quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

EPTV Faz Reportagem Sobre a Missão Garatéa-L

Olá leitor!

Trago agora para você uma reportagem sobre a missão da Sonda Lunar Garatéa-L que está sendo desenvolvida pelo Grupo ZENITH da Escola de Engenharia da USP Carlos em parceria com o INPE, ITA, Instituto Mauá, PUC-RS e o LNLS, sob a coordenação do Eng. Lucas Fonseca da startup brasileira Airvantis.


Essa matéria foi exibida pelo Jornal da EPTV em 12/12/2016, alguns dias antes do lançamento da Missão Estratosférica Garatéa-2 e vale a pena dar uma conferida.

Duda Falcão

Nova Atualização de Nossas Campanhas

Olá leitor!

Hoje é mais uma quinta-feira  do mês de janeiro de 2017, e sendo assim é dia de atualizar você sobre as nossas campanhas em curso.

Bom leitor quanto à “Campanha para Regulamentação das Atividades de Grupos Amadores”, até agora 16 grupos já se inscreveram. São eles Auriflama FoguetesBANDEIRANTE Foguetes EducativosCEFABCEFEC, Grupo Carl Sagan, Grupo CEPAGrupo GREAVE, Grupo de Desenvolvimento Aeroespacial (GDAe) da UFC, Grupo Pionners,  Grupo Supernova Rocketry, Infinitude FoguetismoITA Rocket Design, NTA,, PEUE (Pesquisas Espaciais Universo Expansivo), Projeto Jupiter  e UFABC Rocket Design. Vamos lá gente, cadê os grupos amadores desse país, vocês não querem se organizar? (OBS: Continuo esperando que os 13 grupos inscritos respondam se há algum entre vocês que tem o interesse de organizar e sediar um ‘Seminário’ para discutirmos as atividades de espaçomodelismo no Brasil?)

Já quanto á “Campanha de Manutenção do Blog”, apenas três colaboradores já realizaram as suas contribuição no mês de janeiro no vakinha.com.br. Foram eles:

1 - Carlos Cássio Oliveira (presidente do CEFAB)
2 - Leo Nivaldo Sandoli
3 - Sérgio de Melo Moraes

OBS: informo aos leitores que ainda não sabem que  a campanha de manutenção do Blog pode ser acessada pelo link: http://www.vakinha.com.br/vaquinha/manutencao-do-blog-brazilian-space.

Enfim... vamos continuar aguardando que a partir da próxima semana haja uma mudança de postura de nossos leitores com as nossas campanhas, para que assim possamos efetivamente continuar contribuindo com o Programa Espacial Brasileiro, e quem sabe, com a permanência do blog online ou a criação do Portal Espacial que é hoje o nosso principal objetivo.

Duda Falcão

“Minha Obra Está Concluída na AEB”

Olá leitor!

Segue abaixo um interessantíssimo artigo escrito pelo blogueiro André Mileski para a Revista Tecnologia & Defesa (T&D) e postado ontem (18/01) em seu “Blog Panorama Espacial”, tendo como destaque a gestão do Dr. Prof. Carlos Alberto Gurgel Veras a frente da Diretoria de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento da Agência Espacial Brasileira (AEB).

Duda Falcão

“Minha Obra Está Concluída na AEB”

O engenheiro Carlos Gurgel, diretor de Satélites, retornará para a Universidade de
Brasília e faz um balanço de sua atuação na Diretoria de Satélites da Agência Espacial

André M. Mileski
Revista T&D
Edição n.º 147
Dezembro de 2016
18/01/2017


O engenheiro mecânico Carlos Alberto Gurgel Veras, diretor de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento da Agência Espacial Brasileira (AEB) desde setembro de 2012 deixará a agência no início de 2017. Com o intuito de apresentar um balanço de sua gestão, marcada por importantes avanços na área educacional, o dirigente conversou no início de dezembro com a reportagem de Tecnologia & Defesa.

“Minha obra está concluída na Agência”, diz Gurgel, que no primeiro trimestre de 2017 retornará à Universidade de Brasília (UnB), onde é docente. “Continuarei colaborando com o Programa Espacial por meio do curso de Engenharia Aeroespacial”, referindo-se à graduação oferecida pela universidade, hoje uma referência em formação de recursos humanos para o Programa Espacial.

Gurgel divide suas realizações na AEB em duas vertentes principais, uma tecnológica e outra educacional. No campo tecnológico, uma das mais importantes envolve a missão SABIA-MAR, um projeto de satélite de observação em conjunto com a Argentina, com a definição e conclusão da Fase A, de planejamento da missão, que contou com significativo envolvimento dos usuários dos dados que serão futuramente gerados pelo satélite.

Finalizada em dezembro de 2013, a Fase A foi concluída no prazo de 12 meses, representando a retomada do projeto binacional. “Envolvemos os usuários, as partes interessadas, e realizamos workshops no Brasil e na Argentina com a indústria e usuários.” A etapa seguinte se deu com a Fase B, que envolve maior detalhamento e a revisão preliminar. “Desengavetamos um projeto, e no final conseguimos momentum para que a missão siga de forma mais organizada.”

No campo educacional, por assim dizer, a gestão de Gurgel significou o início de um acompanhamento mais intenso por parte da AEB nas ações essenciais para a formação de recursos humanos e massa crítica para o desenvolvimento das atividades espaciais. “[Houve] uma mudança de paradigma, pois introduzimos o conceito de que a Agência é parceira, e não apenas financiadora [dos projetos].”

Na prática, a AEB passou a assumir um controle mais técnico das missões, convidando especialistas para a avaliação das iniciativas coordenadas pela AEB com caráter mais educacional e de formação de recursos humanos, como as missões de pequenos satélites da modalidade cubesat. Dentre os convidados, professores da Universidade La Sapienza, de Roma, e Jordi Puig-Suari, da Universidade Politécnica da Califórnia, apontado como um dos maiores especialistas do mundo em cubesats.

Os professores convidados avaliaram os projetos nacionais do tipo tendo, ao final, apresentado um relatório com sugestões para aprimoramentos. Um caso citado por Gurgel foi o da missão ITASAT, do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), considerada extremamente complexa para os meios até então disponíveis para o ITA – embora muito diferentes em termos de massa, do ponto de vista de sistemas o ITASAT em si não é muito diferente da Plataforma Multimissão (PMM). desenvolvida pela indústria e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Após os apontamentos, houve uma reunião entre a AEB e o ITA para a reorganização da missão, definindose uma maior destinação de recursos financeiros e orçamentários. O cubesat está pronto desde meados de 2016, aguardando o seu lançamento, que deve acontecer no início de 2017, a bordo de um foguete Falcon 9, lançado nos Estados Unidos.

Como parte de seu maior envolvimento com os projetos universitários, a AEB estabeleceu um centro de missão responsável por coordenar projetos de cubesats em praticamente todas as etapas, como definições de missão, custos de lançamento, importação e exportação, etc., que funciona como um facilitador do acompanhamento desses programas.

Esta ação mais sistemática da AEB passou a ser estruturada num programa específico, denominado Sistema Espacial para Realização de Pesquisas e Experimentos com Nanossatélites (SERPENS), promovendo o desenvolvimento de missões de cubesat, de baixo custo, junto às universidades, gerando capacitação de recursos humanos. A capacitação, aliás, não envolve apenas os alunos, mas também docentes e técnicos.

Segundo Gurgel, o SERPENS é direcionado principalmente às universidades que têm cursos de Engenharia Aeroespacial, tendo por foco o desenvolvimento da missão completa e não de sistemas isolados. As universidades praticam essencialmente engenharia de sistemas, com montagem, integração, testes, operação, em programas que tem duração em torno de 18 meses. Universidades e institutos como a UnB, ITA, Universidade Federal do ABC (UFABC), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), entre outras, tiveram ou têm projetos apoiados pela AEB. O SERPENS tem proporcionado a jovens estudantes um envolvimento completo em missões espaciais, estimulando a formação de recursos humanos altamente especializados. Alguns desses estudantes, tendo perfil de negócios, podem vir a empreender e abrir start-ups – de fato, algumas pequenas empresas espaciais já começam a surgir no Brasil. “A semente está plantada e é uma questão de tempo”, afirma Gurgel.

Ainda no âmbito educacional, Carlos Gurgel também destacou o projeto do Centro Vocacional Tecnológico Espacial (CVT Espacial), idealizado para “despertar o interesse da juventude pelas atividades espaciais”. A primeira unidade, situada em Natal (RN), já está praticamente finalizada, com sua inauguração prevista para o início de 2017. Fundamentalmente, o projeto prevê a oferta de infraestrutura e meios para o desenvolvimento de pequenas missões espaciais, como cansats (nanossatélites de dimensões similares a de uma lata de refrigerante) para estudantes dos ensinos fundamental e médio, contribuindo para a formação de recursos humanos.


Fonte: Blog Panorama Espacial - http://panoramaespacial.blogspot.com.br/

Comentário: Bom leitor, o Dr. Gurgel em nossa opinião fez o que estava a seu alcance a frente desta diretoria deste órgão inócuo e profundamente ineficiente, que está sob o comando de um banana apoiador dos desmandos do governo de sua madrinha debiloide e agora do TEMER. Tomara que retornando a UnB, o prof. Gurgel possa contribuir significamente para o avanço tecnológico espacial do país.

Ministro da Defesa Ressalta Importância do Satélite Geoestacionário Para Soberania do País

Olá leitor!

Trago agora para você leitor, a notícia oficial da FAB, postada dia (17/01) em seu site oficial, sobre a visita do Ministro da Defesa, Raul Jungmann, ao Centro de Operações Espaciais do SGDC.

Duda Falcão

ESPAÇO

Ministro da Defesa Ressalta Importância do
Satélite Geoestacionário Para Soberania do País

Raul Jungmann conheceu na terça-feira (17/01) o Centro de Operações
Espaciais em Brasília, responsável pela operação do SGDC

Por Ten Flávio Nishimori
Agência Força Aérea
Publicado: 17/01/2017 20:40h


Esse satélite vai acabar com o apartheid digital no Brasil”. Foi essa a importância atribuída pelo Ministro da Defesa, Raul Jungmann, ao Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC), ao conhecer nesta terça-feira (17/01) o Núcleo do Centro de Operações Espaciais (NUCOPE), que deve em breve se tornar o Centro de Operações Espaciais (COPE), em Brasília. A organização militar da Força Aérea Brasileira (FAB) será responsável pela operação e monitoramento do SGDC.

“Todo brasileiro, do Oiapoque ao Chuí, da Cabeça do Cachorro, lá no Amazonas, até Fernando de Noronha, vai dispor de banda larga. É o maior projeto de inclusão digital que nós já temos. Mas, além disso, esse satélite, que será controlado aqui pela FAB, na sua parte de comunicações governamentais e defesa, e pela Telebrás, na parte comercial, vai propiciar segurança das comunicações na área de defesa e na área governamental”, afirmou o ministro.

“Ele vai representar um grande salto em termos de soberania, um enorme salto em termos de segurança de nossas instituições e vai incluir digitalmente todos os brasileiros”, complementou Raul Jungmann.


Em um briefing realizado no NUCOPE, o ministro, acompanhado do Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, recebeu explicações sobre as capacidades e cenários de emprego do satélite, que tem previsão de lançamento para o dia 21 de março, a partir da base de Kourou, na Guiana Francesa, a bordo do foguete Ariane-5.

“Nessa data nós estaremos, não apenas lançando um satélite, mas realizando um sonho de soberania, de comunicação, de segurança, de defesa e de inclusão digital para todos os brasileiros”, ressaltou o ministro da Defesa.

Posicionado a uma distância de 35.786 quilômetros da superfície da Terra, o SGDC vai proporcionar três tipos de coberturas e terá uso dual (militar e civil), devendo atender às demandas do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) e prover a soberania em telecomunicações seguras para o Sistema de Comunicações Militares por Satélite (SISCOMIS).


O satélite vai operar nas chamadas bandas X e Ka. Em relação à primeira, trata-se de uma faixa de frequência destinada exclusivamente ao uso militar, correspondendo a 25% da capacidade total do satélite.

“Ele também vai permitir uma grande melhoria nas condições de fiscalizações de nossas fronteiras”, disse o ministro Jungmann .

Já a banda Ka terá capacidade de 54 Gbit/s e será usada para ampliar a oferta de banda larga pela Telebras. O satélite vai garantir conexão banda larga nos municípios mais distantes do País. Ele reforçará a rede terrestre da Telebrás, atualmente com 28 mil km de extensão, presente em todas as regiões brasileiras. O projeto é uma parceria entre os ministérios da Defesa (MD) e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

“O SGDC é uma realidade que trará um grande aumento de capacidade de comunicações para o Brasil”, afirmou o Coronel Marcelo Vellozo Magalhães, comandante do NUCOPE, em sua explicação ao ministro da Defesa.


Recebimento

No início de dezembro do ano passado, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, juntamente com o presidente da Telebras, Antonio Loss, recebeu o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC). O evento ocorreu em Cannes, no sul da França, onde fica a sede da Thales Alenia Space (TAS), empresa fornecedora do equipamento.

De acordo com o Ministério da Defesa, a vida útil do satélite está estimada em até 18 anos. A operação e o monitoramento do satélite serão executados de maneira compartilhada entre a Defesa e a Telebras. Segundo a Defesa, o valor de investimento é de R$ 2,1 bilhões, incluindo os custos com a infraestrutura terrestre.

Atuação das Forças Armadas nos Presídios

Durante a visita ao NUCOPE, o ministro da Defesa também explicou como deve ser o emprego das Forças Armadas na questão das rebeliões nos presídios brasileiros. Elas atuarão, segundo Raul Jungmann, na revista, varredura e limpeza dos presídios e penitenciárias, assim como no levantamento do censo penitenciário.

“Dessa forma estaremos ajudando a reduzir essa tragédia que está acometendo o sistema prisional e contribuir para que os nossos presídios e penitenciárias deixem de ser os home-office, o escritório de trabalho do comando do crime que vem desafiando as instituições e levando temor e medo às nossas populações”, afirmou o ministro da Defesa.

O decreto que disponibilizará aos governadores que queiram a participação das Forças Armadas na vistoria e varredura dos presídios e penitenciárias, segundo o ministro Jungmann, será publicado na quarta-feira (18/01) no Diário Oficial da União.

“Hoje, o desafio que a criminalidade vem fazendo já extrapola, no meu modo de entender, a questão de segurança pública, passando a ser exatamente um desafio às instituições. E neste caso,está se tornando um desafio à segurança nacional. De forma alguma nós podemos permitir que o crime vença. O crime não vencerá”, explicou Raul Jungmann. 

Assista à matéria



Fonte: Site da Força Aérea Brasileira (FAB) - http://www.fab.mil.br

Estação Espacial Lança Satélite Construído Por Estudantes Brasileiros

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada dia (17/01) no site “Sputnik News” tendo como destaque o lançamento do picosatélite TANCREDO-1 da galerinha de Ubatuba (SP).

Duda Falcão

NOTÍCIAS

Estação Espacial Lança Satélite Construído
Por Estudantes Brasileiros

Sputnik News
17/01/2017 - 18:11
Atualizado 17/01/2017 - 18:13

Foto: Divulgação

A Estação Espacial Internacional (EEI) lançou na segunda-feira um satélite desenvolvido por estudantes de uma escola pública de ensino fundamental em Ubatuba (SP). Com nove centímetros de diâmeto, 13 de altura e pesando 700 gramas, projeto do Tancredo-1 surpreendeu cientistas americanos e japoneses.

O projeto, desenvolvido pelos alunos da Escola Municipal Presidente Tancredo de Almeida Neves, ficará na órbita da Terra a 400 quilômetros de altitude e vai servir de ferramenta de pesquisa para estudar a formação de bolhas de plasma na atmosfera, fenômeno que interfere no funcionamento dos sinais de satélites e de antenas parabólicas em países próximos à Linha do Equador. No Brasil, o projeto recebeu apoio da Agência Espacial Brasileira (AEB) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

A Sputnik Brasil conversou com Cândido Moura, professor responsável pela coordenação do projeto desde que ele começou em 2010.

Moura conta que a ideia de construção do satélite começou a partir da leitura de uma pequena nota em uma revista científica que informava que uma empresa americana estava vendendo kits de satélites e serviço de lançamento. A empresa é uma das muitas companhias americanas que estão desenvolvendo foguetes para explorar o turismo espacial. Eles foram contatados pelos professores brasileiros que então iniciaram com os alunos os trabalhos de pesquisa para o projeto.

Em 2013 já tinham o satélite pronto para ser lançado, mas o foguete americano ainda não estava concluído. A equipe começou então a procurar outras alternativas de lançamento e acabou ganhando um voo da Agência Espacial Brasileira (AEB), que criara um programa para incentivar as universidades brasileiras a construir esse tipo de satélite. Essa concepção foi desenvolvida por dois professores americanos no final dos anos 90 para servir de ferramenta pedagógica nas universidades. Trinta ao redor do mundo já construíram esse tipo de satélite, que levam cargas úteis para experimentos científicos no espaço.

Moura conta que a mudança da base de lançamento obrigou a mudanças.

“Foi preciso redesenhar todo o satélite porque o lançamento seria via Estação Espacial Internacional, em que há uma série de normas de segurança muito mais rígidas do que num foguete comum. O processo de lançamento acontece em várias etapas. Primeiro o foguete saiu da base no Japão e foi até a Estação Internacional em um voo de cinco minutos. A acoplagem do foguete à estação, porém, leva três dias. Só depois o satélite foi ejetado no espaço. O Tancredo-1 ficará quatro meses em órbita", diz o professor.

O coordenador lembra um fato pitoresco quando da apresentação do projeto do UbatubaSat no Japão.

"Quando tinham 14 anos de idade, (os alunos) foram ao Japão participar de um congresso de cientistas da área espacial que acontece a cada dois anos. Eles escreveram um artigo científico e o submeteram ao Congresso que o aceitou. A Bruna, que foi apresentou o paper, colocou uma foto dela com dez anos nos slides de apresentação, e disse: 'Quando eu iniciei no projeto, eu era ainda muito jovem'", recorda o coordenado.

Para Moura, o aluno de escola pública no Brasil é muito desvalorizado, as pessoas não acreditam nele. 

"A gente provou para o Brasil e o mundo que essas pessoas, que não têm merecido muita fé, podem fazer coisas supreendentes. É só dar oportunidade. É lógico que dar orientação, treinamento, como nós professores também fomos treinados pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) para fazer isso. A gente não teve nenhum tipo de dificuldade nessa área", diz o professor.

Segundo o coordenador, a escola trabalha com uma faixa de 60 alunos por ano, e o UbatubaSat é a cereja dentro do bolo.

"O aluno faz vários cursos de eletrônica, passa por uma série de treinamentos para poder construir algo que está no espaço. Esse próprio paper que eles escreveram foi um subprojeto dentro do projeto, pois eles aprenderam a escrever um artigo científico. É sempre a coisa real de botar a mão na massa e fazer e não ouvir falar que alguém fez. A escola tem que ter muito essa vertente, de preparação para a vida", conclui Moura.

OBS: Veja abaixo duas reportagens exibidas pelo Jornal Hoje da Rede Globo e o Jornal Vanguarda da TV Vanguarda do Vale do Paraíba sobre o lançamento bem sucedido do TANCREDO-1.

Jornal Hoje da Rede Globo – 16/01/2017

Jornal Vanguarda da TV Vanguarda do Vale do Paraíba-SP – 16/01/2017


Fonte: Site Sputniknews - http://br.sputniknews.com/

Comentário: Pois é essa galerinha de Ubatuba sob a orientação do educador Prof. Cândido de Moura está realmente de parabéns. Aproveito para agradecer ao leitor Jahyr de Jesus Brito pelo envio desta matéria e dos vídeos.

Ministro Jungmann Visita Centro de Operações Espaciais do Satélite Geoestacionário

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (17/01) no site do Ministério da Defesa (MD) destacando que o Ministro da Defesa, Raul Jungmann, visitou o Centro de Operações Espaciais do Satélite Geoestacionário.

Duda Falcão

NOTÍCIAS

Ministro Jungmann Visita Centro de Operações Espaciais do Satélite Geoestacionário

Por Alexandre Gonzaga
Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
Ministério de Defesa
61 3312-4071

Brasília, 17/01/2016 – O Brasil vai colocar em órbita, em março, um moderno satélite para permitir a melhora na fiscalização dos 17 mil quilômetros de fronteira com 10 países sul-americanos. Para o ministro da Defesa, Raul Jungmann, o equipamento também irá por fim no apartheid da internet, assegurando o serviço de banda larga para todo território nacional.

“Esse satélite vai permitir uma grande melhoria nas condições de fiscalização das fronteiras”, informou Jungmann, que visitou nesta terça-feira à tarde, em Brasília, o Centro de Operações Espaciais, responsável por operar, da terra, o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC).

Foto: Tereza Sobreira/MD
O SGDC expandirá a capacidade operacional das Forças Armadas,
por exemplo, em operações conjuntas nas regiões de fronteira terrestre.

“O satélite geoestacionário vai acabar com o apartheid digital. Todo o brasileiro, do Oiapoque ao Chuí, da Cabeça do Cachorro até Fernando de Noronha, vai dispor de banda larga”, comentou o ministro.

Ainda segundo Jungmann, o SGDC é o maior projeto de inclusão digital que o País já teve. “Além disso, o satélite, que será controlado pelos brasileiros, vai propiciar a segurança das comunicações na área de defesa e na área governamental”, acrescentou.

Ao falar com os jornalistas, durante a visita, o ministro disse que o satélite vai representar um grande salto em termos de soberania e segurança das comunicações. “O satélite representa uma aquisição de tecnologia, porque engenheiros brasileiros participaram desde o início do seu projeto.”

O lançamento do SGDC está previsto para o dia 21 de março, às 19 horas, do Centro Espacial de Kourou, localizado na Guiana Francesa.

O ministro informou aos jornalistas que está indo nesta quarta-feira (18) para Tabatinga (AM) e, depois, para Dourados (MS), para supervisionar o trabalho de segurança e defesa das fronteiras feito pelos militares das Forças Armadas e conhecer o projeto piloto do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (SISFRON). 

Satélite Geoestacionário

O projeto é uma parceria entre os Ministérios da Defesa e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, e envolve investimentos da ordem de R$ 2,1 bilhões. O Satélite, adquirido pela Telebras, terá uma banda KA, que será utilizada para comunicações estratégicas do governo e implementação do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), e uma banda X, que corresponde a 30% do equipamento, de uso exclusivo das Forças Armadas. O Ministério da Defesa investiu cerca de R$ 500 milhões para utilização da banda X pelos próximos 18 anos, tempo de vida estimado do produto.

Com isso, o Brasil passará a fazer parte do seleto grupo de países que contam com seu próprio satélite geoestacionário de comunicações, diminuindo a necessidade de alugar equipamentos de empresas privadas, o que vai gerar uma economia significativa aos cofres públicos e maior segurança em suas comunicações.

O SGDC expandirá a capacidade operacional das Forças Armadas, por exemplo, em operações conjuntas nas regiões de fronteira terrestre, em eventuais operações de resgate em alto mar e ainda no controle do espaço aéreo.

OBS: Veja abaixo a reportagem do "Reporter NBR" da TV NBR do governo sobre essa visita do ministro.



Fonte: Site do Ministério da Defesa (MD)

Comentário: Aproveitamos para agradecer ao leitor Jahyr Jesus Brito pelo envio desse vídeo. Quanto a esse satélite Frankenstein, nada mais a comentar.

INPE Capacita Profissionais e Estudantes Para Monitoramento de Florestas

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (17/01) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), destacando que o instituto está capacitando profissionais e estudantes para Monitoramento de Florestas.

Duda Falcão

INPE Capacita Profissionais e Estudantes
Para Monitoramento de Florestas

Terça-feira, 17 de Janeiro de 2017

Vinte e quatro profissionais e estudantes em último ano de graduação de áreas com domínio de geoprocessamento e sensoriamento remoto participaram de 9 a 12 de janeiro no Centro Regional da Amazônia do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em Belém (PA), do "Curso de Monitoramento de Florestas por Satélite utilizando o sistema TerraAmazon para projetos PRODES e TERRACLASS". A seleção dos participantes foi feita através da análise de currículos, enviados pelos interessados na semana anterior à capacitação.

O Centro Regional da Amazônia recebeu 500 currículos, não só do Pará, mas também do Amazonas, Maranhão e Brasília, o que evidencia a alta demanda por cursos e treinamentos a partir dos métodos e tecnologias desenvolvidas pelo INPE para monitoramento do desmatamento na Amazônia.

Além do conhecimento adquirido, os participantes tiveram a oportunidade de estar em contato e usufruir da infraestrutura inovadora do Centro Regional da Amazônia do INPE, que trabalha continuamente para atender as demandas atuais e futuras na área de geotecnologias e tecnologias espaciais, com ênfase no monitoramento do desflorestamento da Amazônia.

O objetivo do curso é tornar os participantes aptos para utilizar o sistema TerraAmazon, destinado ao mapeamento de corte raso, uso e cobertura da terra. O software foi desenvolvido pela Divisão de Processamento de Imagens (DPI/INPE) em parceria com a Fundação de Ciência, Tecnologias e Aplicações Espaciais (FUNCATE). O Centro Regional da Amazônia é responsável pela difusão das metodologias que compõem o Programa Amazônia do INPE, como os projetos PRODES e TerraClass.

A DPI integra a Coordenação de Observação da Terra (OBT/INPE), responsável pela capacitação em sensoriamento remoto e geoprocessamento através de parceria com a Associação de Especialistas Latino-americanos em Sensoriamento Remoto - SELPER Brasil.

"O curso consiste na difusão das metodologias PRODES e TerraClass utilizando o software TerraAmazon, assim como princípios básicos sobre sensoriamento remoto, cartografia, Sistemas de Informação Geográfica (SIGs), banco de dados e consultas através de comandos de Linguagem de Consulta Estruturada (SQL)", explicou Carlos Da Costa Mesia, geógrafo e consultor do Centro Regional da Amazônia, que ministrou o curso ao lado do também geógrafo e consultor Luis Sadeck.

O PRODES é o maior programa de monitoramento de florestas do mundo e faz o mapeamento por satélites do desflorestamento na Amazônia Legal desde 1988, produzindo taxas anuais e oficiais do desmatamento na região. O TerraClass, desenvolvido e executado através de parceria do INPE com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), qualifica as áreas mapeadas pelo PRODES, buscando os porquês das causas do desmate.

O TerraClass é um dos subprojetos executados no contexto do projeto Monitoramento Ambiental por Satélites no Bioma Amazônia (MSA), que o INPE desenvolve com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O curso foi ministrado nas instalações do Centro
Regional da Amazônia do INPE, em Belém


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Comentário: Galera estou enfrentando graves problemas com a minha internet, tenham paciência.

Zygmunt Bauman e a Desigualdade Como Moto-Perpétuo

Olá leitor!

Segue abaixo mais um interessante artigo de Direito Espacial escrito pelo Sr. José Monserrat Filho e postado pelo companheiro André Mileski dia (15/01) em seu no Blog Panorama Espacial.

Duda Falcão

Zygmunt Bauman e a Desigualdade
Como Moto-Perpétuo

“Pois àquele que tem, lhe será dado e lhe será dado em abundância, mas ao que não tem, mesmo o que tem lhe será tirado.” Mateus 13.12

José Monserrat Filho *
15/01/2017

Falecido em 9 de janeiro, aos 91 anos, o pensador polonês Zygmunt Bauman, professor emérito das Universidades de Varsóvia e de Leeds (Reino Unido), abordou questões do cotidiano contemporâneo das pessoas do mundo inteiro, com visão abrangente, profunda, humanista e, ao mesmo tempo, acessível e comunicativa. Famoso por ter cunhado o conceito de “liquidez” que aplicou aos problemas e costumes da sociedade humana no nosso tempo, deixou análises vigorosas sobre as desigualdades sociais que têm se espalhado pelo planeta em ritmo avassalador.

Seu livro A riqueza de poucos beneficia todos nós? – publicado em inglês em 2013 e em português em 2015 (pela Zahar) – tem, como primeira de suas quatro epígrafes, a citação do Evangelho de São Mateus que considerei apropriado e justo colocar no início deste texto. A frase atesta que o flagelo da desigualdade “não chega a ser novidade” e reflete o espírito do volume, conciso mas contundente, no qual Bauman enfrenta, muitos séculos depois, “um debate apaixonado a partir de processos completamente novos, espetaculares, chocantes e reveladores”.

Logo na introdução, ele lembra: “Na era do iluminismo, durante a vida de Francis Bacon, Descartes ou mesmo Hegel, o padrão de vida em qualquer lugar da Terra nunca era mais que duas vezes superior àquele em vigor na região mais pobre. Hoje, o país mais rico, o Qatar, se vangloria de ter uma renda per capita 428 vezes maior que aquela do país mais pobre, o Zimbábue (a comparação é entre médias).” Nunca se viu tamanha desigualdade em toda a história humana.

Para Bauman, “a obstinada persistência da pobreza no planeta que vive os espasmos de um fundamentalismo do crescimento econômico é bastante para levar as pessoas atentas a fazer uma pausa e refletir sobre as perdas diretas, bem como sobre os efeitos colaterais dessa distribuição da riqueza”. Que, na realidade, é uma “não-distribuição da riqueza”. A seu ver, “o abismo crescente que separa os pobres e sem perspectiva de abastados, otimistas, autoconfiantes e exuberantes – abismo cuja profundidade já excede a capacidade de todos, exceto dos mais fortes e inescrupulosos arrivistas – é razão óbvia para ficarmos gravemente preocupados”.

A propósito, ele concorda com quem adverte que “a principal vítima da desigualdade será a democracia, já que a parafernália cada vez mais escassa, rara e inacessível da sobrevivência e da vida aceitável se torna objeto de rivalidades cruelmente sangrentas (e talvez de guerras) entre os bem providos e os necessitados e abandonados” (1). Para Bauman, essa assertiva desmonta “uma das justificativas morais básicas da economia livre de mercado, isto é, que a busca do lucro individual também fornece o melhor mecanismo para a busca do bem comum” (grifo do autor).

Ele está convencido de que “a riqueza acumulada no topo da sociedade, ostensivamente, não obteve qualquer ‘efeito de gotejamento’; nem tornou qualquer um de nós, em qualquer medida, mais rico; nem nos deixou mais seguros e otimistas quanto a nosso futuro e o de nossos filhos; nem tampouco, segundo qualquer parâmetro, mais felizes.”

Pelo contrário. “Pessoas que são ricas estão ficando mais ricas apenas porque são ricas. Pessoas que são pobres estão ficando mais pobres porque já são pobres”, observa Bauman e completa: “Hoje, a desigualdade continua a aprofundar-se pela ação de sua própria lógica e de seu momentum. Ela não carece de nenhum auxílio ou estímulo a partir de fora – nenhum incentivo, pressão ou choque. A desigualdade social parece agora estar mais perto de se transformar no primeiro moto-perpétuo da história – o qual os seres humanos, depois de inumeráveis tentativas fracassadas, afinal conseguiram inventar e pôr em movimento.”

Bauman acompanha o aumento da remuneração de um diretor executivo das maiores empresas americanas em comparação com o salário médio de um trabalhador de fábrica. Em 1960, o diretor executivo ganhava doze vezes mais que o trabalhador. Em 1974, 35 vezes mais. Em 1980, 42 vezes mais. Em 1990, 84 vezes mais. Em meados de 1990, 135 vezes mais. E, em 2000, já era 531 vezes mais. Não parece um moto-perpétuo em contínua aceleração?

Notável é a crítica de Bauman a um trecho do discurso de Margaret Thatcher (1925-2013) feito durante visita aos EUA, em 1970, já como alta funcionária do governo inglês, do qual  seria a primeira-ministra em 1979-90. Thatcher – que não tardaria a promover a desregulamentação do setor financeiro, a flexibilização do mercado de trabalho e a privatização de empresas estatais – disse então: “Uma das razões por que valorizamos indivíduos não é porque sejam todos iguais, mas porque são todos diferentes… Eu diria: permitamos que nossos filhos cresçam, alguns mais altos que outros, se tiverem neles a capacidade de fazê-lo. Pois devemos construir uma sociedade na qual cada cidadão possa desenvolver plenamente seu potencial, tanto para seu próprio benefício quanto para o da comunidade como um todo”.

Escreve Bauman a respeito: “Observe que a premissa crucial que leva a afirmação de Thatcher a parecer quase evidente em si mesma – a suposição de que a ‘comunidade como um todo’ seria adequadamente servida por todo cidadão dedicado a seu ‘próprio benefício’ – não foi explicada com clareza, sendo aqui aceita como ponto pacífico. Como observa Dorling (2), de maneira sarcástica, Thatcher pretende que ‘a capacidade potencial deva ser tratada como a altura’ (isto é, algo que está além do poder de interferência humana); assim como presume, mais uma vez sem provas, que diferentes indivíduos tenham por natureza capacidades diversificadas, em vez de possuir distintas capacidades a serem desenvolvidas, porque cabem a cada um diferentes condições sociais.”

“Em outras palavras” – esclarece Bauman –, “Thatcher toma como ponto pacífico, como algo evidente, que nossas diferentes capacidades, assim como nossas diferentes alturas, são determinadas por nascimento, ‘normalizando’ desse modo a implicação de que pouco ou quase nada há na capacidade humana para mudar esse veredicto do destino. Essa foi uma das razões pelas quais, no fim do século passado, ‘tornou-se aceita a estranha noção de que, ao agir egoisticamente, de algum modo, as pessoas beneficiam as outras’” (3).

No capítulo dedicado a Algumas grandes mentiras, Bauman nos oferece breve lista de “falsas crenças”, “talvez aquelas que, mais que todas as demais, têm responsabilidade pelo flagelo da desigualdade e seu crescimento em aparência incontrolável e metastático”:

“1. O crescimento econômico é a única maneira de lidar com os desafios e de algum modo resolver todos e quaisquer problemas que a coabitação humana necessariamente gere.

2. O aumento permanente do consumo, ou a rotatividade acelerada de novos objetos de consumo, talvez seja a única ou, pelo menos, a principal e mais efetiva maneira de satisfazer a busca humana pela felicidade.

3. A desigualdade entre os homens é natural; assim, ajustar as oportunidades de vida humana à sua inevitabilidade beneficia todos nós, enquanto adulterar seus preceitos prejudica todos.

4. A rivalidade (com seus dois lados, a eminência do notável e a exclusão/degradação do desprezível) é, simultaneamente, condição necessária e suficiente para a justiça social, assim como para a reprodução da ordem social.”

O final é inesperado e de uma franqueza sem ranhuras, com corajosa e dramática dose de otimismo: “Permita-me acrescentar que atribuir a si mesmo responsabilidade pelo mundo é um ato ostensivamente irracional. A decisão de assumi-la, complementada pela responsabilidade por essa decisão e suas consequências, contudo, é a última chance de salvar a lógica do mundo da cegueira que ele sofre e das suas consequências homicidas e suicidas.”

* Vice-Presidente da Associação Brasileira de Direito Aeronáutico e Espacial (SBDA), Diretor Honorário do Instituto Internacional de Direito Espacial, Membro Pleno da Academia Internacional de Astronáutica (IAA) e ex-Chefe da Assessoria Internacional do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Agência Espacial Brasileira (AEB). E-mail: jose.monserrat.filho@gmail.com.

Referências

1) Do artigo Especie humana ameaçada de extinção (Human species, endangered), de Michel Rocard, Dominique Bourg e Floran Augagner, publicado no jornal Le Monde, na edição de 3 de abril de 2011.

2) Dorling, Daniel, Injustice: Why Social Inequality Persists?, Polici Press, 2011, p. 197.

3) Id Ibid.


Fonte: Blog Panorama Espacial - http://panoramaespacial.blogspot.com.br/ 

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Centro de Lançamento de Alcântara (MA) Tem Nova Direção

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (16/01) no site da “Agência Espacial Brasileira (AEB)”, destacando que o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) já esta sob nova direção desde o dia 12/01.

Duda Falcão

Notícias

Centro de Lançamento de Alcântara
(MA) Tem Nova Direção

Coordenação de Comunicação Social
16/01/2017

Fotos: CLA

O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Braga Coelho, participou da cerimônia de posse do novo diretor do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. O engenheiro Luciano Valentim Rechiuti assumiu a direção do Centro na última quinta-feira (12.1) em substituição ao Coronel Aviador Cláudio Olany Alencar de Oliveira, após três anos e cinco meses como vice-diretor.

A cerimônia, presidida pelo tenente brigadeiro do ar Antônio Carlos Egito do Amaral, diretor-geral do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), contou com a participação de todo o efetivo do CLA e do Grupamento de Apoio de Alcântara (GAP-AK). Estiveram presentes ao evento o deputado Federal Pedro Fernandes, representantes de órgãos e instituições públicas e privadas de âmbito federal, estadual e municipal, além dos comandantes locais das organizações militares das Forças Armadas e auxiliares.

A passagem de direção iniciou com um culto em ação de graças com todo o efetivo e convidados, realizado no auditório do Centro Técnico. Os convidados acompanharam o descerramento da fotografia, do agora ex-diretor do CLA, coronel Olany, no Salão Nobre.  Na sequência, foi realizada a Cerimônia Militar de Passagem de Direção. Em sua despedida o coronel Olany relembrou as conquistas realizadas em seu comando e agradeceu as autoridades que contribuíram para sua gestão. Ao término da solenidade a tropa desfilou em continência ao novo diretor do CLA.  Também assumiu como vice-diretor do Centro, o tenente coronel aviador Marco Antônio Carnevale Coelho.

“É com enorme expectativa que assumo a direção do CLA, uma organização essencial na manutenção do poderio aeroespacial do país. Em meio ao mais intenso processo de reestruturação da Força Aérea Brasileira (FAB), todos nós devemos dar prosseguimento às implementações propostas pelo Alto Comando, de forma a garantir maior eficiência na utilização dos recursos administrativos, logísticos e operacionais. A gestão iniciada hoje ganha enormemente com a ativação do Grupamento de Apoio de Alcântara (GAP-AK), pois possibilita o enfoque exclusivo na nossa atividade-fim de preparar, lançar e rastrear engenhos aeroespaciais”, concluiu o novo diretor.

O novo diretor do CLA, Coronel Luciano é engenheiro cartógrafo, formado pela Universidade Estadual Paulista (UNESP). Possui Mestrado em Sensoriamento Remoto, pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), MBA nas áreas de Gerenciamento de Projetos (FGV), Gestão de Processos em Ciência e Tecnologia (UFF) e Política e Defesa, pela Universidade Estácio de Sá. Foi promovido ao posto de Coronel em 25 de dezembro de 2013.



Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Tubesat TANCREDO-1 Foi Lançado Com Sucesso Esta Manha da ISS

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (16/01) no site da “Agência Espacial Brasileira (AEB)”, destacando que o picosatélite “TANCREDO-1” da galerinha de Ubatuba foi finalmente lançado com sucesso ao espaço na manhã de hoje da Estação Espacial Internacional (ISS).

Duda Falcão

Notícias

Satélite Feito Por Alunos do Ensino
Fundamental é Lançado com Sucesso

Coordenação de Comunicação Social – CCS
16/01/2017

Foto: JAXA

O primeiro satélite construído por alunos do ensino fundamental – o Ubatubasat – foi lançado em órbita nesta segunda-feira (16.01), às 9h49 – horário de Brasília a partir da Estação Espacial Internacional (ISS sigla em inglês). O satélite foi colocado em órbita, por meio do módulo Kibo JEM (Jaapanese Experimental Modulo) operando o deployer CubeSat JJOD.

Desenvolvido por alunos da Escola Municipal Tancredo de Almeida Neves (ETEC), na cidade de Ubatuba (SP), em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), todo o custo do lançamento do pequeno satélite foi arcado pela Agência Espacial Brasileira (AEB).

O Ubatubasat vai testar em órbita dois experimentos científicos. Um deles é o gravador chip com uma mensagem da escola Tancredo Neves que será transmitida em órbita. O outro é o experimento do Inpe que vai estudar as bolhas de plasmas da atmosfera, fenômeno que compromete a captação de sinais e antenas parabólicas localizadas na linha do Equador.

O pequeno satélite pesa 650 gramas, mede aproximadamente 9 centímetros de diâmetro e 13 cm de altura. O Ubatubasat será colocado em órbita baixa (cerca de 400 km de altitude), com duas cargas úteis formadas por dois experimentos de pesquisa. O pequeno satélite está na categoria de picosatélite com medida de até 1 kg. A expectativa de vida útil no espaço é de três a quatro meses. O equipamento tem em sua estrutura cinco placas, e células fotovoltaicas que envolvem o cilindro são responsáveis pela geração de energia para alimentar os componentes do Tancredo-1.

Os alunos e o coordenador do projeto Cândido Moura assistiram na sede do Inpe, em São José dos Campos (SP), a transmissão ao vivo do lançamento no canal da agência espacial do Japão (JAXA). De acordo com o coordenador do projeto toda a equipe envolvida no desenvolvimento do satélite está ansiosa para ver o picosatélite funcionando em órbita. “O Ubatubasat é uma ferramenta pedagógica que permitiu que centenas de alunos de nossa escola participassem de um projeto científico real. Depois de tanto trabalho estamos com a expectava em ver o satélite funcionando no espaço”, afirmou.

O professor Cândido esclareceu que a equipe vai acompanhar o satélite a partir do próximo dia 18 de janeiro quando todos estarão na cidade de Pardinho, no interior paulista, pois em Ubatuba não existe estação de rastreio e controle. O projeto também conta com diversos parceiros pelo mundo, como por exemplo, o professor Bob Twiggs da Morehead State University, que vai nos ajudar nesta tarefa.

Trajetória - O Ubatubasat foi lançado em 9 de dezembro rumo à ISS por um foguete da JAXA dentro de um adaptador TuPOD, de fabricação italiana.

Segundo o coordenador do projeto, o Tancredo-2, segunda versão do projeto já está em desenvolvimento. Trata-se de um cubesat com uma carga útil ótica para detectar raios do espaço. A expectativa é que a segunda versão entre em órbita em 2019.

O lançamento foi transmitido no canal do YouTube da JAXA no endereço: https://www.youtube.com/watch?v=R4xq_rj0QiQ

Para que as crianças se interessem pelas ciências espaciais, o Inpe disponibiliza uma dobradura para montar uma réplica de papel do Ubatubasat. Confira o modelo com as instruções para a montagem: http://www.inpe.br/noticias/arquivos/pdf/Modelo-Maquete-UbatubaSat-Tancredo-I_PaperMockUp-1.pdf



Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

Comentário: Parabéns a galerinha coordenada pelo Prof. Cândido Moura, estou vibrando por esta fantástica notícia e agora é torcer para que tudo  venha dar certo com o Tancredo-1 e também pela continuidade do projeto. Avante Tancredo-1. Já quando a CCS da AEB, nota zero, por continuar insistindo em denominar o picosatélite (Tubesat) TANCREDO-1 pelo nome do projeto.