sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

MECTRON - Computador de Missão Embarcado - Tecnologia Inédita no Brasil

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia interessante publicada ontem (26/02) no site “Defesanet.com” destacando que a empresa MECTRON concluiu o projeto do Computador de Missão Embarcado, que segundo o site é uma tecnologia inédita no Brasil.

Duda Falcão

COBERTURA ESPECIAL - Base Industrial Defesa – Tecnologia

MECTRON - Computador de Missão
Embarcado - Tecnologia Inédita no Brasil

MECTRON conclui projeto de Computador de Missão Embarcado
- tecnologia inédita no Brasil

26 de Fevereiro, 2015 - 20:00 ( Brasília )

Foto – MECTRON
A MECTRON, subsidiária da Odebrecht Defesa e Tecnologia,
concluiu o projeto de um Computador de Missão utilizando a
arquitetura OpenVPX, tecnologia considerada estado-da-arte em
módulos eletrônicos embarcados.

A MECTRON, subsidiária da Odebrecht Defesa e Tecnologia, concluiu o projeto de um Computador de Missão utilizando a arquitetura OpenVPX, tecnologia considerada “estado-da-arte” em módulos eletrônicos embarcados, caracterizada por sua versatilidade, compactação e operação em ambientes críticos em plataformas do setor defesa e aeronáutico como aeronaves (tripuladas ou não), veículos blindados, armamentos inteligentes e outras.

Computadores de Missão são assim chamados por serem utilizados para gerenciamento dedicado e independente de diversos subsistemas das plataformas onde estão instalados. Por exemplo, numa aeronave, diferentes computadores de missão controlam independentemente cada um de seus subsistemas: de navegação, de comunicação, de armamentos etc.

O modelo funcional do Computador de Missão projetado pela MECTRON engloba tanto a parte de hardware como de software, sendo composto por:

· Um SBC (Single Board Computer), computador numa única placa eletrônica, com alta capacidade de processamento e memória, para aplicações embarcadas;

· Um módulo DIM (Módulo de Interface Digital), placa de interfaces digitais;

·  Um módulo AIM (Módulo de Interface Analógica), placa de interfaces analógicas, e,

·  Aplicativo de missão Moving Map.

O SBC possui processador quad-core de 1,5 GHz, 2 GB de memória RAM DDR3, 8 GB de memória flash SATA, barramentos PCI Express 2.0 e interface ethernet, entre outras interfaces. Provendo grande modularidade e versatilidade, os módulos desenvolvidos dispõem de barramentos e interfaces comuns em aeronaves, resultando num computador de missão para uso geral, facilmente configurável para uso em diferentes tipos de plataformas.

Para atendimento aos requisitos desta tecnologia inédita no país, foi fundamental firmar parcerias estratégicas com fornecedores, fortalecendo a qualificação e o desenvolvimento tecnológico do segmento.

Uma parcela deste projeto, o primeiro desenvolvido no Brasil com esta tecnologia, contou com apoio da FINEP - Inovação e Pesquisa, empresa pública do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Também foi desenvolvido pela Mectron um equipamento para simulação do ambiente operacional de aeronaves, também conhecido como “Rig de Aviônicos”.

Com o sucesso alcançado nos testes funcionais dos modelos de engenharia deste Computador de Missão Embarcado, a MECTRON busca agora viabilizar a realização de ensaios ambientais para qualificação do equipamento, processo no qual a empresa possui ampla capacidade técnica.


Fonte: Site Defesanet.com - http://www.defesanet.com.br

Comentário: Não sei bem se esta tecnologia poderá ser útil para o setor espacial, mas de qualquer forma ela parece ser muito positiva para o Setor de Defesa brasileiro. Parabéns a MECTRON. Aproveitando a oportunidade, como cidadão brasileiro, eu gostaria de questionar a diretoria da MECTRON sobre a situação do projeto das redes elétricas do VLS-1?  A Revisão Preliminar de Projeto (PDR - Preliminary Design Review) foi realizada pelo IAE em 24/11/2009 (veja aqui) e se minha memória não esta me enganando, o contrato com a MECTRON foi assinado pelo menos um ano depois. O IAE tem declarado na mídia que o atraso na entrega das redes elétricas tem sido um dos fatores para o não lançamento até o momento do VLS-1 VSISNAV. Entretanto, até agora não houve (pelo menos que eu saiba) qualquer manifestação ou explicação da MECTRON sobre o assunto, o que consideramos uma atitude que precisa ser corrigida. É preciso que a empresa use os meios de comunicação e dê uma posição à Sociedade Brasileira sobre o que está acontecendo e qual a previsão da empresa para a entrega desses equipamentos. Notícias oficiosas que chegam de São José dos Campos dão conta de que o IAE estaria em processo de cancelamento unilateral do contrato do VSISNAV com a MECTRON (a empresa além de não ter entregue as etapas, entregou com problemas os equipamentos e agora estaria propondo contratar uma empresa estrangeira chamada ‘HUAG’ com dinheiro do governo) sendo a alternativa do instituto recomeçar o VSISNAV no próprio IAE, o que neste caso significaria que o lançamento não ocorreria em menos de 3 anos. Será que esta notícia tem veracidade? A empresa precisa romper o silêncio e se posicionar publicamente, bem como o IAE, o DCTA e o COMAER e a AEB. O VLS-1 é um programa de suma importância para o País, pois a tecnologia empregada no mesmo será aproveitada nos outros projetos de veículos lançadores brasileiros que ainda fazem parte dos planos do IAE e do Brasil (VLS Alfa e BETA) para que possamos atingir finalmente a nossa independência espacial entrando para o fechadíssimo Clube dos países que dominam o ciclo completo da Tecnologia Espacial.

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