segunda-feira, 2 de março de 2015

Cubesat AESP-14 Falha e Está Inoperante no Espaço

Olá leitor!

É com extrema tristeza e decepção (principalmente neste momento tão difícil que tanto o PEB e o país atravessam com um presidente de órgão fantoche e uma presidenta da república debiloide) que fomos informados oficialmente pelo gerente do "Projeto do Cubesat AESP-14" do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), o Dr. Pedro Teixeira Laçava, de que o segundo canarinho brasileiro falhou, e infelizmente está inoperante no espaço.

Segundo o Dr. Pedro Lacava, após uma avaliação técnica realizada pela equipe, à conclusão que se chegou foi que, se não houve nenhum problema no transporte do cubesat, a falha mais provável é que tenha ocorrido algo no sistema de abertura da antena.

Ainda segundo o gerente do projeto, apesar da inoperância do cubesat, o objetivo geral do projeto foi considerado cumprido, pois o AESP 14 é um satélite acadêmico onde o maior legado está no aprendizado pela execução, onde as falhas também são aprendizados, e no fundo é isso que move os progressos científico e tecnológico.

Maiores informações deverão em breve serem divulgadas pela própria Agência Espacial de Brasileira (AEB). Vamos aguardar.

Duda Falcão

Lançamento do AESP-14.


Fonte: Equipe do Projet AESP-14

Comentário: Bom leitor, apesar da falha (possível de ocorrer em qualquer lugar do mundo, mesmo em países com mais compromisso e mais adiantados) não podemos deixar de enaltecer o trabalho realizado pelo grupo de alunos e professores do ITA e também os pontos citados pelo Dr. Pedro Lacava. Entretanto nada de pior poderia acontecer neste momento tão difícil para o Programa Espacial Brasileiro que precisa desesperadamente apresentar resultados concretos para Sociedade, enfim... só nos resta lamentar e desejar que este incidente não venha desestimular o ITA em dar prosseguimento no desenvolvimento de novos projetos com a plataforma cubesat. Parabéns  a todos os integrantes do Projeto AESP-14.

7 comentários:

  1. Sobrevivendo à pão e água falhas tornam-se invitáveis onde se trabalha no limite.Logo em seguida as instituições da área são acusadas de falhar e desacreditadas.O pouco apoio que tinham é retirado.As vítimas tornam-se culpados e vai-se acabando nosso programa espacial.Lástima.

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    1. Paulo Cesar (SJC)4 de março de 2015 22:57

      O trabalho de pesquisa com as restrições e falta de apoio produz resultados às custas do esforço e sacrifício pessoal dos pesquisadores, principalmente quando são alunos. A falta de apoio institucional é crítica e no caso do AESP-14 os executores, principalmente os alunos de pós-graduação bolsistas faltou um envolvimento maior do INPE a nivel de direção assumir realmete o envolvimento e apoio aos projetos. Os que deveriam apoiar as iniciativas criam barreiras sem responsabilidade administrativa adequada, pelo que se ouve nos corredores e salas de café as equipes de bolsistas (alunos) do ITASAT e CONASAT estão sem receber as parcas e baixas bolsas de pesquisa a dois meses por descaso do diretor do INPE (que são de subisistencia...), de forma a arriscar todo o projeto pois sem pagamento minimo para "sobreviver" as equipes correm o risco de se desmantelar por irresponsabilidade publica.... pasmem a verba foi disponibilizada pela AEB em janeiro e o INPE não se dispõe a pagar, é algo revoltante. Será que existe uma falta de interesse da direção em apoiar os projetos de satélites universitários que foram iniciados e incentivados pelo INPE desde o inicio?

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  2. https://www.youtube.com/watch?v=aUU_5V3lJt0

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  3. Fantástico o trabalho do pessoal é uma pena o pouco apoio do governo ao PEB. Meus parabéns a toda equipe.

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  4. Cadê o próximo? Mãos à obra!!! Minha Yagi UHF está a postos.

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  5. Não tem desculpa técnica.Isso é falta de competencia mesmo.
    Amigos.Não é falta de recurso e nem vontade politica.
    Qualquer estudante primário dos EUA poe um CubeSat funcionando no Espaço.
    (Isso mostra que não requer muita "formação")
    Sobre recursos,na Coreia do Norte ,um pais que não pode comprar nada de Europa e nem EUA,nunca teve uma chance de ter uma carga abordo de empreesa
    americana.Mesmo assim eles criaram tanto o foguete como os satelites que funcionam perfeitamente.
    (Não é propganda comunista.Isso são fatos)
    Sabe como chamamos aquele complexo ?
    Esse complexo ronda a casa grande...

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    1. Caro Almir,

      Entendemos que críticas construtivas sempre são positivas e bem recebidas pelo projeto.

      1º Não é qualquer estudante primário dos EUA que faz um CubeSat. Há inúmeras universidades dos EUA que até hoje compram a plataforma. Isso ocorre em diversos Países. O AESP-14 foi a primeira plataforma CubeSat 100% Brasileira. Sabe-se que a confiabilidade de CubeSats gira em torno de 33%, ou seja, apenas 1/3 funciona, logo podemos afirmar que sim, requer uma boa formação para ter um CubeSat funcionando no espaço em um período suficiente para que a missão seja cumprida. Acertar de primeira é muito difícil, há inúmeros exemplos de universidades estrangeiras que perderam até os 2 primeiros nanosats antes de obter sucesso, e hoje dominam a tecnologia. Creio que essas pessoas não desistiram, e não se deixaram desestimular por pessoas que fazem comentários rasos e depreciativos. Creio que (apesar da falha) nosso próximo satélite será muito melhor que o primeiro. Além disso, os EUA possuem muitos anos desenvolvendo CubeSats na frente do Brasil. Os estudantes (lá) nunca começam o projeto do zero (como foi nosso caso). Lá eles possuem heritage de diversas outras equipes que há anos lançam nanosats, mas que um dia, tiveram que dar o primeiro passo (que é oq fizemos).


      2º Qualquer falha pode ser vista como falta de competência. Sempre algo poderia ter sido feito melhor para evitar a falha. Errando também se aprende, e este é o propósito do CubeSat, aprender. Obviamente alunos estão em processo de aprendizado, e estão mais suscetíveis a cometerem erros.

      3º Se você estiver algum dia em São josé dos Campos, entre em contato com a equipe, ficaremos contentes em mostrar tudo o que foi desenvolvido, e todos os alunos que tiveram seus futuros positivamente impactados pelo projeto.

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