sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

PETROBRÁS/COMTUR Patrocina Documentário Sobre o Projeto Ubatubasat

Olá leitor!

Você tá lembrado do “Projeto Ubatubasat” dos alunos e professores da Escola Municipal Presidente Tancredo de Almeida Neves da cidade de Ubatuba (SP)?

Pois então, com o patrocínio da Petrobras e da Companhia Municipal de Turismo de Ubatuba (COMTUR) o educador e extraordinário professor Cândido Moura (líder do grupo que desenvolve o “Projeto Ubatubasat” nesta cidade litorânea do estado de São Paulo) produziu o documentário “Projeto Ubatubasat – Uma Jornada de Conhecimento” de pouco mais de 32 minutos.

Convido você leitor a visitar o site do documentário (clique aqui) e assistir o 'trailer' dessa obra sensacional, além de ter acesso a outras informações sobre o projeto. Vale a pena conferir.

Duda Falcão

FICHA TÉCNICA

Título: Projeto Ubatubasat – Uma Jornada de Conhecimento
Direção: Daniela Gross
Direção de Fotografia: David Mottershead
Produção: Daniela Gross
Produção Executiva: Camila Marujo
Consultoria: Alessandra Noll
Edição: David Mottershead & Daniela Gross
Imagens: David Mottershead & Daniela Gross
Imagens I Semana de Astronomia Astronáutica: cedidas por Sávio Cardoso
Duração: 32 min 39 seg
Ano de Produção: 2014
Classificação Etária: Livre
Patrocínio: Petrobras e Comtur – Companhia Municipal de Turismo de Ubatuba
Apoio: Prefeitura Municipal de Ubatuba, Fundação de Arte e Cultura de Ubatuba e Escola Municipal Presidente Tancredo de Almeida Neves


Fonte: Escola Municipal Presidente Tancredo de Almeida Neves

Comentário: Sensacional iniciativa desse extraordinário educador do ensino médio que é merecedor de todos os elogios, não só por ter realizado o que pretendia, mas principalmente por ter chegado bem mais longe (creio eu) do que ele mesmo esperava. Parabéns Prof. Cândido Moura e sucesso sempre. No entanto, não posso deixar de registrar como ponto negativo a lamentável participação nessa obra de políticos como o Menestrel Aluisio Mercadante, mas infelizmente esse é um mal que ainda teremos de enfrentar por muitos anos em nosso país.

As Novidades da Cooperação Espacial Brasil-França

Olá leitor!

Segue abaixo um novo artigo escrito pelo Sr. José Monserrat Filho e postado ontem (30/01) no “Blog Panorama Espacial” do companheiro André Mileski, dando destaque as novidades sobre a Cooperação Espacial Brasil-França.

Duda Falcão

As Novidades da Cooperação
Espacial Brasil-França

José Monserrat Filho*
30/01/2014

“Enxergar o que está diante do nosso nariz exige um esforço constante.”
George Orwell (1903-1950), escritor inglês

O primeiro satélite brasileiro geoestacionário de defesa e comunicação (SGDC) será construído pela Thales Alenia Space. Para tanto, essa empresa francesa compromete-se a promover a absorção tecnológica por engenheiros brasileiros e a transferência de tecnologia para a indústria brasileira. Tais compromissos, considerados benéficos tanto para o Brasil quanto para a França, foram firmados em Brasília, no dia 12 de dezembro de 2013.

A data marca nova etapa na cooperação franco-brasileira em áreas estratégicas de ciência e tecnologia. Os presidentes dos dois países, Dilma Rousseff e François Hollande, prestigiaram a assinatura de acordos para a instalação de uma infraestrutura de computação de alto desempenho, a transferência de tecnologia para o satélite geoestacionário de defesa e comunicações estratégicas e novas ações do programa Ciência sem Fronteiras (CsF), para formar recursos humanos altamente qualificados.

Com ampla infraestrutura de computação de alto desempenho, a meta é transformar o Brasil em um dos líderes mundiais no setor nos próximos três anos. O plano prevê a aquisição de um supercomputador da empresa francesa Bull e a instalação de dois centros de pesquisa – um em Petrópolis, no Rio de Janeiro, em parceria com o Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), e outro no Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia (Coppe), da Universidade Federal do Rio de Janeiro. A iniciativa beneficiará ainda a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e o Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI), entidades vinculadas ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Assim, a nova fase de trabalho conjunto, projetada como abrangente e profunda, envolve indústrias de defesa e de bens de alta tecnologia – algo impensável há apenas um par de décadas.

A empresa mista brasileira Visiona Tecnologia Espacial S. A., por sua vez, firmou dois contratos: um com a empresa francesa Thales Alenia, para desenvolver o SGDC, e outro com a empresa Arianespace, também francesa, para lançar o satélite. A Visiona, primeira empresa brasileira prime-contrator (integradora), é uma joint-venture criada em 2012 pela entidade pública Telebras (Telecomunicações Brasileiras S.A.) e pela empresa privada Embraer S. A., tendo essa 51% e aquela 49% do seu capital.

A Agência Espacial Brasileira (AEB) e a Thales Alenia firmaram, a seguir, o memorando de entendimento que regula a absorção tecnológica e a transferência de tecnologia ao Brasil durante a construção do SGDC. O satélite pioneiro servirá para a comunicação do governo e para levar internet banda larga a municípios ainda não servidos pela Telebras.

Para Petrônio de Souza – diretor de Política Espacial e Investimentos Estratégicos da AEB, que assinou o memorando como presidente em exercício da AEB –, “o acordo de transferência de tecnologia é parte essencial do processo de aquisição do satélite”, incluindo sistemas eletrônicos a bordo, estruturas de maior porte e aplicações de dados.

Essa transferência abrange as telecomunicações via satélite, observação e meteorologia, entre outras áreas, e será concretizada ao longo de cinco anos. Ela é vista como base sólida para vários desenvolvimentos conjuntos e como parceria estrutural de longo prazo.

O plano de absorção e transferência de tecnologia, com início previsto para o próximo mês de abril, deve envolver cerca de 30 engenheiros brasileiros.

O mais alto mandatário da Thales Alenia, Jean-Loïc Galle, anunciou que a equipe da empresa “já está trabalhando duro para apoiar a estratégia de desenvolvimento espacial do Brasil, que vai garantir a independência e a soberania do país no médio prazo".

E o vice-presidente da Thales para América Latina, Cesar Kuberek, disse que o contrato firmado com a Visiona foi um dos cinco concluídos pela empresa em 2013, e foi o ponto de partida para ampliar a presença da Thales nos países da América Latina, “a fim de reforçar sua independência e soberania”, atendendo a clientes civis e militares. Segundo ele, a “parceria ambiciosa” com a AEB incluirá “o desenvolvimento futuro do sensoriamento remoto no Brasil”.

Vale notar que as promessas de “garantir” e “reforçar” a independência e a soberania dos países parceiros por parte de uma empresa de porte global como a Thales surgem como grata novidade nos 56 anos da história das atividades espaciais e certamente refletem as importantes mudanças ocorridas no mundo, sobretudo na última década.

A Era Espacial teve início em outubro de 1957, com o lançamento do Sputnik-1, mas a cooperação espacial entre os países foi contemplada com a primeira e até agora única resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas em dezembro de 1996, ou seja, somente 39 anos depois.

Trata-se da “Declaração sobre a Cooperação Internacional na Exploração e Uso do Espaço Exterior em Benefício e no Interesse de todos os Estados, levando em Especial Consideração as Necessidades dos Países em Desenvolvimento”. Embora relevante, ela não é obrigatória. As resoluções da Assembleia Geral das Nações Unidas são apenas recomendações, não criam obrigações para os países. Ainda assim, são referências valiosas.

Isso significa que, em dezembro de 1996 – há cerca de 17 anos, portanto –, os então 192 países membros das Nações Unidas consideravam, como reza a dita Declaração, que “as necessidades dos países em desenvolvimento devem ser levadas em especial consideração”.

O que isso quer dizer concretamente? Quer dizer o seguinte:

# Os Estados têm liberdade para definir todos os aspectos de sua cooperação na exploração e uso do espaço exterior, em bases equitativas e mutuamente aceitáveis. Os termos contratuais devem ser justos e razoáveis e atender aos direitos e interesses legítimos dos participantes, como, por exemplo, aos direitos de propriedade intelectual.

# Todos os Estados, sobretudo os que dispõem de importante capacidade espacial e programas de exploração e uso do espaço, devem contribuir para promover e fazer avançar a cooperação em bases equitativas e mutuamente aceitáveis. Atenção especial deve ser prestada ao bem e ao interesse dos países em desenvolvimento e países com programas espaciais incipientes, assim como ao proveito que possam obter da cooperação com países dotados de capacidade espacial mais avançada.

# A cooperação deve ser conduzida por meio de modalidades que os países considerem mais efetivas e apropriadas, inclusive, inter alia, modalidades governamentais e nãogovernamentais; comerciais e não comerciais, globais, multilaterais, regionais e bilaterais; e cooperação internacional entre os países, em todos os níveis de desenvolvimento.

# A cooperação internacional, ao levar em especial consideração as necessidades dos países em desenvolvimento, deve perseguir, entre outros, os seguintes objetivos, tendo em vista a eficiente alocação de recursos:

Promover o desenvolvimento da ciência e tecnologia espaciais e de suas aplicações;

Estimular o desenvolvimento das capacidades espaciais relevantes e apropriadas nos países interessados;

Facilitar o intercâmbio de especialistas e de tecnologias entre os países, em bases mutuamente aceitáveis.

# As agências nacionais e internacionais, as instituições de pesquisa, as organizações de ajuda ao desenvolvimento, bem como os países desenvolvidos e em desenvolvimento devem considerar o uso apropriado de aplicações espaciais e o potencial da cooperação internacional para alcançar seus objetivos de desenvolvimento.

# O Comitê das Nações Unidas para o Uso Pacífico do Espaço (COPUOS) deve ser fortalecido em suas atribuições, entre outras, como fórum para o intercâmbio de informações sobre as atividades nacionais e internacionais no campo da cooperação na exploração e uso do espaço.

# Todos os Estados devem ser estimulados a colaborar com o Programa das Nações Unidas de Aplicações Espaciais e outras iniciativas de cooperação internacional, segundo suas capacidades espaciais e sua participação na exploração e uso do espaço exterior.

Apesar de suas inegáveis virtudes, essa Declaração, elaborada e aprovada por consenso no COPUOS, após anos de intensos debates, com ativa participação do Brasil, esbarra, na prática, na necessidade de que os países se disponham efetivamente a cooperar, o que nem sempre acontece.

O princípio da aceitação mútua, sem a menor dúvida, é avanço notável. Em cooperação não pode haver imposições, como nos acordos leoninos do passado. Não por acaso, os países em desenvolvimento sempre recorreram e continuam recorrendo a esse princípio, pois ele representa uma defesa legal e ética do lado mais fraco na sua relação com o mais forte.

Ocorre que o lado mais forte pode usar a regra da aceitação mútua como forma de não cooperar, sobretudo para impedir o acesso do lado mais fraco às tecnologias avançadas, como as espaciais. Durante décadas esse acesso foi negado aos países em desenvolvimento.

Nesse contexto, não surpreende que, no fim dos anos 80, o Brasil tenha recorrido à China para, juntos, construírem um satélite de observação dos recursos naturais da Terra (Programa CBERS – China-Brazil Earth Resources Satellite). Que outro país na época – especialmente entre os mais desenvolvidos – aceitaria cooperar com tal objetivo?

Hoje, como vimos, alguns países desenvolvidos e grandes corporações já aceitam transferir tecnologias espaciais antes inegociáveis. Mas, mesmo admitindo-se a possibilidade de um bom negócio para o país receptor, conviria estudar o caso mais a fundo, para avaliar como esse processo de fato funciona e quais são suas implicações estratégicas.

Conhecer a realidade global, hoje mais que nunca, é essencial para o desenvolvimento e a autodeterminação de qualquer país, segundo seus próprios e legítimos interesses.

* Vice-presidente da Associação Brasileira de Direito Aeronáutico e Espacial (SBDA), diretor honorário do Instituto Internacional de Direito Espacial, membro pleno da Academia Internacional de Astronáutica e atualmente chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da Agência Espacial Brasileira (AEB)


Fonte: Blog Panorama Espacial - 30/01/2014 

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Nova Atualização das Campanhas do Blog

Olá leitor!

Hoje é quinta-feira e, sendo assim, mais uma vez é dia de atualizar você sobre as nossas campanhas. Segue abaixo a atualização dessa semana.

Em relação à campanha da “Petição Online da ACS - Mudanças Já ou o Destrato do Acordo”, essa semana tivemos outro diminuto avanço, pulando de 686 para 689 assinaturas, ou seja, apenas 3 assinaturas no período. O resultado foi extremamente pequeno e espero que nessa próxima semana possamos continuar avançando com mais solidez e assim fazer valer a nossa luta contra esse acordo desastroso que gerou a Alcântara Cyclone Space (ACS), e que vem literalmente boicotando o verdadeiro Programa Espacial Brasileiro. Vamos lá gente, vários profissionais do PEB já assinaram essa petição e continuamos contando com o seu apoio.

Já em relação à “Petição Online da Missão VLM-1/ITASAT-1”, à mesma teve esta semana outro diminuto avanço, pulando de 688 para 692 assinaturas, ou seja, apenas 4 assinaturas no período, e como na petição da ACS, continuamos com um número bem aquém do que necessitamos para pressionar o Governo e o Congresso Nacional nesse que talvez seja o melhor momento para isso. Vale dizer que para essa petição específica o tempo está se esgotando e em muito breve perderá a sua possibilidade de viabilização. Vamos lá gente, contamos com a sua ajuda assinando e divulgando ambas petições.

Já quanto à “Campanha para Regulamentação das Atividades de Grupos Amadores”, essa semana fomos surpreendidos com a inscrição de mais um grupo, e assim agora são nove grupos inscritos desde o lançamento da campanha, ou seja, os grupos Auriflama FoguetesCarl SaganCEFABCEFECInfinitude FoguetismoNTAITA Rocket Design, UFABC Rocket Design e PEUE (Pesquisas Espaciais Universo Expansivo). Vamos lá gente, cadê os grupos amadores desse país, vocês não querem se organizar?

Agora leitor, em relação á “Campanha de Manutenção do Blog”, desde a última quinta-feira apenas 10 colaboradores dos 25 do grupo inicial e 2 novos colaboradores já realizaram as suas contribuições do mês de janeiro, no vakinha.com.br. Foram Eles:

1 - Carlos Cássio Oliveira (presidente do CEFAB)
2 - Diego LvM
3 - Elison Gustavo (idealizador da campanha)
4 - Fabrício de Novaes Kucinskis (INPE)
5 - Hugo Ataides (novo colaborador)
6 - Israel Pestana (velho companheiro de luta)
7 - Jaime Gustavo Veras Alves (novo colaborador)
8 - José Félix Santana, Prof. (presidente do CEFEC)
9 - Leandro Carvalho Silva
10 - Leo Nivaldo Sandoli
11 - Rodrigo dos Santos Godoy (Digotorpedo)
12 - Vando Médici Faria (Grupo Auriflama Foguetes)

Bom é isso ai, e vamos continuar aguardando que a partir dessa semana haja uma mudança de postura de nossos leitores com as nossas campanhas, para que assim possamos efetivamente continuar contribuindo com o Programa Espacial Brasileiro, e quem sabe, com a permanência do blog online ou a criação do Portal Espacial que é hoje o nosso principal objetivo.

Duda Falcão

Inova Aerodefesa Entra na Última Etapa do Processo de Seleção

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada dia (29/01) no site do Ministério da Defesa (MD) destacando que o Inova Aerodefesa entrou em sua última etapa de processo de seleção.

Duda Falcão

Inova Aerodefesa Entra na Última
Etapa do Processo de Seleção

Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa
61 3312-4070

Brasília, 29/01/2014 – A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), divulgou na terça-feira (28) o resultado preliminar da etapa de estruturação do Plano de Suporte Conjunto (PSC) do Inova Empresa. Lançado no ano passado pelo Governo Federal, o programa visa financiar projetos que beneficiem os setores de defesa e aeroespacial, com um orçamento previsto de R$ 2,9 bilhões.


Ao todo, foram aprovados 311 projetos de empresas, algumas das quais terão acesso a recursos não reembolsáveis de R$ 291 milhões. As empresas selecionadas têm até o dia 7 de fevereiro para interposição de recursos. O resultado final do PSC, após a análise dos recursos, será divulgado no dia 25 de fevereiro.

Articulado entre os ministérios da Defesa, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e do MCTI, o Inova Aerodefesa prevê apoio financeiro por meio de crédito, subvenção econômica, investimento e o financiamento a empresas brasileiras e instituições científicas tecnológicas no ciclo produtivo de diversos equipamentos.

O programa abrange quatro setores: aeroespacial, de defesa, de segurança e de materiais especiais. A parte aeroespacial inclui tecnologias para foguetes de sondagem e veículos lançadores de satélites, plataformas espaciais e produtos da indústria aeronáutica.

A de defesa contempla sensoriamento remoto, sistemas de comando e controle e inovação tecnológica em projetos e programas prioritários. Na área de segurança, os produtos referem-se a sistemas de identificação biométrica e de informações, além de armas não letais. O último setor, o de materiais especiais, reúne fibras de carbono e ligas metálicas, resinas e propelentes sólidos, tubos e demais equipamentos.

O processo de seleção pública contou com cinco etapas: manifestação de interesse (julho/2013), seleção de empresas líderes (agosto/2013), apresentação dos planos de negócios (outubro/2013), seleção dos planos de negócios (dezembro/2013) e estruturação do PSC (janeiro/2014).

Veja também:



Fonte: Site do Ministério da Defesa (MD)

Turismo Espacial Deve Crescer em 2015, Prevê Bolsista da AEB

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (29/01) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB) destacando segundo bolsista da AEB o Turismo Espacial deverá crescer em 2015.

Duda Falcão

Turismo Espacial Deve Crescer em 2015,
Prevê Bolsista da AEB

Fonte: EBC


Brasília 29 de janeiro de 2014 - Quem nunca imaginou como seria fazer uma viagem ao espaço? O estudante de engenharia elétrica da Universidade de Brasília (UnB) e bolsista na Agência Espacial Brasileira (AEB), Pedro Henrique Dória Nehme, investe seus estudos em projetos espaciais e acredita que o mercado do setor deve se expandir a partir do final do ano.

Ele participou, nesta terça-feira (28), da Campus Party Brasil, em São Paulo, onde detalhou os principais projetos potenciais que podem atrair, ainda mais, cientistas e entusiastas das viagens espaciais.

Nehme acredita que, logo no começo de 2015, alguns projetos devem ser retomados. Em sua opinião, a indústria de atividades espaciais crescerá rapidamente, aumentando as possibilidades para quem deseja trabalhar no setor. “Hoje, a indústria espacial já tem startups nessa área, o que era uma coisa totalmente impensável”, afirma. A formação, no entanto, pode preparar profissionais para todos os campos, conforme explica Nehme. “É isso que as empresas procuram, um profissional que esteja vendo o projeto como um todo”, destaca.

Investimentos – As oportunidades para o turismo especial atraíram para a Campus Party 2014 estudantes como Joel Anderson, 21 anos, que cursa física em São Luís (MA). Interessado em astrofísica, ele se viu diante de mais possibilidades no evento. “Antes, achava que o único foco do turismo espacial seria a viagem a outros planetas, mas aqui verifiquei que o mercado pode render mais do que isso”, afirma Anderson, que tem o objetivo de trabalhar na Base de Lançamento de Alcântara, localizada em seu estado.

Apesar das grandes perspectivas no mercado mundial, no Brasil ainda falta investimento, de acordo com Nehme. “O mercado nacional hoje é um tanto restrito, por não ter uma indústria sólida, forte, que possa caminhar com as próprias pernas”, relata. “A sociedade precisa entender a importância desse mercado, o país ainda explora muito pouco as atividades espaciais. Os jovens precisam se engajar nessa questão”, defende.

O estudante venceu um concurso mundial da companhia aérea KLM, cujo prêmio é uma viagem espacial que ocorrerá neste ano. Ele também fez estágio na Agência Espacial Norte-americana (NASA).


Fonte: Agência Espacial Brasileira (AEB)

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

ARR Divulga Seu Cronograma de Lançamento Para 2014

Olá leitor!

O Andoya Rocket Range (ARR) da Noruega finalmente postou em seu site o seu cronograma de lançamento para o ano de 2014 e 2015 (veja aqui).

Segundo esse cronograma já estão confirmadas cinco missões europeias a serem lançadas com foguetes brasileiros da Base de Andoya e de Svalbard em 2014/15, e uma missão de grande porte que esta em consideração para ser lançada em 2015. São elas:

* WADIS 2 - Mai/Jun 2014 - Andoya - 1 VS-30 + 12 Super Loki (pequenos foguetes americanos)

* Maxi Dusty 11 - Jun/Jul 2014 - Andoya - VS 30

* HIFiRE 7 - Ago/Set 2014 - Andoya - VSB-30

* ICI-4 - Out/Nov 2014 - Andoya - VS30/Impr. Orion

* ICI-5 - Nov/Dez 2015 - Svalbard - VS30/Impr. Orion

E uma missão em consideração:

* HIFiRE 8 - Out 2015 - Andoya - VS-40

Pois é leitor, como você mesmo pode notar a falha ocorrida em setembro do ano passado no motor-foguete S-30 do foguete VS-30/Orion da “Operação Scramspace I” não abalou a imagem dos foguetes brasileiros na Europa. Sendo que com essas quatro operações confirmadas pelo ARR e as três operações (veja aqui) já confirmadas pelo Swedish Space Corporation (SSC) para serem lançadas este ano da Base de Esrange na Suécia, passam a ser sete missões europeias a serem atendidas por foguetes brasileiros no ano de 2014.

Duda Falcão

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Is Now The Time to Start Working on Space Property Rights?

Hello reader!

It follows an article published on the day (01/28), in the site "www.spacepolitics.com", wondering if now is the time to start working on Space Property Rights?

Duda Falcão

OTHER

Is Now The Time to Start Working
on Space Property Rights?

By Jeff Foust
Jan. 28, 2014 - 7:15 am ET

Given the current range of space policy issues under discussion and debate, the concept of space property rights can seem a little, well, out there. Lunar bases and asteroid prospecting are still likely years in the future: can’t this issue wait? Not in the eyes of some legal experts and space advocates.

In an op-ed in this week’s Space News, Berin Szoka and Jim Dunstan argue that the US should take steps now to address the issue of space property rights, particularly regarding resources extracted from the Moon or other celestial bodies. They cite in particular Bigelow Aerospace’s interest in establishing a lunar base and utilizing lunar resources. “Fortunately, what’s needed to drive private investment isn’t the right to own a plot of land on the Moon or resell it to raise capital,” Szoka and Dunstan write. “It’s the rights sought by Bigelow: to extract, use and profit from extraterrestrial resources without interference.”

The approach they seek is not to go through a body like the UN or engage in protracted international negotiations, but instead to get support from the US government, in particular the FAA’s Office of Commercial Space Transportation (FAA/AST), to recognize the ownership by Bigelow (or other US companies) of the resources they extract, and to bar interference by US companies in those operations. They chose FAA/AST in part because their launch licensing process includes an interagency “payload review” that ensures that launches and their payloads comply with treaties and related international obligations. That process could become, they argue, a catalyst for a more permanent solution.

This op-ed was a response to one in Space News last month by lawyer Michael Listner, who argued any discussion of a space property rights regime was premature. “The current legal and policy environment is not ready for a regime that would unilaterally grant private property rights in outer space, and any attempt by the United States at this juncture to create such an independent regime for its citizens would be opposed by other nations and would result in significant geopolitical backlash,” he wrote in early December.

This topic came up at last month’s meeting of the FAA’s Commercial Space Transportation Advisory Committee (COMSTAC) in Washington, just days after Listner’s original op-ed. “We want to reaffirm to the FAA that what we are looking for is confirmation that a company that invests in extraction of resources has ability to profit from them,” Bigelow’s Mike Gold, who is also chairman of COMSTAC, said during a meeting of the committee’s business and legal working group on December 10 as they crafted a recommendation calling for such an approach.

“We want property rights recognized, but I don’t think we’re interested in a very extensive regulatory regime,” said Paul Stimers of K&L Gates, who representing Planetary Resources at last month’s COMSTAC meeting. “We do need to provide that certainty to investors, to the people who are preparing to make a significant commitment to this effort, that they will be able to enjoy the fruits of their labor.”


Source: Website www.spacepolitics.com

Comentário: Aproveitamos para agradecer ao leitor José Ildefonso pelo envio desse interessante artigo.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Após Achar '1º Cometa Brasileiro', Grupo Quer Ampliar Observatório

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria publicada hoje (27/01) no site do jornal “Folha de São Paulo” destacando que após achar '1º Cometa Brasileiro', grupo de astrônomos quer ampliar observatório.

Duda Falcão

CIÊNCIA

Após Achar 1º Cometa 'Brasileiro',
Grupo Quer Ampliar Observatório

SALVADOR NOGUEIRA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
27/01/2014 – 03h36

Um grupo de astrônomos amadores de Minas Gerais acaba de descobrir o primeiro cometa 100% brasileiro e agora já ambiciona expandir as buscas por novos objetos.

O trio de observadores responsável pela descoberta do astro construiu com verbas próprias um observatório em Oliveira, pequena cidade a 165 km de Belo Horizonte.

No último dia 12, Cristóvão Jacques, Eduardo Pimentel e João Ribeiro detectaram nas imagens colhidas em seu telescópio um objeto desconhecido em órbita ao redor do Sol. De cara, imaginaram que fosse um asteroide.

Observações por outros astrônomos confirmaram que se tratava de um cometa, cuja descoberta foi oficializada pela IAU (União Astronômica Internacional) no dia 16.

É o primeiro achado do tipo feito no Brasil, por brasileiros. Em 1860, um astrônomo em Olinda (PE) descobriu um cometa, mas era um francês, Emmanuel Liais, do Observatório de Paris.

Em homenagem à instalação que fez a descoberta, o novo cometa recebeu o nome oficial de C/2014 A4 SONEAR, sigla para Southern Observatory for Near Earth Asteroids Research (Observatório Austral para Pesquisa de Asteroides Próximos à Terra).

O telescópio responsável pelo achado foi fabricado no Brasil, sob encomenda, com um espelho com 450 milímetros de diâmetro. Grande para amadores, mas modesto para os profissionais, o que torna a descoberta ainda mais impressionante.

O achado impulsiona planos ainda mais ambiciosos para o SONEAR. "De imediato, vamos continuar fazendo a regulagem das imagens do telescópio e também do software de detecção", disse Cristóvão Jacques à Folha.

"Um segundo telescópio está previsto para entrar em operação. O observatório foi desenhado para abrigar dois telescópios e continuar o trabalho de buscas e vigilância."

O foco do SONEAR é descobrir bólidos celestes que passem perigosamente próximos à órbita da Terra, ameaçando a segurança planetária.

Há diversos projetos para monitoramento de asteroides, mas todos concentrados no hemisfério Norte.

"Em julho de 2013, o programa de buscas localizado na Austrália foi encerrado devido à falta de verbas", conta Jacques. "O SONEAR é o único programa atualmente em atividade no hemisfério Sul."


Fonte: Site do Jornal Folha de São Paulo - 27/01/2014

Comentário: E não vai demorar para os costumeiros pongueiros da política brasileira aparecerem fazendo promessa. PresidentA Dilma, olha aí o que é competência, compromisso e seriedade.

Robô Húngaro Faz Testes Para Tentar Vencer Google Lunar X Prize

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria postada hoje (27/01) no site “Inovação Tecnológica” destacando que Robô Húngaro faz teste para tentar vencer o Prêmio Google Lunar X-Prize.

Duda Falcão

Robótica

Robô Húngaro Faz Testes Para Tentar
Vencer Google Lunar X Prize

Redação do Site Inovação Tecnológica
27/01/2014

[Imagem: Puli Space Technologies]
O maior diferencial do rover Puli são suas rodas, mais simples
e adequadas para terrenos irregulares e arenosos.

Lua na Terra

Mais de seis anos depois de seu lançamento, o prêmio do Google para pousar um robô na Lua continua sem ganhador - e sem nenhuma tentativa para conquistá-lo.

O Google Lunar X Prize vai premiar a primeira equipe que, sem financiamento público, enviar um robô à Lua, fazendo-o locomover-se pelo menos 500 metros, seja andando, voando ou rastejando.

A equipe húngara Team Puli não parece ter desistido e continua com a agenda cheia.

O robô Puli acaba de passar por um teste no "laboratório" PISCES (Pacific International Space Centre for Exploration Systems), no Havaí, um ambiente que tenta reproduzir o terreno que os robôs vão encontrar na Lua.

O robô percorreu 600 metros - mais do que suficiente para ganhar o prêmio - no solo vulcânico irregular e solto, que lembra de certa forma o regolito lunar.

[Imagem: Puli Space Technologies]
Para maior realismo, todos os equipamentos no Havaí foram
controlados a partir da base da equipe, em Budapeste.

Distâncias Terráqueas

Além de vencer encostas com até 40 graus de inclinação, o robô comunicou-se com precisão com o veículo de controle, a nave propriamente dita, que pousará na Lua e terá os equipamentos para comunicação com a Terra.

Para maior realismo, todos os equipamentos no Havaí foram controlados a partir da base da equipe, em Budapeste.

"Esta não foi a primeira vez que o Puli foi testado em locais análogos [à Lua]. Ele participou de um teste de campo no Marrocos no início de 2013, mas a instalação PISCES oferece o cenário mais desafiador e mais realista que nosso rover enfrentou até o momento," disse Tibor Pacher, líder da equipe.

O Google Lunar Prize exige que o robô envie transmissões de seu local de pouso e de seu destino, a 500 metros de distância, o que foi feito com perfeição pelo Puli.

A equipe ainda não tem data prevista para fazer sua tentativa de enviar o rover Puli à Lua.


Fonte: Site Inovação Tecnológica - http://www.inovacaotecnologica.com.br/

Comentário: Pois é leitor, tudo leva crer que esse robô húngaro já está pronto para fazer a sua tentativa na LUA, restando agora encontrar um lançador para poder concretizá-la, e não é o único, pois algumas outras equipes inclusive já estão com seus voos contratados e se eu não estiver enganado uma delas para 2014. Enquanto isso não conseguimos obter notícias sobre a nossa SpaceMETA, pois até o momento infelizmente o seu responsável, o Sr. Sergio Cabral Cavalcanti, não tem respondido a nossos e-mails.

Remote Sensing Premia Artigo do INPE

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota da postada hoje (27/01) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) destacando que o periódico internacional “Remote Sensing” premiou artigo do INPE.

Duda Falcão

Remote Sensing Premia Artigo do INPE

Segunda-feira, 27 de Janeiro de 2014

Produzido no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), artigo sobre a rápida expansão da cana-de-açúcar no Estado de São Paulo mereceu o segundo lugar em premiação do periódico internacional Remote Sensing.

Bernardo Friedrich Theodor Rudorff, Daniel Alves de Aguiar, Wagner Fernando Silva, Luciana Miura Sugawara, Marcos Adami e Mauricio Alves Moreira publicaram, em 2010, o trabalho “Studies on the Rapid Expansion of Sugarcane for Ethanol Production em São Paulo State (Brazil) Using Landsat Data”.

O artigo descreve a metodologia utilizada para o mapeamento do cultivo da cana-de-açúcar e da área disponível para a colheita. Também aborda questões relacionadas à mudança do solo, identificando o uso anterior ao cultivo da cana.

A conceituada revista científica instituiu o "Remote Sensing Best Paper Award 2014" para destacar os melhores trabalhos sobre técnicas e aplicações na área de sensoriamento remoto. O prêmio foi anunciado no dia 22 de janeiro.

Os satélites de sensoriamento remoto, por cobrir grandes extensões territoriais e em períodos regulares de tempo, são ferramentas eficazes para o monitoramento agrícola. O INPE criou em 2003 o projeto Canasat, que utiliza técnicas de sensoriamento remoto e geoprocessamento para mapear a área cultivada e fornecer informações sobre a distribuição espacial da cultura de cana-de-açúcar.

Degradação de Pastagens

As pesquisas e atividades voltadas para o mapeamento da cana-de-açúcar são realizadas no Laboratório de Sensoriamento Remoto Aplicado à Agricultura e Floresta (LAF) do INPE.

Também no LAF, um dos autores do artigo agora premiado pelo periódico Remote Sensing, Daniel Alves de Aguiar, desenvolveu sua tese de doutorado sobre a degradação de pastagens tropicais. Aluno do Programa de Pós-graduação em Sensoriamento Remoto do INPE, Aguiar foi orientado pelo pesquisador Bernardo Friedrich Theodor Rudorff.

Com base em dados de sensoriamento remoto e informações obtidas em campo, inclusive durante o Rally da Pecuária, a tese, disponível na Biblioteca do INPE, mostra que imagens de satélites de observação da Terra podem ser empregadas para avaliar o processo de degradação, recuperação e reforma das pastagens, com o intuito de aumentar a produtividade da pecuária.


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Tethers Unlimited to Deliver 2 Water-based Thrusters for CubeSat Mission

Hello reader!

It follows a small note published on the day (01/26) in the website “Parabolic Arc” highlighting that Tethers Unlimited to deliver 2 water-based thrusters for CubeSat Mission.

Duda Falcão

News

Tethers Unlimited to Deliver 2
Water-Based Thrusters for CubeSat Mission

By Douglas Messier
January 26, 2014, at 10:35

(Credit: TUI)
HYDROS thruster test.

A couple of short news items from Tethers Unlimited:

AF Awards TUI Contract to Deliver Two HYDROS Thrusters for CubeSat Mission: TUI has received a contract from the Air Force to deliver two HYDROS thrusters for an undisclosed CubeSat mission. The HYDROS thruster enables CubeSats and other secondary payloads to use a propellant that is non-toxic, has no stored energy, requires no pressurization, and is ‘man-rated’ — WATER — yet perform missions requiring orbit agility and large total delta-Vs.

TUI Delivers Multi-Band Antenna for Air Force Space Weather Mission: TUI has completed delivery of several multi-band antennas for the Air Force’s “Multi-frequency Ionospheric Signal Transmitter” (MIST) payload scheduled to fly in late 2015 on the COSMIC-2 satellites. TUI’s multi-band quadrifilar helical antenna will provide simultaneous transmission of UHF, L-band, and S-band beacon signals to enable measurement of space weather conditions.


Source: Website Parabolic Arc - http://www.parabolicarc.com/

Comentário: Bom leitor, trago essa pequena e interessante nota (mais precisamente a primeira delas)  por acreditar que seja do interesse dos profissionais brasileiros que trabalham na área de cubesats no Brasil.

Astrônomos Mineiros Descobrem Primeiro Cometa 100% Brasileiro

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria mais completa postada dia (24/01) no site “Inovação Tecnológica” dando destaque a descoberta por astrônomos brasileiros (já anunciada aqui no blog) do primeiro cometa brasileiro.

Duda Falcão

Plantão

Astrônomos Mineiros Descobrem
Primeiro Cometa 100% Brasileiro

Redação do Site Inovação Tecnológica
24/01/2014

[Imagem: Observatório SONEAR]
O C/214 A4 SONEAR é o primeiro cometa descoberto por astrônomos
brasileiros operando um observatório em território nacional.

Méritos Próprios

Bastaram alguns poucos dias de operação para que um telescópio brasileiro, projetado e construído por brasileiros, em um observatório também construído por eles, com recursos próprios, identificasse um cometa até agora desconhecido.

É o primeiro cometa genuinamente tupiniquim.

O feito é mérito total de Cristóvão Jacques, Eduardo Pimentel e João Ribeiro de Barros, astrônomos que fazem o trabalho por amor à astronomia, sem receber nada em troca - por isso eles são chamados "amadores".

Os três astrônomos construíram seu próprio observatório, o SONEAR (Southern Observatory for Near Earth Research), nas montanhas de Oliveira, a 120 km de Belo Horizonte (MG).

O telescópio, com uma abertura de 450 milímetros, é automatizado e controlado remotamente pela internet.

Toda a estrutura e a operação do telescópio é bancada com recursos próprios dos três pesquisadores

[Imagem: Telescópio SONEAR/Divulgação]
O telescópio de rastreio do SONEAR é atualmente o único no hemisfério
sul a procurar por objetos próximos à Terra, eventualmente com risco de colisão.

Cometa Brasileiro

A descoberta do primeiro cometa genuinamente brasileiro ocorreu no dia 13 de janeiro, sendo batizado oficialmente de C/214 A4 SONEAR pela União Astronômica Internacional.

O cometa, com cerca de 20 km de diâmetro, tem uma órbita parabólica e não está em rota de colisão com a Terra.

Seu ponto de maior aproximação da Terra deverá ser alcançado em 2015, a uma distância de cerca de 450 milhões de km.

Os três astrônomos afirmam esperar que muitas outras descobertas ocorram com a ajuda do SONEAR nos próximos anos.


Fonte: Site Inovação Tecnológica - http://www.inovacaotecnologica.com.br/