terça-feira, 17 de março de 2015

Evolução Tecnológica do Veículo Lançador de Satélites Tronador II

Olá leitor!

Trago agora para você um folheto que descreve a futura evolução do projeto do Veículo Lançador de Satélites Tronador II, folheto este que foi recentemente divulgado pela “Comissão Nacional de Atividades Espaciais (CONAE) da Argentina, e postado no dia de ontem (16/03) no “Blog Argentina en el Espacio”.


Como se pode notar através deste folheto a CONAE Argentina tem um plano a ser seguido, mas tudo dependerá do compromisso do seu próximo governo.

Duda Falcão

5 comentários:

  1. Quando assistimos a argentina fazer razoáveis progressos em seu programa espacial, como o fornecimento do subsistema de controle de altitude da PMM brasileira (um programa que se arrasta há décadas), o desenvolvimento de um satélite geoestacionário local, (algo que o Brasil irá compra da França) e agora entrar na fase final do desenvolvimento de um lançador leve. (Algo que em teoria já fizemos há 18 anos mas até agora não conseguimos concluir com sucesso), fica a pergunta.
    O que eles tem que não temos?
    Governo? Difícil acreditar que politicamente, os argentinos estejam melhores que o brasil neste campo, por pior que seja o nosso atual momento, eles também passam por mal bocados. O retrospecto político de ambos os países nos últimos 15 anos nos é favorável.
    Dinheiro? A situação argentina é muito pior que a nossa, em moratória internacional, os aviões da força aérea evitam sair do país para participar de exercícios para não serem penhorados pelos credores nós ao contrario surfamos uma onda de 10 anos de crescimento.
    Acredito que a argentina tenha duas coisas que não temos em nosso programa espacial.
    Uma integradora de fato que é a INVAP. No Brasil nós temos “atravessadores espaciais” empresas que compram uma tecnologia externa vendem localmente como nacional e isto francamente não é indústria espacial.
    A segunda coisa que eles tem e nós não temos é foco. O SCD-01 lançado a distantes 22 anos atrás foi resultado de um escopo de projeto bem delimitado, de um desenvolvedor focado (INPE) e de um programa objetivo (MECB). Atualmente temos escopos amplos em satélites, instituídos de pesquisas com objetivos diversos e vários programas espaciais em paralelo, o resultado é o que vemos, paralisia total.
    Em programas espaciais, menos é mais. Quando menos prioridades, mais se consegue de resultados.

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    1. Caro Eng. José Dallamuta!

      Permita-me discordar do senhor nesta questão. Em parte do seu cometário eu concordo, mas o sucesso da INVAP passa sim pelo governo Argentino, como aliás já foi por diversas vezes enaltecido tanto pela CONAE, como pela própria INVAP. O senhor tem de entender que todo PROGRAMA ESPACIAL é governamental, em qualquer país do mundo, não só por serem os seus governos os seus maiores clientes, mas também e principalmente pelos acordos internacionais que estabelecem cada governo como seu agente mobilizador, planejador e responsável por qualquer incidente que ocorra, entende? Não resta dúvida que o governo Argentino é ruim e que as dificuldades econômicas do país platino são desesperadoras. Entretanto na questão espacial desde o governo do marido da Cristina Kirchner o apoio financeiro e logístico aliado a cobrança por resultados tem sido exercido pelos Kirchners gradativamente e aliando a isto também a competência administrativa dos gestores do Programa Espacial Argentino o mesmo tem avançado. Outra coisa que ha meu ver tem de ser dita é que enquanto na Argentina (durante os governos dos Kirchners) a Comunidade Espacial foi ouvida, no Brasil acordos como o da ACS são assinados por questões políticas. Bom é isto aí.

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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    2. A sabotagem norte-americana aqui é evidente... Estão nos postos-chave do País. E não sou um fanático que crê em conspirações por toda parte.

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    3. Já vi comentários, e também concordo; que a configuração em "cacho" dos boosters do VLS colocaram uma dificuldade adicional, para o sucesso do foguete. Vejam, não sou um especialista na área. Enquanto a maioria dos foguetes, necessitam descartar 2 ou 3 estágios; o VLS na prática precisa descartar 7 estágios. Nos 2 primeiros lançamentos, 01 booster não ignitou e no outro lançamento; o 1º estágio não se soltou do restante do foguete,(problemas sempre relacionados ao "cacho").Se o VLS fosse menos ambicioso, talvez a história teria sido outra.Por isso coloco muita esperança, na maior simplicidade técnica do VLM.

      Eng. Ageu Alves

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  2. Com todo respeito acho que os senhores estão mal informados sob a realidade política, social y económica da República Argentina, não é otima, mais não e ruim, recomendo jogar ao lixo a norteamericaníssima revsita Veja y pesquisar pela sua conta. Alem disso, eu acho que ha duas diferencias principais, a primeira é a tradicíon argentina por desenvolver tecnología propia, contrariamente ao Brasil, que é mais propenso a comprar no exterior (isso da resultados inmediatos mais no futuro é contraproducente) A segunda é un sistema educativo público de excelente cualidade, as univerisades públicas argentinas ja acumulan vários prémios Nobel entre otras distinçoes (e isso custa muito tempo, esforço e dinheiro) O resultado é un grande sistema científico que não consigue desenvolver mais tecnología porquê a nossa indústria foi arrassada pelo neoliberalismo, mais quando o Estado o cualquer outro fornece as condicioes os resultados estão a vista.
    Mas também concordo em que sim o Brasil focalizar seus profissionais em projetos mais concretos, mais racionais, com organismos o agencias ágeis, modernos é sem intervençao militar, os resultados seríam ótimos.
    So na minha opinião

    Atenciosamente Lic. Alejandro Díaz

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