quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Viagem Espacial é Mais Segura do Que Se Esperava

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (10/12) no site “Inovação Tecnológica” destacando segundo um estudo de 10 anos de uma equipe da Agência Espacial Europeia (ESA) a Viagem espacial é mais segura para humanos do que se esperava.

Duda Falcão

ESPAÇO

Viagem Espacial é Mais Segura
do Que Se Esperava

Redação do Site Inovação Tecnológica
10/12/2014

[Imagem: DLR]
Durante a exposição no espaço aberto, o manequim foi coberto por um
invólucro que oferece uma proteção similar à das roupas que os
astronautas usam durante as caminhadas espaciais.

Riscos da Radiação Cósmica

Há cerca de 10 anos uma equipe da ESA (Agência Espacial Europeia) vem usando manequins especiais para estudar os efeitos da radiação cósmica sobre a saúde dos astronautas.

Foram divulgados agora os resultados das medições de longo prazo desse projeto, chamado Matroshka, que usou manequins colocados do lado de dentro e de fora da Estação Espacial Internacional. Cada manequim era dotado de milhares de sensores capazes de detectar partículas de várias energias.

E os resultados foram animadores: parece que os efeitos da radiação cósmica no espaço não são tão severos como se imaginava.

"Pode-se dizer que nós descobrimos que o espaço aberto é um pouco menos hostil para os humanos do que o esperado. As doses efetivas, relacionadas ao risco à saúde dos astronautas e calculadas a partir das medições dos nossos sensores foram menores do que as indicadas pelos dosímetros usados pelos astronautas," disse o Dr. Pawel Bilski, do Instituto de Física Nuclear da Polônia, onde foi construída a maior parte dos sensores usados no projeto Matroshka.

[Imagem: DLR]
Os mais de 3.000 sensores permitiram determinar a distribuição
espacial da radiação recebida por cada órgão do corpo humano.

Dose Efetiva de Radiação

Os mais de 3.000 sensores instalados ao longo de todo o manequim permitiram determinar com precisão a distribuição espacial da radiação dentro do corpo humano, avaliando as doses absorvidas por cada órgão e, finalmente, a chamada dose efetiva, usada para estimar o risco que a radiação cósmica impõe sobre a saúde humana.

A conclusão geral do estudo é que os dosímetros individuais incorporados nas roupas dos astronautas no interior da Estação Espacial Internacional superestimam a dose real de radiação em cerca de 15%. Entretanto, no espaço aberto - durante as caminhadas espaciais, por exemplo - a superestimativa chega a 200%.

A equipe concluiu que viagens à Lua e mesmo a Marte serão mais seguras para os astronautas em termos de riscos impostos pela radiação cósmica do que se presumia. Mas é importante salientar que, mesmo sendo mais baixas do que se pensava anteriormente, essas doses continuam sendo perigosamente elevadas.

"Nós precisamos lembrar que as medições dentro do experimento Matroshka foram feitas na órbita baixa da Terra, onde a magnetosfera terrestre reduz significativamente o número de partículas carregadas da radiação cósmica. No espaço interplanetário não existe esse escudo," acrescentou o Dr. Bilski.


Bibliografia:

NUNDO: a numerical model of a human torso phantom and its application to effective dose equivalent calculations for astronauts at the ISS.
Monika Puchalska, Pawel Bilski, Thomas Berger, Michael Hajek, Tomasz Horwacik, Christine Körner, Pawel Olko, Vyacheslav Shurshakov, Günther Reitz
Radiation and Environmental Biophysics
Vol.: 53 (4): 719
DOI: 10.1007/s00411-014-0560-7


Fonte: Site Inovação Tecnológica - http://www.inovacaotecnologica.com.br/

Comentário: Bom leitor, confesso de que quando li esta notícia tive e continuo tendo dificuldade em aceitá-la como verdadeira, mas quem sou eu para duvidar de um estudo conduzido por especialistas num prazo de 10 anos? (Será mesmo que existem no planeta Terra especialistas em Radiação Cósmica interplanetária?). Não sei, mas como leigo e observador do que a natureza tenta nos ensinar diariamente, tenho percebido ou penso ter, que ela faz experiências em prazos longos sempre buscando a medida certa para o desenvolvimento de uma espécie dentro das condições ambientais onde essa espécie irá viver. Diante disto, me parece muito improvável que a natureza criasse o homem com a capacidade de não ser tão afetado por um ambiente completamente adverso do seu ambiente natural, ou seja, algo como um bônus evolutivo. Isto não faz o menor sentido. Mas enfim... a notícia está ai e aberta ao debate.

Um comentário:

  1. Antes de mais nada, deve-se ressaltar que a radiação espacial ainda é perigosamente alta. Além disso, estes dados referem-se ao ambiente no qual se encontra a ISS, protegida ainda pela vasta e poderosa magnetosfera da Terra, esta sim uma sortuda, em termos das condições para abrigar a vida.

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