sábado, 27 de dezembro de 2014

Programa SERPENS - O Mistério Continua - 2

Olá leitor!

Dando sequencia com as investigações sobre este misterioso Programa SERPENS (Sistema Espacial para Realização de Pesquisas e Experimentos com Nanossatélites) da nossa Agência Espacial de Brinquedo (AEB), trago agora para você o segundo artigo sobre este programa que começo a acreditar tenha nas entre linhas como um dos seus principais objetivos em médio prazo beneficiar mal gerada empresa ACS - Alcântara Cyclone Space (explicarei melhor mais abaixo).

Segundo a nossa investigação além da participação do Laboratório de Engenharia de Processos de Conversão e Tecnologia de Energia (LEPTEN)” da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC (veja aqui o primeiro artigo), este programa conta também com a participação da UnB, UFABC, UFMG e o Instituto Federal Fluminense (IFF), além de contar também com a participação internacional da Universidade de Vigo (ESP), Morehead State University (EUA), CalPolyState University (EUA) e a Scuola di Ingegneria Aerospaziale da Itália, tendo inclusive também a curiosa participação da empresa brasileira Orbital Engenharia.

Para tanto, sob a coordenação de um time criado pela AEB com alunos e professores da Universidade de Brasília (UnB), tendo a frente a Prof. Dra. Chantal Capelletti (italiana de origem), foi montado nas instalações da própria agencia em Brasília o “Laboratório SERPENS”, que conta com uma Sala Limpa, um Laboratório Mecânico, uma pequena Biblioteca, três Workstations e uma Sala de Espera, laboratório este que é uma das dúvidas em relação à necessidade de sua existência por parte de pesquisadores que contataram o BLOG (essa e outras dúvidas serão abordadas num terceiro e último artigo. Aguardem).

Já o primeiro nanosatélite do programa, o SERPENS-1, será um cubesat 3U, com volume de 3 litros, massa acima de 4 kg e terá o seu corpo coberto por painéis solares, muito provavelmente fornecidos pela Orbital Engenharia. Vale dizer que o Programa prevê até 2020 o desenvolvimento de mais quatro nanossatélites SERPENS.

O leitor pode perguntar: Mas Duda quais são os objetivos deste programa? Bom caro leitor, segundo a investigação do BLOG os objetivos são os seguintes:

* Envolver alunos, professores e jovens engenheiros em um projeto espacial;

* Estimular a cooperação entre a Indústria Espacial Brasileira e as universidades;

* Validar o transponder do INPE para o Sistema Brasileiro de Coleta de Dados;

* Criar uma Rede Universitária Brasileira de Estações de Solo (3 já instaladas + 10 ainda sendo projetadas);

* Testar um nanosatélite PPT no espaço (Pulsed Plasma Thrusters - Propulsor de Plasma Pulsado) – (interessante iniciativa, desde que seja um projeto nacional); e

* Lançamento do satélite em menos de 12 meses (pelo menos no projeto do primeiro nanosatélite do programa este objetivo já desceu pelo ralo, e diferentemente do que foi divulgado pela AEB (veja aqui) aparentemente deu xabu no teste de segurança que a Japan Manned Space Systems Corporation (JAMSS)” realizou em setembro em Brasília (Pinóquio, Pinóquio, o nariz não para de crescer), coisa que deverá atrasar o lançamento deste nanosatélite sabe-se lá quanto tempo).

Vale dizer que segundo informações colhidas em sites internacionais pelo Blog o SERPENS-1 estava previsto inicialmente para ser lançado na “Missão Falcon 9 - SpaceX CRS 5”, ou seja, a mesma que deverá lançar (se não houver mais atrasos) dia 06 de janeiro próximo o Cubesat AESP-14 do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).

Além desses objetivos do Programa SERPENS leitor eu incluiria “nas entre linhas” um outro objetivo convenientemente não citado por eles que seria:

* Ajudar na criação de uma demanda desses tipos de satélites para atender irresponsavelmente as necessidades da mal engenhada empresa bi-nacional Alcântara Cyclone Space (ACS) e de seu trambolho tóxico ucraniano.

O leitor pode perguntar: Porque você diz isto Duda? Simples meu caro leitor amigo, existem fortes indícios de que este seja um dos objetivos deste programa, não só no material pesquisado pelo BLOG, como também no recente exemplo dado quando da realização do “1st Latin American IAA CubeSat WorkShop” ocorrido entre os dias 08 a 11/12 em Brasília. Quem você acha que foi um dos patrocinadores deste evento?

O leitor então pode perguntar: Mas Duda, como fica então nessa história as demandas de satélite para o VLS-1 e principalmente para o VLM-1? Bom leitor o que eu posso lhe dizer é que não ficam, em momento algum nos documentos consultados pelo BLOG é citado o uso desses veículos em qualquer dos projetos do SERPENS ou de qualquer outro programa de pequenos satélites em curso no país. Mas Duda como pode ser isto? Bom leitor, só mesmo a “Ogra” e seus gestores de merda do MCTI e da AEB podem responder a esta sua pergunta. Escreva para suas acessórias e questione, quem sabe eles respondem. Isto é, se é que há alguma resposta para isto.

Devo lembrar ao leitor que quando esse acordo que gerou esse desatino chamado ACS foi assinado, o seu mentor debiloide, o Sr. Roberto Amaral, e o seu apoiador humorista, o ex-presidente LULA, disseram que o Cyclone-4 não iria interferir nos projetos de veículos lançadores em curso no país, ai incluindo também nas suas demandas de mercado, já que só atuaria no mercado de lançamento de satélites geoestacionários.

Ora, na verdade nem uma coisa nem outra ocorreu, e este desatino não só interferiu nos projetos de nossos veículos lançadores, como agora (após chegarem a conclusão que eles não tem competência para atuar no competitivo mercado internacional de lançamento de satélites geoestacionários, e o fato de seu foguete não atender as necessidades deste mercado) começam atirar para todos os lados contando com a ajuda de uma agência que não agencia nada, de um pseudo presidente incompetente e conivente, sob a direção desta debiloide irresponsável, mas que infelizmente é quem tem o poder nas mãos.

Bom leitor é isto, daremos sequencia nas próximas semanas com o terceiro e último artigo sobre este Programa SERPENS, onde abordaremos as grandes dúvidas sobre a viabilidade e a seriedade deste projeto que nos foram colocadas por pesquisadores da área e alguns de nossos leitores. O bicho vai pegar.

Duda Falcão

6 comentários:

  1. Prezado DUDA

    O teatro de mau gosto existente no PEB vem de longe! Não vem só de cima para baixo! Há responsáveis e responsabilidades em todos os níveis: MCTI, AEB, DCTA, INPE. Os artistas de segundo e terceiro escalões são sempre os mesmos! Faça uma pesquisa dos nomes envolvidos nestes últimos 20 anos e verá isto! Projetos que existem apenas para justificarem os cargos, os orçamentos do exercício de poder, o faz de conta! Sem compromissos mínimos com calendário e resultados. A Visiona também é mais um lance de oportunistas: veja quanta gente proveniente desta farsa está nela!
    Eu acho seus comentários válidos, mesmo que solitários!
    Contudo para ser mais efetivo, é necessário auditar e avaliar esta história, separando o joio do trigo! Não acha?

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    1. Caro Anônimo!

      O que acontece nos níveis mais baixos de gestão e de execução do Programa é fruto da falta de comando de quem deveria ter. O Programa Espacial é governamental, ligado diretamente a Presidência da Republica e deveria ser tratado como programa estratégico pelo seu representante que neste momento é a "Ogra". Nada caro amigo sem comando funciona direito, e num universo como este certamente situações como as citadas por você são possíveis de ocorrer, especialmente numa sociedade onde a moral é muito discutível. O resto é conversa mole para boi dormir.

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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    2. Concordo!
      Mas não podemos esquecer que temos uma estrutura hierarquizada.
      Se o nível inferior não cumpre o seu papel e/ou não retrata a verdadeira situação ao superior, somado a falta de ética e comprometimento, a parte superior também fica vendida.
      Ou seja, é mais ou menos como eu finjo que trabalho e você finge que me paga!
      O samba do crioulo doido!
      E creia-me!
      Isto acontece e bastante!
      A solução tem que vir da classe média, da parte central.
      Milagre? Pode ser!
      Mas não partirá da Ogra ou dos dirigentes da AEB e nem dos farrapos da nossa sociedade o movimento de reação.
      Deverá partir de nós, você, eu e, espero, de muitos dos nossos colegas!
      Que até o momento, estão calados!
      Ou fingindo que não é com eles, ou cômodos, ou participantes já do esquema.
      Não acha?

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    3. Olá Anônimo!

      Não estou discutindo o que pode ser feito para pressionar a quem deveria ter o comando de exercê-lo, este é um outro problema e neste caso você tem razão. O debate foi em cima de quem é a culpa desta situação ter chegado a este ponto e esta cabe a todos presidentes civis desde Fernando Collor de Mello, chegando ao estágio lastimável em que se encontra hoje. Veja bem, certa vez um amigo meu que havia comprado uma média empresa aqui na Bahia, após dois meses atuando na direção da empresa identificou uma série de problemas em seu departamento pessoal, que era cheio de vícios, cheio de gente que não queria nada, uma verdadeira baderna, a começar pelas diversas diretorias deste departamento. Ele resolveu dar um basta e ligou para minha pessoa me pedindo para que eu colocasse tudo em ordem. Assim sendo, imediatamente me efetivou como diretor-geral deste departamento que comandava todas as atividades ligadas aos 200 funcionários da empresa, me solicitou uma lista do que eu necessitaria para colocar a casa em ordem, estabeleceu metas e prazos e me cobrava resultados toda semana. Em um mês sob a minha direção ele já começou a notar a diferença, e com um ano quando entreguei o cargo este departamento já era o mais produtivo da empresa, e melhor, sem demitir ninguém, atuando com os mesmos viciados de outrora. Isto amigo é COMPROMISSO e parte de cima, para que todo o sistema funcione. No entanto, esperar isto da "Ogra" e de seus energúmenos ou de qualquer outro que assuma o poder realmente é demais, você tem razão, agora esperar que a sociedade se manisfeste é ainda mais difícil, talvez e ai estou contigo, se a comunidade espacial aliada a SBPC se mobilizar-se realmente (e não com cartas como a última enviada ao Congresso pela Dr.a Helena Nader,) e fosse as ruas, as universidades e cobrasse da "Ogra" como também do Congresso Nacional uma atitude efetiva e definitiva em relação ao PEB e ao setor de ciência e tecnologia do país, ai sim talvez a coisa em médio prazo viesse a mudar, mas isto Anônimo no momento é pura utopia.

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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    4. OK, estamos convergindo!
      Quem enxerga a evolução dos projetos?
      Os gerentes dos mesmos!
      Quem enxerga o desempenho da engenharia do INPE?
      A coordenação desta!
      Quem enxerga o desempenho dos programas a cargo do INPE?
      O diretor do INPE!
      Quem enxerga o desempenho do INPE?
      A direção da AEB!
      Quem enxerga o desempenho da AEB?
      O ministro da Ciência e Tecnologia!
      Quem enxerga o desempenho do ministro?
      O presidente!
      E quem enxerga do desempenho do presidente?
      Deveria "sermos nós"!

      E assim vai!
      Se não aparece notas de alerta, de desaprovação e/ou de sugestões e críticas construtivas, é porque todos são omissos, coniventes e tão responsáveis quanto. Deveriam todos serem expurgados, principalmente aqueles que estão por muito aí, mamando nas tetas!

      De qualquer maneira, parabéns pela sua atuação!

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    5. Olá Anônimo!

      Pois é, mas sua lista está de cabeça para baixo. É como disse começa pela Presidência da República que é o responsável pela direção e cobrança de resultados. Em resumo tudo que começa errado, só pode terminar errado. O que acontece no níveis mais baixos de gestão e execução só são as consequências da falta de comando central.

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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