sexta-feira, 6 de março de 2015

Brasil e Japão Avaliam Novas Perspectivas de Cooperação Espacial

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (05/03) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB) destacando que a comitiva japonesa que visitou o INPE dia 03/03, visitou também na quarta-feira (04/03) a sede da agência em Brasília.

Duda Falcão

Brasil e Japão Avaliam Novas
Perspectivas de Cooperação Espacial

Coordenação de Comunicação Social

Fotos: Valdivino Jr/ AEB
Representantes do governo e do segmento empresarial
do Japão em encontro de trabalho na AEB.

Brasília, 5 de março de 2015  Uma delegação japonesa composta de representantes do governo e do setor empresarial foi recebida nesta quarta-feira (4) na Agência Espacial Brasileira (AEB), para examinar os projetos de cooperação espacial existentes entre o Brasil e o Japão e discutir outras possibilidades de parcerias.

A missão, chefiada por Takeyoshi Fukuyo, vice-diretor do Escritório de Política Espacial junto ao Primeiro Ministro do Japão, foi recebida pelo chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da AEB, José Monserrat Filho.

Os dois países estão comprometidos, neste momento, em trabalhar juntos em duas áreas de grande relevância para o Brasil: formação de recursos humanos altamente qualificados em áreas espaciais de interesse do Programa Espacial Brasileiro; e enfrentamento de desastres naturais, campo em que o Japão é altamente especializado.

A cooperação em matéria de desastres naturais deve reunir, em torno de um plano de trabalho comum, técnicos do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN), órgão ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e técnicos japoneses de diversas entidades públicas e privadas.

Satélites – O Japão está interessado em trabalhar com o Brasil na área de sensores de satélites de última geração e de pequenos satélites. A troca de ideias e informações sobre este e outros assuntos pautou a maior parte do tempo da reunião.

O professor  Hiroaki Siraishi, da Universidade Wakayama, discorreu sobre formação de especialistas em áreas espaciais básicas. Makoto Ono, pesquisador do Centro de Tecnologia de Sensoriamento Remoto do Japão, fez uma apresentação sobre os principais trabalhos de sua instituição.

Participaram também o chefe do Escritório da Indústria Espacial do Ministério da Economia, Comércio e Indústria, Nao Takada, o presidente da Axelspace Corporation, Yuya Nakamura, três representantes da empresa Japan Space Systes, inclusive seu diretor geral, Shoishiro Mihara, dois representantes da NEC Corporation Space System Division e o gerente da Mitsubishi Cooperation, Zentaro Watanabe, além de dois funcionários da área de cooperação da Embaixada do Japão. Pela AEB ainda participou do encontro a técnica da área de cooperação internacional, Daniela Miranda.

Ficou acertado o envio oficial em breve para a AEB das propostas japonesas de cooperação.

Grupo analisou algumas propostas de cooperação que
serão encaminhadas oficialmente à AEB em breve.


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

Comentário: Pois é leitor dois pontos devem ser resaltados sobre esta passagem dos japoneses pelo Brasil. Primeiramente o fato deles terem visitado primeiro o INPE o que não só demonstra o prestígio do instituto, como também credibilidade, fatores fundamentais quando se esta tratando de acordos internacionais com órgãos sérios da Área Espacial mundial. O outro ponto é que a reunião na AEB foi conduzida pelo Sr. José Monserrat Filho, um profissional até onde sei sério e comprometido com o que faz, bem diferente do presidente Braga Coelho, um incompetente e conivente com o desastroso desgoverno da “Ogra” (sinceramente para o bem do Brasil Sr. Monserrat Filho espero que a minha impressão sobre o senhor não esteja equivocada). Entretanto reuniões como esta, mesmo que seja conduzida por gente competente e comprometida, pouco poderá resultar em algo benéfico para o país, já que não há recursos disponíveis e nenhuma disposição política do Desgoverno ou do Congresso em liberá-los (Formar profissionais para que? Utilizá-los onde se o PEB diminui ano-a-ano?). Os negociadores da AEB sabem disso, mas por alguma razão (rsrsrsrsrs) se utilizam destes encontros para passarem a imagem à Sociedade de que algo está sendo feito de efetivo, o que é lamentável. Quanto à parceria com os japoneses na área de Cubesats, vale dizer que nos lançamentos desses tipos de satélites essa parceria já existe, e até o momento já concluiu o lançamento do Cubesat AESP-14 (através da ISS) que infelizmente falhou. Vale resaltar que segundo o que foi dito ao Blog por um prestigiado pesquisador do INPE, lançamentos desses tipos de satélites realizados a partir do sistema montado pelos japoneses no “Modulo Kibo” da ISS, limita a vida útil do cubesat em apenas seis meses, o que convenhamos é muito pouco. Portanto, você que é pesquisador no Brasil nesta área, tem uma expectativa de vida útil maior para o seu cubesat e o está desenvolvendo com o apoio da AEB, bata o pé firme e busque outra solução para o lançamento do seu satélite.

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