terça-feira, 31 de março de 2015

Astrofísica Estelar Investiga Universo e Sua Evolução

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada dia (30/03) no site da “Agência USP” destacando que Astrofísica Estelar na USP investiga universo e sua evolução.

Duda Falcão

CIÊNCIAS

Astrofísica Estelar Investiga
Universo e Sua Evolução

Joana Leal,
do USP Online
30/março/2015

O Laboratório de Astrobiologia, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP, por meio da astrofísica estelar, pesquisa as características e particularidades de estrelas, planetas e a evolução estelar, de modo a entender a estrutura do universo e o surgimento da vida. O Laboratório de Astrobiologia — ou AstroLab, como é conhecido — surgiu do esforço conjunto de pesquisadores de diferentes áreas com interesses comuns por astrobiologia.

Foto: ESO
AstroLab surgiu do esforço de pesquisadores
de diferentes áreas.

Em 2009 o grupo ganhou um espaço físico, o Observatório Abrahão de Moraes, localizado entre as cidades de Valinhos e Vinhedo, no interior de São Paulo. Para o professor Jorge Horvath, pesquisador do laboratório e docente do IAG, a diversidade de áreas de atuação dos membros do AstroLab é o componente principal que garante a qualidade dos trabalhos realizados.

“Um grande problema atual para a pesquisa é que as pessoas ficam extremamente fechadas em suas especialidades. Se voltarmos séculos atrás, no momento do Renascimento, quando grandes avanços aconteceram, isso não ocorria. Os estudiosos possuíam conhecimentos sobre muitas áreas, e Leonardo Da Vinci é o melhor exemplo disso”, afirma Horvath. De fato, estudar temas tão complexos como, em última análise, a origem de tudo que existe não poderia ser tarefa para apenas uma especialidade.

Formação dos Astros

Em termos práticos, a astrofísica estelar estuda a origem e a evolução das estrelas. A formação dos astros ocorre em regiões densas de poeira e gás, compostas basicamente por hidrogênio. Sob a influência da gravidade, as nuvens que compõem a área de formação tendem a colapsar (algo como “implodir”) e formar proto-estrelas. Daí por diante, até o fim de suas vidas, diferentes processos podem acontecer com as estrelas — elas podem se tornar, por exemplo, nebulosas planetárias, supernovas, buracos negros, sofrer a influência de surtos de raio gama ou jatos estelares, entre vários outros destinos. E de lá sai material para compor todo o extenso campo que a astrofísica estelar estuda.

Devido às distâncias inimagináveis da Terra, o único dado que somos capazes de coletar dos astros é a radiação que eles emitem e chega até nós. Portanto, a astrofísica das estrelas é determinada por intermédio de observações, da busca pelo entendimento teórico e de simulações feitas em computador. Dessa maneira, utilizando técnicas avançadas, pode-se chegar a massa, temperatura, idade e diversas outras características físicas dos astros.

Embora a formação estelar pareça um processo complexo, explicar como as estrelas morrem é algo mais simples, pois a energia no núcleo das estrelas é formada por meio de fusão nuclear, por essa razão o fim de suas vidas é sempre uma explosão. “A explosão das estrelas sempre causa algum problema aos planetas vizinhos, e assim surge uma das principais questões a se estudar: a zona habitável para cada estrela. Principalmente das que estão próximas à Terra”, conta Horvath.

Contudo, é muito difícil prever a data exata de quando as estrelas irão explodir. “As estrelas que formam o Cinturão de Órion, popularmente conhecidas como Três Marias, com certeza morrerão, mas não se pode afirmar se em um período de um milhão ou três milhões de anos”, completa o docente.

Atualmente o AstroLab funciona em parceria com diversos outros laboratórios, internos e externos à USP, como é o caso do Laboratório de Química Prebiótica (LQP) da Universidade Estadual de Londrina (UEL), que estuda como as moléculas imergem de materiais inorgânicos e atuam no início da vida; o Instituto de Astrobiologia da NASA (NAI); a Associação Europeia de Redes de Astrobiologia (EANA), entre outros. O Laboratório de Astrobiologia mantém ainda uma forte preocupação em levar os conhecimentos produzidos para a sociedade, seja por meio de divulgações científicas, eventos abertos ao público, ou dando espaço para a viabilização de projetos de pessoas que não atuam no AstroLab.

Mais informações: (11) 3091-2806; email foton@iag.usp.br, com o professor Jorge Horvath


Fonte: Site da Agência USP

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