quinta-feira, 30 de setembro de 2010

FTI Será Lançado Hoje Pelo CLA

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria publicada hoje (30/09) no jornal “O Estado do Maranhão”, destacando que o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) vai lançar hoje mais um Foguete de Treinamento Intermediário (FTI), cumprindo assim a segunda etapa da “Operação Fogtrein II - 2010”.

Duda Falcão

Foguete de Treinamento Intermediário
Será Lançado hoje pelo CLA

Operação está prevista para às 15h e tem
como objetivo avaliar desempenho do FTI

O Estado do Maranhão
30/09/2010

Divulgação
CLA lançará mais um foguete de
treinamento em fase de certificação

Será realizado hoje, às 15h, o lançamento do Foguete de Treinamento Intermediário (FTI), protótipo de médio porte desenvolvido pela empresa brasileira Avibras. A operação, no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), integra a missão FogTrein II e tem como objetivo testar o desempenho do protótipo que está em fase de certificação para fins comerciais.

Esse será o segundo lançamento do FTI. O primeiro aconteceu no início do mês de agosto e, na ocasião, o foguete atingiu um apogeu de 38.167 metros, uma distância de 53.999 metros e um tempo de vôo de 3m13s. A operação foi considerada bem-sucedida em relação à avaliação do protótipo, sendo possível avaliar o desempenho do foguete e identificar pontos que necessitam de correção.

Durante a avaliação do lançamento, foram testados os radares de telemetria e sistemas ligados ao compartimento de carga útil do foguete. No entanto, o FTI apresentou um desempenho no motor inferior ao previsto, cumprindo apenas 63% da eficácia. Inicialmente, a trajetória prevista era atingir 60 mil metros de altitude, mas, pelo baixo desempenho do motor, chegou a um apogeu de 38.167 metros. Após o lançamento, foi realizado um estudo sobre os elementos que interferiram na velocidade do motor e foram feitas algumas substituições. Com a nova experiência de vôo hoje, será possível avaliar se as correções foram bem-sucedidas.

A missão Fogtrein II foi iniciada no dia 20 deste mês, com o lançamento do Foguete de Treinamento Básico (FTB), protótipo de pequeno porte que teve a finalidade de testar os sistemas e treinar equipes do CLA ligadas a operações espaciais. O foguete atingiu seu apogeu a pouco mais de 26 mil metros do solo, com 160 segundos de vôo até o impacto a 11 quilômetros da costa, em alto-mar.

A segunda etapa da operação é o lançamento hoje do Foguete de Treinamento Intermediário - da mesma família do FTB -, com mais de 5 metros de comprimento, apogeu de 60 mil metros, velocidade de 90km e capacidade de portar experimentos científicos.

Dados do FTI

Comprimento:
5,48 m

Diâmetro:
30 cm

Trajetória prevista:
60mil metros

Fonte: Jornal O Estado do Maranhão - pág. 06 - 30/09/2010

Comentário: Uma vez mais o autor do texto se confunde como o nome da operação de lançamento, que saudade da competente jornalista Bruna Castelo Branco. A Operação Fogtrein II já ocorreu em outubro de 2009 e na realidade o nome dessa operação é “Operação Fogtrein II – 2010”. O FTI assume nesse momento um importante papel para o PEB, já que com a lerdeza do “Programa Microgravidade” da AEB, esse foguete surge (claro que com as devidas proporções, porém antes um pássaro na mão que dois voando) como a única e mais freqüente opção de acesso ao espaço (suborbital) para as universidades e centros de pesquisas brasileiros. Agradeço uma vez mais ao leitor maranhense Edvaldo Coqueiro pelo envio dessa matéria.

UFABC Fará Instrumentos para Missão ASTER

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (30/09) no site da “Universidade Federal do ABC (UFABC)” destacando que a UFABC desenvolverá instrumentos de bordo para a “Missão ASTER”, primeira missão brasileira de espaço profundo.

Duda Falcão

UFABC Desenvolverá Instrumentos de Bordo
para Missão Brasileira ao Espaço Profundo

Assessoria de Comunicação e Imprensa
30/09/2010

Professores da Engenharia Aeroespacial da UFABC, engajados na primeira missão brasileira ao espaço profundo, apresentaram um plano de desenvolvimento de dois instrumentos científicos que serão embarcados na sonda espacial não-tripulada que visitará o asteróide triplo 2001-SN263 em 2018. Um altímetro laser que auxiliará na navegação da sonda e no mapeamento topográfico do alvo e um espectrômetro que analisará a radiação infravermelha irradiada pelo asteróide para determinação da sua composição. Os detalhes do plano de desenvolvimento foram discutido durante o 2º Workshop de Instrumentação Científica realizado nos dias 16 e 17 de setembro no campus da UNESP de Guaratinguetá.

"O plano de desenvolvimento que melhor atende aos objetivos da missão, da UFABC e do país deve necessariamente privilegiar a construção e qualificação espacial destes instrumentos em parceria com a academia, institutos de pesquisa e empresas nacionais", disse Antonio Gil, um dos professores da UFABC envolvidos na missão. Além do desenvolvimento dos instrumentos, a UFABC poderá também auxiliar na otimização de trajetórias orbitais até o alvo.

A missão ASTER, como foi batizada, deve-se à iniciativa estratégica de cientistas e engenheiros brasileiros para impulsionar o setor aeroespacial do país através da formação de pessoal qualificado, da maturação de tecnologias e da fundamentação de expertise necessárias para o sucesso de missões interplanetárias não-tripuladas desta magnitude. Além disso, a exploração do ainda desconhecido asteróide triplo 2001-SN263 poderá revelar segredos do nascimento do nosso sistema solar.

O próximo workshop será realizado no INPE, em São José dos Campos, onde cientistas do Instituto de Pesquisas Espaciais da Academia Russa de Ciências (IKI) apresentarão as características do lançador orbital e dos equipamentos de telemetria russo que serão utilizados na missão. A missão será oficialmente apresentada para a comunidade acadêmica da UFABC em outubro. A logomarca, utilizada para resumir a primeira missão brasileira ao espaço profundo, foi temporariamente sugerida pela UFABC, mas será futuramente decidida, assim como seu nome, através de enquete popular.


Fonte: Site da Universidade Federal do ABC (UFABC)

Comentário: Grande notícia para o Programa Espacial Brasileiro. No entanto, é preciso cautela com essa notícia, pois a mesma não identifica de onde virão os recursos para a realização desse projeto. Sou um entusiasta do mesmo desde que essa possibilidade foi levantada e postada aqui no blog, mais o caminho é ainda longo e difícil. Em primeiro lugar essa missão tem de ser incluída no novo PNAE (Plano Nacional de Atividades Espaciais), que ainda não tem previsão de lançamento e para tanto, precisa ser aprovada pelo AEB/MCT e depois torcer para que o novo governo realmente resolva dar uma cara nova ao PEB. Por enquanto, apesar da grande relevância desse projeto para o país, lembro ao leitor que no Brasil é muito comum se fazer workshops de missões que acabam não dando em nada. Porém vamos torcer para que dessa vez o projeto realmente saia do papel e não acabe como as outras sondas brasileiras que nem chegaram a esse estágio. Parabéns aos profissionais da UFABC e a todas as instituições envolvidas com esse projeto e em especial a Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS).

Os Benefícios da Era Espacial - VI Jornada Espacial

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada dia (29/09) no site do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), destacando a palestra “Os Benefícios da Era Espacial” apresentada nesta quarta-feira (29/09) pelo doutor José Bezerra Pessoa Filho para os estudantes e professores participantes da VI Jornada Espacial.

Duda Falcão

Os Benefícios da Era Espacial são Apresentado
em Palestra da VI Jornada Espacial no IAE

29/09/2010

LAB FOTO IAE
O que seria da vida humana caso os cerca de cinco mil satélites em órbita da terra fossem desligados? Uma dimensão dos resultados desse acontecimento foi avaliada pelo servidor do Instituto Aeronáutica e Espaço (IAE), doutor José Bezerra Pessoa Filho, na palestra “Os Benefícios da Era Espacial”, nesta quarta-feira, no auditório de Eletrônica do IAE.

O prejuízo se estenderia a áreas como a da telecomunicação, em que não teríamos mais o acesso eficiente a informações bancárias, de previsão do tempo ou mesmo àquela tão esperada partida de futebol. Por outro lado, ofereceria uma dimensão dos inúmeros benefícios conquistados desde o início da Era Espacial, com o lançamento do Sputnik, em 1957.

Os resultados da ação humana com a corrida ao espaço permitiram, dentre outros, o uso da energia nuclear para o abastecimento dos equipamentos de TI da atualidade e, possivelmente, viabilizará a sua utilização futura. A visão ampla do Planeta Terra para a captação de dados de grande valor para a sociedade, por meio dos satélites geoestacionários, para o controle do desmatamento da região amazônica, é um outro exemplo.

Posicionados simetricamente ao redor da órbita da Terra e próximos à linha do Equador, os cerca de 950 satélites geoestacionários, no entanto, encontram-se em órbita já saturada, mostrando que, ao lado das conquistas, encontram-se os desafios dessa tão incipiente área.

Para as mais recentes pesquisas espaciais, a mais recente tentativa diz respeito ao envio de satélites para fora do Sistema Solar, a ser realizada possivelmente em 2014, com o lançamento dos “Novos Horizontes” para Plutão.

Na área de turismo espacial, o desafio está previsto para 2012, de modo a viabilizar os voos humanos suborbitários a um custo de 200 mil dólares. Por 25 milhões, a bordo do Soyuz, seis pessoas já viveram, por uma semana, a experiência.

Para os brasileiros, o desafio maior será a produção e o lançamento do primeiro satélite nacional. O Brasil faz uso de satélites estrangeiros, inclusive para o processamento de dados estratégicos para o país. Dentre eles, dos americanos, que totalizam mais da metade dos satélites geoestacionários, sendo 20% deles destinados à área militar.

Os desafios da atualidade, no entanto, nos remetem aos de um passado não muito longíquo. Da mesma forma que a indústria aeronáutica era viabilizada após vinte anos da criação do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e do então CTA, o mesmo ideal deve ser vislumbrado pelos entusiastas da área espacial, desejando tão logo se concretize a indústria espacial no Brasil.

Saiba Mais: VI Jornada Espacial

A abertura da VI Jornada Espacial aconteceu neste domingo, 26 de setembro, no auditório Lacaz Neto, do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). O evento é promovido pela Agência Espacial Brasileira (AEB), pelo Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Nas atividades da jornada estão previstas palestras, visitas a laboratórios e oficinas, de modo a criar um ambiente propício à troca de experiências entre alunos e professores.

A palestra de abertura “O Programa Nacional de Atividades Espaciais e o Programa AEB Escola” foi proferida pelo coordenador de comercialização de centros de lançamento da AEB, senhor João José Silva Tavares.

O Programa AEB Escola, uma iniciativa da própria AEB, busca levar a temática espacial para as salas de aula, oferecendo, também, a alunos e professores do ensino fundamental e médio, a oportunidade de conhecerem o Pólo de Tecnologia Aeroespacial do país e seus agentes fomentadores, como pesquisadores e técnicos que nele atuam.

O programa, juntamente com a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), possibilitou, ao longo desses anos, a divulgação do Programa Espacial Brasileiro, antes restrito a uma pequena parcela da população.

A participação de cerca de oitocentos mil estudantes na OBA, em 2010, e de quase dez mil escolas, veio confirmar a importância nacional do evento realizado anualmente pela Sociedade Astronômica Brasileira, em parceria com a AEB, o INPE e o DCTA, representado pelo IAE e pelo ITA.

Na VI Jornada Espacial participam estudantes com melhor desempenho nas questões de Astronáutica da OBA, como também ganhadores da quarta Olimpíada Brasileira de Foguetes, que consiste na construção e no lançamento de foguetes em centenas de escolas brasileiras.

Também participam da jornada, professores do DF, Foz do Iguaçu e Limoeiro do Norte, assim como estudantes da rede municipal de ensino de São José dos Campos, que se destacaram na OBA. Os participantes totalizam cerca de cento e dez pessoas juntamente com a equipe de apoio do AEB Escola e vinte palestrantes.


Fonte: Site do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE)

Comentário: Não bastasse a falta de apoio governamental e as besteiras que se faz em nome do PEB, é preocupante a falta de visão dos dirigentes da AEB quanto a esse importante evento que está mal conduzido, apesar de ter seus méritos. Nossos estudantes saem de suas casas com grande entusiasmo para ouvirem histórias sobre a conquista do espaço, sobre o que outras nações fizeram e pretendem ainda fazer, sobre as insignificantes conquista brasileiras no setor e para brincar de foguete de água. Enquanto isso, ao redor do mundo, em eventos semelhantes, estudantes da mesma faixa estaria ou de uma faixa estaria menor participam de experimentos científicos que serão lançados ao espaço, no desenvolvimento de equipamentos para satélite e foguetes, no desenvolvimento de robores conceito que servem para se testar novas tecnologias que poderão ser usadas na Lua e em Marte, etc. etc. etc... Infelizmente o tempo está passando e estamos ficando cada vez mais atrás a passos largos. Lamentável!

INPE Esclarece Revogações das Licitações

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (30/09) no blog “Panorama Espacial” do companheiro jornalista André Mileski onde o mesmo explica qual o motivo que levou o "Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)" a revogar as licitações de nº 385, 393 e 394 relacionadas com o satélite Amazônia-1.

Duda Falcão

Amazônia-1: INPE Esclarece Revogações

30/09/2010

Ontem (29), na postagem "Amazônia-1: revogações de licitações", informamos que o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) havia revogado as concorrências para a compra do subsistema gravador digital de dados, estrutura mecânica para montagem de módulos de cargas úteis, e a antena de banda X do satélite, alguns dias após ter publicado os avisos de abertura no Diário Oficial.

Contatamos o diretor do INPE, Gilberto Câmara, para saber as razões das revogações. Câmara respondeu ao blog na noite de ontem, esclarecendo a questão:

"As licitações foram publicadas erroneamente como "concorrência internacional", quando deveriam ser "concorrência nacional". A política industrial do INPE é bem definida: todos os itens que podem ser fabricados pela indústria brasileira são licitados como "concorrência nacional". Infelizmente, houve um erro de procedimento no momento de publicar o edital, que teve de ser corrigido pelo INPE."


Fonte: Blog “Panorama Espacial“ - André Mileski

Comentário: Todos os leitores que acompanham o blog “BRAZILIAN SPACE” diariamente sabem do grande respeito que tenho pelo trabalho (apesar das dificuldades) que vem realizando o senhor Gilberto Câmara como diretor do INPE. No entanto, convenhamos que um erro como esse é inadmissível, e o responsável tem de ser responsabilizado para se evitar que erros como esse voltem acontecer. Não se pode publicar no Diário Oficial da União (onde não se pode corrigir depois, como eu faço às vezes aqui no blog) seja o que for sem a devida correção rigorosa do que se vai publicar, ou seja, isso é um erro básico. Lamentável!

Novo Supercomputador do INPE Chega Segunda-Feira

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (30/09) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) destacando que o novo Supercomputador comprado pelo instituto chega nesta segunda-feira (04/10).

Duda Falcão

Novo Supercomputador do INPE Chega Nesta Segunda-Feira

30/09/2010

Para o transporte rodoviário e aéreo, nos trechos dos Estados Unidos e Brasil, o supercomputador foi desmontado e acondicionado em 84 volumes. Cinco caminhões climatizados farão o transporte da carga entre Chippewa Falls, região norte dos Estados Unidos, até Miami, sudeste do país. No aeroporto, a carga será dividida e acoplada a 24 paletes para o transporte aéreo, num avião DC-10.

O novo supercomputador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) desembarca no aeroporto de São José dos Campos (SP) na manhã da próxima segunda-feira (4/10), às 7 horas, num vôo fretado, proveniente de Miami, Estados Unidos. O supercomputador sairá no dia 2 de outubro de Chipewa Falls, Wisconsin, Estados Unidos, onde está localizada a fábrica e a unidade de Pesquisa e Desenvolvimento da Cray Inc. e embarcará no dia seguinte (3/10), às 22 horas (23 horas, em Brasília) do aeroporto de Miami.

Logo após o desembarque no aeroporto de São José dos Campos, na manhã de segunda-feira (04/10), a carga passará pela inspeção da Receita Federal. Ainda não há previsão de quanto tempo será preciso para realizar todos os procedimentos de nacionalização da carga. Sete caminhões farão o transporte do supercomputador pela Rodovia Presidente Dutra até o Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), do INPE de Cachoeira Paulista, trajeto que deverá ser percorrido entre 2 e 3 horas.

Todo o transporte do supercomputador, desde o momento em que a carga for retirada da fábrica da Cray, nos Estados Unidos, até a chegada no Centro de Dados do CPTEC/INPE, será em ambiente climatizado, a uma temperatura média de 10ºC. Somente após um período de 24 horas no interior do prédio do CPTEC, para uma nova fase de climatização, será iniciada a abertura dos volumes. A montagem e a instalação do supercomputador deverão ocorrer ao longo de duas semanas, aproximadamente.

Logo após a montagem, o supercomputador será ligado, passando por um processo de customização ao longo de mais quatro semanas, e envolverá a adaptação e instalação de softwares operacionais, monitorados pelo grupo de Operação e Suporte do CPTEC. Já o processo de migração dos modelos operacionais de previsão de tempo, clima e ambiental do CPTEC, e daqueles relacionados às projeções de cenários de mudanças climáticas do Centro de Ciências do Sistema Terrestre (CCST), deverão ocorrer nos meses seguintes.

A expectativa é de que o novo supercomputador esteja processando diariamente os modelos operacionais de previsão meteorológica e ambiental no início do próximo ano.

O Novo Supercomputador

Adquirido com recursos do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), o novo sistema de supercomputação será instalado no INPE de Cachoeira Paulista (SP) para utilização pelos Centros de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) e de Ciência do Sistema Terrestre (CCST) do próprio Instituto, além dos grupos de pesquisa, instituições e universidades integrantes da Rede Brasileira de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas (Rede CLIMA) do MCT, do Programa FAPESP de Pesquisa em Mudanças Climáticas Globais e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) para Mudanças Climáticas.

Este supercomputador permitirá gerar previsões de tempo mais confiáveis, com maior prazo de antecedência e de melhor qualidade, ampliando o nível de detalhamento para 5 km na América do Sul e 20 km para todo o globo. Será possível prever ainda eventos extremos com boa confiabilidade, como chuvas intensas, secas, geadas, ondas de calor, entre outros. As previsões ambientais e de qualidade do ar também serão beneficiadas, gerando prognósticos de maior resolução, de 15 quilômetros, com até seis dias de antecedência.

A nova máquina também será fundamental para o desenvolvimento e implementação do Modelo Brasileiro do Sistema Climático Global, que incorporará todos os elementos do Sistema Terrestre (atmosfera, oceanos, criosfera, vegetação, ciclos biogeoquímicos, etc), suas interações e como este sistema está sendo perturbado por ações antropogênicas (por exemplo, emissões de gases de efeito estufa, mudanças na vegetação, urbanização, etc.). Este esforço envolve um grande número de pesquisadores do Brasil e do exterior, provenientes de diversas instituições, o que se constitui num projeto interdisciplinar de desenvolvimento de modelagem climática sem precedentes entre países em desenvolvimento.

O novo supercomputador irá ampliar em mais de 50 vezes a capacidade de processamento no INPE. A atual infraestrutura computacional está operando no limite de sua capacidade, o que tem impedido a incorporação de avanços já desenvolvidos nas áreas de modelagem numérica, modelagem de mudanças climáticas, assimilação de dados, química e aerossóis, atmosfera, oceanos e vegetação, que deverão trazer melhorias às previsões de tempo e clima e às simulações de mudanças climáticas.


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Comentário: Apesar da grande relevância da compra desse Supercomputador para o setor de monitoramento climático do país e dos confetes jogados pelo texto acima, o mesmo é um equipamento complementar ao equipamento principal que é um satélite meteorológico, e na velocidade que as coisas são feitas na área espacial no Brasil esse supercomputador poderá já está obsoleto quando o satélite estiver em órbita, isto é, se algum dia existir algum satélite para ser colocado em órbita.

Jornada Espacial - Aluno Campinense é Selecionado

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria publicada dia (29/09) no jornal paraibano “Diário da Borborema” destacando que um estudante de Campina Grande está participando da VI Jornada Espacial que estará acontecendo em São José dos Campos até o dia 02/10.

Duda Falcão

Regional

Jornada Espacial // Aluno Campinense é Selecionado

Silas Santos // silassantos.pb@dabr.com.br
Especial para o DB
29/09/2009

Frederico Bartz é um dos melhores
na Olimpíada Brasileira de
Astronomia - Foto: Arquivo Pessoal

Outro evento educacional de repercussão nacional vai contar com a participação de um aluno de ensino médio de uma escola de Campina Grande. O estudante Frederico Bartz Noy, aluno do terceiro ano do ensino médio do colégio Motiva de Campina Grande é um dos melhores colocados na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) e por esse motivo foi um dos escolhidos para participar da VI Jornada Espacial.

A Jornada é organizada por representantes da Agência Espacial Brasileira (AEB) e voltado para os jovens que tem interesse pela área dos conhecimentos espaciais. Uma das principais idéias do evento, é revelar novos talentos na área e permitir aos alunos um contato direto com pesquisadores da astronomia e da astronáutica.

O evento acontece, até o próximo sábado, na cidade paulista de São José dos Campos e engloba visitas ao Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Centro Técnico Aeroespacial (CTA), ao Museu Aeroespacial Brasileiro (MAB). "Durante o evento ele vai participar de workshops, visitas científicas, lançamento de foguetes de pequeno porte e oficinas científicas", disse o professor Marco Danillo de Lucena Souto, Coordenador de Olimpíadas Científicas do Colégio Motiva que está acompanhando o estudante.

Um dos pontos altos da Jornada Espacial vai ser a palestra com o astronauta brasileiro, Marcos Pontes. O professor Marco Danillo disse que "o Frederico está muito empolgado com as atividades que estão sendo desenvolvidas aqui. Ele é um aluno que tem muito interesse pela área, inclusive já revelou que tem interesse de ingressar no ITA. Com essa viagem ele está tendo a oportunidade de absorver muito conhecimento mesmo antes de ingressar em um curso de Nível Superior. É um evento que só vai acrescentar na vida escolar dele".


Fonte: Jornal Diário da Borborema - 29/09/2009

Comentário: Parabenizamos o jovem estudante paraibano Frederico Bartz pela sua conquista, desejando sucesso ao mesmo e ao seu professor Marco Danillo durante a realização da jornada. No entanto, insistimos que apesar do mérito desse evento o mesmo precisa evoluir para um evento mais prático, como os chamados Spacecamps, dando assim a oportunidade aos jovens estudantes de literalmente meterem a mão na massa participando na coordenação e desenvolvimento de projetos espaciais. Essa história de construção de foguetes de água é boa para estabelecer conceitos, mas o mundo é construído através de ações concretas, coisa que infelizmente ainda não está acontecendo na Jornada Espacial.

Outras Licitações do Satélite Amazônia-1

Olá leitor!

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) na quinta-feira passada (23/09) publicou no “Diário Oficial da União (DOU)” mais três avisos de abertura de concorrência internacional para a aquisição de componentes do Satélite AMAZÔNIA-1. Lembrando ao leitor que, como já informado pelo blog anteriormente, os avisos de nº 393 e 394 foram revogados junto com o de nº 385 (já postado aqui). Abaixo segue na íntegra esses avisos.

Duda Falcão

INTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS ESPACIAIS

AVISOS DE LICITAÇÃO

CONCORRÊNCIA INTERNACIONAL Nº 388/2010

Objeto: Aquisição de equipamento TWTA - Traveling Wave Tube Amplifier (Amplificador a Tubo de Ondas Progressivas) para integrar o Subsistema AWDT (AWFI Data Transmitter) do Satélite Amazônia 1.
Total de Itens Licitados: 00001.
Edital: 23/09/2010 de 08h30 às 11h30 e de 13h às 16h30.
Endereço: Av. dos Astronautas nº 1758 Jd. da Granja - SAO JOSE DOS CAMPOS - SP.
Entrega das Propostas: 25/10/2010 às 14h00.
Endereço: Av. dos Astronautas nº 1758 Jd. da Granja - SAO JOSE DOS CAMPOS - SP

(SIDEC - 22/09/2010) 240106-00001-2010NE900005

CONCORRÊNCIA INTERNACIONAL Nº 393/2010

Objeto: Aquisição de um Subsistema de Estrutura Mecânica para montagem de 2 (dois) módulos de carga útil para o Satélite Amazônia 1.
Total de Itens Licitados: 00001.
Edital: 23/09/2010 de 08h30 às 11h30 e de 13h às 16h30.
Endereço: Av. dos Astronautas nº 1758 Jd. da Granja - SAO JOSE DOS CAMPOS - SP.
Entrega das Propostas: 25/10/2010 às 15h00.
Endereço: Av. dos Astronautas nº 1758 Jd. da Granja - SAO JOSE DOS CAMPOS – SP

(SIDEC - 22/09/2010) 240106-00001-2010NE900005

CONCORRÊNCIA INTERNACIONAL Nº 394/2010

Objeto: Aquisição de uma Antena de Banda X do Subsistema AWDT (Transmissor de Dados da Câmera AWFI) do Satélite Amazônia 1.
Total de Itens Licitados: 00001.
Edital: 23/09/2010 de 08h30 às 11h30 e de 13h às 16h30.
Endereço: Av. dos Astronautas nº 1758 Jd. da Granja - SAO JOSE DOS CAMPOS – SP.
Entrega das Propostas: 25/10/2010 às 11h00.
Endereço: Av. dos Astronautas nº 1758 Jd. da Granja - SAO JOSE DOS CAMPOS – SP

(SIDEC - 22/09/2010) 240106-00001-2010NE900005

DIANGELES BORGES
Chefe do SCP

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Satélites em Hora Extra, Alerta para a Amazônia

Olá leitor!

Segue abaixo uma pequena matéria publicada hoje (29/09) no site do jornal “O Estado de São Paulo” destacando que os satélites “Landsat-5” e “Resourcesat-1” responsáveis pelo monitoramento da região amazônica podem pifar a qualquer devido à hora extra que vem cumprindo e pelo prazo de validade operacional que encontra-se expirado há vários anos.

Duda Falcão

Satélites em Hora Extra, Alerta para a Amazônia

Risco de pane em dois equipamentos que fornecem
dados sobre a floresta pode afetar monitoramento em 2011

Herton Escobar
O Estado de São Paulo
29 de setembro de 2010 - 13h 05

O ano que vem será tenso e potencialmente caro para o monitoramento da Amazônia. O satélite americano Landsat-5, que produz as imagens usadas pelo INPE para gerar os mapas e calcular as taxas de desmatamento na região está com problemas técnicos e pode pifar a qualquer momento. “A situação é real, e é preocupante”, diz o diretor do INPE, Gilberto Câmara.

O satélite indiano Resourcesat-1, que seria a alternativa imediata ao Landsat, está em situação semelhante. Ambos estão cumprindo hora extra no espaço, com prazo de validade operacional expirado há vários anos. Se pararem de funcionar antes de agosto de 2011, o INPE será obrigado a comprar imagens de satélites comerciais para fazer o Prodes do ano que vem.

O Prodes calcula a taxa anual de desmatamento comparando imagens selecionadas do período julho-agosto de um ano a julho-agosto do ano anterior, preferencialmente. Isso porque os satélites não enxergam através de nuvens, e esses são tipicamente os meses de menor nebulosidade na Amazônia.

As imagens do Landsat-5 e do Resourcesat-1 são gratuitas – um fator essencial para a continuidade dos trabalhos no INPE. Calcular o desmatamento usando imagens comerciais, segundo Câmara, custaria cerca de US$ 2 milhões só para o Prodes, sem contar os outros programas de monitoramento, como Deter e Degrad, que também dependem desses satélites para qualificação de dados. “Se isso acontecer, porém, será só por um ano”, ameniza o diretor do INPE.

Para cumprir esse prazo, Câmara conta com o lançamento do novo Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS-3), previsto para daqui a um ano – mas que já foi adiado diversas vezes, de 2008 para 2009, de 2009 para 2010, e agora, para outubro de 2011. Equipado com quatro câmeras de diferentes resoluções (duas delas melhores que a do Landsat), o CBERS-3 terá tecnologia suficiente para servir tanto o Prodes quanto o Deter. Se não for lançado ou não funcionar como previsto, porém, o País continuará a depender de dois satélites moribundos para calcular o desmatamento na Amazônia.

O Resourcesat-2, substituto do Resourcesat-1, deve ser lançado ainda este ano, mas não há garantia de que o Brasil terá acesso livre às suas imagens. E o próximo Landsat só deverá chegar ao espaço em 2012, deixando o CBERS-3 como única opção “garantida” de imagens gratuitas para o Prodes em 2011. “Será um ano crítico”, reconhece Câmara.

Também está em construção no INPE o satélite Amazônia-1, equipado com uma câmera de 40 metros de resolução e com lançamento previsto para 2012. Juntos, o CBERS-3 e o Amazônia-1 darão ao INPE a capacidade de obter imagens de toda a Amazônia, em alta resolução, a cada três dias. Uma capacidade vital para a continuidade do programa Deter, à medida que o desmatamento se torna cada vez mais pulverizado. As imagens usadas atualmente, do sensor Modis (com resolução de 250 metros), só permitem detectar desmates maiores do que 25 hectares. E com precisão mesmo, só acima de 50 hectares.

Cientes disso, os desmatadores mudaram de estratégia. Em 2002, os desmates menores do que 50 hectares eram cerca de 30% do total. Agora, passam de 70%. “Estão matando o Deter”, alerta o coordenador do Programa Amazônia do INPE, Dalton Valeriano. “Precisamos nos adaptar a essa nova realidade.”

Sem Nuvens

A partir de 2011, segundo Dalton, o INPE também começará a usar imagens de radar do satélite japonês ALOS, que permite enxergar através das nuvens. O IBAMA já faz isso desde 2008, por meio de uma parceria com a Agência de Exploração Aeroespacial Japonesa, para complementar as imagens do Deter. “Só olhamos o que está debaixo de nuvens, para não perder tempo refazendo o trabalho do INPE”, diz o coordenador de Monitoramento Ambiental do IBAMA, George Porto Ferreira.


Fonte: Site do Jornal O Estado de São Paulo - 29/09/2010

Comentário: Pois é leitor, fazer o que? Essa é a situação do PEB, onde qualquer planejamento feito pelo INPE ou pelo DCTA/IAE é duramente prejudicado pela falta de responsabilidade e comprometimento do Governo e do Congresso Nacional para com o programa. Infelizmente de estratégico o PEB só tem mesmo a imagem vendida pelo governo LULA contradizendo a realidade dos fatos. Lamentável.

África Usará Imagens de Parceria Brasil-China


Olá leitor!

Segue abaixo uma pequena matéria publicada hoje (29/09) no site do jornal “O Estado de São Paulo” destacando que a África usará imagens do "Programa CBERS".

Duda Falcão

África Usará Imagens de Parceria Brasil-China

Satélites lançados em programa binacional reforçam
status do INPE de fornecedor mundial de imagens espaciais

Herton Escobar
O Estado de São Paulo
29 de setembro de 2010 | 13h 10

Além de treinar técnicos para monitorar florestas em outros países, o INPE quer fortalecer sua posição como fornecedor internacional de imagens de satélite. Três antenas na África já estão habilitadas para receber dados do satélite sino-brasileiro CBERS-3, localizadas nas Ilhas Canárias, no Egito e na África do Sul. Juntas, elas cobrem a maior parte do continente africano e do Oriente Médio, além de Portugal e Espanha.

O CBERS-3 fará imagens de toda a Terra, continuamente. Mas só quem tiver uma antena receptora poderá obter imagens da própria região. Isso porque os dados precisam ser “baixados” pouco depois de registrados, para não sobrecarregar a memória do satélite. Caso contrário, são apagados automaticamente.

A China tem três antenas e o Brasil, uma, em Cuiabá (MT), com alcance suficiente para baixar imagens de quase toda a América do Sul. A construção de uma segunda antena, em Boa Vista (RR), é proposta para cobrir a parte norte do continente, incluindo Venezuela e Colômbia.

“Estamos conversando com o Ministério das Relações Exteriores para conseguir recursos para o projeto”, diz o chefe do Centro Regional da Amazônia do Inpe em Belém, Claudio Almeida. “Ao mesmo tempo, iniciamos conversas com o México, que também tem uma antena capaz de receber dados CBERS, com a qual poderemos cobrir toda a América Central e boa parte da América do Norte.”

Outras duas parcerias também estão sendo negociadas na África: no Gabão e no Quênia.

O CBERS-3, apesar do nome, será o quarto satélite produzido em parceria com a China desde 1988. O último foi o CBERS-2B, que parou de funcionar em maio e já forneceu imagens para a África. Desde 2004, o Brasil adota uma política de distribuição gratuita de seus dados CBERS. Mais de 1,3 milhão de imagens dos três satélites da série já foram distribuídas nesses seis anos.


Fonte: Site do Jornal O Estado de São Paulo - 29/09/2010

Brasil Vai Exportar Vigilância de Florestas

Olá leitor!

Segue abaixo uma pequena matéria publicada hoje (29/09) no site do jornal “O Estado de São Paulo” destacando que o Brasil vai exportar vigilância de florestas.

Duda Falcão

Brasil Vai Exportar Vigilância de Florestas

Herton Escobar
O Estado de São Paulo
29 de setembro de 2010 - 12h 52

As estatísticas do desmatamento na Amazônia são motivo de vergonha para o Brasil. Mas também de orgulho, do ponto de vista tecnológico. O País é o único do mundo que realiza o monitoramento de modo sistemático de suas florestas, via satélite. Uma experiência de mais de 20 anos que o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), agora, quer exportar para outros países tropicais.

Graças a parcerias com a Agência de Cooperação Internacional do Japão (JAICA), a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) e a Fundação das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), o INPE vai capacitar cerca de 350 técnicos em sensoriamento remoto nos próximos três anos. Oriundos de países da África e da América do Sul, eles serão treinados para trabalhar com o TerraAmazon, sistema gratuito de monitoramento de florestas desenvolvido pelo instituto, igual ao usado na Amazônia brasileira.

“O objetivo é que cada país seja auto-suficiente para monitorar suas florestas”, diz Claudio Almeida, chefe do recém-inaugurado Centro Regional da Amazônia (CRA) do INPE, em Belém, no Pará, onde serão ministrados os cursos. “As agências internacionais entram com o dinheiro e nós, com a tecnologia e o conhecimento”, explica.

O primeiro curso, com duração de duas semanas, começará no fim deste mês, com 12 técnicos vindos da Guatemala, Peru, Equador e Colômbia. As aulas serão dadas em espanhol, inglês e francês, dependendo do país de origem dos participantes. O software é o mesmo para todos – o TerraAmazon –, mas o sistema não é 100% automatizado. Os métodos de processamento e interpretação das imagens variam de acordo com o tipo de cobertura vegetal e com os padrões de ocupação do terreno.

“As pessoas acham que é só jogar a imagem do satélite no computador e o software calcula tudo sozinho, mas é muito mais complexo do que isso”, explica Almeida. O software, sozinho, segundo ele, funciona como um corretor de textos que avisa se uma palavra está errada, mas não consegue dar sentido às frases. “O resultado depende muito da experiência do técnico, que precisa ser capaz de interpretar o que aparece nas imagens. É um conhecimento que não dá para embutir na máquina.”

O INPE, ligado ao Ministério de Ciência e Tecnologia, tem monitorado o desmatamento da Amazônia brasileira desde 1988. As taxas anuais de desmate são calculadas pelo programa Prodes, baseado em imagens do satélite Landsat-5, de alta resolução.

Desde 2004, o instituto opera também um outro programa, chamado Deter, com base em imagens do Modis, um dos sensores do satélite Terra. Essas imagens têm menor resolução, mas o satélite passa sobre um mesmo local com mais freqüência do que o Landsat – a cada 2 dias, em vez de 16. Nesse caso, o objetivo não é produzir cálculos precisos de área derrubada, mas identificar em “tempo real” áreas onde há desmatamento em curso.

Enquanto o Prodes produz só um relatório por ano, de alta precisão, o Deter produz boletins quinzenais que são enviados ao IBAMA para orientar as ações de fiscalização no campo. Na prática, o Prodes registra o que já aconteceu, enquanto o Deter registra o que está acontecendo – a tempo de se fazer alguma coisa a respeito.

Motosserra na mão.“O que nos orienta agora são os olhos no céu”, diz o coordenador geral de Monitoramento Ambiental do IBAMA, George Porto Ferreira. “Quando só havia o Prodes, a gente agia sobre um dado pretérito. Não impedíamos a floresta de cair, só chegávamos para assinar o atestado de óbito.”

Desde que o Deter começou a funcionar, segundo ele, os flagrantes tornaram-se freqüentes. “Chegamos lá e pegamos o cara com a motosserra na mão.”

O número de multas aplicadas pelo IBAMA na Amazônia em 2009 (6.152) foi até um pouco menor do que o de 2004 (6.292), mas o valor acumulado de autuações cresceu quatro vezes, de R$ 616 milhões para R$ 2,5 bilhões. Segundo Ferreira, isso ocorreu porque o Deter permitiu aos fiscais focar os flagrantes sobre grandes desmatamentos, sem perder tempo com denúncias falsas e fiscalizações aleatórias.

Outro sistema voltado para ações preventivas, o Degrad, lançado em 2008, utiliza as mesmas imagens do Prodes, só que processadas de uma forma diferente, para identificar áreas onde a floresta está sendo degradada. Por exemplo, pela derrubada de madeiras nobres e abertura de estradas clandestinas – processos que costumam preceder a derrubada total da floresta.

Somados, os números desses três sistemas não apenas registram como influenciam a evolução do desmatamento. A sociedade não tem como pressionar o governo nem o governo tem como reagir a essa pressão se não houver dados regulares e transparentes sobre o que está acontecendo na floresta.

“É uma ferramenta de cidadania. Podemos intimidar o governo usando seus próprios números”, diz o coordenador do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Sustentável do WWF-Brasil, Mauro Armelin.


Fonte: Site do Jornal O Estado de São Paulo - 29/09/2010

Rapidinha 8

Olá leitor!

Infelizmente (sabe-se lá qual o motivo) segundo o Diário Oficial da União (DOU) do dia 28/09, foram revogadas as licitações (concorrência internacional) de número 385 (postada aqui ontem) e as de números 393 e 394, todas relacionadas com o satélite Amazônia-1. Em outras palavras, mais atrasos.

Duda Falcão

País Quer Monitorar Agricultura do Espaço

Olá leitor!

Segue abaixo uma pequena matéria publicada hoje (29/09) no site do jornal “O Estado de São Paulo” destacando que o Brasil quer monitorar a agricultura do espaço.

Duda Falcão

País Quer Monitorar Agricultura do Espaço

Herton Escobar
O Estado de São Paulo
29 de setembro de 2010 - 0h 00

Assim como o INPE usa imagens de satélite para monitorar o desmatamento na Amazônia, a Embrapa quer desenvolver uma tecnologia semelhante para monitorar a expansão e a produtividade da agropecuária - dois fatores que influenciam diretamente as taxas de derrubada da floresta.

"Se o Brasil quer mesmo ser uma potência ambiental e agrícola ao mesmo tempo, precisa ter sistemas capazes de monitorar tanto a agricultura quanto o desmatamento", diz o pesquisador Mateus Batistella, chefe geral da Embrapa Monitoramento por Satélite, em Campinas.

Com metodologias adequadas, segundo Batistella, é possível deduzir não só o tamanho da área plantada, como o tipo de lavoura (ou pasto) e o número de safras que estão sendo colhidas.

"Assim como sabemos onde está o desmatamento, temos de saber onde está a agricultura", afirma o pesquisador. "Temos informações estatísticas do IBGE, mas não informações espaciais." Batistella estima que levará cinco anos para a Embrapa desenvolver um programa desse tipo.


Fonte: Site do Jornal O Estado de São Paulo - 29/09/2010

terça-feira, 28 de setembro de 2010

INPE Inicia Licitações do Amazônia-1 e do Nanosatc-BR

Olá leitor!

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) na sexta-feira passada (24/09), publicou no “Diário Oficial da União (DOU)” diversos avisos de abertura de concorrência internacional para a aquisição de componentes do Satélite AMAZÔNIA-1 e do Cubesat NANOSATC-BR. Abaixo segue na íntegra esses avisos.

Duda Falcão

INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS ESPACIAIS

AVISOS DE LICITAÇÃO

CONCORRÊNCIA INTERNACIONAL Nº 125/2010

Objeto: Fornecimento de 4 (quatro) Sensores de Estrelas para integrar o Sistema de Controle de Atitude (ACDH - Atitude Control and Data Handling) do Satélite Amazônia 1.
Total de Itens Licitados: 00001 .
Edital: 24/09/2010 de 08h30 às 11h30 e de 13h às 16h30.
Endereço: Av. dos Astronautas no- 1758 Jd. da Granja - SAO JOSE DOS CAMPOS - SP.
Entrega das Propostas: 26/10/2010 às 09h00.
Endereço: Av. dos Astronautas no- 1758 Jd. da Granja - SAO JOSE DOS CAMPOS - SP

(SIDEC - 23/09/2010) 240106-00001-2010NE900005

CONCORRÊNCIA INTERNACIONAL Nº 127/2010

Objeto: Aquisição de 1 (uma) unidade de interfaces OBDH do Satélite Amazônia 1.
Total de Itens Licitados: 00001.
Edital: 24/09/2010 de 08h30 às 11h30 e de 13h às 16h30.
Endereço: Av. dos Astronautas no- 1758 Jd. da Granja - SAO JOSE DOS CAMPOS- SP.
Entrega das Propostas: 26/10/2010 às 15h30.
Endereço: Av. dos Astronautas no- 1758 Jd. da Granja - SAO JOSE DOS CAMPOS- SP

(SIDEC - 23/09/2010) 240106-00001-2010NE900005

CONCORRÊNCIA INTERNACIONAL Nº 213/2010

Objeto: Imageador All-sky de aeroluminescência.
Total de Itens Licitados: 00001.
Edital: 24/09/2010 de 08h00 às 11h30 e de 13h às 16h30.
Endereço: Av. dos Astronautas, 1758 Jardim da Granja - SAO JOSE DOS CAMPOS - SP.
Entrega das Propostas: 26/10/2010 às 14h30.
Endereço: Av. dos Astronautas, 1758 Jardim da Granja - SAO JOSE DOS CAMPOS – SP

(SIDEC - 23/09/2010) 240106-00001-2010NE900005

CONCORRÊNCIA INTERNACIONAL Nº 385/2010

Objeto: Aquisição de 1 (um) Subsistema Gravador Digital de Dados do Satélite Amazônia 1.
Total de Itens Licitados: 00001.
Edital: 24/09/2010 de 08h30 às 11h30 e de 13h às 16h30.
Endereço: Av. dos Astronautas no- 1758 Jd. da Granja - SAO JOSE DOS CAMPOS- SP.
Entrega das Propostas: 26/10/2010 às 16h30.
Endereço: Av. dos Astronautas no- 1758 Jd. da Granja - SAO JOSE DOS CAMPOS- SP

(SIDEC - 23/09/2010) 240106-00001-2010NE900005

CONCORRÊNCIA INTERNACIONAL Nº 626/2010

Objeto: Aquisição de um conjunto de equipamentos constituintes dos sistemas e subsistemas do CubeSat do projeto NANOSATC-BR.
Total de Itens Licitados: 00001.
Edital: 24/09/2010 de 08h00 às 11h30 e de 13h às 16h30.
Endereço: Av. dos Astronautas, 1758, Jd. da Granja - SAO JOSE DOS CAMPOS - SP.
Entrega das Propostas: 26/10/2010 às 11h00.
Endereço: Av. dos Astronautas, 1758, Jd. da Granja - SAO JOSE DOS CAMPOS – SP

(SIDEC - 23/09/2010) 240106-00001-2010NE900005

DIANGELES BORGES
Chefe do SCP


INPE Seleciona Chefe para OBT

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (28/09) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) destacando que o instituto está selecionando profissional para assumir a chefia de sua “Coordenação Geral de Observação da Terra (OBT)”.

Duda Falcão

INPE Seleciona Chefe para OBT

28/09/2010

Até 29 de outubro o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) recebe inscrições de candidatos à chefia de sua Coordenação Geral de Observação da Terra (OBT), em São José dos Campos (SP). Os requisitos para o cargo e a documentação exigida para submissão de candidatura estão detalhados no edital, disponível aqui.

No INPE, as chefias são selecionadas por meio de meio de comitês de especialistas que buscam, na comunidade interna e externa ao Instituto, nomes que se identifiquem com as diretrizes técnicas e político-administrativas estabelecidas em cada área.

A Direção do INPE irá selecionar o novo chefe da OBT a partir da lista tríplice elaborada pelo comitê presidido por Antonio Lopes Padilha (CEA/INPE) e que tem como membros Antonio Miguel Vieira Monteiro (OBT/INPE), Antonio Roberto Formaggio (OBT/INPE), Jurandir Zullo Junior (CEPAGRI/UNICAMP) e Marco Antonio Casanova (PUC-RJ).


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Estudante Paraense Participa da Jornada Espacial

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada dia (27/09) no portal do Governo do Pará destacando que a aluna paraense, Bárbara Hingredy, de 16 anos, participa da Jornada Espacial em São José dos Campos (SP).

Duda Falcão

Paraense Participa da
Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica

Da Redação
Secretaria de Comunicação (Ascom/Seduc)
27/09/2010 - 20:09

A aluna da Escola Tecnológica de Icoaraci, Bárbara Hingredy, 16 anos, já está na segunda fase da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica. Junto com o professor de Geografia Jairo Gama, Bárbara viajou para São José dos Campos, interior de São Paulo, onde ambos participarão da abertura do evento, no Centro Tecnológico da Aeronáutica (CTA). Ela é a única paraense a integrar o grupo de 50 alunos participantes da competição.

Professor e aluna também participarão de debates e oficinas para divulgação do trabalho da Escola Tecnológica, e do ensino público em outros Estados. Bárbara falará sobre as bases educacionais para o ensino médio, e Jairo sobre políticas públicas, desenvolvimento da ciência e da pesquisa no Estado do Pará.

Durante a semana, alunos e professores visitarão o Laboratório de Integração e Testes (LIT) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Memorial Aeroespacial Brasileiro (MAB), entre outras instituições.

Toda a programação será voltada ao setor espacial. Mudanças climáticas, foguetes, satélites e a conquista espacial serão temas abordados nas palestras e oficinas. Uma palestra ministrada pelo astronauta brasileiro Marcos Pontes será um dos destaques do evento.

Os participantes da olimpíada foram selecionados por meio da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), organizada anualmente pela Agência Espacial Brasileira (AEB) em conjunto com a Sociedade Astronômica Brasileira (SAB). Em 2010, participaram da olimpíada 800 mil alunos de 10 mil escolas. Podem participar da OBA alunos dos ensinos fundamental e médio, de escolas públicas e privadas.


Fonte: Portal do Governo do Pará - 27/09/2010

Comentário: Como fazemos costumeiramente parabenizamos a jovem estudante paraense Bárbara Hingredy pela sua conquista, desejando sucesso a mesma e ao seu professor Jairo Gama durante a realização da jornada. No entanto, voltamos a insistir que apesar desse evento ter seus méritos o mesmo precisa evoluir de algo essencialmente teórico para algo mais prático como os eventos chamados Spacecamps, dando a oportunidade aos jovens estudantes de literalmente meterem a mão na massa participando na coordenação e desenvolvimento de projetos espaciais. Chega dessa história de construção de foguetes de água, o que os estudantes precisam é de desafios de verdade.

Segunda Etapa da Operação Fogtrein II - 2010

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (27/09) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB) destacando a segunda etapa da “Operação Fogtrein II – 2010” que lançará no dia 30/09 um Foguete de Treinamento Intermediário (FTI) do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA).

Duda Falcão

Segunda Etapa da Operação Fogtrein II

CCS/AEB com informações do CLA
27-09-2010

A segunda etapa da operação Fogtrein II acontecerá, no dia 30 de setembro, no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. Será lançado um Foguete de Treinamento Intermediário (FTI), com mais de cinco metros de comprimento. O veículo não portará experimentos científicos.

O objetivo da operação é lançar e rastrear o foguete para fins de certificação, além de treinar os recursos humanos, operacionais e equipamentos do CLA.

Serviço:

Lançamento de Foguete de Treinamento Intermediário - FTI
Local: Centro de Lançamento de Alcântara
Data: 30 de setembro de 2010 (quinta-feira)
Horário de início das atividades (horário previsto para voo): 8h15
Horário limite para chegada da Imprensa: 7h45
Local do embarque: Hangar do CLA - Entrada pelo portão do Aeroclube, próximo ao Aeroporto de São Luis (MA)


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)