sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Alunos do ITA Põem em Órbita Satélite Produzido em São José, SP

Olá leitor!

Abaixo uma matéria um pouco mais completa postada ontem (05/02) no site “G1” do globo.com, com informações sobre o lançamento bem sucedido do Cubesat AESP-14, lançamento este  ocorrido no dia de ontem.

Duda Falcão

VALE DO PARAÍBA E REGIÃO

Alunos do ITA Põem em Órbita
Satélite Produzido em São José, SP

Equipamento foi lançado de Estação Espacial Internacional nesta quinta (5).
Objetivo do trabalho foi capacitar profissionais para fabricação de satélites.

Do G1 Vale do Paraíba e Região
05/02/2015 - 18h32
Atualizado em 05/02/2015 - 20h16

(Foto: Reprodução/ Youtube)
O Satélite Cubesat AESP-14 foi desenvolvido
por alunos do ITA por três anos.

O primeiro satélite de pequeno porte integralmente desenvolvido no Brasil foi colocado em órbita nesta quinta-feira (5) a partir da Estação Espacial Internacional. O modelo foi produzido em uma parceria entre o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), ambos em São José dos Campos (SP).

O modem do equipamento batizado de 'cubesat Aesp-14' vai transmitir dados na frequência de rádio amador. Para efeito prático, o objetivo da produção do satélite foi capacitar mão de obra para a fabricação destes equipamentos no país e ter um modelo embrião para outras plataformas. A Agência Espacial Brasileira (AEB) investiu R$ 250 mil no desenvolvimento do satélite.

O idealizador do projeto e pesquisador do INPE, Geilson Loureiro, explicou que todas as fases até a construção do satélite foram propostas como disciplinas dentro do curso de graduação de engenharia aeroespacial do ITA, uma das mais conceituadas escolas de engenharia do país

No início de 2012 os alunos receberam a missão e, a partir daí passaram pelo desenvolvimento do sistema,  projeto, documentação, até a montagem do equipamento, além de testes finais que foram realizados em dezembro de 2014", afirmou. O trabalho contou com a participação de oito alunos dos cursos de graduação e pós graduação.

Com as dimensões de um cubo, o satélite tem 10 centímetros nas laterais e pesa cerca de 700 gramas. A vida útil do equipamento é de cerca de três meses, período em que a comunidade radioamadora vai receber aleatoriamente a sequência de 100 arquivos armazenados digitalmente.

(Foto: Divulgação/ITA)
A Agência Espacial Brasileira (AEB) investiu R$ 250 mil no satélite.

Sinal

Qualquer estação poderá receber o sinal, desde que opere na mesma frequência de recepção - o experimento vai ser testado por integrantes do Clube de Radioamadores de Americana (SP) . As imagens que serão enviadas são relacionadas às áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática. O cubesat vai operar na frequência de 437.600 MHz e transmitirá informações com uma taxa de 9600 bps padrão G3RUH na modulação GFSK.

O lançamento do satélite ao espaço aconteceu a partir de uma base espacial no Japão no começo de janeiro, mas o equipamento ficou na estação espacial até ter autorização para ser lançado em órbita. "Do solo enviamos para estação espacial no começo de janeiro, mas só conseguimos lança-lo hoje em órbita porque estávamos dependendo de um registro especial de telecomunicações, que autoriza a emissão de radiofrequência", explicou Lídia Hissae Shibuya Sato, pequisadora e colaboradora do projeto.


Fonte: Site G1 do globo.com

Comentário:  Pois é leitor, esta foi a primeira conquista das atividades espaciais brasileiras no ano de 2015 e agora as expectativas para fevereiro se voltam para o lançamento do foguete VSB-30 da Operação Cryofenix, o foguete da “Operação ICI-4” que ainda não foi identificado, mas muito provavelmente será o VS-30/Orion e a tão aguardada “Operação São Lourenço” do Sara Suborbital-1, esta infelizmente creio eu com menos chance de acontecer em fevereiro.

5 comentários:

  1. Olá!

    Parabéns aos alunos do ITA e de outras instituições envolvidas no projeto, que embora pouco reconhecidas por seus méritos e capacidades, e com o pouquíssimo investimento que o governo e a população em geral dão para com esta e grande parte das instituições deste calibre no pais, ainda assim não desistem e conseguem se superar a cada dia, meus parabéns!

    Mas, deixo aqui mesmo não tendo formação ou qualquer outra capacitação na área, uma pequena observação,

    Será que o governo e estas instituições não poderiam vir a trabalhar em um projeto um pouco maior, entre 60 e 120 Kg de massa? sei que os custos de pesquisa, desenvolvimento, construção e lançamento vão ser muito maiores do que lançar um pequeno Cubesat ainda mais de carona, mas acho que deveriam basear-se bastante no projeto dos Satélites de Coleta de Dados lançados na década de 90!

    Acho que um projeto destes seria muito melhor para realmente capacitar o futuro do nosso programa espacial ! ! !

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  2. Felicitaciones a todos los que participaron en este proyecto.

    Saludos desde Argentina

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  3. Duda, estou começando a ficar preocupado com o AESP-14: Parece que até agora ninguém foi capaz de captar o sinal de telemetria.

    Vamos aguardar para ver se ele manda sinal!.

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    1. Olá André!

      Como você soube disso? Você faz parte da equipe que produziu o satélite ou você é radioamador?

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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    2. Olá Duda, sou radioamador (PU5VDV).

      Até agora não consegui obter telemetria. O radiamador Roland (PY4ZBZ) é renomado na recepção de sinais de satélites no Brasil, e também não obteve sinal.

      Fico torcendo para que seja um procedimento normal, e que o ITA tenha acesso ao artefato:

      http://www.qsl.net/py4zbz/aesp.htm
      http://www.qsl.net/py4zbz/satelite.htm
      http://www.dk3wn.info/p/?page_id=29535

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