segunda-feira, 31 de maio de 2010

Qualidade do Setor Aeroespacial é Prioridade no CLBI

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada hoje (31/05) no site do “Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI)” informando que a qualidade do setor aeroespacial é prioridade no CLBI.

Duda Falcão

Qualidade do Setor Aeroespacial é Prioridade no CLBI

31/05/2010

Os auditores internos e representantes dos setores do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI) envolvidos no Sistema de Gestão da Qualidade já estão habilitados a colocar em prática a Norma Brasileira (NBR) 15100:2010, relativa aos requisitos básicos para a manutenção da excelência das organizações aeronáuticas, espaciais e de defesa. Na semana passada, entre os dias 24 e 27 de maio, todos esses profissionais acompanharam um curso de 32 horas sobre a nova norma ministrado pelo servidor civil João Ribeiro - do efetivo da Divisão de Operações (DOP) do CLBI - no Salão de Eventos da unidade potiguar.

NBR 15100 – A NBR 15100:2010, intitulada “Sistemas de Gestão da Qualidade – Requisitos para organizações de aeronáutica, espaço e defesa”, agrega às exigências tradicionais de qualidade, presentes em inúmeras instituições, certos requisitos adicionais da indústria aeronáutica, de espaço e de defesa. Tais requisitos não envolvem apenas os órgãos governamentais. Organizações de natureza distinta, desde fabricantes até fornecedores de peças de reposição e prestadores de serviço de manutenção, também fazem parte do universo da NBR 15100.

Fonte: Site do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI)

Comentário: Isso demonstra a preocupação do Comando da Aeronáutica com a qualidade em todos os níveis, fator primordial para o desenvolvimento exitoso de um programa espacial.

Lançado Foguete AAT2 da Acrux Aerospace Technologies


Olá leitor!

Lembra da Acrux Aerospace Technologies? Pois é, esta inovadora empresa brasileira que é dirigida pelo engenheiro Oswaldo Barbosa Loureda e que já foi abordada aqui no blog (veja as notas A Inovadora Acrux Aeroespace Technologies , Acrux Aeroespace Technologies - Notícias ) finalmente testou em vôo no dia 21/05 na localidade do Xexé, que fica no município de Campos dos Goytacazes-RJ, o foguete AAT2 produzido pela empresa.


O Engenheiro Oswaldo Barbosa Loureda (camisa preta) e o Foguete AAT2

A equipe posiciona a plataforma de lançamento do foguete

Lançamento do foguete AAT2 - 21/05/2010

O evento que contou com a participação de mais de 150 pessoas faz parte do projeto "Rumo ao Espaço" (falaremos mais sobre esse projeto em outra oportunidade) que é desenvolvido pelo Clube de Astronomia Louis Cruls, pelo IFF, pela Acrux e conta com o apoio da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima e da Secretaria de Educação de Campos dos Goytacazes. Abaixo segue os vídeos do evento.



Vídeo Especial do Evento



Vídeo do Lançamento do Foguete - 21/05/2010


Duda Falcão


Fonte: Acrux Aerospace Technologies

domingo, 30 de maio de 2010

Booster S-43 para o Cyclone 4: Uma Possibilidade


Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (30/05) no blog “Panorama Espacial” do companheiro jornalista André Mileski destacando a possibilidade de um acordo ente o Brasil e a Ucrânia para o uso dos motores-foguete S-43 do VLS numa versão mais poderosa do Cyclone-4, possibilidade esta levantada através de uma matéria da última revista Espaço Brasileiro (número 8) e já divulgada aqui no blog (Veja a nota Tecnologia Brasileira no Cyclone-4).

Duda Falcão

Booster S 43 para o Cyclone 4: Uma Possibilidade


30/05/2010

A mais recente edição da revista Espaço Brasileiro, editada pela Agência Espacial Brasileira (AEB) ("Revista "Espaço Brasileiro" nº 8 no ar"), conta com uma pequena reportagem (pp. 24-25) comparando o VLS brasileiro com o lançador Cyclone 4, da Ucrânia, a ser operado pela binacional Alcântara Cyclone Space (ACS). O propósito do texto foi demonstrar que os dois projetos são complementares e não competem (ao menos tecnicamente) entre si.

A matéria, no entanto, vai um pouco além desse comparativo e acaba por revelar a necessidade de se ampliar a capacidade do Cyclone 4 para missões geoestacionárias, hoje limitadas a cargas úteis de até 1.700 kg. Como já tratado pelo blog algumas vezes, o desempenho do foguete ucraniano em missões de transferência geoestacionária (GTO) é grande barreira a ser vencida para a ACS para viabilizar comercialmente a iniciativa. Tem sido raros os satélites geoestacionários com massas inferiores a 1.700 kg, e de acordo com pessoa bastante familiarizada com o tema, talvez nos últimos dez anos o número de cargas de até 1.700 kg lançadas para órbitas GTO não chegue ao total de dedos de uma mão.

E o acréscimo de capacidade do Cyclone 4, fundamental para melhorar seu posicionamento no mercado, poderia se dar por meio do uso de strap-on boosters de propulsão sólida, similares aos utilizados no primeiro estágio do VLS-1, idéia, diga-se de passagem, que não é recente. Desde a concepção do veículo, na época em que a italiana Fiat Avio participava do projeto, já se considerava o uso destes impulsores para melhorar a sua performance. No início dessa década, a possibilidade de uso do booster S 43 (usados no 1º estágio do VLS-1), inclusive, já figurava em alguns materiais informativos (figura abaixo) sobre o binômio Cyclone 4 / Alcântara. Com o passar dos anos, porém, a idéia pareceu perder força, e agora volta a ser considerada mais seriamente, como se pode concluir da leitura da reportagem.

Numa configuração com quatro impulsores S 43 e dois tanques adicionais de combustível, a capacidade do Cyclone 4 para órbita GTO seria ampliada para 2.700 kg (desenho da direita). Observar também as configurações adicionais, com performances de 2.000 e 2.400 kg.


João Azevedo, vice-diretor técnico da ACS, explica objetivamente na matéria o que são os boosters e como funcionam: "Os boosters são motores auxiliares externos movidos a propelente sólido, como os do VLS, fixados lateralmente no veículo. A queima ocorre junto com o motor principal, depois é feita a ejeção lateral e o foguete continua sua trajetória. Têm a função de fazer a impulsão inicial, tirar o foguete do chão, dar velocidade, e, quando terminada a queima, seriam ejetados".

A possibilidade do uso do S 43 pelo Cyclone 4, além de razões técnicas, tem também certa fundamentação política. Originada como iniciativa meramente com fins comerciais, passou-se a ter em relação à ACS a necessidade de se mostrar outros pontos positivos da empreitada ucraniano-brasileira, até para justificar seu elevado custo. Assim, seus dirigentes brasileiros costumam destacar um possível envolvimento da indústria nacional no projeto do lançador, possivelmente envolvendo inclusive transferência de tecnologia.

A instalação de boosters num foguete, no entanto, não é tarefa simples, e tem custos que geralmente chegam a casa das dezenas de milhões de dólares. No caso do Cyclone 4, surgem várias dúvidas, tais como sobre quem arcaria com os despesas da eventual adaptação, e também se esta seria justificável nesse momento. Outra questão, bem mais sensível: uma vez identificada à incapacidade do foguete em atender o maior filão do mercado (GTO), por que não se exigiu da parte ucraniana a inclusão de boosters no projeto do lançador, desde o seu início? Seria isto um indicativo da falta de consistência técnica na estruturação da joint-venture?

A reportagem afirma que a decisão sobre o aumento da capacidade do lançador depende de acordo entre os governos envolvidos no projeto. "A decisão de investir no aumento da capacidade do Cyclone-4 em lançamentos geoestacionários teria de ser do governo da Ucrânia com o governo brasileiro, talvez até em parceria. O Brasil fabrica boosters sólidos e com uma qualidade bastante aceitável, mas quando se coloca booster no veículo é preciso ajustar toda a estrutura e com os sistemas do lançador. Há uma série de aspectos que precisam ser estudados por parte do construtor-chefe responsável pelo foguete, no caso, a empresa Yuznoye. Seria necessário esse estudo e o seu desenvolvimento, na Ucrânia."



Fonte: Blog “Panorama Espacial“ - André Mileski

Comentário: Interessante visão do companheiro jornalista Mileski complementar ao que o blog vem defendendo, pois acrescenta a já tão difícil operacionalidade da ACS a baixa capacidade de carga do Cyclone-4, que certamente será mais um empecilho para o sucesso comercial desta mal engenhada empresa. Quanto à possibilidade de um acordo com os ucranianos, o companheiro Mileski coloca bem quando diz que além das dificuldades técnicas para realização de um projeto com este, a iniciativa teria de partir dos ucranianos. Além disso, vale lembrar, que após a assinatura de um acordo de parceria tecnológica, o mesmo teria ainda de ser ratificado pelos congressos dos dois países para entrar em vigor. Coisa que levaria em média algo em torno de quatro a seis anos, principalmente num país como o Brasil. Período esse leitor que devido aos grandes problemas de operacionalidade da ACS, pode ser fatal para a sua sobrevivência no agressivo e dinâmico mercado de lançamentos de satélites.

Projeto PSM - IAE Assina Termo Aditivo com a Orbital


Olá leitor!

Abaixo segue o extrato de um termo aditivo assinado dia 15/12/2009 e publicado no Diário Oficial da União (DOU) do dia 28/05/2010 relacionado ao termo de convênio entre o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) e a empresa brasileira ORBITAL Engenharia visando à cooperação científica e tecnológica no desenvolvimento do projeto da “Plataforma Suborbital de Microgravidade (PSM)”.

Segundo este termo aditivo o contrato entre as partes que foi assinado em 21/12/2007, com vigência de 24 meses (21/12/2009), tem seu prazo de vigência alterado para a data de 11/07/2010.


EXTRATO DE TERMO ADITIVO


Participes: Instituto de Aeronáutica e Espaço - IAE e Orbital Engenharia Ltda.

Objeto: Constitui objeto do presente aditivo a alteração do prazo do Termo de Convênio nº 011/IAE/2007 o qual passa a vigorar até 11 de julho de 2010.

Recursos Financeiros: Para execução deste Convênio: Não haverá repasse de recursos financeiros entre os participes.

Execução: As atividades que se sucederão por força do presente convênio serão executadas por força do presente Plano de Trabalho específico, prévia e expressamente aprovado pelos participes.

Data/Assinatura: 15/12/2009.

Pelo IAE: Francisco Carlos Melo Pantoja - Brig Eng Diretor e pela ORBITAL Célio Costa Vaz diretor técnico.

Vigência: 11 de julho de 2010.


(Ofício nº 150/DI-L/GIASJ/10)


Plataformas Alemãs Micro G1 e G2

Ainda segundo informações colhidas pelo blog, esse projeto da PSM apesar de pouco divulgado pela mídia e pelo próprio IAE tem como objetivo a substituição das plataformas alemãs de experimentos em ambiente de microgravidade (Micro G1 e G2) desenvolvidas pelo DLR (Centro Aeroespacial Alemão) e utilizadas pelos foguetes brasileiros, em especial pelo VSB-30, o que torna este projeto de suma importância para o Programa Microgravidade da AEB e conseqüentemente para o Programa Espacial Brasileiro.

Duda Falcão


Fonte: Diário Oficial da União (DOU) - pág. 14 - 28/05/2010 e outras

This Week in Space With Miles O’Brien - 28/05/2010

Olá leitor!

Segue mais um episódio em inglês do programa “This Week in Space” apresentado por Miles O’Brien.

Este programa apresenta um resumo semanal do que aconteceu durante a semana anterior nas atividades espaciais no mundo. O vídeo abaixo é o ultimo produzido (episódio 19 da primeira temporada). Esta semana o vídeo apresenta as imagens do que talvez seja o último pouso do ônibus espacial Atlantis, o discurso do astronauta Neil Armstrong contrário aos planos do presidente Obama, as preparações finais para o vôo do Falcon 9, uma entrevista com o SpaceX CEO “Elon Musk” rebatendo o discurso do astronauta Neil Armstrong, notícias sobre o planeta Marte entre outros assuntos.

Duda Falcão

This Week in Space - Episódio 19 - 28/05/2010

Fonte: http://www.spaceflightnow.com/

sábado, 29 de maio de 2010

Presidente Lula Discutirá Nova Lei para o Setor de C&T

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada hoje 28/05 no site da “Universidade de Brasília (UnB)” destacando que o texto da nova lei para compra de equipamentos que facilitará o desenvolvimento de projetos científicos nas universidades e institutos de pesquisa públicos, será discutida na próxima quarta-feira com o presidente LULA.

Duda Falcão

CONFERÊNCIA

Nova Lei para Compra de Equipamentos

Será Discutida com Lula

Texto redigido pela comunidade científica dá status especial

às instituições que desenvolvem pesquisas no Brasil

Erica Montenegro

Da Secretaria de Comunicação da UnB

28/05/2010

Na próxima quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva receberá os ministros Sérgio Rezende, da Ciência e Tecnologia, e Fernando Haddad, da Educação, para discutir o texto de uma nova lei que facilitará o desenvolvimento de projetos científicos nas universidades e institutos de pesquisa públicos.

O texto que servirá de base para as discussões foi elaborado pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e pela Academia Brasileira de Ciências (ABC) e foi entregue ao presidente durante a abertura da 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CNCTI).

Atualmente o maior entrave para a pesquisa no país é a Lei nº 8.666 de 1993, a lei das licitações, que regula todas as compras e contratos feitos com dinheiro público. “A 8.666 é adequada para processos de compra do Poder Executivo. Mas, no caso dos projetos de pesquisa, ela é absolutamente ineficiente” afirmou Marco Antônio Raupp, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Uma das amarras, por exemplo, é que não é possível mudar prazos e valores depois dos contratos fechados. Ou seja, a lei não contempla a imprevisibilidade característica dos projetos científicos, nem acompanha a velocidade necessária para colocá-los em prática.

O texto que será discutido pelo presidente Lula dá status especial às instituições que desenvolvem a ciência. Elas estariam sujeitas a uma regulação própria. No desenho feito pela SBPC e ABC, o regulamento de compras especiais deverá ser aprovado pela instituição colegiada máxima das instituições e homologado pelo órgão superior a que elas estão vinculadas. Para garantir a transparência, as instituições seguiriam uma série de medidas complementares aos mecanismos oficiais de controle. “É uma iniciativa importante para as universidades. Ela contempla as necessidades dos pesquisadores, sem abolir os controles necessários”, afirmou o reitor da Universidade de Brasília José Geraldo de Sousa Jr.

O ministro Sérgio Rezende anunciou o encontro com Lula durante o encerramento da 4ª CNCTI, na última sexta-feira. “Tenho uma boa notícia para vocês. O presidente quer aumentar a autonomia universitária, quer encontrar uma alternativa para a 8.666”, afirmou. A platéia composta por pesquisadores de todo o país comemorou.

Fonte: Site da Universidade de Brasília (UnB)

Comentário: Mais uma notícia sobre essa nova lei que poderá solucionar um dos grandes entraves para o desenvolvimento da ciência e tecnologia no Brasil. No entanto, a mesma chega (caso se concretize) com quase de 8 anos de atraso se só contarmos o período do governo LULA. Com o real avanço registrado neste setor nos últimos três anos ficamos a nos perguntar: O que poderia ter sido realizado neste período de quase 8 anos pela comunidade científica brasileira caso essa lei entrasse em vigor desde o início do governo LULA? Dirão os que estão agora comemorando: Olha amigo, antes tarde do que nunca, o que é uma absoluta verdade, não resta dúvida. Dentro desse raciocínio leitor, em resumo, continuaremos fazendo em 30 anos o que poderíamos fazer em 8 anos, já que antes tarde do que nunca, e viva a Lulomania.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

DCTA Comemora seu 1º Aniversário


Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada hoje (28/05) no site do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) informando que este departamento está completando no dia de hoje o seu 1º Aniversário de criação.

Duda Falcão


Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial

Comemora seu 1º Aniversário


28/05/2010

O Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial - DCTA comemora neste 28 de maio de 2010 seu 1º Aniversário, com solenidade militar e inauguração da Galeria dos Pioneiros da Área de Ciência e Tecnologia Aeroespacial, realizada em São José dos Campos-SP.

O DCTA, criado pelo Decreto nº 6.834, de 30 de abril de 2009, antes Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial, é resultado da fusão do Departamento de Pesquisas e Desenvolvimento com o então Centro Técnico Aeroespacial, ocorrida em 2005, dando prosseguimento a uma história de mais de meio século, iniciada, na década de 1940, com a visão e determinação de seus pioneiros, em prol do desenvolvimento e da soberania do Brasil.

Conheça os Pioneiros Homenageados na galeria pelo Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial.




Fonte: Site do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA)

Comentário: Parabéns ao DCTA e a todos os seus servidores civis e militares de ontem e de hoje pelo grande trabalho até aqui realizado.

Ganem Diz que o Brasil Precisa de Tecnologia Espacial

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (28/05) no site do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) destacando que segundo o presidente da AEB, Carlos Ganem, a pesquisa científica, o ensino à distância, notícias online e até mesmo a transmissão da Copa do Mundo em tempo real não existiriam sem a tecnologia espacial.

Duda Falcão

Notícias Online e Transmissão da Copa não

Existiriam sem o Espaço Brasileiro

28/05/2010 - 15:22

A pesquisa científica, o ensino à distância, notícias online e até mesmo a transmissão da Copa do Mundo em tempo real, sem o espaço, não existiriam, disse o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB/MCT), Carlos Ganem, na sessão Espaço, Defesa e Segurança Nacionais, na 4ª Conferência, Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (4ª CNCTI), que se encerra hoje (28), em Brasília (DF).

Ganem lembrou que o Brasil foi o quarto País a abraçar a questão espacial, ressaltando que a área gera empregos com elevado nível de qualificação, produtos de alto valor agregado e que movimentou US$ 257 bilhões, só em 2008. Devido a importância para a sociedade, Ganem defende que tecnologias e aplicações espaciais, sistemas de observação da Terra, segurança alimentar e educação precisam e devem estar na agenda do Estado brasileiro.

“A CNCTI não é uma conferência de auto-ajuda, mas de constatações que precisam ser consideradas. Nós defendemos uma ciência aplicada para valorização do espaço brasileiro, que seja capaz de movimentar-se na mesma direção das idéias apontadas pelo ministro Sergio Rezende, em favor da sociedade,” disse o presidente da AEB.

Fonte: Site do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT)

Comentário: Bom leitor, a verdade é que mesmo com o boom que o setor da ciência e tecnologia do país alcançou nestes últimos três anos, o Programa Espacial Brasileiro continua sendo o “patinho feio” de todo setor, quando deveria ser junto com o Programa Nuclear a mola mestra de desenvolvimento de todas as áreas científicas e tecnológicas do país. Não é por acaso que toda vez que o senhor Carlos Ganem tem uma oportunidade de defender sua instituição publicamente gasta a maior parte do tempo num chororó mais que justificável. Basta notar que nem no site da Conferência, Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação que ocorre até hoje em Brasília o PEB teve sua importância reconhecida, já que foi uns dos setores escolhidos para não ter sua sessão correspondente (Espaço, Defesa e Segurança Nacionais) transmitida ao vivo em detrimento a sessão de outros setores. Lamentável!

O IEAv e a Tecnologia Hipersônica a Ar Aspirado

Olá leitor!

No dia 26/05 a Força Aérea dos Estados Unidos (United States Air Force) testou em vôo com sucesso o avião espacial experimental hipersônico não tripulado X-51A, fabricado pela empresa americana Pratt & Whitney, o que resultou na quebra do recorde mundial de velocidade para este tipo de aparelho.

Segundo foi informado pela US Air Force, o X-51A acelerou até March 5 durante mais de 200 segundos o seu motor scramjet a ar aspirado, quebrando assim os 12 segundos conseguidos pelo X-43 da NASA. Abaixo segue o vídeo do teste do X-51A, liberado pela AIRBOYD TV.



Vôo Teste do X-51A - 26/05/2010


Enquanto os Estados Unidos e Austrália (outra nação que esta desenvolvendo esta tecnologia) vêm desenvolvendo tecnologia na área de aeronaves hipersônicas a ar aspirado, o Brasil através do "Laboratório de Aerotermodinâmica e Hipersônica Henry T. Nagamatsu" do Instituto de Estudos Avançados (IEAv) de São José dos Campos (SP), vem também desenvolvendo um projeto nesta área que já foi abordado aqui no blog anteriormente.



Concepção Artística do 14-X

Trata-se do projeto da espaçonave não tripulada 14-X que segundo o Cel. Eng. Marco Antonio Minucci (diretor do IEAv) se justifica o investimento pois a propulsão aspirada é uma alternativa promissora aos motores-foguetes atuais, funcionando, por exemplo, como opção em uma ou mais fases de missões de aceleração e acesso ao espaço. O interesse nela reside no fato de um estato-reator de combustão supersônica (scramjet) possuir uma séria de vantagens sobre o motor-foguete, dentre elas, maior impulso específico em velocidades hipersônicas, menor complexidade do sistema de apoio em solo, redução de tempo entre duas missões e maior capacidade em peso de carga útil.

Ainda segundo o coronel Minucci, a importante etapa a ser alcançada nessa tecnologia são os testes em vôo desse conceito. Assim sendo, a Divisão de Aerotermodinâmica e Hipersônica (EAH) do Instituto, em conjunto com a Divisão de Sistemas Espaciais (ASE) do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), estão desenvolvendo um veículo waverider integrado a um combustor supersônico denominado 14-X, denominação esta em homenagem ao pioneiro 14-Bis de Santos Dumont.

A intenção é então lança-lo de uma plataforma de lançamento de Alcântara e acelerá-lo horizontalmente até March 6 (velocidade seis vezes maior do que a velocidade do som), por meio de um foguete tipo VS-30 ou VS-40 modificado, ou mesmo usando como plataforma um avião C-130 Hércules adaptado. Mediante esse procedimento, o veículo poderia iniciar seu vôo autônomo acelerando até March 10.

Segundo divulgado pela mídia o Brasil não esta longe de realizar o primeiro ensaio de vôo do 14-X, previsto para o ano de 2012. Abaixo, segue uma reportagem de 2005 da TV Vanguarda sobre esta tecnologia desenvolvida no IEAv. Vale lembrar leitor que esta tecnologia hipersônica a ar aspirado é uma tecnologia de vanguarda (só terá uso prático daqui a 15 a 30 anos) e que na época da reportagem ainda não se tinha o desenho do 14-X, visto na concepção artística acima.



Reportagem - TV Vanguarda - 26/11/2005


Duda Falcão


Fonte: Diversas

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Cientistas Propõem a Lula MP Contra Burocracia

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria postada hoje (27/05) no site do jornal “Cruzeiro do Sul” de Sorocaba-SP destacando que cientistas brasileiros entregaram ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva uma proposta de "Medida Provisória (MP)" para reduzir a burocracia que dificulta o desenvolvimento científico-tecnológico nacional.

Duda Falcão

CIÊNCIA & TECNOLOGIA

Cientistas Propõem a Lula MP contra Burocracia

Cruzeiro On Line

27/05/2010

Lideranças das principais organizações científicas do País - a Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) - entregaram ontem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva uma proposta de medida provisória (MP) para reduzir a burocracia que dificulta o desenvolvimento científico-tecnológico nacional. O texto propõe mudanças na Lei de Licitações (8.666/93), apontada como “o maior entrave à atuação” das instituições de pesquisa do País.

Como solução, a medida provisória criaria um “regime jurídico especial para licitações e contratos realizados por Instituição Científica e Tecnológica (ICT) e Agência de Fomento” - denominações que incluem todas as universidades públicas, institutos nacionais como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e agências de fomento como Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Hoje, o cientista que precisa comprar um microscópio passa pelo mesmo processo licitatório que um engenheiro que compra cimento para uma usina. Um processo complexo e lento que, segundo as entidades, é incompatível com a rapidez e a flexibilidade necessárias à ciência. A proposta foi entregue ao presidente ontem à noite, no primeiro dia da 4.ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, em Brasília. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. (AE)

Fonte: Site do Jornal do Cruzeiro do Sul de Sorocaba-SP - 27-05-2010

Comentário: Boa notícia para o PEB e para o setor de ciência e tecnologia do país, isto é, caso essa "Medida Provisória" realmente saia do papel, já que a lei de licitações é um dos grandes entraves para o desenvolvimento deste setor. Vamos aguardar os acontecimentos.

Cooperação Espacial Brasil-Rússia

Olá leitor!

Convido você a assistir dois vídeos em russo sobre a participação da ROSCOSMOS (Agência Espacial Federal da Rússia) na LAAD 2009 e da visita da comitiva brasileira a sede da agência espacial russa no ano passado.

Reportagem em russo exibida em 25 de abril de 2009 pela TV ROSCOSMOS destacando a participação russa na "Latin America Aerospace & Defense - Conference & Exhibition 2009 (LAAD 2009)" ocorrida no RIOCENTRO na cidade do Rio de Janeiro entre os dias 14 e 17 de abril de 2009. O vídeo apresenta belas imagens da cidade do Rio de Janeiro, a tecnologia espacial russa apresentada na exibição, às negociações entre autoridades brasileiras e russas no setor espacial e várias entrevistas inclusive com o presidente da AEB, Carlos Ganem. No entanto, o ponto mais interessante do vídeo é quando a bela apresentadora russa aparece, o que não é de se estranhar já que a beleza da mulher russa é conhecida e admirada no mundo todo.

LAAD 2009 - TV ROSCOSMOS - 25/04/2009

Reportagem em russo exibida em 02 de agosto de 2009 pela TV ROSCOSMOS destacando a visita da comitiva brasileira comandada pelo presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Ganem, a sede da agência russa para discussão dos projetos conjuntos em andamento. O vídeo apresenta belas imagens da cidade do Rio de Janeiro, cenas da LAAD 2009, às negociações entre autoridades brasileiras e russas, cenas do astronauta Marcos Pontes no espaço e várias entrevistas. Na visão do blog “BRAZILIAN SPACE” é necessário urgentemente buscar soluções para acelerar o acordo com os russos, caso queiramos um dia dominar a tecnologia de motores-foguetes líquidos. O tempo está passando e rápido.

Visita da Comitiva Brasileira - TV ROSCOSMOS - 02/08/2009

Duda Falcão

Fonte: Site da Agência Espacial Federal da Rússia (ROSCOSMOS)

Tese de Doutorando do INPE Contribui para Descoberta


Olá leitor!

Segue abaixo uma noticia postada hoje (27/05) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) destacando que doutorando do instituto contribuiu para descoberta de órbitas inclinadas de exoplanetas.

Duda Falcão


Doutorando do INPE Contribui para Descoberta

de Órbitas Inclinadas de Exoplanetas

27-05-2010

Métodos desenvolvidos por Eder Martioli, doutorando do curso de pós-graduação em Astrofísica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), contribuíram para identificar dois planetas que orbitam a mesma estrela mas em diferentes inclinações. A descoberta do grupo de pesquisa do Observatório McDonald da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, acaba de ser publicada na versão online do Astrophysical Journal: http://iopscience.iop.org/0004-637X/715/2/1203/

A tese de doutorado de Eder Martioli consiste no desenvolvimento de técnicas para medir a inclinação orbital e a massa de candidatos a exoplanetas, ou seja, planetas em órbita de outra estrela que não seja o Sol. Eder passou um ano na Universidade do Texas, entre 2007 e 2008, aprendendo novas técnicas e contribuindo com o desenvolvimento dos métodos para a análise dos resultados das pesquisas do grupo americano.

"Pela primeira vez se mediram as inclinações das órbitas de dois exoplanetas de um mesmo sistema planetário. Esse sistema, chamado Upsilon Andromedae, possui três planetas detectados, sendo que, surpreendentemente, dois deles possuem órbitas não alinhadas. Essas medidas foram realizadas com a mesma técnica descrita em minha tese", informa Eder Martioli, cuja defesa do doutorado está marcada para o dia 9 de junho, no INPE de São José dos Campos.

A descoberta sobre o sistema Upsilon Andromedae deve influenciar os estudos sobre a evolução dos sistemas compostos por vários planetas, ao mostrar que nem sempre todos eles orbitam a estrela num mesmo plano. O desalinhamento destes exoplanetas sugere ainda que eventos violentos podem perturbar órbitas mesmo depois de o sistema estar formado.

O estudo foi baseado nos dados obtidos pelo Telescópio Espacial Hubble, Telescópio Hobby-Eberly e outros telescópios baseados no solo, combinados com modelos teóricos.

Há mais de dez anos que os astrônomos sabem que três planetas do tamanho de Júpiter orbitam a estrela Upsilon Andromedae, semelhante ao Sol e a 44 anos-luz. Ela é um pouco mais jovem, brilhante e tem mais massa que o Sol. O grupo de pesquisadores determinou a massa de dois dos planetas, Upsilon Andromedae c e d, e descobriu que não estão no mesmo plano. O estudo mostra que as órbitas de c e d estão inclinadas em 30º em relação uma à outra. A equipe descobriu ainda um quarto planeta, muito mais distante da estrela.

O estudo aponta que diversos cenários gravitacionais poderiam ter causado a inclinação notável em Upsilon Andromedae, incluindo interações durante a migração de um planeta para mais perto da estrela, perturbações causadas por uma outra estrela ou a expulsão de um planeta para fora do sistema.



Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Comentário: Mais uma vitória do INPE e da Astrofísica brasileira dando sua contribuição para o conhecimento humano. Parabéns ao instituto e em especial ao doutorando Eder Martioli pela sua tese que levou a esta descoberta.

Os Primórdios do Observatório Antares na Bahia


Olá leitor!

Segue abaixo um interessante artigo publicado dia (17/07/2009) no site do jornal “Feira Hoje” relatando uma breve historico do “Observatório Antares” que fica localizado na bela cidade de Feira de Santana, na Bahia, aproximadamente 120 km de Salvador.

Duda Falcão


Uma Breve História do Observatório Antares

Sob o Olhar de Carlos Bacelar


Primórdios do Observatório Antares


Carlos W. Morais Bacelar

Jornal Feira Hoje

Publicado em 17/07/2009 - 19:11:12


Eis o telescópio que deu origem ao Observatório Antares e Carlos Barcelar

O interesse pelas questões ligadas à astronomia já envolvia um grupo de jovens feirenses desde a década de 1960. A fundação da Sociedade Astronômica Feirense (SAF), em 1966, precedeu, portanto, a existência do Observatório Antares, e me envolveu, a César Orrico, Olival Carneiro e Josemar Navarro, no qual fizemos parte. Construímos e testamos um foguete com aproximadamente 40 cm de comprimento e 14 cm de diâmetro, usando combustível sólido. Eu montei o painel de controle e o sistema elétrico, Olival preparou o combustível, Josemar e César, montaram a estrutura do foguete e no teste alcançou, aproximadamente, 150 m de altura. Depois de pouco tempo, a SAF se desfez por falta de recursos.

Quando eu tinha 17 anos, em 1968, o antigo interesse pela observação do universo, levou-me a comprar um telescópio de 180X, da Tasco, com 60 cm de comprimento, no qual fiz a adaptação de uma engrenagem dos ponteirinhos de um contador de luz a um motor, para fazer o telescópio acompanhar um astro em movimento e assim permitir a observação por bastante tempo. Assim, eu e os amigos, também curiosos com essas questões, passávamos um bom tempo observando os astros. César Orrico era vizinho e tínhamos uma boa amizade. Como ele também gostava de astronomia, ficou entusiasmado com a “invenção” e me chamou para montarmos um observatório. Tive que recusar a proposta, pois sabia que o investimento era muito alto e eu não dispunha de recursos.

Empenhado em concretizar este sonho, César começou a fazer visitas a pessoas potencialmente capazes de apoiar a iniciativa. Numa dessas visitas, em que se fez acompanhar por José Olímpio, Cesar levou o telescópio e conseguiram sensibilizar Beto Oliveira, que doou um terreno. Depois apareceu mais outro e, por fim, a imobiliária de Milton Falcão (Bubu), que cedeu um grande terreno no Jardim Cruzeiro. Foi escolhido este último, porque se situava mais próximo do centro da cidade, como Cesar queria, e era o maior dentre os colocados à nossa disposição. É neste local que hoje se encontra o Observatório Antares.

Foi então que Beto Oliveira, José Olímpio e Cezar foram até a casa do Deputado Áureo Filho, apresentar-lhe o projeto elaborado pelo arquiteto Everaldo Cerqueira. Ouviram, então, do deputado: “Feira de Santana não merece isso.” Eles ficaram espantados com a frase, e Áureo completou, dizendo: “Feira merece algo maior e temos que trazer o melhor para nossa cidade.” Convidou-os, então, para ir até o governador Antônio Carlos Magalhães, que entusiasmado com o projeto, mandou providenciar o que fosse necessário para erguer o observatório.

Em 25 de setembro de 1971, o Observatório Antares foi fundado por Augusto César Pereira Orrico.

O empenho de ver erguido o prédio em que funcionaria o observatório levou José Olímpio, em meados de 1972, a começar a construção dos alicerces. A construtora Teto deu continuidade, fixando, primeiramente, isolada de toda a estrutura do prédio, com uma profundidade de aproximadamente 10 metros, a coluna onde foi colocado o telescópio e depois o resto da estrutura até a conclusão.

E vimos levantar-se o prédio. Após a construção da coluna, para a colocação do telescópio, edificou-se a estrutura central para montar a cúpula e depois foi construída a frente, onde foram instalados o auditório, a biblioteca e a recepção. Em março de 1974, foi adquirido o primeiro telescópio refrator de 152/2.286 mm (2,28 m) de comprimento, de fabricação americana, depois de pouco tempo foi colocado a cúpula de 5 m de diâmetro.

Em pouco tempo foram feitas as primeiras fotos no Observatório, o eclipse da Lua, com duas incidências: uma da sequência do eclipse, em 5 exposições numa só foto, que foi feita na minha máquina fotográfica, que ainda usava filme 120 — para conseguir esta foto, posicionei-me na parte externa da cúpula, com a máquina presa a um tripé; as outras fotos foram feitas no telescópio, pelo fotógrafo Magalhães, e com a presença de Cesar e do jornalista Eguiberto Costa, que acompanharam a passagem do eclipse. Após a montagem da máquina fotográfica no telescópio refrator de 2.28 m para obter as fotos, um problema surgiu: não conseguiam foco.

Diante dessa situação fui averiguar a razão da ocorrência e descobri que havia um alongamento na ocular do telescópio que fazia a diferença de foco entre os olhos e a máquina fotográfica; estava recuado e precisei apenas puxar para que o foco normalizasse. Resolvi o problema e o telescópio produziu as fotos que foram divulgadas no jornal. Esse primeiro evento fotográfico do Observatório foi divulgado em entrevista concedida por Cesar a um jornal, entretanto foi decepcionante, pois a matéria não deu o merecido crédito à equipe que estava presente, cujo esforço resultou no sucesso do acontecimento. Resolvi, então, afastar-me do observatório e só aparecia como visitante.

Em outra ocasião, desejando tirar uma foto de Saturno, não obtive de Cesar a devida autorização. Dias depois, graças ao apoio de um dos funcionários, que também tinha interesse de ver esta imagem, adaptei minha máquina, para encaixá-la no telescópio, coloquei-a na ocular, fiz o balanceamento, para não forçar o sistema de engrenagem do telescópio, direcionei o telescópio ao planeta Saturno e fiz a foto, que pode ser visualizada a seguir.

Na década de 1970, o Observatório lançou algumas publicações, dentre as quais se destacam: em dezembro de 1973, o livreto sobre a passagem do cometa Kohoutek; em janeiro de 1975 o mapa do céu da Bahia, trazido do Observatório Nacional do Rio de Janeiro, pelo astrônomo Rogério Mourão; e em 1979 o anuário do Observatório, com orientação do astrônomo Rogério Mourão.

O Observatório foi doado inicialmente à prefeitura de Feira, mas como não havia recursos para manter e dar continuidade aos trabalhos científicos, a partir de novembro de 1994 foi incorporado à Universidade Estadual de Feira de Santana. Sua localização dentro da cidade de Feira de Santana, entretanto, não é adequada para a pesquisa observacional. Os observatórios astronômicos devem ser sediados longe da poluição atmosférica das grandes cidades, num sítio de grande transparência atmosférica, sem luminosidade e de clima seco, em grandes altitudes, sem vibração terrestre, longe da passagem de veículos. Assim são os grandes observatórios existentes no mundo.

César está afastado do Observatório a mais de dois anos.

Hoje o Observatório Antares está funcionando com algumas atividades astrofísicas, científicas, para a Universidade, colégios e para o público, etc. No final deste mês, o Observatório Antares, está comemorando os 40 anos da primeira viagem do homem à Lua, com muitas surpresas.

O dia 20 de julho de 1969, foi um marco para a história norte-americana e também para o resto do mundo, por ter sido o dia em que o homem, finalmente, pisou na Lua, o único satélite natural da Terra, distante 384.400 quilômetros de nós.

A façanha foi realizada por três astronautas norte-americanos, Neil Armstrong, Michael Collins e Edwin Aldrin, integrantes da missão Apollo 11. Foi Neil Armstrong quem colocou os pés na Lua. Milhões de pessoas acompanharam esse evento pela televisão, que transmitiu as cenas via satélite, e pelo rádio, mas até hoje tem gente que não acredita. Parecia mesmo incrível que a tecnologia pudesse realizar uma façanha como aquela.

Observação: Devido à falta das Atas do Observatório, não obtive informações de todas as datas. Algumas foram localizadas no jornal Feira Hoje, com José Olímpio, e outras junto a Francisco Roque, encarregado da manutenção do observatório que, desde o início da construção, quando atuou como pedreiro, até hoje acompanha o desenvolvimento do Observatório Antares. O Sr. Raimundo Gama, Zé Olímpio, Sr. Melo do Jornal Folha do Norte e Magalhães, colaboraram com a cessão dos jornais, algumas fotos e o anuário.

Meus agradecimentos


Fonte: Site do Jornal Feira Hoje - 17-07-2009

Comentário: O Observatório Antares é um marco para a astronomia no estado da Bahia e fruto da iniciativa de jovens visionários que final da década de 60 se mobilizaram para que o mesmo pudesse se tornar uma realidade. Hoje o observatório pertence à Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) e apesar de sua localização inadequada continua prestando grandes serviços a astronomia baiana e brasileira.