens; o Ministério do Meio Ambiente, com 1.802.864 km², e o Ministério das Cidades, com 1.000.000 km². Dependendo da necessidade, os organismos podem solicitar imagens específicas ao consórcio Hiparc-Airbus. O sistema de contratação também privilegia o compartilhamento de dados entre os clientes e as imagens serão entregues em GeoTIFF, modo que permite altíssima resolução para geração e impressão de cartas e mapas. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) cuidará do gerenciamento do contrato.

Uma necessidade se mostrou urgente no seminário realizado no Brasília Palace: ampliar a quantidade de imagens de acervo. O IBAMA gerencia um sistema de acompanhamento do território nacional por satélites desde 1986 e necessita dados comparativos ao longo deste período. Apesar disto, o novo sistema de contratação de serviços de sensoriamento remoto promete uma revolução ao permitir o uso de satélites em atividades de planejamento nas esferas federal, estadual e municipal. O MPOG irá renová-lo anualmente, o que permitirá corrigir distorções encontradas.

Pléiades

A constelação Pléiades é composta por dois pequenos e ágeis satélites (Pléiades 1A e 1B), que juntos conseguem adquirir imagens ópticas diárias de altíssima resolução espacial, de qualquer região do planeta. O primeiro satélite da série foi lançado em 2011 e o segundo em 2012.

Eles fornecem dados ortorretificados, com resolução de 0,5 metros, e adquirem imagens estéreo de alta resolução, em apenas uma passagem. Ambos operam na mesma órbita, faseados em 180º. Com estas características, seus produtos são aplicáveis à cartografia em escalas mais detalhadas que aquelas disponíveis pelos demais satélites do programa SPOT, tanto para uso civil quanto militar.

SPOT

Os satélites da família SPOT foram desenhados para operar com sensores ópticos, em bandas do visível, infravermelho próximo e infravermelho médio. Ao todo foram lançados sete satélites, divididos em três gerações, com alterações em suas cargas úteis. Desses, apenas dois continuam em serviço. O SPOT-6 foi lançado em 2012 com sensor óptico de 1,5 metros de resolução espacial, garantindo a continuidade de uso das imagens da série. O projeto foi idealizado e executado por empresa privada e herdou tecnologia da missão Pléiades.

O SPOT-7 foi lançado em 2014. As imagens SPOT possuem aplicações nas mais diversas áreas científicas e comerciais, no monitoramento de fenômenos e recursos naturais, acompanhamento do uso agrícola e urbano das terras, apoio ao monitoramento e definição de áreas de preservação, atualização de mapas e cartas, entre outros.



Brasil Agora Procura Estabelecer Parcerias Espaciais com a Holanda

Olá leitor!

Segue abaixo mais uma artigo postado dia (27/05) no site do “defesanet,com”  completando a notícia de que o Brasil agora está procurando estabelecer parcerias espaciais com a Holanda.

Duda Falcão

COBERTURA ESPECIAL - ESPECIAL ESPAÇO - TECNOLOGIA

Brasil Agora Procura Estabelecer
Parcerias Espaciais com a Holanda

Júlio Ottoboni
Especial DefesaNet
27 de Maio, 2015 - 22:50 ( Brasília )

Foto: AEB
O presidente da Agência Espacial Brasileira, AEB, José Raimundo
Braga Coelho, e pelo diretor do Escritório Espacial dos
Países Baixos, NOS, Ger Nieuwpoort.

A Agência Espacial Brasileira (AEB) e o Escritório Espacial dos Países Baixos (NOS) assinaram um acordo de cooperação na última sexta-feira (22MAI15), e  acertaram a organização de um encontro espacial público-privado para setembro deste ano entre os dois países, no Parque Tecnológico de São José dos Campos.

O Brasil está se afastando os países latino americanos e procurando abrigo tecnológico na Europa, indo na contramão da política colaborativa do governo federal. A decisão de ignorar os avanços para se constituir uma Agência Espacial Latino-Americana partiu da direção da AEB, conforme divulgado com exclusividade pelo DefesaNet. (Ver matéria AEB recua e extingue criação da Agência Espacial Latino Americana).

O evento contará com as indústrias locais e autoridades do segmento espacial dos Países Baixos. Na pauta do evento está a discussão sobre temas de interesse comum, visando a elaborar um Programa de Cooperação Espacial.

O Programa de Cooperação será voltado para a formação de especialistas brasileiros na área espacial em universidades, centros de pesquisa e empresas dos Países Baixos, em particular a Holanda. Além da vinda de pesquisadores e professores desta porção da Europa ao Brasil dentro do Programa Ciência sem Fronteiras – Espacial.

Esse foi um dos temas abordados pelo presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Braga Coelho, e pelo diretor do Escritório Espacial dos Países Baixos (NOS), Ger Nieuwpoort, em visita que ele fez a instituição no final da semana passada. Em seguida, a comitiva do NOS seguiu para o polo aeroespacial de São José dos Campos.

O NOS, criado em 2009 como sucessora da Agência de Programas Aeroespaciais dos Países Baixos (NIVR), é vinculado aos ministérios da Economia; de Educação, Cultura e Ciência; da Infraestrutura e do Meio Ambiente e da Organização para a Pesquisa Científica do país.

Uma delegação do NOS se encontra no Vale do Paraíba para  identificar possibilidades de cooperação na área da tecnologia aeroespacial e suas aplicações em áreas, como agricultura, gestão de recursos hídricos, energia, meio ambiente, logística e segurança pública.

“Nosso objetivo é fortalecer as relações entre as comunidades espaciais do Brasil e da Holanda. Como polo aeroespacial brasileiro, São José dos Campos tem um papel muito importante neste sentido”, disse Ger Nieuwpoort, diretor geral da NSO.

A comitiva teve no seu roteiro visitações ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais ( INPE) e o Parque Tecnológico Riugi Kojima, onde conheceram as incubadoras tecnológicas, o Centro de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden) e a empresa Equatorial Systems, além de visitarem a companhia Visiona e  a Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil.

Nos dois últimos anos, São José recebeu delegações das Universidades Tecnológicas de Delft e Twente, do Laboratório Aeroespacial Holandês, que realizou os ensaios aerodinâmicos do cargueiro da Embraer KC-390 e da nova versão do jato 190. Também esteve presente a Organização Holandesa para Pesquisa Científica Aplicada.

As Universidades de Twente e Delft assinaram memorandos de entendimento com o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e a organização holandesa de ciências pretende estabelecer uma relação de cooperação científica.

Em junho de 2014, o prefeito e o diretor geral de Inovação do Ministério de Assuntos Econômicos da Holanda, Bertholt Leeftink, assinaram uma carta de intenções para formalizar os esforços conjuntos empreendidos pelas duas partes para fomentar e potencializar a cooperação entre instituições de tecnologia dos dois países.

No mesmo mês, por iniciativa da Prefeitura e do Consulado Geral holandês, ocorreu no Parque Tecnológico o primeiro High Tech Forum Brasil Holanda, com o objetivo de fomentar parcerias entre empresas e instituições de ensino, pesquisa e desenvolvimento dos setores aeroespaciais dos dois países.

Desde o início deste ano, a Prefeitura já recebeu delegações da Holanda, dos Estados Unidos, da Alemanha, da França, de Israel, de Cingapura e de Portugal.


INPE de Cachoeira Paulista Seleciona Bolsista na Área de Programação

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota publicada ontem (28/05) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), destacando que o instituto de Cachoeira Paulista seleciona bolsista na Área de Programação.

Duda Falcão

INPE de Cachoeira Paulista Seleciona
Bolsista na Área de Programação

Quinta-feira, 28 de Maio de 2015

A Divisão de Satélites e Sistemas Ambientais do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em Cachoeira Paulista, seleciona bolsista para o projeto “Desenvolvimento do SIGMACast para interface com o GeonetCast”, financiado pelo CNPq. Os candidatos devem ter nível superior, experiência e habilidade em programação.

A remuneração, por meio de Bolsa de Desenvolvimento Tecnológico do CNPq, pode chegar a R$ 4.000,00 para profissional de nível superior com seis anos de experiência (bolsa DT1-A). Para profissionais com dois anos de experiência, o valor da bolsa (DTI-B) é de R$3.000,00.

O perfil profissional completo, requisitos para a escolha do bolsista e o contato para envio de currículos estão disponíveis na página http://www.inpe.br/gestao/anuncios_oportunidades/bolsas.php


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)