sábado, 29 de dezembro de 2012

EMBRATEL - Novo Satélite Rec. o nome Star One C3 Rio 2016

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria postada ontem (28/12) no site “www.defesanet.com.br“ destacando que o novo satélite da empresa Star One foi nomeado de “Star One C3 Rio 2016” em homenagem aos Jogos Olímpicos de 2016.

Duda Falcão

COBERTURA ESPECIAL - Especial Espaço - Tecnologia

EMBRATEL - Novo Satélite Recebe o
nome Star One C3 Rio 2016

Nomeação é homenagem aos Jogos Olímpicos
que serão realizados no Rio de Janeiro

Defesanet
28 de Dezembro, 2012 - 15:39 ( Brasília )


A Star One, a maior operadora de satélites da América Latina e subsidiária da Embratel, anuncia que seu novo satélite recebe o nome de Star One C3 Rio 2016, em homenagem aos Jogos Olímpicos de 2016 que terão patrocínio da empresa. A novidade está sendo anunciada esta semana. O novo satélite já está em sua posição orbital definitiva em 75° W, tendo finalizado com sucesso seus testes em órbita. A partir de 02 de janeiro 2013 entrará em operação comercial.

"O Star One C3 Rio 2016 oferece mais alternativas ao mercado graças à sua cobertura geográfica desenhada especialmente para a nossa região ensejando ampla gama de serviços”, afirma Gustavo Silbert, presidente da Star One, destacando que a empresa possui frota com sete satélites e que o Star One C3 Rio 2016 recebeu investimentos de US$ 260 milhões para sua construção. Ele será responsável pela ampliação da capacidade de telecomunicações da empresa no Brasil, na América Latina e parte dos Estados Unidos.

O Star One C3 Rio 2016 tem cobertura diferenciada, com abrangência para todo o território brasileiro, América do Sul, Região Andina (com destaque para Colômbia, Peru, Bolívia e Equador) e Flórida (EUA). Sua capacidade inclui até a região do Pré-Sal, disponibilizando, com isso, mais serviços para a indústria de petróleo.

A Star One já presta serviços para grande parte das 500 maiores empresas do Brasil, para as principais emissoras de TV, canais independentes e diversos órgãos do Governo Brasileiro, incluindo o Ministério da Defesa. Com o novo satélite, a Star One assegura ao mercado a continuidade das aplicações que hoje estão em operação no satélite B3 e possibilita, ainda, a oferta de novos serviços de Internet de alta velocidade e de última milha (acesso do usuário diretamente à rede da operadora).

“Com o novo satélite, a Embratel e a Star One reforçam a liderança absoluta no mercado brasileiro”, diz Silbert, destacando que o grupo foi pioneiro na comunicação via satélite no Brasil, quando em 1985 lançou o Brasilsat A1, dando início à primeira geração de satélites brasileiros para comunicações domésticas na América Latina.

SOBRE A STAR ONE

A Star One é a maior operadora de satélites na América Latina. É uma empresa brasileira com 100% de participação acionária da Embratel. Criada em dezembro de 2000, opera cinco satélites GEO (Star One C1, C2, C3 Rio 2016, C12, e Brasilsat B4), e dois em órbita inclinada (Brasilsat B2 e B3), seis desses a partir de seu teleporto, localizado em Guaratiba (RJ). O C3 Rio 2016, em conjunto com o C1, C2 e C12, constituem a terceira e mais nova geração de satélites da empresa. A capacidade destes satélites suporta toda uma gama de soluções para clientes dos segmentos de telefonia, TV, TV por Assinatura, dados e redes corporativas. Mais informações: www.starone.com.br



Comentário: É leitor, mas esqueceram convenientemente  de dizer que o controle acionário da Embratel não é brasileiro e sim como sabemos pertence ao “Grupo Teléfonos de México (TELMEX)” desde julho de 2004. Estou cansado disso, desses energúmenos que fazem de tudo para enganar o povo. O Boris diria, isto é uma vergonha! 

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

AEB Assina Quatro Novos Contratos de Projetos do PEB

Olá leitor!

Diário Oficial da União (DOU) de hoje (28/12) publicou quatro “Extratos de Contratos” assinados relacionados com os projetos do SARA Suborbital, dos Satélites CBERS 3 e 4 e do Satélite Científico Lattes respectivamente. Abaixo segue os quatro extratos como publicados no DOU.

Duda Falcão


AGÊNCIA ESPACIAL BRASILEIRA
EXTRATO DE CONTRATO Nº 17/2012 - UASG 203001

Nº Processo: 01350000104201212;
DISPENSA: Nº 29/2012;
Contratante: AGENCIA ESPACIAL BRASILEIRA – AEB;
CNPJ Contratado: 96238134000114;
Contratado: CENIC ENGENHARIA INDÚSTRIA E COMERCIO LTDA;
Objeto: Contratação de empresa para prestação de serviços de desenvolvimento e industrialização do Banco de Controle SARA Suborbital;
Fundamento Legal: Art. 24, Inciso XXXI da Lei nº 8.666/93;
Vigência: 21/12/2012 a 14/01/2014;
Valor Total: R$1.786.269,00;
Fonte: 100000000 - 2012NE800255;
Data de Assinatura: 21/12/2012.

(SICON - 27/12/2012) 203001-20402-2012NE800009

EXTRATO DE CONTRATO Nº 18/2012 - UASG 203001

Nº Processo: 01350000232201201;
INEXIGIBILIDADE: Nº 26/2012;
Contratante: AGENCIA ESPACIAL BRASILEIRA – AEB;
CNPJ Contratado: 65481012000120;
Contratado: MECTRON - ENGENHARIA, INDUSTRIA E-COMERCIO S.A.;
Objeto: Contratação de empresa para serviços de retroprojeto dos circuitos in-rush e substituições dos conversores DC/DC nos equipamentos transponder TTCS modelo de voo FM1, FM2 e FM3;
Fundamento Legal: Art. 25, Caput da Lei nº 8.666/93;
Vigência: 27/12/2012 a 26/01/2013;
Valor Total: R$1.145.364,85;
Fonte: 100000000 - 2012NE800245;
Data de Assinatura: 27/12/2012.

(SICON - 27/12/2012) 203001-20402-2012NE800009

EXTRATO DE CONTRATO Nº 19/2012 - UASG 203001

Nº Processo: 01350000231201258;
INEXIGIBILIDADE: Nº 22/2012;
Contratante: AGENCIA ESPACIAL BRASILEIRA – AEB;
CNPJ Contratado: 01111976000102;
Contratado: EQUATORIAL SISTEMAS S/A;
Objeto: Contratação de empresa para prestação de serviços de retrabalho dos circuitos de in-rush dos equipamentos SPE modelo de voo FM1, FM2 e FM3 e substituição dos conversores DC/DC;
Fundamento Legal: Art. 25, Caput da Lei nº 8.666/93;
Vigência: 26/12/2012 a 25/01/2013;
Valor Total: R$720.797,00;
Fonte: 100000000 - 2012NE800244;
Data de Assinatura: 26/12/2012.

(SICON - 27/12/2012) 203001-20402-2012NE800009

EXTRATO DE CONTRATO Nº 20/2012 - UASG 203001

Nº Processo: 01350000237201212;
INEXIGIBILIDADE: Nº 27/2012;
Contratante: AGENCIA ESPACIAL BRASILEIRA – AEB;
CNPJ Contratado: 00011009000106;
Contratado: FIBRAFORTE ENGENHARIA, INDUSTRIA E COMERCIO LTDA;
Objeto: Aquisição de um Subsistema de Propulsão do satélite LATTES;
Fundamento Legal: Art. 25, Caput da Lei nº 8.666/93;
Vigência: 28/12/2012 a 27/02/2015;
Valor Total: R$7.883.358,00;
Fonte: 100000000 - 2012NE800256;
Data de Assinatura: 27/12/2012.

(SICON - 27/12/2012) 203001-20402-2012NE800009


Fonte: Diário Oficial da União (DOU) - Seção 3 - pág. 17 - 28/12/2012

Comentário: Bom leitor esses contratos são muito importantes para o PEB e felizmente foram assinados antes da virada do ano. Para quem não se lembra, esses contratos são referentes aos extratos de Dispensa e Inexigibilidade de licitação divulgados recentemente aqui no blog (veja as notas: “AEB Publica Ext. de Dispensa e de Inexigibilidade de Licitação”, "AEB Publica Novos Ext. de Disp. e de Inexigib. de Licitação”) sendo que o do Aeródromo de Alcântara já havia sido assinado (veja a nota: “AEB Assina Contrato das Obras do Aeródromo de Alcântara”). Entretanto cabe aqui expor algumas explicações e dúvidas. O contrato referente ao Banco de Controle do Sara Suborbital nos deixa muito satisfeito, pois prevê não só o seu desenvolvimento pela CENIC Engenharia, como também a sua industrialização. Entretanto o seu período de vigência (21/12/2012 a 14/01/2014) nos deixa muito preocupado, pois se esse Banco estiver sendo desenvolvido para ser testado no “SARA Suborbital I” e não para o “SARA Suborbital II”, isso significará que o “SARA Suborbital I” não será mais lançado em 2013, o que seria tremendamente frustrante. Seria muito bom se alguém ligado ao “Projeto SARA” pudesse esclarecer essa duvida para o blog e seus leitores. Já os dois contratos das empresas MECTRON e Equatorial Sistemas referentes aos reprojetos dos subsistemas dos satélites CBERS 3 e 4, os prazos de vigência são bem curtos, gerando com isso a expectativa de que o CBERS-3 possa ainda ser lançado em 2013, apesar da crença do  SindCT de que o atraso será de dois anos. Já quanto ao contrato da empresa FIBRAFORTE Engenharia relativo ao Sistema de Propulsão do Satélite Cientifico LATTES, a verdade é que esse satélite está superatrasado no seu desenvolvimento e qualquer avanço nesse sentido já é alguma coisa.

Rússia Investirá US$ 70 Bilhões na Indústria Aeroespacial

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (27/11) no site “Diário da Rússia” destacando que segundo o Primeiro-Ministro Dimitri Medvedev, a Rússia investirá US$ 70 bilhões na Indústria Aeroespacial até 2020.

Duda Falcão

TECNOLOGIA

Rússia Investirá US$ 70 Bilhões
na Indústria Aeroespacial

Aporte financeiro aumentará participação
russa em projetos internacionais

27/12/2012 - 11h11

O Primeiro-Ministro, Dimitri Medvedev, anunciou nesta quinta-feira, 27, que a Rússia gastará US$ 70 bilhões até 2020 em investimentos num novo programa aeroespacial. O projeto para o desenvolvimento do setor tem o objetivo de garantir a posição de liderança do país na área, ao mesmo tempo que contribui para a capacidade de defesa e estimula o crescimento socioeconômico. Medvedev explicou que, com o aporte financeiro, a Rússia poderá participar mais efetivamente de determinados projetos, sobretudo aqueles que envolvem a Estação Espacial Internacional, estudos sobre a Lua, Marte e outros corpos celestes do sistema solar.

O diretor de desenvolvimento do Núcleo Espacial de Skolkovo, Dmitri Paison, afirmou que a medida servirá de suporte para a realização de muitos outros projetos relacionados, uma vez que compreende o Programa Espacial Federal, o Programa Federal Especial para o Desenvolvimento do Sistema Glonass, o programa para o desenvolvimento de bases de lançamento de foguetes e a parte não classificada do programa para a modernização técnica da indústria.

Os investimentos russos manterão a posição de
líder mundial da Rússia na exploração do espaço


Fonte: Site Diário da Rússia - 27/11/2012

Comentário: Pois é Dona Dilma, ta aí a resposta de um governo que tem compromisso com o futuro de seu país e olha que o mesmo faz parte do grupo ao qual a senhora se vangloria tanto de participar. Tenha vergonha na cara, deixe de fazer jogo de cena, invista pesado no PEB, na ciência, tecnologia e inovação e na Educação desse país, só assim construiremos uma grande nação. Deixe de papo-furado e conversa mole, se mexa, faça sua parte, vá luta e mostre que a senhora não faz parte dessa máquina de políticos ineficientes, corruptos e omissos que militam em Brasília desde que essa cidade foi construída, sendo hoje o grande berço da obscuridade desse país. 

CNPq Recebe Até dia 29 Prop. p/Contratar Pesquisadores

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada ontem (27/12) no site do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) informando que o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), agência vinculada ao MCTI, receberá até o dia 29/12 propostas de empresas para contratar pesquisadores.

Duda Falcão

CNPq Recebe Até Dia 29/12 Propostas de
Empresas para Contratar Pesquisadores

Ricardo Abel
Ascom do MCT
27/12/2012 - 15:42

As empresas privadas que pretendem solicitar apoio financeiro para contar com mestres e doutores em suas atividades de pesquisa tecnológica e de inovação, têm até o próximo sábado (29) para enviar propostas ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), agência vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Os projetos iniciais poderão contar com até R$ 150 mil e os que estão em andamento com R$ 400 mil, para maturação ou finalização. O financiamento dos projetos conta com R$ 60 milhões, oriundos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e dos Fundos Setoriais, ambos do MCTI.

A iniciativa da Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Setec/MCTI) visa a contribuir com as empresas privadas, de micro, pequeno, médio e grande porte, para fomentar o desenvolvimento científico, tecnológico e da inovação no país. As propostas devem ser destinadas, prioritariamente, ao setor industrial, contemplando os seguintes temas:

- Programas mobilizadores em áreas estratégicas: Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs), Nanotecnologia, Biotecnologia, Complexo Industrial da Defesa, Complexo Industrial da Energia Nuclear, Complexo Industrial da Saúde e a Indústria Aeroespacial.

- Programas para fortalecer a competitividade: Complexo Automotivo, Indústria de Bens de Capital, Indústria Naval e de Cabotagem, Indústria Têxtil e de Confecções, Complexo de Couro, Calçados e Artefatos, Setor de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos, Setor de Madeira e Móveis, Indústria de Transformados Plásticos, Complexo Produtivo do Biodiesel, Agroindústria, Construção Civil e Complexo de Serviços.

- Programas para consolidar e expandir a liderança: Complexo Produtivo do Bioetanol, Complexo Industrial do Petróleo, Gás e Petroquímica, Complexo Aeronáutico e Complexos Produtivos de Mineração, Siderurgia, Celulose e Carnes.

Propostas

Serão aceitas propostas de projetos de desenvolvimento tecnológico de produtos ou processos que visem ao aumento da competitividade das empresas por meio de: inovação; adensamento tecnológico e dinamização das cadeias produtivas; incremento dos gastos empresariais com atividades de pesquisa e desenvolvimento tecnológico compatível com o setor de atuação; atendimento à relevância regional; e cooperação com instituições científicas e tecnológicas.

As demais despesas do projeto serão da responsabilidade da instituição proponente. O valor mínimo da contrapartida é de 20% do valor solicitado, em recursos financeiros ou não financeiros, efetivamente necessários para a execução do projeto e que possam ser economicamente mensuráveis e demonstráveis.

A chamada pública MCTI/SETEC/CNPq Nº 17/2012 RHAE Pesquisador na Empresa atende aos objetivos do Plano de Ação de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Nacional (Plano CTI 2007-2010) e as prioridades da Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Consulte:






Fonte: Site do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI)

Comentário: Bom, muito boa mesmo essa notícia e agora cabe as empresas do setor espacial brasileiro ficarem atentas para essa oportunidade.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

O Observatório Nacional (ON) Lança Hoje seu Anuário 2013

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada ontem (26/12) no site do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) informando que o Observatório Nacional (ON) lança hoje (27/12) seu “Anuário 2013”.

Duda Falcão

Anuário do Observatório Nacional Traz
Dados Astronômicos de 2013

Com informações do Observatório Nacional
26/12/2012 - 16:28

O Observatório Nacional lança nesta quinta-feira (27) a 129ª edição de seu anuário, com previsões de fenômenos, calendários, posições de planetas e estrelas, orientação da Terra e outros dados astronômicos esperados para 2013.

A publicação contém todas as resoluções relacionadas ao sistema de hora legal e sua difusão, além dos instantes de nascer, passagem meridiana e ocaso do Sol, da Lua e de planetas para as cidades de Belém, Recife, Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. Informações relativas a outras localidades podem ser obtidas mediante solicitação pelo e-mail anuario@on.br.

Na versão impressa, o anuário está à venda, por R$ 10, na Biblioteca do Observatório Nacional. O material também pode ser solicitado para envio postal, por meio de cheque nominal ao instituto de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), endereçado à própria biblioteca – Rua General José Cristino, 77, Rio de Janeiro (RJ), CEP 20.921-405.

A versão eletrônica está disponível na página do Observatório Nacional (www.on.br), pela seção “Serviços”, ao lado das edições de 2009 a 2011.


Fonte: Site do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI)

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Oportunidades do PEB em Proj. Gerenciados pela FUNDEP

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada dia (14/12) no site da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (FUNDEP) oferecendo oportunidades para profissionais em três importantes projetos do Programa Espacial Brasileiro gerenciado por essa fundação.

Duda Falcão

Oportunidades em Projetos
Gerenciados pela FUNDEP

14/12/2012


Confira as vagas


- Pesquisador Graduado em Administração de Empresas
- Pesquisador Graduado em Engenharia Aeroespacial
- Pesquisador Graduado em Pedagogia
- Pesquisador Especialista em Gestão de Projetos
- Pesquisador Tecnólogo em Manufatura de Aeronaves


- Pesquisador Graduado em Engenharia Aeroespacial ou em Engenharia Mecânica ou Bacharelado em Física ou Matemática Aplicada
- Tecnologistas Sênior, Pleno e Júnior
- Técnico Sênior, Pleno e Júnior
- Analista Administrativo


- Pesquisador Graduado em Engenharia Eletrônica
- Pesquisador Técnico em Química


Fonte: Site da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (FUNDEP)

Comentário: Pois é leitor essa chamada de oportunidades para profissionais é o resultado dos convênios assinados em 27/11/2012 entre a Agência Espacial Brasileira (AEB) e a Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (FUNDEP) e publicados no Diário Oficial da União (DOU) em 04/12/2012 (veja a nota: “AEB Assina 3 Convênios de 3 Importantes Projetos do PEB”) que ajudarão muito o IAE na agilização desses projetos. Esse convênio com a FUNDEP trará não apenas agilidade nas compras e contratos, mas também liberará os pesquisadores para o seu trabalho de engenharia, livrando os mesmos da preocupação de lutar contra a burocracia. A notícia é muito boa e está ai a oportunidade para aqueles profissionais que desejam trabalhar no Programa Espacial Brasileiro. Agora é esperar e ver o resultado, o "Projeto SIA" é um grande exemplo de como esse modelo em parceria com a FUNDEP pode trazer resultados.

Governo Fará Ponte Entre Pesquisador do CsF e as Empresas

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria publicada hoje (26/12) no site do jornal “O Estado de São Paulo” destacando que o governo fará ponte entre pesquisador do programa Ciência Sem Fronteiras e as empresas.

Duda Falcão

Notícias

Governo Fará Ponte Entre Pesquisador
do Ciência Sem Fronteiras e Empresas

JOÃO VILLAVERDE / BRASÍLIA
O Estado de S.Paulo
26 de dezembro de 2012 | 2h 01

O governo federal passará a intermediar, a partir de 2013, o contato dos estudantes brasileiros com bolsas em universidades estrangeiras pagas por meio do programa Ciência Sem Fronteiras com empresas que têm planta no País. A ideia do governo Dilma Rousseff é direcionar os alunos que começam a retornar ao Brasil para trabalhar como pesquisadores nessas companhias.

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) já tem uma estrutura pronta, em São Paulo, para receber os estudantes que foram fazer cursos de graduação e doutorado no exterior e vão voltar ao Brasil. O objetivo é aproximar os pesquisadores das empresas, de forma a levá-los para o "canteiro de obras".

A primeira leva de estudantes "intermediados" pelo governo federal voltará no início do ano que vem ao País e já tem emprego garantido. Dez alunos de Engenharia que foram para os Estados Unidos concluir doutorado em 2012 serão contratados pela General Electric (GE) no Brasil. O presidente da GE já comunicou oficialmente o governo federal das contratações.

"Não existe país que tenha se desenvolvido sem uma classe forte de engenheiros, e isso nós não temos aqui no Brasil. Precisamos direcionar esses estudantes para as empresas no País", disse ao Estado o ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Marco Antônio Raupp, responsável pela iniciativa. O CNPq é vinculado ao ministério.

Segundo o ministro, o governo federal está fazendo um "enorme esforço" para fixar no Brasil os estudantes de ciências médicas, biológicas e naturais. Para Raupp, o programa Ciência Sem Fronteiras, lançado em 2011, "pode ajudar a dar uma visão internacional para os pesquisadores brasileiros, algo importante para um País que viveu décadas fechado", disse.

Para João Saboia, professor de economia da UFRJ e especialista em mercado de trabalho, o plano do governo é interessante, uma vez que aumentará a qualificação dos trabalhadores no País. "É um desafio dirigir o estudante que volta do exterior para o mercado de trabalho. Seria uma pena perdermos essa força de trabalho qualificada, especialmente em um momento em que as empresas estão demandando muito, oferecendo bons salários", disse Saboia.

Para o especialista da UFRJ, o grande desafio do governo será direcionar um contingente tão grande de estudantes para o mercado. A meta do Ciência Sem Fronteiras é conceder entre 2011 e 2014 bolsas de estudos no exterior de até três anos para 101 mil estudantes de graduação, mestrado e doutorado, em áreas consideradas estratégicas.

Bolsas de produtividade. Outra perna do programa de intermediação prevê a concessão de bolsas de produtividade, de R$ 50 mil por aluno, para que ele desenvolva pesquisas em áreas de interesse do governo. Os projetos terão prazo de três anos, a partir de 2013, e devem ser desenvolvidos em conjunto com uma empresa ou consórcio privado voltado para setores de petróleo e gás, energia elétrica e ciências biológicas, entre outros.

Denominado Ciência Inovadora Brasil, o programa também dará ao pesquisador uma bolsa de iniciação científica para ele oferecê-la a um estudante de graduação e duas bolsas de iniciação científica júnior para alunos do ensino médio da região onde o projeto será realizado. O governo quer incentivar a "regionalização" da pesquisa científica.

Outra iniciativa do programa será colocar à disposição, por meio do CNPq e da Capes, 6 mil bolsas para pesquisadores (3 mil para pesquisadores com mestrado concluído e 3 mil para doutores) para projetos de pesquisa feitos em parceria com empresas. Para ter acesso a uma dessas bolsas, o pesquisador deve apresentar um projeto inovador para a companhia, que, por seu lado, deve ceder um "co-orientador" para a pesquisa a ser desenvolvida.


Fonte: Site do jornal O Estado de São Paulo - 26/12/2012

Comentário: Veja você leitor que a notícia é interessante num contexto geral, mas se levarmos em conta o discurso do governo de que o setor espacial é estratégico na gestão Dilma Roussef, vamos notar nessa matéria que o discurso não bate com as ações, pois em momento algum o setor espacial é citado, demonstrando a real importância que esse desastroso governo dar e continuará dando ao PEB. Estou cheio dessa hipocrisia política que só engana aos tolos que ainda acreditam nessa presidente e em seus Blue Cats. 

O Falcon 9 Poderá Lançar o Nanosatc-BR-1 em 2013

Olá leitor!

Em contato com o coordenador técnico do projeto do Cubesat Nanosatc-BR-1, o pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Dr. Otavio Santos Cupertino Durão, o blog foi informado de que diferentemente do que estava previsto anteriormente, o Nanosatc-BR-1 não será mais lançando em abril de 2013 através de um foguete chinês, já que não foi possível preparar no INPE o processo interno a tempo, o que no final das contas pode ter sido bom, pois dará um maior tempo ao instituto para os testes com o cubesat.

Ainda, segundo o Dr. Durão, a estimativa agora é lançá-lo em setembro do mesmo ano através de um foguete “Falcon 9” da empresa americana SpaceX.

Vale dizer, para o menos informado que o Nanosatc-BR-1 é o primeiro projeto de Cubesat a ser desenvolvido no Brasil através de uma parceria entre o Centro Regional Sul do INPE e a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), ambos localizados na cidade gaúcha de Santa Maria.

O cubesat contará com dois instrumentos científicos, sendo um magnetômetro e  um detector de partículas de precipitação, para o monitoramento em tempo real do geoespaço, visando com isso o estudo da precipitação de partículas e de distúrbios na magnetosfera sobre o território brasileiro para a determinação de seus efeitos em regiões como a da Anomalia Magnética no Atlântico Sul (SAMA, sigla em inglês) e do setor brasileiro do eletrojato equatorial.

A SAMA é um anomalia, uma "falha" do campo magnético terrestre nesta região, que fica sobre o Brasil", explica o Dr. Otávio Durão. Como consequência desta anomalia, há um maior risco da presença de partículas de alta energia na região, que podem afetar as comunicações, os sinais de satélites de posicionamento global (como o GPS), ou mesmo causar falhas de equipamentos eletrônicos como computadores de bordo. O INPE estuda esta anomalia há décadas, contando com vários pesquisadores de renome internacional que, inclusive, participaram da definição da missão e de sua carga útil.

O Nanosac-BR-1 se realmente vier a ser lançado em setembro de 2013 pelo magnífico foguete “Falcon 9” (como é a expectativa do Dr. Durão), estará se tornado a primeira carga útil brasileira a ser lançada ao espaço por esse foguete, e confirmando ao mesmo tempo, uma vez mais, a incompetência, a má vontade e a total falta de compromisso dos de..loides do governo brasileiro nos últimos 23 anos (desde o Governo Collor de Melo) para com o nosso Programa Espacial, pois se assim não fosse, certamente o Nanosatc-BR-1 estaria no ano que vem sendo lançado ao espaço pelo nosso VLM-1, e não pela terceira vez por um foguete americano.

Duda Falcão


Fonte: Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Exercícios no Espaço

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria publicada na revista “PUCRS Informação”  de Julho/Agosto de 2012, revista esta publicada pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), destacando que equipamento criado pelo Laboratório de Engenharia Biomecânica Aeroespacial do Centro de Microgravidade (MicroG) dessa universidade gaúcha compensa efeitos da gravidade.

Duda Falcão

CIÊNCIA

Exercícios no Espaço

Equipamento criado no MicroG compensa efeitos da gravidade

PUCRS Informação
Julho/Agosto de 2012

Foto: Gilson Oliveira
Multiplataforma exercita coração,
ossos e músculos ao mesmo tempo

Criar um equipamento que compense os efeitos da microgravidade em astronautas nas viagens espaciais. Com este objetivo, a engenheira mecânica do Laboratório Norte-Americano de Pesquisa Naval, Christine Dailey, veio ao Brasil desenvolver parte de sua pesquisa de mestrado no Laboratório de Engenharia Biomecânica Aeroespacial do Centro de Microgravidade (MicroG) da PUCRS. Ela projetou uma multiplataforma que exercita os sistemas cardiovascular, ósseo e muscular ao mesmo tempo.

Exposição prolongada à microgravidade pode causar alterações importantes no funcionamento dos sistemas cardiovascular, ósseo e muscular, entre outros efeitos. Para avaliar se os exercícios trazem benefícios à saúde do astronauta, a mestranda em Engenharia Eletromecânica pela Embry-Riddle Aeronautical University veio especialmente trabalhar com a câmara de baixa pressão do MicroG. O projeto tem visão multidisciplinar e envolve as Faculdades de Engenharia, de Educação Física e Ciências do Desporto (FEFID) e o curso de Fisioterapia.

Segundo Christine, os aparelhos que existem hoje atuam num sistema por vez. “Nos Estados Unidos temos uma esteira, mas é grande e cara para desenvolver. A multiplataforma é uma inovação, mais leve e portátil, com um princípio simples. Será parecida com um aparelho de fazer estepe, com um sistema de molas para dar mais resistência e efeito”, comenta.

A primeira etapa de testes, com a câmara de baixa pressão desligada, fez medições de parâmetros fisiológicos e biomecânicos, avaliando o conforto do astronauta. O próximo passo é a análise das informações coletadas e o envio de artigos a revistas da área. A pesquisadora ficou no Brasil de janeiro a maio de 2012, mas planeja voltar para a segunda etapa de testes, com a câmara ligada.

Coordenador do Laboratório de Biomecânica Aeroespacial e professor da FEFID, Rafael Baptista conduz a parte biológica da pesquisa e explica que os mesmos efeitos da microgravidade são experimentados durante o envelhecimento. “Num futuro, essas técnicas que estamos desenvolvendo poderão ser usadas para minimizar problemas de saúde que surgem com a idade”, ressalta.

Motor Humano

O MicroG também trabalha no desenvolvimento de uma centrífuga humana, que permite simular condições semelhantes às de voo de alta performance com aceleração brusca. O equipamento já existe, mas este será o primeiro movido pelo exercício no Brasil e na América Latina.

Uma bicicleta, ligada por um cabo ao lado externo da centrífuga, funciona como motor quando pedalada e simula uma gravidade até cinco vezes maior que a terrestre (5G) para quem está no seu interior. O projeto, desenvolvido pelos irmãos e mestrandos em Engenharia Elétrica na PUCRS , Marcelo e Eduardo Albuquerque – sob orientação da coordenadora do MicroG, professora Thaís Russomano –, poderá ser utilizado para treinamento e deverá ficar à disposição dos estudantes da Faculdade de Ciências Aeronáuticas.

Responsável pela construção da parte mecânica da centrífuga, Marcelo destaca o baixo custo do aparelho, comparado a semelhante desenvolvido pela Agência Espacial Americana (NASA). “Comprei peças em excelente estado em ferro velho e em lojas de câmbio”, comenta.

A parte eletrônica para captação de dados como velocidade RPM, Força G, ECG da pessoa no interior da centrífuga e aceleração, desenvolvida por Eduardo, possibilitará pesquisas sobre o efeito do exercício no coração e na pressão arterial. As análises de dados começaram ainda no primeiro semestre de 2012 e são feitas em parceria com a FEFID e o curso de Fisioterapia.

Thaís destaca a possibilidade de as pesquisas desenvolvidas contribuírem para o estudo do ser humano nos ambientes cósmico e terrestre. “Todos os estudos têm, também, a intenção de cooperar de alguma forma com a medicina”, afirma.


Fonte: Revista PUCRS Informação - Edição nº 160 - pág. 20 - Jul / Ago 2012

Comentário: Já havia ouvido falar desse Grupo de Estudos em Microgravidade coordenado pela professora Thais Russomano na PUCRS, pois ela foi à pesquisadora responsável pelo experimento intitulado “Validação do Coletor de Sangue Arterializado do Lóbulo da Orelha para Uso em Avaliações Médicas de Astronautas Durante Missões Espaciais” selecionado em 2009 pelo 3º AO (Anuncio de Oportunidade) do Programa Microgravidade AEB. Lançado em 21/11/2006, esse 3º AO consistia no lançamento de duas missões espaciais com experimentos da comunidade científica brasileira. A primeira com um foguete VSB-30 do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) que veio ocorrer no final de 2010 (Operação Maracati II), e a segunda de Baikonur através de uma espaçonave Soyuz que levaria os experimentos para voar abordo da Estação Espacial Internacional (ISS), vôo este que não aconteceu até agora, pois como sabemos esse Programa Microgravidade da AEB é uma piada que infelizmente nunca funcionou direito (Detalhe: Segundo o que constava no 3º AO, esse vôo para ISS estava previsto para ocorrer em SET/2009). Entretanto, apesar do Programa Microgravidade da AEB nunca ter funcionado como se esperava, é evidente o grande avanço que esse "MicroG da PUCRS" vem alcançando nos últimos anos nessa área de microgravidade. Parabéns a Profa. Thais Russomano e ao seu grupo. Vocês são “GENTE QUE FAZ”.

domingo, 23 de dezembro de 2012

Livro Rev. Histórias Inéditas do ITA Contadas por Ex-Alunos

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (23/12) no site do jornal “O VALE”, destacando que livro revela histórias inéditas do ITA contadas por ex-alunos.

Duda Falcão

Nossa Região

Livro Revela Histórias Inéditas
do ITA Contadas por Ex-Alunos

Estudantes formados pela escola de engenharia mais disputada
do país revelam a rotina e a relação afetiva com o instituto

Xandu Alves
São José dos Campos
23 de dezembro de 2012 - 02:57

Foto: Thiago Leon
Fachada do ITA

A melhor escola do mundo para quem nela estuda. É assim a definição dos iteanos, os estudantes do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), de São José dos Campos, para a principal escola de engenharia do país.

Mas eles nem sempre concordam entre si, como revela um deles: “Ser iteano é discordar sempre de outro iteano, mesmo que ele concorde com você”.

Aparentemente contraditória, a frase do engenheiro mecânico-aeronáutico Marcelo Dias Ferreira, estudante da turma de 1994 e presidente da AEITA (Associação dos Engenheiros do ITA) desde 2010, mostra bem a complexidade que é a vida de quem passa cinco anos envolvido com o instituto.

Esse é o tempo de dedicação dos alunos a um dos sete cursos oferecidos no ITA, cujo vestibular é um dos mais concorridos do país.

Neste ano, 7.285 candidatos se inscreveram para 130 vagas --média de 56 por vaga.

Na UNESP (Universidade Estadual Paulista), o curso mais concorrido neste ano foi Medicina, com índice de 56,43 candidatos por vaga.

Criado em 1950, o ITA formou estudantes ilustres, como Ozires Silva, um dos fundadores da Embraer e ex-presidente da Petrobras.

Livro. Para contar toda essa história, mas pela ótica de ex-alunos e professores, a AEITA resolveu editar um livro luxuoso sobre o instituto, em duas partes. A primeira foi lançada em 19 de outubro deste ano, no encontro anual de engenheiros do ITA, em São José.

Com 240 páginas, capa dura e formato grande (21 x 29 cm), o livro “Histórias para contar, amigos para encontrar” traz depoimentos engraçados, inspiradores e reveladores de quem passou pelo ITA e ajudou a construir a história do instituto.

As instalações do complexo em São José acabaram se tornando históricas por terem sido projetados pelo arquiteto Oscar Niemeyer, morto aos 104 anos em 5 de dezembro.

Experiência.“A gente cria uma relação afetiva com o ITA. Todos temos orgulho de ter estudado lá”, afirmou Ferreira. “Essa é a melhor escola de engenharia do mundo, pelo menos para os iteanos.”

No livro, um desses apaixonados pelo instituto é o engenheiro e professor Newton Soler Saintive, 84 anos, único remanescente da primeira turma de iteanos.

Ainda na ativa, lecionando em uma escola formadora de técnicos de aeronáutica de São Paulo, Saintive se mostrou surpreso com a evolução do ITA através das décadas.

“Nunca imaginei que alcançaria o estágio atual e que engenheiros do ITA fossem a base da Embraer, que enche de orgulho todos os brasileiros.”

Namoro ou Amizade? Há histórias engraçadas, como a do iteano Wilson Ruiz, da turma de 1952, que se encantou com a filha do professor Lacaz e resolveu pedi-la em namoro. Detalhe: ele tinha 24 anos e a moça, apenas 13.

Os encontros tinham que ser escondidos até que Ruiz encontrou coragem para fazer o pedido de noivado. As intenções do estudante eram tão sérias, que o casamento deles já dura 55 anos.

O livro, que pode ser baixado gratuitamente no site da AEITA (www.aeita.com.br), ainda traz histórias de fantasmas, de alunos com insônia, de trote em veteranos e do golpe militar no Brasil.

‘Estudar no ITA é motivo de orgulho’
Entrevista com Marcelo Ferreira, presidente da AEITA

Como surgiu a ideia de produzir o livro sobre o ITA?

Começou em 2009, ano em que publicamos pela última vez um catálogo de referência de contato de ex-alunos, que saía a cada dois anos. Mas ele foi interrompido por falta de dinheiro. Assumi a Presidência da AEITA (Associação dos Engenheiros do ITA) em 2010 com a proposta de lançar um livro sobre a escola, com um formato moderno.

Vocês tentaram financiar a obra pela Lei Rouanet?

Sim. Estruturamos o projeto e aprovamos Ministério da Cultura, em 2011, mas não conseguimos captar nenhum centavo. Foi a maior frustração do primeiro mandato. Fui reeleito em 2012 e continuei com a ideia do livro.

Como ele foi concretizado?

Resolvemos fazer com dinheiro próprio. Dividimos o projeto em dois. O primeiro livro aborda a história do ITA de 1950 a 79 e o segundo, que será lançado em outubro de 2013, até os nossos dias. Por causa do custo, só pudemos publicar 2.500 exemplares, que foram enviados para os sócios da AEITA, escolas, bibliotecas e instituições. A nossa vontade é de ampliar essa tiragem.

O que traz o livro?

Histórias de ex-alunos que valem a pena ser contadas. Elas interessam muito a quem estudou no ITA, mas também a pessoas que gostam de boas histórias, sejam elas engraçadas, emocionantes ou históricas. Muita gente importante passou pelo ITA.

Essas histórias mostram um outro lado do ITA?

Sim. Muitas delas são bem interessantes para quem é de fora, para ver que não somos um bando de nerds que passa o dia inteiro estudando. Somos pessoas normais iguais a todo mundo.

Como foi o lançamento?

Foi na festa anual dos ex-alunos do ITA, em 19 de outubro deste ano, quando temos o tradicional evento ‘Sábado das origens’. O livro foi produzido em seis meses pela jornalista Ana Paula Soares, assessora de imprensa da AEITA.

É diferente estudar no ITA?

O ITA tem uma importância nacional. Para nós, é a melhor escola de engenharia do mundo. Todos têm orgulho de ter estudado lá.


Fonte: Site do Jornal “O VALE” - 23/12/2012