domingo, 31 de julho de 2011

Mais Sobre o Veículo Lançador TRONADOR II Argentino

Olá leitor!

Recentemente, postamos aqui no blog fotos da maquete do Veiculo Lançador de Satélites Argentino “TRONADOR II” que foi apresentado ao público (acredito que pela primeira vez) durante a realização da exposição “TECNÓPOLIS” em Buenos Aires na Argentina. (veja a nota: “O Veículo Lançador TRONADOR II Argentino”.

Entretanto, foi levantada por nós a dúvida (devido a sua aparência) se esse foguete seria realmente um lançador de satélites ou um foguete de sondagem do tipo SONDA IV brasileiro?

Achávamos que sendo a maquete do foguete apresentada em escala real, sua coifa (parte do foguete onde se coloca o satélite) não parecia ser capaz de carregar um satélite de 200 kg, como anunciado pela CONAE argentina em diversas matérias na mídia internacional.

Porém, como não somos engenheiros e muito menos especialistas, solicitamos a ajuda de nossos leitores engenheiros, e prontamente recebemos o apoio do Eng. José Miraglia do grupo paulista “Edge Of Space” que nos enviou a concepção artística interna do TRONADOR II (ao lado), tirando de nós qualquer dúvida que houvesse quanto a esse foguete argentino.

Segundo o Eng. Miraglia, nessa configuração de quatro estágios, o foguete “TRONADOR II” utilizará o propelente teróxido de nitrogênio (NTO) e a mono metil hidrazina (MMH), numa configuração muito semelhante ao antigo lançador britânico "Black Arrow" veja: http://en.wikipedia.org/wiki/File:BlackArrowCR2.svg

Ainda segundo o Eng. Miraglia, a solução argentina é "pé no chão", já que utilizando NTO e MMH como propelentes, eles conseguem um alto Isp e não precisam de ignição, pois a mistura é hipergólica e fogem do problema de instabilidade de combustão, apesar do propelente ser tóxico, mas ele lembra que o propelente sólido do nosso VLS também é altamente tóxico.

Finalizando, o engenheiro diz que o Brasil de "forma ousada" optou pelo estagiamento paralelo no VLS (nenhum país utilizou esta configuração no seu primeiro lançador, já que a mesma é uma solução mais complexa) e de que na opinião dele os argentinos estão caminhando na direção certa, apesar dele não acreditar num lançamento desse foguete para os próximos anos como divulgado pela CONAE.

Aproveitamos para agradecer ao Eng. José Miraglia pelos esclarecimentos e desejar sucesso aos hermanos argentinos.


Duda Falcão

IFF Presente em Pesquisa Internacional de Satélites

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota publicada dia (22/07) no site do “Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense (IFF)” destacando que “Campus Centro” desse instituto carioca assinou “Carta de Intenções” para participar de grupo de universidades que enviarão pequenos satélite ao espaço.

Duda Falcão

Notícias

IFF Presente em Pesquisa Internacional

Campus Centro assinou carta de intenções visando integrar
grupo de 50 universidades que enviarão ao espaço pequenos
satélites para estudo da Termosfera.

22/07/2011

Cedric no laboratório onde poderão ser produzidas
peças do satélite. (Foto: Leandro Vicente)
O ingresso do IFF no projeto, através do Campus Campos Centro, permitirá o envolvimento de alunos e professores de áreas como eletrônica, automação, informática, mecânica, física e matemática. A instituição ficaria responsável pela construção de um dos 50 satélites que possuirá dimensões de 10 cm x 10 cm x 20 cm e peso máximo de dois quilogramas.

Outra tarefa que caberá ao IFF, no caso de ser selecionado como parceiro, é a montagem de uma estação de rádio para monitoração e coleta de dados dos pequenos satélites em órbita. Isto deverá acontecer entre junho e setembro de 2014, período em que o atrito é menor na Termosfera. No final do período, os satélites já estarão a 90 km da Terra, numa faixa de maior atrito quando se desintegrarão. Caberá à equipe do IFF, desenvolver os subsistemas responsáveis pela leitura da temperatura sobre os sensores contidos no satélite durante a reentrada. Todos os satélites serão equipados com diversos sensores padronizados e fornecidos pelo centro de pesquisa.

Pesquisa - Como o custo de uma rede com satélites industriais é elevado, a NASA e a Agência Espacial Européia não têm algumas informações importantes sobre a Termosfera na faixa situada entre 90 km e 320 km acima da superfície da Terra. Em novembro de 2010, o professor Marcelo de Oliveira Souza, do Clube de Astronomia Louis Cruls tomou conhecimento do projeto e o apresentou ao professor dos cursos de Informática e Engenharia de Controle e Automação do campus, Cedric Salotto Cordeiro.

Ambos procuram o Diretor Geral do Campus Campos Centro, Jefferson Manhães de Azevedo, para proporem que o campus entrasse na concorrência assinando a carta de intenções. De acordo com Cedric, uma etapa essencial da empreitada é obter financiamento de uma instituição externa. Por isso, o projeto desenvolvido na parceria entre o Instituto e o Clube de Astronomia foi apresentado à Petrobras e já está em apreciação pela diretoria da estatal.

QB50 Nesta segunda-feira (25/07), Cedric embarca para a Bélgica para participar do Second QB50 Workshop a ser realizado nos dias 26 e 27 de julho no Von Karman Institute for Fluid Dynamics (sede do centro de pesquisa). Ele estará representando o IF Fluminense que é a única instituição brasileira envolvida no projeto. Há universidades do Peru e do Chile também concorrendo pela América do Sul. Entre outros temas desse segundo encontro haverá discussões sobre as tarefas pertinentes a cada instituição e os kits de sensores.

- Creio que é muito importante para o Instituto porque nossos estudantes estarão envolvidos com uma cultura tecnológica aeroespacial, além de participarem de um grande esforço conjunto entre as diversas universidades do mundo inteiro para projetarem e construírem esta rede de nano satélites. – destaca Cedric.

Para o Diretor Geral do Campus, Jefferson Azevedo, trata-se de uma oportunidade significativa para o IFF e seus estudantes.

- O objetivo é despertar o interesse pela Ciência. Nesse sentido a astronáutica é um elemento motivador por sua interdisciplinaridade. Ao mesmo tempo o projeto coloca nossa instituição numa frente tecnológica.

Veja aqui outras informações sobre o projeto e o evento.


Fonte: Site do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense (IFF)

Comentário: Realmente o professor Marcelo de Oliveira Souza, do Clube de Astronomia Louis Cruls de Campos dos Goytacazes (RJ) faz parte de um hall de realizadores como o professor Cândido Moura da Escola Municipal Tancredo Neves de Ubatuba (SP), o professor Marcos Luna do Núcleo Tecnológico do Agreste (NTA) de Bezerros (PE), o professor Emerson Lima do Instituto Federal de Alagoas (IFAL) de Palmeira dos Índios (AL) e do professor Andrevaldo Glaidson Pereira Tavares da Escola Estadual de Educação Profissional Otília Correia Saraiva - Liceu de Barbalha, da cidade de Barbalha (CE). Professores que mesmo com grandes dificuldades realizam em suas regiões atividades educacionais nas áreas de astronáutica, robótica e ciência e tecnologia como um todo, que merecem grande destaque. Caso o IF Fluminense venha ser selecionado para esse programa internacional de pequenos satélites, o mesmo estará se juntando a um seleto grupo de escolas e universidades que atualmente estão desenvolvendo satélites educacionais no Brasil. São elas: a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) de Santa Maria (RS), que está desenvolvendo o nanosatélite “NANOSATC-BR”, a Escola Municipal Tancredo Neves de Ubatuba (SP), que está desenvolvendo o tubesat “TANCREDO-1” e as Universidades ITA, UFRN, USP, UEL, UNICAMP, UnB, FEG-UNESP e a universidade alemã TU Berlim, que estão desenvolvendo o microsatélite universitário ITASAT-1. O blog “BRAZILIAN SPACE” parabeniza ao professor Marcelo de Oliveira Souza, do Clube de Astronomia Louis Cruls por mais essa grande iniciativa e aproveita também para parabenizar a todos os professores citados pelo trabalho que todos realizam em suas regiões do País. Vale lembrar também que o Núcleo Tecnológico do Agreste (NTA) de Bezerros (PE) aceitou no ano passado o desafio de desenvolver um picosatélite feito pelo nosso blog, projeto esse deverá ser aproveitado para a competição do “N-Prize” que o NTA está participando.

Dupla Brasileira Planeja Missão a Marte da NASA

Olá leitor!

Segue abaixo uma pequena notícia publicada hoje (31/07) no jornal “O VALE” destacando que dois pesquisadores brasileiros com ligação no Vale do Paraíba participarão de missão marciana da NASA.

Duda Falcão

REGIÃO

Dupla Planeja Missão a Marte

Vale ‘exporta’ cientistas para a NASA

Filipe Manoukian
São José dos Campos
31 de julho 2011 - 04:09


Duas das ‘cabeças’ responsáveis pela terceira expedição da NASA (agência espacial norte-americana) a Marte são brasileiras e com ligações no Vale do Paraíba.

Nilton Renno, de São José, é um dos cientistas que vai controlar a Curiosity (nave que será enviada a Marte) para procurar vida no planeta vermelho.

Renno cresceu em São José, estudou engenharia na Unicamp, fez mestrado no INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e saiu do país em 1986 para fazer doutorado no MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), nos Estados Unidos.

Nascido em Guaratinguetá, Ramon Perez de Paula é executivo da NASA. O monitoramentos das missões espaciais e possíveis resolução dos problemas passam por seu crivo.

Lançamento - O lançamento do Curiosity está previsto para o fim deste ano e sua chegada ao planeta deve ocorrer por volta de agosto de 2012.

“Ela vai aterrissar num local que tem material argiloso, portanto, que teve muita água liquida no passado distante. É um local com bom potencial para se encontrar material orgânico, se a vida um dia se desenvolveu em Marte. A expectativa dos cientistas é grande”, afirmou Renno.

“As descobertas das missões poderão ajudar a humanidade a proteger a Terra e a entender melhor a historia do universo e nossa origem”, disse Ramon de Paula.


Fonte: Site do jornal “O VALE” - 31/07/2011

Comentário: Fico a me perguntar se os pesquisadores Dr. Nilton Renno, Dr. Ramon Perez de Paula, Dra. Rosaly Lopes, Dra. Jacqueline Lyra e tantos outros brasileiros que trabalham fora do país em outras agências espaciais não poderiam estar trabalhando em prol do Programa Espacial Brasileiro? É claro que poderiam, mas então porque não estão? Porque enquanto nesses países existem melhores condições de salário e de trabalho, verdadeiros desafios tecnológicos e principalmente seriedade, aqui no Brasil o pesquisador é obrigado a se submeter a leis incompatíveis com o desempenho de sua função, salários baixos, falta de recursos adequados, cronogramas de projetos esticados e principalmente tendo de conviver com promessas nunca cumpridas por figuras que aparecem de vez em quando travestidos de paletó italiano usando por baixo virtuosas fantasias de menestréis.

INPE Festeja 50 Anos com Evento Especial

Olá leitor!

Segue abaixo uma pequena notícia publicada hoje (31/07) no jornal “O VALE” destacando que o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) irá festejar nesta quarta-feira (03/08) seus 50 anos de fundação com um evento especial com a presença do ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante.

Duda Falcão

REGIÃO

INPE Festeja 50 Anos
com Evento Especial

São José dos Campos
31 de julho de 2011 - 04:12

O INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), de São José dos Campos, completa 50 anos na próxima quarta-feira.

Para celebrar o cinqüentenário, a direção da instituição promoverá solenidade especial na quinta-feira, com a presença do ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante.

No evento, serão homenageados os servidores que completam 10, 15, 20, 25, 30, 35 e 40 anos de atividades, bem como os aposentados no último ano e aqueles que também obtiveram destaque nas áreas de pesquisa, gestão e desenvolvimento tecnológico.

Também está prevista uma homenagem da Câmara de São José dos Campos ao INPE.

No sábado haverá um recital em que se apresentarão, entre outros artistas locais, grupos formados por servidores do instituto, e a Orquestra Jazz Sinfônica de São Paulo, que encerrará as atividades comemorativas do cinqüentenário do instituto.

O INPE é a instituição brasileira de pesquisa com maior visibilidade internacional.


Fonte: Site do jornal “O VALE” - 31/07/2011

Comentário: Tá ai ministro Mercadante uma boa oportunidade para o senhor surpreender a todos lançando nesse evento o edital para a contratação de novos servidores tanto para o INPE quanto para o DCTA/IAE. Prove a todos que o senhor está realmente antenado com o PEB e que não faz parte do hall dos históricos "Menestréis de Brasília", gente que marcou época com os seus virtuosos paletós italianos e pomposas promessa vazias. O banquinho tá vago ainda e torço para que o senhor não venha ocupá-lo.

sábado, 30 de julho de 2011

Encontrado o Primeiro Asteróide Troiano da Terra

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada dia (28/07) no site do jornal “O Estado de São Paulo” destacando que foi encontrado o primeiro asteróide troiano da Terra.

Duda Falcão

Sonda Encontra o Primeiro
Asteróide Troiano da Terra

O 2010 TK7 orbita o Sol junto ao nosso planeta e
está a cerca de 80 milhões de quilômetros

estadão.com.br
28 de julho de 2011 - 11h 36


SÃO PAULO - Observações feitas com uma sonda da missão Wise (Wide-field Infrared Survey Explorer) da NASA permitiu a localização de um asteróide troiano, chamado de 2010 TK7, que orbita o Sol junto com a Terra. Os cientistas já tinham localizados corpos celestes semelhantes próximos a Júpiter, Marte e Netuno, o que levava a crer que encontrar um destes perto da Terra era apenas questão de tempo. Também já foi encontrado asteróides troianos compartilhando a órbita de duas luas de Saturno.

A NASA explica que os asteróide troianos são aqueles que compartilham a órbita próximo a pontos estáveis na frente ou atrás dos seus planetas "companheiros", o que torna a colisão destes asteróides improváveis.

A dificuldade em encontrar estes corpos celestes pode ser explicada pelo tamanho, eles são muito pequenos. Além disso, eles aparecem próximos ao Sol a partir do ponto de vista da Terra.

"Esses asteróides aparecem na maior parte do tempo durante o dia, fazendo com que seja muito difícil vê-los", disse Martin Connors da Universidade de Athabasca, no Canadá, principal autor do artigo publicado na revista Nature sobre o assunto. "Mas finalmente encontramos um, porque esse objeto tem uma órbita incomum que faz com que ele se distancie do Sol além do que é considerado típico para um asteróide troiano".

O 2010 TK7 tem 300 metros de diâmetro e está a cerca de 80 milhões de quilômetros da Terra. A órbita do asteróide está bem definida e ele não deverá chegar mais perto da Terra que 24 milhões de quilômetros pelos próximos 100 anos.

video

Fonte: Site do Jornal O Estado de São Paulo

Argentina y Brasil Apoyan La Cooperación Espacial

Hola Lector!

Sigue abajo uma materia publicada en español hoy (30/07) en el website “http://www.infoespacial.com/” destacando que las presidentas de Argentina y Brasil apoyan la Cooperación Espacial entre ambos países.

Duda Falcão

Noticias

En una reunión bilateral

Las Presidentas de Argentina y Brasil
Apoyan la Cooperación Espacial
Entre Ambos Países

30/07/2011

Foto: Reuters

(infoespacial.com) Brasilia - El aumento de la cooperación bilateral en materia espacial, en concreto a través del desarrollo del Satélite Argentino Brasileño de Observación de los Océanos (SABIA MAR) fue uno de los aspectos acordados durante el encuentro que mantuvieron este viernes en Brasilia las presidentas Cristina Fernández de Kirchner y Dilma Rousseff.

Esta ha sido la segunda reunión de trabajo entre ambas mandatarias desde enero pasado. Las jefas de Estados repasaron la agenda bilateral, regional y multilateral e insistieron en aspectos de la cooperación entre las dos naciones.

Al término de la reunión, las dos presidentas brindaron una conferencia de prensa conjunta en la que resaltaron la idea del que el destino común de la Argentina y Brasil es "la integración de los procesos de producción" de ambos países, y destacó la "alianza estratégica" entre las dos naciones.

La presidenta brasileña aseguró expresamente que espera que los avances en las relaciones se extiendan con los proyectos de cooperación en defensa y en las áreas espacial y nuclear que negocia desde su primera reunión con Fernández en enero.

"En el encuentro de este viernes identificamos oportunidades en varias áreas, además de la social, porque no sólo producimos alimentos sino también tecnología. Los dos países podemos tener actuación profunda en esta área", dijo.

Por su parte, en el comunicado oficial conjunto de la reunión figura como uno de los proyectos de cooperación estimados como prioritarios el del Satélite Argentino-Brasileño de Observación de Océanos.

Según este documento, las presidentas “Reafirmaron el compromiso con el proyecto SABIA-MAR y tomaron nota de la división de tareas acordada entre las áreas competentes de los dos países”. “Instruyeron a las áreas competentes a realizar nuevas reuniones a fin de que sea finalizada la revisión técnica del proyecto y reiteraron la importancia de que los recursos financieros para todas las fases del proyecto SABIA-MAR estén previstos en los presupuestos de los dos gobiernos en los próximos años".

SABIA MAR

SABIA-MAR (Satélite Argentino-Brasileño de Informaciones sobre Recursos Hídricos, Agricultura y Ambiente), también conocido como SAC-E dentro de la serie satelital argentina, es un proyecto binacional que representará el máximo grado de cooperación entre Brasil y Argentina alcanzado hasta ahora en materia espacial.

Se trata de un satélite de observación principalmente destinado a la prevención meteorológica, el estudio del mar, y la obtención de informacion útil agrícola y geológica y, el estudio de la deforestación. Esto se realiza con alta resolución espectral, espacial y temporal sobre todo el área del MERCOSUR.

Este proyecto se ha venido planeando hace mucho tiempo pero por diversas circunstancias políticas, técnicas y económicas fue suspendido varias veces. En febrero de 2008, de acuerdo a la voluntad política de los presidentes Cristina Fernández y Luis Ignacio Lula se recuperó el programa de cooperación entre la CONAE argentina la Agencia Espacial Brasileña (AEB) y el Instituto Nacional de Investigaciones Espaciales (INPE) también brasileño.


Fuente: Website www.infoespacial.com

SpaceMETA Analisa Plataforma da Aldebaram Robotics

Olá leitor!

A equipe brasileira “SpaceMETA” participante do “Google Lunar X Prize” iniciou recentemente uma análise da “Plataforma NAO” da empresa francesa “Aldebaram Robotics” visando ajudar no desenvolvimento de algoritmos de super-sensoriamento do “Módulo Lunar SOLITAIRE”.

Abaixo, segue um vídeo em inglês sobre o “Robô humanóide NAO” desenvolvido por essa empresa francesa :


Duda Falcão


Fonte: Site do Google Lunar X Prize

Comunicado Conjunto Brasil-Argentina

Olá leitor!

Como você deve saber a presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, está visitando o Brasil e ontem (29/07) foi assinada em Brasília um “Comunicado Conjunto” entre os dois países tratando de diversos assuntos e entre eles um dos projetos espaciais da "Cooperação Espacial Brasil-Argentina".

Abaixo segue a reprodução do parágrafo desse Comunicado Conjunto que trata sobre esse projeto espacial entre os dois países:

“Projeto 4 - Cooperação Espacial: Satélite Argentino–Brasileiro de Observação dos Oceanos

Reafirmaram o comprometimento com o projeto SABIA-MAR e tomaram nota da divisão de tarefas acordada entre as áreas competentes dos dois países.

Instruíram as áreas competentes a realizar novas reuniões a fim de que seja finalizada a revisão técnica do projeto.

Reiteraram a importância de que os recursos financeiros para todas as fases do projeto SABIA-MAR estejam previstos nos orçamentos dos dois Governos nos próximos anos."



Fonte: Site do Ministério das Relações Exteriores (MRE)

Comentário: Desse vez leitor já se nota um avanço com relação ao que havia sido divulgado na declaração conjunta durante a visita da presidente DILMA a Argentina em janeiro desse ano (veja a nota: “A Visita da Presidente DILMA a Argentina e o PEB”). Nesta declaração decisões são feitas para a continuidade do desenvolvimento do projeto, coisa que na declaração anterior foi passada a imagem de "enchimento de lingüiça". Torço para que realmente esse projeto siga em frente com o dinamismo que se espera e que não sejam mais necessários 12 anos para que o mesmo saia do papel.

Workshop Sobre Missões Espaciais da AAB

Olá leitor!

Como divulgado aqui no blog (veja a nota: “AAB Realiza WorkshopSobre Missões Espaciais do PEB”), a Associação Aeroespacial Brasileira (AAB) realizou  em 30 de junho de 2011 na Sala Roger Honiat do Laboratório de Integração e Testes (LIT) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) o “Workshop Missões Espaciais”, que foi o primeiro dos workshops que tem como propósito aprofundar as discussões sobre as propostas apresentadas no documento "A Visão da AAB para o Programa Espacial Brasileiro".

As palestras do workshop foram apresentadas pelo Diretor de Engenharia da empresa brasileira STAR ONE, Paolino Ianelli, sobre o tema “Telecomunicações”, pelo ex-Chefe do CPTEC/INPE, Luiz Augusto Machado, sobre o tema “Meteorologia”, pelo diretor-presidente da empresa brasileira EQUATORIAL SISTEMAS, Cezar Ghizoni, sobre o tema  “Sensoriamento Remoto”, e pelo Coordenador do PROJETO ASTER no INPE, Haroldo Velho, sobre o tema “Satélites Científicos e Tecnológicos”.

Abaixo seguem os títulos das palestras com os respectivos links para arquivos (em pdf) que vale a pena conferir:

* Missões de Telecomunicações em Satélites - Paolino Ianelli da empresa STAR ONE


* Observação da Terra - Cezar Ghizoni da empresa EQUATORIAL SISTEMAS

* Satélites Científicos e Tecnológicos - Haroldo Velho do INPE

Duda Falcão


Fonte: Site da Associação Aeroespacial Brasileira (AAB)

sexta-feira, 29 de julho de 2011

O Veículo Lançador TRONADOR II Argentino

Olá leitor!

Durante a realização da feira de ciências TECNÓPOLIS que está acontecendo em Buenos Aires, na Argentina, como não poderia deixar de ser a “Comissão Nacional de Atividades Espaciais (CONAE)” da Argentina está apresentando ao público presente os projetos espaciais em desenvolvimento neste país.

Assim sendo, está sendo apresentada (talvez pela primeira vez em público) uma maquete em tamanho real do lançador argentino TRONADOR II (veja as fotos abaixo) que segundo consta terá 30 metros de altura e será capaz de colocar uma carga útil (satélite) em órbita da Terra de até 200 kg a partir de 2013.

Fica claro pelas fotos leitor que se essa maquete realmente for em tamanho real como noticiado pela imprensa argentina, a mesma apresenta uma concepção de lançador muito mais simples que a do VLS-1. Porém, não me parece que esse foguete seja um satelitizador. Para mim, apesar da sua altura divulgada, o mesmo parece está mais para um foguete de sondagem superior ao antigo SONDA IV brasileiro.

Entretanto, não sou um especialista do assunto, e espero contar com a opinião dos nossos leitores engenheiros para que assim possamos chegar a uma conclusão.

Duda Falcão



Fonte: Site da Comissão Nacional de Atividades Espaciais (CONAE)

São Meros Detalhes

Olá leitor!

Estamos as portas do mês de agosto e as notícias (como as divulgadas hoje pela matéria do jornal “O Estado do Maranhão”) dão conta de que o VLS-1 XVT-01 (primeiro dos dois vôos tecnológicos previstos) será lançado ainda no primeiro semestre do ano que vem, coisa que com o andar da carruagem dificilmente acontecerá.

No entanto, segundo o que disse para o jornal maranhense ontem em Alcântara, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, estará entregando em breve um relatório a presidente Dilma Rousseff solicitando mais verbas para o Programa Espacial Brasileiro como um todo.

Apesar da grande expectativa da "Comunidade Espacial" do País em torno desse novo governo, a verdade é que até o momento o que se tem visto é à diminuição dos recursos que já não eram suficientes para atender a demanda em curso, e que agora ameaçam seriamente o cronograma de lançamento do VLS-1 em 2012, repetindo um corriqueiro procedimento adotado durante o governo do humorista LULA, mesmo ambos estabelecendo publicamente este programa como estratégico para o País.

Ora leitor, creio que você, como eu, tenha um entendimento bem diferente do que seja 'estratégico' ou não. Em outras palavras, ou é estratégico ou não é, não existe meio termo.

Entretanto, parece-me que na visão distorcida adotada pela classe política desse País, 'estratégico' é algo sem importância política e que deve ser conduzido em “Banho Maria”, pois normalmente esta relacionado com um assunto que não gera voto, e conseqüentemente é 'irrelevante'.

Lembro-me que um influente político interiorano aqui na Bahia costumava dizer a amigos em off: “Interesses do povo caros companheiros, são meros detalhes”, e assim é feita a política nessa terra verde amarela onde já na década de 70 dizia-se: “Brasil, amo- o, ou deixe-o” e chegamos nos dias de hoje.

Apesar disso, o Programa Espacial Brasileiro não se resume unicamente ao projeto do VLS-1, e assim sendo, segue em frente com grande dificuldade com o seu cronograma para o ano de 2011, tanto com atividades ainda previstas no Brasil, quanto fora dele.

Deixando de lado as atividades do INPE (já que nada será realizado de relevante esse ano por essa instituição, só em 2012 com o lançamento do CBERS-3), segundo informações que o blog tem colhido, as atividades que envolvem alguma participação do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) ainda esse ano serão as seguintes:

NO BRASIL:

* Atividades de lançamento de foguetes de treinamento FTB, FTI e talvez de um foguete Orion, tanto do CLBI como do CLA.

* A continuação dos testes de desenvolvimento do “Sistema de Alimentação de Motor Foguete (SAMF)” que será utilizado pelo futuro foguete de sondagem a propulsão líquida “VS-15”.

* A continuação dos testes de qualificação para o modelo de vôo da “SARA Suborbital” visando o seu lançamento em 2012 (dependerá da atitude do governo).

* A continuação dos estudos e testes no LAP (Laboratório de Propulsão Líquida – IAE) visando o desenvolvimento do futuro motor-foguete líquido L75.

* A continuação da preparação dos equipamentos e dos testes necessários para o vôo do VLS-1 XVT-01 em 2012. Ai incluído a “Operação Uirapuru” (teste do motor-foguete S-43 do VLS-1 em banco de provas na Usina Coronel Abner – UCA) previsto para ocorrer em outubro. (Esse vôo só dependerá do governo, pois não há mais qualquer empecilho técnico para que o mesmo aconteça).

* A continuação dos testes na Torre Móvel de Integração (TMI) visando deixá-la pronta para o vôo do VLS-1 XVT-01 em 2012.

NO EXTERIOR:

* Atividade de lançamento do foguete VS-40 da “Operação SHEFEX II” prevista para ocorrer do Andoya Rocket Range, na Noruega, na primeira quinzena de setembro.

* Atividade de lançamento do foguete VS-30/Orion da “Operação HIFIRE-5” prevista para ocorrer do Woomera Rocket Range, na Austrália, no início de outubro.

* Atividade de lançamento do foguete VSB-30 da “Operação TEXUS-48” prevista para ocorrer do Centro Espacial de Esrange, na Suécia, no início de novembro

* Atividade de lançamento do foguete VSB-30 da “Operação MASER 12” prevista para ocorrer do Centro Espacial de Esrange, na Suécia, no final de novembro.

* Atividade de lançamento do foguete VS-30/Orion da “Operação ICI-3” prevista para ocorrer do Andoya Rocket Range, na Noruega, entre o final de novembro e inicio de dezembro.

Pois é leitor, como você pode notar até o final do ano esta previsto que o IAE estará envolvido com uma série de atividades no Brasil e no exterior.

Entretanto, devo lembrar ao leitor que os períodos aqui apresentados tanto para as atividades no Brasil como as do exterior, são unicamente previsões e podem ainda não acontecer, ou seja, dependerá de uma série de fatores.

Duda Falcão


Fonte: Diversas

Saiba as Modalidades de Bolsa do Ciência sem Fronteiras

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria publicada hoje (29/07) no site do “Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT)” destacando o programa de bolsas “Ciência sem Fronteiras” lançado recentemente pelo governo.

Duda Falcão

Conheça as Oito Modalidades
de Bolsa do Ciência sem Fronteiras

29/07/2011 – 07:00

Até 2014, o governo federal vai conceder 75 mil bolsas para estudantes e pesquisadores por meio do programa Ciência sem Fronteiras, parceria do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) com o Ministério da Educação (MEC). Serão oferecidas oito modalidades de apoio, principalmente ao estudo de brasileiros no exterior, por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Tecnológico (CNPq/MCT) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC).

O site do programa, que já está no ar com informações básicas, será lançado oficialmente na próxima segunda-feira (1º) para tirar dúvidas. O processo de seleção dos alunos começará neste semestre, segundo o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante. “O critério é mérito e mérito não é QI de quem indica. O método é o desempenho que o aluno teve em critérios objetivos e republicanos”, garantiu.

As áreas estratégicas do programa são engenharias e ciências básicas e tecnológicas (leia mais abaixo). As bolsas de intercâmbio se dirigem a três níveis de estudo: graduação, doutorado e pós-doutorado.

A Bolsa Brasil de Graduação Sanduíche (SWG) irá contemplar os estudantes que completaram ao menos 40% e no máximo 80% do curso. O estudante deverá ainda se comprometer a permanecer no Brasil o tempo mínimo equivalente ao que esteve fora do país como bolsista.

O potencial e o desempenho acadêmico serão critérios de seleção. Estudantes que ingressaram na instituição pelo do Programa Universidade para Todos (ProUni) ou do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e que obtiveram nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) superior a 600 pontos também poderão participar.

Instituições de Ensino Superior que participam dos programas de Iniciação Científica (Pibic) e Tecnológica (Pibit) do CNPq receberão cotas para selecionar alunos. O processo será feito pela instituição, mas a escolha será do CNPq. Para estudar fora do país, os alunos vão ganhar passagem aérea, seguro saúde, auxílio instalação e uma bolsa mensal de US$ 870. As taxas escolares também serão bancadas pelo Ciência Sem Fronteiras.

As bolsas Brasil Doutorado Sanduíche no Exterior (SWE) e Doutorado Integral no Exterior (GDE) terão processos de seleção divulgados periodicamente. Os benefícios compreendem bolsa mensal de US$ 1,3 mil, passagem aérea, seguro saúde, auxílio instalação e taxas escolares. Também serão concedidas cotas de bolsas na modalidade SWE para os cursos de pós-graduação com conceito maior ou igual a 4 na classificação da Capes.

Bolsas para pesquisadores

Entre 2011 e 2014, 660 pesquisadores serão escolhidos para fazer parte da Bolsa Brasil Estágio Sênior (ESN). Com duração de três a seis meses, essa modalidade prevê bolsa mensal de US$ 2,3 mil, passagem aérea, seguro-saúde e auxílio instalação. Pesquisadores doutores com formação obtida há pelo menos oito anos podem concorrer às vagas.

Outra modalidade voltada para profissionais com mais experiência é a Bolsa Brasil Pós-Doutorado no Exterior (PDE). Cinco mil cartas de estudo com bolsa mensal de US$ 2,1 mil, passagem aérea, seguro saúde e auxílio instalação serão concedidas até o fim da primeira edição do Ciência Sem Fronteiras.

As bolsas PDE são voltadas ao pesquisador doutor que pretenda complementar a formação com os temas e prioridades do programa. A duração da bolsa é de um ano. Tanto na modalidade ESN como na PDE, CNPq vão conceder cotas de bolsas aos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs).

Há, por fim, o Bolsa Brasil Treinamento de Especialistas no Exterior (SPE), cujos benefícios são: valor de R$ 1.300 mensais, passagens aéreas, seguro-saúde e auxílio de instalação.

Para atrair ou repatriar talentos e lideranças científicas

Para atrair pesquisadores de outros países e brasileiros residentes no exterior, o programa Ciência Sem Fronteiras terá duas modalidades: Bolsa Brasil Jovens Cientistas de Grande Talento (BJT) e Bolsa Brasil Pesquisador Visitante Especial (PVE).

A primeira prevê que o cientista fique no país por três anos. Ele receberá passagem aérea, auxílio instalação, cota de bolsa de iniciação científica, auxílio financeiro para o laboratório e bolsa de R$ 7 mil por mês.

A PVE é uma modalidade de bolsa diferenciada. O objetivo é atrair lideranças científicas internacionalmente reconhecidas. O pesquisador deve se dispor a permanecer no Brasil por algum tempo enquanto a bolsa estiver em vigência. Além disso, também deve se comprometer a receber brasileiros nos laboratórios no exterior.

Entre os benefícios, estão a cota mensal de R$ 14 mil, que será paga quando ele estiver no Brasil, uma viagem anual para o pesquisador, uma bolsa de Pós-Doutorado Júnior (PDJ) e uma bolsa (SWE), além de R$ 50 mil por ano de custeio para o laboratório hospedeiro.

Mais sobre o programa

O Programa Ciência sem Fronteiras objetiva estimular o avanço da ciência nacional em tecnologia, inovação e competitividade, por meio da expansão da mobilidade internacional. Para alcançar esse objetivo é preciso aumentar a presença de pesquisadores e estudantes brasileiros em instituições de excelência no exterior. Além de atrair jovens talentos científicos e investigadores para trabalhar no Brasil.

O CNPq concederá 35 mil bolsas, um investimento de R$ 1,43 bilhão. Já a Capes concederá 40 mil bolsas, com recursos de R$ 1,73 bilhão. No total serão investidos R$ 3,16 bilhões.

Além das 75 mil bolsas que vai custear, o governo espera que a iniciativa privada arque com mais 25 mil, totalizando 100 mil bolsas até 2014.

As áreas estratégicas são:

- Engenharias e demais áreas tecnológicas;
- Ciências Exatas e da Terra: Física, Química e Geociências;
- Biologia, Ciências Biomédicas e da Saúde;
- Computação e Tecnologias da Informação;
- Tecnologia Aeroespacial;
- Fármacos;
- Produção Agrícola Sustentável;
- Petróleo, Gás e Carvão Mineral;
- Energias Renováveis;
- Tecnologia Mineral;
- Tecnologia Nuclear;
- Biotecnologia;
- Nanotecnologia e Novos Materiais;
- Tecnologia de prevenção e migração de desastres naturais;
- Tecnologias de transição para a economia verde;
- Biodiversidade e Bioprospecção;
- Ciências do Mar;
- Indústria Criativa;
- Formação de Tecnólogos.

Veja a apresentação do ministro sobre o programa.


Fonte: Site do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT)

Comentário: Ora, não há como negar leitor que se esse programa for realmente implantado na íntegra pelo governo e com a competência necessária, que o mesmo será altamente benéfico para a área de formação de novos profissionais do setor de ciência e tecnologia do País como um todo. Entretanto tenho cá minhas dúvidas, apesar de achar que mesmo que o programa não alcance os números desejados, esse programa certamente melhorará a formação desses profissionais no País. Uma boa medida, mas precisa sair do papel.