segunda-feira, 26 de setembro de 2016

UCS Carvi Promove Competição Regional Inédita de Foguetes

Olá leitor!

Está lembrado da notícia que postamos aqui no início de agosto (veja aqui) sobre uma Competição de Foguetes de Água para alunos do Ensino Fundamental e Médio que seria promovida pela Universidade de Caxias do Sul (UCS)? Pois então, segue abaixo uma notícia postada dia (24/09) no site “UCS Minha Vida” sobre está competição.

Duda Falcão

UCS Carvi Promove Competição
Regional Inédita de Foguetes

Primeira edição do evento foi marcada por grande
adesão e envolvimento dos participantes

24/09/2016

Fotos: Claudia Velho

A primeira Competição Regional de Foguetes, realizada neste sábado (24) no Campus Universitário da Região dos Vinhedos, em Bento Gonçalves, mostrou que é possível ensinar ciência de forma interativa e divertida. Durante a competição, que contou com 16 equipes, quase uma centena de estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental e do Ensino Médio se envolveram e vibraram com os foguetes, feitos a base de garrafas PET e outros materiais de baixo custo, que foram lançados com propulsão à água.

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Na primeira etapa da competição, cada equipe realizou dois lançamentos cada e, pelo critério de maior distância, 10 equipes se classificaram para a segunda etapa. A fase final contou com a participação de seis equipes. Também pelo critério de maior distância, a vencedora foi a Apollo XII, do Colégio Estadual Ângelo Mônaco, de Fagundes Varela (173,5 metros). O segundo e terceiro lugares ficaram, respectivamente, com a equipe Sidiney III, do Colégio Sagrado Coração de Jesus, de Garibaldi, e com a equipe Nós na Lua, do Instituto Estadual de Educação Cecilia Meireles, de Bento Gonçalves.


Conforme a professora Tânia Morelatto, uma das docentes responsáveis pela coordenação, juntamente com os professores Matheus Poletto e Tiago Cassol, o evento foi inspirado na Mostra de Foguetes que integra a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica. Ainda segundo ela, o caráter inédito da competição na região serrana do estado estimulou que diversas equipes se interessassem em participar. “Uma equipe de acadêmicos da UCS e até uma escola de Paraíba procuram a competição. Mas, neste ano, preferimos mantê-la no nível básico. A intenção é ampliar para outras modalidades a partir das próximas edições”, ressalta. 

Nesta primeira Competição de Foguetes, participaram escolas dos municípios de Bento Gonçalves, Caxias do Sul, Faria Lemos, Garibaldi, Carlos Barbosa e Vacaria. A promoção é do Centro de Ciências Exatas e da Natureza e Tecnologia do CARVI, do Núcleo de Apoio ao Ensino da Matemática, do Núcleo de Apoio ao Ensino da Física e do Grupo Gincarvi Jr. – Tecnologia em Foguetes.


Confira, no vídeo, um dos melhores lançamentos da competição!



Fonte: Site UCS Minha Vida - http://www.ucsminhaescolha.com.br

CEMADEN Comemora 5 Anos de Atividade Com Saldo Positivo e Reconhecimento Internacional

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria postada na edição de setembro do ”Jornal do SindCT“, tendo como destaque os 5 anos de atividades do Centro  Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN) com saldo positivo e reconhecimento internacional.

Duda Falcão

CIÊNCIA & TECNOLOGIA

CEMADEN Comemora 5 Anos de
Atividade Com Saldo Positivo e
Reconhecimento Internacional

Monitoramento de Desastres Naturais

Shirley Marciano
Jornal do SindCT
Edição nº 50
Setembro de 2016


São 6 mil sensores instalados em quase 1.000 municípios. Mas o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais tem equipe pequena e verbas escassas. “Deveríamos ter, em 2017, 40% a mais de orçamento que em 2016”, explica seu diretor, Osvaldo Moraes.  Criado há cinco anos, após a grave tragédia ocorrida nas cidades serranas do Estado do Rio de Janeiro em 2011, o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN) já atende quase 1.000 municípios brasileiros, monitorando as áreas consideradas de risco, com o objetivo de emitir alertas e, dessa forma, acionar as autoridades para que sejam realizadas ações para preservação de vidas, de bens materiais e mitigação de danos de um modo geral.

É um trabalho minucioso que utiliza dados de uma rede de monitoramento do próprio órgão, que hoje possui 6.000 sensores instalados em áreas que foram previamente mapeadas e apontadas como sendo de risco (veja, por exemplo, na edição 45 do Jornal do SindCT, p. 8: “Região Serrana do RJ impõe novos desafios ao CEMADEN”). Também são analisadas informações de diversos outros institutos, a fim de dar maior confiabilidade aos alertas. Nesta entrevista, Osvaldo Moraes, diretor do CEMADEN, explica a importância de se tratar de um órgão de direção própria, que responde diretamente à pasta de C&T, hoje denominada Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

A seu ver, o CEMADEN tem cumprido exitosamente sua missão, o que pode ser confirmado pelo elevado número de alertas emitidos e pelo grande número de municípios monitorados, muito acima dos 200 previstos inicialmente. O CEMADEN foi criado após a grave tragédia ocorrida na Região Serrana do Rio de Janeiro no início de 2011, quando foram registradas 918 mortes e 103 desaparecidos.

O senhor acredita que o CEMADEN está conseguindo cumprir sua missão? MORAES. Sim, está conseguindo. Pegando dados estatísticos, após 2011, no que se relaciona ao número de acidentes naturais e óbitos registrados, observa-se que decresceram. Mas dizer que essa informação, por si só, corresponde ao fato de ter sido criado o CEMADEN, não seria necessariamente uma verdade. Do ponto de vista estratégico, é possível concluir que o nosso centro tem contribuído exitosamente, pois uma prova concreta é o número de alertas emitidos em regiões onde aconteceram os desastres naturais.

Porém, sob um olhar científico, não tem como fazer uma relação tão direta assim, porque são muitas variáveis. Vale dizer também que até 2011, antes da criação do CEMADEN, o desastre natural no Brasil era tratado, na maioria dos casos, no âmbito da resposta ao que já havia acontecido, ou seja, na mitigação de estragos. Hoje temos um importante reconhecimento porque estamos conseguindo fazer um bom trabalho. Uma prova disso é o Brasil ser responsável pela área de desastres naturais no BRICS [Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul].

A emissão de alertas aos órgãos tem surtido efeito prático? O senhor tem algum feedback?

MORAES. Sim, tem havido encaminhamentos e temos recebido retornos, tanto os relacionados aos alertas, quanto às tomadas de decisão a partir dos alertas. É importante enfatizar que, para serem monitorados, os municípios precisam atender a três pré-requisitos: 1) possuir histórico de desastre natural; 2) ter áreas de vulnerabilidade mapeadas pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM); 3) ter uma Defesa Civil funcionando. Esta condição é essencial, pois seria inócuo emitir um alerta para um município sem capacidade de resposta. Questiona-se o fato de o CEMADEN ter sido criado como um órgão de nível de direção e não como uma coordenação do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), já que ele utiliza informações relacionadas a este instituto, como as do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC).

Qual a opinião do senhor a respeito?

MORAES. É comum haver esse tipo de dúvida e vejo como uma oportunidade para esclarecer. Embora tenhamos muitas parcerias com o INPE, e queremos ampliar ainda mais, são órgãos com finalidades totalmente diferentes. O CPTEC, por exemplo, faz previsões meteorológicas, mas só essa informação é insuficiente para nós, além de não ser o tipo de dado principal para emitirmos os alertas.

Desastres naturais envolvem várias áreas do conhecimento, como hidrologia, geologia, meteorologia e — muito importante — vulnerabilidade social. Gostaria de destacar também que o INPE desenvolve pesquisa na área de acesso ao espaço através dos seus satélites e, dessa forma, oferece produtos e serviços que são derivados dessas missões. O CEMADEN, por outro lado, usa outros produtos que não são exclusivamente derivados do espaço para fazer o seu monitoramento.

Além das questões que o senhor citou sobre os motivos de o CEMADEN ter sido criado como um órgão independente e com elevado status, o senhor acredita que houve algum tipo de decisão de cunho mais político para dar uma resposta rápida e clara à sociedade após a tragédia da Região Serrana?

MORAES. É delicado responder a essa pergunta. Eu não sei qual foi a motivação do governo naquela época, mas vou ensaiar aqui uma hipótese: se olharmos a estrutura dos órgãos ligados ao MCTIC e comparar com o CEMADEN, que também pertence a este ministério, observa-se que ele possui um mesmo status e característica organizacional. Sendo assim, na minha opinião, isso sinaliza que eles consideram a questão de desastres naturais essencial e estratégica para o País, e por esse motivo foi criado um órgão em nível de direção.


O CEMADEN utiliza sensores parecidos ou até iguais aos do INPE, aos do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e aos da Agência Nacional de Águas (ANA). Não estariam gerando informações redundantes?

MORAES. Os sensores são semelhantes ou iguais, mas não é o mesmo monitoramento. Os locais onde colocamos os nossos sensores são diferentes porque os objetivos são outros. Os equipamentos do nosso Centro têm que estar em áreas onde é preciso obter informações que visam atender a missão do CEMADEN. Eles ficam posicionados nos rios, nas encostas e em outros locais estratégicos. Muitos deles estão sendo operados, inclusive, com colaboração da comunidade local. Mas, é claro, utilizamos os dados obtidos de outros órgãos e também dividimos as informações que coletamos, pois trabalhamos integrados. Um exemplo é o Ministério de Minas e Energia, que obtém dados nossos para somar aos deles e, assim, ter uma previsibilidade maior do comportamento dos reservatórios das hidrelétricas. Uma informação confirma ou complementa a outra.

Quando o CEMADEN emite um alerta vermelho, aquele em que há urgência, quais são os principais elementos que o definem?

MORAES. Os níveis de gravidade variam conforme a situação. Pode haver riscos idênticos, porém sua emergência e, consequentemente, as ações podem ser diferentes. Isto porque são levadas em consideração, primordialmente, situações em que haja população. Se um deslizamento for numa área inóspita nem haverá alerta ou ações, porque nem sequer terá sensores instalados, pois o objetivo é salvaguardar vidas e mitigar outras consequências de desastres naturais. O agravante — no caso de áreas que por si só já são vulneráveis por haver risco e pessoas — é quando não existe um preparo da comunidade para um evento ou quando há muitas crianças, mulheres, cadeirantes e idosos. Então, são vários parâmetros sociais que somam-se aos físicos para emitir um alerta com determinado nível de risco. Por essa razão, trabalhamos em parceria com o IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística], pois através desse instituto obtemos esses dados. A nossa ambição é avançar mais nesses aspectos sociais e econômicos.

Uma vez mapeados todos os polígonos também com esses critérios mais finos, teremos resultados ainda mais eficazes. Com relação à crise econômica, o CEMADEN está sendo afetado de alguma maneira?

MORAES. Os gargalos que temos hoje são com relação aos contratos de manutenção dos sensores que estão em vias de expirar, sem que haja uma certeza de renovação. Temos também insegurança com relação ao orçamento para o próximo ano. Para garantirmos um trabalho a contento, deveríamos ter, em 2017, 40% a mais de orçamento do que foi disponibilizado em 2016. Além disso, hoje temos outro problema: os sensores que compramos, mas que não foram instalados ainda por falta de contrato. Com relação à construção da nossa sede, hoje há muitas indefinições. Já temos o projeto executivo e recebemos a doação de um terreno pela Prefeitura, aprovado na Câmara, que deve ter sua cessão de uso finalizada em meados do ano que vem. Neste caso teríamos de renovar ou podemos até perder. Estamos negociando com o governo federal para que haja liberação de verba para construção, mas acredito que isso não vai acontecer nos próximos anos. Então, vamos fazer algumas adequações — inclusive acústicas, a fim de minimizar ruídos — para ficarmos nesse espaço provisório no Parque Tecnológico de São José dos Campos, até que haja alguma decisão sobre o assunto.

Antes o CEMADEN estava sediado no INPE de Cachoeira Paulista e agora está no Parque Tecnológico de São José dos Campos. Lá o pessoal não estava melhor instalado?

MORAES. Não. Em Cachoeira Paulista o espaço era menor e dividido com várias outras áreas. Aqui é maior, mais adequado e o local é bom também pelo contato que temos com as empresas e com as universidades, além de o ambiente ser de fomento à inovação.

Na visão do senhor, quais foram os principais desafios que o CEMADEN enfrentou nesses cinco anos de existência?

MORAES. Considero que o maior desafio do órgão tenha sido instalar em tempo recorde uma rede de monitoramento tão grande. Foram 6.000 sensores em dois anos. Isso é de fato um caso de sucesso. Talvez sejamos os únicos no mundo, por sermos um país de dimensões continentais. Outro grande desafio foi o concurso público. Num primeiro momento foram chamados 75 e depois mais 22. É uma importante conquista. Porém, ainda consideramos que nossa equipe está subdimensionada, pela quantidade de municípios que monitoramos. Em 2011, esse número de servidores era estimado para o atendimento de 200 municípios, mas hoje já atendemos quase 1.000, cinco vezes mais. Mas fazemos o melhor com a equipe que temos. Todos são muito comprometidos.


Fonte: Jornal do SindCT - Edição 50ª – Setembro de 2016

Mestranda de Computação Aplicada do INPE é Premiada Por Melhor Artigo em Simpósio de Teste de Software

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (26/09) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), destacando que Mestranda de Computação Aplicada do instituto é premiada por melhor artigo em Simpósio de Teste de Software.

Duda Falcão

Mestranda de Computação Aplicada do INPE
é Premiada Por Melhor Artigo em
Simpósio de Teste de Software

Segunda-feira, 26 de Setembro de 2016

Trabalho de Juliana Marino Balera, aluna de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Computação Aplicada (CAP) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), obteve a primeira colocação no I Simpósio Brasileiro de Teste de Software Sistemático e Automatizado (SAST 2016). A estudante é orientada por Valdivino Alexandre de Santiago Júnior, tecnologista do Laboratório Associado de Computação e Matemática Aplicada (LAC) do INPE, coautor do artigo premiado.

Intitulado "A Controlled Experiment for Combinatorial Testing", o artigo foi considerado o melhor ("best paper award") entre os 15 trabalhos aceitos para o SAST 2016.

O SAST, um dos simpósios do VII Congresso Brasileiro de Software: Teoria e Prática (CBSoft 2016), foi realizado de 19 a 20 de setembro em Maringá (PR). Antes denominado "Brazilian Workshop on Systematic and Automated Software Testing", o SAST é o principal evento científico sobre teste de software no Brasil e um fórum anual que reúne pesquisadores, nacionais e internacionais, e indústria para fortalecer cooperações e fomentar a inovação na área.


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Congresso Aprova Protocolo Complementar do Satélite CBERS-4A

Olá leitor!

Segue abaixo uma outra matéria postada na edição de setembro do ”Jornal do SindCT“, tendo como destaque a aprovação pelo Congresso  Nacional do Protocolo Complementar do Satélte CBERS-4A.

Duda Falcão

CIÊNCIA & TECNOLOGIA

Congresso Aprova Protocolo
Complementar do CBERS-4A

Shirley Marciano
Jornal do SindCT
Edição nº 50
Setembro de 2016

Nos dias 22 e 24 de agosto foi aprovado, respectivamente, na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, o texto do Protocolo Complementar para o Desenvolvimento do Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS-4A). Na prática, a partir dessa decisão do Congresso, é possível liberar as verbas para o projeto, que estavam retidas embora já constassem da Lei Orçamentária Anual (LOA).

O projeto já estava sendo encaminhado pelos técnicos e engenheiros do INPE porque boa parte dessa versão utiliza subsistemas já adquiridos para os modelos 3 e 4 do CBERS, o último lançado em dezembro de 2014. “Precisamos dos recursos para adquirirmos da indústria três importantes subsistemas e, dessa forma, iniciarmos os testes. São eles: o painel solar, o OBDH e a estrutura. Agora ficamos mais otimistas ainda para cumprir o cronograma, que é lançar até dezembro de 2018”, explica Antonio Carlos Pereira Júnior, gerente do CBERS-4A.

O Decreto Legislativo 142, publicado no Diário Oficial da União (DOU) no último dia 26 de agosto, põe fim a uma polêmica: o Protocolo Complementar não tramitou conforme se esperava porque ao chegar na Casa Civil, encaminhado pela Agência Espacial Brasileira (AEB), observou-se que faltava a chamada “Cláusula de Solução de Controvérsias”, uma exigência para acordos internacionais, que serve para proteger as partes no caso de haver um rompimento, ou distrato.

O caso foi noticiado na edição 48 do Jornal do SindCT: goo.gl/ybTWtD. Apesar disso, a leitura dos contratos correspondentes às versões anteriores deste satélite permite constatar que essa cláusula não foi utilizada para o CBERS-2B, que tem o mesmo caráter extensivo do CBERS-4A.

Por essa razão, possivelmente, a AEB deixou de incluí- -la. “O importante é que agora está tudo resolvido. Esta decisão cumpre o requisito legal de ter o acordo aprovado pelo Legislativo, o que nos autoriza a prosseguir com o projeto”, destaca Petrônio Noronha, diretor de Política Espacial da AEB. O próximo passo será definir os requisitos para que possam ser contratadas as empresas. “Como tudo deve passar pelos órgãos fiscalizadores, não há como definir uma data objetiva do início”, informa Antonio Carlos.


Fonte: Jornal do SindCT - Edição 50ª – Setembro de 2016

C&T - A Caminho do Caos

Olá leitor!

Segue abaixo um interessante artigo postado dia (23/09) no site do “defesanet,com”  sobre as perspectivas da Ciência e Tecnologia no Governo TEMER. Chamo a sua atenção leitor para o que o artigo fala sobre o Setor Espacial.

Duda Falcão

TECNOLOGIA

C&T - A Caminho do Caos

A área de Ciência e Tecnologia enfrenta
a falta de rumos no Governo Temer.

Pedro Paulo Rezende
Especial para o DefesaNet
23 de Setembro, 2016 - 15:10 ( Brasília )


Brasília — A absorção do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação pela pasta das Comunicações, determinada pelo presidente Michel Temer, é um retrocesso e deveria ser revista. Ela caminha na contramão das ações das principais economias globais e dos países que pretendem se tornar major players no futuro. Nos Estados Unidos, sete em cada dez alunos que se candidatam a cursos de mestrado e doutorado são chineses e indianos. O esforço não se limita a matricular no exterior os alunos mais promissores vindos da graduação. Há uma grande ênfase no desenvolvimento de grandes complexos de pesquisa aplicada.

O modelo segue uma proposta desenvolvida, na década de 1970, em Taiwan com o Parque de Ciências de Kaohsiung. É a soma de esforços do governo, que providencia a infraestrutura, com a universidade e as indústrias. As empresas solicitam desenvolvimentos para as instituições educacionais que entregam os produtos prontos para fabricação seriada. Na ilha, há cinco deles trabalhando nas áreas de desenvolvimento agrícola, de química, de eletrônica e de biotecnologia. Só em Kaohsiung, 200 mil pessoas vivem da simbiose entre a academia e a indústria.

A República Popular da China, no momento, executa um programa iniciado em 2009 para a criação de 21 parques similares. Em um deles, há espaço para 600 mil pesquisadores, alunos e empregados das empresas. As áreas de pesquisa consideradas prioritárias nestes centros vão de nanotecnologia à manipulação genética e de células-tronco, passando pela eletrônica e robótica.

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) teve excelente resultados. Um estudo do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos revelou que, entre 1996 e 2014, o número de doutores no Brasil aumentou 486%. No caso da titulação de mestre, o crescimento foi de 379%. O relatório revela ainda que o número de programas de mestrado e doutorado cresceu 205% e 210%, respectivamente, no mesmo período. Apesar disto, o estudo demonstra que há uma grande distância em relação aos países desenvolvidos.

Segundo a pesquisa, em 2013 o Brasil ainda registrava média de 7,6 doutores para cada 100 mil habitantes. Nesse quesito, apenas México e Chile, entre os 28 países membros ou parceiros OCDE avaliados, possuíam resultado menor com 4,2 e 3,4, respectivamente. Apesar disto, cientistas foram convocados do exterior e bolsas no Brasil foram canceladas pela CAPES.

Massa Crítica

Houve grande euforia quando o ex-ministro Mangabeira Unger anunciou as bases da Estratégia Nacional de Defesa. A ideia de estabelecer três áreas de desenvolvimento científico —a nuclear, sob responsabilidade da Marinha; a cibernética, a cargo do Exército, e a espacial, sob controle da Aeronáutica — prometia impulsionar a pesquisa no Brasil, mas trouxe poucos resultados práticos por falta de coragem na escolha de parcerias.

Apesar dos grandes avanços brasileiros na área de enriquecimento de urânio, falta massa crítica de especialistas para o desenvolvimento e construção de reatores para uso civil. O projeto de desenvolvimento de um reator nacional, a cargo da Marinha, também sofre de fortes restrições orçamentárias. Apesar de ter construído todos os componentes, o reator ainda não foi montado em função de atrasos na construção do prédio em Aramar.

Na área espacial, chegou o momento de escolher qual o caminho que iremos seguir. Podemos nos transformar em usuários de sistemas de lançamento de satélite, a exemplo do Reino Unido, ou perseguir o desafio de montar uma missão completa, como foi estabelecido ao final da década de 1980 com a proposta de construir o VLS. É preciso lembrar que este programa foi duramente afetado pela explosão de um VLS em 22 de agosto de 2003, matando 21 integrantes da equipe.

Há duas propostas na mesa. Os Estados Unidos da América querem arrendar serviços do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) para lançar microssatélites a partir de foguetes desenvolvidos pela iniciativa privada norte-americana. Um acordo, similar ao que foi rejeitado ao final do governo de Fernando Henrique Cardoso, está em discussão no momento.

A outra proposição é da Russian Space Systems. A ideia é substituir a Alcântara Cyclone Space (ACS), parceria malsucedida entre o Brasil e Ucrânia, para explorar o CLA com um projeto de foguete construído em parceria com o Centro Tecnológico Aeroespacial. Dentro desta cooperação, se desenvolveria um novo VLS com o primeiro estágio a combustível líquido.

Devemos lembrar que o sonho de transformar Alcântara em uma nova Kourrou já custou ao Brasil mais de R$ 1 bilhão, apenas para cumprir os termos do acordo espacial entre Brasil e Ucrânia, assinado em 2002 e denunciado em 2015. Parte desse dinheiro foi empregada como contrapartida no desenvolvimento do Cyclone 4. O local é considerado privilegiado por estar próximo à linha do Equador, o que garante boas condições climáticas e um menor custo para impulsionar o foguete até a órbita.

Amazônia

O Brasil também necessita de serviços de satélites de sensoriamento remoto com varredura radar nas bandas K e X para controle ambiental da Amazônia. No passado, em convênio com a Japan International Agency (JICA) e com a Japan Aerospace Exploration Agency (JAXA), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) empregou o satélite HALOS I, que está inativo, com notável sucesso.

Em função da cobertura florestal, os satélites de varredura visual não avaliam corretamente o desmatamento. Com o uso de varredura eletrônica verificou-se que o fenômeno era dez vezes superior ao que se pensava. O Brasil tentou adquirir imagens do HALOS II, mas esbarrou nos altos preços do serviço.

Enfatizei a área espacial e nuclear para mostrar os enormes desafios que teremos de enfrentar no futuro se quisermos, realmente, colocar o Brasil na ponta do desenvolvimento tecnológico. Há outros casos que devem ser lembrados, como a questão da biotecnologia aplicada ao uso agrícola, a pesquisa de doenças tropicais e de células-tronco.

Na nova configuração, a ciência e tecnologia viraram meros apêndices da área de comunicações, problemática e com grandes desafios para solucionar uma difícil relação usuário-concessionárias. Quando a reforma ministerial extinguiu o Ministério da Cultura, os artistas se uniram em grande movimento e conseguiram reverter a decisão, igualmente desastrosa. Resta saber porque a comunidade científica não se une. Talvez as picuinhas pessoais e as vaidades extremas impeçam, o que nos levará a um futuro sem brilho.



Comentário: Pois é leitor, interessante, não??? Quem quiser comentar fique a vontade. Aproveito para agradecer ao nosso leitor Felipe Dias por ter enviado este artigo.

Diamante Sintético Desenvolvido no LAS do INPE Permite Aplicações Espaciais e de Saúde

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria postada na edição de setembro do ”Jornal do SindCT“, destacando que Diamante Sintético desenvolvido no Laboratório de Sensores e Materiais (LAS) do INPE permite Aplicações Espaciais e de Saúde.

Duda Falcão

CIÊNCIA & TECNOLOGIA

Diamante Sintético Permite
Aplicações Espaciais e de Saúde

Nos satélites, tecnologia é utilizada no lubrificante sólido e nas janelas ópticas

Shirley Marciano
Jornal do SindCT
Edição nº 50
Setembro de 2016


Pesquisas com carbono realizadas pela equipe do LAS, o Laboratório de Sensores e Materiais do INPE, resultam em aplicações tanto para utilização em satélites como na área da saúde: novas brocas dentárias eliminam dores e ruído. Uma coisa é certa: para muitas pessoas, e principalmente para crianças, uma consulta odontológica pode ser traumática.

Mas os sentimentos negativos associados aos consultórios dentários podem estar com os dias contados, porque uma tecnologia inovadora na instrumentação odontológica promete revolucionar os procedimentos, tornando os tratamentos menos dolorosos, sem o perturbador ruído da broca giratória e sem necessidade de anestesia em 80% dos casos.

A matéria-prima dessa tecnologia de ponta é o carbono, tratado para ser transformado em diamante sintético. Embora tenha as mesmas propriedades físicas e químicas do diamante natural, o diamante sintético é um fino revestimento de cor grafite que recobre instrumentos metálicos, como é o caso dos equipamentos odontológicos.

A técnica consiste na deposição química a vapor assistida por filamentos quentes. Há um controle da temperatura, do fluxo de gás, da pressão interna, e assim os diamantes sintéticos crescem no formato de uma pedra única. Em seguida, conforme a finalidade pretendida, se controla a rugosidade, a aderência, os tamanhos, as espessuras.

No caso dos instrumentos odontológicos, atualmente, para se retirar uma cárie, efetuar uma limpeza dentária, moldar em resina e amálgama ou ainda fazer alguma perfuração nos dentes, é preciso usar a broca de alta rotação, que emite um som desagradável. O diamante sintético na ponta do instrumento, ligado a um aparelho de ultrassom, fará o mesmo trabalho de abrasividade, embora a técnica e o material sejam totalmente diferentes: ao invés do giro com ruído, a vibração do ultrassom, e a emissão de som a uma frequência superior àquela que o ouvido do ser humano pode perceber: aproximadamente 20.000 Hz.

Além disso, o processo será indolor e sem sangramento, porque o diamante atinge somente a estrutura dura, evitando-se assim, portanto, ferir a gengiva e os vasos sanguíneos. Lembrando que o diamante sintético é anticoagulante e biologicamente compatível. As pesquisas relacionadas a essa tecnologia, de comprovada eficácia na aplicação, com as devidas patentes (e tendo sido já premiada), foram desenvolvidas pela equipe do Laboratório de Sensores e Materiais (LAS), um dos quatro vinculados à Coordenação de Laboratórios Associados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CTE- -INPE). Os de Plasma (LAP) e Computação e Matemática Aplicada (LAC) foram objeto de reportagens nas edições 48 e 49, respectivamente, do Jornal do SindCT.

Existe ainda o de Combustão e Propulsão (LCP). As descobertas relativas a aplicações de saúde desse material tiveram origem, porém, em pesquisas destinadas ao setor espacial. As pesquisas espaciais estão entre as que mais geram tecnologia para o segmento da saúde, explica o pesquisador Vladimir Jesus Trava-Airoldi, responsável pela linha de pesquisa denominada Diamante e Materiais Relacionados (Dimare), do LAS.

Transparência

Hoje a principal aplicação dessa tecnologia nos satélites é o lubrificante sólido na forma de um filme bem fino, porque no espaço não é possível usar graxa ou qualquer outra substância semelhante, porque evaporaria. Também é utilizado nas janelas ópticas dos satélites, porque possui um intervalo de transparência que nenhum outro material possui.

Ou seja: é possível, por exemplo, enxergar nele no infra-vermelho e no ultravioleta. A eficácia do diamante sintético está em sua estrutura que, se tratada para essa finalidade, torna-se muito lisa (tendo o mesmo coeficiente de atrito do politetrafluoretileno, conhecido como teflon), além de ser apropriada por sua natureza rígida. O diamante é o mais duro dos materiais atualmente conhecidos, além de ser durável e não se desgastar. “Desenvolvemos tecnologias com diamantes para diversas aplicações. Um bom exemplo é a superfície antiaderente, semelhante ao teflon.

Também facas muito cortantes, duráveis e com função bactericida e fungicida. Temos os perfuradores ósseos que evitam necrose por vibrar numa temperatura mais baixa, menor que 39° C”, explica Airoldi. Uma empresa de inovação, a CVD Vale, de São José dos Campos, fabrica os produtos desenvolvidos a partir das pesquisas realizadas pelos pesquisadores do INPE.

Além da linha denominada Dimare, outras pesquisas são desenvolvidas no âmbito do LAS, como explica o chefe César Boschetti:

GDF (Dispositivos Fotovoltaicos): pesquisa e desenvolvimento em sistemas fotovoltaicos, processos em microeletrônica e sistemas de caracterização óptica e elétrica.

Labemac (Eletroquímica e Materiais Carbonos): pesquisa, desenvolvimento e inovação na aplicação de materiais carbonos na medição e monitoramento de variáveis ambientais e na área aeroespacial.

Matcon (Matéria Condensada): pesquisa básica em áreas da Física de Materiais, com ênfase na modelagem de dispositivos semicondutores e sistemas epitaxiais.

Mimec (Micromecânica em Silício): desenvolvimentos de dispositivos micro- -eletromecânicos de alta precisão, por meio de corrosão iônica reativa profunda em reator de plasma do tipo DRIE (Deep Reactive Ion Etching).

Tecamb (Micro e Nanotecnologia de Cerâmicas e Compósitos): pesquisa e desenvolvimento em síntese, novos processos de fabricação e de caracterização de cerâmicas e compósitos micro e nano-estruturados para usos aeroespacial e monitoramento ambiental.

Tecmat (Física e Tecnologias em Materiais): pesquisa em filmes epitaxiais de compostos semicondutores IV-VI voltados para aplicações em sensores de infravermelho e experimentos de solidificação de ligas sob microgravidade em foguetes suborbitais.

O LAS dispõe de atividade de infraestrutura, responsável pela operação e manutenção de facilidades multiusuários para caracterização de materiais, e possui serviços de oficina mecânica e de eletrônica.


Fonte: Jornal do SindCT - Edição 50ª – Setembro de 2016

Acordo ITA-UEMA Expande Formação de Quadros Pós-Graduados

Olá leitor!

Trago agora uma notícia complementar sobre o tal acordo educacional assinado entre o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e a Universidade Federal do Maranhão (UEMA), notícia esta publicada na edição de setembro do Jornal do SindCT.

Duda Falcão

CIÊNCIA & TECNOLOGIA

Acordo ITA-UEMA Expande
Formação de Quadros Pós-Graduados

Parceria pode fazer do nordeste um novo centro de
referência do Setor Espacial Brasileiro

Antonio Biondi e
Cristina Charão
Jornal do SindCT
Edição nº 50
Setembro de 2016


Convênio firmado entre a Universidade Estadual do Maranhão e o Instituto Tecnológico de Aeronáutica prevê criação de cursos de pósgraduação na área aeroespacial, com forte vinculação ao Centro de Lançamento de Alcântara. Uma parceria entre a Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) e o Instituto de Tecnologia da Aeronáutica (ITA) pode fazer surgir no Nordeste um novo centro de referência de formação tecnológica e produção científica na área aeroespacial.

Assinado em agosto, o Termo de Cooperação Técnica e Acadêmica entre as duas instituições prevê o intercâmbio de informações, troca de experiências e de conhecimentos técnicos e acadêmicos, mobilidade docente e outras atividades científicas na área da Engenharia de Computação com foco no setor aeroespacial.

A parceria será concretizada em duas etapas. A primeira é a oferta de uma turma especial do Curso de Mestrado Profissional em Engenharia de Computação e Sistemas da UEMA, com ênfase na área de Concentração em Computação Aplicada, na linha de pesquisa em Sistemas Computacionais aplicados à Engenharia Aeroespacial, cujas inscrições para seleção serão abertas nas próximas semanas.

“Já conseguimos fechar a oferta de 16 bolsas integrais com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Maranhão e estamos atrás de outras quatro bolsas para podermos oferecer o total de 20 vagas previstas”, explica Henrique Mariano, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Computação e Sistemas.

Na segunda etapa, deverá ser criado um curso específico de mestrado para a área Aeroespacial. Segundo Mariano, o projeto já foi apresentado à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), órgão do Ministério da Educação (MEC). Em ambas as iniciativas, haverá participação do corpo docente das duas instituições de ensino e pesquisa.

Na ocasião da assinatura do termo de cooperação, o reitor do ITA, Anderson Ribeiro Correia, lembrou que o instituto tem contribuído com as atividades do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), “estratégicas para o Comando da Aeronáutica e também para o país”, e afirmou que agora, com a parceria, “oferece um apoio muito importante para o desenvolvimento científico e profissional do Estado do Maranhão”. A reportagem do Jornal do SindCT buscou a Reitoria do ITA para realizar entrevista a respeito, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição. 

Conexão Com CLA

A criação dos cursos de pós-graduação é mais um passo para que o Centro de Lançamentos de Alcântara torne-se o ponto de partida de um projeto de desenvolvimento local que tem como núcleo a ciência e a tecnologia.

Os cursos de pós-graduação são elementos- chave para a criação de um Parque Tecnológico dedicado ao setor aeroespacial no Maranhão. “A ideia do mestrado profissional é formar recursos humanos para suprir as demandas do CLA e estimular a formação de uma cadeia produtiva que permita a prestação de serviços para a base”, define Mariano.

Ou seja, embora o primeiro resultado do curso deva ser oferecer mão de obra para trabalhar diretamente nas operações dentro do CLA, o objetivo é criar condições para que surjam no Maranhão empresas dedicadas à prestação de serviços nas áreas de engenharia e computação para o setor aeroespacial. “Hoje, todos estes serviços, seja de desenvolvimento ou de manutenção, têm de vir de São José dos Campos ou Campinas.

Ou seja, o objetivo aqui é tornar a região mais autônoma em termos de serviços tecnológicos aplicados ao setor aeroespacial”. O programa do mestrado profissional, diz ele, foi desenhado sob medida para as necessidades do CLA. Problemas reais do centro foram levantados pelos docentes e serão estudados durante as disciplinas.

O curso irá unir duas áreas que são transversais na Engenharia: a da computação e a aeroespacial. Agora, o foco recairá sobre as telecomunicações, processamento de sinais, reconhecimento de imagens, além é claro da área de instalações terrestres, como radares, comunicação e controle. “Nessa primeira etapa, não vamos entrar na área de foguetes. Isso está previsto para uma etapa posterior”, esclarece Mariano.

Novos Temas

O coordenador do PPG da UEMA também espera que, no futuro, a universidade maranhense possa estar à frente de inovações tecnológicas e paute novos temas para a pesquisa, já que o deslocamento geográfico e também a conexão direta com a base de lançamento de foguetes deve trazer uma nova perspectiva para o setor.

Desta forma, o Maranhão se somaria aos esforços de retomada do Programa Espacial Brasileiro não apenas cedendo espaço físico para as instalações necessárias, mas igualmente como núcleo de formação e pesquisa. A iniciativa da UEMA e do ITA soma-se a outras já implementadas pelos governos federal e estadual na região. Em março, foi inaugurado o prédio definitivo do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IFMA) em Alcântara.

O governo estadual também criou o Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IEMA). A meta é abrir 23 unidades no Estado.


Fonte: Jornal do SindCT - Edição 50ª – Setembro de 2016

Observatório de Astronomia e Física da UNIVAP Está Aberto à Visitação

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada ontem (25/07) no site “MEON”, destacando que o Observatório de Astronomia e Física da UNIVAP está aberto à visitação.

Duda Falcão

REGIÃO

Observatório de Astronomia e Física
da UNIVAP Está Aberto à Visitação

As visitas acontecem todas as quartas-feiras, a partir das 19h.

Por Laryssa Prado
São José dos Campos
25 de Setembro de 2016 às 00h03
Atualizado em 25 de Setembro de 2016 às 17h25

Foto: Luiz Madureira / UNIVAP
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O coordenador do Observatório diz que o espaço
tem recebido de 50 a 100 visitantes por dia.

O Observatório de Astronomia e Física Espacial da UNIVAP, em São José dos Campos, convida escolas e público em geral para conhecer o seu espaço. As visitas são gratuitas e acontecem todas as quartas-feiras, a partir das 19h.

O local conta com um telescópio de 30 cm de diâmetro, totalmente automatizado e montado em uma cúpula no alto do prédio, além de um espaço para exposições permanentes ou temporárias e um auditório para atividades de ensino, extensão e pesquisa.

Eventos gratuitos e regulares como observação do céu, palestras e acontecimentos especiais como chuva de meteoros, eclipses, passagens de cometas, são acompanhados por observações da equipe de pós-graduação em Física e Astronomia da UNIVAP e atividades explicativas .

A organização responsável pelo Observatório é composta por pesquisadores e alunos do programa de pós-graduação em Física e Astronomia da UNIVAP. O objetivo da iniciativa é divulgar e estimular a curiosidade para as ciências exatas.

Para o professor Irapuan Rodrigues, Coordenador do Observatório, além de as visitações serem uma oportunidade para o público conhecer um pouco mais sobre astronomia, elas trazem benefícios para o próprio Programa de pós graduação. "É importante ter visibilidade. Com as visitações as pessoas reconhecem nosso trabalho, descobrem que aqui existe um grupo que estuda astronomia, que existe um estrutura pra isso. Nós fazemos um trabalho de excelência".

O professor ressalta ainda que todas as palestras e atividades explicativas tem a preocupação de ter uma linguagem simples, que facilite o entendimento por parte do público. Segundo ele, o Observatório tem recebido de 50 a 100 visitantes por dia.

É necessário lembrar que em noites nubladas ou chuvosas não é possível observar, porém o local está aberto mesmo com as condições climáticas não favoráveis.

Para grupos acima de cinco pessoas é necessário agendamento pelo link: www.univap.br/observatorio

SERVIÇO

Observatório de Astronomia e Física Espacial da UNIVAP
Visitação: todas as quartas-feiras, a partir das 19h
Endereço: UNIVAP – Campus Urbanova – Av. Shishima Hifumi, 2911 – Urbanova. São José dos Campos

Foto: Rafael Freitas / Assessoria de Marketing da UNIVAP
observatorio
O Observatório recebe visitas todas as quartas-feiras, a partir das 19h.


Fonte: Site Meon - http://www.meon.com.br

Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) Assina Acordo Com Instituto de Portugal

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada dia (24/09) no site da Força Aérea Brasileira (FAB), destacando que o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) assinou acordo com instituto de Portugal.

Duda Falcão

ENSINO

Instituto Tecnológico de Aeronáutica
Assina Acordo Com Instituto de Portugal

Documento prevê intercâmbio de professores e alunos,
além de cooperação em graduação e pós-graduação

Por Ten Jussara Peccini
Agência Força Aérea
Publicado: 24/09/2016 08:00h


O Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e o Instituto Superior Técnico (IST), da Universidade de Lisboa, assinaram nesta semana (20/09), um acordo de mobilidade. O instrumento tem o objetivo de estreitar a relação entre as instituições, à medida que propicia a movimentação de alunos e professores.

“Esta iniciativa trará a ambos os institutos muitos frutos, e é mais um passo no processo de expansão do ITA”, afirmou o reitor do ITA, professor Anderson Ribeiro Correia, sobre a importância da parceria.

A colaboração entre as instituições brasileira e portuguesa prevê intercâmbio de estudantes de graduação e pós-graduação, bem como de professores e pesquisadores. Também planeja colaboração na definição e desenvolvimento de planos curriculares para programas de graduação e pós-graduação. Outro aspecto do acordo é propiciar a organização e participação conjunta em encontros e conferências científicas.

Os acordos feitos pelo ITA com universidades e institutos internacionais ajudam a promover a internacionalização do instituto brasileiro, fortalece o ensino e a pesquisa, além de consolidar sua competitividade internacional.

A assinatura fortalece o encontro entre representantes de Portugal e a cidade de São José dos Campos, realizado no início do mês (05/09). “A cooperação científica entre Brasil e Portugal já é uma realidade, mas pode ser ainda maior. Vim para São José dos Campos, uma cidade conhecida por ser um pólo aeroespacial e tecnológico, para avaliar se há interesse em desenvolver projetos conjuntos no Atlântico”, afirmou o ministro de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Portugal, Manuel Heitor, naquela ocasião.

Japão e Alemanha -  Em agosto, o ITA assinou acordos acadêmicos com a Universidade de Shizuoka e com a Universidade de Tokai, do Japão. O objetivo foi aproximar as instituições para futuras parcerias acadêmicas. Neste mês, outro acordo semelhante foi assinado com instituto alemão.


Fonte: Site da Força Aérea Brasileira (FAB) - http://www.fab.mil.br