terça-feira, 31 de janeiro de 2012

LAC Recebe Inscrições para Escola de Verão

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (31/01) no site do “Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)” destacando que estão abertas as inscrições para a “Escola de Verão do Laboratório Associado de Computação e Matemática Aplicada (LAC)” do INPE.

Duda Falcão

LAC Recebe Inscrições para Escola de Verão

Terça-feira, 31 de Janeiro de 2012

De 28 de fevereiro a 2 de março, o Laboratório Associado de Computação e Matemática Aplicada (LAC) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP), realiza sua Escola de Verão – ELAC 2012.

Sob a coordenação dos pesquisadores Reinaldo R. Rosa e Nilson Sant'Anna, a Escola de Verão oferece minicursos em assuntos relacionados aos principais projetos de pesquisa desenvolvidos no LAC/INPE. O evento é voltado principalmente para alunos de graduação avançada e pós-graduação.

Segundo os organizadores, são esperados 120 alunos na edição de 2012, que terá 16 minicursos com apresentações simultâneas.

Mais informações: http://www.lac.inpe.br/ELAC/


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Brasil e Japão Discutem Cooperação Espacial

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (31/01) no site da “Agência Espacial Brasileira (AEB)”, destacando que a AEB e a Embaixada Japonesa no Brasil realizarão amanhã (01/02) um “Seminário Sobre a Cooperação Espacial Brasil-Japão” em Brasília.

Duda Falcão

Notícias

Brasil e Japão Discutem Cooperação Espacial

Agência Espacial Brasileira
31/01/2012

A Agência Espacial Brasileira (AEB) e a Embaixada do Japão, em Brasília, realizarão, amanhã, a partir das 9h30, o Seminário sobre a Cooperação Espacial Brasil-Japão, que terá como ponto principal a conferência do Diretor-Executivo da Agência de Exploração Espacial do Japão (JAXA), Hideshi Kozawa. Ele abordará os seguintes temas:

1) Programa Espacial do Japão e os mais recentes exemplos de como proteger o meio ambiente e reduzir o impacto dos desastres naturais por meio do uso de satélites de observação da Terra e de satélites de comunicação;

2) A cooperação internacional do Japão e as aplicações industriais dos conhecimentos e tecnologias espaciais;

3) As possibilidades de cooperação espacial Brasil-Japão com parcerias entre os setores público e privado dos dois países, bem como de cooperação com países sul-americanos no uso dos conhecimentos espaciais;

O papel das joint ventures e a colaboração entre instituições de pesquisa científica e tecnológica também fará parte dos assuntos tratados. Após a exposição de Kozawa, os participantes do seminário poderão fazer comentários, formular questões, esclarecer dúvidas, apresentar propostas e debater os temas da conferência.

O objetivo é fomentar amplo intercâmbio de idéias que resultem em possíveis projetos concretos em áreas espaciais de interesse dos dois países.


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

Do Metrô ao Programa Espacial: Como é Difícil Const...

Olá leitor!

Segue abaixo um interessante e curioso artigo escrito pelo senhor Roberto Amaral e postado dia (16/01) no site da “Revista Carta Capital” dando destaque ao Programa Espacial Brasileiro.

Duda Falcão

Políticas Públicas

Do Metrô ao Programa Espacial:
Como é Difícil Construir Estratégias

Roberto Amaral
Revista Carta Capital
16.01.2012 - 17:10

Dois são os grandes méritos do chargismo. O primeiro, é a capacidade de apreensão da realidade. O segundo, talvez o gênio maior, a capacidade de traduzir a crítica, isto é, de formular sua mensagem, através de um traço, de uma tira, de um personagem e poucas palavras.

A tira ‘Agente Zero Treze’ (de Arnaldo Branco e Claudio Mor) publicada no Estado de S. Paulo em 2/1/2012 é, neste sentido, exemplar. Nela o personagem que chamarei de ‘Chefe’ determina ao seu ‘agente 013’ que “acompanhe os progressos do programa espacial brasileiro” recebendo como resposta um dar de costas acompanhado da seguinte reclamação: “Programa Espacial Brasileiro… se o metrô levou trinta anos para chegar em Ipanema”…

Ora, quem não resolve coisas pequenas aqui na Terra não pode se envolver em aventuras no espaço. Isto é para outros. Esta a ‘moral’ da história.

Duas questões de fundo respondem à critica pertinente. São elas: primeiro, nossa dificuldade de acompanhar o progresso tecnológico dos parceiros, de que é mesmo exemplo o Programa Espacial, arquitetado nos anos 60, mas hoje ultrapassado por muitos países que naquele então sequer cogitavam de investimentos na área, como as duas Coreias, Irã e mesmo a Índia; e, segundo, nossa quase inaptidão política para desenvolver projetos estratégicos, aqueles que definem os grandes objetivos nacionais e condicionam, por isso mesmo, os planos e as ações governamentais, a saber, as táticas necessárias para atingir tais objetivos. Como não há prioridades, nem planejamento de longo prazo, as prioridades são afinal determinadas pelo Tesouro, na medida em que é ele que libera esta ou aquela verba, a partir de critérios puramente burocráticos.

Se fosse possível, porém, reduzir este parágrafo a umas poucas palavras, eu diria que a causa de nossos problemas remonta à traição neoliberal. Demonstrarei.

A inconstância de recursos, promovida pelos governos dos dois Fernandos e estancada no primeiro ano do presidente Lula, é causa suficiente para o atraso, mas não é tudo, pois a ela soma-se a descontinuidade dos projetos, o desinteresse pelas questões estratégias e, finalmente, o desaparelhamento do Estado para as atividades-fim, heranças do receituário neoliberal, ideologicamente comprometido com a ineficácia do público para poder vender o privatismo que nos daria a privataria. O fato objetivo é este: passados mais de quarenta anos do início de nossas atividades espaciais, permanecemos sem centro de lançamento plenamente operacional, sem autonomia na construção de satélites, e sem veículo lançador, e amargando o insucesso das três tentativas frustradas com o VLS da Força Aérea, em quase 30 anos de investimentos e justas expectativas.

Além dos problemas financeiros, determinante dos demais, o Programa Espacial Brasileiro sofre com graves e danosas ineficiências estruturais, compreendendo multiplicidade de comando, dispersão de esforços, paralelismo de projetos, ações repetitivas, inexistência de políticas de pessoal etc. Em várias oportunidades temos insistido na necessidade de fortalecimento político, institucional e funcional da Agencia Espacial Brasileira, de sorte a transformá-la no que deveria ser desde o primeiro dia, missão que desde o primeiro dia lhe foi negada: a de comando do Programa Espacial. No momento é uma passiva repassadora de recursos para programas cuja execução física e orçamentária não controla.

Essas observações relativas ao programa espacial são estruturais e por isso se aplicam mutatis mutandi ao programa nuclear, às terras raras, à autonomia de nossa indústria de defesa, à nossa indústria de telecomunicações, à indústria nacional petrolífera, a saber, a tudo que diga respeito aos nossos interesses estratégicos de povo, nação e país.

Nada é obra do caso. E para consertar essa herança o atual governo precisa mobilizar a sociedade brasileira, a começar pela silente opinião universitária, trazendo essa discussão para a luz do dia.

Aliás, os governos FC e FHC tentaram, deliberada e conscientemente (servindo a quê e a quem, não sei) torpedear nosso projeto espacial, deixando-o à míngua de recursos, sendo por isso, co-responsáveis pelo acidente com o VLS-3, da Força Aérea, ceifando-se 21 de nossos técnicos, especialistas e trabalhadores. Refiro à ação da dupla sobre o Programa Espacial simplesmente porque este é o tema do artigo, mas a ação danosa se deu sobre todas as questões estratégicas brasileiras, como o ensino superior, a pesquisa e a pós-graduação, de que é exemplo o congelamento das bolsas do CNPF durante oito anos!

Vejamos como o neoliberalismo tratou nosso Programa Espacial.

O primeiro fenômeno é a absoluta reversão de expectativas em face do período 1985-1989, quando e só quando os investimentos se concentraram nos três segmentos da atividade espacial: satélites, veículos e centros de lançamento - com uma dotação média anual de 100 milhões de dólares. Daí em diante, penúria! Em 1990 (governo FC) os investimentos caíram para 57 milhões e em 1999 para 9,9 milhões. Ao todo, o país gastou, de 1980 a 2002, apenas US$ 530,2 milhões. Como pensar seriamente em lançar nosso VLS se, a cada ano, o governo reduzia os investimentos? De US$ 27,5 milhões em 1995, caímos para 18,7 em 96, para 11,271 em 97, para 10,408 em 98 e, finalmente, para US$ 3,7 milhões em 2002.

Em 1999, o governo havia tido o desplante de só aplicar US$ 1,6 milhão!

O acidente de Alcântara foi antecipado pela perda do Saci-2, denunciando já ali a ausência de recursos e de uma adequada política de pessoal. Era a agonia prenunciando a tragédia que o tucanato nada fez para evitar. A irresponsável dieta financeira repercutiu na redução das despesas de consumo e contratação de serviços, impôs restrições à cooperação nacional e internacional, implicou drástica limitação das encomendas, afetou qualidade e cronograma das operações (faltou dinheiro até para o radar meteorológico de Alcântara!), e determinou a evasão de pessoal qualificado, decorrente da ausência de concursos e do congelamento, por oito anos, dos salários de técnicos e cientistas. Os que ficaram, tiveram o treinamento comprometido, muitos impedidos de acompanhar mestrado fora do país, para não desfalcar a equipe, já reduzida ao mínimo.

As conseqüências sobre os recursos humanos foram devastadoras. De 1990 a 2003, o CTA registrou a evasão de 2.526 servidores civis, entre técnicos de nível superior, intermediário e auxiliar. Só em 1997 o Programa perdeu 90 cientistas. Em 2002, último ano do governo FHC e etapa crucial para o lançamento do VLS, apenas 500 servidores estavam dedicados às atividades espaciais. Por falta de recursos.

A questão é política, meus caros Arnaldo e Claudio, e dizem respeito ao futuro de nosso país. Talvez por isso mesmo, pois nossa soberania não é um projeto unânime entr enós, já aparecem vozes defendendo a retomada do ‘acordo’ leonino firmado pelo governo FHC com os EUA cujo objetivo era nos alienar de nossas bases em Alcântara, projeto felizmente estancado pelo presidente Lula no primeiro ano de seu primeiro governo.

Mas esta é outra questão que pede outro artigo.


Fonte: Site da Revista “Carta Capital” - 16/01/2012 - http://www.cartacapital.com.br/

Comentário: Como seria bom para o PEB se senhor Roberto Amaral fosse tão competente em suas ações quanto parece demonstrar ser quando escreve seus artigos. Será mesmo que é ele que escreve? Hummm, bom, na verdade o que importa neste artigo são os interessantes dados apresentados pelo mesmo que, se verdadeiros, vem confirmar o que o blog vem dizendo desde que foi criado. Ou seja, o grande responsável pelo acidente em Alcântara foi o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e num país sério o mesmo deveria estar acompanhando o nascimento do sol através das barras de uma cela carcerária junto com todos os políticos que contribuíram para esse desfecho. Entretanto, convenientemente, o senhor Roberto Amaral esqueceu de citar a sua colaboração desastrosa e do ex-presidente LULA  para com a atual situação do PEB, principalmente por ser ele o cabeça que elaborou esse desastroso acordo espacial com a Ucrânia que gerou essa mal engenhada empresa Alcântara Cyclone Space. É aquela coisa, incompetente falando de incompetente, tudo farinha do mesmo saco, fruto de uma sociedade incapaz de gerar políticos responsáveis, preparados e comprometidos com os interesses do povo e da nação. Lamentável.

Jovens Participam de Acampamento Espacial em SP

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (30/01) no “Portal Terra” destacando o Spacecamp que está sendo realizado pela Acrux Aerospace Technologies com o apoio da OBA em São José dos Campos (SP).

Duda Falcão

NOTÍCIAS

CIÊNCIA - VC Repórter

Jovens Participam de
Acampamento Espacial em SP

30 de janeiro de 2012 • 14h16

Foto: Sergio Maciel/vc repórter
Alunos da Escola Antônio de Almeida Prado, de Iepê (SP),
selecionados para participar do acampamento espacial

A cidade de São José dos Campos, no interior de São Paulo, recebe desde o último dia 23 o Space Camp, acampamento com tema espacial para jovens realizado pela Acrux, empresa de tecnologia, e pelos organizadores da Olímpiada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). Cerca de 80 jovens participam do projeto, divididos em duas turmas.

O objetivo do acampamento é criar interesse nos jovens pelas atividades relacionadas ao espaço, utilizando atividades específicas como sondagem da atmosfera, uso de telescópios, orientação pelas estrelas, montagem de robôs com sucata e projeção de foguetes, incluindo o lançamento de um montado pelos alunos ao fim do acampamento. Também são realizadas diversas palestras sobre astronomia.

O evento conta com a participação de membros do Programa Espacial Brasileiro, como o ministro da Ciência e Tecnologia, Marco Antônio Raupp; o presidente da Associação Aeroespacial Brasileira, Paulo Moraes; e o astronauta Marcos Pontes, que realizou palestra no último dia 26.

O acampamento ocorre na chácara Jatiúca, em São José dos Campos. Realizada tradicionalmente nos Estados Unidos, a iniciativa brasileira deve ocorrer anualmente, durante as férias de final de ano.

O internauta Sergio Maciel, de Nantes (SP), participou do vc repórter, canal de jornalismo participativo do Terra. Se você também quiser mandar fotos, textos ou vídeos, clique aqui.


Fonte: Site do Portal Terra - http://noticias.terra.com.br/

Brazilian Youth Ambassadors Visit NASA Headquarters

Hello reader!

It follows one communicates published on the day (01/30) in the website of the “NASA” noting that Brazilian Youth Ambassadors visit NASA Headquarters.

Duda Falcão

Image of the Day Gallery

Brazilian Youth Ambassadors
Visit NASA Headquarters

01/30/2012

Image Credit: NASA/Paul Alers

NASA Administrator Charles Bolden played host to 45 Brazilian Youth Ambassadors on Friday, Jan. 27, in the NASA Headquarters auditorium, where he delivered an educational outreach presentation. The Brazilians are participating in a three-week U.S. Department of State youth exchange program for outstanding Brazilian public school students.

The Department of State requested this special presentation for the Brazilian students as a follow on to the Administrator’s successful outreach activities during his trip to Brazil in October 2011. His presentation to students at the National Institute of Space Research facilities in São José dos Campos was simulcast by the U.S. Embassy and viewed by nearly 3,000 people throughout the country.

The Youth Ambassadors are young people in pursuit of academic and professional success who make a difference in their communities through their leadership and volunteer work. As ambassadors, the students also have an opportunity to fulfill a very important mission - to introduce a little bit of Brazil to the United States. Since 2002, the program has benefited some 250 young Brazilians. The Youth Ambassadors Program has now expanded to more than 20 countries in the Western Hemisphere.

During the students first week in the United States, Youth Ambassadors visited Washington, D.C. and took part in meetings with government officials, visiting schools and social projects. The young Brazilians strengthened their leadership skills through workshops and lectures during these visits.

They then traveled to host states, where they stayed with volunteer families. They attended classes at local schools, took part in volunteer activities, gave presentations about Brazil, and interacted with the community. The program offered a unique opportunity to learn about the U.S. culture and practice English. After their return home, the students will implement community service projects they developed during their exchange program.


Source: WebSite of the NASA - http://www.nasa.gov/

Comentário: Gostaríamos de agradecer publicamente a um de nossos mais ativos leitores pelo envio dessa curiosa nota da NASA. Refiro-me ao leitor paulista José Ildefonso. Obrigado Ildefonso pela sua colaboração.

Explorando o Futuro

Olá leitor!

Segue abaixo um artigo do Prof. Marcelo de Oliveira Souza, coordenador do Clube de Astronomia Louis Cruls, publicado ontem (30/01) no “Jornal o Diário” de Campos dos Goytacazes (RJ), dando destaque ao encerramento da “1ª Missão Brasileira Simulada ao Planeta Marte” e as fortes atividades solares dos últimos dias e suas possíveis conseqüências.

Duda Falcão

Explorando o Futuro

Marcelo de Oliveira Souza*
Jornal O Diário
30/01/2011

“O futuro tem muitos nomes.
Para os fracos é o inalcançável,
para os temerosos, o desconhecido.
Para os valentes é a oportunidade.”
Victor Hugo

Olá!!! A tripulação brasileira na estação de pesquisa no deserto sobre marte da Mars Society encerrou suas atividades com sucesso no último dia 28 de janeiro. Foi uma experiência inesquecível  para os membros da tripulação. Estiveram isolados em uma estação localizada no deserto de Utah, nos Estados Unidos. Durante esse período realizaram a simulação de uma viagem de exploração do planeta Marte. Foi o primeiro grupo da Amáerica Latina a participar dessa atividade. Um momento de orgulho para o Clube de Astronomia Louis Cruls. Foram realizados diversos experimentos tendo como objetivos, encontrar formas de vida, identificar reservatórios de água e criar mecanismos de orientação a partir do Sol e das constelações. Na habitação, onde permaneceram isolados, tiveram de controlar a utilização de água e utilizaram alimentos produzidos por um programa coordenado por uma universidade norte-americana. A tripulação brasileira superou as limitações impostas pelo ambiente inóspito e pela ausência de contato com outras pessoas. Uma preparação para que, em um futuro não muito distante, brasileiros realizem, a partir de foguetes desenvolvidos em nosso país, a exploração do Universo. Um sonho que a cada dia se torna mais próximo da realidade.

Pausa para mudanças...

Meditando com auxílio de Schopenhauer: “Vista pelos jovens, a vida é um futuro infinitamente longo; vista pelos velhos um passado muito breve.”

Nas últimas semanas o Sol tem mostrado grande atividade. Foram intensas explosões em sua superfície. Algumas delas voltadas na direção do planeta Terra. Não trazem riscos para as gentes, mas podem causar problemas para os satélites em orbita do nosso planeta. Felizmente ainda não ocorreram grandes problemas. Uma grande explosão solar pode levar a que os sistemas de comunicação sejam afetados. Há previsão de novas e intensas explosões no Sol. As gentes devem estar atentas e vigilantes. O único resultado observado na Terra nesse período foi um belo espetáculo. Partículas carregadas provenientes do Sol seguem a orientação do campo magnético terrestre e entram na atmosfera pelos pólos magnéticos. Essas partículas carregadas transferem energia para os gases da atmosfera terrestre. Esses gases tendem a voltar a seu estado inicial e ao fazerem isso liberam energia em forma de ondas eletromagnéticas, emitindo luzes de varias matizes. O céu noturno de regiões próximas aos pólos magnéticos apresenta luzes coloridas, um fenômeno conhecido como aurora. Quando ocorrem no hemisfério Norte são chamadas de Auroras Boreais. No hemisfério Sul são chamadas de Auroras Austrais. Devido à intensidade das ultimas explosões solares as auroras boreais também foram observadas em regiões bem distantes do pólo magnético norte. Em alguns estados norte-americanos foi possível observá-los iluminando o céu noturno. Por enquanto somente um grande espetáculo tem ocorrido após intensas atividades no Sol. Uma ótima noticia para as gentes.

Céu limpo para todos.

* Coordenador do CALC – Clube de Astronomia Louis Cruls


Fonte: Jornal o Diário (Caderno DMais Pag. 2) dia 30 janeiro de 2012.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Pode um País Colonizar a Lua?

Olá leitor!

Segue abaixo mais um artigo do José Monserrat Filho postado hoje (30/01) no site da “Agência Espacial Brasileira (AEB)” analisando se um país pode colonizar a Lua.

Duda Falcão

Notícias

Pode um País Colonizar a Lua?

José Monserrat Filho*
30/01/2012

Em 1865, o escritor francês Júlio Verne (1828-1905), aclamado como visionário e precursor da ficção científica, lançou o livro “De la Terre à la Lune” (Da Terra à Lua¹), narrando a irônica história do “Clube do Canhão”, com sede em Baltimore, Estado de Maryland, EUA. Fora criado ao longo da Guerra de Secessão (entre o Norte liberal e o Sul escravagista) por veteranos oficiais heróis da Artilharia. Mas deixemos o próprio Júlio Verne contar:

“Muitos ficaram no campo de batalha, e seus nomes constavam no livro de honra do Clube do Canhão. Dos que voltaram, quase todos traziam a marca da indiscutível bravura. Muletas, pernas de pau, braços articulados, mãos de gancho, maxilares de borracha, cabeças com pedaços de prata, narizes de platina, nada faltava à coleção. E o já citado Pitcairn [perito em estatística] também calculou que no Clube do Canhão havia um braço para quatro pessoas e somente uma perna para cada seis.

“Mas os valentes artilheiros não se importavam com isso e ficavam orgulhosos quando o boletim da guerra destacava que o número de vítimas havia sido dez vezes maior do que a quantidade de projéteis atirados.

“Um dia, porém, triste e lamentável dia, a paz foi assinada pelos sobreviventes da guerra, as detonações foram cessando aos poucos, os morteiros se calaram, os obuses receberam uma mordaça, os canhões voltaram para os arsenais, as balas foram empilhadas, as lembranças sangrentas se apagaram, os magníficos algodoeiros começaram a crescer nos campos adubados, as roupas de luto foram eliminadas juntamente com a dor da perda, e o Clube do Canhão mergulhou numa inatividade profunda. (…)

“– É desolador – suspirou uma noite o bravo Tom Hunter, enquanto suas pernas de pau queimavam na lareira.

“– E não existe nenhuma perspectiva de guerra! – disse o famoso J. T. Maston [inventor de um “extraordinário morteiro”], coçando a cabeça com mão de gancho.

”Diante de tamanho descalabro, em que “pairava sobre o clube a ameaça de dissolução”, o Presidente Impey Barbicane, “um homem de 40 anos, calmo, frio, austero e de temperamento inquebrantável”, “nortista colonizador... um ianque dos pés à cabeça”, convocou as centenas de associados e disse a eles ter pesquisado se “dentro da nossa especialidade, não poderíamos realizar uma grande experiência digna do século XIX”. “E, com meus estudos, adquiri a convicção de que teremos sucesso numa operação que pode parecer impraticável a qualquer outro país... Esse projeto é digno de vocês, é digno do Clube do Canhão e terá repercussão mundial.” E anunciou: “Conquistaremos a Lua, que se juntará aos Estados que formam o nosso grande país!”

O projeto consistia em construir nada menos que um gigantesco canhão (de 68 mil ton), o maior de todos os tempos, para lançar três corajosos “viajantes” à Lua.

Não revelarei como terminou a insólita experiência, para não furtar do leitor o prazer de ler até o fim o famoso livro de Júlio Verne.

Desta alegórica e divertida ficção do século XIX, passemos, num salto de 147 anos, a uma não menos alegórica e divertida realidade do século XXI.

No final deste janeiro de 2012, Newt Gingrich, pré-candidato republicano a presidente dos EUA, em plena campanha, não só prometeu criar até 2020 uma base dos EUA na Lua, como, em especial, previu que “quando houver 13 mil americanos vivendo na Lua, eles poderão fazer uma petição para que [o assentamento] vire um Estado americano”.²

Em 1865, a hipótese de os EUA fundarem um Estado na Lua até poderia ser política e legalmente admissível, embora não houvesse a mais ínfima possibilidade tecnológica e financeira para tanto.

Já em 2012, – há mais de 40 anos, portanto, daquele inesquecível dia 19 de junho de 1969 quando os primeiros astronautas americanos pisaram na Lua – é bastante constrangedor para um homem público, sobretudo americano, ignorar o Tratado do Espaço3, de 1967, que proíbe os países de se adonarem do espaço exterior e de qualquer corpo celeste, a começar pela Lua. Esse acordo foi aprovado por unanimidade pela Assembleia Geral das Nações Unidas e já ratificado por mais de 100 países envolvidos com programas espaciais, inclusive os EUA.

Eis o texto oficial do Art. 2º do Tratado do Espaço: “O Espaço cósmico, inclusive a Lua e demais corpos celestes, não poderá ser objeto de apropriação nacional por proclamação de soberania, por uso ou ocupação, nem por qualquer outro meio.”

Diante deste princípio jurídico internacional obrigatório, como acreditar que um grupo de cidadãos de um país – por mais numeroso que seja – possa ser considerado como legalmente competente para sequer solicitar a transformação de seu assentamento lunar em Estado ou Província de seu Estado de origem?

O pré-candidato republicano Newt Gingrich parece não saber ou prefere desprezar o princípio hoje reconhecido universalmente de que o espaço cósmico e os corpos celestes (Lua, Marte e todos os outros) não podem pertencer a nenhum país e a ninguém – são o que já o Direito Latino considerava “Res communis omnium”, ou seja, coisas de uso comum, acessível a todos.

É claro que todos os países, inclusive os EUA, podem estabelecer um assentamento na Lua, segundo o Art. 1º do Tratado do Espaço, que determina: “O espaço cósmico, inclusive a Lua e demais corpos celestes, poderá ser explorado e utilizado livremente por todos os Estados sem qualquer discriminação, em condições de igualdade e em conformidade com o direito internacional, devendo haver liberdade de acesso a todas as regiões dos corpos celestes.”

Explorar (que, no caso, significa estudar, conhecer profundamente) e utilizar os recursos da Lua – as duas ações não habilitam nenhum país ou empresa a tornar-se dono, proprietário, soberano da área do assentamento lunar. Tanto que o já mencionado Art. 2º, logo a seguir, consagrou o princípio da não-apropriação.

Em se tratando de regulamentar as atividades dos Estados na Lua, há que considerar, além do Tratado do Espaço, o Acordo da Lua4, aprovado por aclamação pela Assembléia Geral das Nações Unidas, em 1979, inclusive com o voto favorável dos EUA, mas que conta hoje com apenas três assinaturas e 13 ratificações. Os países com mais destaque nas atividades espaciais não ratificaram esse acordo, entre eles os EUA. Mesmo assim, sua longa discussão (cerca de 10 anos) e parcial adoção representam uma experiência muito rica que não pode ser deixada de lado no momento em que se retomarem as negociações para a ampla regulamentação específica ainda pendente sobre como os países poderão explorar, coletar e utilizar os recursos lunares – algo que talvez comece a ocorrer dentro de 20 a 30 anos.

De qualquer forma, não há a mínima indicação de que a comunidade internacional venha um dia a concordar com a eliminação do princípio da “não-apropriação” do espaço e dos corpos celestes. Isso representaria um retrocesso à época da formação dos impérios coloniais, que, felizmente, já estão no museu da história.

Daí o ridículo que soa hoje pregar a criação de uma colônia ou de um Estado na Lua.

Referências

1) Verne, Júlio, Da Terra à Lua; tradução e adaptação de Maria Alice de Sampaio Dori. São Paulo: Editora Melhoramentos, 2005.

2) Folha de S. Paulo, 28 de janeiro de 2012, p. A16.

3) Tratado sobre Princípios Reguladores das Atividades dos Estados na Exploração e Uso do Espaço Cósmico, inclusive a Lua e demais Corpos Celestes, aberto à assinatura em 27 de janeiro de 1967, em vigor desde 10 de outubro do mesmo ano; e ratificado pelo Brasil em 5 de março de 1969.

4) Acordo que Regula as Atividades dos Estados na Lua e em Outros Corpos Celestes, aberto à assinatura em 18 de dezembro de 1979, em vigor desde 11 de julho de 1984; não assinado, nem ratificado pelo Brasil.

* Chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da AEB


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

Preparations On-Going for MASER 12

Hello reader!

It follows one communicates published today (01/30) in the website of the “Swedish  Space Corporation (SSC)” informing that the preparations in on-going for MASER 12.

Duda Falcão

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Preparations On-Going for MASER 12

Complete, cost-effective concept for short duration microgravity research.
MASER is a sounding rocket program for microgravity
research developed and managed by SSC.

30 Jan 2012

The first MASER rocket was launched in March 1987. It is a complete cost-effective concept for short duration microgravity research with international user participation. An experienced project team runs MASER and offers experiment modules, subsystems and frequent flight opportunities.

MASER 12

All 35 members of the industrial team from Belgium, Germany, The Netherlands, Sweden and Italy has arrived to Esrange Space Center, and so has also ESA’s technical and science project co-oordinators. The buildup of the rocket is in progress, with the first activities of set-up of Ground Support Equipment and check-out of the service system modules and the four experiment modules being carried out today.

The campaign participants enjoy the beautiful winter scenary under blue sky and the sun slightly above the horizon during the day. Outside temperature has varied between -37 C and -17 C during the last 48 hours.

The first countdown is planned for February 9, 2012.

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Source: Website of the Swedish Space Corporation (SSC)

Comentário: Pois é leitor a “Operação MASER 12” é a primeira missão de duas já definidas de um foguete brasileiro além mar no ano de 2012. Trata-se do lançamento do décimo terceiro “VSB-30”, o mais exitoso foguete brasileiro em terras estrangeiras. A outra missão de 2012 é a do “VS-40” que deverá ser lançado da Noruega em abril desse ano com o experimento alemão SHEFEX II abordo. Existe também a possibilidade do lançamento de um “VS-30/Orion” da Base de Woomera no Sul da Austrália com o experimento supersônico americano/australiano HIFIRE-5. Na realidade essa missão do HIFIRE-5 deveria ter ocorrido desde outubro do ano passado e a qualquer momento deverá ser realizada.

'Temos de Melhorar a Comunicação na Amazônia'

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria postada dia (28/01) no site do jornal “O Estado de São Paulo” destacando que segundo o novo ministro do MCTI, Marco Antônio Raupp, teremos de melhorar a comunicação na Região Amazônica.

Duda Falcão

'Temos de Melhorar a
Comunicação na Amazônia'

Novo titular da pasta aposta em projeto de novo satélite
para levar internet banda larga a cientistas da região

Herton Escobar,
O Estado de S. Paulo
28 de janeiro de 2012 | 3h 04

Quando era presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), uma das principais reivindicações de Marco Antonio Raupp era a necessidade de estimular o desenvolvimento científico e tecnológico da Amazônia, como base para o desenvolvimento social e econômico da região. Agora, como ministro da Ciência e Tecnologia, ele espera colocar em prática aquilo que propunha como militante da sociedade civil.

"Não vou abdicar daquelas idéias que sempre defendi", disse ao Estado o matemático de 73 anos, nativo de Cachoeira do Sul (RS), empossado como ministro na terça-feira.

A primeira necessidade, segundo ele, é melhorar a infraestrutura de telecomunicações da Amazônia - sem a qual se torna quase impossível organizar projetos de maior porte e fazer ciência de primeira linha. A oferta de internet banda larga na região é precária. Para preencher essa lacuna, Raupp aposta no lançamento, até 2014, do primeiro satélite brasileiro geoestacionário de comunicação.

"Lá não dá para chegar instalando linhas de comunicação de dados no meio da floresta; é muito difícil. Sempre disse que a estrutura de comunicação na Amazônia tem de ser feita via satélite", afirma Raupp, que em 2011 atuou como presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB). "É um processo no qual vou me envolver totalmente."

Um dos temas que o senhor abordava muito como presidente da SBPC era o atraso da ciência na Amazônia. Isso ainda é um problema? E como o senhor pretende lidar com ele agora?

Ainda tem muita coisa a ser feita. Temos requerimentos de infraestrutura absolutamente necessários. Por exemplo, temos de resolver o problema de comunicação. Nesse ano que passou, a AEB, com os Ministérios das Comunicações e da Defesa, encaminhou um projeto que acredito ser uma boa solução, que é termos um satélite geoestacionário apoiando o sistema de banda larga na região.

A idéia é contratar um serviço de satélite?

Contratar, não! Estamos construindo. O projeto já está sendo aprovado no governo. São dois satélites que queremos ter. Como nunca fizemos um satélite desse porte, a maioria das partes terá de ser contratada fora, mas temos de estabelecer um sistema de ofsetes e transferência de tecnologia na negociação das peças para que isso seja transferido para o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), e empresas nacionais.

Desde o acidente com o Veículo Lançador de Satélites (VLS) em Alcântara, em 2003, o programa espacial brasileiro ficou um tanto de molho. Qual deve ser a ambição do Brasil no espaço?

Permanecem as mesmas idéias, agora revigoradas, de que a gente precisa ter um programa espacial forte, totalmente desenvolvido no Brasil, incluindo base de lançamento, foguetes e satélites. Esse satélite geoestacionário é um exemplo de projeto que se encaixa nesse perfil. Vai ser criada uma empresa integradora, constituída pela Embraer e pela Telebrás, e o INPE vai se envolver nas especificações técnicas e na transferência de tecnologia para empresas nacionais, que poderão ser fornecedoras de uma segunda geração de satélites. Queremos capacitar empresas brasileiras a trabalhar com essas tecnologias críticas. Não concordo com você que o programa espacial ficou na geladeira. Ele estava por um tempo, mas fizemos um grande esforço no ano passado para retomar esse programa, com novos objetivos, e temos conseguido isso.

Em que áreas da ciência o Brasil tem potencial para assumir um papel de liderança mundial?

Temos a diversidade biológica da Amazônia, uma riqueza impressionante que muitos países não têm. Essa é uma área na qual podemos ser líderes, se desenvolvermos um programa de estímulo à criação de empresas na Amazônia, baseadas em biotecnologia, trabalhando em cima da biodiversidade nacional, para gerar produtos medicinais e cosméticos, por exemplo. Sempre, claro, explorando a natureza de forma sustentável, desenvolvendo tecnologia sem destruir o patrimônio. Temos de usar a biodiversidade com sabedoria, e é aí que a ciência se faz necessária.


Fonte: Site do Jornal O Estado de São Paulo 

Comentário: Você leitor sabe da profunda admiração que temos pelo senhor Marco Antônio Raupp devido ao seu currículo de realizador, mas ele bem sabe que não existe possibilidade nenhuma de lançar esse satélite em 2014. Entretanto, a história desse senhor é marcada pela concretização de desafios considerados impossíveis, e assim sendo, esperaremos para vêr se esse desafio herculano fará parte de seu currículo exitoso. No entanto, confesso que devido às dificuldades técnicas, orçamentárias, logísticas e políticas que o Raupp terá de enfrentar, não acreditamos que o satélite SGB saia antes de 2016 e olhe lá.

Site Norueguês Publica Matéria Sobre a Oper. SHEFEX II

Olá leitor!

O site norueguês “NrK” publicou dia 10/01 uma matéria intitulada: “Herer norgeshistoriens største rakett” abordando a "Operação SHEFEX II" que deverá ser lançada do Andoya Rocket Range, na Noruega, provavelmente no mês de abril.

A matéria que infelizmente para nós foi publicada em norueguês, traz fotos do experimento alemão SHEFEX II sendo montado e também fotos do foguete de sondagem brasileiro VS-40 desmontado ao lado do experimento SHEFEX II e montado sobre a plataforma de lançamento. Abaixo segue essas fotos:

Fotos: dlr.de
Experimento SHEFEX II sendo montado

VS-40/SHEFEX II montado sobre a Plataforma de Lançamento

VS-40/SHEFEX II desmontados

Vale lembrar leitor que essa missão alemã tem grande significado para o Brasil não só porque levará a bordo um experimento brasileiro relacionado com o “Projeto SARA Orbital”, mas também por que o seu sucesso poderá abrir portas para a negociação desse versátil foguete VS-40 brasileiro em solo europeu.

O VS-40 é um foguete de sondagem biestágio à propulsão sólida não-controlado, estabilizado aerodinamicamente, com propelentes (mistura de materiais combustíveis e oxidantes) distribuídos entre o primeiro estágio (4.200 kg) e o segundo estágio (810 kg).

O primeiro estágio é composto pelo propulsor S40, uma saia traseira com empenas e uma saia dianteira, e o segundo estágio é composto por um propulsor S44, tendo em sua parte dianteira uma baia de instrumentação e, em seguida, uma coifa para abrigar uma carga útil tecnológica ou científica que no caso dessa operação do SHEFEX II não será necessária.

Desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), o foguete VS-40 foi concebido, inicialmente, para realizar testes do quarto estágio do VLS-1 (Veículo Lançador de Satélites) em ambiente de vácuo, além de outros experimentos de interesse do projeto do Veículo Lançador.

Até o momento foram realizadas somente duas missões com esse versátil foguete, ambas no Brasil. As missões foram as seguintes:

Operação Santa Maria - VS-40 PT01

* Data do vôo: 02 de abril de 1993 – CLA
* Missão: Qualificação S44
* Tempo de microgravidade: 760 s

No primeiro vôo do VS-40 foi possível qualificar o quarto estágio do VLS-1, do tipo S-44, em ambiente de vácuo, e atestar a capacidade do foguete ao transportar grande quantidade de carga útil, em uma performance considerável: o vôo atingiu um apogeu de 950 Km, para uma carga útil de 500kg e um tempo de microgravidade de 760s.

Operação Livramento - VS-40 PT02

* Data do vôo: 21 de março de 1998 – CLA
* Carga útil: Lastro de 236 kg e VAP-1 (Fokker)

No segundo vôo do foguete de sondagem (VS-40 PT02), em 21 de março de 1998, foi transportada uma carga útil de 483 quilos, da empresa holandesa Fokker Space. Na Operação denominada Livramento, dados sobre o comportamento do VS-40, como empuxo, pressão, aceleração e vibração também foram monitorados.

Vale lembrar que a "Operação SHEFEX II" será o terceiro vôo desse que consideramos um foguete extremamente versátil e que infelizmente por falta de atitude do governo não foi até o momento aproveitado como deveria em prol da Comunidade Científica Brasileira ou mesmo mundial. Vale também citar que após esse vôo do SHEFEX II só existe a missão do “SARA Suborbital I” prevista para ocorrer ainda esse ano

Uma pena, pois o VS-40 certamente poderia estar sendo utilizado pelo “Programa Microgravidade” da AEB, ou mesmo em parceria com outros países europeus ou latino-americanos em pesquisas científicas e tecnológicas conjuntas se o governo brasileiro realmente tivesse o PEB como um programa estratégico para a nação, coisa que não acontece, apesar de curiosamente sempre está sendo usado como peça de propagada política, evidentemente de forma enganosa. Lamentável.

Duda Falcão


Fonte: Com informações do site norueguês "NrK" - http://www.nrk.no/

USP Inicia Operação de Cluster para Astronomia

Olá leitor!

Segue abaixo um artigo postado dia (27/01) no site da “Agência FAPESP” destacando que a IAG/USP iniciará nos próximos dias a operação de um dos mais potentes clusters (aglomerado de computadores) voltado exclusivamente para pesquisas em Astronomia.

Duda Falcão

Especiais

USP Inicia Operação de Cluster
para Pesquisas em Astronomia

Por Elton Alisson
27/01/2012

Aglomerado de computadores é um
dos maiores e mais potentes do
mundo voltado exclusivamente para
pesquisas astronômicas
(Foto: IAG-USP
)
Agência FAPESP – Nos próximos dias deverá entrar em operação no Departamento de Astronomia do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da Universidade de São Paulo (USP) um dos maiores e mais potentes clusters – aglomerado de computadores –, voltado exclusivamente para pesquisas astronômicas no mundo.

Avaliado em mais de US$ 1 milhão, o equipamento foi adquirido com apoio da FAPESP por meio do Programa Equipamentos Multiusuários, em projeto do IAG-USP e do Núcleo de Astrofísica Teórica (NAT) da Unicsul.

Composto por três torres, do tamanho de geladeiras domésticas que juntas pesam três toneladas, o conjunto de computadores possui 2,3 mil núcleos de processamento. O sistema possibilitará um aumento de 60 vezes na escala de processamento do Departamento de Astronomia da USP. O cluster utilizado anteriormente pela instituição possuía 40 núcleos de processamento.

“Não conhecemos nenhum departamento de astronomia no mundo com essa capacidade computacional. Existem universidades e consórcios entre instituições de pesquisa com clusters muito maiores, mas o tempo de processamento é dividido entre várias áreas e não são dedicados totalmente à astronomia”, disse Alex Carciofi, professor da USP e responsável pela implementação do projeto à Agência FAPESP.

De acordo com ele, o aglomerado de computadores possibilitará aumentar o grau de realismo físico e rodar mais modelos matemáticos (simulações numéricas) utilizados para estudar os sistemas astronômicos, como estrelas, galáxias e meio interestelares.

Considerados simulações da natureza, quanto mais processos físicos são incorporados aos modelos numéricos para torná-los mais realistas, mais “pesados” computacionalmente eles se tornam e demandam mais tempo para serem processados.

“Com um equipamento desse porte é possível aumentar a escala do problema que pretendemos estudar, mantendo um tempo de processamento razoável, de modo que nós consigamos processar um maior número de modelos em tempo hábil para realizar nossas pesquisas”, explicou Carciofi.

O equipamento também permitirá ao pesquisadores do Departamento de Astronomia da USP ingressar em nossas fronteiras do conhecimento na área, como a astrofísica computacional.

A exemplo do que está ocorrendo em outros campos da ciência, a nova área é resultado da fusão de disciplinas que anteriormente eram distintas e seguiam separadas, como a astrofísica e a ciência da computação.

O que se deve, entre outros fatores, ao fato de que instrumentos astronômicos modernos – como telescópios robóticos que operam automaticamente – estão gerando um grande volume de dados que precisam ser analisados. “É preciso desenvolver novas técnicas para obter resultados a partir desse grande volume de dados”, disse Carciofi.

Em um primeiro momento, o cluster atenderá 150 usuários, entre estudantes de pós-graduação, docentes e pós-doutorandos do IAG. Mas também estará disponível para ser utilizado por pesquisadores de outras instituições científicas.

Por meio do equipamento também será possível atrair cientistas de outros estados e países, que necessitam de uma grande capacidade de processamento computacional para realizar suas pesquisas.

“Os pesquisadores de fora podem escolher vir para o IAG para realizar um pós-doutorado, por exemplo, justamente porque a instituição dispõe de um cluster como esse”, disse Carciofi.

O pesquisador estima que até o fim de janeiro começarão a realizar os primeiros cálculos numéricos massivos (chamados number crunching) no novo equipamento, a fim de alcançar modelos reais de fenômenos nas áreas de astrofísica, cosmologia e astronomia galáctica.

O supercomputador foi desenvolvido pela empresa SGI e é baseado em uma plataforma Blade Altix ICE 8400 com um processador AMD Opteron 6172, com 4,6 terabytes de memória.


Fonte: Site da Agência FAPESP