terça-feira, 23 de dezembro de 2014

INPE Solicita Registro de Programa SATCS Para Controle de Satélites

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota publicada ontem (22/12) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), destacando que o instituto solicitou ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) o registro de programa SATCS para controle de satélites.

Duda Falcão

INPE Solicita Registro de Programa
SATCS Para Controle de Satélites

Segunda-feira, 22 de Dezembro de 2014

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) solicitou o registro do “Framework de Sistemas de Controle de Satélites – SATCS” ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). O pedido na modalidade “Programa de Computador” foi registrado em 16 de dezembro sob o número BR 51 2014 001516-5.

O SATCS é um framework de software para construção de aplicações de apoio à operação de satélites, inteiramente concebido, especificado e desenvolvido pela Divisão de Desenvolvimento de Sistemas de Solo (DSS) do INPE.

Esta infraestrutura é composta de vários artefatos de software que, integrados, proveem um conjunto de serviços customizáveis aos requisitos operacionais de diferentes missões espaciais. Desenvolvido para atender programas de grande porte, os produtos SATCS são genéricos e facilmente configuráveis para monitorar e controlar equipamentos em terra e em voo, com capacidade de atender uma ampla gama de aplicações, desde nanossatélites até missões de maior complexidade, como as do programa sino-brasileiro CBERS.

Uma versão customizada do SATCS para o CBERS-4 está sendo utilizada com sucesso pelo Centro de Controle e Rastreio (CRC) do INPE na operação do satélite desde seu lançamento, no último dia 7 de dezembro. 

O ambiente de operação do SATCS foi configurado para o controle do CBERS-4 em tempo real e, também, permitir a análise do comportamento dos subsistemas a partir de dados de telemetria disponibilizados para acesso, via Intranet do INPE, logo após a cada passagem do satélite.


Aplicações

Versão customizada do SATCS também está sendo utilizada pelo CRC com sucesso na operação dos satélites SCD-1 e SCD-2. A nova infraestrutura é empregada ainda na fase de integração e teste do computador de bordo do satélite Amazônia. O Laboratório de Integração e Testes (LIT) do INPE faz uso de uma biblioteca C disponibilizada pelo SATCS com funções de monitoração e controle. Além disso, está sendo preprado para a missão de balão que transportará o experimento ProtoMIRAX, cujas interfaces com a estação de rastreamento já foram testadas.

As várias aplicações são possíveis graças à flexibilidade de sua arquitetura, concebida com técnicas avançadas de engenharia de software, como programação genérica, padrões de projeto e metadados, além da adoção de processos de controle de qualidade no seu projeto e desenvolvimento. Sua maturidade é decorrente de um legado de mais de 20 anos de experiência na construção de sistemas de controle de satélites no INPE pela DSS, garantindo um alto grau de confiabilidade e uma ampla cobertura de casos de uso reais.

Os serviços fornecidos pelo SATCS atendem a padrões internacionais de sistemas de dados espaciais, dentre os quais se destacam aqueles publicados pela Cooperação Europeia para Padronização Espacial (ECSS – European Cooperation for Space Standardization) e pelo Comitê Consultivo para Sistemas de Dados Espaciais (CCSDS – The Consultative Committee for Space Data Systems).

Assim, diferentes atividades tipicamente executadas ao longo do ciclo de vida de uma missão espacial podem ser apoiadas pelo SATCS:

Operação de simulador para concepção de missões espaciais;

Apoio ao desenvolvimento e teste de aviônica de tratamento de dados a bordo e controle de órbita e atitude;

Controle e monitoração de satélites e seus subsistemas durante a fase de montagem, integração e testes;

Operação de satélite em órbita.


Além da redução de custos de desenvolvimento, o reúso do framework em diversas atividades de engenharia espacial reduz os riscos associados a falhas nos protocolos de comunicação solo-bordo e solo-solo, já que eventuais incompatibilidades podem ser identificadas antes do lançamento do satélite. Além disso, a comunalidade evita a duplicação de esforços na preparação da base de dados do satélite pelas equipes, por exemplo, de Montagem, Integração e Testes (AIT) e de operação.


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

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