domingo, 31 de janeiro de 2010

IAG/USP Realiza Curso de Meteorologia para Professores


Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada dia 29/01 no site da “Universidade de São Paulo (USP)” destacando que "Departamento de Ciências Atmosféricas do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG)" da USP promoveu até o dia 22/01 o primeiro curso de extensão noções de meteorologia para professores do Ensino Médio.

Duda Falcão

Educação

No IAG, Curso de Meteorologia para Professores
do Ensino Médio é Teste para Projetos Futuros

29/01/2010
Fabrício Oliveira / USP Online

fabricio.carmo.oliveira@usp.br

Em tempos de discussão sobre mudanças climáticas e dúvidas frequentes em relação à ação do homem sobre o meio ambiente, o Departamento de Ciências Atmosféricas do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP promoveu até o dia 22 o primeiro curso de extensão Noções de meteorologia para professores do Ensino Médio, visando fornecer conceitos que auxiliassem os docentes no entendimento de uma ciência tão importante quanto antiga.

Com a responsabilidade de servir de teste para futuros projetos, o curso, que também foi o o primeiro de extensão promovido por este departamento do IAG, atendeu em sua maioria professores da rede pública, sendo muitos das áreas de física, química, geografia, biologia e matemática. As coordenadoras do curso, professsoras Rita Ynoue e Márcia Akemi, exaltam a pluralidade dos professores que mostraram interesse pela proposta. “Até professores de português e inglês nos procuraram”, lembra Márcia.

A procura foi tamanha que houve a necessidade de se restringir o curso inclusive a graduandos da própria USP, que buscaram inscrições. “Teve gente que não era professor; era da graduação, ou recém-formado. Então, a preferência foi dada a quem realmente já era professor”, diz Rita Ynoue. Além da grande procura, a medida teve de ser tomada em razão do objetivo principal do curso: fazer com que os conhecimentos em meteorologia chegassem a estudantes do ensino médio.

Márcia Akemi e Rita Ynoue, coordenadoras do primeiro
curso de extensão do departamento de meteorologia

Há ainda uma outra meta, a ser cumprida a longo prazo - a diminuição da evasão na graduação em meteorologia no IAG. Segundo Márcia Akemi, muitos estudantes ingressam no graduação desconhecendo o que realmente é meteorologia. Rita acrescenta que muitos alunos chegam à Universidade com alguns erros conceituais sobre o que aprenderam nas escolas. “Conseguir, de alguma forma, diminuir a evasão na graduação, aumentando o conhecimento dos alunos sobre o tema, será benéfico tanto para o Instituto como para a própria USP”, afirma.

Relatos

As professoras do IAG apontam que, desde 2008, com os crescentes alertas sobre a situação climática do planeta, o interesse da sociedade sobre a área aumentou significativamente. “Hoje é importante que as pessoas saibam o porquê e como ocorrem as mudanças climáticas”, comenta Márcia. Um dos 31selecionados para o curso, Luiz Paulo Nunes confirma o aumento da preocupação com a temática. Professor da ETEC Alberto Santos Dumont, no Guarujá, Nunes observa que “dando aula para alunos mais carentes, é possível ver que eles estão mais expostos aos efeitos imediatos de uma enchente ou de uma estiagem muito longa, e isso suscita discussões. Eles perguntam, por exemplo, sobre o clima no tempo dos pais deles”. Para o professor, nessas horas, é preciso ponderar certas questões como crescimento urbano e oferta de recursos naturais para que se tenha um rigor científico nas respostas dadas aos alunos.

Após aulas teóricas sobre metodologia e conceitos relacionados à meteorologia, os professores, que durante uma semana se tornaram alunos, eram incentivados a fazer medições de fatores climáticos e montar análises e tabelas utilizando os conceitos debatidos. Na opinião de Simone Violante, professora de biologia do Colégio Hugo Sarmento, de São Paulo, o interessante sobre o curso é a possibilidade de se obter informações direto da fonte de saber especializada. “Quando os professores de física, de geografia ou de biologia aplicam esses conceitos, temos várias visões diferentes. Mas quando se recebe os fundamentos e conceitos de especialistas em meteorologia é diferente. O importante é isso: aprender direto da fonte os conceitos e os fundamentos, para depois passarmos aos alunos”. Luís Lima, professor de física do mesmo colégio, complementa: “em resumo, estamos buscando excelência”.

Luiz Nunes argumenta ainda que o professorado brasileiro, na maioria dos casos, está pouco habituado a fazer cursos de extensão ou especialização do gênero do curso oferecido pelo IAG. “Nós [professores], em geral, saímos da academia e achamos que nos bastamos. E ficamos 20 anos repetindo o que ouvimos dos nossos professores. Então, voltar aos bancos da universidade e ver como estão as novas pesquisas sobre determinadas questões é essencial para darmos melhores aulas e contribuições aos alunos”.

O Departamento de Ciências Atmosféricas ainda estuda a realização de novos cursos semelhantes e não descarta a possibilidade de promover aulas para um público cada vez mais abrangente.


Fonte: Site da Universidade de São Paulo (USP)

Comentário: Muito bom. O blog “BRAZILIAN SPACE” defende que a educação de qualidade é a saída para o desenvolvimento do Brasil. Parabéns ao IAG/USP pela iniciativa e o blog coloca-se a inteira disposição para divulgar esse tipo de notícia quando seus realizadores assim achar necessário.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Programa CBERS - Vídeo Institucional


Olá leitor!

Venho aqui convidá-lo a assistir o vídeo institucional do “Programa CBERS” que é desenvolvido em parceria com a China desde a assinatura de um acordo em 06/07/1988.

O Programa CBERS ou “China-Brazil Earth Resources Satellite” (Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres) que está sendo desenvolvido numa parceria que envolve o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e a Academia Chinesa de Tecnologia Espacial (CAST) visa o desenvolvimento de uma família de satélites avançados de sensoriamento remoto para os dois países.

Através desse exitoso programa (coisa muito rara no PEB) já foram desenvolvidos e lançados três satélites, ou seja, o CBERS-1 (lançado em 14/10/1999), o CBERS-2 (lançado em 21/10/2003) e o CBERS-2B (lançado em 19/09/2007 e atualmente em órbita) todos com sucesso.

Atualmente (como já abordado aqui no blog em diversas ocasiões) estão em desenvolvimento pelas indústrias dos dois países os Satélites CBRES-3 e 4, com previsão de lançamento em 2011 e 2014 respectivamente. Isto é, se não houver atrasos.

Para maiores informações visite o site do programa pelo link: http://www.cbers.inpe.br/

video
Video Institucional do Programa CBERS

Aproveito também para convidar o leitor a visitar pelo link abaixo o canal do blog no “YouTube”, onde você poderá conferir diversos vídeos relacionados com o Programa Espacial do país.

http://www.youtube.com/user/BrazilianSpace

Duda Falcão

Comenta-se nos Bastidores que RALCam 3 Estaria em Risco


Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada ontem (29/01) pelo companheiro jornalista André Mileski no seu blog “Panorama Espacial” destacando que segundo se comenta nos bastidores do PEB a câmera inglesa "RALCam 3" estaria ameaçada de não voar mais com o satélite brasileiro Amazônia-1.

Duda Falcão

Amazônia-1: RALCam 3 em Risco

29/01/2010

Há algumas semanas, circula nos bastidores "espaciais" a informação de que a câmera inglesa RALCam 3, a ser fornecida pelo Rutherford Appleton Laboratory - Science & Technology Facilities Council (RAL-STFC) para o satélite de observação terrestre Amazônia-1, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), poderia não voar mais com o satélite brasileiro. A razão seria a necessidade de alteração na órbita do Amazônia-1, em cerca de 80 km, para a operação do imageador europeu, de alta resolução.

Em princípio, o satélite do INPE, que deve subir ao espaço a partir de 2012, deveria contar com dois sensores óticos: a RALCam 3, e a AWFI, carga útil principal atualmente em desenvolvimento pela indústria Opto Eletrônica, de São Carlos (SP).

O blog entrou em contato com o diretor do INPE, Gilberto Câmara, a fim de esclarecer oficialmente o assunto. Câmara respondeu: "Quanto ao Amazônia-1, temos dificuldades para incluir a RALCAM, devido aos custos adicionais necessários para compor a carga útil. Estamos em negociação com o governo do Reino Unido para compartilhar os custos adicionais."

Em breve, voltaremos a abordar este tema, dando mais informações.


Fonte: Blog “Panorama Espacial“ - André Mileski

Comentário: Péssima notícia para esse satélite que já está atrasado mais de 25 anos (esse projeto é da época da antiga Missão Espacial Completa Brasileira - MECB), e faz parte da classe dos projetos metamórficos do PEB (antes era chamado de Satélite de Sensoriamento Remoto 1 - SSR-1). Certamente essa indefinição atrasará ainda mais esse projeto, coisa que infelizmente é muito comum nesse programa que é uma total bagunça.

Conselho da Câmara Participa de Reunião no Maranhão


Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria publicada hoje (30/01) no jornal “O Estado do Maranhão” destacando que em reunião com membros do "Conselho de Altos Estudos e Avaliação Tecnológica da Câmara Federal" o governador interino João Alberto disse que irá ajudar para solucionar os entraves à expansão do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA).

Duda Falcão

Avanços no CLA Estão Entre as
Prioridades do Governo do Estado

Em reunião com membros do Conselho de Altos Estudos e
Avaliação Tecnológica da Câmara Federal, governador interino
João Alberto disse que o Maranhão vai ajudar a sanar entraves
à expanção do Centro de Lançamento


O Estado do Maranhão
30/01/2010


De Jesus

Observado por Rodrigo Rollemberg, João Alberto
ressaltou compromisso do Estado com o CLA

Afim de fazer um panorama das atividades referentes ao Programa Espacial Brasileiro, principalmente em relação à importância do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) para o desenvolvimento das atividades do setor, integrantes do Conselho de Altos Estudos e Avaliação Tecnológica da Câmara dos Deputados Federais estiveram ontem com o governador em exercício João Alberto de Sousa. Da reunião, participaram ainda secretários de Estado e representantes da binacional Alcântara Cyclone Space.

O encontro foi para identificar os entraves à expansão das atividades do CLA e, posteriormente, propor estratégias ao Governo Federal para a solução dos problemas. O resultado do estudo será divulgado em relatório no mês de abril e representa um dos levantamentos mais abrangentes do Programa Espacial Brasileiro. O documento será uma referência para apontar soluções e novas propostas para o setor.

Além da reunião, na quinta-feira, o conselho visitou o CLA, comunidades quilombolas e as agrovilas e percebeu que as comunidades esperam novas oportunidades de geração de empregos e qualificação da mão-de-obra local com o desenvolvimento do projeto. No entanto, as comunidades necessitam de incentivos para melhorar as técnicas agrícolas, atendimento médico, educação que, de certa forma, contribuirão para o diálogo e mais envolvimento das comunidades em relação ao projeto. “Ficamos surpresos com a aprovação do projeto por parte da comunidade, principalmente pelos mais jovens. A intenção da visita é articular as esferas do poder para abordar aspectos tecnológicos, sociais e culturais”, frisou o deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB/DF), relator do estudo.

Segundo o governador em exercício, João Alberto, discutir as burocracias, dificuldades de entendimentos sociais e avanços tecnológicos do Programa Espacial são prioritários, ainda mais em um período em que o Maranhão prepara-se para a instalação da empresa binacional Alcântara Cyclone Space (ACS), que, entre as atividades de lançamento de foguetes de grande porte, será responsável pela inserção do Brasil no mercado internacional do setor. “O presidente Lula, em conversas com a governadora Roseana Sarney, determinou que os assuntos de Alcântara são prioridades. O Governo do Estado deve contribuir para que todos os entraves, principalmente os problemas sociais, sejam resolvidos”, observou.

MAIS

O Conselho de Altos Estudos e Avaliação Tecnológica, composto por 11 deputados, é um órgão técnico-consultivo vinculado à Mesa da Câmara dos Deputados, dedicado à análise, discussão e prospecção de temas de natureza estratégica para o país. Atua no desenvolvimento de estudos técnicos-científicos relacionados a programas, planos e ações governamentais na elaboração de proposições que resultem em benefícios à sociedade. Os resultados são consolidados em uma publicação editada pelo Conselho.


Dificuldades - Presente à reunião, o secretário de Planejamento, Gastão Vieira (PMDB/MA), destacou que um dos principais problemas relacionados a Alcântara consiste na burocracia e ainda na falta de uma articulação conjunta mais intensa entre as esferas dos poderes municipal, estadual e federal. Para ilustrar a afirmação, o secretário lembrou ainda da falta de liberação pela União dos recursos para a recuperação da MA-106, cujo convênio entre Governo Federal e Estadual foi assinado no mês de agosto. “A obra foi licitada, temos uma empresa vencedora, mas até agora não se sabe os motivos da União não ter depositado esse dinheiro nos cofres do Maranhão. Essa obra é fundamental para o transporte de maquinário pesado que as empresas lançadoras de foguetes necessitam e já estamos com um atraso de seis meses”, disse ele.

Outra questão, levantada pela secretária de Agricultura Familiar, Conceição Andrade, é priorizar a melhoria das condições de vida da população de Alcântara, a partir da conclusão de projetos que proporcionem o desenvolvimento integrado e sustentável. “A agricultura em Alcântara ainda é algo bastante complexo. O que a gente precisa é uma organização para aprovar um projeto concreto e viável que traga incentivos às comunidades, mas respeitando as questões sociais e culturais da sociedade”, completou.

Para o coordenador executivo do Conselho de Altos Estudos e Avanços Tecnológicos da Câmara dos Deputados Federais, Paulo Motta, o encontro foi muito produtivo, pois mostrou a preocupação do Governo do Estado em participar mais ativamente do programa e apontou bases para mediações com o Governo Federal. “Nós vamos concluir os estudos do Programa Espacial e, em seguida, iremos propor cursos e workshops para as comunidades e gestores públicos”, adiantou.


Fonte: Jornal O Estado do Maranhão - 30/01/2010

Comentário: O blog tem de reconhecer que se juntar os esforços dos ministros Sérgio Rezende, Nelson Jobim, do presidente da AEB, Carlos Ganem e do diretor-geral da ACS, Roberto Amaral, não chegam nem perto ao esforço que o deputado Rodrigo Rollemberg (deputado, continuo aguardando uma resposta do senhor ao meu e-mail) vem realizando em prol do cambaleante Programa Espacial Brasileiro. Apesar de reconhecermos seu esforço e do Conselho da Câmara (praticamente ele) não acreditamos que o mesmo venha obter os resultados que o PEB exige. No entanto, algo haverá de melhorar, mas temo que não o suficiente. Além do fator cultural que é um grande empecilho para um bom desempenho em qualquer área da gestão pública nesse país, existem forças contrarias dentro do próprio governo que por pura ignorância (não tem a mínima idéia do que significa um programa espacial) lutam fervorosamente para impedir o andamento do programa. Além disso, a falta de decisão política se realmente queremos ou não ter um programa espacial (já que o mesmo é caro, de logo prazo e não pode ser realizado sem o apoio da sociedade como um todo) é um dos fatores que dificultam a operacionalidade desse programa. A reclamação segundo a matéria do secretário de Planejamento do Maranhão, Gastão Vieira, da falta de liberação pela União dos recursos para a recuperação da MA-106, cujo convênio entre Governo Federal e Estadual foi assinado no mês de agosto, é uma clara demonstração do descaso do governo LULA para com o programa que o mesmo vive dizendo pela mídia que é estratégico para o país. Apesar de o blog ser terminante contra a instalação da empresa ACS nos moldes ao qual a mesma foi concebida, a instalação do CEA (Centro Espacial de Alcântara) é não só benéfica ao Programa Espacial Brasileiro, em todos os sentidos, como também extremamente necessária para o seu desenvolvimento. Uma vez mais agradeço a gentileza do leitor maranhense Edvaldo Coqueiro pelo envio da matéria.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Satélite Japonês ALOS Vai Monitorar a Amazônia


Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada hoje (28/01) no site “Apollo11.com” destacando que o satélite japonês ALOS irá ajudar o Brasil a monitorar a Amazônia.

Duda Falcão

Satélite Japonês ALOS Vai Ajudar Brasil Monitorar a Amazônia

Editoria: Meio Ambiente
Quinta-feira, 28 jan 2010 - 10h15


O satélite japonês ALOS (Advanced Land Observing Satellite) começou a ser usado pelo Brasil no monitoramento do desmatamento na Floresta Amazônica. O diferencial desse satélite é que sua tecnologia permite enxergar através das nuvens, dando maior precisão na coleta de dados.

Arte: Dados do satélite ALOS permitem saber exatamente o
ponto onde os desmatamentos estão acontecendo, além de
mostrar com precisão estradas e rios que possam ser utilizados
para chegar ao local do crime ambiental.
Fonte: Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (JAXA)

Para o Brasil o sistema é revolucionário, pois a Amazônia por ser uma floresta tropical, fica coberta de nuvens pelo menos de seis a oito meses no ano, o que dificulta muito as observações dos satélites comuns.

O ALOS fica a cerca de 700 quilômetros de altitude e funciona com um sistema de radar de abertura sintética. Sinais de micro-ondas são enviados para a terra, atravessam as nuvens, chegam ao solo e voltam para o espaço. Todas as informações captadas pelo satélite são transmitidas para o outro lado do planeta até o Centro de Observação da Terra, órgão do governo japonês e que fica nos arredores da capital Tóquio.

As informações processadas por supercomputadores já começaram a servir de base para agentes do IBAMA e da Polícia Federal no Brasil, que ficam sabendo exatamente o ponto onde estão acontecendo os desmatamentos.

Atualmente, oito agentes brasileiros de fiscalização estão no Japão recebendo um treinamento para usar as novas informações do ALOS. No futuro, as imagens do satélite também serão usadas nos tribunais como prova para punir os criminosos ambientais.

O satélite japonês ALOS foi lançado pela Agência Espacial Japonesa (JAXA) no dia 24 de janeiro de 2006 com o objetivo de acompanhar as mudanças climáticas globais e os desastres ambientais.


Fonte: Site Apolo11.com

Comentário: Estranhamente a notícia não cita a participação do INPE nesse acordo com a JAXA, por que será? Outro fato que tem de se chamar atenção é que se investimentos em tecnologia espacial tivessem sido feitos pelos governos anteriores e em parte pelo governo LULA, não teríamos de depender agora desse satélite japonês. A falta de visão e a incompetência administrativa reinante até hoje em nosso programa espacial são os grandes responsáveis por esse atraso tecnológico. Sendo assim, o resultado não poderia ser outro, afinal quem planta, colhe. Parabéns ao IBAMA e a Policia Federal pela iniciativa, mesmo que tardia.

Mestrado Profissional em Engenharia Aeroespacial


Olá leitor!

Se você é brasileiro(a) nato(a) ou naturalizado(a), e graduado, preferencialmente, nos últimos 2 anos em engenharia aeronáutica, mecânica, mecatrônica, metalúrgica, ou de materiais e quer trabalhar no Programa Espacial Brasileiro está ai a sua chance.

O ITA em parceria com o IAE e o MAI russo está com inscrições abertas para o “Mestrado Profissional em Engenharia Aeroespacial” visando capacitar engenheiros na área de desenvolvimento de veículos Lançadores a propelente líquido. O Brasil precisa de você, se inscreva, ainda há tempo.

Duda Falcão

Mestrado Profissional em Engenharia Aeroespacial
MPEA 2010 - Parceria ITA/IAE/MAI


Inscrições: 05/out/2009 a 05/fev/2010

Objetivo: Capacitar engenheiros para a área de desenvolvimento de Veículos Lançadores a Propelente Líquido no Brasil.

Assunto: Estágios Superiores a Propelente Líquido

Descrição: O curso é resultado de uma parceria entre o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e o Moscow Aviation Institute (MAI), uma das mais renomadas universidades da Rússia na área aeroespacial, sendo limitado a 12 alunos selecionados de acordo com as instruções descritas abaixo.

Terá duração de 18 meses, sendo 6 meses destinados a aulas teóricas no ITA, 4 meses de aulas teóricas e trabalhos de laboratório no MAI (Rússia), e 8 meses destinados ao desenvolvimento, preparação e apresentação da dissertação de mestrado diante de banca examinadora.

As disciplinas no MAI serão ministradas usando o idioma russo e traduzidas para o português por intérprete, abrangendo aspectos de teoria, cálculo, projeto, fabricação e testes durante o desenvolvimento de Veículos Lançadores a Propelente Líquido.

O curso exigirá dedicação em regime integral por parte dos alunos, que terão 5 horas de aula e exercícios por dia, todos os dias úteis da semana, devendo ainda dedicar ao menos 5 horas por dia em estudo individual para fixação dos conhecimentos e conclusão dos exercícios recebidos em aula. Ao final de cada disciplina haverá avaliação do desempenho do aluno.

Metodologia: O curso será desenvolvido em três fases. A primeira fase, com duração de 6 meses, será realizada por meio de disciplinas ministradas nas instalações do ITA, num total de 600 horas-aula. Esta fase contemplará apenas disciplinas teóricas.

A segunda fase, com duração de 4 meses, será realizada por meio de disciplinas ministradas nas instalações do MAI, num total de 350 horas-aula. Esta fase contemplará disciplinas teóricas e práticas laboratoriais.

A terceira fase, com duração de 8 meses será dedicada ao desenvolvimento das dissertações, com consultoria dos professores do MAI e orientação dos professores do ITA e pesquisadores do IAE.

Fase 1
Período:
01.03.2010 a 27.08.2010
Local: ITA
Disciplinas:
MP-780 Introdução à tecnologia de foguetes – 48h
MP-781 Mecânica Estrutural – 48h
MP-782 Tecnologia dos Materiais – 48h
MP-783 Elementos de Máquina – 48h
MP-784 Metrologia e Certificação – 48h
MP-785 Eletrônica e Equipamentos de Rádio – 48h
MP-786 Teoria de Controle e Componentes do SCA– 48h
MP-787 Teoria de Propulsão e Componentes do MFPL – 48h
MP-788 Esforços em Aparelhos Espaciais – 48h
MP-789 Desenho Técnico e CAD – 54h
MP-790 Teoria do movimento de Aparelhos Espaciais – 32h
MP-791 Dinâmica de Aparelhos Espaciais – 48h

Fase 2
Período: 06.09.2010 a 10.12.2010
Local: MAI
Disciplinas:
MP-792 Fundamentos da construção de Aparelhos Espaciais – 98h (32h lab)
MP-793 Estudos da construção de Aparelhos Espaciais – 48h (16h lab)
MP-794 Projeto de Aparelhos Espaciais e complexos – 132h
MP-795 Construção de Aparelhos Espaciais e agregados – 106h (28h lab)

Fase 3
Período: 03.01.2011 a 01.09.2011
Local: ITA
Elaboração de dissertações

Requisitos para inscrição: Os candidatos deverão ser brasileiros(as) natos(as) ou naturalizados(as), e graduados, preferencialmente, nos últimos 2 anos em engenharia aeronáutica, mecânica, mecatrônica, metalúrgica, ou de materiais.

Os documentos necessários compreendem: ficha de inscrição (click no link ao lado), cópias simples do RG, CPF, certidão de nascimento ou casamento, “curriculum vitae”, preferencialmente preparado na plataforma Lattes do CNPq, e cópias autenticadas de histórico escolar e diploma de graduação.

A inscrição é gratuita e os documentos necessários deverão ser entregues em envelope fechado, até 05-Fev-2010, em mãos ou via Sedex (valerá a data de postagem), no seguinte local:

A/C Sra. Nadjla (secretária do MPEA)
INSTITUTO TECNOLÓGICO DE AERONÁUTICA - ITA - Divisão de Pós-Graduação
Praça Mal. do Ar Eduardo Gomes, 50 - Vila das Acácias
12228-900 - São José dos Campos – SP

Forma de seleção: A seleção ocorrerá com base em avaliação do curriculum vitae e histórico escolar, seguida por entrevista e/ou prova de conhecimentos técnicos e teste de proficiência em inglês. Os candidatos selecionados por curriculum vitae e histórico escolar serão informados até o dia 12-Fev-2010, por e-mail ou telefone, a respeito do local e horário para a realização da entrevista e do teste de proficiência em inglês, os quais serão realizados até o dia 19-Fev-2010. A divulgação final dos candidatos selecionados será feita até 26-Fev-2010, por e-mail ou telefone.

Benefícios: O curso é gratuito, com fornecimento de material didático e empréstimo de microcomputador e softwares necessários, dispondo de sala de aulas com equipamento de projeção multimídia e sala de estudos com posições individuais. Os alunos receberão pagamento de Bolsa mensal no valor de R$ 1.200,00, além de transporte e auxílio financeiro durante a estadia na Rússia.

Informações:

Sra. Nadjla (secretária do MPEA)
Tel.: 12 3947-6964 12 3947-6964
e-mail: nadjla@ita.br


Fonte: Site do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE)

Novo Teste com o Motor S43 Ocorrerá Nesse Semestre


Olá leitor!

Segundo notícia divulgada pela revista “Espaço Brasileiro” (Edição 7) o motor-foguete sólido S43 fará ainda no primeiro semestre desse ano outra operação de ensaio de queima em banco de provas que ocorrerá muito provavelmente na Usina Coronel Abner (UCA).

Esse motor que compõe o primeiro e segundo estágios do VLS-1, já foi testado com sucesso na “Operação Flamingo” ocorrida em 20 de outubro de 2008 e muito provavelmente será testado também numa terceira operação ano que vêm, antes do primeiro vôo teste do VLS-1 previsto para o final de 2011.

Conjecturando, com esse segundo teste do motor S43 em banco de provas previsto para o primeiro semestre desse ano, pode ser que o vôo da SARA suborbital com o foguete VS-40 tenha de ser transferido para 2011, já que havia previsões de se fazer ainda um ensaio em banco de provas do motor S40 (primeiro estágio) do foguete VS-40 ou do S44 (segundo estágio) e talvez não haja tempo hábil para se fazer o teste no segundo semestre e lançar o foguete ainda em 2010, ou seja, mais atrasos com esse projeto.

Duda Falcão

Chineses e Brasileiros Revisam Projeto do Satélite CBERS


Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada ontem (27/01) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) destacando que uma equipe de chineses da Academia Chinesa de Tecnologia Espacial (CAST) encontra-se no INPE para a chamada Revisão Crítica do Projeto (CDR) dos satélites CBERS-3 e 4.

Duda Falcão

Chineses e Brasileiros Revisam Projeto do Satélite CBERS

27/01/2010

Equipe da Academia Chinesa de Tecnologia Espacial (CAST, na sigla em inglês) está no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP), para a chamada Revisão Crítica do Projeto (CDR) dos satélites CBERS-3 e 4. As atividades serão realizadas nos dias 2 e 3 de fevereiro em conjunto pelos especialistas brasileiros e chineses.

O INPE é o responsável no Brasil pelo Programa CBERS (sigla para China-Brazil Earth Resources Satellite; em português, Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres), parceria iniciada com a China em 1988 e que garantiu a ambos os países o domínio da tecnologia do sensoriamento remoto para observação da Terra. Segunda geração de satélites desenvolvidos pela parceria sino-brasileira, os CBERS-3 e 4 representam uma evolução dos satélites CBERS-1, 2 e 2B, este último lançado em setembro de 2007.

O Programa CBERS possui quatro principais segmentos, denominados Segmento Espacial – Satélite, Segmento de Controle, Segmento de Aplicações e Segmento do Veículo Lançador. A CDR tratará do primeiro, que consiste no satélite propriamente dito e suas interfaces com os outros Segmentos.

O objetivo da CDR é verificar se o projeto cumpre com os requisitos estabelecidos para o satélite e seus subsistemas, com as devidas margens de projeto, para atestar que a alternativa escolhida pelos engenheiros é correta. É também objetivo da CDR verificar as interfaces do satélite com os demais segmentos.

Modelos

Para chegar a esta etapa do projeto foram projetados, construídos e testados quatro modelos de satélites: Modelo Radioelétrico (RM); Modelo Estrutural (SM), Modelo Térmico (TM) e Modelo Elétrico (EM).

RM - o modelo radioelétrico do satélite possui as características radioelétricas (antenas, formas, superfícies). É construído e testado em campo de antenas para verificar diagramas de radiação e interferências.

SM - o modelo estrutural possui as características mecânicas do satélite, e tem como objetivo verificar se o satélite vai resistir aos esforços mecânicos impostos ao longo de sua vida útil, principalmente os esforços do lançamento. Esse modelo é submetido a testes estáticos e dinâmicos (vibração e acústico).

TM - é construído com as características térmicas do modelo de vôo e é submetido a teste de balanço térmico (TBT) em câmara termo-vácuo. O objetivo deste teste é verificar se todos os equipamentos e subsistemas suportarão as diferenças de temperatura durante a operação em órbita.

EM - o modelo elétrico é construído com equipamentos reais que são montados em uma estrutura representativa do satélite (modelos de engenharia) e tem como objetivo realizar a verificação dos requisitos funcionais de desempenho e a compatibilidade eletromagnética do satélite como um todo.

Os trabalhos dos modelos RM, SM e TM foram realizados no INPE e o do EM na CAST, na China.

Mais informações sobre o Programa CBERS no site www.cbers.inpe.br



Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Comentário: O Programa CBERS é um dos poucos programas de sucesso na área de satélites do Programa Espacial Brasileiro. O desenvolvimento do CBERS 3 e 4 como mostra esta notícia segue o seu cronograma dentro do prazo que culminará com o lançamento do CBERS-3 da China em 2011. É uma pena que o exemplo não seja seguido mais freqüentemente pelas outras áreas do PEB.

IAE Realiza Estudos de Aerodinâmica Computacional


Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada ontem (27/01) no site do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), destacando que a Divisão de Aerodinâmica (ALA) do instituto inova disponibilizando a empresas e outras divisões do instituto: estudos aerodinâmicos utilizando Aerodinâmica Computacional.

Duda Falcão

IAE Realiza Estudos de Aerodinâmica Computacional

27/01/2010

A Divisão de Aerodinâmica (ALA) do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) inova com mais um serviço que disponibiliza a empresas e outras divisões do instituto: estudos aerodinâmicos utilizando Aerodinâmica Computacional.

Comumente conhecida pelo acrônimo CFD, do inglês, Computational Fluid Dynamics ou Mecânica dos Fluidos Computacional, a Aerodinâmica Computacional é uma forma diferente para se fazer Aerodinâmica, uma vez que se pode "voar" uma aeronave, ou veículo lançador, no computador, antes que qualquer chapa metálica ou modelo seja construído.

A evolução desta área da ciência está intrinsecamente ligada à evolução da tecnologia de computadores. O doutor João Azevedo, iteano, que trabalha com CFD no IAE desde 1988, explica o procedimento de adequação do modelo para o uso computacional.

“Ao invés de se recorrer a ensaios experimentais ou a um processo de simplificação da formulação até que se consiga chegar em alguma expressão fechada (analítica), retorna-se às formulações mais fundamentais da mecânica dos fluidos.”

E continua, explicando como se alcança a formulação final. “Essas formulações são representadas tipicamente por equações diferenciais parciais não lineares, bastante complexas, e que não possuem soluções "fechadas", e se busca uma solução numérica (ou computacional) de tais equações”.

João Azevedo explica que a grande vantagem da utilização do CFD está no potencial de redução de custos de projetos. A Mecânica de Fluídos Computacional traz grande flexibilidade ao projetista, que pode avaliar diversas configurações aerodinâmicas para uma dada missão e escolher a configuração ótima, a uma fração do custo que este processo teria caso tivesse de envolver ensaios experimentais.

O trabalho realizado em CFD no IAE teve, e continua tendo, um papel fundamental no desenvolvimento da área no Brasil, principalmente no que se refere a metodologias adequadas a faixas de velocidade típicas de aplicações aeronáuticas e aeroespaciais. Este trabalho se desenvolveu, em grande parte, em estreita parceria com o ITA, sendo que alunos de graduação e de pós-graduação dessa instituição continuam trabalhando no IAE neste esforço de desenvolvimento científico e tecnológico.

O trabalho de desenvolvimento de ferramentas de Aerodinâmica Computacional no IAE tem recebido o apoio de diversas instituições de fomento, com destaque para o CNPq e a FAPESP. Em particular, esta última financiou um projeto em parceria com a Embraer, que foi realizado no período de janeiro de 2002 a maio de 2006, envolvendo recursos da ordem de 10 milhões de reais.

Este projeto, que envolveu diversas outras instituições de ensino e pesquisa do país e, na época, era conhecido como "Projeto CFD", recebeu o Prêmio CNI 2005, da Confederação Nacional da Indústria como o primeiro colocado na categoria "Parcerias para Inovação Tecnológica", na modalidade redes de pesquisa-empresa.

Os serviços de Aerodinâmica Computacional prestados pela ALA atualmente utilizam tanto ferramentas de CFD desenvolvidas internamente, pelo Laboratório de Aerodinâmica Computacional, quanto ferramentas comerciais.

A ênfase do trabalho de desenvolvimento, no presente momento, está no acoplamento destas ferramentas de CFD com outros módulos multidisciplinares, de forma a permitir, por exemplo, análises de estabilidade aeroelástica. De maneira análoga, o acoplamento de ferramentas de CFD com técnicas de projeto ótimo também vem recebendo atenção especial nos esforços atuais do grupo de trabalho da ALA.

A figura 1 mostra contornos de densidade adimensional sobre a configuração do VLS-1 em vôo supersônico e, a figura 2, contornos de número de Mach para um escoamento transônico sobre um perfil aerodinâmico. Ambos os resultados foram obtidos utilizando o código BRU3D, desenvolvido no IAE.



Fonte: Site do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE)

Comentário: Como o leitor pode notar apesar dos problemas que aflige o PEB tanto o IAE quanto o INPE vem investindo em seus laboratórios para prestarem um melhor apoio ao Programa Espacial Brasileiro como também a própria sociedade. Graças a instituições de fomento como o CNPq e a FAPESP isto tem sido possível cumprindo assim uma das diretrizes do PNAE que é a do investimento em infra-estrutura. Infelizmente por falta de maiores recursos esses investimentos não ocorrem na velocidade que deveriam ocorrer, devido ao orçamento insuficiente da AEB, atrasando assim ainda mais o programa.

CLA Mais de 400 Lançamentos de Foguetes


Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria publicada na revista “Espaço Brasileiro” (Out., Nov. e Dez. de 2009) destacando que o Centro de Lançamento de Alcântara já realizou mais de 400 lançamentos de foguetes desde a sua inauguraçaõ em 1989.

Duda Falcão

CLA
Mais de 400 Lançamentos

Posição geográfica privilegiada e condições climáticas
são fundamentais para o êxito das operações

O Brasil, que optou por ter um Programa Espacial completo, com centros de lançamento, veículos lan­çadores e satélites, capacitando-se nas tecnologias espaciais com foco nos grandes problemas nacionais e na utilização do espaço em benefício da sociedade possui o Centro de Lança­mento de Alcântara (CLA), no Estado do Maranhão.

Devido à posição geográfica, privi­legiada, o CLA, localizado a 2º18’ (dois graus e dezoito minutos) ao sul da linha do Equador, permite o aproveitamento e ganho de energia nos lançamentos em órbita de baixa inclinação, próximas à equatorial. Outros aspectos favoráveis são a segurança, pois o veículo é lançado sobre o mar, e as condições cli­máticas. No aspecto econômico, a proximidade com a linha do Equador permite economia de propelente ou combustível do foguete de cerca de 30%, em relação a outras bases de lançamento.

Nos últimos 20 anos, o CLA já efetuou vários tipos de operações com foguetes, desde foguetes de sondagem como o VS-30, VSB-30, VS-40, até o Veículo Lançador de Satélite (VLS). “As operações também contemplam outros engenhos, inclusive de origem estrangeira. O Centro já lançou foguetes FFAR (de teste), Super Loki (de teste), Viper Dart, Nike Orion, Black Brant e o Nike Tomahawk”, relata o engenhei­ro e chefe da Divisão de Operações, Carlos Alberto Santos Garces.

Etapas - Para a execução de um lançamento são necessárias etapas como preparação operacional, simu­lações, o lançamento propriamente dito e o rastreio. Desde a inaugu­ração em 1989, o CLA fez mais de 440 lançamentos de foguetes. Além dos veículos, o Centro também lança balões meteorológicos.

Segundo Carlos Alberto, o lança­mento de foguetes de pequeno porte capacita o Centro e auxilia o país na elaboração de novos projetos visando à colocação de satélites nacionais em órbita. “Nesta área específica, o de­senvolvimento tecnológico fomenta a indústria nacional, permitindo o cres­cimento estratégico do Brasil, que passa a ser visto como difusor de co­nhecimento e não apenas como mero consumidor de inovações tecnológi­cas estrangeiras”, conclui. Na próxima operação de lançamento, prevista para maio de 2010, será utilizado o foguete de treinamento básico, o FTB, fabricado pela empresa brasileira Avibras.

Foguetes

VLS - Desenvolvido a partir de 1985, passou por três testes, em 1997, 1999 e 2003. Ele tem capacidade de colocar satélites de até 350 quilogra­mas em órbitas baixas (entre 250 e 1000 quilômetro). O VLS-1 permitirá a consolidação de tecnologia indis­pensável à satelização de engenhos espaciais de significativa importância para o país.

VSB 30 - O Instituto de Aeronáutica e Espaço, do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) e a Agência Espacial Alemã (DLR), lançaram do CLA, em outubro de 2004, o primeiro protótipo do veículo VSB-30. O foguete de sondagem levou a bordo instrumentos destinados à realização de medidas de funcionamento do próprio veículo visando à qualificação para a re­alização de experimentos tecnológicos e científicos, sobretudo relacionados com o ambiente de microgravidade.

VS 40 - O VS-40 é um foguete de sondagem biestágio, movido à propulsão sólida não-controlado, estabilizado aerodinamicamente, com propelentes distribuídos entre o primeiro estágio (4.200 quilogramas) e o segundo estágio (810 quilogramas). A massa de carga útil é de 500 quilogra­mas e o apogeu é de 640 quilômetros. O VS-40 foi concebido, inicialmente, para realizar testes do quarto estágio do VLS em ambiente de vácuo.

SONDA II - A partir de 1966, o Sonda I evoluiu para o foguete monoes­tágio Sonda II, desenvolvido para transporte de cargas úteis científicas e tecnológicas, de 20 a 70 quilogra­mas, para experimentos na faixa de 50 a 100 quilômetros de altitude, com inovações tecnológicas, como novas proteções térmicas, propelentes e testes de componentes eletrônicos.

SONDA III - Com propulsores do 1º e 2º estágios, carregados com pro­pelente sólido, é capaz de transportar cargas úteis científicas e tecnológicas de 50 a 150 quilogramas para ex­perimentos na faixa entre 200 e 650 quilômetros de altitude.

SBAT-70 - O foguete tem fins de aperfeiçoamento e avaliação das características de desempenho dos meios operacionais, como rede de ge­renciamento, circuito fechado de TV, sistema de disparo e radares, visando lançamentos futuros. A operação de lançamento tem como principal objetivo a manutenção operacional do pessoal diretamente envolvido nas atividades de lançamento.

Fonte: www.cla.aer.mil.br


Fonte: Revista Espaço Brasileiro - núm 07 - Ano 2 - Out., Nov. e Dez. de 2009 - Pág. 22

Comentário: Apesar de ter lançado tantos foguetes desde a sua inauguração o Centro de Lançamento de Alcântara até o momento não foi responsável por qualquer lançamento de grande relevância histórica para o país, pelo contrario, ficou marcado pelo que talvez tenha sido o maior desastre com perdas de vida da história da astronáutica mundial. Interessante notar leitor que segundo a matéria um ou dois foguetes FTB serão lançados do CLA em maio desse ano. Esta notícia desmente o anúncio feito pelo coronel aviador Ricardo Rodrigues Rangel em 14/01 durante o evento de sua posse como comandante do Centro através de uma reportagem publicada pelo jornal “O Estado do Maranhão” em 15/01 (veja aqui a nota Novo Diretor do CLA Anuncia Lançamentos em 2010). Na ocasião o Cel. Rangel divulgou que as operações deveriam ser iniciadas em meados de fevereiro. Vamos aguardar.

LIM - Medidas Cada Vez Mais Confiáveis


Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria publicada na revista “Espaço Brasileiro” (Out., Nov. e Dez. de 2009) destacando que o Laboratório de Instrumentação Meteorológica (LIM) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) que é responsável pela calibração de instrumentos meteorológicos, poderá ser acreditado pelo INMETRO.

Duda Falcão

Medidas Cada Vez Mais Confiáveis

Laboratório de Instrumentação Meteorológica (LIM),
responsável pela calibração de instrumentos meteorológicos,
poderá ser acreditado pelo Inmetro

Se você costuma sair de casa somente após conferir a previsão do tempo na internet ou no noticiário, alguma vez já parou para imaginar a dimensão da estrutura montada para que essa previsão tenha um alto grau de confiabilidade? Para que isso aconteça na área de meteorologia e na área ambiental, uma equipe de técnicos e pesquisadores trabalha de forma incessante em busca de melhores resultados. Essa é uma das rotinas dos profissionais do Laboratório de Instrumentação Meteorológica (LIM) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Localizado em Cachoeira Paulista (SP), o LIM faz parte da estrutura do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) e oferece apoio à instrumen­tação meteorológica do Centro. No local funciona também a parte voltada à metrologia ambiental. Mas, em que a metrologia contribui para que as in­formações sobre o tempo sejam cada vez mais seguras? É que cabe ao LIM, a calibração dos sensores, medidores e estações meteorológicas utilizadas no monitoramento ambiental.

“Nosso laboratório é o primeiro, no Brasil, a se especializar em calibração de instrumentação meteorológica/ ambiental com rastreabilidade ao Sistema Internacional”, explica a engenheira metrologista do INPE, Patrícia Guimarães. “A rastreabilidade é o principal parâmetro que permite comparar as medidas internacionalmente, ou seja, com a rastreabilidade evidenciada é possível afirmar que 1º Celsius aqui é igual a 1º Celsius em qualquer lugar do mundo; e isto se estende às outras variáveis. Quando se utiliza uma instrumentação é preciso também atender às recomendações da Organização Meteorológica Mundial (OMM) para, assim, podermos comparar os dados de estações meteorológicas de diferentes localidades”, completa.

Alunos da pós-graduação do CPTEC,
no laboratório de temperatura e umidade

Instrumentos - Hoje, o LIM é responsável pela calibração de instrumentos meteorológicos como os barômetros, utilizados para medir a pressão atmosférica; de termohigrômetros, que medem a temperatura e a umidade relativa do ar; pluviômetros, que medem precipitação pluviométrica (acumulado e intensidade de chuva); piranômetros, que medem a radiação solar global e difusa, entre outros. Existe ainda um sistema para verificação de anemômetros - instrumentos meteorológicos para medir a direção e a velocidade do vento. Um túnel de vento específico para calibração de anemômetros, inclusive dos tipos ultrassônico e de levantamento eólico para estudo de viabilidade de geração de energia elétrica deve em breve ser implementado. Outras áreas também estão sendo agregadas, como a calibração da instrumentação utilizada para umidade e fluxo de calor no solo, além do monitoramento da qualidade da água e do ar.

Em todos os países, cabe aos Institutos Nacionais de Metrologia a missão de controlar e manter os valores das pro­priedades específicas atribuídas aos padrões nacionais. No caso do Brasil, o Instituto Nacional de Metrologia, Norma­lização e Qualidade Industrial (Inmetro), é responsável por essa atividade. O LIM está habilitado para se candidatar à acreditação pelo Inmetro. Um passo importante, em consonância com as normas internacionais, fundamental para que o País, através da Ciência e da Tecnologia, encontre soluções para muitas das questões ambientais.

Sede do LIM


Fonte: Revista Espaço Brasileiro - núm 07 - Ano 2 - Out., Nov. e Dez. de 2009 - Pág. 11

Comentário: Parabéns aos pesquisadores do LIM, do CPTEC e do INPE envolvidos com esse trabalho. É assim que se trabalha com seriedade e competência e quando isso acontece normalmente dar bons frutos. É uma pena que em outras áreas do PEB a seriedade não é uma prática muito comum entre seus gestores e justamente por isso os resultados não são os esperados.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

AEB Escola - Aprofundando Conhecimentos

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria publicada na revista “Espaço Brasileiro” (Out., Nov. e Dez. de 2009) destacando que a AEB lança em parceria com o MEC livros sobre a área espacial destinadas a professores da rede pública de ensino.

Duda Falcão

AEB Escola
Aprofundando Conhecimentos

Programa lança, em parceria com o MEC,
livros sobre a área espacial. Publicações são
destinadas a professores da rede pública de ensino

Coleção “Explorando o Ensino”

Programa AEB Escola, da Agência Espacial Brasileira (AEB), em parceria com a Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), lançará, em 2010, três livros que tratam da temática espacial. O lançamento integra os volumes 11, 12 e 13 da Coleção Ex­plorando o Ensino. Intitulados “Fronteira Espacial” – divididos em Astronomia e Astronáutica – e “Mudanças Climáticas”, respectivamente, os livros têm como objetivo oferecer conteúdos para enri­quecer as atividades em sala de aula dos professores da rede pública de ensino.

“A proposta da coleção é apoiar o trabalho dos professores em sala de aula, oferecendo-lhes um material científico-pedagógico que contemple a fundamentação teórica e metodológi­ca e proponha reflexões nas áreas de conhecimento/disciplinas da etapa de ensino da educação básica”, explica o diretor de Políticas de Formação, Materiais Didáticos e de Tecnologias para a Educação Básica do MEC, Marcelo Soares.

A coleção começou em 2004. Nesse período, já foram publicados livros de Matemática, Química e Biologia. Nas últimas edições, as obras contaram com o apoio de instituições da área científica para a produção de conteúdos interdisci­plinares, como História, Geografia, Física, Química, Biologia, Matemática e outros. Além do conteúdo escrito, o material é acompanhado de CDs com documen­tários produzidos pela TV Escola/MEC e AEB, imagens de diversos satélites e do jogo “Missões Espaciais”.

“O projeto é resultado de uma proposta feita pelo Programa AEB Escola à Coor­denação de Tecnologias Educacionais do MEC. Os conteúdos produzidos para os cursos básicos de formação de profes­sores foram aperfeiçoados e adaptados para se tornarem fonte de referência para os professores do ensino fundamental e médio da rede pública”, conta o diretor de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento da Agência Espacial, Thyrso Villela Neto. No total, serão distribuídos mais de 73 mil exemplares de cada volume para escolas públicas de todo o Brasil.

As próximas publicações serão seis livros dirigidos a professores das séries iniciais do ensino fundamental – Língua Portu­guesa, Literatura, Matemática, Ciências, Geografia e História – e dois volumes para o ensino médio, Filosofia e Socio­logia. “Essas publicações estarão nas escolas no primeiro semestre de 2010”, afirma o diretor de Políticas de Formação, Materiais Didáticos e de Tecnologias para a Educação Básica do MEC.

Conteúdo - Os volumes 11 e 12, escritos pelo jornalista científico Salvador Nogueira e pelo professor da Univer­sidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), João Batista Garcia Canalle, tratam da tentativa do homem em desvendar os mistérios do mundo que o cerca e, ao mesmo tempo, apresentá-los. O livro sobre Mudanças Climáticas, de autoria do meteorologista do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Gilvan Sampaio de Oliveira, do assessor da Secretaria Executiva do Fórum Bra­sileiro de Mudanças Climáticas (FBMC/ Coppe/UFRJ), Neilton Fidelis da Silva, e da pesquisadora do Instituto Virtual Internacional de Mudanças Globais (IVIG/Coppe/UFRJ), Rachel Martins Henriques, aborda os conhecimentos científicos sobre aquecimento global, mudanças climáticas e as influências nas esferas social, ambiental e econômica.

“Pretendemos contribuir para despertar o interesse de professores e alunos pela Ciência e Tecnologia, bem como conscientizá-los sobre a importância de se preservar o meio ambiente, promover a integração entre a comunidade científica e a acadêmica, e estimular a formação de novos talentos na área aereoespacial”, conclui o diretor de Satélites, Aplica­ções e Desenvolvimento.


Fonte: Revista Espaço Brasileiro - núm 07 - Ano 2 - Out., Nov. e Dez. de 2009 - Pág. 08

Comentário: Bom, muito bom e já deveria ter sido lançado há muito tempo, mas, antes tarde do que nunca. A educação é a saída para o desenvolvimento do país e toda ação nesse sentido terá o apoio do blog “BRAZILIAN SPACE”. Parabéns a AEB e o MEC pela iniciativa.

São Luís Sedia Audiência Pública do IBAMA


Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria publicada na revista “Espaço Brasileiro” (Out., Nov. e Dez. de 2009) descrevendo a audiência pública realizada em São Luís pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (IBAMA) em 21 de janeiro passado para a apresenta­ção do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) produzido pela Alcântara Cyclone Space (ACS).

Duda Falcão

São Luís Sedia Audiência Pública Sobre
Estudo de Impacto Ambiental

Sob a coordenação do IBAMA, assunto foi amplamente
esclarecido, em dezembro, com a participação de moradores
de Alcântara e descendentes de quilombolas

Gustavo Tourinho / ACS

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (IBAMA) realizou em 21 de janeiro mais uma audiência pública, em São Luís (MA), para a apresenta­ção do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) produzido pela Alcântara Cyclone Space (ACS). A elaboração do EIA e sua discussão com a comunidade e todos os interessados é um requisito necessário à implementação do empreendi­mento da ACS em Alcântara, com vistas à construção do sítio de lançamento do Veículo Espacial Cyclone-4.

A audiência pública ocorreu no Centro de Convenções do Estado do Maranhão Governador Pedro Neiva de Santana no Auditório Terezinha Jansen. A primeira audiência pública foi realizada em Alcântara, no dia 18 de dezembro, e contou com a participação de aproximadamente 400 pessoas.

A atividade é condição para que o IBAMA possa continuar os trâmites de concessão da Licença Prévia (LP), etapa anterior à Licença de Instalação (LI), que permitirá o início das obras de construção do complexo terrestre de lançamento Cyclone-4. A ACS iniciou, ainda, em 2009 a campanha de divulgação do evento, convidando toda a comunidade maranhense: sociedade civil, poder público, ONGs, particularmente, as comunidades de descenden­tes de quilombolas, inclusive as pessoas que estiveram presentes na audiência realizada em Alcântara, no dia 18 de dezembro. Nesta segunda audiência, as pessoas terão novamente oportunidade de participar de forma ativa na definição dos requisitos de proteção ambiental e da comu­nidade para a implementação do empreendimento.

Reuniões - Nos dias 27 de novembro, três, quatro e cinco de dezembro, a ACS realizou reuniões técnicas informativas para apresentar o Projeto Cyclone-4 e esclarecer dúvidas da população a respeito do Estudo de Impacto Ambiental (EIA), feito em Alcântara (MA). Os eventos ocorreram, respectiva­mente, no Auditório do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), em Brasília, no auditório do Centro Tecnológico do Maranhão (CETECMA), em São Luís, no Plenário da Câmara de Vereadores de Alcântara e na escola pública da comuni­dade de descendentes de quilombolas de Mamuna.

Entre os participantes destacaram-se representantes do Governo Federal, do Governo do Estado do Maranhão, do IBAMA, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), do Ministério Público Federal e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Na Câmara Municipal de Alcântara estiveram presentes, parlamentares da cidade e membros da prefeitura. A Reunião Técnica em Mamuna, que durou três horas, contou com a presença de cerca de 50 remanescentes de quilombos. Esses encontros serviram como preparação para a audiência que ocorreu em 18 de dezembro.

Audiência Reuniu Cerca de 400 Pessoas em Alcântara (MA)


Fonte: Revista Espaço Brasileiro - núm 07 - Ano 2 - Out., Nov. e Dez. de 2009 - Pág. 24

Comentário: Notícia que já foi abordada aqui no blog (veja as notas IBAMA Realiza Hoje Audiência para Discutir o Cyclone-4 , IBAMA Debate Impactos Ambientais do Cyclone-4, Lançamento em Alcântara Poderá Provocar Chuva Ácida) confirma que apesar do juiz federal José Carlos do Vale Madeira da 5ª Vara da Justiça Federal, secção do Maranhão, cancelar a audiência publica prevista para o dia 18/12 como noticiado pelo blog (veja a nota Cancelada Audiência para Discussão do Projeto Cyclone-4) a mesma foi realizada a revelia ou por algum ato judicial de última hora em favor da ACS. Apesar das dificuldades a ACS segue seu longo calvário em direção a um futuro discutível e improvável em nome de uma política de governo desastrosa na área espacial.

Geração de Energia com Captura de CO₂


Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria publicada na revista “Espaço Brasileiro” (Out., Nov. e Dez. de 2009) destacando um projeto desenvolvido pelo INPE em parceria coma a Petrobrás que poderá contribuir para reduzir a emissão de gazes poluentes que provocam o efeito estufa na atmosfera.

Duda Falcão

Meio Ambiente

Geração de Energia
Com Captura de CO₂

Projeto desenvolvido em parceria entre o INPE e a
Petrobras poderá contribuir para reduzir a emissão de gases

Uma nova tecnologia traz ao país a possibilidade de diminuir a emissão de gases poluentes que provocam o efeito estufa na natureza. Na unidade do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em Cachoeira Paulista (SP), o recém inaugurado Laborató­rio de Captura de Gás Carbônico (CO₂) desenvolve materiais para a combustão de hidrocarbonetos, em especial, o gás natural. Na prática, isto significa que as empresas que utilizam no processo produtivo a queima de combustíveis fósseis poderão capturar e armazenar de forma segura e econômica o gás carbônico que seria emitido na atmosfera.

A redução do custo na captura de gás carbônico - nesse processo inovador - é de aproximadamente 75%, quando comparada a tec­nologias atualmente disponíveis. No futuro, essa técnica poderá, inclusive, ser empregada em re­finarias de petróleo e indústrias siderúrgicas, de cimento, cerâmicas e outras. Essa tecnologia – que poderá resultar em catalisadores e processos 100% nacionais - é um bom exemplo de spin-off resultante de aplicações espaciais.

Redução de Custo na Captura de CO₂ é de 75%

Conforme o coordenador do projeto de Captura de CO₂, o pesquisador José Augusto Rodrigues, do INPE, para a construção e aquisição de equipamentos foram disponibiliza­dos R$ 725 mil. Os recursos são provenientes da Petrobras, parceira no desenvolvimento desta pesquisa. Além disso, R$ 1 milhão está sendo investido em Pesquisa e Desenvol­vimento (P&D), também financiado pela Petrobras.

A iniciativa é resultado de um longo período de cooperação estabelecido entre o INPE, por meio do Labora­tório Associado de Combustão e Propulsão (LCP) e o Centro de Pesquisas da Petrobras (CENPES) no desenvolvimento de catalisado­res e suportes usados em sistemas propulsivos de correção de órbita e atitude de satélites e no controle de rolamento de veículos lançadores de satélites. Segundo José Augusto Rodrigues, poucos países dominam estas tecnologias.

“A hidrazina, propelente utilizado nos propulsores dos satélites que vão ao espaço, reage com um catalisador constituído por uma alumina especial contendo em sua superfície o metal irídio. Ao entrar em contato com esse metal, a hidrazina se decompõe rapidamente, gerando gases e energia aos motores de propulsão, viabilizando as correções de órbita e de atitude do satélite. Essas manobras são realizadas não apenas no lançamento, mas também durante toda a vida útil do satélite”, explica José Augusto.

Com a nacionalização do catali­sador desenvolvido pelo Grupo de Catálise do LCP, esse deve ser empregado na Plataforma Multimissão (PMM), satélite sob responsabilidade do INPE.

Laboratório de Captura


Fonte: Revista Espaço Brasileiro - núm 07 - Ano 2 - Out., Nov. e Dez. de 2009 - Págs. 27 e 28

Comentário: Bom, muito bom mesmo e mais um exemplo do beneficio que pode ser gerado para sociedade quando a mesma resolve investir em tecnologia espacial. Infelizmente esses benefícios ainda não são tão grandes no Brasil devido à falta de visão da própria sociedade e dos seus governantes. No entanto, mesmo com todos os problemas que afligem o PEB, o mesmo ainda assim gera retorno que aos poucos vão sendo aplicados em nosso dia-a-dia. Parabéns aos pesquisadores do INPE e da Petrobrás pela visão aqui demonstrada.

Previsão de Clima Espacial - O que Temos a Ver com Isso?


Olá leitor!

Segue abaixo um artigo opinião escrito pelo pesquisador do INPE, Dr. Clezio Marcos Denardini e publicado na revista “Espaço Brasileiro” (Out., Nov. e Dez. de 2009) destacando o que temos a ver com a previsão do Clima Espacial.

Duda Falcão

Opinião

Previsão do Clima Espacial:
O Que Temos a Ver com Isso?

Dr. Clezio Marcos Denardini*

Se você já ligou no canal do tempo para decidir se deve ou não levar o guarda-chuva, você é uma pessoa prevenida. Neste caso, imagine-se usando um aparelho de navegação por satélite (GPS) para chegar numa rua desconhecida, na capital, São Paulo. Agora desligue seu aparelho. Socorro! Meu mapa se foi! Atualmente existem muitas pessoas preocupadas com a lo­calização das coisas.

Não é querer comparar a popularidade dos equipamentos de orientação por satélites com o chimarrão gaúcho, ou com o acarajé baiano, mas este equi­pamento parece estar cada vez mais entranhado no dia-a-dia. Basta tomar um avião na ponte aérea Rio - São Paulo, abastecer o carro com a gasolina nacional, ou simplesmente comprar um pão na padaria da esquina para constatar a presença de tal tecnologia.

Hoje em dia, os carros mais modernos no Brasil possuem sistema de navegação por satélite. Propagandas na TV insistem que este é um item indispensável nas viagens e nas grandes cidades. Aviões usam esta técnica para mostrar aos pas­sageiros onde estão num determinado momento do vôo. E algumas autorida­des já estão discutindo a navegação por satélite como a principal ferramenta de orientação nas rotas aéreas.

As plataformas de petróleo de águas profundas não são ancoradas ao assoalho marítimo. Elas estão ancoradas a rebocadores que as mantêm ativamente posicionadas. Mas como estes rebocadores são coorde­nados para manterem a plataforma na posição correta quando há tempestade ou ventos fortes? Todos eles usam o sistema de navegação por satélite.

Na agricultura é importante não só ter o clima adequado (chuvoso ou seco) nas horas adequadas para que a colheita seja farta, mas também é importan­te que se possa colher tudo no menor tempo possível quando o tempo está seco. Para isso existem as colheita­deiras agrícolas que custam centenas de milhares de reais e que são posicio­nadas por sistema de navegação por satélite, controladas a distância e que trabalham dia e noite.


Então, como saber se estes sistemas de orientação por satélites estão funcio­nando adequadamente? E como saber se eles estarão corretos dentro das próximas horas ou dias? A resposta para essas perguntas é simples: pesquisa científica e modelos capazes de prever fenômenos espaciais que afetem o ambiente onde os satélites estão locali­zados. Felizmente, a pesquisa científica começou há mais de 45 anos no Brasil e, recentemente, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), locali­zado em São José dos Campos (SP), desenvolveu um programa de estudo e monitoramento do clima espacial.

As pesquisas já revelaram que contínuas mudanças dos fenômenos solares (atividade solar) são capazes de afetar o ambiente espacial em torno da Terra. Es­pecialmente, as explosões solares que injetam grande quantidade da massa e energia no meio interplanetário e que, ao alcançarem a Terra, podem provocar tempestades geomagnéticas ou alterar sensivelmente a natureza ionizada da atmosfera. Como os sinais entre os satélites e os equipamentos aqui na Terra passam pela atmosfera, a comunicação pode ficar comprometida. Além disso, as pesquisas científicas revelaram que existem bolhas da porção ionizada da atmosfera que são capazes de impedir que as comunicações ocorram.

Todos estes fenômenos fazem parte do clima espacial e, agora, começam a ser monitorados de forma sistemática para que todos possam compreender e informar o que está ocorrendo num deter­minado momento, inclusive, estimando o erro nos sistemas de navegação por satélite. No portal “Clima Espacial” do INPE (http://www.inpe.br/climaespacial/) todas essas informações estão dispo­níveis. Em um futuro breve poderemos, quem sabe, prever os erros. Então diremos para os nossos filhos: “levem o casaco e não esqueçam de acertar o GPS porque hoje o sol está ativo”.

* Doutor em Geofísica Espacial e pes­quisador no INPE


Fonte: Revista Espaço Brasileiro - núm 07 - Ano 2 - Out., Nov. e Dez. de 2009 - Pág. 18

Comentário: As observações do pesquisador do INPE são pertinentes e o trabalho que o mesmo está envolvido no instituto mais ainda. Em 2001, os russos propuseram ao INPE um projeto de cooperação com o Brasil relacionado como o clima espacial visando o desenvolvimento e lançamento da primeira sonda brasileira de espaço profundo que ficaria conhecida posteriormente como satélite MCE (Monitor de Clima Espacial). Infelizmente devido aos “Cabecinhas de Panetone” que militam desastradamente nos bastidores do PEB e não conseguem enxergar um palmo diante do nariz, o projeto foi descartado (veja aqui a matéria Brasil pode ter primeira sonda espacial publicada pelo jornal “Folha de São Paulo” em 29/12/2001) perdendo assim o país não só a possibilidade de pesquisar in loco o clima espacial como também a ter acesso a tecnologias extremamente estratégicas para a pesquisa espacial. Lamentável!

INPE - Um Milhão de Imagens Gratuitas Pela Intenet


Olá leitor!

Segue abaixo uma reportagem publicada na revista “Espaço Brasileiro” (Out., Nov. e Dez. de 2009) destacando que o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) atingiu, no final do mês de setembro, a marca de um milhão de imagens de satélites distribu­ídas gratuitamente pela internet desde o ano de 2004.

Duda Falcão

INPE
Um Milhão de imagens Gratuitas pela Internet

Iniciativa contribui para ampliar o número de usuários
que utilizam os resultados do programa espacial
em suas respectivas áreas de atuação

As tecnologias espaciais fazem parte do nosso dia-a-dia. Informações meteorológicas e dados climatológicos fornecidos por satélites são fundamen­tais na previsão do clima, do tempo, no monitoramento de bacias hidrográficas e barragens, bem como na expansão do agronegócio. Revelam, também, índices de desmatamento na região norte do país, e são ferramentas na formulação das políticas de proteção ambiental.

O Programa Espacial Brasileiro tem atendido a essas demandas por meio das imagens feitas pelo Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS). Pioneiro na oferta gratuita pela internet de dados de satélites de média resolução, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (IINPE) atingiu, no final do mês de setembro, a marca de um milhão de imagens distribu­ídas através do endereço http://www.dgi. inpe.br/CDSR/. A distribuição sem ônus pela internet teve início em 2004, com as imagens do CBERS-2.

“Esse número é importante. Indica a grande utilidade que as imagens de satélite, e particularmente as do CBERS, têm para a sociedade brasileira. Mostra que o INPE é capaz de gerenciar com efi­ciência um volume grande de pedidos de imagens. Traduz para todos os segmentos que o Programa Espacial é essencial num país com as dimensões do Brasil, que possui uma diversidade ambiental, com uma agricultura dinâmica, e tantos outros aspectos”, afirma o coordenador de Apli­cações das Imagens do CBERS, José Carlos Neves Epiphanio.

Do total de um milhão de imagens, o Programa CBERS foi responsável por 70% da distribuição, o equivalente a 716.889. Dessas, 460.480 são do satélite CBERS-2 e 256.409, do CBERS-2B. Da família LANDSAT foram 283.123 imagens no mesmo período - 8.569 do LANDSAT-1, 16.247 do LANDSAT-2, 7.022 do LANDSAT-3, 230.783 do LANDSAT-5 e 20.502 do LANDSAT-7.

Benefícios - A Agência Nacional de Águas (ANA) atua na área de gestão, planeja­mento, projetos, outorga, fiscalização, usos múltiplos, medições e disponibiliza­ção de informações de recursos hídricos. Utiliza diversas ferramentas e sua atuação abrange todo o território nacional. Nesse sentido, as imagens de satélite têm papel fundamental. “O Projeto CBERS vem per­mitindo uma grande aplicabilidade e economia de recursos nas atividades desenvolvidas na Agência. Permite fácil acesso às imagens e vem sendo usado para diversos tipos de mapeamento apoiando desde a área de planejamen­to à execução de atividades de campo”, observa o Especialista em Geoproces­samento da Superintendência de Gestão
da Informação (SGI) da ANA, Geraldo Lucatelli Júnior.

A RURALSAT, empresa que trabalha uni­camente com agronegócios, também utiliza o serviço disponibilizado pelo INPE. “Essa ferramenta possibilitou que projetos de grande porte, como o mapeamento de toda a região Centro-Oeste do Brasil e monitoramentos contínuos de áreas plantadas, se viabilizassem. São iniciati­vas fundamentais para a popularização do uso das geotecnologias”, ressalta o diretor, Luis Guilherme Palma de Buone.

“ Em todos os escritórios do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) fazemos download de imagens do INPE. Na atividade de fiscalização observa­mos as áreas de floresta desmatada em imagens de satélite ano após ano. Para isso, existe uma rotina de processamen­to que consome aproximadamente 500 imagens por ano. Com isso, identifica­mos o desmatamento e repassamos às equipes de campo. Esse tipo de análise – temporal – com as imagens de satélite, permite identificar o dano nas áreas desmatadas. O CBERS tem papel funda­mental nesse processo”, finaliza o chefe do Centro de Sensoriamento Remoto, Humberto Mesquita.

Ilustração do CBERS


Fonte: Revista Espaço Brasileiro - núm 07 - Ano 2 - Out., Nov. e Dez. de 2009 - Pág. 10

Comentário: Essa é a prova de que quando um trabalho é feito com seriedade nesse país resulta em sucesso e não é por acaso que o INPE nessa área tem o reconhecimento internacional do seu trabalho. Infelizmente, devido aos problemas já abordados por diversas vezes aqui no blog, o instituto ainda não atingiu de forma integral o sucesso na área de desenvolvimento de satélites. Apesar de pioneiro na America do Sul com o satélite SCD-1, o INPE perdeu a liderança para a CONAE argentina que hoje realiza um trabalho com melhores resultados alcançados nessa área. Essa hegemonia tecnológica argentina na área de satélites não é nada que não possa ser revertido, já que temos mais recursos humanos e financeiros. No entanto, até então tem nos faltado o que parece sobrar no programa espacial deles, ou seja, foco e seriedade.

AEB Capacita Docentes em Evento Realizado em Alcântara


Olá leitor!

Segue abaixo uma reportagem publicada na revista “Espaço Brasileiro” (Out., Nov. e Dez. de 2009) destacando a realização pelo programa “AEB Escola” do I ESCLA (Escola do Espaço do Centro de Lançamento de Alcântara) em novembro e dezembro do ano passado, evento esse direcionado para professores do ensino fundamental e médio da rede pública do estado do Maranhão.

Duda Falcão

Capacitação para Docentes em Alcântara

Atividade contou com a participação de 75 professores
do ensino fundamental e médio da rede pública do estado
do Maranhão. Teve como meta enriquecer o conteúdo
das disciplinas ministradas em sala de aula

Entre os dias 30 de novembro e 4 de dezembro de 2009, o programa AEB Escola realizou, em Alcântara (MA), a Escola do Espaço do Centro de Lançamento de Alcântara (ESCLA). A atividade, voltada para os professores do ensino fundamental e médio da rede pública do Estado do Maranhão, teve como objetivo disseminar o conteúdo da Coleção Explorando o Ensino, volumes 11, 12 e 13, que tratam de Astronomia, Astronáutica e Mudanças Climáticas, além de capacitar os professores para o desenvolvimento de atividades sobre a temática espacial em sala de aula.

Os 75 participantes tiveram aulas com pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), docentes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), cientistas do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) e professores da Universidade de Brasília (UnB). “Esta foi uma ação pioneira, uma vez que propiciou aos professores contato com os cursos de Astronomia e Astronáutica”, destaca o presidente da AEB, Carlos Ganem.

“A formação de professores é uma prioridade. Os cursos são gratuitos e visam promover um conjunto de ferramentas para o enriquecimento de conteúdos das disciplinas ministradas na escola”, afirma o coordenador do Programa AEB Escola, Thyrso Villela Neto. A idéia é desenvolver nos educadores habilidades e competências para se trabalhar com conteúdos de Ciência e Tecnologia relacionados à área espacial. Os cursos abordam, ainda, estratégias didáticas para a transposição dos conteúdos para a sala de aula.

Segundo o professor da Secretaria de Educação do Distrito Federal e colaborador do AEB Escola, Jaime Pereira Antunes Campos, a iniciativa é bem-vinda. “A importância está relacionada ao conhecimento de forma geral, bem como as possibilidades de aplicação e os benefícios”, diz.

Para a professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IFMA/MA), Liziane Mesquita, a atividade foi muito proveitosa, principalmente pela proximidade com o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA). “Somos formadores de opinião e tratamos com alunos. Por isso, precisamos passar informações mais precisas”, relatou.

A I ESCLA foi realizada no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA). Em paralelo, ocorreram, na cidade de Alcântara, eventos como a exposição da “Coleção Explorando o Ensino”, no Museu Casa Histórica; “Exposição dos 40 anos do Homem na Lua”, na Casa de Cultura Aeroespacial; Observação Astronômica, na Praça da Matriz; Planetário Inflável, na escola Dr. João Leitão; lançamento de foguetes artesanais, no campo de futebol Forte de São Sebastião e oficinas nas escolas públicas para alunos do ensino fundamental e médio.

Professores Participam da Aula no CLA


Fonte: Revista Espaço Brasileiro - núm 07 - Ano 2 - Out., Nov. e Dez. de 2009 - Pág. 09

Comentário: Esse evento que foi acompanhado pelo blog na época (veja as notas AEB Promove Curso para Professores do Maranhão , AEB Inicia Curso para Professores em Alcântara (MA)) foi de grande relevância para o futuro do Programa Espacial Brasileiro. A preparação adequada de professores é de fundamental importância para educação de qualidade e não poderia ser diferente nessa área espacial. A AEB através de seu programa “AEB Escola” está de parabéns pelo grande e necessário trabalho que vem realizando através do país com professores e alunos de escolas publicas e privadas. Sou um admirador desse programa, pois o mesmo representa o futuro e lamento o fato da agência não ter ainda a sua disposição um canal de TV aberto (AEB TV) nos moldes da TV da NASA, TV Câmara, TV Senado que facilitaria o trabalho divulgando para sociedade brasileira o significado de ter um programa espacial no país.

Delegação Brasileira Visita a Ucrânia


Olá leitor!

Segue abaixo uma reportagem publicada na revista “Espaço Brasileiro” (Out., Nov. e Dez. de 2009) destacando a visita da delegação brasileira a Ucrânia em setembro no ano passado para acompanhar o desenvolvimento do foguete Cyclone-4 da ACS.

Duda Falcão

Delegação Brasileira Visita a Ucrânia

Comitiva esteve em Dniepropetrovsk e Harkov,
onde se localizam as empresas Yuzhnoye e Yuzhmash,
responsáveis pela criação do veículo lançador

Gustavo Tourinho / ACS

Técnicos brasileiros e ucrania­nos da empresa binacional Alcântara Cyclone Space (ACS) deram, em setembro, mais um grande passo em direção à concretização do sonho dos dois países de lançar, ainda em 2010, o primeiro foguete Cyclone-4. Aproveitaram, também, para fortale­cer ainda mais as relações bilaterais entre Brasil e Ucrânia.

No período de 9 a 18 de setembro, a delegação brasileira visitou a Ucrânia para acompanhar de perto o processo de desenvolvimento do veículo lançador de satélites Cyclone-4, bem como dos equipamentos tecnológicos destinados ao sítio de lançamento do foguete, lo­calizado em Alcântara (MA). As obras do complexo de lançamento devem começar em janeiro. “Constatamos que os trabalhos de desenvolvimento dos novos sistemas estão sendo desenvolvi­dos em um regime de trabalho intenso.

Fomos informados de que já foram executados diversos ensaios de tiro em banco do motor do terceiro estágio”, destacou o vice-diretor técnico da ACS, João Ribeiro, um dos integrantes da comitiva brasileira.

Localizadas ao sul e a oeste de Kiev, capital da Ucrânia, as cidades de Dnie­propetrovsk e Harkov são sedes da maioria das empresas espaciais ucra­nianas. A empresa estatal de projetos, Yuzhnoye, e a fábrica Yuzhmash, por exemplo, estão instaladas em Dniepro­petrovsk. “O resultado desta visita às empresas, parceiras de nosso importan­te empreendimento, foi a certeza de que o desenvolvimento do Veículo Cyclone-4 está acontecendo dentro do cronograma esperado, e as equipes estão motivadas, com muita segurança. Percebi que o resultado do trabalho é de altíssima qualidade”, completou o vice-diretor técnico da ACS.

Delegação Acompanhou o Processo de Desenvolvimento do Cyclone 4

Tecnologias - A Ucrânia foi responsá­vel pelo desenvolvimento de diversos mísseis balísticos nucleares da antiga União Soviética. A tecnologia desen­volvida pelo país deu origem à família de Veículos Lançadores de Satélites Cyclone, sendo que a maioria absoluta desses desenvolvimentos ocorreram na cidade de Dniepropetrovsk.

As versões anteriores do Cyclone – o Cyclone-2 e o Cyclone-3, tiveram êxito formidável: de 227 lançamentos, ocorreram somente seis insucessos, fazendo deste veículo um dos mais con­fiáveis do mundo. As grandes inovações do veículo Cyclone-4 em relação à versão anterior são: o Sistema de Controle e Redes Elétricas; o Terceiro Estágio, que, além de ter maior empuxo, é capaz de reignitar múltiplas vezes, possibilitando a colocação em órbita de diversos satélites com um único lançamento e a coifa que protege o satélite durante o vôo, com um volume muito maior do que o das versões anteriores, podendo abrigar satélites de dimensões muito maiores.

As visitas foram justamente nessas empresas que desenvolveram e forne­ceram partes destes veículos e que hoje estão trabalhando na nova versão do Cyclone-4. Na empresa Hartron, diversos blocos inerciais estão sendo montados e testados. Foram feitas visitas a toda a cadeia produtiva da coifa e dos reserva­tórios do terceiro estágio na Yuzhmash.

Integraram a comitiva à Ucrânia, o Dire­tor-Geral ucraniano da ACS, Oleksandr Serdyuk; o Diretor de Suprimentos e Qualidade da ACS, Reinaldo Melo; o Diretor Técnico da ACS, V. Mazurenko; o Subdiretor do DCTA, Brigadeiro Venâncio A. Gomes e o Diretor do IAE, coronel Francisco Carlos Pantoja.


Fonte: Revista Espaço Brasileiro - núm 07 - Ano 2 - Out., Nov. e Dez. de 2009 - Pág. 23

Comentário: Interessante notar leitor que segundo a matéria essa visita a Ucrânia estranhamente não contou com a presença do Diretor-Geral da parte brasileira da empresa, o senhor Roberto Amaral, apesar do Diretor-Geral ucraniano estar junto com a comitiva. Porque será que o senhor Roberto Amaral não foi à Ucrânia com a comitiva em setembro? Vale lembrar que esse período corresponde com o período que o mesmo desapareceu da mídia por um tempo. É lamentável essa situação toda, recursos descendo pelo ralo que poderiam estar sendo empregados no PEB, mas fazer o que? Aguardar o desastre dessa fantasia política capitaneada pelo ex-ministro e pelo governo Lula. Só espero que quando isso ocorrer, não acabe em pizza e os responsáveis sejam responsabilizados por esse desastre financeiro.