terça-feira, 23 de abril de 2013

Avança a Cooperação Espacial Brasil-Japão

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (22/04) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB) destacando que uma comissão japonesa esteve reunida dia 18/04 na sede da AEB, em Brasília, discutindo a cooperação espacial entre os dois países.

Duda Falcão

Avança a Cooperação Espacial Brasil-Japão


Brasília, 22 de abril de 2013 Autoridades do Brasil e do Japão da área espacial, reunidos na Agência Espacial Brasileira (AEB), em 18 de abril, trataram de dois temas concretos de interesse para ambos os países: cooperação bilateral para o uso das tecnologias espaciais na gestão de desastres naturais e formação de especialistas para o Programa Espacial Brasileiro.

Na primeira parte do encontro, os dois países apresentaram seus programas espaciais. O Japão tem grande experiência na gestão de desastres naturais. Sua proposta de cooperação no uso das tecnologias espaciais foi bem recebida pelos brasileiros. Os detalhes dessa cooperação serão discutidos em novas reuniões, a serem realizadas regularmente pelos dois países.

Acordou-se, também, que o Brasil enviará pesquisadores ao Japão dentro do plano “Brazilian Space Capacity Building Iniciative” (em tradução livre, Iniciativa Brasileira para a Formação de Especialistas na Área Espacial), da AEB, que tem total apoio do Programa Ciências sem Fronteiras. Especialistas japoneses também deverão vir ao Brasil ministrar cursos na área espacial. O objetivo é formar mão de obra qualificada, principalmente em tecnologias críticas ainda não dominadas pelo país.

Participaram da reunião o diretor de Política Espacial e Investimentos Estratégicos da AEB, Petrônio de Souza; o diretor de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento da AEB, Carlos Gurgel; e o chefe da Assessoria de Cooperação Internacional, José Monserrat Filho, da AEB.

Também estiveram presentes representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI); do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (CENAD); do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, (CEMADEN); do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA); do Ministério das Relações Exteriores (MRE); da Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL); da Agência Nacional de Águas (ANA); e da Universidade de Brasília (UnB).

Representando o Japão, participaram representantes do Escritório Nacional de Política Espacial do Japão (que coordena todo o programa espacial japonês), da Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (JAXA, sigla em inglês), da Agência Japonesa de Cooperação Internacional (JICA, sigla em inglês), da Universidade de Wakayama, da Universidade Internacional para a Formação de Missões (UNIFORM) e da Embaixada do Japão.


Fonte: Agência Espacial Brasileira (AEB)

Comentário: Bom, bom, muito bom mesmo, até porque tem gente competente envolvida nessas negociações. Entretanto pode resultar em nada ou em muito pouco, pois não há compromisso do governo com o PEB. Para que as pessoas possam entender melhor o que eu estou falando vou usar como exemplo os EUA. No governo americano o que cabe ao poder executivo, suas organizações de “segundo nível’ só fecham acordos internacionais ou estabelecem documentos que orientam setores sob total e completa orientação das organizações de primeiro nível, pois elas partem do princípio que acordos e documentos setoriais são feitos por uma razão, se não eles perdem o sentido, e sendo assim, os mesmos tem de ser cumpridos e bem elaborados. No Brasil, documentos são criados por organizações governamentais (como o caso do novo PNAE criado pela AEB e outras organizações) com objetivo de estabelecer uma linha de atuação, mas sem a certeza de que o governo (leia-se órgãos de primeiro nível e decisórios) irá cumprir o que foi planejado. Esse é o caso porque acredito que o PNAE é um documento de pouco valor, apesar de ser bem elaborado e até bem modesto para o tamanho do Brasil, e porque acredito também que acordos como esse pouco contribui ao país, pois não há compromisso, afinal com o ridículo orçamento que temos já é difícil realizar o que estar em curso, imagine se criarmos mais sarna para se coçar. Mas enfim, os gestores do PEB parece acreditar na política de que jogando tudo no bolo, algo de positivo pode sair, quando em minha opinião isso é uma total falta de foco, já que todos os esforços deveriam estar sendo empreendidos em torno dos projetos que estão em curso, mesmo sendo a cooperação espacial internacional um dos objetivos descritos nesse novo PNAE.

3 comentários:

  1. Esta é mais uma vez em que eu e o Duda concordamos 100%. Não tiro uma vírgula do que ele disse...

    Venho insistindo, que por aqui, o problema maior está num esfera mais acima, muita coisa precisa mudar não só na cabeça e nas pessoas que estão "mandando", mas também e principalmente, nas áreas jurídica e legislativa.

    Sem essas mudanças, fica muito difícil acreditar que algo de bom surja, e essa política de "atirar pra todo lado esperando que surja algo de bom", é um exemplo cabal disso.

    Sobre o acordo, ele tem sem dúvida, muita experiência em desastres naturais sim, mas principalmente aqueles de efeito instantâneo, vide exemplo recente do terremoto seguido de maremoto. Então se houver uma explosão desse trambolho tóxico lá no CLA, eles podem ajudar muito.

    Porém "vai que" a coisa funciona direito, e começam a ocorrer lançamentos mais regulares. O envenenamento da flora, fauna e das pessoas vai ser aos poucos. Isso é que é o mais perturbador, e ai, cabe a pergunta: Quem poderá nos ajudar?

    Espero que não tenhamos que recorrer ao "Chapolin Colorado", mas como as coisas por aqui são geridas dessa forma "tosca", não seria de se estranhar...

    Att.

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  2. "COM INVESTIMENTOS SÉRIOS RESULTANTE: UMA MUDANÇA NA DIREÇÃO CERTA".
    Como dizia RUTHERFORD, físico e químico Neozelandês (1871-1937): " Os povos sem ciência e sem tecnologia, não passam de cortadores de lenha e carregadores de água, para os povos mais esclarecidos".
    Pessoal! É hora de MUDANÇAS JÁ!. A mudança só não será executada no momento, por causa da maioria que fica submergido na ilusão do comodismo fracionado, vivendo num mundo de magia e espera, segregada no abstrato de que nem eles sabem o tamanho de buraco negro que irão sem saber, precipitarem gradativamente , num futuro próximo.
    As questões mais profundas costumam ser expressas em termos de meras passagens, mas registram esperanças para os otimistas como nós.
    Seria impossível fazer esse tipo de comentário sem ficar triste e melancólico, vendo o meu país sendo omitido em produzir ciências espaciais, chegando ao ponto de comer migalhas oferecidos por terceiros.. Somos capazes sim! produzir o melhor para o nosso povo.
    É um desconsolo imaginar que alguns brasileiros, não são merecedores desta nação linda e maravilhosa."

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  3. não vai dar em nada, pois os petistas gostam de MST, não de pessoas inteligentes e sérios, se não tem esqueminha não lhes interessa..eles podem colocar lá o LÍDER DO MST PARA FAZER AGITO DOS MOVIMENTO DOS SEM FOGUETE MSF-...como presidente o Stedile ...a burrice e a idiotice rodeiam esse partido no poder-CABEÇA-DE-VENTO administration of space and development of..says

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