segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Conheça a Verdade Sobre o Projeto do VLS-1

Olá leitor!

Maquete do VLS-1 durante a
Operação Salinas
Mesmo estando cansado de toda esta situação, de ler na mídia diversos artigos (alguns até com teorias mirabolantes e completamente fora de contexto), sobre o motivo do atraso de um dos mais importantes projetos tecnológicos do país, resolvi tirar estes três dias para escrever este extenso artigo sobre o Projeto do VLS-1. Portanto leitor se sente confortavelmente e leia com calma e bastante atenção este artigo esclarecedor sobre o projeto em questão.

O Veículo Lançador de Satélites (VLS-1) foi um dos projetos incluídos nos planos do governo brasileiro durante a criação da antiga “Missão Espacial Completa Brasileira (MECB)”. Proposta então pela "COBAE - Comissão Brasileira de Atividades Espaciais" (organização vinculada naquela época ao "Estado-Maior das Forças Armadas (EMFA)" que possuía a atribuição de coordenar a execução do Programa Espacial Brasileiro) foi aprovada em 1979 com o objetivo de promover a geração de tecnologia espacial no Brasil.

Em sua concepção original, a MECB contemplava além do desenvolvimento do VLS-1, o desenvolvimento de dois Satélites de Coleta de Dados Ambientais (meta alcançada com o desenvolvimento e lançamento bem sucedido dos Satélites SCD-1 e 2), de dois Satélites de Sensoriamento Remoto por Imageamento, denominados na época de SSR-1 e 2 (meta jamais alcançada e que hoje se espera alcançar com o lançamento do tão aguardado Satélite Amazônia-1 e de seu sucessor Amazônia-2, este ainda no campo da ficção científica) e por fim a criação de uma Base de Lançamento para o veículo lançador proposto (meta também alcançada com a criação do Centro de Lançamento de Alcântara – CLA). Em resumo, o objetivo da MECB era prover o país com um programa espacial completo, ou seja, com um centro de lançamento para satélites, um veículo lançador e evidentemente cargas uteis (satélites), para assim colocar o Brasil entre as nações que dominam o ciclo completo das atividades espaciais.

Com metas estabelecidas foi determinado então que o desenvolvimento dos satélites ficaria sob a responsabilidade do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE (órgão civil atualmente vinculado ao Ministério da Ciência,Tecnologia e Inovação - MCTI), enquanto que o desenvolvimento do veículo lançador ficaria a cargo do então Instituto de Atividades Espaciais – IAE (hoje denominado Instituto de Aeronáutica e Espaço) órgão este ligado ao atual Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial – DCTA, este subordinado ao Ministério da Defesa (MD), e por fim a Base de Lançamento que ficaria sob a responsabilidade do então Ministério da Aeronáutica (hoje Comando da Aeronáutica – COMAER), ligado também ao atual Ministério da Defesa.

Com o fim da MECB após a criação da “Agência Espacial Brasileira – AEB” em 10 de fevereiro de 1994 (autarquia federal atualmente ligada ao MCTI) em substituição a COBAE, o PEB que durante a MECB havia lançado exitosamente o “Satélite de Coleta de Dados 1 - SCD-1” (lançado ao espaço em 09 de fevereiro de 1993) e criado o CLA, vinha realizando já com grandes dificuldades tecnológicas, orçamentárias e logísticas (acentuadas com a eleição do ex-presidente Fernando Collor) os projetos dos Satélites SCD-2, CBERS-1 (lançado ao espaço em 14/10/1999) e evidentemente o do VLS-1.

Vale lembrar antes de entrarmos no projeto do VLS-1, que após a criação da AEB e o fim da MECB, foram efetivamente incluídos outros projetos de satélites no PEB, como o “Satélite SCD-2A” (destruído no lançamento do “VLS-1 - VO1 / Operação Brasil”, em 02/11/1997), o “Satélite de Aplicações Científicas 1 – SACI-1” (lançado em conjunto como CBERS-1 em 14/10/1999 através de um foguete chinês, mas que apesar de entrar em órbita infelizmente não funcionou), o “SACI-2” (destruído no lançamento do “VLS-1 - VO2 / Operação Almenara”, em 11/12/1999), e o “Satélite Tecnológico 1 - SATEC-1” (infelizmente destruído no acidente do “VLS-1 – VO3 / Operação São Luís” em 22/08/2003) o Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres 2B - CBERS-2B (lançado ao espaço em 19/09/2007), o CBERS-3 (lançado ao espaço em 09/12/2013, mas infelizmente destruído após entrar na atmosfera devido a um problema com o foguete lançador), o CBERS-4 (lançado em 07/12/2014), o Primeiro Cubesat Brasileiro, NanosatC-Br1 do INPE/UFSM (lançado ao espaço em 19/06/2014) e também do Primeiro Cubesat Integralmente Desenvolvido no Brasil, o AESP-14 do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), que já se encontra abordo da Estação Espacial Internacional (ISS na sigla em inglês) esperando ainda o seu efetivo lançamento ao espaço, além do CBERS-2 (lançado ao espaço em 21/10/2003), este ainda fruto da época da MECB,  e por fim o primeiro nanosatélite brasileiro, o “Undergraduate Orbital Student Satellite - UNOSAT-1” (também infelizmente destruído no acidente do “VLS-1 – VO3 em 22/08/2003), nanosatélite este que foi na época fruto de uma parceria inovadora e histórica entre a Universidade Norte do Paraná (UNOPAR) e a Universidade Estadual de Londrina (UEL), mas que infelizmente foi perdido neste acidente com o VLS-1 em 2003.

Seguindo agora com o tema deste artigo, o projeto Veículo Lançador de Satélites 1 (VLS-1) como já falamos acima, foi estabelecido quando da criação da MECB em 1979 sob a coordenação do saudoso e competentíssimo Eng. Jaime Boscov, mas efetivamente só teve suas atividades de desenvolvimento iniciadas a partir de 1982 partindo da experiência adquirida pelo IAE no desenvolvimento dos foguetes de sondagens da família SONDA (SONDA-I, II e III) e do último foguete desta família (o SONDA IV) que teve seus primeiros estudos de viabilidade iniciados ainda em 1976 e que foi efetivamente utilizado para desenvolver as primeiras tecnologias necessárias para chegarmos ao VLS-1. Foi justamente neste período do SONDA IV (um fantástico foguete de sondagem) que as dificuldades para o Brasil começavam a aparecer, pois os americanos que até então não haviam criados problemas, começaram a criar empecilhos toda vez que os pesquisadores brasileiros precisavam importar algo ou realizar testes em instalações americanas (quando não havia jeito de realizá-los no Brasil) ou até de outros países (usavam de pressão política)  dificultando o andamento do projeto do SONDA IV e consequentemente das tecnologias que o Brasil precisava para o VLS-1.

Vale dizer que, além disso, o PEB como um todo ainda sofria naquela época de dificuldades orçamentárias (o Brasil de hoje não é o década de 80, onde o país vivia dificuldades sociais e financeiras extremamente grandes), mas havia um apoio logístico e político bastante satisfatório dos governos militares, bem como os institutos do programa (IAE e INPE) contavam com uma massa de profissionais preparados e motivados para atingir seus objetivos.

Apesar de todos estes problemas (graças ao apoio dos militares) o Brasil lançava exitosamente em 21/11/1984 (quando eu estava nos EUA como estudante de intercambio cultural), o primeiro foguete SONDA-4, lançamento ocorrido durante a realização das atividades da  “Operação Parangaba”, ocorrida pouco messes depois das atividades da “Operação Sonda IV” destinada aos testes estáticos completos do foguete com o lançador e a base de lançamento, operação esta leitor que foi realizada em junho do mesmo ano.

As dificuldades se intensificaram durante o resto da década de 80, mas felizmente não impediram que mais três exitosos lançamentos deste foguete (“Operação São José dos Campos” em 19/11/1985, “Operação Petrópolis” em 08/10/1987, onde foram qualificados dispositivos e aparatos científicos do veículo visando aprimorar a tecnologia que seria utilizada no VLS-1, e a última delas, a “Operação Rio de Janeiro” em 28/04/1989, onde foram qualificados os dispositivos de separação dos estágios do foguete, tecnologia que também seria usada no VLS-1) finalizando assim com “chave de ouro” a trajetória histórica deste fantástico foguete de sondagem brasileiro, né verdade Dr. Waldemar?

Com o fim dos governos militares, pelo menos durante o Governo Sarney houve um certo apoio, e o PEB pode avançar (não como gostaríamos, é verdade), permitindo assim que o Projeto do SONDA IV fosse finalizado com êxito, bem como foi durante o Governo Sarney que foi criado o Laboratório de Integração e Testes (LIT) do INPE, assinado o acordo do CBERS com a China, e também um grande avanço no Projeto do Satélite SCD-1 foi alcançado. Já a partir do Governo Fernando Collor de Mello até o primeiro Governo do LULA, o Programa Espacial Brasileiro teve de enfrentar dificuldades herculanas, não só de ordem financeira, de infraestrutura física e humana, má vontade política, bem como também de gestão inadequada, principalmente de uma Agência Espacial omissa e incapaz de agregar em torno de si a força política necessária para fazer valer os interesses do PEB. Houve é verdade a partir do segundo Governo LULA uma liberação de recursos financeiros maior para o programa (chegou-se a pouco mais de 400 milhões de reais em seu último ano de governo), mas também foi durante o seu primeiro governo que se estabeleceu o maior erro da história do PEB, ou seja, a assinatura do acordo com a Ucrânia que gerou a mal engenhada empresa bi-nacional Alcântara Cyclone Space (ACS), um verdadeiro desatino que torrou irresponsavelmente até agora mais de um bilhão de recursos públicos que poderiam ter sido investidos no verdadeiro PEB (inclusive no VLS-1 e no Projeto do VLM-1), e tudo isto leitor motivado por questões políticas de ordem partidária, uma tradição desta classe política de energúmenos que vem colocando o futuro do Brasil em cheque há décadas.

Mas voltando ao VLS-1, ainda durante a década de 80 outros lançamentos com miniaturas do VLS-1 denominadas de VLS-R1 (lançada ao espaço em 14/12/1985, durante a realização da “Operação VLS-R”) e VLS-R2 (lançada ao espaço em 01/04/1989, durante a realização da “Operação Bahia”) foram realizadas para testar procedimentos e novas tecnologias do projeto do VLS-1, e com o fim Projeto do SONDA IV em 1989, no inicio da década de 90 o IAE deu prosseguimento ao desenvolvimento do lançador brasileiro criando uma fase intermediária onde foi desenvolvido um novo foguete de sondagem que tinha como objetivo realizar um único lançamento experimental, e assim qualificar em condições de voo o quarto estágio do VLS-1 (motor S44). Tratou-se do foguete de sondagem VS-40 que, em seu primeiro voo, ocorrido em 02/04/1993, durante as atividades da “Operação Santa Maria”, além de cumprir sua missão exitosamente, demonstrou ao IAE ser o mesmo altamente promissor como foguete de sondagem, tanto do ponto de vista de performance (tempo de voo no vácuo) como também de volume disponível de carga útil. Diante deste sucesso este foguete voltou a ser utilizado uma segunda vez durante o lançamento realizado para testar o ignitor do VLS-1 e também para transportar uma carga útil da empresa holandesa Fokker Space de 483 quilos, lançamento este ocorrido exitosamente em 21/03/1998 durante as atividades da “Operação Livramento”.  Após sofrer uma atualização a pedido do DLR alemão, o VS40 teve sua denominação modificada para VS-40M e foi utilizado pela última vez em 22/06/2012 na “Operação SHEFEX II”, quando lançou exitosamente para o DLR alemão, da Base de Andoya, na Noruega, a carga útil SHEFEX  II, e agora se prepara para realizar seu quarto voo, quando se espera que o mesmo coloque em um voo suborbital a primeira cápsula espacial brasileira para experimentos em ambiente de microgravidade, ou seja, o SARA Suborbital-1. Lançamento este que deverá ocorrer do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI) ainda este ano durante as atividades da “Operação São Lourenço”.

Enquanto testava em voos as tecnologias para o VLS-1, o IAE começou a se preocupar com a parte do veículo lançador que o Brasil ainda não dominava e que não podia adquirir no exterior devido às restrições impostas pelo ITAR (International Traffic in Arms Regulations), do Departamento de Defesa dos EUA, ou seja, mais especificamente em relação à Plataforma Inercial (Sistema de Navegação do Veículo). Diante disto em meados dos anos 90 o DCTA enviou secretamente (numa missão perigosa alá James Bond) uma pequena comitiva formada por servidores do IAE para negociar com os russos a compra desta plataforma, e de lá felizmente voltaram exitosamente e secretamente com quatro unidades da mesma, dais quais três foram perdidas nos testes de voo do VLS-1, e a quarta, segundo se comenta extraoficialmente, foi perdida numa tentativa de Engenharia Reversa ainda nos anos 90. Isto fez com que o IAE, em meados dos anos 2000, viesse em parceria com o INPE e outras instituições brasileiras dar início ao Projeto SIA (Sistemas Inerciais para Aplicação Aeroespacial) que tinha como objetivo desenvolver e integrar protótipos de sistemas de navegação inercial para aplicação aeroespacial com participação da indústria nacional. Foi justamente este Projeto SIA, sob a coordenação do Dr. Waldemar Castro Leite, que desenvolveu não só Plataforma SISNAV (que se espera seja testada no voo do VLS-1 VSISNAV ainda este ano), bem como também a Plataforma MARINS para mísseis.

Com os testes bem sucedidos de partes do VLS-1 e também depois da exitosa missão secreta a Rússia que trouxe a plataforma inercial, o IAE então dispunha naquele momento de tudo que necessitava para realizar o primeiro voo teste do veículo, mas foi obrigado a esperar até que os recursos fossem liberados. Finalmente as 10h25 (hora de Brasília) do dia 02/11/1997, sob o olhar do mundo e principalmente dos americanos, o VLS-1 era lançado da Base de Alcântara, no Maranhão, durante as atividades da “Operação Brasil” (veja abaixo a reportagem da época sobre a missão realizada pela Rede Globo). Infelizmente para nós Brasileiros esta primeira missão ‘deu xabu’ devido à falha de um dos motores do primeiro estagio, obrigando o controle da missão destruir o foguete há apenas 65 segundos após o seu lançamento. Com isto o Brasil não só perdeu o Satélite SCD-2A que estava abordo, bem como também a primeira das quatro plataformas inerciais adquiridas junto aos russos.


Pouco mais de dois anos depois, exatamente as 16h40 (horário de verão) do dia 11/12/1999, o Brasil realizava sob a atenção de todo o mundo o lançamento do segundo voo do veículo, durante as atividades da “Operação Almenara” (veja o vídeo abaixo). Entretanto infelizmente para o nosso país uma falha apresentada no segundo estágio do foguete fez com que o mesmo voasse numa situação anômala e assim não suportasse os esforços estruturais impostos pela atmosfera, vindo a se quebrar em pedaços 29 segundos após o segundo estágio entrar em combustão. Com isto o Brasil perdeu naquela oportunidade o Satélite SACI-2 e evidentemente a segunda plataforma inercial comprada dos russos.


Quase quatro anos depois, já no Governo do Humorista LULA, estava sendo realizada na Base de Alcântara pelo IAE a terceira tentativa brasileira de colocar o Brasil no “Clube das Nações que Dominam o Ciclo Completo de Acesso ao Espaço”, quando infelizmente há três dias do lançamento do veículo (previsto para uma segunda-feira, 25/08), exatamente às 13h30 do dia 22/08/2003, durante as atividades da “Operação São Luís”, o veículo explodiu na plataforma de integração matando 21 técnicos do Programa Espacial Brasileiro e ao mesmo tempo destruindo os satélites SATEC-1 e UNOSAT-1, que se encontravam abordo do veículo, e a última plataforma inercial de origem russa disponível. Pelo que se sabe este foi o maior acidente com vitimas de toda história da Astronáutica Mundial e na opinião do Blog foi fruto do descaso governamental que se estabeleceu na condução do programa desde o Governo do Ex-Presidente Fernando Collor de Mello.

Após o trágico acidente com o VLS-1, o humorista LULA, então presidente da república por apenas pouco mais de sete meses, apareceu abatido (a TV precisa sempre de atores assim) na solenidade em homenagem aos heróis mortos, prometendo perante a mídia (nacional e internacional) e aos familiares dos heróis presentes, de que o Projeto do VLS-1 seguiria e que uma nova tentativa de lançamento seria realizada em 2007. Entretanto chegou-se a 2007 e a promessa passou para 2008, 2009, 2010, e não se concretizou, coisa que já era esperada pelo Blog, afinal não se constrói nada com promessas e sim com atitudes e o LULA jamais realmente moveu um dedo se quer em prol do projeto do VLS-1.

Não obstante as promessas fantasiosas deste Garoto Propaganda do PT que na época exercia infelizmente o poder no Brasil, após o acidente o IAE criou uma comissão formada por militares, pesquisadores do instituto, representantes da comunidade científica e um representante dos familiares dos heróis mortos, para realizarem conjuntamente um relatório sobre o acidente. O relatório em questão foi apresentado a Sociedade Brasileira em fevereiro de 2004 (veja aqui), mas infelizmente no final das contas foi considerado inconclusivo pelos especialistas, já que não apresentava uma resposta concreta do que realmente causou o acidente, apesar de apontar diversos erros de procedimentos e de gestão na preparação do foguete, bem como também a conhecida falta de recursos financeiros adequados exigidos para um projeto deste porte.

Diante deste quadro inconclusivo começou aparecer nos bastidores do PEB, na internet e na mídia, comentários, supostas histórias e reportagens (veja esta de 2005 da revista Superinteressante) de que havia ocorrido sabotagem internacional nesta terceira tentativa de lançar o VLS-1, principalmente após se tomar conhecimento que um Coronel do Exercito (integrante na época do “Estado Maior das Forças Armadas – EMFA”), Roberto Monteiro de Oliveira, tinha previsto com um ano de antecedência (o Blog não teve na época acesso a esta previsão do Coronel Oliveira), ou seja, em Agosto de 2002, de que a Base de Alcântara sofreria sabotagem dos EUA, divulgação esta que começou a circular em um vídeo produzido em Agosto de 2002 e postado no youtube em novembro de 2013 (veja abaixo) e posteriormente se intensificaram devido a outras denuncias feitas num site de reconhecimento internacional.


Indiferentes às denuncias de suposta sabotagem e talvez ainda acreditando nas promessas do “Garoto Propaganda do PT”, o IAE logo após a apresentação do Relatório a sociedade deu início ainda em 2004 (com a participação de uma empresa russa contratada) a “Revisão Crítica do Projeto” com o intuito de aprimorar e modernizar o projeto do veículo. Em 2005 foi aberta uma concorrência para a construção da nova “Torre Móvel de Integração (TMI)” para substituir a que havia sido destruída no acidente, e em 2006 foi divulgado que o Consórcio Jaraguá-Lavitta era o vencedor da concorrência e que o tempo de realização da obra seria de 18 meses a um custo previsto de R$ 43 milhões. Vale dizer que a nova plataforma teve o projeto básico desenvolvido pelo DCTA e contou com uma consultoria técnica dos russos, mais precisamente da empresa Space Rocket Center Makeyev.

Entretanto, o que ninguém esperava na época era que a Brasilsat, de Curitiba (uma das empresas que participaram da concorrência), viesse na justiça questionar o resultado da mesma, atrasando assim o início das obras em mais de dois anos.  O impasse só veio a ser realmente resolvido em meados de 2008, depois que o Tribunal de Contas da União (TCU) se pronunciou considerando correto o processo de contratação do consórcio vencedor. Assim sendo, em fevereiro de 2009, o DCTA e o Consórcio Jaraguá-Lavitta assinaram um termo aditivo ao contrato da torre, para que ele voltasse a ter validade e assim as empresas pudessem finalmente dar início às obras, coisa que ocorreu a partir de julho daquele ano. Finalmente então em meados de 2011 foi anunciado o término da construção do novo Sistema de Plataforma de Lançamento do VLS-1, ou seja, a nova Torre Móvel de Integração (TMI).

Enquanto se desenrolava o imbróglio da TMI, o IAE tentava avançar com o projeto do veículo apesar dos parcos recursos disponíveis, e prevendo que o objetivo de deixar pronto o veiculo já não mais ocorreria no Governo do humorista LULA, em meados de 2010 uma pequena comitiva do DCTA foi a Brasília para cobrar apoio ao projeto e estabelecer uma nova programação de lançamento baseada nas considerações feitas pelos russos durante a revisão do veículo. Ficou então estabelecido que seriam realizados dois voos tecnológicos denominados de VLS-1 XVT-01 (posteriormente mudado para VLS-1 VSISNAV) e VLS-1 XVT-02, para assim testar partes do veículo antes do voo de qualificação com um satélite abordo que foi denominado de VLS-1 VO4. Para tanto também foi estabelecido que este cronograma seria iniciado no segundo semestre de 2011 com a realização de uma operação de lançamento simulada para testar a integração da plataforma, com as redes elétricas do veiculo, seu sistema de navegação e o controle de lançamento da base com uma mock-up (maquete completa do veículo com os motores descarregados) que seria criada especialmente para este fim, operação esta que viria a ser denominada de “Operação Salinas”. Ficando assim definido também que os lançamentos previstos, ou sejam, o VLS-1 XVT-01, o XVT-02 e o tão esperado VO4, seriam realizados nos segundos semestres de 2012, 2013 e 2014 respectivamente.

Vale dizer que naquele momento a comitiva do DCTA na realidade estava estabelecendo junto aos representantes do governo um plano de ação e objetivos bastante factíveis, mas a sua realização dependeria do apoio incondicional do governo ainda em curso e do novo governo vindouro (naquela época já se acreditava que esta debiloide seria eleita) não só na questão da liberação de recursos financeiros contínuos e necessários neste período, mas também e principalmente numa logística que permitisse agilizar os processos contratuais junto as empresas participantes do projeto, isto devido a uma legislação completamente inadequada existente para o setor. Era um claro recado do DCTA para os dois governos de que apesar de tudo não havia mais empecilho tecnológico que não pudesse ser resolvido pelos pesquisadores do IAE e pelas empresas participantes do projeto, e que estava na hora do Governo deixar as promessas de lado e se decidir se queria ou não um verdadeiro programa espacial.

Como se esperava infelizmente em janeiro de 2011 esta caricatura de presidentA desmiolada e irresponsável (para não dizer coisa pior) assumia o poder em Brasília e dava início a um boicote não só ao Projeto do VLS-1, bem como em todo programa espacial do país, além de dar sustentação ao desastroso Acordo Espacial com a Ucrânia, um resquício de ordem política dos oito anos de governo de seu mentor humorista.

Diante deste boicote financeiro e dos esperados atrasos causados por esta legislação estúpida (fora evidente o tempo necessário para o desenvolvimento dos protótipos pelas empresas contratadas) a tal operação simulada que havia sido prevista para ser realizada em 2011 (Operação Salinas – veja o vídeo abaixo) acabou sendo somente realizada entre junho e julho de 2012 e mesmo assim de forma incompleta, já que tanto as redes elétricas do veículo (contratada com atraso junto à empresa MECTRON para o primeiro voo tecnológico do veículo, ou seja, o VLS-1 VSISNAV) quanto o “SISNAV - Sistema de Navegação”, não ficaram prontos para a operação, obrigando então o instituto estabelecer uma nova operação simulada que foi recentemente denominada de “Operação Santa Bárbara I”, e que se espera seja realizada ainda este ano, esperança esta não compartilhada pelo Blog.


Vale dizer leitor que em nossa opinião a “Operação Salinas” foi somente realizada nestas condições por existir ainda no IAE pessoas preocupadas em mostrar resultados para Sociedade Brasileira, apesar das dificuldades herculanas (acreditem) que esses pesquisadores e gestores tem de enfrentar em seu dia-a-dia desde o governo do ex-presidente Fernando Collor de Mello. De lá para cá a situação só fez degradar-se chegando agora a uma realidade insustentável e gerando um ambiente de tantas incertezas quanto ao futuro do Programa, que a desmotivação se instalou consistentemente em todos os laboratórios dos órgãos responsáveis pela execução do PEB como um todo, e evidentemente não sendo diferente no IAE.

É preciso dizer que num universo sem compromisso como o vivido diariamente por esses profissionais do IAE e do INPE, onde quem deveria estabelecer uma política de estado condizente com o setor, demandas espaciais governamentais contínuas, desafiadoras e mobilizadoras para o desenvolvimento de nossas empresas espaciais, condições operacionais em recursos humanos e de infraestrutura física adequada, estabelecimento de uma legislação ágil para o setor e principalmente a cobrança por resultados, ou seja, parar com a conversa fiada e partir para ação, na verdade não o faz e jamais o fará enquanto esta cultura política populista continuar existindo no país, e isto por um simples fato, ou seja, Programa Espacial num país de povo ignorante não gera voto. Diante disto é natural que distorções comportamentais ou de decisões de gestão às vezes estranhas para aqueles que ainda estão motivados apareçam em todos os órgãos de execução e de gestão. Afinal, onde não existe comando, vira baderna, e todo mundo passa a se virar como pode e de acordo com os seus interesses, atrasando assim ainda mais as atividades do programa. Em resumo, não há como conduzir objetivos concretos e factiveis num universo com este.

A verdade leitor é que diferentemente das teorias mirabolantes que vez ou outra aparece na mídia, é que desde o governo do ex-presidente Fernando Collor de Mello, ou seja, a partir do segundo governo civil após a ditadura militar, jamais houve o interesse de realmente transformar o PEB num programa estratégico e prioritário, isto é conversa fiada, pois se assim fosse desde aquela época o mesmo já teria sido transformado num Programa de Estado e não mais de Governo como é até hoje. Fazer promessas, dizer que vai fazer e acontecer é a postura de pessoas que não tem o menor compromisso com o que dizem, e isto leitor é infelizmente a cultura política dos energúmenos que há décadas militam nos bastidores políticos de nossa obscura e corrupta Capital Federal. Portanto a situação atual do PEB como a do VLS-1 é fruto desta falta de interesse político, sendo as distorções que vem surgindo nos órgãos gestores (segundo denuncias que chegam ao Blog) o resultado desta falta de compromisso para com o programa, mas de fácil solução desde que haja este compromisso do governo. Vale lembrar que um bom exemplo disto, ou seja, de que quando existe compromisso (mesmo na esfera pública) as coisas acontecem, foi dado recentemente pelo próprio Governo da “Ogra”, quando foi estabelecido o lançamento do CBERS-4 um ano após o desastre com o CBERS-3 (coisa que vale lembrar o Blog não acreditava ser possível). Para tanto a “Ogra” deu a ordem, o MPOG repassou ao MCTI os recursos em tempo, o MCTI criou as condições logísticas e legais necessárias para o INPE, e num esforço admirável dos pesquisares do instituto o objetivo foi alcançado até mesmo antes do prazo de um ano.

Programa Espacial leitor não é diferente de qualquer outro, se faz com seriedade, com planejamento, com presença do governo em todas as suas áreas, seja na Área Legislativa (criando leis e procedimento legais ágeis e adequados), seja na Área Financeira (provendo o programa com os recursos necessários), seja na Área Educativa (estabelecendo políticas que incentivem a formação de novos profissionais), seja na de Área de Planejamento (estabelecendo demandas continuas que estimulem o desenvolvimento das indústrias do setor), seja na Área de Gestão (cobrando por resultados). É assim em qualquer lugar do mundo onde o programa espacial é conduzido com seriedade e nos Estados Unidos, por exemplo, onde se encontra a maior Agência Espacial de mundo, a NASA, o diretor da mesma, o ex-astronauta Charles Bolden, dispõem de duas linhas telefônicas diretas que são utilizadas pelo menos duas vezes por semana, sendo uma com o Presidente OBAMA e sua acessória e outra com o parlamentar presidente da bancada que defende os interesses da NASA junto ao Congresso Americano. Daí se tem a ideia da importância que a Sociedade Americana e seus Políticos dão a questão espacial em seu país, e isto, não acontece por acaso.

Finalizando leitor, neste momento toda a Comunidade Espacial Brasileira vive a expectativa de que a tal operação simulada, ou seja, a “Operação Santa Barbara I”, seja realmente realizada ainda em 2015 (numa previsão extremamente otimista na visão do Blog) e que a “Operação Santa Barbara II” (a mesma que qualificará em voo as redes elétricas do veículo, o próprio SISNAV, bem como toda parte baixa do VLS-1 composta pelos dois primeiros estágios), possa ocorrer realmente em 2016, para que assim outros projetos de veículos lançadores previstos pelo instituto (VLS-Alfa e Beta), que dependem da qualificação de todos esses subsistemas e equipamentos, possam então avançar significamente e assim finalizar definitivamente o Projeto do VLS-1. Pelos menos este (na visão do Blog) parece ser o caminho que o instituto adotará nos próximos anos. Em resumo, para um melhor entendimento do leitor, pelo que parece não serão mais realizados os voos previstos do VLS-1 XVT-02 e também do VLS-1 V04, e todos os esforços dos pesquisadores do instituto serão agora concentrados da realização deste voo do SISNAV e no desenvolvimento do VLM-1.

Bom leitor, foi cansativo, mais está ai a verdade sobre o Projeto VLS-1 e por tabela sobre o Programa Espacial Brasileiro, o resto e conversa fiada e estórias contadas por gente que não entende do assunto, ou por pessoas que tentam desinformar a população e assim colher frutos políticos ou pessoais do caos.

Duda Falcão

50 comentários:

  1. Parabéns pelo artigo Duda, muito interessante mesmo.
    Não sabia sobre a tal missão de buscar sistemas inerciais de voo na Rússia.

    Também espero o lançamento do VLS-1 logo, esta 'ogra' não acorda, também estou muito contente com o SARA, pois nos trará tecnologias novas como a reentrada atmosférica.

    Muito legal o artigo, parabéns!!!

    Aproveitando Duda, como o SARA suborbital gerará energia elétrica?

    Everton Costa

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    1. Poxa Everton, você me pegou nesta amigo, não tenho uma resposta concreta para você nesta questão, mas suponho que através de painéis solares ou de baterias (opção mais provável devido a ser um voo suborbital e de curta duração), realmente não sei. Aproveitando obrigado pelo reconhecimento ao nosso trabalho.

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

      Excluir
  2. Parabéns pelo artigo Duda

    Eu acredito que alguns princípios básicos dos programas espaciais se perderam ao longo dos anos de evolução do PEB. E talvez o maior princípio de um programa espacial seja o foco e alguma dose de competição.

    A conquista do espaço começou com a ideia de se lançar um satélite, depois de se lançar um voo tripulado orbital, depois se pousar na Lua e os EUA e URSS focaram nisto.

    A Europa encontrou sua vocação espacial na segunda metade dos anos de 1970 quando a Arianespace vislumbrou dominar o então promissor mercado de satélites comerciais geoestacionários.

    Os indianos acharam seu caminho competindo com a rival china.

    Israel criou todo um programa espacial com um simples objetivo. Ter um satélite espião e capacidade de lança-lo.

    Abrir o foco e não ter concorrentes gera uma certa crise existencial, idem a NASA dos últimos 20 anos, capaz de ir até Plutão, mas dependente da Rússia na ISS. Ou o Japão, pais cuja economia e indústria de primeiríssima linha produz um programa espacial um tanto sem identidade. (Os chineses com muito menos tecnologia fazem mais coisa que os japoneses).

    E nós, qual o nosso foco?

    Temos vários programas de foguetes, VLS, VLM (este muito bom por sinal), ACS, Cruzeiro do Sul, foguetes de sondagem (que são os únicos que geram algum resultado prático).

    Temos vários programas de satélites, dos geoestacionários comprados da França, passando pelos inúmeros deles que só existem no papel, pelo CBERS, nossa PMM (que está parada há década), SARA etc. E na pratica quem está quebrando o ganho mesmo são os “velhinhos” da série SCD um deles com mais de 20 anos ou o CBERS cujo acordo original foi firmado no governo Sarney.

    Nossas bases de lançamento infelizmente, no que tange a voos orbitais, só servem para ajudar a rastrear os lançamentos de Kourou (a ESA agradece).

    Pergunto novamente, onde está nosso foco? O que o PEB precisa hoje é ser enxugado, de forma pragmática sem politicagem e sentimentalismos.

    Ai sim, voltando ao seu espirito pragmático de 35 anos atrás talvez a gente consiga resultados reais no campo de lançadores e satélites nacionais de maior complexidade.
    A Argentina (que não é exemplo pra ninguém na economia e na polícia) consegue no campo de satélites melhores resultados que nós é a lei do foco.

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    1. Valeu Eng. Dallamuta pela sua contribuição amigo, mas eu diria que foco os governos civis sempre tiveram, e eram o de não tem compromisso algum com o Programa Espacial Brasileiro como um todo, e muito menos com o Projeto do VLS-1.

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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  3. Caro Duda
    Parabéns pelo texto. Somente um comentário: infelizmente, no desenvolvimento espacial, ocorreram acidentes mais graves que o do VLS-1, como o citado abaixo:

    1996.02.14 - CZ-3B - Guidance failure resulted in launch vehicle crashing 22 seconds after launch, killing or injuring 59 people.

    Fonte: Encyclopedia Astronautica
    The Wrong Stuff - A Catalogue of Launch Vehicle Failures

    Abraços

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    1. Valeu anônimo!

      Não tinha este conhecimento.

      Abs

      Duda Falcãp
      (Blog Brazilian Space)

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    2. Outro.

      1980.03.18 - Vostok 8A92M - Booster exploded on pad during servicing. Severe pad damage, 48 people killed. Cause found to be change in solder with tin to that with lead in H2O2 filters, causing decomposition and explosion.

      A mesma fonte do anterior: http://www.astronautix.com/articles/thelures.htm

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  4. Prezados

    Dizer que os governantes, presidente da repúbliquinha e ministros das áreas envolvidas, são os culpados é chover no molhado! Esperar o quê de políticos?
    Independentemente dos orçamentos liberados, os técnicos precisavam serem realistas, fazer o que era possível e bem, apontar o que não era possível.
    Acontece que:
    - a AEB foi e é um cabide de empregos, para futuros políticos de segunda categoria!
    - os dirigentes do DCTA e do INPE gostariam muito de estar na AEB! E onde estavam?
    - os programas destas instituições serviram, numa visão macro, de pretexto para criação de cargos comissionados (com DAS), para viagens internacionais a passeio ( vide projeto FBM, CBERS, PMM), dados para preenchimento de CVs! Resultados insignificantes pelo montante gasto!
    - estes projetos são feudos (mais de 10 anos e PMM não gerou quase nada; quase 30 anos e o CBERS é mais uma agência de viagens e/ intercâmbio cultural com a CHINA). Em 10 anos eraa para ter saído 2 PMMs, em 30 anos era para ter domínio de todo o CBERS, frente e verso!
    - Mais de 30 anos e não se conseguiu uma unidade de controle de atitude, com mais de 30 doutores que existem nesta área tanto no INPE quanto no DCTA! O que acham que isto demonstra?
    - Nem engenharia reversa conseguiram! É melhor mesmo manter isto em sigilo! Vergonhoso!
    - Dizer que os CUBESATs (não desmerecendo as iniciativas) são parte do PEB é no mínimo falta de seriedade! Escutar isto e ficar quieto é lamentável.
    - Basta terem lido as últimas versões do PNAE para verem que isto é um circo. E somos os palhaços!
    - VISIONA! Não seria o petrolão do PEB?

    Isto tudo ainda vai continuar!
    Até quando? Até a exaustão do modelo e do país!
    Porque esta gente prolifera e não tem limites!

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    1. Acredito que o texto denuncia/explicita que nestas instituições públicas citadas, de uma maneira geral, pessoas que perderam seu senso crítico e profissional são que alcançam cargos de direção e gerência!
      Ou seja, àquelas que fazem politicagem! Os babas ovos!
      Garanto que quem está lendo isto tem no pensamento alguém que se encaixa nesta descrição, certo?
      Que estas instituições não são regidas pela meritocracia, não são avaliadas pelo seu desempenho e resultados.
      Que muita gente encostou-se no serviço público!
      Claro, que alguns se sentirão ofendidos e coisa e tal.
      Afinal, tem gente séria em qualquer lugar.
      Mas a bem da verdade, isto é a pura verdade!

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  5. Bom, depois de ler com atenção, só posso parabenizar ao Duda pelo ótimo trabalho, você fez bem a lição de casa, rss.
    Muito do que foi narrado acima eu já tinha conhecimento mas a maioria dos brasileiros não sabem o
    que se passa e o que se passou, por isso é muito importante matérias como essa para esclarecer a todos e é por isso que eu colaboro com este blog.
    Abs

    Leo

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    1. Valeu Léo pelo reconhecimento e pelas colaborações.

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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  6. Caso um dia venha a se tornar realidade, o VLS-1 poderá ser transformado em um míssil balístico ? Caso positivo , qual poderá ser seu alcance ?

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    1. Olá Léo!

      Esta possibilidade é ínfima e sinceramente espero que jamais aconteça, a não ser que seja absolutamente necessário. O Brasil não é um país belicista e tomara que continue assim. Basta ter o conhecimento. Aliás respondendo a sua pergunta, uma das razões que os americanos não querem que o Brasil construa seu veículo lançador de satélites é justamente essa, já que o VLS-1 poderia atingir, por exemplo, a cidade de Los Angeles em pouco minutos, coisa que aliás não posso deixar de concordar com eles. Afinal, quem confiaria nos governos populistas, irresponsáveis, corruptos e infantis que temos?

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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    2. Duda,por "governos irresponsáveis" devo entender inclusive os do ciclo militar,não? Pois que o boicote ao programa espacial brasileiro pelos EUA são uma constante no tempo,como o teu texto mesmo deixa claro.Como a negativa de vender supercomputadores até os anos 90,por exemplo.para ficar claro: são todos os governos do Brasil?

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    3. Olá Afonso!

      Não é bem assim, se não fosse os governos militares o PEB não existiria e foi durante a existência deles que o programa se desenvolveu, mesmo com grande dificuldade, já que naquela época o Brasil era um país que tinha outras prioridades mais urgentes, e mesmo assim eles dentro do possível construíram um programa que na época era o mais avançado dentre os países de terceiro mundo, e olha que eles ainda tiveram que enfrentar uma grande crise de Petróleo. Cometeram alguns erros com o PEB e num contexto geral? Claro que sim, todos cometem, mas estavam tentando acertar, diferente desses vermes civis. A diferença é que os militares eram mais sérios e queriam realmente construir um país, transformar o Brasil numa verdadeira nação, enquanto esses energúmenos só querem saquear o país em todos os níveis de governo. Há aí uma diferença muito grande. Na verdade o único governo civil que fez alguma coisa de relevante para o PEB, por incrível que possa parecer, foi o Governo Sarney.

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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  7. Duda, parabéns pelo artigo, excelente.
    O VLM-1 utilizará também o sisnav?

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    1. Olá Carlos!

      Se sair do papel eu creio que sim, mas só na versão brasileira do veículo, ou seja, na versão alemã talvez se use um outro Sistema de Navegação.

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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  8. Duda,

    Boa Noite !

    Aproveitando a oportunidade ímpar de se basear em seus conhecimentos sobre o assunto VLS-1 - pois conhecimento deste nível não se acha por aí , fruto de sua paixão e dedicação incansável pelo assunto - gostaria de saber, se caso o VLS-1 se tornasse operacional um dia , e se ele fosse utilizado como uma plataforma para mísseis balísticos, você poderia me dizer qual seria o alcance estimado em Km do referido artefato ?

    Att.

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    1. Olá Léo!

      Como lhe disse no comentário anterior espero que o VLS-1, caso fique pronto um dia, jamais seja utilizado como míssil balístico, seria o fim da picada, mas enfim.... Não tenho a informação de qual seria seu alcance, mas provavelmente poderia atingir Los Angeles ou alguma cidade da Europa, por exemplo, em pouco minutos. Uma temeridade que sequer deve ser levantada. O Brasil não é um país belicista e espero que continue assim.

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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    2. Olá Leo! , como o VLS ė um foguete Orbital , tanto equatorial como polar , ele pode Orbitar qualquer coordenada do Globo terrestre , portanto , pode alcançar qualquer cidade do Planeta Terra.

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    3. Mas todo foguete possui um alcance Chrystynna ?

      Essa foi a indagação,ou seja, qual seria o alcance ?

      Abraço !

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  9. Apesar do seu virulento anti-petismo desbocado e o expresso esquecimento "pula-história" de 8 anos de Collor para Lula (sem citações ou desbocações de FHC) muito bom artigo. Reproduzo abaixo post de outro site onde alguém trouxe a tradução de notícia da pá de cal no Programa ucraniano-brasileiro da ACS.
    Alegra-te azedo blogueiro Duda Falcão...

    link:

    http://www.defesaaereanaval.com.br/guatemala-agora-insiste-em-comprar-dois-avioes-super-tucano-apos-cancelamento-de-um-contrato-de-seis/

    27/01/2015 19:57 by Fred Responder
    Off-topic:

    Será que o empreendimento binacional da "Alcantara Cyclone Space", "foi pro espaço" de vez?

    A empresa ucraniana YUZHMASH parece estar fechando as portas. E ela é a responsável industrial pelo "hadware", a produção dos componentes dos foguetes Cyclone-4 e pelos elementos/peças dos equipamentos de solo para o lançamento dos foguetes.

    De acordo com um artigo que parece ter sido publicado em um jornal online ucraniano (não consegui localizar esta fonte original), estão dizendo que a Yuzhmash, sediada em Dnepropetrovsk, será obrigada a declarar falência, e seu terreno será convertido em shopping center.
    Se isto for verdade, logo teremos noticias...

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    1. Olá Gilberto!

      Acho que você não entendeu o que eu disse. O PEB vem se degradando (apesar dos inúmeros apelos da Comunidade Científica através das tais Audiências Públicas, em contatos com os ministérios responsáveis e diretamente com a Presidência da República) desde o Governo de Fernando Collor de Mello, chegando ao seu momento mais grave até então no final do primeiro governo LULA. No seu segundo Governo o LULA pelo menos aumentou os recursos que chegaram a pouco mais de R$ 400 milhões em seu último ano de governo. Foi isto que permitiu o IAE avançar na questão do VLS-1 e em meados de 2010 (como citado no artigo) apresentar um cronograma factível previsto.para o lançamento deste veículo. Acontece que a partir do Governo da "Ogra" a situação piorou ainda mais, e o IAE não pôde cumprir o cronograma, e só para constar, vai piorar ainda mais nos próximos quatro anos. Quanto a notícia enviada por você, já havia postado algo semelhante dias atrás, mas obrigado assim mesmo.

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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    2. Duda o que sempre discordei da tua postura foi colocar TUDO na conta do governo petista (fiador político) quando em realidade a aventura da ACS é um projeto pessoal do PSB do Roberto Amaral que introduziu esta impostura ucraniana quando o Ministério de Ciência e Tecnologia ficou politicamente alocado ao PSB e a Roberto Amaral no primeiro mandato do Pres, Lula. Uma vez posto em movimento representou 12 anos de atraso no PEB que até agora não foi revertido por omissão política do PT(que concordo), aí com culpa plena nas gestões Mercadante e Raupp(covardia e omissão de mudar).
      O que dá RAIVA é saber que a competência técnica, que já foi mais que comprovada pelos brasileiros, não pode resultar em sucessos pela falta de apoio político e financeiro. Atrapalhamos nosso desenvolvimento.

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    3. Caro Gilberto,!

      Nunca coloquei tudo na conta do PT, de onde você tirou esta ideia? Acho que fui muito claro quando disse que o PEB veio se degradando através de governos subsequentes desde Fernando Collor de Mello, chegando ao seu pior momento até então no primeiro Governo LULA. Posteriormente o LULA em seu segundo governo melhorou um pouco a situação aumentando os recursos, mas nos quatro anos de sua pupila (que é a bola da vez e perdeu a oportunidade de fazer a diferença) a situação chegou a um patamar insustentável, onde o orçamento da AEB já está pouco abaixo de 300 milhões. O problema amigo, não é o PT, é sim a cultura política, ou seja, a Classe Política Brasileira não tem o menor interesse em Programa Espacial, ponto. Espero ter sido claro.

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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  10. A noticia citada traduzida:
    ----------------------------------------------
    Tradução Google sem correção:

    "Dnepropetrovsk experimentou um protesto de trabalhadores da lendária Yuzhmash, a maior empresa de foguetes na Ucrânia.

    Os trabalhadores, que não tem obtido os seus salários por vários meses, saiu na rua, sem coordenar a demonstração com o sindicato "oficial". Eles dizem que esta é a primeira rebelião espontânea pelos seus trabalhadores durante toda a sua história, desde que a planta nunca tinha tido esses problemas antes devido ao seu perfil foguete / espaço especial.

    E a planta tem uma longa história, a sua construção já começou, em 1944. Ele foi inicialmente destinado para a fabricação de carros, mas a URSS ainda a reconstrução foi arrastado para a corrida armamentista, e em 1951 foi realinhado para fabricar mísseis balísticos intercontinentais.

    No início do milénio 21 eu tive uma oportunidade para distribuir folhetos da União Labor All-ucraniano na entrada deste empreendimento único. A fim de preservar o sigilo, os folhetos foram distribuídos pelos trabalhadores de outras fábricas para que a gestão não seria capaz de determinar que os ativistas foram Yuzhmash.

    Os trabalhadores tomaram os folhetos sem entusiasmo excepcional, mas com simpatia demonstrativo e respeito. Esta foi uma geração de trabalhadores e engenheiros altamente qualificados, que compreenderam o seu tempo estava passando. Eles não eram necessários, o mercado de trabalho merchandizers valorizados e gerentes de vendas. Mas foi essa gente, os engenheiros, os trabalhadores altamente qualificados, os cientistas, que compunham o núcleo eleitoral do Partido Comunista da Ucrânia.

    Leonid Kuchma trabalhou como diretor-geral da Yuzhmash entre 1986 e 1992, de modo que os habitantes do Leste e Centro do país colocado muitas esperanças nele.

    Eles esperavam em vão que "seu próprio" tecnocrata vai ouvi-los melhor do que o "redesenhada" ideólogo Kravchuk. Kuchma, infelizmente, abandonou seus eleitores, mas a empresa sobreviveu, apesar do colapso da economia, e conseguiu iniciar a produção de Zenit e foguetes Cyclone, como os mísseis balísticos intercontinentais da era soviética modificados foram chamados. A planta também fabricados tratores, trólebus e bondes.

    Agora tudo isso está no passado. A fábrica parou de funcionar, porque o governo em busca do "eurodream" perdeu seus mercados potenciais. Mesmo os participantes do programa de lançamento do mar (?) (Sea Launch program), uma iniciativa russo, ucraniano e brasileiro com participação de outros países, declarou que eles vão encontrar um outro veículo de lançamento. Mas isso foi projeto espacial mais rentável da Ucrânia, que permitiu a Ucrânia para manter ligando para um membro do clube de espaço.

    Os trabalhadores em seu desespero saiu para a entrada principal com cartazes exigindo os salários em atraso ser pago e ordens estatais retomada. A ingenuidade do segundo demanda faz com que um a sorrir ironicamente. Esperando por ordens do Estado em uma situação em que o governo está deliberadamente destruindo máquina de construção e promovendo a desindustrialização em busca da miragem "eurointegration" é totalmente fora de contato com a realidade.

    "Nós não fomos pagos desde julho, eles aumentaram o custo dos serviços sociais, como é que vamos pagar? As pessoas estão presas ", diz um dos trabalhadores do sexo feminino. Eles dizem que agora a fábrica vai ser obrigada a declarar falência para que em seus lugares desenvolvedores, vai construir shopping centers, centros de entretenimento, habitação elite. Estamos observando o assassinato de um grande centro científico-tecnológico, o berço da exploração espacial que teve poucos iguais em todo o mundo.. Mas agora ativistas patrióticos estão saindo para protestar sob o slogan "Não Balalaika, não Sputnik".

    Eles permitem que você mantenha as balalaicas. Mas Sputniks não haverá mais."

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  11. Então , em tese, o VLS-1 poderá percorrer mais de 10.000 Kilômetros ???

    Será ?

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    1. Olá Léo!

      Esquece isso caro amigo, valos falar de Programa Espacial, não de Guerra, ninguém ganha com isso e além do mais complica mais as coisas. O VLS-1 não tem esse intuito, ponto, apesar de poder ser usado para tal. Para o Brasil, basta saber como fazer, caso seja absolutamente necessário, tá ok?

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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  12. Duda Falcão !

    Não estou me referindo mais à questões militares, embora esse assunto seja um tabu e muito embora não é mera coincidência e nem é atoa que a FAB acompanha diretamente este projeto, existindo inclusive , um portfólio - não me lembro onde o ví , mas existe sim - citando o cronograma do PEB e seus objetivos, dentre eles , a obtenção de capacidade tecnológica para tal, citando ainda o termo '' dissuasão ''. O que sou plenamente à favor e aspiro ver nossa nação um dia dispor de tais capacidades.Não para fazer guerra, pelo contrário, para evitá-la. Mas se a opinião pública é míope e alienada em relação à importância do PEB em seus fins ''puramente civis'', que dirá para seus fins estratégicos.
    Mas tudo bem . Deixando este assunto estratégico militar de lado, na última pergunta que lhe fiz não me referí à alcance para fins militares , mas sim em seu alcance conforme a sua concepção constante no PEB.
    Salvo engano, no site a AEB , consta que o VLS-1 , poderá alcançar 700 Km.
    Aí surge a indagação : Ora, se para fins normais o VLS -1 alcança 700 Km , como os EUA temem que o referido foguete em uma hipotética versão militar alcance Los Angeles, em poucos minutos e a Europa ? Entendeu ?
    Tão somente esta questão referente ao nosso programa espacial que não consigo compreender

    Obrigado .

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    1. Caro Léo!

      Foguete lançador não é míssil e portanto é configurado de outra forma, por isto a altitude atingida pelo VLS-1 é bem inferior, já que a missão é outra. O voo de um míssil tem uma trajetória bem diferente, há não ser se o objetivo é atingir um alvo no espaço, e portanto o alcance e outo. Quanto ao poder de dissuasão citado em documentos da FAB, se trata de "saber como fazer" e não de ter um míssil deste porte pronto e preparado, entende? O mesmo caso da Bomba Atômica, onde o IME (Instituto Militar do Exercito), por exemplo, já tem este conhecimento, mas não o usa, tá ok?

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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  13. Ok Duda .

    Agora compreendí .
    Pelo visto a relação alcance km em uma configuração e alcance km em outra configuração chega a quase 10 x 1 ( dez por hum ) .

    Obrigado mais uma vez !
    Abraço !

    Parabéns pelo blog !

    Att.

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    1. Sem problema Léo, estamos aqui para isto, ou seja, informar da melhor forma possível aos nossos leitores.

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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    2. Prezados Léo e Duda.
      Primeiro, parabéns pelo artigo; ficou muito bom.Concordo com o Gilberto Rezende quando diz que o problema não é somente com o governo petista. Tanto o PEB quanto as forças armadas foram relegados a segundo ou terceiro plano pela maioria dos governos. Não sou petista e, aliás, não sou ligado a partido algum; me considero um cidadão livre para cobrar de quem exerce o poder e sempre atuante.

      Mais uma vez peço a você Duda que dê uma boa lida no Decreto 6.703, de 18 de dezembro de 2008, aprovado pelo Lula e redigido pelo Profº Mangabeira Unger, que está de volta à Secretaria de Assuntos Estratégicos e esse decreto foi de sua época à frente da Secretaria.

      Esse Decreto está sendo considerado pelas três armas como um "Projeto de Estado" e está recebendo total apoio para sua implementação. Claro que tínhamos tantas prioridades junto às forças armadas, que estavam sucateadas, que as primeiras medidas foram no sentido de reequipá-las, o que está demandando muitos bilhões de reais para caças, submarinos, bases, navios, carros de combate e transporte de tropas, satélite de comunicação e outros. Não discuto a forma de contratação, que segue o padrão do governo petista, sem licitação, propina, etc. Mas, além de necessário é altamente estratégico para o País.

      Com relação ao decreto 6.703, que todos deveriam tomar conhecimento, apesar de ter 60 páginas, extrai alguns trechos que demonstram as prioridades dadas ao PEB e aos veículos lançadores que, sem meias palavras, o governo tem a intenção de usá-los como mísseis. Veja os trechos selecionados:

      Os setores estratégicos: o espacial, o cibernético e o nuclear.
      3. No setor espacial, as prioridades são as seguintes:
      a) Projetar e fabricar veículos lançadores de satélites e desenvolver tecnologias de guiamento remoto, sobretudo sistemas inerciais e tecnologias de propulsão líquida.
      b) Projetar e fabricar satélites, sobretudo os geoestacionários, para telecomunicações e os destinados ao sensoriamento remoto de alta resolução, multiespectral e desenvolver tecnologias de controle de atitude dos satélites.
      c) Desenvolver tecnologias de comunicações, comando e controle a partir de satélites, com as forças terrestres, aéreas e marítimas, inclusive submarinas, para que elas se capacitem a operar em rede e a se orientar por informações deles recebidas;
      d) Desenvolver tecnologia de determinação de coordenadas geográficas a partir de satélites.
      O Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro (SISDABRA), uma dessas camadas, disporá de um complexo de monitoramento, incluindo veículos lançadores, satélites geoestacionários e de monitoramento, aviões de inteligência e respectivos aparatos de visualização e de comunicações, que estejam sob integral domínio nacional.
      - fomento da atividade aeroespacial, de forma a proporcionar ao País o conhecimento tecnológico necessário ao desenvolvimento de projeto e fabricação de satélites e de veículos lançadores de satélites e desenvolvimento de um sistema integrado de monitoramento do espaço aéreo, do território e das águas jurisdicionais brasileiras;
      A terceira diretriz é a integração das atividades espaciais nas operações da Força Aérea. O monitoramento espacial será parte integral e condição indispensável do cumprimento das tarefas estratégicas que orientarão a Força Aérea: vigilância múltipla e cumulativa, superioridade aérea local e fogo focado no contexto de operações conjuntas. O desenvolvimento da tecnologia de veículos lançadores servirá como instrumento amplo, não só para apoiar os programas espaciais, mas também para desenvolver tecnologia nacional de projeto e de fabricação de mísseis.

      Grato,

      Bernardino Coelho da Silva

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    3. Caro Bernardino!

      Primeiramente amigo jamais disse em momento algum que a culpa da situação atual do PEB é do governo petista e sim também do governo petista. Vocês precisam ler com mais atenção o que eu digo, evitando assim que haja gasto de tempo desnecessário. Repito o boicote governamental ao PEB começou a partir do governo de Fernando Collor de Mello e se estendeu até o governo petista, chegando ao seu pior momento no final do primeiro governo LULA. Quando então em seu segundo governo o LULA foi aumentando os recursos aos poucos, chegando a pouco mais de R$ 400 milhões no ultimo ano de seu governo. Aí veio a Dilma que jogou tudo na lama de novo.

      Quanto a sua solicitação amigo, perdoe-me mais tenho de recusar pois é pura perda de tempo. Desde o primeiro governo LULA esse setores eram chamados de estratégicos e os objetivos espacias já eram os mesmos. Portanto, o fato do Profº Mangabeira Unger retornar à Secretaria de Assuntos Estratégicos não alterará nada.

      Vocês precisam entender que enquanto o PEB não der retorno político a esses energúmenos jamais eles terão qualquer interesse nele, seja o PT ou qualquer legenda partidária que estiver no poder. Já o Comando da Aeronáutica (COMAER) já deu por diversas vezes exemplos de que ele está mais interessado no reaparelhamento da força utilizando o PEB como moeda de troca. Diante disto, me perdoe, mas tenho mais o que fazer.

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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  14. Meus parabéns pelo artigo.
    Infelizmente, enquanto o veia Ogra comunista estiver no comando do governo brasileiro, o VLS não sairá do chão, pois estes não são os objetivos dos miseráveis comunistas corruptos. O que está assegurado por eles é a CORRUPÇÃO!

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  15. Parabéns duda, você é muito bom.. adorei pelo conhecimento do VLS-1..
    uma pergunta amigo!.. Se o brasil tivesse empresas privadas com objetivo de colocar o brasil nesta jornada como a Russia, usa, china e a inda (Aeroespacial) .. seria diferente? ou seja não a veria todo esses atrasos, vamos dizer NA CORRIDA ESPACIAL.. (condições financeiras boa) ?

    depender de governo é a pior coisa que tem...
    para ajudar, o brasil teria que ter empresas privadas.



    e hoje como esta o andamento do VLS-1 ?


    um abraço amigo!

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    1. Caro Anonimo!

      Em qualquer lugar do mundo o setor privado trabalha na área espacial graças aos governos de seus países. São eles que são os responsáveis legais por essas atividades e o principais geradores de demandas (projetos, necessidades), sem governo, não existe Programa Espacial. As atividades privadas para atender exclusivamente interessasses privados são ainda insignificantes e continuarão assim ainda por muito tempo.

      Já quanto ao VLS-1, continua na mesma, ou seja, aguardando por políticos que tenham vergonha na cara e verdadeiro compromisso com o programa.

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space).

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  16. Acho que um programa brasileiro de atividades espaciais saira do papel quando houver demanda para esse serviço no país,como satélites militares,comunicações, GPS próprio,e deve vir de empresas privadas, desvinculando o governo dessa empreitada onde não é sua vocação !

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  17. ola sou mineiro e tenho 17 anos sou fascinado por espaço foguetes e etc e realmente acho a falta de investimento nesse segmento no pais uma pena pois a corrida espacial poderia ser algo valoroso para nos nos dando espaço no cenário internacional e quem sabe ate auxiliando para que um astronauta brasileiro fosse ate marte junto da nasa eu não sabia do programa espacial brasileiro ate pouco tempo e agora já sou fã desejo mais investimento nessa área e menos em estádios/coisas inúteis para as olimpíadas enfim essa é mais uma mensagem de apoio para quem esta trabalhando nisso um grande abraço

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  18. Não consigo entender como a China, India envia sondas,foguetes e nossa comunidade cientifica depois de explodir três protótipos não consegue sair do chão.A Coreia do Norte o Irã sob forte restrição de comercio consegue lançar foguetes.Sera culpa do governo ou dos nossos cientistas?

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    1. Olá Moacir!

      Basta você ler com atenção o artigo acima que você entenderá o porquê disto.

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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  19. Devo dizer que é lamentável ter militares incluídos em uma empreitada tão importante e promissora como essa. Começar um programa espacial que visa apenas fins de soberania militar e tecnológica, já teve um começo errado. A crise política e a má gestão são, de fato, fatores que impedem o progresso da humanidade, mas dizer que uma gestão ditatorial é melhor ou mais eficiente é o cúmulo da lavagem cerebral. Sou estudante de física e ex militar, portanto já tive contato com várias visões de mundo. Posso afirmar, apesar da minha grande expectativa no progresso da ciência e da humanidade, que se for para ter progresso cientifico dessa forma é muito melhor que não tenha nenhum!
    Esse maldito nacionalismo e essa febre por poder e controle são os grandes e verdadeiros vermes que impedem o verdadeiro progresso. Portanto a falta de investimentos e recursos humanos para esse empreendimento são apenas os reflexos de pessoas que não fazem a menor ideia do que fazem e dizem. Não vejo diferença entre nossa corrupta politica, os militares e os cientistas que se agarram à esse projeto.

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  20. Respostas
    1. Valeu Wilson!

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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  21. Olá. Belo texto, parabéns. Tenho uma dúvida.

    Saberia dizer, em quanto dólares, a índia, estados unidos e os países que lideram os lançamentos de foguetes comerciais, para botar em orbita satélites estão faturando com estes lançamentos?

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    1. Olá Administrador!

      Em números eu não sei, mas não deve ser pouco, já que a Industria Aeroespacial já é a segunda do mundo, só perdendo para a Indústria Farmacêutica.

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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  22. Enquanto o Brasil for Administrado por políticos incompetentes, corruptos e mau preparados, não teríamos condições de prosseguirmos com o projeto do Foguete VLS.
    Vale lembrar também que a população como um todo precisa se interessar mais e levar mais a sério as questões tecnológicas e políticas deste país; e passar a conhecer melhor a capacidade de nossos pesquisadores e cientistas que trabalham dia e noite para implementar em nossa sociedade novas tecnologias e novos conhecimentos para a nossa Indústria Aeroespacial.
    Lembrando que em um País Corrupto como o Brasil em que tudo gira à base da Corrupção, e que em uma sociedade sem uma Educação e Cultura de qualidade, e sem ao menos o interesse de nossa população relacionado à todos os assuntos e projetos tecnológicos deste país; continuaremos vivendo em um país mau Administrado por Políticos Corruptos, incompetentes e mau preparados por que nós mesmos os elegemos e colocamos no poder; porquê nós mesmos não sabemos eleger os nossos próprios governantes.
    Um País sem leís rígidas e um País sem comando, vira desordem.

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  23. Cheguei aqui procurando informação sobre o acidente, mas infelizmente o artigo deu uma guinada e virou uma critica ao governo Lula. Uma pena estragar fonte de informação tão valiosa com leviandades.

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    1. Olá Unknown"

      Não sou leviano e me respeite, já que nem a ombridade de se identificar você teve. Nesse artigo foi feito o relato sobre a história do projeto do VLS-1 deste o seus primórdios. Se os fatos não lhe agradam, cobre dos protagonistas e daqueles responsáveis pelo fracasso do projeto, onde entre entre se encontra o seu presidente LULA.

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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