domingo, 30 de novembro de 2014

Intensificar a Cooperação Entre Instituições Civis e de Defesa

Olá leitor!

Segue abaixo um artigo escrito pelo Sr. José Monserrat Filho e postado pelo companheiro André Mileski dia (30/11) em seu no Blog Panorama Espacial, onde o Chefe de Assessoria Internacional da AEB defende que o Brasil precisa intensificar a cooperação espacial entre Instituições Civis e de Defesa

Duda Falcão

Intensificar a Cooperação Entre
Instituições Civis e de Defesa

José Monserrat Filho*
Blog Panorama Espacial
30/11/2014

O Programa Nacional de Plataformas do Conhecimento (PNPC), criado em junho deste ano pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), poderá ser o centro de promissora colaboração entre esta pasta e o Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército (DCT).

O titular do MCTI, Clelio Campolina Diniz, e o chefe do DCT, general Sinclair James Mayer, começaram, em 27 de novembro, a articular possíveis parcerias dentro do Programa Nacional de Plataformas do Conhecimento. A defesa cibernética é cotada para ser uma das áreas de trabalho conjunto entre as duas instituições.

Segundo o ministro Campolina, o Programa de Plataformas do Conhecimento busca elevar o patamar e o impacto da CT&I no desenvolvimento do país. Serão implantadas 20 Plataformas ao longo de dez anos, inclusive com arranjos público-privados, em campos como agricultura, saúde, Amazônia, aeronáutica, naval e equipamentos submarinos, manufatura avançada, tecnologias da informação e da comunicação (TICs), defesa e mineral. O ministro espera que o Exército venha a ser parceiro, entre outros, no setor de TICs, que inclui a defesa cibernética como atividade de enorme relevância no mundo atual, e em especial no Brasil.

O Exército, por seu turno, realiza pesquisas em áreas de fronteira do conhecimento. O general Mayer preza muito os inúmeros projetos inovadores em curso na sua instituição e enfatiza o desenvolvimento de softwares, como a capacidade que vem sendo a base de seus sistemas.

Aeronáutica e Marinha também são fontes de considerável progresso em CT&I.

O PNPC dispõe de um comitê técnico com membros do MCTI, bem como dos ministérios da Educação (MEC) e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), mais as pastas com interesses em temas específicos. Trata-se de reunir competências e talentos numa infraestrutura de CT&I de última geração, para resolver questões, demandas e interesses estratégicos, gerando conhecimento, produtos e processos de alto impacto no desenvolvimento do país.

A iniciativa não poderia ser mais útil. Talvez até já devesse estar por aí, bem estabelecida e gerando frutos em áreas estratégicas de que o Brasil tanto precisa.

A área espacial também deveria entrar neste círculo virtuoso. Essa é a conclusão a que chegou, após um ano e meio de estudos, o Grupo de Trabalho especialmente constituído pelo Núcleo de Estudos de Direito Espacial da Associação Brasileira de Direito Aeronáutico e Espacial (SBDA) para elaborar um projeto de Lei Geral das Atividades Espaciais do Brasil.

O projeto propõe uma estrutura de estreita colaboração e ajuda mútua permanentes entre os setores civil e de defesa, comprometidos com programas espaciais de interesse nacional. Os dois setores desempenham funções específicas e diferenciadas, mas suas atividades, mas, ao mesmo tempo, têm muito em comum. E essa comunidade de interesses e competências pode e deve ser melhor aproveitada em benefício de ambos os setores e, acima de tudo, do país.

Não por acaso, o projeto parte da ideia chave de que as atividades espaciais no Brasil devem ser definidas como de segurança nacional, conforme reza seu Art. 1º e, em particular, seu Art. 3º: “Todas as atividades espaciais nacionais, civis e de defesa, são consideradas de segurança nacional, porque devem estar comprometidas com a exploração e o uso pacíficos do espaço exterior e com o desenvolvimento científico, tecnológico, industrial, econômico, social e cultural do País, bem como com a defesa dos legítimos interesses de proteção, tranquilidade e bem estar da população brasileira.” Esse conceito também está presente no Art. 6º, sobre “os objetivos das atividades espaciais nacionais”. O primeiro objetivo é o de “promover o desenvolvimento social e econômico, o avanço científico e tecnológico, a proteção, a tranquilidade e o bem-estar da população, dentro do conceito de segurança nacional adotado por esta Lei”.

Essa visão é perfeitamente possível, porque o Brasil é, de fato, um país pacífico, sem problemas de guerra, tanto no continente americano como no mundo inteiro. E tradicionalmente defende a solução pacífica das controvérsias, em harmonia com a Carta das Nações Unidas. Isso permite forte e sadia aliança entre civis e militares no avanço e uso da CT&I em qualquer área.

* Vice-Presidente da SBDA, Diretor Honorário do Instituto Internacional de Direito Espacial, membro pleno da Academia Internacional de Astronáutica, Chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da Agência Espacial Brasileira (AEB). Este artigo reflete unicamente o ponto de vista do autor.


Fonte: Blog Panorama Espacial - http://panoramaespacial.blogspot.com.br/

País Domina 80% da Produção de Satélite

Olá leitor!

Segue abaixo uma pequena matéria publicada dia (28/11) no Jornal Valor Econômico e postada no mesmo dia no site “Investe São Paulo” tendo como destaque a declaração do diretor do INPE, Dr. Leonel Perondi, de que o Brasil já domina 80% da produção de satélites.

Duda Falcão

Últimas Notícias

País Domina 80% da Produção de Satélite

Valor Econômico
28/11/14 - 11h37

A indústria espacial brasileira já domina cerca de 80% da produção de um satélite, segundo o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Leonel Perondi. O último grande gargalo do programa espacial, segundo ele, é o domínio completo do sistema de controle de atitude (orientação no espaço) e órbita de satélites.

O presidente da Visiona, joint venture entre a Embraer (51%) e a Telebrás (49%), Eduardo Bonini, informou que este será o primeiro grande projeto a ser lançado pela empresa dentro da estratégia de desenvolvimento de tecnologias críticas utilizadas em satélites.

Considerando o caráter estratégico e sensível desse tipo de tecnologia, o governo investiu R$ 40 milhões no desenvolvimento do projeto que ficou conhecido como Sistema de Navegação Inercial para Aplicação Aeroespacial (SIA). A plataforma inercial também localiza e orienta um foguete durante seu lançamento, indicando, inclusive, os desvios de rota que possam ocorrer nessa trajetória.

No DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Espacial) o SIA será testado em voo pelo foguete VSISNAV (veículo lançador de sistema de navegação do VLS). Segundo o diretor do DCTA, brigadeiro do ar Alvani Adão da Silva, a expectativa é que o lançamento do VSISNAV aconteça em 2015.

O Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), segundo Alvani, aguarda a entrega das redes elétricas de serviço e de controle do foguete pela empresa MECTRON para realizar o lançamento. Em 2014, o projeto do VLS recebeu um investimento de R$ 15 milhões e para 2015 estão previstos mais R$ 5 milhões.

Para suportar as atividades de desenvolvimento do SIA, com aplicação tanto em satélites quanto em foguetes, foi montado um laboratório com capacidade para testar sensores em um nível de precisão de 0,1 grau por hora, o equivalente a medição de movimentos 100 vezes menores que o movimento de rotação da Terra.


Fonte: Jornal Valor Econômico via site “Investe São Paulo” – 28/11/2014

Comentário: Bom leitor, quanto aos irrisórios R$ 5 milhões para o lançamento do VSISNAV eu não vou comentar porque já estou cheio desta palhaçada, agora quanto ao que disse do Dr. Perondi, eu creio que não seja bem assim, já que parte da tecnologia desses supostos 80% está dividida com empresas que não são brasileiras, como por exemplo, a AEL Sistemas. Então Dr. Perondi não é bem assim, e talvez o Brasil não chegue nem mesmo a dominar 50% e pode cair ainda mais este percentual se a Opto Eletrônica for vendida.

Carta de Cientistas à Presidente Dilma Reivindica Maior Participação da CT&I no Desenvolvimento Social e Econômico do País

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada dia (27/11) no site do “Jornal da Ciência” da SBPC, destacando que Carta de Cientistas à presidente Dilma reivindica maior participação da CT&I no desenvolvimento social e econômico do País.

Duda Falcão

Políticas de CT&I

Carta de Cientistas à Presidente Dilma
Reivindica Maior Participação da CT&I no
Desenvolvimento Social e Econômico do País

Assinada por 75 sociedades científicas, carta ressalta
a necessidade de tratar o setor como política de Estado

Ascom SBPC
Quinta-feira, 27 de outubro de 2014

A comunidade científica brasileira enviou ontem carta à presidente Dilma Rousseff, onde expõe as preocupações e reivindicações do setor no sentido de torná-lo uma verdadeira política de Estado, que contribua efetivamente com o desenvolvimento social e econômico do País. Na carta, assinada por 75 sociedades científicas de todas as áreas do conhecimento, e encaminhada pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), os cientistas retomam as propostas que foram encaminhadas ao governo federal em maio de 2010, quando foi realizada a 4ª. Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CNCTI), então convocada por decreto presidencial para traçar uma política de Estado para o setor, voltada para o desenvolvimento sustentável.

Os cientistas defendem que “um salto na direção da inovação depende da produção articulada de amplos e diversificados grupos de pesquisa de diferentes regiões do País, envolvendo a articulação entre produção científica básica, empreendedorismo e produção de tecnologia”. A carta ressalta ainda que “A principal expectativa da comunidade científica brasileira continua residindo no aumento do investimento nacional em P&D para o patamar de 2% do PIB, intento manifestado pelo governo federal desde o primeiro ano do primeiro mandato do presidente Lula. De 2006 a 2012 o investimento nacional em P&D passou de 1% para 1,24% do PIB, elevação expressiva, mas para um patamar que ainda nos deixa razoavelmente distantes da média dos países da OCDE, onde a relação P&D/PIB é de cerca de 2,4%.”

O documento elaborado pelos cientistas segue apontando para diversas questões que são motivo de preocupação para a continuidade e evolução da ciência, tecnologia e inovação no País tais como: a insustentabilidade financeira atualmente demonstrada pelo mecanismo dos fundos setoriais para o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), a necessidade de direcionar parte do Fundo Social criado com royalties do petróleo também para a CT&I (além da educação), o desvio de recursos do FNDCT para programas como o Ciência sem Fronteiras (CsF), e a manutenção de projetos estruturantes, como os grandes laboratórios nacionais e os Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs).

Veja a carta na íntegra:



Fonte: Jornal da Ciência de 28/10/2014

Comentário: Décadas se passam e os mesmo erros são cometidos. Ou vocês amadurecem e começam agir como uma classe unida que efetivamente luta pelos interesses do país, ou continuarão sendo enganados por esses energúmenos como essa “Ogra” petista. Poderia ser uma carta assinada até mesmo por 100 mil pesquisadores não faria a menor diferença. Ou vocês vão a luta realizando movimentos nas universidades, nos centros de pesquisas do país e nas ruas das grandes cidades brasileiras, ou continuarão chorando ainda por décadas o leite derramado. Cresçam e apareçam ou continue pecando e entrando para história como uma classe omissa, passiva e que negou fogo no momento crucial da história do país. Lamentável.

INPE Apresenta Agenda de Divulgação e Novo Formato dos Dados do DETER

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota publicada hoje (28/11) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), destacando que o instituto apresentou agenda de divulgação e novo formato dos dados do DETER.

Duda Falcão

INPE Apresenta Agenda de Divulgação e
Novo Formato dos Dados do DETER

Sexta-feira, 28 de Novembro de 2014

Desde 2004, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulga na página www.obt.inpe.br/deter os mapas de alertas de desmatamento e degradação florestal produzidos pelo seu Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real – DETER.

Este sistema foi concebido para fornecer informação estratégica ao IBAMA sobre localização e indicativo de área de evidências de eventos de desmatamento por corte raso e de degradação florestal, verificados através da análise de dados do sensor MODIS de alta frequência de observação e com resolução espacial moderada (250 m).

As divulgações públicas do DETER têm sido feitas mensalmente de maio a outubro e bimensalmente de novembro a abril, sempre com um mês de atraso após o período de observação para que o IBAMA possa ter a discrição de uso exclusivo destes dados e obter uma vantagem estratégica em suas atividades de fiscalização de desmatamento ilegal na Amazônia.

No entanto, o IBAMA solicitou ao INPE que este cronograma fosse alterado porque a divulgação dos mapas do DETER, mesmo com um mês de atraso, está dificultando a instrução de inquéritos sobre atividades ilícitas de desmatamento que requerem tempo maior que um mês para serem concluídos. O IBAMA percebeu que os dados do DETER estavam sendo utilizados pelos agentes que realizam os desmatamentos ilegais para se prevenir contra os inquéritos, inclusive pondo em risco a integridade física de seus fiscais.

Diante desta demanda, o INPE e o IBAMA firmaram em novembro um Acordo de Cooperação Técnica que prevê um novo cronograma de divulgação, de agora em diante trimestral e com a divulgação dos dados em duas etapas. Ao fim do mês seguinte de cada trimestre estabelecido as estatísticas de Alertas serão divulgadas discriminadas mês a mês junto com mapas de intensidade de desmatamento agregados em uma grade regular de 50 km X 50 km e em unidades censitárias. Deste modo o INPE fornecerá para a sociedade e a academia material gráfico para visualizar e analisar a distribuição da intensidade de alertas. Os mapas mensais com os polígonos de Alertas discriminados individualmente se tornarão públicos na divulgação do trimestre seguinte. Serão mantidas também as divulgações do mapa de cobertura de nuvens para informar onde não foi possível a observação da superfície, e do relatório de validação dos alertas sempre que este for permitido pela disponibilidade de imagens de resolução da ordem de 20-30 m.

Na tabela abaixo, o novo cronograma de divulgação dos dados do DETER.

Trimestre
 Divulgação de Relatórios e Mapas em formato agregado
Divulgação do Mapa de Alertas DETER
Ago-Set-Out
Nov
Fev
Nov-Dez-Jan
Fev
Mai
Fev-Mar-Abr
Mai
Ago
Mai-Jun-Jul
Ago
Nov

O acordo também prevê que, nos meses em que a validação dos alertas for feita com amostragem significativa, as estatísticas de alertas sejam discriminadas em estimativas de áreas de corte raso, de degradação florestal e de falsos positivos.


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Alertas do DETER Estimam Desmatamento Por Corte Raso em 856 km² no Trimestre de Agosto, Setembro e Outubro

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota publicada dia (28/11) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), destacando que Alertas do DETER estimam desmatamento por corte raso em 856 km² no trimestre de agosto, setembro e outubro.

Duda Falcão

Alertas do DETER Estimam Desmatamento
Por Corte Raso em 856 km² no Trimestre
de Agosto, Setembro e Outubro

Sexta-feira, 28 de Novembro de 2014

Nos meses de agosto, setembro e outubro de 2014, as áreas de alerta para desmatamento por corte raso e por degradação florestal somaram 1.924 km², conforme registro do DETER, o sistema de detecção em tempo real do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) baseado em satélites de resolução espacial moderada. A operação do DETER é voltada a orientar a fiscalização em campo para coibir o desmatamento ilegal.

Com base nas proporções de áreas de corte raso, de degradação florestal e de falsos positivos medidas nas avaliações dos dados do DETER contra imagens de resolução espacial mais fina (30 m) neste trimestre, estima-se uma área de 856 km2 de desmatamento por corte raso, 1.000 km2 de áreas com evidências de degradação florestal, além de 68 km2 de falsos positivos.

Em agosto foram estimados 890 km2 de alertas de corte raso. Em setembro, a estimativa atingiu 736 km2, enquanto em outubro foi de 298 km2. As distribuições da soma das áreas de alerta de corte raso, de alerta de degradação e dos falsos positivos nos Estados, em cada mês, bem como a respectiva cobertura de nuvens, são apresentadas na tabela a seguir.


DETER(*)
Ago (km2)
Nuvens
Ago (%)
DETER(*)
Set (Km2)
Nuvens
Set (%)
DETER(*)
Out (km2)

Nuvens
Out (%)
Acre
69,09
0
22,14
0
2,92
26
Amapá
0
83
3,78
41
0
82
Amazonas
82,73
3
79,03
3
21,59
27
Maranhão
3,43
13
10,01
16
0,62
23
Mato Grosso
231,76
0
370,19
0
127,14
0
Pará
346,11
3
139,32
19
29,29
41
Rondônia
153,78
0
79,76
0
103,69
0
Roraima
3,01
9
29,45
5
11,06
15
Tocantins
0,29
0
2,32
0
1,59
0
TOTAL
890,20
5
736,00
8
297,90
24
(*) Soma das áreas de alerta de corte raso, degradação florestal e falsos positivos.

Desde 2008, o INPE realiza uma estimativa amostral da proporção de áreas de corte raso, degradação florestal e falsos positivos, por meio da comparação dos polígonos do DETER com imagens de melhor resolução, como as do Landsat.

No mês de agosto foram examinados 1.139 polígonos, 72,4% das ocorrências que representam 73,5% da área total de alertas. Foi constatado que 54,3% da área dos alertas se tratam de cortes rasos, 41,3% são áreas de degradação florestal e 4,4% dos alertas não se confirmaram e foram considerados falsos positivos. Deste modo, estima-se que em agosto o DETER forneceu alertas de 483 km2 de corte raso e 368 km2 de degradação florestal.

Para o mês de setembro o INPE examinou 544 polígonos que representam 64,6% das ocorrências e 79,3% da área total de alertas. Foi constatado que 31,5% da área dos alertas se tratam de cortes rasos, 65,3% são áreas de degradação florestal e 4,6% dos alertas não se confirmaram e foram considerados como falsos positivos. Com base nesta avaliação, estima-se que em setembro o DETER forneceu alertas de 232 km2 de corte raso e 481 km2 de degradação florestal.

Na avaliação do mês de outubro, o INPE examinou 306 polígonos que representam 73,2% das ocorrências e 79% da área total de alertas. Foi constatado que 47,2% da área dos alertas se tratam de cortes rasos, 51,1% são áreas de degradação florestal e 1,8% dos alertas foram considerados falsos positivos. Deste modo, estima-se que em outubro o DETER forneceu alertas de 141 km2 de corte raso e 152 km2 de degradação florestal.

Os resultados do DETER devem ser analisados em conjunto com as informações sobre a cobertura de nuvens, que afeta a observação por satélites. As áreas em rosa dos mapas a seguir correspondem aos locais que estiveram encobertos no período. Nos mesmos mapas, os pontos amarelos mostram a localização dos alertas emitidos pelo DETER.

Mapa de alertas de agosto, mês em que a cobertura de nuvens
impediu a observação de 5% da Amazônia.
Mapa de alertas de setembro, mês em que a cobertura de nuvens
impediu a observação de 8% da Amazônia.
Mapa de alertas de outubro, mês em que a cobertura de nuvens
impediu a observação de 24% da Amazônia.

Em função da cobertura de nuvens variável de um mês para outro e, também, da resolução dos satélites, o INPE não recomenda a comparação entre dados de diferentes meses e anos obtidos pelo sistema DETER.

Confira os relatórios mensais completos na página www.obt.inpe.br/deter

Sistema de Alerta

Realizado pela Coordenação de Observação da Terra (OBT) do INPE, o DETER é um serviço de alerta de desmatamento e degradação florestal na Amazônia Legal baseado em dados de satélite de alta frequência de revisita.

O DETER utiliza imagens do sensor MODIS do satélite Terra, com resolução espacial de 250 metros, que possibilitam detectar polígonos de desmatamento com área maior que 25 hectares. Nem todos os desmatamentos são identificados devido à ocorrência de cobertura de nuvens.

Os alertas produzidos pelo DETER foram concebidos e são produzidos para orientar a fiscalização do desmatamento ilegal na Amazônia. Os mapas de alertas do DETER são enviados diariamente ao IBAMA com a localização precisa de eventos de desmatamento e degradação florestal e um indicativo de área que tem qualidade limitada pela resolução do satélite, que permite representação acurada de área apenas para eventos de tamanho superior a 100 ha.

Por isso, o INPE não recomenda que os dados de área de Alertas do DETER sejam utilizados como indicativo do andamento da intensidade de desmatamento. Para medir esta intensidade o INPE produz desde 1988 o mapa de desmatamento feito com imagens de resolução de 20 a 30 m (Landsat, CCD/CBERS, LISS3/ResourceSAT, DMC e SPOT). Deste mapa o INPE calcula a taxa de desmatamento anual em km2 medida pelo PRODES.

A menor resolução dos sensores usados pelo DETER é compensada pela capacidade de observação diária, que torna o sistema uma ferramenta ideal para informar rapidamente aos órgãos de fiscalização sobre novos desmatamentos.

Este sistema registra tanto áreas de corte raso, quando os satélites detectam a completa retirada da floresta nativa, quanto áreas com evidência de degradação decorrente de extração de madeira ou incêndios florestais, que podem ser parte do processo de desmatamento na região.

A cada divulgação sobre o sistema de alerta DETER, o INPE apresenta ainda um relatório de avaliação amostral dos dados. Os relatórios, assim como demais dados relativos ao DETER, podem ser consultados em www.obt.inpe.br/deter.


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Lançado o Primeiro Espaçomodelo com Motor KNSu da UFPR

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada hoje (30/11) no “Blog Foguete UFPR” da Universidade Federal do Paraná, pelo Prof. Carlos Henrique Marchi, informando que foi lançado o primeiro foguete de espaçomodelismo com motor KNSu desenvolvido pelo Grupo de Foguetes Carl Sagan desta universidade.

Duda Falcão

Lançado o Primeiro Espaçomodelo
com Motor KNSu

Ontem (29 de novembro de 2014) foram lançados 4 minifoguetes
com motores das classes 1/2A e A e altímetro de bordo.

Prof. Carlos Henrique Marchi
30/11/2014

Resultados preliminares:

Dois minifoguetes com motor da classe A da Bandeirante, projetados para atingir 50 metros de apogeu, atingiram 44 metros. Estes minifoguetes são da equipe Alfa, da UFPR, que deverá participar da categoria de apogeu exato de 50 metros no Festival de Minifoguetes de Curitiba 2015.

Os outros dois minifoguetes tinham motor da classe 1/2A, fabricados pelo Grupo de Foguetes Carl Sagan, da UFPR. É o nosso primeiro motor-foguete próprio para espaçomodelo e com propelente KNSu (nitrato de potássio e sacarose).

Este motor é o resultado de uma linha de pesquisa que se iniciou em 2013. No início de novembro de 2014, este motor foi qualificado em testes estáticos. Ele é fabricado com tubo de acrílico, durepoxi e KNSu.

É provável que este motor seja o primeiro do Brasil para espaçomodelos com propelente KNSu, que é muito mais seguro do que a pólvora e pode ser feito pelos próprios fogueteiros.

Os dois minifoguetes com motor da classe 1/2A foram projetados para atingir o maior apogeu possível. Estes minifoguetes também são da equipe Alfa, da UFPR, que deverá participar da categoria de apogeu máximo na classe 1/2A no Festival de Minifoguetes de Curitiba 2015.

No melhor voo dos 2 minifoguetes, o apogeu alcançado foi de 29 metros. O recorde da NAR, dos Estados Unidos, para a classe 1/2A é de 55 metros.


Fonte: Blog “Foguete UFPR“ – 19/08/2013 – http://fogueteufpr.blogspot.com.br/

Comentário: Pois é leitor, só nos resta parabenizar ao Grupo de Foguetes Carl Sagan, da UFPR. Parabéns a todos vocês por esta conquista.

Após o CBERS, Brasil Tem Desafio de Manter Programa Espacial

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada hoje (30/11) no site do jornal “O VALE”, destacando que após o CBERS, o Brasil terá o desafio de manter o seu Programa Espacial.

Duda Falcão

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Após o CBERS, Brasil Tem Desafio
de Manter Programa Espacial

Lançamento do CBERS-4 finaliza um ciclo de cooperação Brasil-China
no campo espacial; pacto movimentou R$ 500 mi e gerou empregos

Chico Pereira
São José dos Campos
November 30, 2014 - 00:00

A uma semana do lançamento do CBERS-4 (Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres), previsto para o próximo domingo, na China, o Brasil se depara com outro desafio.

Um, desafio grande: a continuidade de projetos do programa espacial para evitar a dispersão de conhecimentos e de pessoal altamente qualificado, boa parte baseado em cidades do Vale do Paraíba.

O lançamento do CBERS-4 finaliza um ciclo de cooperação Brasil-China no campo espacial que resultou na formação de uma arranjo industrial para a construção dos satélites dessa família.

Diretor do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), sediado em São José dos Campos, Leonel Perondi ressalta a importância da continuidade desse programa e da implementação de outros para a fomentação da indústria espacial brasileira.

“Com a conclusão do CBERS-4, o arranjo espacial está parado. Faltam novas contratações para novos programas espaciais. É um problema”, ressaltou o diretor do INPE.

Contratos - Ele pontuou que a construção dos CBERS3 e 4 resultou em 20 contratos com a indústria nacional para a produção de equipamentos para os dois orbitadores.

“Todos os contratos foram finalizados. Ao longo de dez anos, o programa CBERS movimentou investimentos de R$ 500 milhões e a abertura de centenas de postos de trabalho”, relatou Perondi.

Segundo ele, a fabricação de sistemas espaciais exigem a formação de grandes equipes e para mantê-las é necessário continuidade de projetos espaciais. “É um investimento de longo prazo”, frisou.

Conhecimento - Perondi ressaltou que, além disso, os projetos executados geraram conhecimentos e capacitação de pessoal para o setor.

“O Brasil não pode deixar esse arranjo dispersar. É preciso que essa estrutura seja executada continuamente para que o país não perca a capacidade adquirida ao longo dos anos”, ponderou Perondi.

No caso do INPE, por exemplo, que é o principal organismo brasileiro do setor espacial, responsável não só pela pesquisa, mas pela produção e transferência de conhecimento para o setor industrial nesse campo, há preocupação com o seu quadro de pessoal.

Atualmente, o instituto emprega 1.050 pessoas em suas unidades, a maior delas em São José dos Campos. A média de idade dos pesquisadores é de 52 anos. “Pedimos autorização para abrir 438 vagas”, disse Perondi.


Países Negociam Um Novo Satélite

São José dos Campos - A AEB (Agência Espacial Brasileira) informou que cooperação com a China na área de satélites e aplicações faz parte uma agenda decenal em discussão por um grupo técnico misto, Brasil e China.

Esse grupo está em plena atividade com a realização até o presente momento de três reuniões, segundo a AEB.

A continuação do desenvolvimento de satélites da classe CBERS é um dos temas em discussão. A agenda já foi aprovada pelos dois governos, em reunião realizada na China, em novembro de 2013.

Segundo Leonel Perondi, diretor do INPE, as tratativas são para a construção de mais um satélite, 4A, que, se fechado o acordo, seria desenvolvido em três a quatro anos.

Também se discute satélites com novas tecnologias, mas são negociações prolongadas, ainda indefinidas. 


Fonte: Site do Jornal “O VALE” - 30/11/2014

Brasil Faz Contagem Regressiva do CBERS-4

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada ontem (29/11) no site do jornal “O VALE”, destacando a Contagem Regressiva do Brasil para o lançamento do Satélite CBERS-4.

Duda Falcão

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Brasil Faz Contagem Regressiva do CBERS-4

Satélite binacional é acoplado ao foguete Longa Marcha na base
de lançamento chinesa; satélite deve ir ao espaço no próximo dia 7

Jornal O Vale
November 29, 2014 - 00:44

Foto: Arquivo/OVALE
Técnicos do INPE durante testes com o protótipo do CBERS-3.

Contagem regressiva para o lançamento do CBERS-4 (Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres), previsto para domingo, dia 7 de dezembro, na China.

Ontem, o satélite foi colocado na coifa do foguete Longa Marcha 4-B, que será o lançador o orbitador.

O diretor do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), sediado em São José dos Campos, Leonel Perondi, afirmou ontem, em coletiva de imprensa, que o cronograma para o lançamento segue conforme o programado.

A partir de segunda-feira, começam os procedimentos finais para o lançamento. A partir de terça-feira, terá início o processo de carregamento dos tanques de combustível do foguete chinês.

O CBERS-4 irá substituir o CBERS-3, que foi lançado no ano passado, na mesma época, mas acabou se perdendo no espaço por uma falha do foguete chinês. Perondi contou que a causa da falha do lançador foi uma contaminação do combustível.

“O motor do último estágio parou de funcionar 10 segundos antes do previsto e o satélite foi lançado fora da órbita prevista”, disse.

Equipe - Uma equipe de 15 pesquisadores e técnicos do INPE está na China, participando dos preparativos do lançamento do satélite.

A engenheira Susan Tognatto Teves é a única mulher da equipe. Ela tem a missão de checar dados do CBERS-4 minutos antes do lançamento.

“Vou ficar embaixo do foguete até meia hora antes do lançamento”, contou a especialista durante vídeo-conferência ocorrida ontem no INPE.

O CBERS-4 é considerado essencial pelo Brasil para ajudar no monitoramento da Amazônia. Ele também será empregado em outras atividades, como monitoramento do serrado, com aplicações na agricultura entre outros trabalhos.

A previsão é que o lançamento ocorra entre 0h30 e 1h30 da madrugada de domingo, segundo a Agência Espacial Brasileira.

O país investiu cerca de R$ 250 milhões no CBERS-4.

Saiba mais

Contagem

Brasil e China iniciaram contagem regressiva para o lançamento do satélite CBERS-4

Lançamento

O lançamento está programado para domingo, dia 7 de dezembro, na china

Lançador

O CBERS será lançado pelo foguete chinês Longa Marcha 4B


Jornal Vanguarda - TV Vanguarda - 28/11/2014


Fonte: Site do Jornal “O VALE” - 29/11/2014

Comentário: Bom leitor, acho que essa matéria do Jornal "O VALE" de São José dos Campos (SP) responde a pergunta de nosso companheiro português (do site “Boletim em Órbita”) Rui C. Costa, sobre o horário brasileiro do lançamento do CBERS-4. Que todos os nossos leitores fiquem atentos para acompanharem entre as 0h30h e 1h30h de Brasília, na madrugada do próximo domingo (07/12), o lançamento deste satélite. Que Deus, Jeová, Zeus, Odin ou qualquer outro Deus alienígena nos proteja, para que dessa vez esse satélite possa ser lançado exitosamente, caso contrário será catastrófico para o Brasil.