terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Charge do Dia - Quando o Assunto é Satélite, Levamos Olé

Olá leitor!

Veja abaixo a charge do dia. Ou devo dizer a de pelos menos os últimos quatro anos? Afinal, foi nesse período do desgoverno da “Ogra” que em nossa opinião a Argentina consolidou-se a frente do Brasil e de toda America Latina na tecnologia de satélites enquanto o Brasil além de perder seu posto avançou muito pouco na área.

Fonte: Jornal do SindCT

O leitor menos informado pode dizer, mas Duda o Brasil se confirmado o lançamento do Cubesat AESP-14 no dia 19/12 fechará o ano com Três Satélites no Espaço, coisa que é verdade. Entretanto não é assim que se avalia o desempenho de projetos de longo período de desenvolvimento como os projetos de um programa espacial. Os satélites que agora estão no espaço (NanosatC-Br1 e o CBERS-4) e o que será lançado brevemente, são frutos de uma sequencia de eventos de desenvolvimento durante anos que, ao final quem recebe os louros perante a opinião pública convenientemente é o governo em curso.

Para se ter uma ideia, o Satélite CBERS-3 perdido em 2013, foi lançado com cinco anos de atraso. É verdade que o INPE e algumas das empresas brasileiras participantes do programa enfrentaram problemas de desenvolvimento devido ao boicote internacional, mas também é verdade que enfrentaram principalmente problemas de falta de recursos financeiros adequados causados pelas contingências orçamentárias inventadas por esses debiloides, o que gerou este grande atraso. Vale dizer também que o alardeado recorde de apenas um ano alcançado pelo INPE na montagem, integração e no lançamento do Satélite CBERS-4 só foi possível devido à atitude do desgoverno da “Ogra” em apoiar financeiramente, politicamente, logisticamente e legalmente esta meta, além de cobrá-la efetivamente a sua realização dentro do prazo, ou seja, ter o tal do compromisso que tanto falamos aqui no BLOG. Entretanto é preciso lembrar também que este recorde foi facilitado por não haver mais nenhum desenvolvimento a ser feito. Explico: Quando foram produzidos os equipamentos e subsistemas do Satélite CBERS-3 eles fizeram também os do Satélite CBERS-4 e muito provavelmente alguns também do futuro Satélite CBERS-4A que já está em discussão entre as partes. Por que alguns e não todos Duda? Por que leitor o Satélite CBERS-4A terá alguns avanços em relação ao seu predecessor, mais precisamente (creio eu) em relação as suas câmeras imageadoras.

Essa charge leitor que expressa a perda do Brasil na liderança da tecnologia de satélites na América Latina para a Argentina, foi publicada no Jornal do SindCT em novembro desse ano.

Duda Falcão

33 comentários:

  1. - até que ponto você quer realmente por o dedo na ferida?
    - você tem ideia que os problemas do Brasil (vamos focar na área citada) não são apenas questões governamentais?
    - você acha que somente na Petrobras existe problemas?
    - você acha que no INPE não existe gente com terceiras intenções, assim como na AEB e no governo?
    - quais são os critérios para festejar um ou outro projeto? Não deveriam antes serem definidos? Alguém já levantou os pontos positivos e negativos do CBERS? Já procurou saber o porquê de alguns o defenderem tanto? E quem são estes defensores? Qual a transparência destas opiniões?
    - acho que seu blog ajuda bastante, mas ainda estamos na fase de dizermos que os problemas são externos e nunca internos. Está na hora de se questionar os gerentes das instituições, os coordenadores de área, que ficam calados, deixando o tempo passar, para depois culparem o governo e a falta de verbas! Falta de verba para quê? Quanto querem e o que irão fazer? Quanto receberam e o que fizeram?

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    1. Olá Anônimo!

      Como você não se apresentou não responderei as suas perguntas diretamente. Entretanto se você lesse com calma o meu artigo e fosse mais observador, notaria que suas perguntas já foram respondidas mesmo antes de serem feitas. Enfim...

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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  2. Queria saber onde a Argentina avançou MONTANDO um satélite com peças da EADS/Astrium? Queria saber o que ganham em MONTAR satélites com instrumentos da NASA? Ainda bem que o blog deixa claro que isso é uma opinião DELE.

    Acho que "endeusar" a Argentina é pura birra ideológica com o governo brasileiro atual. Aliás, populismo por populismo, o governo argentino ganho do nosso de goleada nesse quesito há séculos! Acho que o blog na medida em que critica de maneira JOCOSA autoridades brasileiras perde o foco e a legitimidade que têm para fazer tais comentários, e passa ao "oba-oba" político-ideológico rasteiro, ao nível das discussões patéticas que vemos no Facebook. CRITICAR NÃO É SINÔNIMO DE OFENDER. Falta esse entendimento ao autor do blog e espero que ele entenda minha crítica como sendo construtiva.

    Att.

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    1. Olá André!

      Pois é amigo, não é birra, é uma contatação. A Argentina não só monta com peças da EADS/Austrium e até de outros fornecedores, como também desenvolve tecnologia de satélites, e inclusive o Brasil contratou a empresa INVAP para desenvolver um subsistema de um satélite que já tem mais de 30 anos de desenvolvimento. No Brasil além de um satélite que já entrou em sua terceira década de desenvolvimento, o próprio CBERS também usa peças estrangeiras e o NanosatC-Br-1 foi desenvolvido sobre uma plataforma de origem holandesa. Nos últimos 4 anos a Argentina em parceria com outros países, e verdade, já lançou dois Satélites do porte do CBERS, sendo um científico de observação da terra e outro de telecomunicações, e a previsão é que venha lançar mais um de telecomunicações no ano que vem, fora os pequenos satélites que eles lançaram no biênio 2013/2014 (creio que foram 3 ou 4).

      Já quanto ao populismo, realmente você está certo, na Argentina ele foi mais acentuado, porém não impediu o desenvolvimento do Programa de Satélite do país. Já no Brasil com esses debiloides irresponsáveis não aconteceu o mesmo.

      Quantos as minhas críticas, jocosas ou não (é só um ponto de vista) são justíssimas e continuarão sendo feitas enquanto o governo (seja do PT, do PSB, do PTB, do PSDB ou marciano) continuarem fazendo jus as mesmas.

      Se não gostas tens a liberdade de buscar uma outra alternativa de informação sobre o setor espacial. Fique a vontade.

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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    2. “Queria saber onde a Argentina avançou MONTANDO um satélite com peças da EADS/Astrium?“

      Estimado, un satélite geoestacionario es mucho más que transponders, sistema de propulsión y paneles solares (Los elementos provistos por EADS/Astrium), por no mencionar los 3 experimentos científicos que lleva el ARSAT-1 a bordo par para estudiar la radiación en el cinturón GEO y poder desarrollar localmente componentes satélites de calidad GEO para futuros satélites.

      “Queria saber o que ganham em MONTAR satélites com instrumentos da NASA? “

      Se gana renombre internacional cuando la NASA decide montar un instrumento científico de 230 millones de dólares sobre una plataforma satelital desarrollada por un país periférico, por no mencionar el radiómetro de microondas desarrollado por el Instituto Argentino de Radioastronomía que viaja también a bordo de ese satélite.

      Saludos cordiales

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    3. Estimado Anónimo!

      Gracias por tu comentario complemento a lo que había dicho. Argentina es realmente para ser felicitado y Brasil sólo puede ver el paso de banda.

      Saludos desde Brasil

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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    4. Gracias Duda,

      Esperemos que pronto cambie la situación del PEB. La concreción de proyectos espaciales de relevancia de nuestros países esta inexorablemente ligada a que Brasil y Argentina se asocien para poder concretarlos, porque en caso contrario seguirán siendo logros aislados sin peso específico en lo global.

      Saludos

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  3. Duda, queira me desculpar mas dizer que o pais avança lançando CBERS é palhaçada. A evolução do CBERS se deu na primeira versão. Para o segundo, em qualquer país decente, os institutos já estariam apenas supervisionando a indústria para a partir do terceiro apenas encomendar. desde o lançamento de CBERS-1 o Brasil não fez mais NADA em satélite. A PMM ainda está se arrastando, o cubesat do INPE foi na maioria comprado. Por incrível que pareça, a área que mais se avançou foi na área de lançadores e mesmo assim ainda estamos LONGE de termos um lançador.

    E ainda assim, porque o IAE tem uma política de desenvolver, o pouco que consegue com a pouca verba disponível, junto com parceiros industriais, enquanto o INPE, quer competir com a indústria. Cheguei a ouvir de um dos figurões do LIT o questionamento de "Por que devo dar tratamento especial para a empresa onde trabalhava". O tratamento deve ser igual e enquanto isso, para conseguir fazer um teste de um equipamento espacial, precisa-se entrar na fila junto com geladeiras, fogões, urna eletrônica e todo o tipo de equipamento não espacial que o LIT faz questão de dizer com boca cheia que testa.

    Sou um ex-funcionário de uma das empresas da área espacial de SJC que precisou sair do setor porque a empresa não conseguiu mais me manter e infelizmente não vou poder me identificar para não comprometer ainda mais a empresa.

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    1. Caro Anônimo!

      Programa espacial é uma questão governamental em qualquer lugar do mundo, sendo cada governo responsável internacionalmente pela gestão e ordenamento das atividades espacias realizadas em seu território. Isto caro anônimo só se faz com compromisso. Como? Com apoio logístico, político, financeiro, legal, criando demanda e principalmente cobrado por resultados. Num universo onde não existe esse compromisso distorções ocorre seja na área de execução do programa como também na de gestão, já que o setor fica a mercê de situações como essas ocorrida no seu exemplo, pois não tem comando de quem deveria ter, um tremendo Barco sem rumo. Qualquer programa seja espacial ou não se faz assim.

      Quanto ao CBERS já disse por diversas vezes que o programa não teve o resultado esperado, mas pior seria sem ele, já que foi a única demanda na área de satélite existente, permitindo algum desenvolvimento tecnológico. Afinal como você mesmo disse, a PMM é uma piada e o NanosatC-Br-1 usou uma plataforma estrangeira.

      Não é atoa que a Argentina ultrapassou o Brasil na tecnologia de satélites, mesmo o país platino sendo historicamente mais populista que o nosso, pelo menos na questão espacial eles tiveram mais compromisso de seu governo e o resultado está aí e na área de foguetes eles também estão avançando. O resto é confessa fiada.

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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    2. Caro Duda, falando da PMM, a empresa argentina INVAP publicou em setembro o seguinte no seu relatório trimestral: ¨...d) PMM – Sistema de Navegación, Control y Supervisión para la Plataforma Multimisión para Brasil: Se terminó la fabricación y se realizaron los ensayos de aceptación en fábrica del sistema. En el próximo trimestre se estima concretar la primera exportación del sistema...¨ . Quer dizer que segundo o cronograma da INVAP, a ACDH deveria estar hoje no Brasil!! Tem alguma informação ao respeito? Abs

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    3. Olá Demóstenes!

      Não amigo, não tenho nenhuma informação sobre isto. Aliás a PMM como também o Satélites Amazônia-1 que utilizará o primeiro modelo desta plataforma são novelas eternas.

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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  4. Visão: Tornar-se a empresa brasileira, com atuação internacional, de referência em soluções espaciais integradas, com independência tecnológica, utilizando a cadeia fornecedora nacional e contribuindo para o desenvolvimento e para a soberania do país.

    Quem será?
    Como?
    Qual equipe?

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    1. Olá Anônimo!

      Sem compromisso do governo, nada disso é possível e continuará sendo ainda por muito tempo enquanto esses debiloides populistas de merda continuarem do poder.

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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    2. Pois é!
      Mas a visão acima é da VISIONA, que tem todo o apoio da AEB.
      E quem são estes e onde estavam no passado? O que produziram?

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    3. Caro Anônimo!

      Não confunda órgão decisório e regulador (o governo), com órgãos de gestão (o MCTI/AEB), e órgão de execução (na área de satélites o INPE e as empresas participantes).

      Programa espacial já disse por diversas vezes que só se faz com compromisso em qualquer lugar do mundo entre o governo do país, seus órgãos de gestão e de execução nas áreas pública e privada, todos trabalhando numa mesma direção, cada um cumprido a sua parte. No Brasil o principal player, ou seja, o governo, não tem este compromisso, é um barco sem capitão.

      Já o apoio da AEB a tal VISIONA (que na realidade é uma piada da forma como que foi concebida) citado por você é mais político do que qualquer coisa. Vale dizer também que este satélite SGDB não acrescenta nada ao Brasil tecnologicamente falando, inclusive a falta segurança (já que também atuará na área de Defesa) coloca em risco a segurança nacional. Enfim, tudo isto está acontecendo como resultado histórico da falta de seriedade e de comprometimento dos governos civis desde do início da década de 90 para com o PEB, gerando com isto não só dificuldades herculanas para aqueles que ainda fazem o PEB com seriedade, como também na área de gestão (hoje extremamente politizada quando deveria ser técnica) e também na área de execução, onde já algum tempo começa surgir distorções motivadas por esta falta de comando.

      O pior disto tudo é que por enquanto não há uma luz ao final do túnel e a tendencia é piorar cada vez mais com a perda de conhecimento gerada pela aposentadoria de profissionais experientes nos órgão públicos sem a devida reposição.

      A situação do PEB é caótica e sinceramente não vejo saída a curto nem a médio prazo, pois dependerá de uma mudança cultural e de postura política que certamente não ocorrerá no meu período de vida. A Sociedade Brasileira terá que amadurecer ainda muito para termos governos mais comprometidos com o futuro do país.

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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  5. Prezado DUDA

    Não se preocupe!
    A VISIONA, o SGDC e o fantástico programa de transferência tecnológica (TAP-SGCD) estão aí!
    Partinto de quem partiu, será um sucesso total!
    Pelo menos, as viagens de turismo já estão garantidas!
    Estamos montando uma equipe de seis ou sete estagiários, que darão conta do recado. E seremos, muito em breve, uma potência na área.

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    1. KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

      Valeu anônimo!

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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  6. Acho que temos que ser justos com o ARSAT-1 antes de minimizar o esforço argentino no projeto como alguns estão fazendo.
    Existem componentes importados no satélite, mas é preciso contextualizarmos melhor as coisas.
    A carga útil de telecomunicações (transponders) é importada, mais precisamente da Thales Alenia Space. Acontece que muitos outros satélites, inclusive russos da série Yamal e chineses da série DFH-4 também utilizam a mesma carga útil de telecomunicações do mesmo fornecedor. A explicação é que estes equipamentos atingiram um nível de desempenho que os tornam mandatórios se o objetivo do satélite for comercial. É uma situação mais ou menos análoga ao de turbinas de aviões comerciais. O avião pode ser brasileiro, chinês, russo, japonês ou o que for. Só é viável comercialmente se utilizar turbinas da P&W, R&R, GE ou Snecma.
    Outro item importado no projeto são os propulsores de hidrazina, isto foi empregado para diminuir o risco do projeto como um todo.
    O que vale mesmo é a engenharia de concepção, desenvolvimento, montagem e operação e ela é 100% argentina. E sim a INVAP fez um trabalho magnifico neste campo apesar dos recursos parcos que recebeu.
    A situação do ARSAT-1 é análoga ao de projetos brasileiros como o VLS, KC-390, CBERS entre outros. Engenharia nacional com fornecimento de componentes importados. Infelizmente, para qualquer pais que não seja EUA, Rússia e China não há outra forma de se produzir nada no campo aeroespacial, o que não diminui em nada o valor de projetos como o ARSAT-1.

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    1. Bem colocado Eng. Dallamuta, muito bem colocado. Só falta dizer que além disso tudo, creio que eles inclusive não dependam mais tanto do LIT como antes, pois já esta funcionamento desde o ano passado (creio eu) o laboratório de Integração e testes de satélites deles.

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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  7. A Argentina virou exemplo? Nossa, a que ponto chegamos.
    Eu sei que o Brasil não está em bons momentos, mas chegar em um ponto em que a Argentina é tomada como exemplo, isso mostra como estamos muito, mas muito mal.

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    1. Olá Alberto!

      Desculpe-me amigo, não vejo as coisas por este lado. A Argentina chegou a esta situação por que caminhou nesta direção capitaneada por quem deveria, ou seja, o seu governo, não só criando as condições necessárias como também cobrando resultados da sua comunidade espacial. Já no Brasil isto não acontece ha décadas e uma hora eles teriam de nos colocar no Bolso. Méritos do povo platino e a nós só nos resta ver a banda passar.

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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    2. Estimado,

      Parece que usted está generalizando allí donde no hace falta hacerlo, siendo que se esta debatiendo sobre un tópico bien específico (la política espacial)
      ¿Porque Argentina no puede ser ejemplo en materia espacial para los países de la Región? No solo puede serlo en esta área, sino que puedo serlo en diversas otras como por ejemplo el sector nuclear (que exporta a los 5 continentes), y en muchos otros aspectos donde las cosas se han hecho bien.
      Por supuesto, hay muchas cosas que en mi país se hacen MAL y constituyen un mal ejemplo (como acontece en todos los países, aun los más desarrollados).
      El amigo Duda hace referencia a la política espacial, no a todo lo que se hace en Argentina.

      Saludos

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  8. Tadinhos dos argentinos, eles são muito carentes em high tech...
    Essa ARSAT foi começada pelo Kirchner em 2006 para aumentar a autoestima deles que estava muito baixa pela crise. O Brasil havia comprado metade da Argentina...rs..
    Brincadeiras à parte, o programa de satélites da Argentina é mais bem estruturado que o do Brasil.
    Primeiro porque a grana aqui foi um pouco mais curta.
    Segundo porque foi criada na Argentina uma empresa só pra isso. O Brasil antes da Visiona como prime contractor só tinha o INPE, que foi criado para cuidar de Previsão de Tempo, Estudos Climáticos etc.
    Não pertence a suas funções institucionais fazer satélite de comunicações.
    EVIDENTE.
    De qualquer forma, estão de parabéns os hermanos, embora ainda muy muy LEJOS de serem desenvolvidos tecnologicamente nessa área, pois são totalmente dependentes de fora. Nem indústria eletrônica decente possuem...
    Besos

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    1. Prezado iurikorolev… ¨totalmente dependentes de fora¨? Fica esperto moleque! Não seja coisa que o projeto SAOCOM da CONAE (o INPE da Argentina) te surpreenda também... O projeto SAOCOM é muito possivelmente um dos projetos mais ambiciosos que tem Argentina hoje na área de satélites de observação da terra, mas é também um dos menos conhecidos... o primeiro lançamento está planejado para 2015 e o segundo satélite sería lançado no 2016. O SAOCOM 1A será um satélite de observação do tipo radar (˃3000kg, L-band phased array antenna of 25m² ) de desenho 100% argentino e com um conteúdo local das peças por cima do 75%. Repare no tamanho do bicho na segunda imagem, na qual da para ver só metade da antena (nessa foto os painéis solares ainda não estavam instalados). Abraço.

      http://i.imgur.com/FeqRDiM.jpg?1

      http://1.bp.blogspot.com/-4ncfn3dl7sU/VFzyfUpf0bI/AAAAAAAABXg/a9D2sXrXDug/s1600/saocom1a%2B009.jpg

      http://sti-tech.com.ar/images/saocom/saocom1.jpg?1417824000040

      https://encrypted-tbn3.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSh1gV7yipPC868PbtKio4ai02Bv7vNZjZou_uhq0ds_CKcVxVk

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    2. Cara, tem que ser muito ingênuo para pensar que a Argentina é desenvolvida tecnológicamente.
      A indústria deles é medíocre, e a eletrônica praticamente inexiste. Somos países de desenvolvimento tecnologico tardio basicamente dependentes de exportação de matéria primas.
      Vc está confundindo ser prime contractor com capacidade tecnológica real e verticalizada.
      E está caindo no conto do "populismo propagandista espacial".
      Lembra o da União Soviética da década de 50 ?
      Tudo para esconder que o país estava uma m...
      E está.
      Conheço bem a Argentina.
      Em populismo os hermanos são campeões. Ganham até do Brasil.

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    3. A União soviética possui ainda os mesmos lançadores de hoje levam americanos ao espaço . Será que eles estavam na m ?
      No caso do Arsat realmente os transponders foram adquiridos , entretanto o AOCS (controle e determinação de atitude) é o mesmo que foi adquirido pelo INPE para os programas da PMM.
      Então pergunto : O programa brasileiro é mais antigo , porém quantos subsistemas de controle e determinação de atitude o Brasil tem com tecnologia nacional ?
      Resposta : Nenhum.

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    4. "Tadinhos dos argentinos, eles são muito carentes em high tech.."
      Tell it to the Americans who have just bought two nuclear reactors to Argentina.

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  9. SATELITES ARGENTINOS

    LUSAT 1 - primeiro satélite projetado e construído na Argentina por radioamadores
    Uso : radioamador
    Peso: 10 Kg
    Lançamento: Jan/1990 (ARIANE III/ESA)

    Víctor-1 - satélite experimental projetado por universitários argentinos. Seria oficialmente o primeiro concebido, projetado, montado e qualificado na Argentina.
    Uso: Demonstração tecnológicas, observação da Terra, previsão do tempo.
    Peso: 30 Kg
    Lançamento: Ago/1996 (Molniya/Rússia)

    SAC-B - Primeiro satélite oficial argentino em cooperação com NASA.
    USO: Observações astronômicas e solares
    Peso: 191 Kg
    Lançamento: 11/04/96 (Pegasus/NASA)

    SAC-A - Satélite oficial experimental
    Uso: experimentos ópticos, energia e navegação.
    Peso: 68 Kg
    Lançamento: dez/98 (Shuttle Endeavour/NASA)

    SAC-C - Satélite argentino em cooperação com vários países (Brasil ajudou a testar o mesmo no INPE).
    Uso: Observação Terrestre
    Peso: 485 Kg
    Lançamento: Nov/2000 (Delta II/NASA)

    Pehuensat-1 - Satélite universitário argentino - desenvolvido por alunos da Universidad Nacional del Comahue.
    USO: radioamador
    Peso: 6 Kg
    Lançamento: Jan/2007 (PSLV C7/INDIA)

    SAC-D - AQUARIUS - Satélite argentino avançado desenvolvido com NASA. (Brasil ajudou a testar o mesmo no INPE).
    Uso: Observações climáticas e oceânicas
    Peso: 1600 kg
    Lançamento: Jun/2011 (Delta II/NASA)

    CubeBug-1 ("Capitán Beto") - Pico satélite desenvolvido na Argentina por estudantes através de financiamento e plataforma aberta.
    USO: Educativo / radioamador
    Peso: 2 kg
    Lançamento: abril/2013 (Longa Marcha/China)

    CubeBug-2("Manolito"): - Nano satélite desenvolvido na Argentina por estudantes através de financiamento e plataforma aberta.
    Uso: Educativo/observação da terra / radioamador
    Peso: +2 Kg
    Lançamento: Nov/2013 (Próton/RUSSIA)

    ARSAT-1 - Satélite desenvolvido na Argentina. O primeiro satélite geoestacionário desenvolvido na America Latina.
    USO: Telecomunicações
    Peso: 2985 kg
    Lançamento: Out/2014 (ArianeV/ESA)

    Previstos:
    ARSAT 2(2900 kg) e ARSAT 3(2900 kg) seguindo a linha do anterior, telecomunicações. Previstos para 2015 com lançamento ou por foguetes Soyus russos ou Ariane ESA.

    SAC E (SABIA-MAR) - satélite a ser desenvolvido entre Argentina e Brasil...Faz mais de 10 anos que só ficam só em reuniões e nada de novo sai.

    SAOCOM 1 e SAOCOM 2 - Satélites para observação terrestre usando radar e microondas. Planejamento para 2015 o primeiro lançamento.

    Até o momento, não houve qualquer perda de satélites argentinos em lançamento ou colocação em orbita.

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    1. Faltó uno:

      BugSat-1: Observación terrestre
      Peso: 22 kg
      Lançamento: Jul/2014 (Dnper)

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    2. Meu caro ¨Unidade de Carbono...¨ os satélites CubeBug 1 & 2, e o BugSat-1 foram desenhados e construídos pela empresa privada argentina Satellogic!! (www.satellogic.com)

      Na listagem faltou também o micro-satélite de observação da terra desenvolvido pela Força Aérea Argentina, no qual será testado um sistema de propulsão por plasma de desenho e construção local (projeto PropelSat do Instituto Universitario Aeronáutico -IUA, Córdoba). Lançamento previsto para final de 2015. Falou!

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  10. Obrigado aqueles que complementaram a lista dos satélites argentinos.

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    1. Meu caro, não se esqueça do pane que deu no Pegasus no lançamento do SAC-B! Abraço

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    2. Mas eles colocaram no lançador. .. é igual ao cbres 3 que falhou o lancador e a folha de sp falou que foi o Brasil quem errou

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