quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Retrospectiva 2009 - Abril a Dezembro


Olá leitor!

O blog faz agora uma retrospectiva (desde o mês de abril quando o blog foi criado) dos assuntos mais relevantes sobre o PEB, a Astronomia, Astrofísica e Astrobiologia brasileira apresentados aqui durante o ano de 2009.

Duda Falcão

Satélite CBERS 3 e 4:

Programa CBERS - Câmera Multiespectral MUX (14/05/2009)
Programa CBERS - Modelo Mecânico dos CBERS 3 e 4 (20/05/2009)
Programa CBERS - Modelo Elétrico em Teste na China (22/05/2009)
A Opto Eletrônica Entrega Câmera dos CBERS 3 e 4 ao INPE (20/07/2009)
A Câmera MUX Free da Opto Eletrônica para o CBERS 3 (27/07/2009)
CBERS-3 Faz Novos Testes em Nova Câmara do INPE (19/08/2009)
Nova Câmara do CBERS 3 Seguirá para Testes na China (28/08/2009)
Satélite CBERS-3 Realiza no LIT Últimos Testes (01/09/2009)
Concluído Teste Vácuo-Térmico do CBERS-3 no LIT (09/10/2009)
Imprensa Portuguêsa Destaca Programa CBERS (06/11/2009)
Site Chinês Destaca Inicio dos Testes com o CBERS-3 (13/11/2009)
CBERS Continua na Lista Negra dos Americanos 29/11/2009

Satélite Amazônia-1:

Satélite Amazônia-1 - Situação Atual (03/05/2009)
PMM e Satélite Amazônia 1 - Notícias (11/06/2009)
Compras para o Amazônia-1 São Esperadas para Breve (29/10/2009)
AEB Repassa Recursos do Satélite Amazônia-1 para o INPE (03/11/2009)

Satélite SARA:

Projeto da Plataforma SARA (02/05/2009)
SARA Suborbital Faz Ensaio (29/07/2009)
Projeto SARA Prepara-se para Vôo Suborbital em 2010 (11/09/2009)
IEAv Conclui Projeto Relacionado ao Satélite SARA (18/09/2009)
A Plataforma SARA e a Pesquisa nas Alturas (27/09/2009)
Site Chinês Destaca Projeto SARA do IAE (15/11/2009)
IAE Realiza Ensaios de Subsistemas do Satélite SARA (18/12/2009)

Plataforma Multi-Missão (PMM):

PMM e Satélite Amazônia 1 - Notícias (11/06/2009)
MECTRON Desenvolve o Computador de Bordo da PMM (03/08/2009)
Equatorial Sistemas Desenvolve Imageador Óptico Orbital (03/08/2009)
CENIC Desenvolve Estrutura Básica para o ACDH da INVAP (03/08/2009)
O ACDH da INVAP para a PMM - Notícias (16/09/2009)

Foguete VSB-30:

Agência Espacial Sueca Certifica o VSB-30 Brasileiro (27/07/2009)
Foguete VSB-30 - Um Sucesso Brasileiro (18/08/2009)
VSB-30 é Certificado em Evento em São José dos Campos (16/10/2009)
Foguete Nacional Ganha Selo para Produção em Série (17/10/2009)
VSB-30 se Prepara para ser Industrializado (16/11/2009)
O Foguete VSB-30 - Artigo (26/12/2009)

VLS:

Cartas-Contratos Assinadas pelo IAE - Programa VLS (12/05/2009)
Ensaios de Qualificação do VLS (01/06/2009)
Ensaios de Qualificação do VLS (03/06/2009)
Projeto VLS - Opinião (11/05/2009)
Ensaio Hidráulico do Motor do VLS-1 (15/06/2009)
IAE Realiza Novos Ensaios do VLS (28/08/2009)
Novo Ensaio do Foguete VLS (25/09/2009)
IAE e GRTS Fazem Reunião na Rússia para Discutir o VLS-1 (01/10/2009)
Sucesso da Operação Ômega - Parabéns IAE (15/10/2009)
IAE Promove PDR das Redes Elétricas do Projeto do VLS-1 (23/11/2009)

Tecnologias Espaciais Diversas:

14X - CTA Desenvolve Novo Conceito de Espaçonave (02/05/2009)
Motor a Propulsão Líquida L-75 do IAE (13/05/2009)
Sistemas Inerciais para Aplicação Aeroespacial (13/05/2009)
Propulsão e Energia Nuclear no Espaço (26/05/2009)
Receptor de GPS para Foguetes e Satélites (26/05/2009)
Projeto SIA - Sistemas Inerciais (28/05/2009)
Sistema Dinâmico de Vôo - SDV (29/05/2009)
Motor de Propulsão Líquida L5 do IAE (02/06/2009)
Motor L75 do IAE - Notícias (12/06/2009)
Motor L15 a Propulsão Líquida do IAE - Notícias (18/06/2009)
Tecnologia de Motores Líquidos no Brasil, Passado e Futuro (27/06/2009)
Brasil/EUA - Programa de Parceria em Propulsão a Laser (15/07/2009)
INPE e Orbital Engenharia Desenvolvem Simulador Solar (31/07/2009)
Orbital Engenharia Desenvolve Sistema para o Motor L15 (02/08/2009)
IEAv e os EUA Desenvolvem Novo Conceito de Propulsão (07/08/2009)
SPACE.COM Destaca Programa de Propulsão a Laser (11/08/2009)
Vale Paraibano Destaca Parceria em Propulsão a Laser (01/09/2009)
Site Technology Review Destaca Acordo Brasil/EUA (02/09/2009)
A Propulsão Líquida no Brasil - Situação e Perspectivas (20/09/2009)
O Brasil e o Mundo Pesquisam Propulsão Espacial (30/09/2009)
Brasil Desenvolve Motor de Propulsão a Laser (18/10/2009)
UFRN Desenvolve GPS Exclusivo para Foguetes (21/10/2009)
Propulsão Líquida no Brasil Amplia Horizontes (26/10/2009)
14-X Aproxima-se do Seu Ensaio em Vôo Hipersônico (26/10/2009)
Sai no DOU o Aviso de Licitação do Motor L75 do IAE (29/10/2009)
UFRN / INEspaço Irão Enviar Experimento para o Espaço (04/11/2009)
Brasileiros Desenvolvem Foguete a Propulsão a Laser (20/11/2009)
Outras Iniciativas em Propulsão Líquida no Brasil (25/11/2009)
Pesquisadores do CTA Desenvolvem Propulsão a Laser (27/11/2009)
Nanotecnologia Amplia Horizontes no Mar e no Espaço (03/12/2009)
Projeto SIA - Brasil Finaliza Primeira Etapa do Projeto (14/12/2009)

Operações de Lançamento no Brasil:

Operação Maracati I (09/06/2009)
Operação FogTrein I (19/08/2009)
Operação FogTrein II (29/10/2009)

Operações de Lançamento na Europa:

Operação Texus 46 (30/11/2009)
Operação Texus 47 (14/12/2009)

Iniciativa Privada:

Edge Of Space - A Inovadora Iniciativa Paulista (04/06/2009)
Novo Motor da "Edge Of Space" Pronto para Testes (30/07/2009)
Concepção Artística do Foguete Suborbital "Edge" (14/09/2009)
O Foguete Lançador Orbital "PI" da Edge Of Space (15/09/2009)
Projeto do Motor da Edge Of Space é Finalmente Aprovado (28/10/2009)
Grupo Paulista Edge Of Space - Notícias (21/11/2009)

Será que Esses Sonhos Serão Realizados um dia?

Projeto Caront - Uma Boa Idéia, mas não Exeqüível (28/06/2009)
Projeto Aster é Proposto no IWAE. Será Realizado? (19/12/2009)

Astronomia, Astrofísica e Astrobiologia:

1º Workshop de Astronomia Espacial (29/06/2009)
Observatório Nacional - Entrevista do Diretor (29/06/2009)
Astrofísicos do INPE Participam da 27ª Assembléia da IAU (03/08/2009)
O Observatório Nacional e o Programa Impactron (05/08/2009)
Observatório Nacional Vai Monitorar Asteróides e Cometas (05/08/2009)
Brasileiros Fazem Descobertas Sobre Estrelas Binárias (06/08/2009)
Convênio Espacial Entre a NASA e AEB - Mais Informações (24/08/2009)
ROEN - Rádio Observatório de Eusébio - CE (30/08/2009)
INPE Participa de Evento de Astronomia Espacial na USP (02/09/2009)
INEspaço - Novo Instituto de Pesquisas Espaciais (06/09/2009)
INCT de Astrofísica - Novo Instituto Astronômico Brasileiro (07/09/2009)
Astrofísica Brasileira Conquista Prêmio nos EUA (13/09/2009)
Brasileira Pesquisa Vulcões de Outros Mundos na NASA (13/09/2009)
Brasileiro e Americano Descobrem Estrelas de Diamante (16/09/2009)
FAPEMIG Lança Edital de Popularização da Astronomia (17/09/2009)
INCT-A Atinge 100 Artigos Publicados em Oito Meses (17/09/2009)
Primeiro Lab. de Astrobiologia do Brasil Será em Valinhos (21/09/2009)
Brasileiros são Premiados por Artigos Científicos nos EUA (22/09/2009)
Pesquisadora da USP Ganha o Prêmio L’Oréal-Unesco (24/09/2009)
Laboratório Brasileiro Caça Micróbio Candidato a ET (02/10/2009)
Novo Laboratório Brasileiro Vai Estudar Vida Fora da Terra (06/10/2009)
50 Anos da Pesquisa em Busca de Vida Extraterrestre (09/10/2009)
O Avanço da Astronomia no Brasil (10/10/2009)
O Astronômico Investimento Mundial na Pesquisa Espacial (10/10/2009)
Brasil Constrói Laboratório para Estudar o Universo (13/10/2009)
Instrumento Brasileiro Irá Desvendar Segredos do Sol (24/10/2009)
Criado Novo Instituto de Pesquisas Espaciais em Natal (25/10/2009)
Estudantes Brasileiros são Premiados na OLAA e na IOAA (12/11/2009)
Brasileira Coordena Grupo de Especialistas Internacionais (13/11/2009)
Astrofísicos Brasileiros Desvendam Enigma de Estrela (16/11/2009)
Revista Francesa Publica Artigo de Aluno da DAS/INPE (03/12/2009)
Primeiro Espectrógrafo Brasileiro é Concluído (04/12/2009)
Astrônomos Brasileiros Fazem Medições Precisas de Urano (15/12/2009)
Cientistas Brasileiros Testarão Leis Fundamentais da Física (17/12/2009)
Satélite com Participação Brasileira tem Missão Prorrogada (19/12/2009)

Agência Espacial Sueca Altera Vôos do VSB-30 na Europa


Olá leitor!

Como já havia informado aqui no blog (veja a nota Trajetória dos Foguetes Brasileiros na Europa) o foguete VSB-30 brasileiro estaria com dois vôos programados em 2010 e um em 2011 para participar de operações de lançamentos do “Programa Europeu de Microgravidade (PEM)” que é coordenado pela DLR alemã. Acontece que pelo programa de vôo divulgado dia 14/12 pela Agencia Espacial Sueca (SSC), a previsão de duas dessas três operações de lançamentos foram alteradas para 2011 e nenhuma das três estão ainda com suas datas confirmadas. São elas:

Operação Texus 48 (Entre Fev. e Mar. de 2011)
Operação Texus 49 (Entre Fev. e Mar. de 2011)
Operação Maser 12 (Mar de 2011)

Duda Falcão


Fonte: Site da Agência Espacial Sueca (SSC)

CBPF Seleciona 8 Bolsistas para Doutorado Internacional


Olá leitor!

Segue abaixo um notícia postada ontem (30/12) no site do “Jornal da Ciência” as SBPC destacando que o "Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF)" está selecionando 8 bolsistas para doutorado internacional em Astrofísica.

Duda Falcão

CBPF Seleciona 8 Bolsistas para
Doutorado Internacional em Astrofísica

International Relativistic Astrophysics PhD (IRAPPhD) faz parte do Programa Erasmus Mundus de Pós-graduação da União Européia. Inscrições até 25 de janeiro

Participam do doutorado internacional em rede instituições de ensino e pesquisa da Europa, do Brasil, da China e da Índia. A instituição brasileira é o Instituto de Cosmologia, Relatividade e Astrofísica (ICRA) do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF).

O ICRA está responsável pela seleção de oito bolsistas (cinco no Brasil e três na Argentina, Colômbia e Venezuela). As inscrições no processo seletivo vão de 3 a 25 de janeiro. O curso começa em setembro de 2010, com duração de três anos. A bolsa, de 2.800 euros, também tem duração de três anos.

O resultado do processo seletivo coordenado pelo ICRA será divulgado na segunda quinzena de fevereiro. O candidato deve ter proficiência em inglês e mestrado completo até agosto de 2010. Até 25 de janeiro devem ser enviados, por correio eletrônico, os dados pessoais (nome, endereço, telefone), cópia do currículo Lattes e duas cartas de recomendação.

Só serão aceitos documentos que seguirem em uma única mensagem. As cartas de recomendação devem ser assinadas pelos pesquisadores e escaneadas. O e-mail é novello@cbpf.br

Mais informações sobre o programa Erasmus Mundus IRAPPhD, acesse:
http://www.irap-phd.org/

O IRAPPhD é desenvolvido em consórcio entre as seguintes instituições: Universidade de Nice-Sophia Antipolis (França), Universidade de Savoie (França), Universidade de Estocolmo (Suécia), Universidade de Berlim (Alemanha), Universidade de Ferrara (Itália), Universidade de Roma (Itália), International Center for Relativistic Astrophysics Network (ICRANet, Itália), Observatório da Côte d'Azur (França), Observatório Tartu (Estônia), Instituto Albert Einstein Institut (Alemanha), Observatório Astronômico de Xangai (China), Centro Indiano de Física Espacial (Índia) e ICRA/CBPF (Brasil).


Fonte: Site do Jornal da Ciência da SBPC - 30/12/2009

domingo, 27 de dezembro de 2009

Segundo Jobim Satélite é um dos Objetivos para 2010


Olá leitor!

Em entrevista ao jornal “Folha de São Paulo” de 26/12 o Ministro da Defesa "Nelson Jobim" disse que um dos objetivos do ministério para o ano de 2010 é o satélite de monitoramento. O mesmo não entra em detalhe qual seria esse satélite, mas segundo se comenta o ministério estaria interessado em três tipos de satélites de monitoramento, ou seja, o “Sentinela” (satélite para monitoramento de fronteiras), o "Satélite Radar" (satélite de abertura sintética - SAR) e o "Satélite Marítimo" (satélite de monitoramento marítimo).

Duda Falcão

sábado, 26 de dezembro de 2009

O Foguete VSB-30 - Artigo


Olá leitor!

Segue abaixo um artigo postado ontem (25/12) no site “brasilwiki.com.br” destacando o foguete brasileiro VSB-30.

Duda Falcão

O Foguete VSB-30

Wiki repórter
Jony Santellano
São José dos Campos-SP
25/12/2009


O foguete VSB-30 é um foguete de sondagem constituído de dois estágios com propulsores sólidos destinado à realização de experimentos científico-tecnológicos sendo desenvolvido pelo IAE (Instituto de Aeronáutica e Espaço), órgão vinculado ao DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), do Comando da Aeronáutica, e sediado em São José dos Campos, SP. O VSB-30 foi projetado a partir de 2001 conjuntamente com a Agência Espacial Alemã (DLR) e o seu primeiro lançamento foi realizado em 2004.

Concebido para transportar uma carga útil com experimentos de até 400 kg o VSB-30 pode atingir cerca de 270 km. Possui 12,8 m de altura, 0,577 m de diâmetro e 2.657 kg. Até o presente foram realizados sete lançamentos do foguete, todos considerados bem sucedidos, sendo dois realizados a partir do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, e cinco do Campo de Lançamento de Esrange, na Suécia.

As operações de lançamento realizadas na Suécia empregam o foguete brasileiro no programa científico europeu de pesquisa nas altas camadas da atmosfera. O Campo de Lançamento de Esrange possui um lançador de três trilhos diferente do lançador de um trilho utilizado em Alcântara. Por esse motivo o foguete VSB-30 é construído em duas versões uma para o lançamento no Brasil e outra para a Suécia.

O VSB-30 foi certificado pelo IFI (Instituto de Fomento Industrial), também órgão do DCTA e responsável pela certificação aeronáutica e espacial, tornando-se o primeiro foguete brasileiro a receber essa qualificação. O processo de certificação é uma etapa importante na fabricação e comercialização de produtos aeroespaciais, sendo necessário para garantir a confiança no funcionamento e a segurança na operação do produto.

De acordo com estudos realizados pelo IAE atualmente existem condições favoráveis no mercado global para a comercialização de foguetes com o perfil do VSB-30 tendo em vista o seu emprego na realização de experimentos científico-tecnológicos. Recentemente a empresa Friulli, da cadeia aeroespacial de São José dos Campos, venceu uma licitação realizada pelo DCTA para a fabricação dos motores (do primeiro e segundo estágios) do VSB-30. A expectativa é que os motores fiquem prontos até o segundo semestre de 2010.

Na opinião de analistas do setor aeroespacial brasileiro o desenvolvimento bem sucedido do programa VSB-30, que poderá ser utilizado também no lançamento comercial de cargas espaciais, contribuiu para a recomposição da imagem desgastada do país após o acidente do VLS (Veículo Lançador de Satélites) ocorrido em agosto de 2003.

FONTES:

- VSB-30: disponível no Portal do IAE: http://www.iae.cta.br/vsb30.php
- VSB-30: disponível no Portal do DCTA: http://www.cta.br/OPCumaII/vsb30.html
- VSB-30: disponível na Wikipédia: http://pt.wikipedia.org/wiki/VSB-30
- Jornal Valeparaibano, São José dos Campos, SP. ("Empresa de S. José fará motor do VSB", p. 12).
- História da ciência no Brasil. Vol. 3: A consolidação das pesquisas espaciais. (São Paulo: Duetto, 2009).


Fonte: Site brasilwiki.com.br

Comentário: Apesar da informação do autor do artigo não está correta quanto ao número de vôos realizados até o momento com o VSB-30 (foram na realidade nove e não sete, sendo sete na Europa e dois no Brasil) o mesmo relata algo de muito importante que é a concretização da industrialização do foguete com a fabricação dos motores (do primeiro e segundo estágios) pela empresa Friulli de São José dos Campos. Até onde tenho informação o motor era a última parte de foguete que faltava ser repassada para a indústria e com isso fecha o processo de industrialização do foguete. É curiosa a notícia de que existe duas versões desse foguete.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Congresso Aprova Orçamento da AEB para 2010


Olá leitor!

O Congresso Nacional aprovou na noite da última terça-feira (22/12), o orçamento federal para o ano de 2010 no valor de R$ 1,86 trilhão. Deste total, foi destinado ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) o valor de R$ 7,7 bilhões, sendo que deste valor a Agência Espacial Brasileira (AEB) receberá apenas R$ 293 milhões.

Em minha opinião um valor aquém do esperado e muito abaixo do necessário e certamente uma ducha fria para muitos projetos em andamento ou propostos para serem realizados pelo PEB.

E ainda há quem diga e afirme que o governo tem o programa espacial como um programa de ordem estratégica. Imagine leitor se não fosse. É lamentável.

Duda Falcão

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Físico da UnB José Leonardo Ferreira - Entrevista


Olá leitor!

Estamos chegando ao fim de mais um ano onde os avanços dentro do PEB em minha opinião continuam deixando a desejar. É verdade que houve alguns avanços, não resta dúvida, mais no conjunto da obra, muito pouca coisa foi realizada, tanto no campo tecnológico quanto no campo organizacional, esse uma verdadeira bagunça. Muitos eventos foram realizados, muita conversa de ordem política ocorreu onde deveria ocorrer, mas de concreto nada foi feito, nem pelo poder legislativo, nem pelo poder executivo, esse inclusive cometendo erros que futuramente poderão gerar um prejuízo enorme nos cofres públicos e o que é pior, com o capitulo final ainda por acontecer. Para que o leitor possa fazer uma avaliação melhor, segue abaixo uma entrevista postada dia 08/02/2008 no site da “Universidade de Brasília (UnB)” com o professor José Leonardo Ferreira, do Instituto de Física (IF) da UnB que foi o coordenador chefe da equipe de pesquisadores da universidade que desenvolveram o propulsor iônico (a plasma) Phall-01 para satélites, através de recursos liberados pelo “Programa Uniespaço” da AEB. A fase dois desse projeto, ou seja, o desenvolvimento do Plall-02 aguarda a divulgação pela AEB do resultado do “Programa Uniespaço” que foi adiado, para então saber se terá como continuar com o projeto.

O professor Ferreira que também faz parte da equipe do proposto Projeto ASTER (veja aqui a nota Projeto Aster é Proposto no IWAE. Será Realizado?) fala com propriedade nesta entrevista sobre o programa espacial brasileiro, seus problemas, faz um balanço dos maiores avanços em 50 anos de exploração espacial no mundo e comenta as possibilidades do turismo nesta área.

Importante notar leitor que esta entrevista do professor Ferreira foi dada há quase dois anos e de lá pra cá pouca coisa mudou com relação ao PEB, apesar de ter havido muito bla-blá-blá político nesse período. Recentemente o "Conselho de Altos Estudos e Avaliação Tecnológica da Câmara Federal" realizou um seminário para discutir a “Política Espacial Brasileira” (veja aqui a nota Vídeo do Seminário Sobre o PEB na Câmara Federal) onde foram apontados pelos participantes os diversos problemas que dificultam a operacionalidade do PEB.

Os problemas todos nós conhecemos, sejam eles básicos ou mesmo o mais complexos. No entanto, se fala muito e não se faz nada para contorná-los e isso além de ser frustrante demonstra a incompetência daqueles que tem por responsabilidade política de contornar e administrar esses problemas. Está tudo errado leitor e quando as coisas estão erradas, só resta um caminho, mudar.

Duda Falcão

“Sem o Programa Espacial, não Monitoramos a Amazônia”

Rodolfo Borges
08/02/2008


Roberto Fleury/UnB Agência

A recente polêmica em torno do desmatamento da Amazônia seria menor se o Brasil tivesse dado mais atenção ao seu programa espacial. As dúvidas acerca do tamanho do estrago feito na região até agora não existiriam se o país possuísse um bom sistema de satélites para monitorar a área, de acordo com o professor José Leonardo Ferreira, do Instituto de Física (IF) da Universidade de Brasília (UnB). “Para nós, o programa espacial não é opção. O atual governo está dando alguns passos para melhorar, mas ainda está muito longe de chegar onde está a Índia, por exemplo”, critica o físico. Segundo Ferreira, o programa espacial brasileiro não se desenvolveu como os de outros países porque faltou continuidade aos investimentos.

Na entrevista a seguir, o professor explica por que o Brasil ainda não conseguiu lançar satélites ao espaço por conta própria, ao contrário da China, classificada por ele como a nova potência espacial do mundo. Além disso, o físico faz um balanço dos maiores avanços em 50 anos de exploração espacial, e comenta as possibilidades do turismo na área: “isso é o prenúncio de investimento privados, e pode contribuir para os avanços na tecnologia espacial”.

O acordo de cooperação em ciência e tecnologia aeroespacial entre a UnB e a Universidade Dnipropetrovs´k, da Ucrânia, foi assinado hoje pelos reitores de ambas as instituições. Com a confirmação da parceria, a UnB irá receber o apoio de cientistas ucranianos na criação de uma pós-graduação na área, além de abrir espaço para o intercâmbio de professores, alunos e de conhecimento entre as universidades.

“A importância desse acordo é tal que já está se pensando em criar uma área de engenharia espacial a partir de 2011 na UnB”, afirma o reitor da UnB, José Geraldo de Sousa Júnior. Na opinião do reitor, a parceria irá possibilitar que a UnB participe de ações estratégicas no desenvolvimento aeroespacial brasileiro.

UnB AGÊNCIA - No Brasil, a exploração espacial parece um luxo. Ela, de fato, é?

JOSÉ LEONARDO FERREIRA - Não. O Brasil depende do programa espacial. Sem ele, nós não monitoramos a Amazônia. Esse acompanhamento depende da área espacial, e isso, para nós, não é opção. Tem que existir. O atual governo está dando alguns passos para melhorar, mas ainda está muito longe de chegar onde está a Índia, por exemplo. Há alguns programas pontuais da Agência Espacial Brasileira (AEB), como o Uniespaço e os satélites Cbers (em parceria com a China). Eu sou otimista. Como o país precisa, ele vai acabar fazendo. Mas o tempo está passando, e as coisas precisam acontecer.

Roberto Fleury/UnB Agência
“O programa espacial brasileiro
tem muitos problemas”

UnB AGÊNCIA - Como o senhor avalia o programa espacial brasileiro?

FERREIRA - O programa tem muitos problemas. Ele é quase tão velho quanto os dos Estados Unidos e da Rússia (é preciso lembrar que a tecnologia da Alemanha nazista foi rateada entre americanos e soviéticos depois da Segunda Guerra Mundial). No Brasil, a Comissão Nacional de Atividades Espaciais foi criada em 1961. A da França é mais ou menos da mesma época, e a da Índia é posterior – e é aqui que eu identifico uma falha no nosso programa. O Brasil nunca manteve seus investimentos na área. Houve picos de investimento, mas problemas políticos impediram avanços. Só que outros países também têm problemas políticos e conseguiram tocar seus programas. Em 1985, o programa espacial brasileiro chegou ao seu ápice, com quase US$ 200 milhões de investimento anual. O investimento atual da Índia já é de US$ 700 milhões anuais. O da China deve passar de US$ 1 bilhão, e é bem menor do que o dos Estados Unidos. O programa é uma opção. O Brasil não quis e, por isso, não tem. Mas precisa dele.

UnB AGÊNCIA - O envio do primeiro brasileiro ao espaço, em 2006, mudou em algo essa situação?

FERREIRA - Foi bom mandá-lo, porque esse tipo de iniciativa tem uma simbologia importante para o país. Mas mesmo esse tipo de missão tem problemas. Até hoje, o país não domina a tecnologia para lançar satélites, apesar de termos um bom conhecimento acerca deles. Há 50 anos, Estados Unidos e Rússia competiam para ver quem conseguia lançar o primeiro satélite ao espaço. Hoje, além deles, França, Índia, China, Japão e Coréia do Norte têm essa tecnologia, mas o Brasil, não. Não adianta mandar astronautas ao espaço sem ter isso. Outro problema é que não houve uma sintonia muito grande entre as pesquisas que são feitas no Brasil como um todo e o trabalho do astronauta. Ele realizou experimentos de algumas universidades, mas, ao longo do seu treinamento, não teve uma equipe de médicos o acompanhando, por exemplo. A missão poderia ter sido muito mais bem aproveitada. Prova disso é que não há um segundo astronauta. Não há continuidade.

UnB AGÊNCIA - Que países têm condições de competir na área espacial com Estados Unidos e Rússia atualmente?

FERREIRA - Alguns países que estavam resolvendo problemas básicos tornaram-se centros de grande desenvolvimento. Exemplos são os Tigres Asiáticos, como Cingapura, e a China. Esta já é, de fato, uma grande potência do mundo, e isso lhe possibilitou reforçar seus programas espaciais. O programa chinês tem quase a mesma idade que o do Brasil, porém eles investiram muito mais. É difícil comparar, mas a verdade é que a China virou uma potência espacial. Ela tem seus próprios satélites, conduzidos por seus próprios foguetes. Tem autonomia, domina toda a tecnologia, e, recentemente, conseguiu colocar astronautas no espaço. Só três países conseguiram fazer isso com seus próprios meios – e os outros dois são Estados Unidos e Rússia. Além disso, neste ano, ela conseguiu colocar uma sonda na órbita da Lua. Isso a torna um dos países competidores na área espacial.

Roberto Fleury/UnB Agência
“Até hoje o Brasil não domina a
tecnologia para lançar satélites”

UnB AGÊNCIA - A atuação da China na área espacial lembra um pouco as aspirações hegemônicas de Estados Unidos e União Soviética durante a Guerra Fria, não?

FERREIRA - De fato, é semelhante ao que Estados Unidos e Rússia fizeram durante a Guerra Fria, mas sem a corrida armamentista. É claro que, no caso da China, há interesses militares – que é difícil de ser separado dos programas espaciais. Recentemente, a China destruiu um satélite, e isso alarmou os norte-americanos. Mas não é isso que chama atenção no programa chinês. A meu ver, sua grande motivação é o desenvolvimento tecnológico. Além disso, os programas espaciais têm contribuído para a auto-estima dos povos. Com certeza, os chineses sentem-se mais orgulhosos da sua nação depois das conquistas do país na área espacial. Além das missões não-tripuladas, a China planeja uma estação espacial e uma base na Lua. Daqui a pouco, vai pensar também em enviar naves a Marte, como o Japão já tentou. A próxima é a Índia, que se prepara para mandar uma sonda à Lua. Esses estudos vão repetir, em parte, o que os Estados Unidos já fizeram, mas vão descobrir coisas que não foram estudadas ainda.

UnB AGÊNCIA - Se esses países vão repetir descobertas que já foram feitas, é certo considerar as conquistas espaciais como vitórias de toda a humanidade?

FERREIRA - Considero que qualquer conquista espacial seja conquista da humanidade. A ida do homem à Lua está no mesmo campo da primeira circunavegação do globo. Espanhóis e portugueses eram os donos dos mares há 500 anos. Esse conhecimento vai passando para o resto da humanidade. O mesmo acontecerá com o conhecimento espacial.

UnB AGÊNCIA - Mas, pelo que o senhor disse, o conhecimento não está sendo compartilhado.

FERREIRA - Não de forma natural. De fato, atualmente, quem tem o domínio da tecnologia espacial não a transmite. O Brasil continua tendo grandes dificuldades para criar o seu próprio foguete devido a restrições de importação de tecnologia. Mas isso faz parte do jogo, e os países precisam investir. A Índia e a China investiram muito em educação. Essa é uma palavra-chave. Eu estive nos Estados Unidos na década de 1980 e vi chineses patrocinados pelo Estado para se capacitar e voltar para o país. A China utilizou isso muito bem, e aliou a estratégia a um plano educacional interno muito forte.

UnB AGÊNCIA - A Estação Espacial Internacional, que vem sendo montada desde 1998 e deve estar pronta até 2010, pode mudar alguma coisa nessa lógica de competição? O senhor enxerga boas perspectivas para a iniciativa?

FERREIRA - A estação já demorou mais do que devia, muito por causa dos acidentes com os ônibus espaciais. Além disso, o custo estimado da estação aumentou várias vezes. É difícil julgar, mas não ficou muito claro para a comunidade científica quais seriam os objetivos da estação. Eu sempre achei uma iniciativa muito interessante, porque os investimentos no espaço são altos, e o melhor é que todos os países juntem-se para fazer o mesmo projeto. Se fosse possível fazer isso com as missões à Lua, sem o mesmo tipo de filosofia da Guerra Fria, seria muito interessante para a humanidade e tornaria as conquistas realmente mundiais.

Roberto Fleury/UnB Agência
“A presença da China no espaço tem objetivos
Semelhantes aos de EUA e Rússia durante a
Guerra Fria, mas sem a corrida armamentista”

UnB AGÊNCIA - Já existem algumas empresas investindo no turismo espacial. A Virgin Galactic é uma das mais adiantadas no ramo e promete, para o ano que vem, viagens tripuladas ao espaço. Quais são as suas expectativas em relação ao futuro dessas empresas?

FERREIRA - Mandar turistas ao espaço é um grande feito. Isso é o prenúncio de investimento privados, que podem contribuir para os avanços na tecnologia espacial. É preciso que alguém comece e crie o caminho para as grandes empresas que virão. O projeto é muito interessante, mas eu não sei se um ano é um prazo razoável. Existem turistas que foram à estação espacial, mas ela não foi construída para isso. Por enquanto, foi feito apenas um vôo de teste com essa nave de turismo. O fator segurança é, de longe, o mais importante. Essa atividade vai ter que atender aos regulamentos. Eu diria que podemos esperar surpresas para os próximos cinco anos.

UnB AGÊNCIA - Um satélite norte-americano que orbita a Terra está para cair entre os meses de fevereiro e março. Outros dispositivos espaciais já caíram na superfície terrestre sem causar estragos notáveis, mas o satélite espião norte-americano carrega um combustível tóxico, e ainda não é possível saber onde ele vai cair exatamente. Como esse tipo de atividade é regulado?

FERREIRA - Qualquer país pode lançar um satélite. Não há impedimento em relação a isso. Mas existe, de fato, um conselho internacional que regulamenta as atividades espaciais. O Comitê para uso Pacífico do Espaço Sideral (Copuos) é uma organização que está ligada à Organização das Nações Unidas (ONU) e regula o uso do espaço. Há o caso de um satélite russo que caiu no Canadá. Isso foi para o tribunal e a Rússia pagou uma indenização. Se o satélite norte-americano causar algum dano, aquelas pessoas que se sentirem lesadas têm uma entidade para buscar seus direitos.

UnB AGÊNCIA - O senhor acredita que a queda desse satélite norte-americano pode causar grandes danos?

FERREIRA - Não. Esse combustível que ele carrega, a hidrazina, é altamente volátil. Ela explode muito fácil. Quando o satélite entra no planeta, ele se aquece tanto que o recipiente do combustível vai explodir bem antes de chegar. O perigoso são as cargas nucleares, que são feitas de material radioativo e, por isso, resistem. É o caso daquele satélite russo. Atualmente, inclusive, há uma movimentação para instituir uma regra que proíba artefatos nucleares no espaço, mas que ainda não colou, principalmente por causa dos Estados Unidos. A maior probabilidade, contudo, é de que esses objetos caiam no mar. Além disso, a maior parte dos satélites é pequena. Eventualmente, quando é grande (como a Mir), ele de fato cai. Mas muitos vão ficar lá eternamente, como lixo espacial. Os satélites-espiões são mais problemáticos, porque têm uma órbita mais baixa (em geral, 700 km).

Roberto Fleury/UnB Agência
“Qualquer conquista espacial
é uma conquista da humanidade”

UnB AGÊNCIA - Em 2007, os russos comemoraram os 50 anos de lançamento do primeiro satélite artificial da Terra. Como o senhor avalia este primeiro meio século de exploração espacial?

FERREIRA - O ponto alto foi mesmo o lançamento do Sputnik. Mas o lançamento do Explorer One, meses depois, pelos Estados Unidos, tem um lado muito importante, porque foi esse satélite que descobriu o cinturão de Van Allen, dando a visão que nós temos hoje de uma parte importante da atmosfera externa da Terra, a magnetosfera. Essa descoberta, inclusive, valeu um Prêmio Nobel aos autores. Outros destaques são o envio do primeiro homem ao espaço, em abril de 1961, e a chegada do homem à Lua, oito anos depois.

UnB AGÊNCIA - Quase 40 anos depois de o homem pisar pela primeira vez na Lua, ainda existem pessoas que não acreditam no feito – talvez porque a proeza não foi repetida desde então. O ser humano avançou o quanto poderia nesses 50 anos de exploração espacial ou, com o final da Guerra Fria, a área perdeu prestígio?

FERREIRA - Houve avanços bastante significativos durante esse tempo. Hoje, nós temos robôs e satélites estudando a possibilidade de colonizar Marte, a nave Cassini desvendando o sistema de Saturno (encontrando luas com condições semelhantes às que a Terra tinha há bilhões de anos) e várias espaçonaves em Mercúrio, Plutão, etc. Além disso, o telescópio Hubble revolucionou as teorias de evolução do universo. Contudo, o programa tripulado ficou estacionado em função do desaparecimento da corrida armamentista. Ele ficou muito aquém do que se esperava. De acordo com os planos da Nasa, atualmente, nós já deveríamos ter uma colônia na Lua. Essa exploração ficou tão cara, que acabou sendo abandonada. Houve várias missões à Lua, a um custo altíssimo. Tão alto que, em um determinado momento, o Senado norte-americano cortou o dinheiro para esse tipo de viagem. A Guerra Fria já estava no final, o que tinha para se provar já fora provado, e não se via mais nenhum tipo de ganho tecnológico naquilo. As prioridades eram outras.


Fonte: Site da Universidade de Brasília (UnB)

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Novos Problemas para a Alcântara Cyclone Space (ACS)


Olá leitor!

Segue abaixo uma notíca postada hoje (21/12) no blog “Panorama Espacial” do companheiro jornalista André Mileski onde o mesmo destaca que a empresa bi-nacional Alcântara Cyclone Space (ACS) começará em 2010 a enfrentar novos problemas para a implementação do complexo espacial do foguete ucraniano Cyclone 4 no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão.

Duda Falcão

Novos Problemas para a ACS

21/12/2009

A empresa binacional Alcântara Cyclone Space (ACS), já experiente na resolução de vários imbróglios (questões orçamentárias, quilombolas, dentre outros) começa a enfrentar novos problemas para a implementação do complexo espacial do foguete ucraniano Cyclone 4 no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão.

No início de dezembro, durante visita oficial do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Ucrânia, chegou a ser anunciado que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) financiaria parte dos investimentos dos parceiros ucranianos (as empresas estatais Yuzhnoye e Yuzhmash) na ACS (leiam a postagem “Visita de Lula à Ucrânia: ACS”).

Politicamente, essa é a intenção, mas o blog apurou que existem limitações legais para a materialização do financiamento. Inclusive, pessoas que acompanham o tema afirmam ser pouco provável que se encontre uma solução para a liberação dos recursos do BNDES. Existem alternativas sendo consideradas, mas a maioria delas alteraria significativamente os termos do tratado binacional sobre o binômio Alcântara/Cyclone 4 assinado em outubro de 2003. Acredita-se que a busca de uma solução para este problema será uma das prioridades dos dirigentes da ACS e do Programa Espacial Brasileiro ao menos nos primeiros meses de 2010.

Outra notícia negativa para a ACS veio na semana passada, quando deveria ter sido realizada uma audiência pública no município de Alcântara para a discussão do Estudo de Impactos Ambientais (EIA/RIMA) relacionado à implantação do complexo de lançamento. A audiência foi cancelada pela Justiça Federal, atendendo a um pedido do Ministério Público Federal (leiam a notícia aqui), em razão do horário da reunião (18h30), “tido como inviável e perigoso para o deslocamento das pessoas interessadas”.

Com os problemas de capitalização da binacional e o atraso nas licenças ambientais, o objetivo de se lançar o primeiro Cyclone 4 até o final de 2010 torna-se ainda mais remoto. Tanto que, privadamente, já se reconhece que o primeiro voo não ocorrerá durante o governo Lula.

Foguete Ainda Não Existe Fisicamente

De acordo com uma fonte familiar ao projeto ucraniano-brasileiro consultada pelo blog, o foguete Cyclone 4 já está com quase todo o seu desenvolvimento concluído, restando ainda apenas algumas partes. O lançador, porém, ainda não existe fisicamente, o que só corrobora as remotas chances de vir a voar em 2010.


Fonte: Blog “Panorama Espacial“ - André Mileski

Comentário: O blog já havia previsto anteriormente esses problemas (veja as notas Sem Financiamento, Sem Programa do Cyclone-4 , Cancelada Audiência para Discussão do Projeto Cyclone-4) e na realidade em minha opinião tudo leva a crer que esse foguete jamais será lançado de solo brasileiro, a não ser que haja uma mudança drástica na condução desse programa ou nos rumos do mesmo, o que eu sinceramente não acredito.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Vídeo do Seminário Sobre o PEB na Câmara Federal


Olá leitor,

Como você deve saber o “Conselho de Altos Estudos e Avaliação Tecnológica da Câmara Federal” realizou em 09/11 o seminário “Por uma Nova Política Espacial Brasileira, Realidade ou Ficção” mediado pelo companheiro jornalista "André Mileski" e com transmissão ao vivo pela TV Câmara de um dos auditórios da Câmara Federal em Brasília. Convido ao leitor que não assistiu por algum motivo a transmissão da TV Câmara desse seminário a assistir pelo link abaixo esse evento que foi muito esclarecedor para todos que acompanham com interesse o desenvolvimento desse programa tão importante para o país. O vídeo tem a duração de 2 horas e 52 minutos aproximadamente e, portanto acomodo-se da melhor forma possível e bom divertimento.

Duda Falcão

Seminário sobre o Programa Espacial.

Boas Festas


O blog “Brazilian Space” deseja aos seus leitores, amigos e colaboradores os mais sinceros votos de Feliz Natal e de um ano novo cheio de grandes realizações.

Duda Falcão

sábado, 19 de dezembro de 2009

Resultado do Edital de Subvenção Econômica de 2009


Olá leitor,

Finalmente saiu o resultado final do programa de ”Subvenção Econômica da FINEP de 2009” e pelo que pude apurar somente três projetos relacionados com tecnologia espacial foram aprovados. Transcrevo abaixo para o leitor esses projetos.

Projetos da Área Espacial Aprovados:

SBV: 1509
Referência: 0962/09
Titulo do Projeto: Desenvolvimento de Sistema Autônomo de Controle de Vôo para Posicionamento, Navegação, Controle e Guiamento de Foguetes de Porte Médio (SPNCG)
Empresa: Avibras Divisão Aérea e Naval S.A.
UF: São Paulo
Região: Sudeste
Limite Máximo Aprovado: R$ 9.042.791,32
Porte: Média Empresa

SBV: 3189
Referência: 0985/09
Titulo do Projeto: Estação de Telemetria de Solo para Veículo Lançador de Satélite
Empresa: Delsis Engenharia Comercio e Representação LTDA
UF: São Paulo
Região: Sudeste
Limite Máximo Aprovado: R$ 1.839.584,0
Porte: Microempresa /Pequeno Porte

SBV: 1140
Referência: 0955/09
Titulo do Projeto: Software de Controle de Atitude e Orbita para Plataformas Espaciais - AOCSW
Empresa: COMPSIS Computadores e Sistemas Indústria e Comércio LTDA
UF: São Paulo
Região: Sudeste
Limite Máximo Aprovado: R$ 4.105.732,30
Porte: Pequena Empresa

Infelizmente o setor espacial é misturado com a área de "Defesa Nacional e Segurança Pública (Área 4)" do edital o que prejudica muito que mais projetos sejam escolhidos. Dos 261 projetos aprovados nas seis áreas do edital, 53 foram da área quatro e destes somente três da área espacial, o que é muito pouco.

Já passou da hora do governo dá mais atenção ao Programa Espacial Brasileiro. Assim fica muito difícil se desenvolver um programa espacial nesse país. A FINEP precisa entender que o setor espacial precisa ter sua participação individual nesse edital de subvenção econômica, só assim o mesmo poderá contribuir significamente para esse tão importante e estratégico programa do país.

Fiquei muito chateado com o resultado desse edital, pois o programa que eu tinha descrito ao leitor em comentário anterior como sendo um "divisor de águas" para a "Comunidade Cientifica Brasileira", caso o mesmo fosse aprovado, infelizmente acabou não sendo aprovado devido a um erro cometido (segundo pude apurar) pelo contador da empresa beneficiária que não entregou os documentos corretamente, inviabilizando assim todo o projeto.

Uma pena que isso tenha acontecido, pois o mesmo certamente mudaria a cara do setor espacial no Brasil num período de quatro anos, tanto na área privada quanto no PEB governamental. Torço para que os pesquisadores voltem a apresentar o projeto novamente no edital de 2010.

Caso o leitor queira dar uma olhada na lista dos projetos aprovados clique aqui em resultado final :

Duda Falcão

Projeto Aster é Proposto no IWAE. Será Realizado?


Olá leitor!

Durante a realização do I Workshop de Astronomia Espacial (IWAE) ocorrido em 03/09 desse ano na USP, foi apresentada a comunidade científica brasileira presente no evento diversos projetos interessantes e entre eles o Projeto Aster.

Trata-se do desenvolvimento em parceria com os russos da primeira sonda de espaço profundo brasileira para pesquisar um asteróide próximo a Terra.

Abaixo, faço uma descrição preliminar desse projeto proposto por pesquisadores do INPE, UnB, UFABC e da UNESP.

Duda Falcão

Projeto Aster
Vôo para Asteróide Próximo à Terra
Primeiro Projeto Brasileiro em Espaço Profundo

Equipe Envolvida

Antonio F. Bertachini A. Prado (DEM-INPE)
Alexander Sukhanov (IKI/INPE)
Elbert E. Macau (LAC-INPE)
Gilberto Sandonato (LAP-INPE)
Haroldo F. de Campos Velho (LAC-INPE)
Ijar da Fonseca (DEM-INPE)
José Leonardo Ferreira (UnB)
Luiz Martins (UFABC)
Othon Winter (UNESP)
Walter Abraão (DEM-INPE)

Primeiros Passos

Primeira Idéia:

Missão sugerida por Elbert Macau (LAC-INPE) e Othon Winter (UNESP, Guaratinguetá - SP)

Objetivo Científico da Missão:

Aproximação com velocidade zero de um asteróide e realizar sua exploração a uma distância próxima.

Requisitos Qualitativos da Missão:

Sistemas de asteróides binários ou triplos
Custo da missão deve ser tão reduzido quanto possível

Objetivos Científicos e Tecnológicos

Objetivos Científicos:

1. Exploração de um asteróide binário ou triplo

Investigação Sobre a Natureza do Objeto:

(a) composição química;
(b) distribuição de massa

Objetivos tecnológicos:

1. Oportunidade de embarcar componentes espaciais em desenvolvimento no Brasil: propulsores iônicos
2. Cooperação em sistemas de transmissão de sinais a distâncias muito longas

Outros Objetivos Tecnológicos:

· O Brasil precisa dominar e testar (em vôo) tecnologias estratégicas

Propulsão iônica:

(a) Protótipo Phall-01 – UnB (20 cm diâmetro x 10 cm altura)
(b) Pion-III – LAP-INPE

Propulsor iônico PION-III - Controle de atitude:

Ion Thruster Project – Artistic conception
of the ions source of the engineering model: PION-III

Ion Thruster Project – Artistic conception of the whole:
ions source, flow control system, propellant reservoir

Feixe de argônio obtido com a versão PION-II

PION-III (16cm/5mN): primeiro uso fonte de íons
(tratamento de superfície) (LAP/LAS)

Final phase of the PION-III version (5cm/1mN)

Asteróides Candidatos

· 1991 VH
· Didymos
· 1999 KW4
· Hermes
· 2001 SN263
· 1996 FG3
· 1994 AW1
· Eugenia

Opções de Lançamento e Missão de Baixo Custo

Opções de Lançamento:

· 2015
· Piggybacking
· Lançamento dedicado por veículo lançador baseado em míssil R-29 (SS-N-8) lançado por submarine

Custo Estimado da Missão:

US$ 35 Milhões

(a) Plataforma espacial
(b) Módulo de serviço
(c) Desenvolvimento/testes de propulsores iônicos (Brasil)
(d) Serviços da missão (segmento de solo)
(e) Pós-processamento dos dados


Fonte: Site do I Workshop de Astronomia Espacial (IWAE)

Comentário: Apesar da grande significância científica e tecnológica desse projeto, temo que o mesmo faça parte da classe de projetos vaga-lumes que de vez em quando aparece nos bastidores do PEB. Infelizmente devido às cabecinhas de panetone (como dito recentemente num comentário feito aqui no blog pelo leitor Sengedradog) não creio que esse projeto vá à frente, muito menos nesse prazo tão curto de 2015. Esse pesquisador Alexander Sukhanov (acredito que seja russo) tem se empenhado muito nos últimos anos para aprovar diversos projetos de sondas junto ao governo em parceria com os russos sem que infelizmente tenha obtido sucesso. Foram eles o projeto MCE (Monitor de Clima Espacial, que seria a primeira sonda de espaço profundo brasileira), o projeto brasileiro/russo Santos Dumont (proposto para substituir o projeto do MCE) e o mais significativo de todos eles em minha opinião, o projeto Ishtar (primeira sonda lunar brasileira).

Satélite com Participação Brasileira tem Missão Prorrogada


Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada ontem 18/12 no site da “Universidade de São Paulo (USP)” destacando que a Agência Espacial Francesa (CNES) anunciou dia 16/12 que irá prosseguir por mais três anos com a missão do satélite franco-europeu-brasileiro CoRoT (Convection, ROtation and planetary Transits).

Duda Falcão

Ciências

Satélite com Participação Brasileira tem Missão Prorrogada

Rodrigo Martins / Agência USP
18/12/2009

A Agência Espacial Francesa CNES anunciou na última quarta-feira (16), durante a comemoração dos três primeiros anos em órbita do satélite franco-europeu-brasileiro CoRoT (COnvection, ROtation and planetary Transits), a decisão de prosseguir com a missão por mais três anos. O projeto do satélite CoRoT é uma parceria internacional com participação de laboratórios franceses e de mais seis países europeus e do Brasil.

Como explica o professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP, Eduardo Janot, presidente do comitê CoRoT-Brasil, o satélite tem duas funções principais. A primeira função é buscar exoplanetas, ou seja, planetas que não fazem parte do Sistema Solar. A busca é principalmente por planetas pequenos rochosos, parecidos com a Terra, locais onde as superfícies sólidas ou líquidas poderiam oferecer condições para o surgimento de vida. “É importante ressaltar que planetas maiores, como Júpiter e Saturno, no caso do Sistema Solar, têm sua camada mais externa composta por gases”, explica o professor.

A segunda função do CoRoT é o estudo de oscilações estelares através das variações de emissão de luz das estrelas, os estelemotos, algo como terremotos que ocorrem nas estrelas. Esses fenômenos permitem analisar a propagação dessas vibrações até o interior das estrelas, o que ajudam a entender o comportamento destes corpos celestes e até mesmo fazer algumas analogias com o comportamento do Sol.

Participação Brasileira

Além da Agência Espacial Francesa, participam laboratórios científicos da Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, Holanda e Itália, na Europa. No Brasil, os principais centros de pesquisas astronômicas nacionais participam do projeto.

Para França, foram enviados cinco pesquisadores brasileiros que auxiliaram no desenvolvimento de um software de tratamento dos dados enviados pelo satélite. Outra participação brasileira é com o Centro Espacial de Lançamentos de Alcântara, no Maranhão, que abriga umas das três bases terrestres para as quais o satélite envia os dados coletados. “Com a entrada da Base de Alcântara no projeto, houve um aumento de 80 para 120 mil estrelas observadas”, aponta Janot.

Descobertas

Lançado em dezembro de 2006, a missão do satélite deveria durar três anos, mas os resultados foram tão positivos que os coordenadores do projeto dos diversos países participantes decidiram dar continuidade aos trabalhos do CoRoT.

Dentre as principais descobertas do satélite nos último três anos estão uma dezena de exoplanetas, além centenas de outros astros que necessitam de observações do solo para que possam ser enquadrados como exoplanetas. O principal destaque nesta área vai para o CoRoT 7-b, o primeiro planeta rochoso descoberto fora do Sistema Solar com massa e densidade próximas a da Terra.

Dentro sismologia estelar – aquela que analisa, entre outros fenômenos, os estelemotos, – o satélite descobriu novos tipos de variações de luz, muitas delas até então desconhecidas pela Astronomia. “A descoberta dessas novas variações abre espaço para novas perspectivas no conhecimento estelar e na física das estrelas”, acredita o professor Janot.

Com a continuação do Projeto CoRoT, algumas pesquisas devem ser aprofundadas. Uma delas é o enfoque nos estudos destes pequenos planetas rochosos, planetas os quais podem abrigar alguma forma de vida. Outro enfoque da pesquisa com exoplanetas será a busca pelas chamadas “Super Terras quentes”, planetas com uma massa um pouco maior do que a Terra e mais próximos de suas estrelas.

Dentro do estudo das variações de luz das estrelas, o CoRoT deve focar-se na análise de estrelas parecidas com o Sol e no entendimento da física por trás das variações luminosas descobertas pelo Satélite.

Mais informações: email janot@astro.iag.usp.br, com o professor Eduardo Janot, do IAG.


Fonte: Site da Universidade de São Paulo (USP)

Comentário: Esse projeto europeu só foi possível contar com a participação brasileira devido ao enorme empenho de cinco pesquisadores brasileiros capitaneados pelo astrônomo Eduardo Janot Pacheco (IAG/USP) que após receberem uma proposta oficial na CNES solicitaram a AEB que promovesse oficialmente a cooperação do país com a agência espacial francesa no âmbito dessa missão espacial. Caso o leitor queira ter maiores informações visite o site da missão pelo endereço: http://www.astro.iag.usp.br/~corot/index.html

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

IAE Realiza Ensaios de Subsistemas do Satélite SARA


Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada hoje (18/12) no site do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), destacando que os testes denominados de “Ensaios Dinâmicos” do Subsistema de Recuperação da SARA (Satélite de Reentrada Atmosférica) foram realizados entre os dias 23 de novembro e 11 de dezembro desse ano.

Duda Falcão

Grupo SARA Apresenta Resultados de Ensaios do Subsistema de Recuperação

18/12/2009

O projeto SARA (Satélite de Reentrada Atmosférica), que se destina ao desenvolvimento de uma plataforma espacial para experimentos em ambiente de microgravidade, encontra-se na fase de ensaios do seu Subsistema de Recuperação.

Os testes, denominados Ensaios Dinâmicos, realizados entre os dias 23 de novembro e o dia 11 de dezembro de 2009, tiveram por objetivo analisar o comportamento dinâmico dos pára-quedas desse subsistema, no momento da extração.

O Subsistema de Recuperação é constituído por dois tipos de pára-quedas: o Pára-quedas de Arrasto, o qual será o primeiro evento a ser disparado durante o vôo suborbital e que reduzirá a velocidade de reentrada da cápsula até a velocidade adequada para o segundo evento, equivalente à abertura dos dois pára-quedas principais, os quais terão a função de diminuir e manter a velocidade especificada no momento de impacto com a água.

Os ensaios foram realizados no Laboratório de Trem de Pouso (LTP) do IAE, com o apoio da Subdivisão de Ensaios Estruturais da Divisão de Sistemas Aeronáuticos (ASA-E). A coordenação, integração e execução dos ensaios foram realizados por engenheiros da Divisão de Integração e Ensaios (AIE) e bolsista da Divisão de Sistemas Espaciais (ASE). O registro das imagens em alta resolução, realizado por servidores do Laboratório de Registro de Imagens (AIE-LRI), possibilitaram a análise detalhada da velocidade no momento de abertura dos pára-quedas.

A Koldaev Desenvolvimento e Serviços Ltda, empresa especializada no Desenvolvimento e Ensaios de Sistemas Aeronáuticos, é a contratada para prestar serviços de consultoria durante o desenvolvimento e os testes do subsistema de recuperação para o veículo de reentrada atmosférica.

O diretor do instituto, coronel Pantoja, o vice-diretor de espaço, coronel Kasemodel, e o coordenador do projeto VLS-1, coronel Demétrio, observaram um dos ensaios executados pelo grupo. O Projeto SARA é coordenado pelo doutor Eduardo Vergueiro Loures da Costa, da Divisão de Sistemas Espaciais (ASE) do IAE.

Resultados dos Ensaios

Os ensaios também tiveram por objetivo qualificar o pessoal envolvido nas atividades de dobragem e de integração; os resultados foram bem-sucedidos em resposta ao desdobramento completo de todos os eventos pertencentes ao subsistema de recuperação.

Terminada essa fase, o grupo envolvido irá elaborar os documentos de conclusão dos ensaios, de acordo com gráficos gerados da carga em função da distância e do tempo, além de discuti-los.

O projeto possui dois documentos importantes para a garantia de abertura, que são eles: documento de Análise de Riscos e o documento de Procedimento de montagem. Tais documentos informam aos operadores os meios e as etapas da integração e os riscos e problemas encontrados durante a integração dos componentes do Subsistema de Recuperação.

Previsão

O SARA Suborbital, que está previsto para ser lançado em 2010, é constituído de quatro subsistemas: o Subsistema Estrutural, o Subsistema de Redes Elétricas, o Subsistema de Recuperação e o Subsistema do Módulo de Experimentação (MEXP).

No MEXP, também conhecido por subsistema de carga útil (payload) do SARA Suborbital, são instalados os instrumentos e experimentos científicos e tecnológicos a serem executados durante o vôo suborbital em ambiente de microgravidade.



Fonte: Site do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE)

Comentário: Aparentemente apesar das dificuldades encontradas pelo PEB, esse projeto continua com o seu cronograma de lançamento previsto para 2010, o que colocará o Brasil muito em breve no pequeno clube das nações que controlam a tecnologia de reentrada atmosférica. Sou um grande entusiasta desse projeto, apesar de achar que o mesmo já poderia está num estagio de desenvolvimento muito mais avançado, se não fosse os atuais problemas que afligem o programa espacial como um todo.

O COP-15 e o Setor Espacial - Boas Perspectivas


Olá leitor!

Segue abaixo uma previsão postada hoje (18/12) no blog “Panorama Espacial” do companheiro jornalista André Mileski onde o mesmo prevê que o setor espacial no Brasil e no mundo deve ser um dos grandes beneficiados com as decisões e objetivos buscados na "Cúpula das Nações Unidas sobre Mudança Climáticas (COP-15)", que aconteceu este mês em Copenhague, na Dinamarca.

Duda Falcão

COP-15 e o Setor Espacial

18/12/2009

O setor espacial (além do meio-ambiente e do planeta como um todo, evidentemente!) deve ser um dos grandes beneficiados com a decisões e objetivos buscados na Cúpula das Nações Unidas sobre Mudança Climáticas (COP-15), realizada este mês em Copenhague, na Dinamarca.

A edição de dezembro da revista Space Intelligence News, editada pela Ascend Worldwide, traz uma pequena nota ("Despite 'Climategate' scandal space industry is set to be a winner in global warming research") sustentando, num enfoque mais industrial, esta afirmação que, aliás, é também embasada por algumas notícias vindas de Copenhague.

Dada a crescente preocupação mundial com o aquecimento do Globo, projetos de satélites científicos e meteorológicos para estudos e medições sobre os impactos e consequências do aquecimento global tendem a ganhar ainda mais importância. Satélites de observação terrestre para a medição do desmatamento, desertificação e derretimento de geleiras também são citados por especialistas e autoridades como instrumentos essenciais para o combate ao aquecimento.

As preocupações com o meio-ambiente já há algum tempo têm se mostrado um forte apelo para justificar (e angariar recursos) para projetos de satélites de sensoriamento remoto, inclusive no Brasil. Na visão de muitos analistas, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) acertou ao optar por orientar suas principais ações a temas ambientais, embora definições e recursos para alguns projetos essenciais, como o de um satélite-radar, ainda não tenham sido alcançados.

Já há algum tempo, existe a expectativa de que o satélite Amazônia-1, baseado na Plataforma Multimissão (PMM) tenha o seu cronograma acelerado com o recebimento de recursos oriundos do Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), questão que parece ter saído da mídia. Talvez, com tudo o que se discutiu no COP-15, alguns projetos e necessidades nacionais recebam mais um importante impulso, não apenas político, mas principalmente financeiro.

Paralelamente às questões internas, o governo brasileiro busca ampliar junto à comunidade internacional o seu papel de colaborador nos esforços de redução do desmatamento. Há pouco mais de uma semana, o INPE assinou com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) um acordo para repasse de tecnologia e experiência brasileiras no monitoramento por satélite do desmatamento (saibam mais na matéria "Inpe vai repassar tecnologia brasileira de monitoramento por satélite do desmatamento", da Agência Brasil), iniciativa certamente louvável. Ao mesmo tempo em que realiza estes atos de política externa, é fundamental que o governo não se esqueça de que existem deficiências internas nos sistemas de monitoramento disponíveis que de algum modo precisam ser supridas.


Fonte: Blog “Panorama Espacial“ - André Mileski

Comentário: Espero que o companheiro Mileski esteja certo quanto a essa sua previsão, pois seria muito bom para o programa de satélites do PEB. No entanto, além dos conhecidos problemas que afligem atualmente o programa espacial, ainda é grande a resistência ao PEB no Congresso e dentro dos próprios órgãos governamentais, que precisarão mudar sua mentalidade para que isso aconteça. Para tanto, será necessário uma melhor atenção do presidente da república. Vamos aguardar.

Cancelada Audiência para Discussão do Projeto Cyclone-4


Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada hoje (18/12) no site “imirante.com”, destacando que o juiz federal José Carlos do Vale Madeira, da 5ª Vara da Justiça Federal, secção do Maranhão, cancelou a Audiência Pública para "Discussão do Projeto ‘Ciclone IV", em Alcântara.

Duda Falcão

Cancelada Audiência para Discussão
do Projeto ‘Ciclone IV’, em Alcântara

18/12/2009 - 06h42

SÃO LUÍS - O juiz federal José Carlos do Vale Madeira, da 5ª Vara da Justiça Federal, secção do Maranhão, deferiu ontem o pedido de antecipação de tutela formulado pelo Ministério Público Federal, que cancela a audiência pública na qual discutiria hoje, no município de Alcântara (MA), o Estudo de Impactos Ambientais (EIA/Rima) da instalação do complexo terrestre “Ciclone IV” da Empresa Binacional Alcântara Cyclone Space (ACS), por meio do processo número 2009.37.00.008995-3.

O despacho do jurista levou em consideração o horário proposto (18h30), tido como inviável e perigoso para o deslocamento das pessoas interessadas, até o local da audiência, uma vez que a grande maioria das comunidades tem seu acesso por precárias estradas vicinais. A data seria a única oportunidade de discussão do projeto.

A situação poderia ser mais grave, segundo a decisão judicial, pelo fato de não se ter a previsão do término da sessão. Ele detalha ainda que as comunidades mais interessadas não tiveram acesso ao documento EIA/Rima. De acordo com a decisão, o Procedimento de Licenciamento Ambiental, objeto da audiência pública, teria sido protocolado no dia 9 de outubro deste ano, sendo aceito pela Diretoria de Licenciamento Ambiental do Instituto Brasileiro dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) sem que fosse observado o prazo de 45 dias que trata a Resolução Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) 09/87.


Fonte: Site imirante.com

Comentário: Como venho dizendo em meus comentários leitor, essa ACS tem grandes chances de acabar muito antes de começar. Criando assim um enorme prejuízo aos cofres públicos e tendo o senhor Roberto Amaral remanejado para outra empresa, instituição ou cargo no governo para continuar seu estrago administrativo em outras bandas. E o pior disso tudo é que não haverá ninguém para responsabilizá-lo por seus atos, acabando tudo em pizza.

Nano-JASMINE Quase Pronto para VOAR no Cyclone-4


Olá leitor!

Convido você a conhecer (talvez em primeira mão) a concepção artística e a foto do nano-satélite japonês “Nano-JASMINE”, acrônimo de "Japan Astrometry Satellite Mission for Infrared Exploration" que será lançado de graça como carga útil do foguete Cyclone-4 em seu primeiro e único vôo de qualificação do "Centro de Lançamento de Alcântara" em 2010, como quer o governo ou em 2011, como é o mais provável de acontecer. Isto é, caso a Alcântara Cyclone Space realmente saia do papel.

Duda Falcão

Concepções Artísticas do Nano-JASMINE

O Nano-JASMINE em teste no Japão


Fonte: http://www.space.t.u-tokyo.ac.jp

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Site e-Democracia Envia Esclarecimentos por E-mail


Olá leitor!

Mesmo após receber um e-mail e comentário (na própria postagem - denuncia) dos gestores do site e-Democracia (transcrito abaixo na integra) esclarecendo o inconveniente ocorrido com a minha mensagem deixada na comunidade “Política Espacial Brasileira” que tinha o firme intuito de contribuir para um melhor desempenho do Programa Espacial Brasileiro, continuo achando que há algo de estranho com essa explicação, pois quando coloquei a minha mensagem na sala de bate papo, já havia outras mensagens de outras pessoas.

No entanto, meu intuito e do blog “BRAZILIAN SPACE” sempre foi colaborar com o Programa Espacial Brasileiro tentando de alguma forma apontar soluções que são simples e eficazes, porém que para funcionarem, são necessárias que as pessoas envolvidas com as suas aplicações sejam pessoas sérias, que tenham exclusivamente o firme propósito de atingir os objetivos pré-estabelecidos, mediante um planejamento de curto, médio e longo prazo.

Portanto em prol de um bem maior, ou seja, o PEB resolvi aceitar os esclarecimentos dos gestores do site e-Democracia esperando que novos inconvenientes não venham ocorrer novamente e que esse espaço realmente venha servir para o cidadão brasileiro independente de origem política, racial, cultural, religiosa, social ou divergente expressar sua livre opinião sobre os atuais rumos do cambaleante Programa Espacial Brasileiro.

Duda Falcão


E-mail do Site e-Democracia:


Prezado Sr. Duda Falcão,

Gostaríamos de esclarecer que o inconveniente ocorrido foi por uma falha técnica e não por questões de censura. A Comunidade sobre a Política Espacial Brasileira é uma Comunidade aberta onde todas a pessoas cadastradas podem participar. E não há qualquer censura quanto a quem pode se cadastrar ou o que pode ser postado. Tanto que o seu comentário está postado no site e foi assim que soubemos do acontecido.

Nosso consultor técnico acabou de nos informar que provavelmente o que aconteceu é que o senhor tentou postar uma mensagem na sala de bate papos e não nos fóruns já criados. Contudo, até aquele momento, a sala de bate papos ainda não havia sido aberta (por um erro técnico). Nosso consultor nos informou que a sala já foi criada e o senhor poderá postar lá a partir de agora quando quiser.

Tomamos a liberdade de cadastrá-lo novamente e gostaríamos de solicitar que entre em contato conosco se tiver qualquer outro problema.

Sua participação é extremamente importante para nós e esperamos poder contar com sua colaboração.

Quanto ao seu blog, gostaríamos de solicitar que o mal entendido fosse esclarecido, pois nosso Programa tem uma proposta séria e estamos realmente empenhados em promover a participação popular de forma democrática e transparente.

Cordialmente,

Equipe E-Democracia